quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

TUCANOS: OS VENDILHÕES DA PÁTRIA

24.01.2013
Do FACEBOOK de PAPO RETO,12.08.2012

*******
Fonte:http://www.facebook.com/photo.php?fbid=216357285160151&set=a.207221892740357.44778.206561576139722&type=1&theater

Dilma reage ao catastrofismo midiático

24.01.2013
Do BLOG DO MIRO
Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:


Não poderia ser melhor a reação do governo Dilma Rousseff a um processo que começou há meses e que, neste mês, chegou ao ápice com manchetes espalhafatosas dando conta de que o Brasil estaria na iminência de sofrer um “racionamento” de energia devido à baixa do nível dos reservatórios das hidrelétricas ocasionada por falta de chuva.

Além da boataria desencadeada pelos jornais Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo e O Globo sobre possível “racionamento” – boataria que chegou aos telejornais –, os comentários da grande mídia sobre a economia vêm pintando um país à beira da ruína e da estagnação, com alusões catastrofistas sobre o crescimento modesto do PIB em 2012 e “perda de confiança dos investidores”.

Por razões que serão comentadas mais adiante, porém, vai ficando claro para o Brasil e o mundo que ninguém mais está dando bola para essa verdadeira cruzada da dita “grande imprensa” no sentido de convencer o país de que está indo muito mal, obrigado.

A edição deste ano do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, conta com uma pesquisa feita entre os 1.330 empresários que discutirão a economia mundial. Essa pesquisa mostra que Brasil fica em 4º lugar no otimismo dessas pessoas.

Brasil é citado por 15% dos “CEOs” convocados para o evento como sendo um dos três países mais importantes para o crescimento das empresas, mas não é só.

Quem assiste os “Jornais Nacionais” da vida ou lê os veículos impressos supracitados, entre outros, certamente ficará surpreso em saber que, entre os empresários brasileiros convocados para aquele evento, um expressivo contingente deposita muita confiança na economia do país.

Segundo o colunista da Folha de São Paulo Clóvis Rossi, em matéria na Folha de São Paulo da última quarta-feira (23.1), “Fatia substancial do empresariado brasileiro não compartilha o catastrofismo que, nos últimos meses, acompanha as análises sobre as perspectivas da economia no país. Ao contrário: 44% deles estão muito confiantes no crescimento das receitas de suas companhias, porcentagem de otimistas que só fica atrás da dos executivos russos (66% de otimistas), indianos (63%) e mexicanos (62%)”.

Como se vê, não é só o “povo ignorante” que confia no governo Dilma. Os mais importantes empresários brasileiros e estrangeiros estão dando uma banana para o que o colunista supracitado chamou de “catastrofismo”.

E essa perda de confiança nesses grandes meios de comunicação escritos e eletrônicos pode ser explicada por um episódio ocorrido na noite da última quarta-feira, com pronunciamento da presidente Dilma em rede nacional de rádio e televisão.

A presidente usou uma “bomba atômica” para provar que eram falsas as “análises”, “previsões”, editoriais e artigos que Globos, Folhas, Vejas e Estadões alardeiam a meses sobre supostas desgraças que estariam se abatendo sobre o país.

Em seu pronunciamento de quarta-feira, a mandatária provou que o “catastrofismo” a que se refere Clóvis Rossi decorreu de interesses políticos e econômicos contrariados com o bom momento que o Brasil atravessa justamente quando o mundo se debate em meio à maior crise econômica internacional da história.

Nesse contexto, foi sintomática a cadência do noticiário sobre desgraças econômicas no país. Primeiro, os veículos supracitados promoveram alarmismo com a iminência de um suposto “racionamento” de energia. Vendo que não viria, passaram a noticiar um suposto “apagão”. Descartada mais essa desgraça, começaram a falar em “apaguinhos”.

Devido à contundência e à insistência do noticiário alarmista, mesmo os mais desinformados foram “informados” sobre supostos problemas na geração de energia elétrica no país. Este blog, porém, desde o começo do ano vinha avisando que os que estavam apostando nessa nova desgraça colheriam frutos amargos.

Em 7 de janeiro, publicou-se, aqui, o post Imprensa tucana inventa apagão para tentar sabotar a economia.

O texto alertava para o fato de que a teoria sobre “racionamento” causaria problemas na economia porque empresários e investidores desinformados se assustariam. No dia seguinte, o noticiário foi tomado por notícias de quedas generalizadas dos preços das ações das empresas geradoras e distribuidoras de energia elétrica, com baixas de até 35%.

Em questão de dias, essas ações se recuperaram, quando ficou claro que não havia risco de racionamento.

Em 9 de janeiro, o Blog veiculou post intitulado Dilma acha que “bater boca” com a mídia é “perda de tempo”. Abaixo, trecho que, mais uma vez, avisou à mídia que estava enveredando por uma estratégia de guerra política que se revelaria infrutífera.

*****

(…) há muito que a presidente já decidiu que “não vale a pena bater boca com a mídia”. Foi-me dado exemplo dessa questão do setor elétrico. Dilma já desmentiu várias vezes o “racionamento” e a mídia, além de não dar o devido destaque às suas palavras, desmente o que diz.

A alternativa seria enveredar por um bate-boca inútil, pois os grandes veículos que tentam aterrorizar a população sempre ficam com a última palavra, já que quem formata o noticiário são eles. Assim como em outras questões, tais como o crescimento modesto do PIB em 2012, portanto, a presidente julga que é melhor deixar que os fatos desmintam a mídia.

Explico: em pouco tempo, os brasileiros receberão contas de luz mais baratas, com desconto médio de 20%, e não terá ocorrido racionamento algum. Dessa forma, quem está recebendo as tais informações de que além de racionamento haverá aumento na conta de luz, concluirá que recebeu informações falsas daqueles meios de comunicação.

Além disso, como o noticiário tem insistido no fato de que os reservatórios estão no mesmo nível de 2001 – quando o governo FHC impôs um duro racionamento ao país –, ao constatarem que, além de não haver racionamento, a energia ficou mais barata, as pessoas poderão mensurar a superioridade deste governo sobre aquele.

*****

Na última quarta-feira, as previsões – ou avisos – que foram veiculados aqui ganharam materialidade. A presidente da República, em cadeia nacional de rádio e televisão, anunciou que, contrariando o alarmismo que dizia que as contas de luz cairiam menos ou nem cairiam, estas irão cair mais do que o previsto. E antes.

A previsão de redução das contas de luz residenciais, que era de 14%, passou para 18%; a redução das contas das empresas, que deveria ficar em 28%, deve passar, em alguns casos, de 32%. E, por fim, o início da redução, que só viria em março, foi antecipado para janeiro.

As dezenas de milhões de brasileiros de todas as classes sociais e regiões do país que foram alvo do alarmismo midiático verão se materializar, em questão de dias ou semanas, uma realidade que vai de encontro ao que Globos, Folhas, Vejas e Estadões alardearam.

Assim, a cada dia menos gente vai dando bola para o que esse setor partidarizado da imprensa nacional diz sobre os rumos do Brasil e sobre a forma como o país vem sendo governado. O pronunciamento recente de Dilma, nesse aspecto, constituiu-se em uma bomba atômica, que pode ter inserido o último prego na tampa do caixão da credibilidade midiática.

******
Fonte:http://www.altamiroborges.blogspot.com/2013/01/dilma-reage-ao-catastrofismo-midiatico.html

Porto do Recife fica sem negócio da China

24.01.2013
Do DIARIO DE PERNAMBUCO

Após pente-fino da AGU, diretoria da Antaq torna sem efeito contrato com multinacional chinesa  Juliana Colares - Diário de Pernambuco Correio Braziliense

Operações de movimentação de carga renderiam entre R$ 700 mil e R$ 1 milhão por ano à unidade portuária. Foto: Wilton Marcelino/Divulgação

Operações de movimentação de carga renderiam entre R$ 700 mil e R$ 1 milhão por ano à unidade portuária. Foto: Wilton Marcelino/Divulgação



Alvo de investigação da Advocacia-Geral da União (AGU), um contrato firmado entre o Porto do Recife e a maior fabricante de máquinas para a construção civil da China foi suspenso. A diretoria colegiada da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) tomou a decisão que tornou sem efeitos resolução do próprio órgão que aprovava a celebração do contrato. A autorização havia sido assinada em 20 de dezembro de 2012, pelo diretor-geral substituto da Antaq, Pedro Brito (PSB), ex-ministro de Portos. As suspeitas de irregularidades surgiram após pente-fino feito pela corregedoria-geral da AGU em agências reguladoras investigadas durante a operação Porto Seguro, da Polícia Federal, que revelou um esquema de comercialização de pareceres técnicos fraudulentos. Segundo a AGU, um parecer da Antaq contrário aos interesses da fabricante chinesa havia sido substituído por outro favorável.

A suspensão ocorreu em 10 de janeiro, em reunião ordinária da diretoria da agência. Quatro dias depois, nova resolução, também assinada por Pedro Brito, foi publicada no Diário Oficial da União. Além de interromper a autorização para assinatura do contrato entre o Porto do Recife e a Êxito Importadora, representante no Brasil da gigante asiática XCMG, a agência determinou o encaminhamento do processo à Procuradoria Federal vinculada a Antaq para que seja incluído o parecer que havia sido retirado dos autos.

Além disso, a Antaq determinou que seja feita nova análise jurídica e que o procurador-geral se manifeste sobre o assunto. Sem autorização da Antaq, não é possível celebrar o contrato, que trata do uso temporário de uma área alfandegada do Porto do Recife pela Êxito. Orçado em R$ 303 mil, ele teria validade de 18 meses. A empresa usaria o local para armazenar, montar e adequar máquinas estrangeiras às normas brasileiras. Segundo informações do Porto do Recife, essas operações de movimentação de carga renderiam à unidade portuária entre R$ 700 mil e R$ 1 milhão por ano.

Em reportagem publicada em 29 de dezembro do ano passado, o Correio Braziliense/Diario mostrou que a Corregedoria-Geral da AGU considerou que a irregularidade encontrada “eiva de nulidade o parecer jurídico produzido em substituição” e “contamina igualmente os atos decisórios ao seu amparo, inclusive os contratos que neles estejam fundamentados”. A equipe responsável pelo pente-fino verificou que em vez de 144 páginas, como consta nos registros da Antaq, os autos tinham apenas 139 folhas.

Por meio da assessoria de imprensa da Antaq, Pedro Brito informou que cabe ao diretor-geral assinar todas as resoluções da diretoria colegiada e que não tinha conhecimento que um parecer técnico havia sido retirado dos autos. Perguntado se avaliou pessoalmente o processo antes de assinar a autorização, Brito respondeu que essa análise é de responsabilidade das assessorias técnicas dos diretores. Ele garante que não houve interferência externa na autorização do contrato. 

Essa não é a primeira negociação comercial entre o Porto do Recife e a empresa chinesa. Com contratos desde 2009, foi a Êxito quem marcou a retomada das operações de grande porte em rotas internacionais no terminal marítimo da capital pernambucana. A assessoria de imprensa da Êxito informou que a direção não irá se pronunciar sobre o assunto.

****
Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2013/01/24/interna_politica,419587/porto-do-recife-fica-sem-negocio-da-china.shtml

CONFRONTO É A LEY DE MEDIOS DA DILMA

24.01.2013
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

A condenação do Dirceu foi a senha para a Falange da Casa Grande acelerar o Golpe (no Supremo).


A Dilma não vai fazer a Ley de Medios.

Mas, a ficha dela caiu.

Ela percebeu que o julgamento do mensalão (o do PT) foi a senha  para a Falange montada em torno da Casa Grande atacar.

Como a Casa Grande é um deserto de homens e ideias, o jeito é o Golpe paraguaio, quer dizer, brasileiro: no Supremo.

Onde a Casa Grande tem maioria, já que, na rua, é um pouco mais difícil.

Para que o Golpe no Supremo seja possível, é necessário, antes, construir o ambiente na opinião pública, ou melhor, na “opinião publicada”, como diz o Paulo Moreira Leite, ao se referir ao PiG (*).

Primeiro, atingir a moral do Lula, assassinar seu caráter, pelas mãos virtuosas do brindeiro Gurgel – que fala grosso com o PT e fino com a Privataria – e do Marcos Valeriodantas, transformado em Herói da Pátria, e instalado no mesmo panteão em que o Supremo colocou o Thomas Jefferson.

(Thomas Jefferson foi a única “testemunha” dos crimes do Dirceu …)

Para que o Golpe paraguaio, quer dizer, brasileiro, dê certo é preciso, então, desconstruir a imagem de “gestora eficiente” da Dilma.

Demonstrar, incansavelmente, que o “Brasil é uma m…” – a editoria que produz a maioria das “reportagens” sob a batuta do Gilberto Freire com “i”(*).

Foi o que aconteceu neste domingo, quando o Fantástico provou que a Dilma é a culpada da seca do Nordeste.

Os blogueiros sujos acham que a saída para o cerco Golpista é atacar com uma Ley de Medios.

A Dilma não vai fazer a Ley de Medios, embora o PT, agora, queira (e o Lula, também).

O que ela vai fazer ?

Já começou.

Ela vai para o confronto.

Ela vai peitar o Golpe mediático na mídia.

Como ela não estatizou e construiu uma corpulenta tevê estatal,  que é o que deveria ter sido feito, quando o Gilberto Freire com “ï” ignorou o desastre da Gol para levar a eleição de 2006 para o segundo turno.

Já que não há uma tevê estatal competitiva, o jeito é usar o horário nobre das tevês, que, em regime de concessão, exploram o espectro eletromagnético, de propriedade do povo brasileiro.

Foi o que ela começou a fazer nesta quarta-feira, quando reduziu a tarifa de energia elétrica mais do que se anunciava – e calou a boca dos “do contra”.

O Globo, o 12º voto no Supremo, fez beicinho e disse na manchete: “Dilma desafia críticos”.

A Dilma não vai se deixar derrubar pelo PiG, assim, na boa.

Ela vai para o pau.

Do jeito dela.

Em tempo: a Folha (**), um dos arautos do caos da energia elétrica, até o Edu ridicularizar a massa cheirosa e a própria Folha, se vangloria de que a circulação dos jornais aumentou 2% (bravo !).  E a Folha aumentou 4%, o que a conduz à liderança desse promissor mercado. Como se sabe que a receita publicitária dos jornais rola ladeira abaixo, a notícia do crescimento da circulação da Folha é a visita da saúde. Simples: a Folha gasta mais papel e logística e fatura menos. Quanto mais vende, pior.

Em tempo2: alerta ! Como se faltassem colonistas (***) ao PiG (****), surgiu outro, com o verniz de “repórter”. Há um novo Ataulfo Merval (*****) na praça. Escreve frequentemente no Valor, o PiG (***) cheiroso, e mistura opinião (enfática, de viés) com fatos (escassos). Nesta quinta-feira, o “editorial” foi para disseminar a desavença entre Lula e Dilma. Velho truque da Casa Grande.


Paulo Henrique Amorim


(*) Ali Kamel, o mais poderoso diretor de jornalismo da história da Globo (o ansioso blogueiro trabalhou com os outros três), deu-se de antropólogo e sociólogo com o livro “Não somos racistas”, onde propõe que o Brasil não tem maioria negra. Por isso, aqui, é conhecido como o Gilberto Freire com ï”. Conta-se que, um dia, D. Madalena, em Apipucos, admoestou o Mestre: Gilberto, essa carta está há muito tempo em cima da tua mesa e você não abre. Não é para mim, Madalena, respondeu o Mestre, carinhosamente. É para um Gilberto Freire com “i”.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(***) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (****) que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta  costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse  pessoal aí.

(****) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(*****) Até agora, Ataulfo de Paiva era o mais medíocre dos imortais da história da Academia Brasileira de Letras. Tão mediocre, que, ao assumir, o sucessor, José Lins do Rego, rompeu a tradição e, em lugar de exaltar as virtudes do morto, espinafrou sua notoria mediocridade.

******
Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/pig/2013/01/24/confronto-e-a-ley-de-medios-da-dilma/

"É preciso aprender a fazer política pública" - diz Frei Beto

24.01.2013
Do blog FLECHA DE LUZ, 2010
Por Adriana Reis*

Na abertura do Fórum Nossa São Paulo, especialistas debatem soluções para ampliar a participação da sociedade civil nas decisões políticas

Como garantir uma participação efetiva da sociedade civil na vida democrática do país? Mais do que uma pergunta retórica, essa provocação foi o ponto de partida do debate realizado na noite desta quinta-feira, 15 de maio, no teatro do Sesc Vila Mariana. O evento marcou oficialmente o início do "Fórum Nossa São Paulo – Propostas para uma cidade justa e sustentável", promovido pelo Movimento Nossa São Paulo. Criado há um ano, o movimento reúne diversas entidades da sociedade civil, com objetivo de discutir e apresentar soluções para os principais problemas da cidade.

A roda de conversa "Sociedade Civil e Democracia Participativa" foi mediada por Oded Grajew e teve a participação do escritor e religioso dominicano Frei Betto; do fisólofo e professor da PUC-SP Mário Sérgio Cortella; de Cláudio Lembro, vice-governador de São Paulo na gestão de Geraldo Alckmin; da arquiteta e urbanista Raquel Rolnik; de Cida Bento, especialista em igualdade racial e coordenadora do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e da Desigualdade (CEERT); e do representante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, Eduardo Ferreira. Na platéia, políticos, urbanistas, representantes de ONGs e pessoas da sociedade civil interessadas no tema, entre eles muitos jovens.

"Vejo um único grande problema, que está por trás de todos os outros na cidade de São Paulo: as pessoas não conseguem conceber o espaço público", iniciou Raquel Rolnik, ao ser questionada sobre as três principais dificuldades que impedem a participação dos cidadãos nas decisões políticas da cidade. "Nossa cidade foi construída sob a ideologia da propriedade privada. Não conseguimos lidar com a idéia do espaço público. Isso é extremamente prejudicial", opinou.

'Alimentando carros'

Para Frei Betto, é preciso rever as prioridades das políticas públicas. "Temos, paradoxalmente, o mesmo número de carros e de pessoas que passam fome no mundo. São aproximadamente 600 milhões de um e 650 milhões de outro. E nós estamos mais preocupados em descobrir como iremos alimentar os carros do que as pessoas", criticou.

O ex-vice-governador Cláudio Lembro acredita que o sistema político representativo está esgotado e que é preciso encontrar alternativas, inclusive em experiências de outros países, para garantir a participação da sociedade nas decisões. Na opinião de Cida Bento, da CEERT, a população deveria se valer dos instrumentos legais para cobrar dos governos que cumpram seu dever. "Temos de aprender a usar o sistema Judiciário e o Ministério Público, se for preciso, para fazer valer o que o governo assumiu como compromisso", defendeu.

O filósofo Mário Sérgio Cortella usou a metáfora do copo d'água para provocar a reflexão nos participantes. "Vejam que a água se conforma ao formato do copo. O que nós devemos fazer é transbordar o copo, para romper com o que está pré-estabelecido", disse. Cortella explicou que a origem da palavra feliz está ligada à idéia de fertilidade. "Temos de aprender a construir uma cidade fértil e combater a esterilidade. É assim que teremos uma feliz cidade, só para aproveitar a boa coincidência dessas palavras, na língua portuguesa".

Os participantes da roda de conversa também abordaram o tema da corrupção, como um fator de entrave no desenvolvimento da cidade. "Quando fui secretário de Educação, na prefeitura de São Paulo, conseguia aumentar a verba em pelo menos 30%, apenas evitando desvios", contou Cortella. "É preciso haver maior controle público dos gastos", completou. Ele também deu um recado aos empresários que mantêm relações ilícitas com os governantes: "Parem de corromper! Se vocês deixarem de dar o dinheiro, não haverá mais a corrupção".

'Bandeiras e bonés'

O representante do movimento dos catadores, Eduardo Ferreira, manifestou sua indignação com a pouca visibilidade do grupo o qual representa, apesar da importância desse trabalho na limpeza da cidade, na promoção da reciclagem e na movimentação financeira a partir do que poderia virar lixo. "Os aterros estão cada vez mais cheios e os catadores ainda fazem um trabalho isolado, sem apoio do poder público", reclamou. 

Contundente, Frei Betto provocou aplausos da platéia ao opinar sobre assuntos polêmicos. "Vocês sabem por que a elite brasileira não vai à porta do Palácio do Planalto fazer manifestação, com bandeiras e bonés? Porque ela tem a chave do Palácio", disse. "Essa elite chega com seus projetos de lei prontos para entregar aos políticos que, ou por incompetência, ou por não ter uma boa assessoria, ou simplesmente para manter a situação como está, leva esses projetos prontos para votação", atacou Frei Betto. "Se é assim que a coisa funciona, então temos nós também que aprender a escrever projetos de lei e a fazer política pública".

O Fórum Nossa São Paulo será realizado até o dia 18 de maio e pretende, ao final, apresentar à sociedade e aos governantes um documento com propostas para uma cidade mais justa e sustentável.

* Adriana Reis é jornalista e membro do Grupo de Estudos em Juventude, que se reúne no Anchietanum


*****
Fonte:http://www.flechadeluz.org/experience/artigos/113-socioambientais/199-aprender-a-fazer-politica

OS CORVOS, DO CONTRA, GRITAM. FICARÃO PARA TRÁS?

24.01.2013
Do portal BRASIL247


******
Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/economia/91546/Os-corvos-do-contra-gritam-Ficar%C3%A3o-para-tr%C3%A1s.htm