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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

DIFAMAÇÕES CONTRA PETISTAS: Criminosos sem escrúpulos

29.01.2013
Do blog TECEDORA, 28.01.13
Por DeniseSQ 


Desde ontem chamo insistentemente a atenção das pessoas que me acompanham no twitter para cuidar muito na hora de divulgar ou retuitar informações que possam gerar sentimentos desnecessários neste momento tão sério e triste. Aconselhei vários a, antes de divulgar pedidos de ajuda ou outras coisas do gênero, que dessem uma olhada nos perfis oficiais, tanto do governo do Estado quanto da prefeitura e de rádios (três) que eu acompanhava e faziam cobertura com entrevistas de autoridades e informações sérias sobre a tragédia.

Mas nada se compara à canalhice que um blogueiro, que se diz jornalista, foi capaz de colocar no blog. Reproduzo (com nojo, mas por necessidade de ilustrar) o print.


Pelo que pude entender, alguém fez a montagem e colocou no facebook e em instantes o tal blogueiro (o nome está no print) começou a espalhar por aqui. Imediatamente entramos em contato com o Deputado Federal Paulo Pimenta, que por mensagem privada para mim no Twitter e para o Sergio Pecci no Face mostrou toda a sua indignação diante da calúnia. Reproduzimos:

Pelo Face: "Estamos imediatamente acionando a Policia Federal para identificarmos a origem desta mentira criminosa . Trata- se de um absurdo gravíssimo numa hora como essa . Não conheço nenhum dos donos desta boate. Precisamos identificar os bandidos que estão postando isso para puni- los exemplarmente . Isso é demais , revoltante e repugnante. Tenho muitos amigos e conhecidos sofrendo nesta hora e sou obrigado a me deparar com essa loucura insana."

 Pelo Twitter: "Criminosos sem escrúpulos . Já acionamos PF para identificarmos autores desta mentira criminosa e revoltante". 

A página do deputado é aberta no Facebook e mesmo os não usuários tem acesso. Para quem não sabe, ele é um cidadão santamariense e foi líder estudantil na Universidade Federal. 

Que haja punição a esses seres que nos demonstram que a sordidez humana não tem mesmo limite, é o mínimo que se espera. E que sejam punidos os irresponsáveis, se é que se pode denominar gente, como esta, assessora de imprensa do PSDB, que está espalhando na rede o link do blog. 

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Nota: O Estado de São Paulo publicou hoje, 28 de janeiro, que a boate está registrada em nome da mãe e da irmã do proprietário.

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Fonte:http://tecedora.blogspot.com/2013/01/criminosos-sem-escrupulos.html

A canalhice de fazer humor com Santa Maria

29.01.2013
Do blog ESQUERDOPATA, 28.01.13


Jornalismo urubu: Chico Caruso, Noblat e a canalhice de fazer humor com Santa Maria 

Noblat acaba de publicar no seu blogue, no espaço de humor, uma charge de Chico Caruso que é um insulto. Uma tentativa barata de agredir a presidente Dilma e politizar a tragédia de Santa Maria num momento de imensa dor.

Esse jornalismo urubu perdeu completamente a capacidade de enxergar limites e de buscar alguma razoabilidade para a sua ação. Vale tudo para agradar aos que lhes pagam o soldo. Vale tudo para construir um discurso de ódio contra as posições políticas das quais não compartilham.

Sinceramente, achei que só no limbo dos comentários anônimos fosse possível encontrar algo do nível desta charge do Chico Caruso publicada por Noblat.

Sou um ingêno. Esse pessoal que já havia transformado o acidente da TAM em um evento político, quer fazer o mesmo com Santa Maria.

São carniceiros que evocam o que chamam de liberdade de imprensa para esse tipo de coisa.

Espero que parentes das vítimas que se sentirem agredidos e que a própria presidenta tome uma atitude jurídica em relação a isso.

Humor. É esse o título da chamada da charge que você pode ver lá no Noblat, porque ela não entra no meu blogue. Humor.
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Latuff expõe o jornalismo urubu


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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com/2013/01/a-canalhice-de-fazer-humor-com-santa.html

MADAME NÃO VAI TER MAIS COZINHEIRA. QUE HORROR!

29.01.2013
Do blog CONVERSA AFIADA, 28.01.13
Por Paulo Henrique Amorim

Estrangeiros adoravam as empregadas domésticas brasileiras. Especialmente as de Higienópolis

Conversa Afiada reproduz texto de amigo navegante:
Enviado em 27/01/2013
Paulo Henrique,
Traduzi e lhe envio um artigo muito interessante que saiu na revista Forbes (afinal, não duvido que seja o principal fator isolado da ‘ideologia’ da nossa direita – serviçais baratos, ou grátis…) :

A ‘pobre’ classe média brasileira e os pobres serviçais que desapareceram

Por Kenneth Rapoza, em:
http://www.forbes.com/sites/kenrapoza/2013/01/22/brazils-poor-middle-class-and-the-poor-that-no-longer-serve-them/
(tradução ‘minha’, após descobrir que o Tradutor do Google, como no século passado, ainda acha que ‘desert’ não pode ser sobremesa)

Deixe-me começar dizendo que isto não é uma crítica ao Brasil. É uma história real que mostra como a maré crescente do país está levantando todos os barcos. Os pobres têm mais oportunidades do que nunca. Estão ganhando mais dinheiro (56 por cento). E para a classe média, acostumada a depender deles para lavar os pratos e fazer o almoço, os dias de luxo acabaram.
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Minha casa, o Edificio Bretagne. Como eu sinto falta!

Todas as três janelas do último andar eram minhas.
E eu tinha uma empregada para limpa-las para mim.
Pergunte a quem vive no exterior o que mais gosta e a resposta, inevitavelmente, será esta: os impostos e o serviço de limpeza. Isso mesmo. Empregadas domésticas. E não só para os qualquer classe média, às vezes até para a baixa. Se estão vivendo em Dubai, Mumbai ou no Brasil, todos amam suas empregadas. É um luxo que não podem pagar quando voltarem para os seus países.
Eu vivi no Brasil por 10 anos. Saí em março de 2010. Empregadas faziam meu almoço: arroz, feijão e carne. Salada. Sobremesa. Refresco suco de laranja ou limonada suíça ou maracujá ou guaraná. Em seguida, ela lavava a louça. Depois, lavava e passava minhas roupas.
Conforme o tempo passava, a manutenção de uma empregada doméstica diaria tornou-se caro. Diminuí para duas vezes por semana. Ela limpava a casa e lavava a roupa. Eu pagava R $ 80 por dia, ou R $ 140 por semana, cerca de US $ 78 para dois dias completos de trabalho. Seu nome era Hélia. Eu e minhas filhas amávamos a Hélia. Espero que ela esteja bem.
Nós vivemos neste belo edifício em São Paulo, no bairro Higienópolis. Um colega meu de uma das grandes agências de notícias dos Estados Unidos viveu lá, também. Nossos filhos saíam muito juntos, especialmente na piscina, cercada por palmeiras que abrigavam esses pequenos papagaios verdes que se misturavam com as folhas de palmeiras. Ele também tinha uma empregada, só que todos os dias e, por vezes, nos fins de semana. Uma colunista do jornal Folha de São Paulo também morava no prédio. Ela tinha uma filha. Só a filha tinha uma empregada e uma babá, sete dias por semana. Era uma colunista de 40 e poucos anos de um jornal tradicional, não uma estrela de rock.
Como eu, o meu colega era um americano vivendo uma vida que nunca poderia pagar nos Estados Unidos. Nunca. Dois repórteres normais à espera de ter a cabeça cortada. Ele, um pouco mais rico e esperançoso; eu um pouco mais jovem e mais cansado. Uma coisa que todos nós adorávamos era o luxo daquela ajuda em casa.
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A piscina tinha até um barman.
Embora um pouco mau humorado. Ahhh, que vida …
Nos últimos oito anos, a renda dos trabalhadores domésticos no Brasil aumentou 56 por cento , de acordo com o IBGE. É um número difícil de quantificar porque quase toda empregada domésticano Brasil é paga em dinheiro, não registrada. Em comparação, a renda média em geral aumentou 29 por cento. Em âmbito nacional, o salário médio pago aos empregados domésticos gira em torno de R $ 721 por mês, ou cerca de US $ 360. No entanto, esse número é o dobro ou o triplo em grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. A renda de empregadas domésticas brasileiras aumentou em média 6,7 por cento em apenas um ano, em termos reais. O aumento do salário causa um constante declínio no número de trabalhadores domésticos no mercado.
Francamente, a economia do Brasil está cada vez mais rica. Os pobres têm coisas melhores para fazer do que trabalhar para adolescentes de classe média que ainda não aprenderam nem a dobrar e guardar as suas próprias camisetas.
Salários elevados – escassez. Muitos brasileiros não podem mais pagar empregadas. Bem-vindo ao seu sonho americano, Brasil !
Carol Campos é uma administradora no Banco do Brasil em São Paulo. Uma típica pessoa de classe média. Ela mora em Higienópolis. Eu fui a casa dela muitas vezes. Nossos filhos são amigos. Iam para a escola juntos. Ela costumava ter uma empregada todos os dias quando seu primeiro filho nasceu, depois passou para dois dias por semana – por causa do aumento do custo de vida – ela me diz, “Estamos agora a apenas um dia por semana. É muito caro.” Ela lhe paga R $ 90 (US $ 45) por dia.
Uma série de novas leis trabalhistas destinadas a proteger os trabalhadores informais elevou tais custos. O governo queria que os trabalhadores pobres, a maioria mulheres, tivessem dinheiro suficiente para poupar para a aposentadoria e pagar por planos de saúde. O início do aumento dos salários se deu pelo ano 2000.
“Cerca de quatro anos atrás, quando eu e minha irmã estavamos na faculdade e trabalhavamos, minha família decidiu contratar uma ‘Diarista’”, diz Leoberto José Preuss, um analista de sistemas na empresa TOTVS em Joinville, Santa Catarina, um dos estados mais classe média no país. Naquela época, ele diz, a diarista, uma empregada doméstica que só vem de vez em quando e recebe por dia, custava apenas R $ 60 por dia para cozinhar e limpar a casa. “Você tem sorte se hoje encontrar alguém por menos de 90″, diz ele. Estamos com alguém só três dias por semana. É difícil encontrar alguém disponível nos dias de hoje. ”
E vai “piorar”. O serviço doméstico definitivamente vai ficar mais caro. Tão caro, na verdade, que a maioria dos brasileiros de classe média não terá mais uma empregada.
Recentemente, o governo incluiu o 13º salário para os domésticos de tempo integral, além do recolhimento do FGTS. O serviço de limpeza doméstica no Brasil está se profissionalizando e tem puxado o tapete da classe média acostumada a depender deles para manter a casa em ordem.
Uma pesquisa da Folha de São Paulo este mês perguntou a 1.177 entrevistados se eles seriam capazes de pagar uma empregada doméstica, dadas as novas leis trabalhistas – 44 por cento disseram que não, 26 por cento disseram que teriam que diminuir. Assim, um total de 70 por cento estão começando a se acostumar com o fato de que os bons e velhos tempos de “Banana Republic” já são coisa do passado.
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Sarah Castro, 28, é também uma repórter de Santa Catarina, também classe média, que cresceu com uma empregada de tempo integral, sua própria Mary Poppins.
“Nossa empregada se chamava Nice. Ela morava com a gente e foi parte da nossa família. Eu sinto falta dela. Não havia ninguém como ela “, diz ela. “Hoje em dia, só temos uma empregada um dia por semana. Uma empregada boa é difícil de encontrar. ”
Ou melhor – se tudo continuar como está, quando Sarah fizer 40 anos ela simplesmente não terá mais condições de pagar por uma empregada doméstica.

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/01/28/madame-nao-vai-ter-mais-cozinheira-que-horror/

DE TRAGÉDIAS, PRECONCEITO OU OS CANALHAS DE PLANTÃO

29.01.2013
Do portal BRASIL247, 28.01.13
Por Paulo Emílio, Editor do PE247


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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/91924/De-trag%C3%A9dias-preconceito-ou-os-canalhas-de-plant%C3%A3o.htm

TRAGÉDIA EM SANTA MARIA O horror e o limite da linguagem

29.01.2013
Do portal do OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, 28/01/13 
Por Luciano Martins Costa, na edição 730


Este é um daqueles momentos em que o jornalismo se defronta com os limites da linguagem: não há como descrever, ainda que de forma aproximada, o que aconteceu no casa de shows Kiss, da cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, na madrugada de domingo (27/1).
Os números dão uma dimensão da tragédia, os elementos que se juntaram para agravar as consequências do incidente conduzem os sentimentos na direção da indignação, mas mesmo assim estaremos muito distantes do significado do acontecimento em sua plena extensão. E mesmo que as imagens técnicas, demonstrando mais uma vez seu predomínio nos tempos atuais, avancem na explicitação do fato em si, ainda resta a dor para ser descrita.
Os jornais de segunda-feira (28/1) tentam superar a perplexidade, mas essa é a expressão que define exatamente até onde pode chegar a narrativa especializada: quanto mais as palavras e as imagens nos aproximam da verdade, menos aceitável ela se torna.
Nas primeiras páginas dos diários, os próprios números se desencontram: a Folha de S.Paulo e o Globo falam em 231 mortos; o Estado de S. Paulo diz que foram 233. O esforço de reportagem produz listas de vítimas, mas quanto maior o número delas, mais distante fica o leitor do drama de cada uma daquelas famílias.
O inaceitável é produto da “imprudência, das falhas na fiscalização, da ganância. A revolta pede providências para que tragédias assim não se repitam”, diz o cronista Luis Fernando Verissimo no Estadão.
As redações se dedicam a pesquisas e vão buscar outros fatos correlatos em outros tempos, em outros lugares, mas cada tragédia tem sua dor muito específica e as comparações apenas realimentam a perplexidade: o que poderia ter sido feito para evitar tantas mortes?
Como pode uma casa noturna aceitar a presença de uma multidão muito acima de sua capacidade? Como podem as autoridades permitir o funcionamento de um estabelecimento sem alvará, sem saídas de emergência, sem luzes de sinalização, forrado de material altamente inflamável, sem brigada de combate a incêndio, com extintores vazios ou quebrados?
Quanto mais informações oferecem os jornais, mais perguntas se acumulam e nenhuma delas conduz a uma resposta aceitável.
Morrer em Santa Maria
Estadão fala em “série de erros”, o Globo se refere a “descaso”, todos os jornais destacam o fato de que algumas mortes podem ter sido provocadas porque os seguranças tentaram impedir os jovens em desespero de escapar da boate, porque julgavam que pretendiam sair sem pagar a conta.
Mas nenhum dos grandes diários de circulação nacional foi capaz de produzir um perfil dos donos da casa noturna, apontar antecedentes, explorar indícios de relações viciadas entre eles e as autoridades encarregadas de fiscalizar o funcionamento de estabelecimentos desse tipo.
Diário de Santa Maria informa em sua edição online que a casa noturna pertence a Mauro Londero Hoffmann e Elissandro Callegaro Spohr. Segundo o site do jornal carioca O Dia, Spohr é réu em processo criminal por lesão corporal grave. Jornais gaúchos dizem que eles podem ter a prisão preventiva decretada.
Nos próximos dias, a imprensa vai seguir buscando responsáveis, vai acabar descobrindo que há muitas outras ratoeiras armadas por aí, à espera de jovens ansiosos por diversão. Os jornalistas vão constatar que essas armadilhas estão espalhadas pelas cidades do litoral, onde milhões de pessoas passam o verão. Haverá muita cobrança, algumas dessas casas serão vistoriadas, mas antes do carnaval chegar tudo terá voltado ao que era na véspera, porque não faltam regras para serem quebradas.
Quando ultrapassa certos limites, a tragédia paralisa e embota o instinto investigativo e nem mesmo a disponibilidade de muita tecnologia é capaz de expandir a capacidade de significar a realidade.
É preciso admitir que há acontecimentos que simplesmente não podem ser descritos e que a mediação é apenas um recorte numa fração da realidade. Talvez por isso, dois dos grandes jornais nacionais, o Globoe o Estado de S.Paulo, aceitaram a oferta do midiático poeta gaúcho Fabrício Carpinejar, que publicou em seu blog e enviou às redações o poema intitulado “Tragédia em Santa Maria”.
Diz o poeta: “Morri em Santa Maria hoje/ Quem não morreu?/ Morri na Rua dos Andradas, 1925./ Numa ladeira encrespada de fumaça”.

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Fonte:http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/o_horror_e_o_limite_da_linguagem

Tragédia de Santa Maria vira alvo de politicagem e deboche

29.01.2013
Do BLOG DA CIDADANIA, 28.01.13
Por Eduardo Guimarães

Confesso que adiei a composição deste texto o quanto pude. Passado o choque inicial com a tragédia épica que se abateu sobre Santa Maria, ainda que pouco confiante em que não acontecesse não quis considerar a hipótese de que sobreviesse o espetáculo de selvageria que se seguiu neste país.
Lembro-me de que, no domingo, minutos após saber que serei avô pela segunda vez, então ainda na mesa do almoço com os pais da criança (meu filho e minha nora), ouço a emissora FM em que escutávamos música falar sobre a tragédia, interrompendo o almoço em família e nos obrigando a ir à internet em busca de maiores informações.
Naquele instante, senti vergonha do pensamento que me tomou. Um horror humanitário como aquele e eu fui logo pensar em que arrumariam um jeito de criticar Lula ou Dilma ou até o PT pelo que ocorrera. Senti-me fanático e insensível.
Não tive que esperar muito para me redimir, ainda que preferisse ter me sentido mal comigo mesmo a ter que encarar a dura realidade de que há uma infestação de desumanidade no país.
Jornalistas conhecidos, órgãos de imprensa e internautas anônimos das redes sociais protagonizaram um show dos horrores. Frases e até imagens repugnantes foram construídas a toque da mais absoluta insensibilidade e falta de limites éticos.
Tudo em que o blogueiro e colunista da revista Veja Reinaldo Azevedo conseguiu pensar, poucas horas após a tragédia vir a público, foi em criticar o ex-presidente Lula por ter sido postado em seu perfil no Facebook uma mensagem de solidariedade às famílias das vítimas de Santa Maria (?!!).
No jornal O Globo e no site “Blog do Noblat”, hospedado no portal da Globo na internet, uma charge de Chico Caruso espantou multidões pelo mau-gosto, pelo oportunismo, pela insensibilidade e até pela burrice.
O que tem Dilma Rousseff a ver com a falta de fiscalização de uma casa noturna em um dos mais de cinco mil municípios brasileiros? Nada? Pois o cartunista que serve à família Marinho achou relevante colocá-la à frente de uma jaula flamejante exclamando “Santa Maria!”.
Que mensagem o cartunista mandou? O que ele quis dizer? Por que Dilma tinha que ser associada à tragédia? Não seria mais inteligente uma charge crítica à falta de fiscalização das autoridades de Santa Maria ou ao descaso do empresário inescrupuloso que dirigia aquela arapuca?
Por que não fazer uma charge poética sobre o sofrimento de toda uma nação? Não havia idéia melhor para aquele cretino usar em uma charge, já que, por alguma razão, julgou que tinha que fazer uma?
O envolvimento de Dilma no episódio via essa cretinice da charge se conectava com os comentáristas dos blogs de Noblat e Azevedo, que se uniam para acusá-la pela tragédia sob razões malucas, ininteligíveis, que nem seus formuladores souberam explicar.
Mas, tragicamente, não foi só. O jornal O Estado de São Paulo começou a espalhar, acriticamente, matéria insultuosa ao Brasil divulgada por um dos dois jornais ingleses que abriu guerra contra o governo Dilma. O subtítulo da matéria fez troça do lema de nossa bandeira.
O diário Financial Times trocou o lema Ordem e Progresso por “Idiotia e Progresso”. Ou seja: 200 milhões de brasileiros se tornaram “idiotas” por um tipo de tragédia que vem ocorrendo em várias partes do mundo, até nos Estados Unidos (2003).
Pior que tudo isso têm sido perfis nas redes sociais Twitter e Facebook, entre outras. Internautas anônimos estão se fartando de debochar do sofrimento que se abateu sobre o país inteiro usando, sem piedade, o que há de mais estupefaciente e repugnante no “humor negro”.
O que está acontecendo no país? Tenho 53 anos. Já vi muita coisa, mas essas pessoas capazes de não sentir um pingo de comiseração em um momento de tanta comoção não existiam. Ou, se existissem, ao menos tinham um mínimo de pudor.
Explorar politicamente uma tragédia como essa, no entanto, talvez seja o pior. Porque essa conduta asquerosa não veio de algum moleque cretino e mimado ou revoltado com o mundo, mas de homens supostamente esclarecidos e maduros.

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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2013/01/tragedia-de-santa-maria-vira-alvo-de-politicagem-e-deboche-2/

A "doença" de Reinaldo Azevedo

29.01.2013
Do BLOG DO MIRO, 28.01.13

Por Cadu Amaral, em seu blog:

Nem tudo dá para se medir. A imbecilidade é uma delas. Se for a do Reinaldo Azevedo de Veja, até a palavra imensurável é obsoleta. Aliás, afirmar que Reinaldo Azevedo é portador desse adjetivo é pleonasmo. Quando se pensa que não há nada que ele possa fazer para mostrar sua principal característica, ele se supera.

Agora nos “brinda” com a acusação de oportunismo, de Lula e sua esposa Marisa, ao emitirem nota de solidariedade às famílias das vitimas da tragédia de Santa Maria/RS. Tudo para tentar vender o peixe de que Lula que se sobrepor à Dilma.

Diz o mentecapto em seu blog no site de Veja: “tem o cheiro inevitável da exploração política, é a nota de Lula e sua mulher, Marisa. Ele não exerce mais cargo público”. Para Azevedo, somente quem exerce função pública pode se manifestar sobre a tragédia.

Sim, porque antes de ser militante político, Lula é um ser humano. Com virtudes e defeitos e como tal tem o direito de se expressar.

Como uma simples nota de solidariedade pode causar tanto medo e ódio desta criatura feita de carbono?


“O Brasil inteiro está triste e de luto pelas mortes ocorridas no incêndio em Santa Maria. Nesse momento difícil, expressamos nossa solidariedade aos amigos e familiares das vítimas e a toda a população da cidade, mas em especial aos pais e mães por essas perdas irreparáveis. Nossos sentimentos. Marisa Letícia e Luiz Inácio Lula da Silva”.


O que há demais nessa nota?

Reinaldo precisa é de doses cavalares de Prozac.

Sem falar no oportunismo. Reinaldo Azevedo usa a tragédia para atacar Lula. Milhões de brasileiros e brasileiras, detentoras de função pública ou não se solidarizam com os familiares das vítimas da tragédia no Rio Grande do Sul.

Além do tradicional ódio de classe contra Lula, Dilma, o PT e a esquerda em geral exposto em seu blog diuturnamente, ele agora que ditar quem pode e quem não pode manifestar solidariedade às famílias das vítimas.

Se pudesse proibia Lula de sair à rua ou visitar alguém. Não somente ele – toda a “grande imprensa” deseja isso também – mas é Reinaldo Azevedo quem mais vocifera rancor e preconceito contra o ex-metalúrgico.

Azevedo, além de oportunista e possuidor de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) com Lula, se mostra a cada dia, um pelanco de ditador.

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Fonte:http://www.altamiroborges.blogspot.com/2013/01/a-doenca-de-reinaldo-azevedo.html

Como ser um grupo de comunicação sem Noção? Seja Rede Globo

29.01.2013
Do blog MARIAFRÔ


Estou em pleno sertão nordestino ajudando minha mãe a se restabelecer em sua terra natal. E agradeço muito estar bem atarefada por aqui, porque consegui me poupar um poco de mais uma cobertura onde a tragédia é o espetáculo.
Ontem foi um dia triste, o país inteiro se chocou com o horror de mais de duas centenas de jovens mortos asfixiados pela fumaça de um incêndio numa boate na cidade de Santa Maria.
Nas redes sociais a conta do twitter oficial da rede Globo publica uma mensagem completamente sem noção que irritou os twitteiros. A mensagem estimulava os leitores a fazer lápide divertida sobre “Pé na Cova (veja matéria reproduzida do Terra).
E como se não bastasse Chico Caruzo faz charge da tragédia e Noblat publica na seção HUMOR.
Latuff tem toda a razão, esta mídia carniceira é indigente.

Globo se desculpa por mensagem “infeliz” sobre ‘Pé na Cova’
Do Terra
Em seu perfil oficial, a Rede Globo se desculpou por mensagem “infeliz”, que convidava os internautas a criarem lápides interativas no site da série ‘Pé na cova”
Foto: Twitter / Reprodução
O perfil oficial da Rede Globo no Twitter se retratou, na tarde deste domingo, após postar uma mensagem em que convidava os internautas a criarem uma “divertida” lápide interativa.
A ação, que faz parte da promoção da série Pé na Cova, foi mal vista pelos internautas, que criticaram a falta da sensibilidade da emissora em razão da tragédia envolvendo a morte de pelo menos 232 pessoas no incêndio de uma boate em Santa Maria (RS), na madrugada deste domingo.
“Já brincou de criar sua lápide divertida?”, dizia a mensagem com o link do aplicativo que direcionava para o site do seriado. Rapidamente, dezenas de internautas replicaram o tuíte, criticando “insensibilidade” da emissora com a tragédia ocorrida em Santa Maria. “Hoje, Globo? Hoje”, indagou um dos internautas sobre o post. “Tem vergonha não? Dia triste, e você fazendo tuites de #PéNaCova”, reclamou @CarolGomide02
Após as críticas, o post foi deletado do perfil, e a Globo se retratou quanto à publicação: “Claro que o tuitede #PéNaCova foi uma infeliz casualidade, pela qual nos desculpamos. Estamos solidários com as famílias de Santa Maria/RS”, dizia a mensagem.
Incêndio em casa noturna
Um incêndio de grandes proporções deixou mais de 230 mortos na madrugada deste domingo em Santa Maria (RS). O incidente, que começou por volta das 2h30, ocorreu na Boate Kiss, na rua dos Andradas, no centro da cidade. O Corpo de Bombeiros acredita que o fogo iniciou com um sinalizador lançado por um integrante da banda que fazia show na festa universitária.
Segundo um segurança que trabalhava no local, muitas pessoas foram pisoteadas. “Na hora que o fogo começou foi um desespero para tentar sair pela única porta de entrada e saída da boate e muita gente foi pisoteada. Todos quiseram sair ao mesmo tempo e muita gente morreu tentando sair”, contou. O local foi interditado e os corpos foram levados ao Centro Desportivo Municipal, onde centenas de pessoas se reuniam em busca de informações.
A prefeitura da cidade decretou luto oficial de 30 dias e anunciou a contratação imediata de psicólogos e psiquiatras para acompanhar as famílias das vítimas. A presidente Dilma Rousseff interrompeu viagem oficial que fazia ao Chile e foi até a cidade, onde se reuniu com o governador Tarso Genro e parentes dos mortos.

Fonte:http://mariafro.com/2013/01/29/como-ser-um-grupo-de-comunicacao-sem-nocao-seja-rede-globo/

Realidade silenciada: negligência e corrupção agravam drama dos sequestros no México

29.01.2013
Do portal OPERA MUNDI,26.01.13
Por  Federico Mastrogiovanni | Cidade do México

Parentes encontram obstáculos entre as autoridades do país para investigar os casos, que podem passar de 20 mil

Yahaira Guadalupe Baena López foi tirada de casa em 13 de abril de 2011 por homens armados em Oaxaca. Mais de um ano depois, com a ajuda de investigadores e advogados particulares, a mãe, Margarita, conseguiu descobrir o paradeiro da filha. Após dez dias de torturas e estupros, Yahaira foi encontrada sem cabeça em uma cova anônima. Destino parecido teve Alan Israel Cerón Moreno, que sumiu em uma noite de Natal para ser morto longe dos pais, que o procuraram sem descanso por semanas. “Pode parecer uma loucura, mas saber que o mataram me faz dormir”, contou a mãe, Rosa María, em seu enterro.
Federico Mastrogiovanni/Opera Mundi
Na Cidade do México, mães de desaparecidos realizam marcha em protesto contra falta de investigação dos crimes

No México, atualmente, há um fenômeno de desaparecimentos. Todos os anos, milhares de denúncias de familiares são feitas, porém, não existem cifras exatas e nenhuma instituição faz a conta, devido à falta de coordenação e também à ausência de vontade política em reconhecer o problema. A quantidade de casos reportados não corresponde ao número real de pessoas sequestradas, que parecem já não estar em canto algum, pois frequentemente o delito é negado ou maquiado.

É como uma imagem que toma uma forma diferente a cada vez que se tenta observá-la de perto. Um simulacro evanescente no discurso oficial, quase uma invenção, mas que ganha forma e consistência nas histórias individuais, transformando-se em um problema real. No entanto, os poucos números importam e são fundamentais para poder falar de um problema massivo.

Leia também:


O tema não é novo no México. Durante a “guerra suja” – ações do governo do PRI (Partido Revolucionário Institucional) contra grupos guerrilheiros estudantis de esquerda –, de 1969 até a metade dos anos 1990, chegou-se a calcular um número de desaparecidos próximo a 1.200 pessoas. Uma herança maldita do país, em que o desaparecimento forçado de pessoas era uma ferramenta sistemática para aterrorizar a população.

Wikicommons
No sexênio do presidente Felipe Calderón (foto à esquerda) – recentemente concluído –, instituições oficiais como a Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), reconheceram a existência de mais de seis mil desaparecidos no México. De acordo o Sistema Nacional de Segurança Pública (SNSP), houve um aumento de 137% durante o último governo. 

Segundo associações de familiares de vítimas de desaparecimento, os dados proporcionados pelo Estado não representam minimamente o número real de desaparecidos.
De acordo com a ONH Propuesta Cívica, 20.851 pessoas entre 2 de agosto de 2006 e 29 de fevereiro de 2012 desapareceram no país.

A verdade é que não existe um registro único federal. Os estados não se coordenam nem são confiáveis na contagem dos desaparecimentos. É impossível confrontar as denúncias de desaparecimento com os milhares de corpos sem nome identificados em todo o território nacional e o processo parece muito longe de chegar a algum resultado.

Como afirma Blanca Martínez, porta-voz da ONG Forças Unidas pelos Nossos Desaparecidos de Coahuila (FUUNDEC), há uma diferença entre os tempos atuais e os da “guerra suja”: “Enquanto no passado, sobretudo nas décadas de 70 e 80, o desaparecimento forçado estava relacionado principalmente à oposição política ou armada do regime hegemônico priísta, operada por agentes do Estado, hoje não, está pulverizado. É mais complicado entender este fenômeno de maneira uniforme”.

Tipos de sequestro

Alguns são vítimas de sequestros, que acontecem em quase todo o país, também na forma conhecida como “sequestro relâmpago”, no qual a detenção dura poucas horas ou poucos dias, até o pagamento do resgate.

Também é muito comum o desaparecimento de imigrantes, principalmente os centro-americanos, que cruzam a fronteira do México para chegar aos Estados Unidos. Eles são sequestrados em grupos de até 50 ou 100 pessoas por diferentes atores criminosos, em muitos casos, apoiados por agentes da polícia municipal, estatal e/ou federal, elementos do exército ou funcionários do Instituto Nacional de Migração.

Os grupos que sequestram imigrantes, na maioria dos casos, pedem um resgate aos familiares que vivem em solo norte-americano. Cada uma essas pessoas “vale” de dois a cinco mil dólares. Quem não paga, morre.

Também desaparecem pessoas que são obrigadas a se prostituir. Jovens mexicanas ou centro-americanas são sequestradas a cada ano para servirem de mercadoria no mercado de tráfico de pessoas e acabam no vasto mercado internacional da prostituição.

Há também desaparecimentos relacionados à atividade profissional. Os que correm mais em risco, segundo os dados tanto de organizações não-governamentais internacionais como a ONU (Organização das Nações Unidas), são defensores de direitos humanos e jornalistas.

Esse grupo é o que concentra a maior parte dos casos, segundo as organizações de familiares de vítimas de desaparecimentos. Crimes cometidos sem razão econômica e, sobretudo, ao longo do governo Calderón. “O que se pode afirmar com certeza é que a maioria dos casos de desaparecimento têm responsabilidade direta ou indireta das instituições oficiais, principalmente das polícias ou do exército”, diz a irmã Consuelo, responsável pela organização Cidadãos em Apoio aos Direitos Humanos de Monterrey.

“Além da incompetência de funcionários ou ministérios públicos – que não cumprem com seu dever de investigar ou o fazem mal, desperdiçando horas preciosas para encontrar pessoas desaparecidas –, em muitos casos os desaparecimentos são realizados diretamente por agentes da polícia em atividade. Isso é feito à luz do dia, com uniforme, ou trabalhando para grupos criminosos, sem uniforme”, completa Martínez, da FUUNDEC.

Divulgação
Propaganda da ONG mexicana FUUNDEC (Forças Unidas pelos Nossos Desaparecidos de Coahuila)

Quando os agentes da polícia não estão diretamente envolvidos no desaparecimento, é muito comum que as forças policiais ou militares “apoiem” outros atores criminosos, deixando-os atuar, facilitando suas operações e dando até apoio logístico.

Em ambos os casos, seja em uma ação direta, seja indireta, seja até em uma omissão, pode-se e se tem que falar de desaparecimento forçado de pessoas e de uma responsabilidade do Estado mexicano, como se observa nas recomendações do grupo de trabalho da ONU sobre o tema dos desaparecimentos forçados no México.

A gravidade deste crime continuado é tamanha, que ele é considerado no direito internacional, assim como a tortura, um crime contra a humanidade. “As mães agem como polícia no México. Visitamos lugares inimagináveis para identificar corpos desmembrados, em estado de decomposição, com um odor nauseabundo, em busca dos nossos filhos! Precisamos não só ter cuidado com o crime organizado, mas também com o governo que, sempre, de uma forma ou de outra, busca uma forma de nos calar”, desabafa Margarita, que, ao contrário de milhares de outras mães, conseguiu encontrar o corpo sem vida da filha, Yahaira. 


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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/reportagens/26776/realidade+silenciada+negligencia+e+corrupcao+agravam+drama+dos+sequestros+no+mexico+.shtml

Lista suja do trabalho escravo tem 409 empregadores

29.01.2013
Do portal da Agência Brasil, 28.01.13
Por Carolina Sarres


Brasília – No Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, lembrado hoje (28), 409 empregadores estão na lista suja do trabalho escravo, elaborada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Instituto Ethos, a Organização Não Governamental (ONG) Repórter Brasil e o Ministério do Trabalho. A lista reúne empresas ou contratantes (pessoa física) que mantêm trabalhadores em condições análogas às de escravidão.
Calcula-se que os citados no cadastro empregam 9,1 mil trabalhadores, em setores majoritariamente agropecuários – como na criação e no abate de animais, no plantio e no cultivo de espécies vegetais, segundo apurou a Agência Brasil. Ainda há empresas de extração mineral, comércio e construção civil.
A lista suja do Trabalho Escravo está disponível na íntegra na internet, e pode ser consultada por qualquer pessoa por meio do nome da propriedade, do ramo de atividade, do nome do empregador (pessoa jurídica ou física), dos cadastros de Pessoa Física (CPF) ou de Pessoa Jurídica (CNPJ), do município ou do estado. A lista foi criada em 2004 por meio de resolução do Ministério do Trabalho.
O infrator (pessoa física ou empresa) é incluído na lista após decisão administrativa sobre o auto de infração lavrado pela fiscalização. Os dados são atualizados pelo setor de Inspeção do Trabalho do ministério. Quando entra na lista, o infrator é impedido de ter acesso a crédito em instituições financeiras públicas, como os bancos do Brasil, do Nordeste, da Amazônia, e aos fundos constitucionais de financiamento. O registro na lista suja só é retirado quando, depois de um período de dois anos de monitoramento, não houver reincidência e forem quitadas todas as multas da infração e os débitos trabalhistas e previdenciários.
Na última sexta-feira (25), foi publicado no Diário Oficial da União o resultado das auditorias fiscais do trabalho em 2012. De janeiro a dezembro do ano passado, foram cerca de 757,4 mil ações. Do total, 241 foram para combater o trabalho escravo.
Durante esta semana, serão promovidos diversos eventos em várias cidades do país para debater a questão. O ministro do Trabalho, Brizola Neto, se reuniu hoje com membros da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), em Belo Horizonte, para discutir os desafios e os avanços do tema - como o trâmite no Congresso Nacional da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Trabalho Escravo, que prevê a expropriação de terras urbanas e rurais onde for comprovado o uso desse tipo de trabalho. A PEC já foi aprovada pela Câmara e precisa passar pelo Senado, o que está previsto para ocorrer ainda este ano.
Na próxima quinta-feira (31), estão previstos debates com a ministra da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), Maria do Rosário, em São Paulo, quando será levado ao prefeito da cidade, Fernando Haddad, a necessidade de avanços da Carta-Compromisso contra o Trabalho Escravo, firmada em agosto de 2012, ainda quando o petista era candidato à prefeitura da capital paulista.
É considerado trabalho escravo reduzir uma pessoa à essa situação, submetendo-a a trabalhos forçados, jornada exaustiva, condições degradantes, restringir sua locomoção em razão de dívida com o empregador ou por meio do cerceamento de meios de transporte, manter vigilância ostensiva no local de trabalho e reter documentos ou objetos do trabalhador com o intuito de mantê-lo no local.
Edição: Carolina Pimentel

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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-01-28/lista-suja-do-trabalho-escravo-tem-409-empregadores