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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Cadeia neles! Dilma enfrenta o país dos 30 Berlusconis: tijolaço contra os velhos donos da mídia

25.01.2013
Do blog ESCREVINHADOR, 24.01.13
Por Rodrigo Vianna
A Dilma não quer fazer a “Ley de Medios”. Acha que isso é “acessório”. Importante pra ela é enfrentar os bancos. Como se as duas batalhas não estivessem casadas.

Reduzir juros, baixar custo da produção (com diminuição das tarifas de energia): são medidas corretas, na linha do capitalismo mais “democrático” (isso existe?) surgido sob Lula no Brasil. Mas nem isso a elite mais atrasada do país aceita.

É inacreditável que colunistas e comentaristas de jornais e TVs (além de editorialistas e mancheteiros) tenham reagido em uníssono: “baixar juros? um risco, isso afeta nossos (?) bancos”; “renegociar contratos com empresas de energia? irresponsável, intervencionismo…”

O Luís Cosme já escreveu sobre a confusão que esse tipo de comentário parece gerar entre o brasileiro médio. Cosme explica aqui como esses colunistas de araque ameaçam o sono de Ubirajara, o brasileiro comum.

Essa turma de colunistas costuma quebrar a cara no muro da realidade. Eles, claro, têm o direito de externar a opinião que tiverem – por mais que ela pareça uma opinião “encomendada” por banqueiros, empresas de energia, ou tucanos à procura de um programa para 2014. O que chama atenção é o monopólio da informação e da opinião. Ninguém quer “controlar” opinião. A não ser um ou outro diretor de Jornalismo mais afoito que corre pra Justiça a processar blogueiros que façam a crítica da velha mídia.

Do lado de cá, o que queremos é regulação para a mídia. Não é controle! Regulação é a palavra. Os artigos da Constituição que tocam nesse ponto permanecem “letra morta”. Não houve aprovação de legislação complementar. Lula no segundo mandato avançou lentamente na direção correta. Mas Dilma parecia ter arquivado qualquer projeto de regulação: mandou Paulo Bernardo guardar na gaveta o projeto do Frankin Martins, e o ministro Bernardo jogou fora a chave da gaveta.

Sobre o erro de não enfrentar o debate, escrevi um texto ano passado –http://www.rodrigovianna.com.br/palavra-minha/dilma-a-ilusao-de-um-acordo-com-a-midia.html.

Ontem, Dilma despertou do sono profundo. Enfrentou, finalmente, o uníssono de “opiniões” a dizer que o Brasil vai entrar em racionamento, que o Brasil tem uma economia “intervencionista” (como se isso fosse ruim).

Dilma comprou a briga, convocou cadeia de rádio e TV. E falou. A presidenta deve ter-se lembrado que ela é que foi eleita, e não os colunistas e editorialistas que tentam interditar a mudança no modelo econômico. Dilma olhou no olho de kamels, frias, mesquitas, mervais e outros que tais, e disparou:

- “Hoje podemos ver como erraram feio no passado os que não acreditavam que era possível crescer e distribuir renda”

- “Aqueles que são sempre do contra estão ficando pra tras”.

- “Como erraram os que diziam que não podíamos baixar juros”.

De quebra, avisou: preço da energia cai 18% para os consumidores (mesmo nos Estados - São Paulo, Paraná, Minas – que não aceitaram renegociar contratos, por ingerência “tucana”).

Nas redes sociais, o povo comentava: “cadeia, neles, Dilma”. Sim. Cadeia de rádio e TV para enfrentar o oligopólio. É uma ferramenta de emergência. Muito mais construtivo seria enfrentar pra valer a batalha da mídia, regulando o setor onde prevalece o clima de bang-bang. Na Comunicação, o Brasil não fez nem a Revolução de 30. Vivemos numa República Velha da Comunicação.

Dilma passou dois anos falando que “o melhor controle é o controle remoto”. Besteira. O País recisa de regulação para enfrentar o oligopólio.

O pronunciamento de ontem foi uma espécie de “tijolaço tardio”. Tijolaço eram os artigos que Brizola mandava publicar (comprava espaço nos jornais), para resistir à onda de maledicências que os diários cariocas (especialmente “O Globo”) difundiam quando ele era o governador do Rio.

No dia seguinte do tijolaço de Dilma, leio o relatório da ONG (argh) “Repórteres sem Fronteiras”, deixando claro o óbvio: o Brasil é o país dos 30 Berlusconis.


Segundo a ONG, cerca de dez companhias dominam a mídia nacional, quase todas com base em São Paulo e no Rio de Janeiro.

O relatório denuncia ainda a violência contra jornalistas no Brasil, mencionando que dois repórteres especializados em notícias de polícia tiveram que deixar o país no ano passado por conta de ameaças.

A agência de notícias France Presse distribuiu em todo o Brasil um pequeno resumo do relatório. “O Brasil apresenta um nível de concentração de mídia que contrasta totalmente com o potencial de seu território e a extrema diversidade de sua sociedade civil”, explica a ONG de defesa da liberdade de imprensa. “O colosso parece ter permanecido impávido no que diz respeito ao pluralismo, um quarto de século depois da volta da democracia”, assinala a RSF, recordando que em 2012 houve 11 jornalistas assassinados no país.

Leia outros textos de Palavra Minha
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Fonte:http://www.rodrigovianna.com.br/palavra-minha/dilma-enfrenta-o-pais-dos-30-berlusconis-tijolaco-contra-os-velhos-donos-da-midia.html

Microsoft recomenda migração para o Skype

25.01.2013
Do BLOG DA FOLHA
Publicado por Wagner Santos

(Reprodução/Internet)
Agora é definitivo. Depois do anúncio de que o tradicional bate-papo Windows Live Messenger iria sair de cena, para dar lugar ao Skype, os usuários que entraram em suas caixas de email nesta sexta-feira (25) receberam o comunicado oficial de que já é hora de atualizar o Messenger para o Skype. De acordo com a Microsoft, o serviço será desativado no mundo todo, com exceção da China Oriental, onde permanecerá disponível.
Para fazer a atualização do serviço, foram disponibilizadas algumas opções. Uma delas é acessando o antigo aplicativo do Messenger, que funcionará normalmente, porém indicará uma opção para que seja feita a atualização. Feito isso, o usuário será direcionado para a página do Skype, onde ele vai mesclar a conta da Microsoft com a nova conta do Skype, além de baixar o aplicativo no PC. Após a instalação do Skype, o Windows Live Messenger será automaticamente desinstalado do sistema.
Ainda de acordo com o comunicado, o Skype está disponível no iPhone, Android e, em breve, também no Windows Phone 8. A data final para a desativação do comunicador instantâneo está marcada para o dia 15 de março de 2013.

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Fonte:http://www.folhape.com.br/blogdafolha/?p=74716

Política Dilma: “Nenhum risco de racionamento no curto, no médio e no longo prazo”

25.01.2013
Do blog VI O MUNDO, 23.01.13


23/01/2013 às 20h35

Queridas brasileiras e queridos brasileiros,

Acabo de assinar o ato que coloca em vigor, a partir de amanhã, uma forte redução na conta de luz de todos os brasileiros. Além de estarmos antecipando a entrada em vigor das novas tarifas, estamos dando um índice de redução maior do que o previsto e já anunciado. A partir de agora, a conta de luz das famílias brasileiras vai ficar 18% mais barata.

É a primeira vez que isso ocorre no Brasil, mas não é a primeira vez que o nosso governo toma medidas para baixar o custo, ampliar o investimento, aumentar o emprego e garantir mais crescimento para o país e bem-estar para os brasileiros. Temos baixado juros, reduzido impostos, facilitado o crédito e aberto, como nunca, as portas da casa própria para os pobres e para a classe média. Ao mesmo tempo, estamos ampliando o investimento na infraestrutura, na educação e na saúde e nos aproximando do dia em que a miséria estará superada no nosso Brasil.

No caso da energia elétrica, as perspectivas são as melhores possíveis. Com essa redução de tarifa, o Brasil, que já é uma potência energética, passa a viver uma situação ainda mais especial no setor elétrico. Somos agora um dos poucos países que está, ao mesmo tempo, baixando o custo da energia e aumentando sua produção elétrica. Explico com números: como acabei de dizer, a conta de luz, neste ano de 2013, vai baixar 18% para o consumidor doméstico e até 32% para a indústria, a agricultura, o comércio e serviços. Ao mesmo tempo, com a entrada em operação de novas usinas e linhas de transmissão, vamos aumentar em mais de 7% nossa produção de energia, e ela irá crescer ainda mais nos próximos anos.

Esse movimento simultâneo nos deixa em situação privilegiada no mundo. Isso significa que o Brasil vai ter energia cada vez melhor e mais barata, significa que o Brasil tem e terá energia mais que suficiente para o presente e para o futuro, sem nenhum risco de racionamento ou de qualquer tipo de estrangulamento no curto, no médio ou no longo prazo. No ano passado, colocamos em operação 4 mil megawatts e 2.780 quilômetros de linhas de transmissão.

Este ano, vamos colocar mais 8.500 megawatts de energia e 7.540 quilômetros de novas linhas. Temos uma grande quantidade de outras usinas e linhas de transmissão em construção ou projetadas. Elas vão nos permitir dobrar, em 15 anos, nossa capacidade instalada de energia elétrica, que hoje é de 121 mil megawatts. Ou seja, temos contratada toda a energia que o Brasil precisa para crescer, e bem, neste e nos próximos anos.
Minhas amigas e meus amigos,

O Brasil vive uma situação segura na área de energia desde que corrigiu, em 2004, as grandes distorções que havia no setor elétrico e voltou a investir fortemente na geração e na transmissão de energia. Nosso sistema é hoje um dos mais seguros do mundo porque, entre outras coisas, temos fontes diversas de produção de energia, o que não ocorre, aliás, na maioria dos países.

Temos usinas hidrelétricas, nucleares, térmicas e eólicas, e nosso parque térmico, que utiliza gás, diesel, carvão e biomassa foi concebido com a capacidade de compensar os períodos de nível baixo de água nos reservatórios das hidrelétricas.

Praticamente todos os anos as térmicas são acionadas, com menor ou maior exigência, e garantem, com tranquilidade, o suprimento. Isso é usual, normal, seguro e correto. Não há maiores riscos ou inquietações.

Surpreende que, desde o mês passado, algumas pessoas, por precipitação, desinformação ou algum outro motivo, tenham feito previsões sem fundamento, quando os níveis dos reservatórios baixaram e as térmicas foram normalmente acionadas.

Como era de se esperar, essas previsões fracassaram. O Brasil não deixou de produzir um único kilowatt que precisava, e agora, com a volta das chuvas, as térmicas voltarão a ser menos exigidas.

Cometeram o mesmo erro de previsão os que diziam, primeiro, que o governo não conseguiria baixar a conta de luz. Depois, passaram a dizer que a redução iria tardar. Por último, que ela seria menor do que o índice que havíamos anunciado.

Hoje, além de garantir a redução, estamos ampliando seu alcance e antecipando sua vigência. Isso significa menos despesas para cada um de vocês e para toda a economia do país. Vamos reduzir os custos do setor produtivo, e isso significa mais investimento, mais produção e mais emprego. Todos, sem exceção, vão sair ganhando.

Aproveito para esclarecer que os cidadãos atendidos pelas concessionárias que não aderiram ao nosso esforço terão, ainda assim, sua conta de luz reduzida, como todos os brasileiros. Espero que, em breve, até mesmo aqueles que foram contrários à redução da tarifa venham a concordar com o que eu estou dizendo.

Aliás, neste novo Brasil, aqueles que são sempre do contra estão ficando para trás, pois nosso país avança sem retrocessos, em meio a um mundo cheio de dificuldades.

Hoje, podemos ver como erraram feio, no passado, os que não acreditavam que era possível crescer e distribuir renda. Os que pensavam ser impossível que dezenas de milhões de pessoas saíssem da miséria. Os que não acreditavam que o Brasil virasse um país de classe média.

Estamos vendo como erraram os que diziam, meses atrás, que não iríamos conseguir baixar os juros nem o custo da energia, e que tentavam amedrontar nosso povo, entre outras coisas, com a queda do emprego e a perda do poder de compra do salário.

Os juros caíram como nunca, o emprego aumentou, os brasileiros estão podendo e sabendo consumir e poupar. Não faltou comida na mesa, nem trabalho. E nos últimos dois anos, mais 19 milhões e 500 mil pessoas, brasileiros e brasileiras, saíram da extrema pobreza.

O Brasil está cada vez maior e imune a ser atingido por previsões alarmistas. Nos últimos anos, o time vencedor tem sido o dos que têm fé e apostam no Brasil. Por termos vencido o pessimismo e os pessimistas, estamos vivendo um dos melhores momentos da nossa história. E a maioria dos brasileiros sente e expressa esse sentimento.

Vamos viver um tempo ainda melhor, quando todos os brasileiros, sem exceção, trabalharem para unir e construir. Jamais para desunir ou destruir. Porque somente construiremos um Brasil com a grandeza dos nossos sonhos quando colocarmos a nossa fé no Brasil acima dos nossos interesses políticos ou pessoais.

Muito obrigada e boa noite.

Leia também:



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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/dilma-nenhum-risco-de-racionamento-no-curto-no-medio-e-no-longo-prazo.html

IMPEACHMENT DE COLLOR: O último suspiro de influência da mídia

25.01.2013
Do portal  OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA*, 22.01.13
Por Paulo Nogueira, na edição 730


A queda de Fernando Collor de Mello, há 20 anos, foi a última demonstração de força e influência da imprensa brasileira, para o bem e para o mal. Collor, um político provinciano e oco, tagarela e bonitão, se tornou uma figura nacional graças à mídia, que viu nele uma alternativa salvadora a – sempre ele – Lula na presidência.
Collor seria consagrado como “o caçador de marajás” por jornais e revistas. Era descrito pela mídia como o homem perfeito: combatia marajás – os funcionários públicos de altos salários – e era moderno. Este foi o primeiro empurrão em Collor, e lhe permitiu chegar ao segundo turno das eleições presidenciais.
Sua plataforma era a versão tosca em português da de Margaret Thatcher, que então era tida como uma semideusa. Não haviam aparecido ainda os efeitos sinistros do thatcherismo. Hoje eles são claros, impressos que estão na grande crise econômica e financeira mundial. Mas quando Collor virou um pretendente sério à presidência a fórmula de Thatcher – desregulamentar e privatizar – parecia funcionar.
Como um Thatcher de calças, Collor cortejou e conquistou Roberto Marinho, à época considerado amplamente o homem mais poderoso do país. Isso foi essencial para o segundo empurrão dado em Collor: a edição mal-intencionada da TV Globo do debate entre ele e Lula às vésperas da eleição. Lula não foi bem no debate, mas na edição da Globo – vista por uma audiência gigantesca que já não existe mais para a emissora – ele foi ainda muito pior. E então nosso Thatcher virou presidente.
Privilégios e mamatas
Collor cometeu o erro de achar que, porque andara de avião, podia voar sozinho. Foi fatal. Não buscou alianças políticas, e não soube manter sequer o apoio da mídia que tanto contribuíra para sua vitória. Sem base política, foi jogado para o abismo pela mesma mídia que o alçara ao Planalto.
Foi o apogeu da imprensa como força política.
Em 1964, ela participara ativamente das ações para a derrubada do presidente João Goulart – mas o papel principal coube aos militares. Em 1992, o protagonismo foi da mídia. Passados vinte anos, o poder da imprensa é uma sombra do que foi. Em parte porque a internet foi ocupando um espaço cada vez maior. Mas também porque as grandes corporações de jornalismo não souberam captar o zeitgeist, o espírito do tempo. E isso é fatal no jornalismo.
Em 1992, por exemplo, ler a Folha de S.Paulo era considerado coisa de gente bacana. Ela captara o espírito do tempo na campanha das Diretas Já. Hoje, na nova geração de leitores, quem se importa com a Folha? O espírito do tempo agora se manifesta em coisas como a inconformidade com a iniquidade social monstruosa que varreu o mundo. Na agenda de que grande empresa de mídia se vê algum traço desse inconformismo?
A maior demonstração da crescente falta de potência está nos resultados das três últimas eleições presidenciais. Ganharam candidatos – Lula e Dilma – que jamais gozaram do apoio da mídia, para dizer o mínimo.
É bom ou ruim o enfraquecimento da mídia estabelecida para o Brasil? É difícil lamentar a perda de influência. O Brasil que as grandes empresas de jornalismo ajudaram a construir era simplesmente insustentável em sua iniquidade, na forma absurda com que era distribuído o bolo, no número abjeto de miseráveis amontoados em favelas.
No mundo perfeito, a mídia teria apontado esse drama e lutado para corrigi-lo. Não fez. Fez o oposto, na verdade: se alinhou à manutenção de privilégios e de mamatas. Por isso, vinte anos depois da queda de Collor, fala apenas para os privilegiados – e não todos eles, mas aqueles que em seu egoísmo sem limites ignoram e desprezam os desfavorecidos.
Leia também
*Reproduzido do blog do autor, 18/1/2013; intertítulo do OI

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Fonte:http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed730_o_ultimo_suspiro_de_influencia_da_midia

Empresário brasileiro não acredita na imprensa

25.01.2013
Do BALAIO DO KOTSCHO, 23.01.13
Por Ricardo Kotscho


Caros leitores,
como vocês já devem ter observado, desde a minha volta da folga de final de ano, a atualização e a moderação de comentários do Balaio está sem a regularidade de costume, em razão de um outro trabalho que estou fazendo sobre os 60 anos da TV Record.
Nos próximos dois meses deverei me dedicar prioritariamente a esta tarefa e, por isso, aparecerei aqui com menor frequência, sempre que surgir um bom assunto para comentar, como hoje.
Conto com a compreensão dos balaieiros. Assim que possível, voltarei a fazer a atualização e a moderação do Balaio de domingo a domingo, como aconteceu nestes cinco anos de blog.
Abraços,
Ricardo Kotscho


forum economico mundial 1g 20120125 Empresário brasileiro não acredita na imprensa
"Presidentes de empresas brasileiras ficam em 4º lugar em ranking de otimismo", revela o sempre bem informado e competente Clóvis Rossi, enviado especial da "Folha" ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suiça.  
Só posso chegar à conclusão de que os empresários que enfrentam a vida real da nossa economia não acreditam no que é publicado pela imprensa brasileira, que deixa o país sempre à beira do abismo esperando pelo pior, apostando em previsões pessimistas.
O próprio Rossi mostra esta contradição: "Fatia substancial do empresariado brasileiro não compartilha o catastrofismo que, nos últimos meses, acompanha as análises sobre as perspectivas da economia do país".
Talvez esteja na hora dos editores da grande mídia brasileira trocarem seus analistas ou recomendarem aos seus profetas de plantão que busquem outros oráculos além dos habituais.
Sem dar bola para a urubologia reinante, 44% dos empresários brasileiros estão muito confiantes no crescimento das receitas das suas companhias, segundo a 16ª pesquisa anual feita pela PricewaterhouseCoopers, que entrevistou 1.330 executivo - chefes em 68 países, no último trimestre do ano passado, justamente quando começaram a aparecer críticas sobre os rumos da economia brasileira.
O otimismo dos basileiros só perde para o dos russos (66%), indianos (63%) e mexicanos (62%).
Quando lhes foi perguntado sobre qual país parece o mais importante para o crescimento futuro de suas empresas, 15% indicaram o Brasil, à frente da Índia (10%), atrás apenas da China (31%) e dos Estados Unidos (23%).
A América Latina foi a região em que o empresariado mostrou maior otimismo: 53% esperam um crescimento das receitas, ao contrário do que acontece no resto do mundo, que está menos confiante a curto prazo do que no ano passado.
De Davos, pelo menos, chegam boas notícias para o Brasil.

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Fonte:http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2013/01/23/empresario-brasileiro-nao-acredita-na-imprensa/

Transporte ativo e planejamento urbano

25.01.2013
Do blog MOBILIDADE URBANA, 23.01.13
Por ¨Tânia Passos

A vida urbana é a organização humana padrão dos nossos tempos. Não é novidade morarmos em cidades, a novidade é morarmos tantos em cidades. Da pressão por espaço urbano, surge uma cidade que deverá buscar novas e melhores maneiras de se adequar a necessidade de seus moradores. 

E é sobre o planejamento urbano para essa nova cidade que fala o vídeo abaixo. E não é coincidência que o autor do vídeo menciona os transportes ativos, onde todos dependem do próprio esforço para se locomover.O vídeo é legendado, mas bem explicativo. Confira.


Fonte: Via Transporte Ativo

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Fontehttp://blogs.diariodepernambuco.com.br/mobilidadeurbana/2013/01/transporte-ativo-e-planejamento-urbano/

SINDSPREV/PE: Palestra discute educação financeira

25.01.2013
Do portal do SINDSPREV/PE, 24.01.13
Por Wedja Gouveia

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Para lembrar o Dia do Aposentado, o Sindsprev realizou na quarta-feira, dia 23/01, uma programação especial no CFL.  A atividade foi iniciada com uma palestra sobre consumismo e organização financeira. Proferida pela professora de Ciências Contábeis da Faculdade Salesiana, Kécia Galvão, a palestra empolgou cerca de 400 participantes.

Através de data-show, a professora deu dicas práticas de como se planejar e se disciplinar  financeiramente para gastar e economizar dinheiro. Alertou o público sobre os empréstimos consignados, as compras em longo prazo e outros assuntos importantes ao dia-a-dia dos idosos.

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Entres as ferramentas necessárias para ter controle total do dinheiro, a palestrante citou algumas das mais importantes dicas: anote tudo o que você ganha e gasta no mês; gaste menos do que você ganha; sempre que puder diminua as despesas; reflita e pesquise muito antes de comprar; pague à vista e negocie os descontos; deixe uma reserva de emergência; viva de acordo com seus recursos e faça uma lista de seus desejos.


Segundo a professora, com essas medidas fica mais fácil um planejamento orçamentário e uma disciplina para evitar os gastos desnecessários que ocorrem, muitas vezes, por impulso. “Muita gente fica no vermelho sem saber o motivo. O que acontece, na maioria dos casos, é que a pessoa não faz o planejamento da sua vida, não utilizando os recursos disponíveis para alcançar os seus sonhos. É importante viver com inteligência financeira”, disse Kécia Galvão.


Após o almoço de confraternização, a programação continuou com tarde dançante e apresentações  culturais. O ponto alto do encontro foi a participação do bloco lírico “Com você no Coração”, que nasceu em 2006 numa reunião de amigas da boa idade, freqüentadores da Associação de Servidores da Sudene, no Engenho do Meio.  Além disso, os participantes desfrutaram de massagem corporal, limpeza de pele e manicure.
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Fonte:http://sindsprev.org.br/index.php?categoria=noticias_principais_01&codigo_noticia=0000002564&cat=noticias

Para Netinho, SP precisa colocar 'dedo na ferida' e assumir discriminação racial

25.10.2013
Do portal da REDE BRASIL ATUAL, 23.01.13

Secretário vai investir no combate à violência contra a juventude negra da periferia, em políticas de cotas e em valorização dos negros no mercado de trabalho

Para Netinho, SP precisa colocar 'dedo na ferida' e assumir discriminação racial
Secretário disse que será criado o conselho municipal de combate ao racismo, onde a sociedade civil terá participação garantida (Foto: Gerardo Lazzari/RBA)
São Paulo – O combate à violência contra a juventude negra na periferia de São Paulo, a adoção de cotas raciais para o serviço público e a gestão junto ao empresariado para equiparação de salários entre bancos e negros são alguma das ações previstas pela nova Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial do município, criada pelo prefeito Fernando Haddad (PT).
Netinho de Paula, vereador eleito pelo PCdoB, assumiu a pasta com a missão de viabilizar este e outros programas. Ele pleiteia um orçamento de R$ 150 milhões e aponta a autonomia financeira como um reconhecimento da luta do movimento negro, que durante 20 anos teve uma coordenadoria no poder municipal, mas nunca contou com receita própria. 
Com 42 anos, Netinho trocou o segundo mandato na Câmara pelo cargo de secretário e afirma que a cidade de São Paulo precisa "colocar o dedo na ferida" e assumir que nos negros são discriminados e excluídos dos espaços locais de poder. Este segundo ele, é o primeiro passo para os problemas sejam resolvidos.  
Confira abaixo entrevista exclusiva de Netinho à RBA:
Quais serão as principais atribuições da secretaria?
Esta secretaria surge como fruto de um amplo diálogo com a sociedade e particularmente com a luta do movimento negro nos últimos anos. Nós tínhamos uma coordenadoria, a exemplo do que acontece na grande maiorias das cidades Brasil afora. Geralmente uma coordenadoria sem muita estrutura, sem muito poder de ação e tendo que trabalhar somente de maneira transversal, sem dotação orçamentária e sem ter uma linha programática. É neste sentido que o prefeito Fernando Haddad mais uma vez sai à frente tornando a antiga Coordenadoria dos Assuntos da População Negra (Cone) de fato uma secretaria que tem a atribuição principal de provocar na sociedade paulistana a discussão da igualdade racial. Colocar o dedo na ferida de qual é a importância da população negra na formação da cidade e o por que que esta população negra se encontra hoje tão excluída das instâncias de poder na cidade. Esta é a principal atribuição desta secretaria.
E quais eixos vão nortear o trabalho do senhor na secretaria?
Temos alguns eixos estruturais. O primeiro deles é dar maior poder à juventude e à mulher negra. O segundo é a implementação da Lei 10.639, que tornou obrigatório desde 2003 o ensino de história e cultura afrobrasileira na educação fundamental do país, que ganhou corpo desde 2007, mas que muito pouco foi feito para a implementação. E o terceiro é o turismo étnico na cidade de São Paulo. Também vamos trazer para São Paulo o programa Juventude Viva, tendo em vista o alto índice de violência que atinge a juventude negra na periferia de São Paulo. Este programa foi um grande experimento do governo federal em Alagoas, no qual foram tratadas questões que são endêmicas, como a escola, a violência, a oportunidade de emprego. Para isto nós contamos com a participação do governo do Estado porque eu faço questão que jovens que estão na Fundação Casa participem, que a grande maioria é de jovens negros.
O que a secretaria vai fazer em relação ao combate ao preconceito?
Se nós conseguirmos implantar parte da Lei 10.639, que é uma luta histórica do movimento negro, quanto ao material e o ensino sobre a africanidade e dos afrobrasileiros, com material aprovado pelo Ministério da Educação (MEC), e conseguirmos entregar este material para as crianças e jovens no município de São Paulo será um grande avanço no combate ao preconceito. Tratar a questão étnica e a autoestima é um grande avanço. Outra frente são as incubadoras para dar maior poder à população negra. Queremos fazer parcerias com as empresas que fornecem produtos para a prefeitura e colocar a juventude negra para produzir e fornecer para que, no futuro, possam participar das licitações da prefeitura como empreendedores. Estas são algumas ações que a secretaria vai encabeçar para tornar mais economicamente ativa a população negra de São Paulo.
Com relação à violência e a desigualdade no mercado de trabalho, qual será a estratégia da secretaria?
O programa Juventude Viva trata do combate à violência e para que possamos implementar ações contra a violência vamos precisar da ajuda do secretário de Segurança do Estado, portanto o governador tem que participar. Nós já acionamos o Gilberto Carvalho (ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República), que é o representante do governo federal. Este é um apelo feito pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, mas vai contar com a participação de outras secretarias, como a Secretaria de Direitos Humanos e Participação Social. No programa das incubadoras nós estamos tratando de fortalecimento real, economicamente. Nós temos na próxima semana um encontro com o Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) para discutir de que maneira a indústria possa participar ativamente da evolução econômica do povo negro.
Como será o relacionamento com os movimentos sociais?
A melhor maneira que nós encontramos de ouvir a sociedade além da questão de coletar denúncias de racismo e preconceito foi a criação de um Conselho Municipal. A partir do momento em que a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial tiver sua implementação aprovada pela Câmara, nós vamos criar um o Conselho Municipal onde a sociedade civil terá, de maneira ativa, a participação na secretaria.
O sr. anunciou como uma das metas da secretaria a criação de um canal de comunicação para promover a igualdade racial. Como será este projeto?
Quando eu recebi o convite para assumir a secretaria eu falei para o prefeito sobre a dificuldade para mostrar a visão étnica da população negra tendo em vista que os órgãos de comunicação são majoritariamente compostos por pessoas brancas, e que elas fazem uma comunicação com a visão delas, inclusive sobre a discriminação. E que nós precisamos ter um espaço para mostrar a nossa visão. O prefeito entendeu e acolheu este pedido. Assim que tivermos a lei criando a secretaria nós vamos criar mecanismo para abastecer com conteúdo nacional e com parcerias internacionais com outras TV educativas, de países como Angola, Moçambique, Cabo Verde, EUA e África do Sul, por exemplo, onde possamos tratar sobre a questão da discriminação a partir da nossa visão de mundo.
Como será o projeto para a implementação do turismo étnico?
Isto nós vamos ter que discutir com a SPTuris. Mas, a priori, queremos marcar os pontos étnicos de São Paulo. Nós temos, por exemplo, Bela Vista e Liberdade que são bairros que tiveram grande concentração de negros após a abolição, temos vários lugares com grande concentração da população negra. Temos o Largo do Rosário, a Igreja da Mãe Preta e vários outros pontos onde a população negra contribuiu ativamente na formação da cidade de São Paulo. A exemplo do que aconteceu com os orientais, imigrantes italianos. A amplitude e o tamanho de São Paulo requer este turismo étnico e passear por estes pontos será uma vantagem a mais para os turistas que vierem para São Paulo.
Como sr. vê sua indicação para este cargo?
É um privilégio. A questão étnica sempre acompanhou a minha vida, a minha pauta, desde a minha vida artística, no Negritude, minha atuação na Câmara, na campanha eleitoral de senador e agora poder transformar todos os questionamentos em política pública e trazer este debate para a sociedade é um privilégio que eu pretendo desempenhar com a maior grandeza possível. Não depende só de mim e eu pretendo contar com o apoio dos movimentos sociais, dos partidos políticos e dos políticos em geral da cidade. Tratar da questão da discriminação e do preconceito requer, antes de mais nada, uma autoanálise. A cidade primeiro precisa se assumir como preconceituosa para depois tratar isso, que eu considero uma doença.
Pesquisa do IBGE aponta que 63,7% da população brasileira reconhece que a cor ou raça influencia a vida das pessoas e que o trabalho é área mais atingida. Como o sr. pretende atuar para combater a desigualdade no mercado de trabalho?
Estes índices mostram bem como é a exclusão da população negra nas esferas de poder. Nós precisamos passar por uma ampla campanha de conscientização. Isto é prioritário na cidade de São Paulo. Antes de adotar a política de quotas no funcionalismo público, que é uma política que nós defendemos, que tem o apoio do prefeito Fernando Haddad, e pretendemos implantar, ou ampliar as quotas nas universidades públicas, este um debate já ganho na sociedade, se não conscientizar de que existe esta diferença, a gente não consegue tratar. Por isto nosso papel é também o de chamar todas as secretarias municipais para uma ampla campanha de conscientização.
Na cidade de São Paulo, segundo pesquisa da Fundação Seade, os trabalhadores pardos e negros recebem salário correspondente a 61% da remuneração dos não negros. Como a secretaria vai atuar nesse ponto?
Eu acho que é possível, mas nenhum empresário vai admitir que paga menos para os funcionários negros. É preciso ir para dentro da empresa dele, ele precisa aceitar que eu vá, que a Secretaria vá até lá, e mostre que isto ocorre na empresa dele. Você não vai encontrar em São Paulo ninguém que fale: eu sou racista. Este é o tipo de racismo mais institucional que existe e é por isto que o negro sofre tanto. Esta diferença a gente vê na qualidade de vida, na instância econômica. É por isto que eles estão na periferia, nas piores casas, nos piores cargos. Na semana que vem nós vamos nos reunir com o Paulo Skaf para debater com os empresários o que já é uma constatação no campo empírico, que são os resultados destas pesquisas. A partir do momento que temos em mão estes índices e os empresários, por meio de parceria entre a secretaria e a iniciativa privada, sejam sensibilizados sobre isto, acho que podemos reverter isto, em São Paulo, com reflexos para todo o país.
O sr. acha que a política de quotas pode reverter este quadro?
O processo de ingresso nas universidades pelo sistema de quotas é recente. Ainda temos muitos jovens negros que não concluíram o curso universitário. A entrada de jovens na universidade é grande, mas ainda há muitos problemas e há mecanismos que precisam ser aperfeiçoados. Na Câmara, por exemplo, nós constatamos que muitos jovens negros, bolsistas do Prouni, enfrentam dificuldades para ir à universidade por causa das tarifas do transporte público. Precisamos garantir além do acesso à universidade, também que estes jovens possam concluir os cursos. A questão não é mais só sobre falta de mão de obra qualificada para justificar esta diferença. A grande questão é saber o que a indústria tá fazendo para reverter isto. Se o empresário se incomoda em não ter negros nas instâncias de maior poder de sua empresa, a pergunta é o o que ele está fazendo para reverter isto? Que tipo de parceria ele pode fazer com o setor público para que a empresa dele possa receber a mão de obra negra. Será que de fato ele está incomodado com esta diferença ou ele se acomodou e é só mais um dado nestas pesquisas? Esta é a grande questão. Eu acho que esta é uma das funções da secretaria, fomentar, instigar e acima de tudo provocar o debate. Fazer com que a sociedade venha participar da mudança.
Na trajetória política do sr. tanto na Câmara como no secretariado, são lugares onde o número de negros é bem menor do que o de brancos. Qual a saída para diminuir esta diferença?
Isto passa, necessariamente, por uma política de quotas no funcionalismo público. Objetivamente é isto. A cidade de São Paulo não está preparada para assumir abertamente o debate sobre quotas no funcionalismo público, mas a secretaria tem obrigação de provocar este debate. E isto passa pelas instâncias políticas, não só interna da prefeitura, mas também entre as lideranças partidárias dos mais variados partidos. As campanhas de sensibilização tem objetivo justamente disto, de chamar atenção para setores onde o negro ainda encontra a invisibilidade. Por isto, nesta questão específica não tem outro jeito, a política de quotas no serviço público vai ter que ser uma das pautas da secretaria. E o início desta pauta é campanha de conscientização que vamos fazer.
O sr. disse que pretende criar um conselho municipal para promoção da igualdade racial. Como será este conselho?
Já existe um conselho estadual e o conselho municipal existe, mas não é muito representativo e o que nós queremos é dar força para este conselho municipal.
Como será a relação da secretaria municipal com a secretaria do governo federal?
Acho que as inciativas da secretaria vão encontrar apoio e amplitude aqui na cidade de São Paulo, tendo em vista a possibilidade orçamentária. Muitas das ações que a Seppir não consegue implementar por falta de verba, nós poderemos desenvolver. Muitos dos projetos da Seppir foram desenvolvidos na Cone e nós vamos dar vazão aos projetos da secretaria nacional. Vamos atuar como uma ponte entre a Seppir e a cidade de São Paulo.
Jovens negros do sexo masculino estão entre as maiores vítimas da violência no país e foram a maioria das pessoas mortas entre setembro e novembro do ano passado em uma das piores crises de segurança que São Paulo já teve. Como a secretaria vai combater isto?
A exclusão social está intimamente ligada à violência contra a juventude negra. No momento em que eu sentei com o prefeito Haddad para conversar sobre o convite para assumir a secretaria, a primeira coisa que eu fiz ligar para o Gilberto Carvalho e conversar sobre a intenção de trazer o Juventude Viva na cidade de São Paulo. Ele é único programa público, completo, capaz de brecar os índices de extermínio da juventude negra na periferia de São Paulo.Eu não vejo nenhuma outra maneira de trabalhar para isto sem ter o apoio do governo federal e do governo estadual. A única maneira é por meio desta participação e o papel da secretaria será fazer esta ligação. Junto com a Secretaria de Direitos Humanos, poder agregar as demais secretarias municipais, trazer a secretaria estadual de segurança e ter a secretaria-geral da União. Trazer um programa desta magnitude, que envolve não só a prevenção para evitar que os jovens ingressem em situações de delito, mas também aqueles que já se envolveram, como os internos da Fundação Casa, e que precisam de uma oportunidade. Eu acho que o Juventude Viva tem tudo para dar certo em São Paulo e é a maior aposta para a juventude negra de São Paulo.
O sr. considera a violência contra jovens negros o pior problema a ser enfrentado?
Sem dúvida. Não há nada pior que ver uma mãe chorando porque seu filho não existe mais. O fato de ter acontecido a morte, ter acontecido o extermínio é porque todas as políticas falharam. Desde segurança pública até a assistência social. A gente não acredita que o menino que hoje está na Fundação Casa está lá porque ele quer isto e porque tem prazer em estar lá. Se o poder público não interceder, este menino quando sair, volta para lá, ou para um presídio ou morre. É preciso quebrar isto.
Como o sr. pretende trabalhar com movimentos sociais que combatem este tipo de violência?
A secretaria vai, por meio do conselho municipal, buscar fortalecer o contato e trazer estes movimentos e, em alguns casos também, incentivar.

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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/2013/01/para-netinho-violencia-contra-jovens-negros-e-maior-problema-a-ser-enfrentado

O médico envolvido com tortura durante a ditadura

25.01.2013
Do portal LUIS NASSIF ON LINE, 24.01.13
Por antonio francisco
Helena Besserman Vianna denunciou um médico, envolvido com tortura durante a ditadura militar no Brasil:
"Em 1973, Helena tomou conhecimento da participação do médico Amilcar Lobo, candidato a psicanalista pela SPRJ -Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro – Rio I, em equipes de tortura a presos políticos no Quartel da Rua Barão de Mesquita. Helena enviou a notícia, acompanhada de nota manuscrita, nomeando também o analista-didata de Lobo, Leão Cabernite, então presidente da Sociedade, a várias entidades psicanalíticas do exterior, especialmente à direção da Associação Psicanalítica Internacional – IPA. Em lugar de buscar esclarecimentos sobre a ação de Lobo como torturador, a direção da Sociedade buscou perito no IML para identificar, através de fichas de inscrição em Congressos de Psicanálise, quem havia denunciado o médico. 

Embora o parecer do IML não concluísse que Helena seria a autora da denúncia, o presidente da SPRJ solicitou medidas de punição para a denunciante, enquanto o presidente da IPA, conivente com Cabernite, admitiu publicamente que Lobo tinha sido caluniado. Em 1994, Helena Vianna publica o livro “Não Conte a Ninguém ... ” com farta documentação sobre o caso Amilcar Lobo e a participação de seu analista-didata e de algumas diretorias da IPA. 

Relata também a história da fundação da primeira sociedade psicanalítica do Rio de Janeiro, cujo fundador, analista de Cabernite, fora durante a Segunda Guerra, diretor da clínica do Instituto Goering de Berlim, comprometido com o regime nazista. Publicado na França, o livro relata acontecimentos posteriores, com a formação do grupo Pró-Ética , dentro da SPRJ, que até hoje combate os diversos comunicados da IPA e da Rio I, repetidamente anódinos e reticentes quanto à história dessas sociedades de psicanálise.
A coragem e a responsabilidade de Helena Vianna destruiu a farsa da suposta neutralidade das instituições na ditadura e do pomposo saber dos barões da Psicanálise. Hoje, Helena é convidada para fazer palestras no Brasil e no exterior, e escrever sobre o tema da ética psicanalítica e da política institucional de sociedades dessa área da saúde." 
Leia mais em

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Fonte:http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-medico-envolvido-com-tortura-durante-a-ditadura

Você sabia que o PSDB fez emendas contra redução na conta de luz anunciada por Dilma?

25.01.2013
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE , 24.01.13


A presidente  Dilma anunciou na TV o corte de 18% no valor das contas de luz para os consumidores residenciais e de 32% para a indústria.

A redução das contas de luz será maior do que a inicialmente divulgada por Dilma .Em setembro, Dilma havia prometido baixar em 16,2% as faturas domésticas e em até 28% as industriais. Além disso, a medida foi antecipada e, em vez de entrar em vigor em 5 de fevereiro, passará a valer a partir de hoje.

O governo  já  publicou nesta quinta-feira (24) no Diário Oficial da União (DOU) atos para reduzir as tarifas da energia elétrica. Trata-se da Medida Provisória 605, sobre a Conta de Desenvolvimento Energético, e do Decreto 7.891, que regulamenta a recém-aprovada Lei do Setor Elétrico.

Os atos devem viabilizar a redução na conta de luz anunciada na quarta-feira (23) pela presidente Dilma Rousseff em cadeia de rádio e televisão. Dilma prometeu um desconto ainda maior do que o anunciado em setembro do ano passado. A redução do custo da eletricidade entra em vigor nesta quinta-feira. Para os consumidores residenciais, o desconto será de 18%, acima dos 16,2% inicialmente estimados. Para as indústrias, o corte será de até 32%, superando os 28% prometidos anteriormente.

A Medida Provisória 605 altera trechos da lei que cria a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). As mudanças indicam que o encargo irá "prover recursos para compensar descontos aplicados nas tarifas de uso dos sistemas elétricos de distribuição e nas tarifas de energia elétrica, conforme regulamentação do Poder Executivo; e prover recursos para compensar o efeito da não adesão à prorrogação de concessões de geração de energia elétrica, conforme regulamentação do Poder Executivo, assegurando o equilíbrio da redução das tarifas das concessionárias de distribuição".

Já o Decreto 7.891 regulamenta a Lei 12.783, sancionada no início deste ano pela presidente Dilma Rousseff e que dispõe sobre as concessões de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, além da redução dos encargos setoriais e da modicidade tarifária. O decreto também regulamenta a MP 605.

Você sabia que   o PSDB fez emendas contra redução  na conta de luz anunciada por Dilma?. A matéria é do Zé Augusto e foi publicada aqui no blog em outubro de 2012. Confira:

O PSDB na Câmara dos Deputados e no Senado apresentou emenda contra o povo, pois sabota a redução de 16,2% na conta de luz, anunciada pela Presidenta Dilma.

No rol de 431 emendas apresentadas por deputados e senadores à medida provisória (MP 579/12) que reduz as tarifas de energia elétrica no Brasil, três delas se destacam por se configurar como uma investida explícita do PSDB contra a proposta que beneficia consumidores de energia em todo o País.

A MP 579 prevê por meio de dois mecanismos – reduções de encargos e renovação dos contratos de concessões de geração, transmissão e distribuição – uma queda de cerca de 20,2% na tarifa de energia elétrica, variando de 16,2% para consumidores residenciais e pequenos comércios até 28% para grandes consumidores industriais.

Na contramão da proposta apresentada pela presidenta Dilma Rousseff, o PSDB está sugerindo modificações que vão prejudicar os consumidores originalmente beneficiados.

Uma das emendas tucanas é a número 274, de autoria do deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA), que suprime os artigos 1º a 16 e 26 a 28, de forma a desfigurar totalmente a MP. Isso porque a referida emenda retira a parte de amortização dos ativos e renovação dos contratos de concessão, mantendo somente os itens que tratam da redução dos encargos setoriais. O problema é que, sem os demais dispositivos (que a emenda suprime), não há garantia total da implementação da proposta nem da possibilidade de alcançar a redução tarifária pretendida.

“Essa é a prova clara de que o PSDB é contra o povo. As três emendas refletem uma postura de quem não concorda com a redução da tarifa de energia elétrica para os consumidores brasileiros, sejam domésticos, pequenos comerciantes ou industriais”, analisa o líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (SP), que vai presidir a comissão especial que dará parecer à Medida Provisória 579.

Outra emenda tucana – a número 287, de autoria do deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR) – prevê que os recursos da Conta de Desenvolvimento Elétrico, utilizados entre outros fins, para garantir a universalização dos serviços de energia elétrica e menores tarifas para consumidores de baixa renda, sejam usados também para ressarcir eventual perda de arrecadação do ICMS dos estados.

O autor da emenda justifica que os estados terão perdas por conta da redução nas receitas de ICMS, já que os encargos do setor elétrico que serão reduzidos ou extintos fazem parte da base de cálculo do imposto. Ou seja, os estados que já cobram alíquotas altíssimas de ICMS (de 18 a 25%), como o Paraná, governado pelo PSDB, não querem contribuir com a redução da conta de energia elétrica para os consumidores.

Uma terceira emenda tucana que desconfigura a MP 579 é a número 112, do senador Álvaro Dias (PSDB-PR). Vale ressaltar que, adicionalmente, a medida do governo institui um regime de cotas na distribuição equânime de energia pelas geradoras para todo o País, a fim de beneficiar os consumidores residenciais e pequenos negócios (que compõe o mercado cativo). A emenda do senador quer incluir nesse grupo os chamados consumidores livres, o que poderá prejudicar a redução tarifária dos beneficiários originais do sistema de cotas.

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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2013/01/voce-sabia-que-o-psdb-fez-emendas.html