segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

TRAGÉDIA EM SANTA MARIA A diferença entre o remédio e o veneno

28.01.2013
Do portal OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
Por  Carlos Tourinho*,  na edição 730

Que dimensão deve ser dada a uma cobertura jornalística? Eis uma dúvida comum entre editores, qualquer que seja o tema. E quando esta cobertura é a de uma tragédia, como a de Santa Maria, no Rio Grande do Sul? Centenas de mortos e feridos (até o momento em que escrevo eram, somados, quase 400), acontecimento trágico como raros outros no Brasil. Devemos dar a esta tragédia o tempo que nossas emoções pedem? O tempo jornalístico deve ser medido pelo impacto que a notícia tem sobre nossas vidas, deve ser proporcional ao volume de informações que temos para oferecer, ou deve levar em consideração o critério da proximidade? Não é uma resposta fácil.
Foram diferentes os entendimentos por parte dos canais de televisão. Ainda que separemos as emissorasall news das convencionais, ainda assim as interpretações foram múltiplas. Alguns canais cancelaram toda a programação e ficaram horas a fio com a tragédia no ar, ainda que não tivessem material suficiente para isso (caso da Record e SBT durante parte do domingo, 27/1), outras mantiveram a programação normal fornecendo a informação em flashes (caso da Globo).
Nas redes sociais havia críticas para todo lado. Eis algumas: “a audiência é a agenda oculta das emissoras, este é o único interesse”; “é morbidez de quem assiste ou preocupação em ocupar a grade?”, dizia-se diante da excessiva repetição de imagens e das mesmas informações. Por outro lado, estava a indignação de alguns em ver “uma tragédia dessas acontecendo e a Globo com os ‘Caras de Pau’, no ar...”
Perguntas pífias
O incêndio aconteceu de madrugada, mas durante muitas horas da manhã as únicas imagens no ar ainda eram noturnas, o que revelava a dificuldade das grandes emissoras em cobrir com rapidez fatos de grande proporção que ocorrem fora dos grandes centros (o que demanda um debate paralelo sobre a valorização do jornalismo regional).
Entre as emissoras de notícias 24 horas, as abordagens também foram diferentes. A GloboNews e a RecordNews ficaram com o assunto todo o tempo. A all news da Record preocupava-se em (re)anunciar o que tinha acontecido, priorizando a função de atender aos novos telespectadores do momento, ainda que para o enfado de quem já ouvira tudo o que estava sendo dito. A da Globo ocupava o espaço com longas entrevistas com especialistas que davam seus diagnósticos a quilômetros de distância da notícia e baseados em informações preliminares.
“Daqui a pouco vão entrevistar um especialista da USP em incêndios dentro de boates”, provocava um internauta. Enquanto isso, quem zapeava a televisão percebia o sofrimento de apresentadores que, “condenados” a entrevistas perpétuas, perguntavam se “usar lenço no rosto é uma boa alternativa para quem estiver em situação semelhante, com muita fumaça”, como se fosse hora de desdobrar um tema que nem mesmo havia sido bem explicado em sua essência inicial. O resultado foram entrevistas confusas, com abordagens inadequadas para o momento. “Qual a característica de Santa Maria, é a presença da Aeronáutica?”, perguntava outro apresentador a mais um especialista de plantão.
Momento de reflexão
A verdade é que não é fácil ter a exata noção do tempo que se deve dedicar a essas coberturas. A dimensão deve ser espacial – motivada pela proximidade do acontecimento –, proporcional ao tamanho da tragédia, ou relacionada com o volume de informação significativa disponível? Um internauta apontou um caminho: “suspender a programação normal da programação regional e, para o restante do país, atualizar apenas com as novas informações”. Seria uma boa solução?
É fato que a maior parte das redações jornalísticas encontra essa medida numa régua que mede o impacto das emoções populares e seu reflexo na audiência. Mas, a julgar pelos comentários nas redes sociais, o excesso de tempo com a mesma informação (diferente do excesso de informação) pode não ser tão bom para os resultados dessa audiência, como muitos imaginam.
Longe de ser insensível, há de se questionar: a existência de uma tragédia deve significar que todo mundo tem que se penitenciar e assistir apenas a essas notícias por todo o dia? Será pecado assistir ou oferecer outra programação? Ou o maior pecado, pelo lado da imprensa, seria prometer uma cobertura “total” e confundir tempo com notícia?
O momento é importante para a reflexão de editores e especialistas em Comunicação. Como diz um velho ditado popular, a diferença entre o remédio e o veneno pode estar na dose.
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*Carlos Tourinho é jornalista, editor de TV e doutorando em Ciências da Comunicação
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Fonte:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/a_diferenca_entre_o_remedio_e_o_veneno

Olívio Dutra: “Estamos devendo muito ao povo brasileiro”

28.01.2013
Do blog VI O MUNDO

“Estamos devendo muito ao povo brasileiro”


Não mexemos na estrutura deste Estado, que continua sendo uma cidadela dos grandes interesses econômicos e culturais, afirma Olívio Dutra
23/01/2013

Desde quando criticou as “más com­panhias” que teriam levado o PT a enve­redar pelos caminhos ortodoxos da po­lítica, Olívio Dutra vem sendo uma das vozes internas críticas ao processo de inflexão conservadora do próprio parti­do. Fundador do partido, primeiro prefeito petista em Porto Alegre, governa­dor do Rio Grande do Sul entre 1999 e 2002 e ministro das Cidades no primei­ro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Olívio Dutra faz um ba­lanço realista dos dez anos de PT no go­verno federal.

“Não mexemos na estrutura deste Es­tado, que continua sendo uma cidade­la dos grandes interesses econômicos e culturais”, afirma. Em entrevista ao Brasil de Fato, Olívio, que esteve pre­sente no lançamento do jornal durante o Fórum Social Mundial em janeiro de 2003, em Porto Alegre, reconhece os limites da gestão petista, que começou naquele mesmo mês. 

“Temos uma gran­de dívida pela frente, mesmo que tenha­mos conquistado melhores condições de vida e de protagonismo político de mi­lhões de brasileiros“, reconhece, defen­dendo que o partido e a esquerda reto­mem o debate sobre as transformações necessárias na sociedade brasileira.

Além de um balanço dos últimos dez anos, o ex-governador gaúcho apontou os limites da experiência petista, os de­safios da esquerda e não deixou de refor­çar sua posição sobre a postura do parti­do em relação ao “mensalão”: “O PT ja­mais poderia ter feito isso mas pode, da­qui para frente, se assumir como partido da transformação e não da conciliação”.

Brasil de Fato – O Brasil de Fato foi lançado em janeiro de 2003, logo após a posse de Lula, durante o Fórum Social Mundial. O primeiro número do jornal trazia uma entrevista com o economista Celso Furtado e a manchete: “É preciso coragem para mudar o Brasil”. Passados dez anos do projeto do PT no poder, houve necessária coragem para as mudanças profundas no Brasil?

Olívio Dutra – Lembro de um cidadão da Bossoroca (cidade gaúcha das Mis­sões, terra natal de Olívio) que tinha 90 e tantos anos e dizia: “Coragem não me falta, me falta ar”. Não faltou coragem nos dois mandatos do Lula e neste que está se desenrolando com a Dilma. Mas é bem verdade que não rompemos com conjunturas adversas. Acabamos con­temporizando sob a alegação da gover­nabilidade, tendo que construir uma maioria não programática no Congres­so, tanto no primeiro quanto no segun­do governo do Lula, e até mesmo ago­ra. 

Mesmo havendo coragem para en­frentar os desafios de um país tão gran­de e com desigualdades imensas, esta maioria não programática sempre pu­xou para baixo a execução de um pro-grama que enfrentasse com radicalida­de situações de desigualdade que pe­nalizam milhões de brasileiros. Então, penso que coragem não faltou.

E políti­ca evidentemente se faz com coragem, mas também com clareza dos objeti­vos. Por isso, penso que ainda há mui­to o que fazer. Estamos devendo muito ao povo brasileiro, mesmo que tenha­mos conquistados direitos sociais, me­lhor distribuição da renda, oportunida­de de emprego e trabalho regular. Mas não fizemos, por exemplo, a reforma agrária com a radicalidade necessária. Com a maioria que constituímos, não fizemos nenhuma das reformas funda­mentais do Estado. Temos uma grande dívida pela frente, mesmo que tenha­mos conquistado melhores condições de vida e de protagonismo político de milhões de brasileiros.

Como o senhor mesmo diz, apesar dos avanços nas áreas econômica e social, os governos Lula e Dilma não enfrentaram questões estruturais. Foi por causa da governabilidade ou o projeto do PT no poder acabou sendo não enfrentar estes temas?

Sou um dos fundadores do PT e até hoje não vi nenhuma instância do par­tido se decidir por um projeto que fi­que estacionário ou que se condicione às conjunturas. Se isso está andando, é por conta de alguns setores que estão se contemplando com o que já se conquis­tou. Se pensamos que dialogar com am­plos setores da sociedade brasileira é suficiente, que isso abre espaços e reduz pressões, o projeto vai ficando, na sua realização, cada vez mais longe. 

O ho­rizonte vai ficando mais distante. E isso sem ter tido uma discussão.

Qual é o papel de um partido de esquerda e do so­cialismo democrático em sendo governo e tendo representação política para en­frentar um Estado que não é o que aco­lhe um projeto de transformação social?

Não mexemos na estrutura deste Es­tado, que continua sendo uma cidade­la dos grandes interesses econômicos e culturais. As elites se sentem muito con­trariadas em terem tido a fraqueza de deixar o povo brasileiro eleger um me­talúrgico para a Presidência da Repúbli­ca, e agora uma mulher que vem de uma luta que não é a luta que eles sempre pa­trocinaram. Mas isso não os impede de continuar tendo poder. Porque poder não é apenas estar no governo. 

O prota­gonismo do povo brasileiro ainda preci­sa ser estimulado, provocado. Nós che­gamos no governo e de certa forma con­temporizamos com as coisas.

Os movi­mentos sociais têm presença nos conse­lhos aqui e acolá, mas isso garante força para os movimentos sociais e mobiliza­ção ampla que um governo de transfor­mação precisa ter na base da sociedade para poder avançar? Isso não temos res­pondido como partido. 

Aliás, qual o pro­jeto que a esquerda brasileira tem para o país, não apenas para ganhar eleições? Como a esquerda vê o Brasil e a possibi­lidade de transformá-lo? E estabelecer entre si compromissos e poder alternar­se por dentro da esquerda, e não a es­querda disputar esta ou aquela eleição e depois ter que fazer negociações em que o seu projeto se estilhaça e o horizon­te da transformação fica cada vez mais distante.

O PT é o maior partido de es­querda do país e não nasceu de gabine­tes, mas está cada vez mais dependente destes nichos de poder dentro de um Es­tado que está longe de ter esse controle público e popular efetivo. E estamos ge­rindo esse Estado. É uma discussão sé­ria que precisamos nos debruçar sobre ela. O PT tem que fazer a obrigação de fazer isso. Não esgotou este projeto na medida em que não se tornar um parti­do da acomodação e se mantiver como partido da transformação.

O senhor defende a necessidade de a esquerda, não só o PT, discutir o que quer para o Brasil.

O PT aceitou o jogo democrático, mas a democracia não é estática, é um pro­cesso. Temos que estabelecer formas de ir desmontando a lógica do Estado que funciona bem para poucos e mal para a maioria. Temos que discutir como agir por dentro do Estado, em um processo democrático, mas não perdendo o obje­tivo estratégico de ganhar força na base da sociedade, semear transformações. Não temos que sair com um tijolo em cada mão, ou dando murro em ponta de faca, mas temos que ter consciência que o partido tem de ser uma escola política. Pode haver uma alternância entre as fi­guras dos diferentes partidos de esquer­da, desde que haja um compromisso de sequência do projeto de transforma­ção, e não de acomodação. Nosso parti­do tem que tirar lições dos governos que já exercemos, mas não ficar se autoelo­giando e nem se remoendo. Há uma rea­lidade a ser enfrentada. E é preciso ter povo mobilizado constantemente, não como massa de manobra, mas para for-mar uma base de sustentação.

O senhor acredita que ainda haja espaço para isso no PT? O senhor e outros dirigentes vêm defendo uma retomada de velhas tradições do PT, mas não é ilusório imaginar que o partido voltar a ser algo que já não é mais?

Eu não prego este retorno, mas tam­bém afirmo que, sem raízes, uma árvore não tem tronco com seiva sufi ciente pa­ra sustentar a galharia lá em cima. E es­sas raízes são as lutas sociais e popula­res, de um período histórico importante do país, no qual se originou esse ambien­te de fundação do PT. A conjuntura mun­dial é desafiadora. Vamos buscar apenas nos adaptar? 

Não é uma oportunidade de darmos um salto? O PT tem que debater isso.

As instâncias partidárias afrouxa­ram-se de tal maneira que inclusive tive­mos pessoas importantes do PT que co­meteram políticas que não se diferen­ciam das políticas tradicionais que sem­pre condenamos, sob alegação da gover­nabilidade e essas coisas todas. Isso não pode ser culpa apenas desta ou daque­la figura, mas as estruturas partidárias não estavam suficientemente atentas ou atuantes, e se criaram essas situações em que as pessoas pensavam que podiam fa­zer ou desfazer coisas que depois se jus­tificariam pelos objetivos. E isso levou a essa situação que estamos sofrendo, que é a Ação Penal 470, o chamado mensa­lão, que não pode ser o objetivo do nosso debate ficar remoendo, acusando aqui ou ali, mas se superando.

Achar que pode­mos comprar e vender opinião, comprar e vender posições, comprar e vender vo­tos, isso é o pior da política, que tem des­graçado o povo brasileiro e desqualifica­do as instituições políticas. O PT jamais poderia ter feito isso mas pode, daqui para frente, se assumir como partido da transformação e não da conciliação.

Apesar das críticas ao julgamento do mensalão, o governador gaúcho Tarso Genro vem afirmando em artigos que o partido deve mudar de agenda. É o que o senhor está dizendo também?

O partido não deve ficar se justificando, mas não deve também colocar a ca­beça no chão como avestruz. Tem que assumir que houve erros de conduta po­lítica. Não é condenar Fulano ou Bel­trano, mas assumir que em uma situa­ção tal, as instâncias do partido não fo­ram capazes de não se deixar aprovar por condutas assim. E ir adiante, evi­dentemente. Penso que a política para nós tem que ser a construção do bem comum, com protagonismo das pesso­as. O Estado, para funcionar bem, tem que estar sob controle público efetivo. Esse é um objetivo, colocar o Estado sob controle da sociedade. E para isso é pre­ciso ter espaço para os movimentos so­ciais, instigá-los dentro da sua autono­mia. Um governo tem limites para exe­cutar coisas, mas não pode submeter os movimentos sociais a esses limites que tem na institucionalidade.

O Brasil de Fato foi lançado durante o Fórum Social Mundial. O balanço que o senhor faz do FSM e das coisas que aconteceram no Brasil e na América Latina nestes dez anos é otimista ou pessimista?

É realista. Há avanços importantes, que não fossem as edições do FSM não teriam acontecido. Agora, há coisas que poderiam ter ido mais longe. O FSM também não pode ficar atrelado e depen­dente de governos, mesmo que sejam go­vernos sérios e comprometidos com as lutas sociais. O Fórum tem que ter for-mas de fazer com que suas deliberações ecoem nas instâncias supranacionais, nos organismos internacionais. O fato de o FSM ter perdido um pouco do foco, porque se mundializou, passou a aconte­cer em diferentes locais e depois ter en­contros maiores, continentais, para de­pois ter um encontro global, tem que ser revisto, para não se perder.

E qual o balanço realista que o senhor faz da imprensa alternativa brasileira neste período?

Cresceu muito, eu penso. Temos mui­tos veículos alternativos, mas qual é o conteúdo, o que estão provocando? Pen-so que esse florescimento de uma im­prensa alternativa é um caminho im­portante para enfrentar os grandes gru­pos econômicos que lidam com a infor­mação. É preciso ter uma miríade de fon­tes alternativas de informação e comuni­cação. Mas precisam ter uma visão, não é cada uma no seu território, na sua ca­tegoria, é preciso ter uma visão de como as coisas se relacionam, se interligam. E isso também é papel dos partidos polí­ticos, instigar essas relações e a qualifi­cação da intervenção. Temos um gover­no com problemas sérios na relação com os grandes grupos econômicos e a gran­de mídia.

A grande mídia se alimenta das contas de publicidade do governo e das empresas públicas. Enquanto isso, pa­ra jornais e veículos alternativos sobram migalhas. São questões políticas e preci­sam ser encaradas. Isto é uma dívida que ainda não saldamos.

Leia também:


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Fonte:http://www.viomundo.com.br/entrevistas/olivio-dutra-estamos-devendo-muito-ao-povo-brasileiro.html

A GLOBO E A DITADURA MILITAR: Não esquecer nunca, não perdoar jamais

28.01.2013
Do blog ESQUERDOPATA, 27.01.13


NÃO ESQUECER

Em 1984, quando a esmagadora maioria do povo brasileiro se havia cansado da ditadura militar, as Organizações Globo da família Marinho queriam mais. E trataram de abduzir um dos maiores movimentos cívicos que este país já viu: a campanha Diretas Já. 

Chegou ao cúmulo de pôr no ar o repórter Ernesto Paglia para transformar um comício pelas Diretas, com 300 mil manifestantes na Praça da Sé, em mera festa dos 430 anos de São Paulo, a 25 de janeiro de 1984. 

Numa reportagem de cerca de 3 minutos, em que não se menciona uma só vez a palavra de ordem “Diretas Já”, Ernesto fez duas menções curtas a um comício que ali se realizava, com uma fala de 8 segundos do governador Franco Montoro, depois de citar todos os artistas que estavam no palanque e nenhum nome de político. 

O histórico movimento foi homeopaticamente diluído na proporção de 1 para 1.000 – para a Globo, eleições diretas naquela proporção só chegariam lá pelo século 22.

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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com/2013/01/nao-esquecer-nunca-nao-perdoar-jamais.html

BOMBA! Gilmar Mendes é citado em escândalo de caixa dois com Marcos Valério

28.01.2013
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE


Miraglia entregou à PF cerca de 12 quilos de documentos que, segundo ele, mudarão a política do país
Intimado pela Polícia Federal (PF) como testemunha do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes – que teria sido um dos beneficiados em um esquema de repasse de recursos federais –, o empresário Marcos Valério causou rebuliço, na última quinta-feira (24), na superintendência da instituição, em Belo Horizonte. Seria a primeira vez que o empresário, condenado a 40 anos de prisão, no escândalo do mensalão, voltaria a prestar depoimento à polícia. As informações são do jornal Hoje em dia

Porém, contrariando as expectativas de todos, inclusive às da PF, o empresário não apareceu. Sua defesa alegou que ele marcará data conveniente para prestar explicações à polícia, já que figura apenas como testemunha do ministro. Ele não é visto em público desde a condenação pelo mensalão.

Além de Valério, foram intimados o lobista Nilton Monteiro e seu advogado, Dino Miraglia. Apenas o advogado esteve na PF, na região Centro-Sul da capital. A delegada Vânia Gazzinelli foi a responsável por colher o depoimento e receber os documentos. Miraglia, que defende o lobista, falou por cerca de quatro horas com a delegada. O advogado classificou o depoimento como “intenso e positivo”. Ele questionou a ligação entre Valério e o ministro. “É uma relação, no mínimo, incoerente”.

Os depoimentos fazem parte das investigações do caso que envolve a suposta ligação de Gilmar Mendes e de outras autoridades com Valério. Além do depoimento, Miraglia entregou à delegada documentos que comprovariam o esquema com verba federal. “São mais de 12 quilos de papel, envolvendo várias pessoas. Vão desde favorecimento até tentativa de homicídio. Se a polícia levar a fundo a investigação, poderá vir uma grande mudança no cenário político do país”, afirmou.

O advogado do lobista Nilton Monteiro alega que seu cliente teria sido vítima de um atentado. “Colocaram fogo na casa dele. Um sobrinho chegou a ficar internado. Se isso acontecesse no Estado do Texas, nos Estados Unidos, os responsáveis seriam condenados à morte”, compara.

Caixa dois

O ministro Gilmar Mendes trava uma disputa com  Nilton Monteiro e o advogado criminalista Dino Miraglia desde a divulgação do esquema, que teria beneficiado diversas autoridades durante a campanha para o governo de Minas, em 1998. O suposto caixa dois teria sido articulado por Marcos Valério, que assina a lista de beneficiados, registrada em cartório. O nome do ministro Gilmar Mendes aparece no documento como tendo recebido R$ 185 mil. Nilton Monteiro teria elaborado a lista. O ministro nega o recebimento.

A documentação foi entregue à PF por Miraglia que, além de Monteiro, defende a família da modelo Cristiana Aparecida Ferreira, assassinada em 2000. Segundo o advogado, a morte foi uma “queima de arquivo”, pois a modelo seria a responsável por transportar malas de dinheiro do esquema. Na lista, Cristiana teria recebido R$ 1,8 milhão.





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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2013/01/gilmar-mendes-do-stf-citado-em.html

"Erro" ou manipulação de El País?

28.01.2013
Do BLOG DO MIRO, 27.01.13
Por Emir Sader, no sítio Carta Maior:

Penosas as tentativas de explicação do El País sobre o que caracterizam como seu “erro” ao publicar a foto falsa de Hugo Chávez. Tudo é dito, menos o essencial.

A decisão passou por muitas mãos, não houve praticamente dúvidas. (Nem sequer se perguntaram porque seu concorrente, El Mundo, a quem tinha sido oferecida a foto, a havia recusado.) Dizem que buscaram mais informação na internet, mas não viram que a farsa já havia sido denunciada na Venezuela no dia anterior. Que teria atuado com rapidez, assim que as reações foram brutalmente contra e logo souberam que era uma manipulação. Reiteram, penosamente, que gastaram 225 mil euros (tudo se mede em dinheiro para a mídia mercantil) para retificar o “erro, como que a demonstrar os sacrifícios com que pagaram o “erro”.

Não abordam o essencial: Por que com Hugo Chávez? Por que não aconteceu com Ariel Sharon, que está em estado de coma há anos? Por que não aconteceu com Hilary Clinton, que esteve hospitalizada há pouco, por razões pouco explicadas? 

Aí está a chave da questão, não explicada pelas várias matérias expiatórias do El Pais, nem sequer abordada pelo jornal e seus penitentes jornalistas.

Quem lê, mesmo que às vezes o jornal, sabe a obsessão que o jornal tem com Hugo Chávez. E como o rei – o covarde assassino de elefantes – expressou esse sentimento com aquele ex abrupto a Hugo Chávez, comemorado pelo próprio El País.

Chávez, como um dos dirigentes dos governos progressistas da América Latina, incomoda a direita tradicional espanhola e a nova direita. Afinal foi o PSOE, o partido do El Pais, quem começou a austeridade na Espanha, que está levando o país à pior debacle econômica e social da sua história, enquanto Hugo Chávez e os governantes progressistas da América Latina avançam por um caminho diferente, anti-neoliberal, e evitam que os efeitos da catástrofe europeia se abata sobre nós.

Com a foto, os magnatas da decadente imprensa espanhola pretendiam golpear a imagem de Hugo Chávez, supostamente revelando o verdadeiro estado do presidente da Venezuela, ao mesmo tempo que denunciariam as versões do governo venezuelano e demonstrariam capacidade de furar o controle de informações de Cuba.

Falharam redondamente. Revelam como atuam como partido da direita, manipulando informações em favor das suas preferencias políticas, desmascarando definitivamente a suposta objetividade jornalística da mídia mercantil.

A imprensa brasileira constatou o “erro” e as autocríticas, muito constrangida, do jornal em que a mídia daqui se espelha. Nem sequer à altura da autocrítica do El Pais, que afirma que foi o maior “erro” da historia do jornal. Foram pegos com a boca na botija, o que os constrange e aos que ainda o consideravam um bom jornalismo.
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Fonte:http://www.altamiroborges.blogspot.com/2013/01/erro-ou-manipulacao-de-el-pais.html

A ausência de limites de Aécio Neves


28.01.2013
Do BLOG DO MIRO
Por Altamiro Borges


A “ausência de limites” do senador Aécio Neves, o cambaleante presidenciável tucano, não fica patente apenas diante do bafômetro. Ela se expressa, principalmente, no terreno da política. Em seu artigo de hoje na Folha, intitulado “Ausência de limites”, ele insinua que a presidenta Dilma Rousseff coloca em risco a democracia brasileira. “Não é possível fechar os olhos para o viés autoritário que ganha substancia no governo petista”, afirma o ex-governador de Minas Gerais, conhecido por suas práticas truculentas.

A razão deste novo ataque na Folha – que cede semanalmente as suas páginas às demagogias eleitorais do tucano – é o pronunciamento da presidenta em cadeia nacional de rádio e tevê, na última quarta-feira, para explicar a redução das contas de luz. Aécio não se conforma! Só falta pedir que a Dilma seja censurada. Se fosse em Minas Gerais, onde sua irmã controla com mão de ferro o grosso da imprensa – via publicidade oficial e demissões de jornalistas críticos –, Dilma não teria qualquer espaço para esclarecer a sociedade.

Na maior caradura, o tucano afirma que “a governança por medidas provisórias, a profunda subordinação do Congresso, a forma como foram promovidas as mudança de marcos regulatórios, a ausência de diálogo e as diversas tentativas de ‘regulamentar’ a mídia são algumas das expressões dessa perigosa tendência [autoritária da presidenta]”. Parece que bebeu! Em Minas Gerais, os tucanos usam o rolo compressor no Legislativo, atrelam o Judiciário, censuram a imprensa e rejeitam o diálogo com os movimentos sociais!

Aécio condena a “lamentável utilização da rede nacional de rádio e TV para desqualificar os brasileiros críticos ao seu governo... O pronunciamento da presidente tem vários significados. Nenhum deles é bom para a democracia, patrimônio de todos os brasileiros”. É evidente que ele prefere que apenas a oposição demotucana tenha espaço na mídia privada para manipular informações e propagar visões “alarmistas”, como criticou Dilma Rousseff. Mas o Brasil não pode se calar diante da ditadura midiática ou tucana!

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Fonte:http://www.altamiroborges.blogspot.com/2013/01/a-ausencia-de-limites-de-aecio-neves.html

Barão da mídia defende Mussolini

28.01.2013
Do BLOG DO MIRO
Por Altamiro Borges


Em plena cerimônia em memória às vítimas do Holocausto, ocorrida neste domingo em Milão, o ex-primeiro-ministro da Itália, Sílvio Berlusconi, teve o desplante de defender o legado do líder fascista Benito Mussolini. “As leis raciais foram a pior falha dele, que, em outros aspectos, se saiu bem... Mussolini fez muitas coisas boas”, afirmou o bilionário imperador da mídia italiana, que cogita disputar novamente as eleições para o governo, marcadas para fevereiro.

A declaração gerou reação imediata. O Partido Democrata, de centro-esquerda, que lidera as pesquisas eleitorais no país, classificou-as de “repugnantes” e exigiu explicações do ex-governante. “É simplesmente asqueroso que justamente no dia da memória, Berlusconi reabilite a ação do ditador que colocou a Itália na II Guerra Mundial", retrucou Débora Sarracchiani, deputada do Partido Democrata. A televisão italiana, boa parte dela controlada pelo fascistóide, preferiu dar pouco destaque à declaração desastrada.

Berlusconi é dono da corporação Mediaset, que controla as três maiores emissoras privadas de televisão do país. Ele também é dono de bancos e presidente do clube Milan. Segundo a revista Forbes, o admirador de Mussolini é a segunda pessoa mais rica da Itália e o 74º homem mais rico da Europa, com uma fortuna estimada em 9 bilhões de dólares. Graças ao seu poder na mídia, ele já foi eleito três vezes primeiro-ministro do país e é acusado de desvio de recursos públicos, de evasão de divisas e de orgias nababescas.

A postura fascista de Berlusconi lembra a trajetória de outros famosos barões da mídia, que hoje exercem forte influência na política e colocam em risco a democracia – como Rupert Murdoch, dono do maior império midiático do planeta; o Grupo Clarín, na Argentina; e a famiglia Marinho, no Brasil. Todos estes barões da mídia já estiveram envolvidos em golpes militares, apoiaram ditaduras e ergueram seus impérios nas sombras. 

E ainda tem gente que se ilude quando ouve estes admiradores de Mussolini bravatearem sobre “liberdade de expressão” e democracia.

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Fonte:http://www.altamiroborges.blogspot.com/2013/01/barao-da-midia-defende-mussolini.html

Morri em Santa Maria hoje...

28.01.2013
Do blog MICODOIDO, 
Por Fabrício Carpinejar *

A maior tragédia de nossas vidas


Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça.

A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta.
Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa.

A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013.

As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada.

Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa.

Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio.

Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda.

Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência.

Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa.

Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram.

Morri sufocado de excesso de morte; como acordar de novo?

O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista.
A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados.

Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço. Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro.

Mais de duzentos e cinquenta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos.

Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal.

As famílias ainda procuram suas crianças. As crianças universitárias estão eternamente no silencioso

Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu.

As palavras perderam o sentido.

*Fabrício Carpinejar (poeta e cronista) 

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Fonte:http://www.micodoido.blogspot.com/2013/01/morri-em-santa-maria-hoje.html

O dia em que o LinkedIn engoliu o Facebook

28.01.2013
Do blog SINTONIA FINA
Por Fernando Fernandes


Por que as pessoas são tão aficionadas pelas redes sociais? Por que se tornaram tão populares?

Uma das respostas mais óbvias é a interação. Sim, as pessoas tem necessidade serem ouvidas e ver suas ideias valorizadas. E é exatamente isso que as redes sociais fazem. Permite que as pessoas se expressem livremente, e quase sempre, encontram pessoas que compartilham de suas ideias. Grande sacada. Foi uma das maiores invenções dos últimos anos.

Alguém se lembra do Orkut? Sim, Orkut? Pois é, há poucos anos era a queridinha da internet. As pessoas acreditavam que não poderiam mais viver sem ele. Foi uma grande febre mundial. Foi, quero dizer. Foi engolido por um tal de Mark Zuckerberg. Já ouviu falar?

Hoje, a grande vedete, a estrela dominante se chama Facebook, um dos maiores fenômenos do ciberespaço. A febre era contagiosa e se propagou na velocidade da luz. Parece que veio para ficar. 

Só parece, pois eis que um concorrente, fundado antes mesmo do Facebook, começa a ganhar musculatura e fazer sucesso no mercado mundial. Estamos falando do linkedIn, uma rede social voltada para o mundo corporativo. De forma lenta, mas sustentável, vem ganhando milhões de adeptos em vários países.

O LinkedIn começou a ser utilizado pelos CEOS’s das mais importantes empresas americanas. A adesão desses líderes fez despertar o interesse de empresas e de gestores até então reticentes. 

O resultado foi um grande crescimento da rede, tornando-a a queridinha dos líderes americanos. Não demorou muito, para que esse sucesso chegasse a outros países, como por exemplo, o Brasil. No Brasil, muitas empresas estão usando o LinkedIn como uma importante ferramenta na contratação de profissionais, para divulgarem e vender produtos/serviços. Assim como nos Estados Unidos, o currículo de papel está com seus dias contados.

Eu acredito, assim como muitos especialistas, que até 2018 o LinkedIn será a rede social mais utilizada no mundo, transformando o hábito das pessoas. Procurar um emprego nunca mais será feito como ainda vemos hoje. 

Líderes farão banco de candidatos, usando as informações fornecidas pela rede, e muito mais coisas virão por ai.

O Facebook, será apenas para as pessoas se divertirem, enquanto que no linkedin, faremos cada vez mais negócios, ganharemos cada vez mais dinheiro. Eu, por exemplo, já fiz vários negócios através de minhas conexões. Estou negociando um Workshop em angola, graças a contatos do linkedIn.

E você, já fez seu perfil no LinkedIn? Não sabe como utilizar essa ferramenta? Tem dúvidas? Aguarde o próximo artigo com dicas de como você também pode fazer negócios usando essa ferramenta.

Bem, o linkedin ainda não engoliu o Facebook, mas tem dia e hora para isso acontecer.

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Fonte:http://asintoniafina.blogspot.com/2013/01/o-dia-em-que-o-linkedin-engoliu-o.html

ALENCASTRO E LINCOLN: AQUI, O SUL GANHOU (ATÉ HOJE)

28.01.2013
Do blog CONVERSA AFIADA, 27.01.13
Por Paulo Henrique Amorim

O “grande abraço de confraternidade nacional” escravizou ilegalmente, de 1850 a 1888, duas gerações de negros e mulatos livres.

Com o tempo, Nabuco chegou ao outro lado da escravocracia



Saiu na Folha (*) magistral artigo de Luiz Felipe de Alencastro, professor titular da cátedra de História do Brasil da Universidade de Paris-Sorbonne, sobre o filme “Lincoln”.


A GUERRA CIVIL, LÁ E CÁ

Lincoln, de Nabuco a Spielberg
LUIZ FELIPE DE ALENCASTRO

RESUMO A reeleição de Obama e os contrastes culturais entre o século 21 e o 19 realçam teor contemporâneo e político de “Lincoln”. Para o público brasileiro, o longa de Spielberg suscita reflexões sobre o abolicionismo num tempo em que o Brasil era visto, pelos escravocratas sulistas, como um exemplo a ser seguido nas Américas.
“… Joaquim Nabuco, renegando seus escritos abolicionistas, endossa o conchavo de seu pai, o ministro Nabuco de Araújo, e faz o elogio do jeito brasileiro de terminar com a escravidão: “Pudemos vencer a nossa causa [abolicionista] sem ter sido derramada uma só gota de sangue [...] conseguimo-lo num grande abraço de confraternidade nacional, e foram os proprietários de escravos, com a prodigalidade de suas cartas de manumissão, os que impulsionaram a ação das leis libertárias sucessivamente decretadas”.
(…)
O Lincoln de Steven Spielberg mostra o que a geração dos americanos dos anos 2000 pensa da escravidão americana. Nossos manuais escolares podiam começar a mostrar o que pensam os brasileiros dos anos 2000: houve no Brasil uma guerra civil sem canhões nem baionetas, vencida pelos escravocratas.
O “grande abraço de confraternidade nacional” escravizou ilegalmente, de 1850 a 1888, duas gerações de negros e mulatos livres.

Navalha
O artigo de Alencastro ressalta, primeiro, a proximidade entre Lincoln e Obama, que Spielberg inevitavelmente acentuou.
Segundo, o filme deixa claro que a questão central da Guerra Civil era a escravidão.
E, não, a preservação da União.
E que a economia do Sul vivia dos escravos.
De forma constrangedora, Alencastro enfia o dedo no câncer brasileiro: a escravocracia brasileira ganhou.
Até hoje – segundo este ansioso blogueiro.
Para isso, Alencastro expõe a conversão de Joaquim Nabuco, o líder do Abolicionismo, à ideias do pai, um escravocrata, Nabuco de Araújo, o Ministro da Justiça que institucionalizou a propriedade dos senhores sobre os africanos.
Foi essa “conciliação”, mais uma !, que fez com que, entre 1850 e 1888, a escravidão brasileira fosse ilegal, segundo as leis brasileiras.
Alencastro traz Lincoln ao Brasil.
E nos cobre de vergonha !
Em tempo: involuntariamente, Alencastro mostra a diferença abismal que há entre um Historiador – que ele é – e um Historialista, como o colonista de múltiplos chapéus. Na mesma Folha deste domingo –http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/90825-a-festa-de-abraham-lincoln.shtml – o leitor é premiado com uma informação crucial, dessas que mudam o rumo da História: “Na rendição do general sulista Robert Lee, Ulysses Grant, comandante das tropas do Norte, aparece com o uniforme em razoável estado e as botas limpas. Na realidade, estava enlameado e a roupa, amarfanhada.” O notável colonista (**) informa também que Lincoln tinha pés chatos. Jenial !
Em tempo2: outra comparação impiedosa é com o texto do “Diretor de Redação” (por direito divino, diria o Mino Carta) da Folha, Otavio Frias Filho sobre o mesmo filme: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/89401-spielberg-tira-fantasma-de-lincoln-do-marmore.shtml . É um exercício em torno do que o Millôr Fernandes chamava de “ah !, essa falsa cultura !”. Ainda bem que o Alencastro vai ao cinema.
Em tempo3: 



MANIFESTAÇÕES EM 15 CIDADES PEDEM ERRADICAÇÃO DO TRABALHO ESCRAVO

Carolina Gonçalves * Repórter da Agência Brasil

Brasília – Daqui a dois dias, manifestantes de várias partes do país devem tomar as ruas de pelo menos 15 cidades brasileiras para pedir a erradicação do trabalho escravo e cobrar o julgamento dos envolvidos no caso que ficou conhecido como Chacina de Unaí. Há nove anos, três auditores fiscais de trabalho e um motorista do Ministério do Trabalho foram assassinados durante uma fiscalização em fazendas da cidade mineira de Unaí, distante 160 quilômetros de Brasília. Até hoje, a Justiça não conseguiu concluir o processo.

O caso motivou as autoridades a instituírem a data de 28 de janeiro como o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. Várias manifestações populares vêm sendo realizadas neste dia ao longo dos últimos anos, organizadas pela população e, principalmente, por profissionais que atuam direta ou indiretamente no combate à este tipo de condição ilegal de trabalho.
Clique aqui para ler “Lincoln, a democracia fora de moda”, de Murilo Silva.
Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/2013/01/27/alencastro-e-lincoln-aqui-o-sul-ganhou-ate-hoje/