segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Controladoria-Geral da União expulsa mais de 4 mil servidores em 10 anos


22.01.2013
Do DIARIO DE PERNAMBUCO, 21.01.13
Por Estado de Minas

Os casos recentes de funcionários fantamas no Legislativo e investigados pelo Congresso, pelo Ministério Público Federal e pela Justiça, encontram ressonância também no Executivo.

Somente nesta década, a Controladoria-Geral da União (CGU), responsável por fiscalizar a administração pública federal, registrou 1.442 acusações contra servidores de improbidade administrativa — ato ilegal que causa dano ao patrimônio público, em que está incluído quem recebe e não aparece no serviço — e 158 ocorrências de acúmulo ilegal de cargos
.
Como um mesmo funcionário pode ter cometido um ou mais ilícitos, o órgão não sabe informar quantos efetivamente foram punidos em cada uma dessas situações. No entanto, a CGU expulsou 4.064 servidores do governo federal, entre janeiro de 2003 e dezembro do ano passado, por irregularidades no exercício da profissão.

Todas as punições aplicadas pela CGU estão de acordo com a Lei nº 8112/1990, que estabelece o regime jurídico do funcionalismo público.

De acordo com a norma, o “servidor estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou de processo administrativo disciplinar no qual lhe seja assegurada ampla defesa”. Ou seja, a demissão dos efetivos, destituição dos comissionados e a cassação da aposentadoria de quem já havia encerrado o tempo de serviço só é feita após confirmada a irregularidade e cumpridas as etapas legais até o julgamento.
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/brasil/2013/01/21/interna_brasil,418918/controladoria-geral-da-uniao-expulsa-mais-de-4-mil-servidores-em-10-anos.shtml

Autores de enquete anti Lula já fizeram passeatas fracassadas

21.01.2013
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

Uma notícia se espalhou pelos mais importantes veículos da grande imprensa brasileira no fim de semana: enquete de um Movimento que se intitula “31 de julho” – segundo o site, o nome vem do dia e mês do primeiro ato público do “movimento”, em 2011 – promoveu no Facebook enquete que resultou em “vitória” de Lula para o “Troféu Algemas de Ouro”.
A enquete foi intensamente divulgada por grandes meios de comunicação tais como O GloboCBNFolha de São Paulo e por sites de grupos de interesse político como o site do PSDB e o do ex-governador Anthony Garotinho
Desde o início, um nome liderou a votação: o do ex-presidente Lula, contra quem não pesa ação alguma na Justiça, mas que, na visão dos autores da “enquete” e dos que dela participaram, seria mais “corrupto” do que o ex-senador do DEM Demóstenes Torres, recentemente cassado pelo Senado e que está prestes a ser expulso do Ministério Público Federal de Goiás.
Tucanos como Eduardo Azeredo, acusado principal do inquérito do “mensalão do PSDB”, tiveram votações pífias.
Como se podia prever, a “enquete” redundou na “vitória” de Lula como “o político mais corrupto de 2012”. E, como ocorreu durante a coleta de votos, a iniciativa recebeu grande divulgação da mídia, tendo ido parar até em comentário da CBN que você pode conferir logo abaixo.
O que esses veículos não informaram é que o tal “Movimento 31 de Julho” é o mesmo que, ao longo do ano passado e do anterior, convocou várias passeatas no Rio de Janeiro sob a mesma campanha de divulgação da grande mídia, tendo conseguido reunir na Cinelândia, em 2011, cerca de 2,5 mil pessoas (segundo o site do PSDB – link não funciona, página foi apagada) para protestarem “contra a corrupção”.
No ambiente virtual, porém, o tal “31 de julho” conseguiu um resultado menos ruim que na rua, tendo, segundo seus organizadores, obtido cerca de 14 mil votos no total, 10 mil dos quais teriam ido para Lula. Contudo, esse resultado foi obtido após os organizadores da enquete terem expurgado milhares de votos que disseram que tinham sido falsificados contra o PSDB.
Não houve, porém, qualquer auditoria nem maiores informações da imprensa sobre quem são os organizadores, se os milhares de perfis no Facebook que participaram da enquete são mais reais do que os dos votantes que foram expurgados ou se estes realmente eram falsos.
Seja como for, os fatos acima falam por si. Houve coordenação entre grupos de mídia e o PSDB para divulgar a enquete e, depois, o seu resultado. O site do “Movimento 31 de Julho” praticamente só noticia fatos contra Lula, o PT e “mensaleiros” e a favor de juízes do STF que condenaram os réus da AP470.
Ou seja: quem fez a enquete indicou quem deveria ser o mais votado.
Enquetes assim existem às milhares na internet. Muitas com resultados bem mais expressivos. Aqui mesmo neste blog, um desagravo ao ministro Ricardo Lewandowski alcançou 15 mil manifestações de apoio no Facebook e um desagravo a Lula alcançou 4 mil. E sem uma única menção de grandes veículos da imprensa escrita e muito menos da eletrônica.
É legítimo fazer manifestações contra ou a favor de quem quer que seja. Todavia, quem não conhece o viés político da grande imprensa brasileira não entende por que uma enquete obviamente dirigida como essa ganhou tanta cobertura (de nível nacional), tendo ido parar até na mídia eletrônica. Mas você que lê este blog entende muito bem.

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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2013/01/autores-de-enquete-anti-lula-ja-fizeram-passeatas-fracassadas/

POR QUE O PIG DESCOBRIU QUE O ALVES É O QUE É

21.01.2013
Do blog CONVERSA AFIADA, 20.01.13
Por Paulo Henrique Amorim

A última “irregularidade” do Alves foi dizer ao Supremo que quem cassa o Genoíno é a Câmara



Nesta manhã de domingo cinza, o ansioso blogueiro conversava com amigo navegante sobre o valioso trabalho investigativo da Folha: a Folha (*) descobriu que o Henrique Alves é o que sempre foi.

Formidável !

Quando precisava dar o Golpe no Lula e botar o tucano Marconi Perillo ( um estadista !) na Presidência do Senado, o PiG (*) também descobriu que o Sarney era o que sempre foi.

Foi um inestimável serviço prestado à construção da Moral e dos bons Costumes tucanos.

Agora, o Globo desce ao sub-mundo da Avenida Brasil e, na pág. 11, como se fosse uma dupla da Playboy, exibe “os estragos do furacão Mônica”, o “poder que seduz”: “ex-amante de Renan Calheiros, jornalista conta em livro intimidade com o senador …”

Calheiros, como se sabe, deve ser eleito presidente do Senado.

Como se sabe, no auge do “renangate”, o então Governador do Paraná, Roberto Requião, perguntou aos jornalistas do Planalto por que não dedicavam o mesmo fervor profissional à amante e mãe de um filho atribuído ao Presidente Fernando Henrique ?  

Divagávamos sobre esses temas de elevada importância, quando o amigo navegante sugeriu re-publicar artigo do Paulo Moreira Leite, agora na revista IstoÉ (como se sabe, ele saiu da Época, ou seja da Globo):

HENRIQUE ALVES E O BODE NO CONGRESSO



Por Paulo Moreira Leite, em sua nova coluna na revista IstoÉ:

As denúncias contra o deputado Henrique Alves podem ser as mais importantes deste século, mas ocorrem numa hora curiosa.

Com 41 anos de Congresso, Henrique Alves parece enquadrar-se na categoria de parlamentar típico, que habita a fronteira daquela zona cinzenta das finanças políticas, onde nem sempre é possível separar o legal do ilegal – mas é sempre possível dizer que é tudo imoral e quase tudo é suspeito.

Nada se provou contra o parlamentar até agora, embora ele já tenha sido denunciado há mais de uma década. Em 2002, sua ex-mulher denunciou que Henrique Alves possuía um cartão de crédito milionário, que não poderia ser quitado com o salário de deputado. Henrique Alves fora escolhido para ser companheiro de José Serra na campanha presidencial daquele ano, mas perdeu a vaga. 

A mais nova denuncia envolve uma possível empresa fantasma de um assessor, e tem até um bode na sede, no Rio Grande do Norte, chamado Galeguinho. Também se informa que Henrique Alves recebeu uma verba de campanha de R$ 10 000 do dono de um posto de gasolina onde gastou R$ 50 000 para abastecer o carro oficial.

Tudo isso deve ser apurado e investigado.

Mas é sempre bom perguntar se não há um bode político nesta discussão. As denuncias contra Henrique Alves não caíram do céu. Têm a impressão digital de seus adversários internos no PMDB, que gostariam de ocupar sua vaga.

Convém advertir: são flores que exalam o mesmo perfume. Freqüentam os mesmos ambientes e os mesmos coquetéis.

Candidato a presidente da Câmara de Deputados, até agora sem adversário real, Henrique Alves tomou uma posição política importante, a respeito de um fato decisivo da legislatura que se inicia em fevereiro.

Procurado para dizer o que pensava da ideia da Câmara decretar a perda de mandato dos quatro parlamentares condenados pelo mensalão, sem passar pelo ritual definido pelo artigo 55 da Constituição, Henrique Alves disse que em sua opinião o Congresso não deveria abrir mão de suas prerrogativas.

(Leia em http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/01/04/alves-aos-desavisados-do-stf-quem-cassa-e-a-camara/ – PHA)

Ou seja: os deputados até poderiam perder o mandato, mas a Câmara não deveria deixar de cumprir aquilo que define a Lei Maior. Isto quer dizer: levar o debate para plenário e submeter a decisão a voto direto e secreto. A perda do mandato, diz a Constituição, será definida por maioria absoluta. E quem tem a palavra final são os parlamentares.

Pode até ser um “vexame,” como diz o professor Oscar Vilhena, da FGV, mas a Constituição definiu assim.

Não conheço a biografia de Henrique Alves para fazer um balanço de suas atitudes políticas. Tenho certeza, no entanto, que poucas vezes ele teve a oportunidade de manifestar-se sobre um assunto tão relevante.

Do ponto de vista da separação de poderes e da preservação das garantias democráticas, o deputado com o assessor do bode Galeguinho fez a coisa certa.

E por isso eu acho justo perguntar por que só agora, quando ele completa 40 anos de Congresso, é que todos se lembram de investigar o que se sabe e o que se assopra a seu respeito.

Deve ser tudo coincidência, vamos combinar. O Galeguinho deve estar rindo de tudo, concorda?

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/01/20/por-que-o-pig-descobriu-que-o-alves-e-o-que-e/

MÍDIA PARTIDARIZADA CONTRA LULA

21.01.2013
Do FACEBOOK de Stanley Burburinho

Total de manifestantes presentes em três protestos contra Lula: 24
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Fonte:http://www.facebook.com/photo.php?fbid=351446428295753&set=a.315137128593350.71843.100002911958575&type=1&theater

Estadão e a politização da imprensa

21.01.2013
Do BLOG DO MIRO, 
Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa:


A edição de domingo (20/1) do Estado de S.Paulo trouxe como manchete levantamento feito pelo Ibope a pedido do jornal paulista, no qual se revela que a maioria dos brasileiros não tem preferência partidária: no final de 2012, época da consulta, 56% declararam não apoiar nenhum partido específico, enquanto 44% tinham algum partido preferido. Em 1988, os números eram invertidos, com 61% partidarizados e 38% sem preferência.

Segundo o diário, a indiferença dos cidadãos em relação a siglas partidárias é resultado dos escândalos políticos dos últimos anos, em especial o que envolveu dirigentes do Partido dos Trabalhadores. No entanto, embora tenha perdido popularidade desde março de 2010, o PT segue sendo a agremiação com maior número de adeptos, o equivalente a 24% do total.

Uma análise cuidadosa da reportagem, confrontada com outros textos sobre o mesmo tema, revela que houve um esforço de edição por parte do jornal para forçar o entendimento de que o PT teve a maior perda entre os partidos. Os números, porém, indicam que o PMDB, com 6%, e PSDB, com 5%, segundo e terceiro colocados, ainda estão muito distantes do Partido dos Trabalhadores em termos de popularidade. Além disso, não há revelações inéditas no estudo, uma vez que a redução da credibilidade dos partidos políticos é em fenômeno comum a todas as democracias do Ocidente.

Base da pirâmide

Também não é verdadeira a afirmação do Estado de S.Paulo de que a consulta do Ibope revela que “apartidários são maioria no País pela primeira vez desde a redemocratização”, como anuncia o título da reportagem. Em maio de 2012, uma pesquisa do Vox Populi já revelava que 60% dos consultados não simpatizavam com nenhuma legenda política.

Por outro lado, convém analisar o valor desses números: em qualquer circunstância, conforme já observava o jornal gaúcho Zero Hora naquela ocasião, um engajamento partidário de 44% da população é um número nada desprezível.

No subtexto da reportagem do Estadão se pode encontrar, com facilidade, referências a circunstâncias tipicamente brasileiras, como os efeitos de escândalos e a rotinização da democracia, que tende a reduzir o engajamento dos cidadãos. No entanto, a perda de credibilidade dos partidos políticos é tema de estudos em todo o mundo, e aparece até mesmo em uma análise sobre as eleições israelenses, em reportagem do Globo publicada na segunda-feira (21/01): “Ex-líder trabalhista diz que a época de grandes legendas acabou”, diz o texto.

O retrato pintado pelo Estadão no domingo fica mais completo na edição de segunda-feira (21), na coluna do jornalista José Roberto de Toledo, que dá seguimento às análises do estudo publicado na véspera. Resumidamente, ele observa que o PT perdeu adeptos principalmente entre os brasileiros mais ricos, que migraram para o PSDB. “Pela primeira vez, há mais brasileiros com renda superior a dez salários mínimos que se dizem tucanos que petistas: 23% a 13%, segundo o Ibope”, diz o texto.

No entanto, a mudança de perfil não se deu apenas porque os mais ricos e educados deixaram de apoiar o PT, mas principalmente porque a base do Partido dos Trabalhadores foi inflada por cidadãos que ingressavam na nova classe de renda média. Na verdade, constata o colunista, o PT vinha perdendo apoiadores entre os mais ricos desde junho de 2001, quando 35% dos brasileiros de renda mais alta se diziam simpatizantes do partido. Esse fenômeno não era percebido, em parte, por causa do crescimento do PT na base da pirâmide, impulsionado pela grande popularidade do então presidente Lula da Silva.

Tudo a ver

O PSDB só começou a crescer entre os brasileiros de renda superior a dez salários mínimos a partir de 2010 – e aqui se pode misturar uma série de fatores, desde o bombardeio da imprensa sobre o tema da corrupção até o desconforto da elite com aeroportos lotados pela classe emergente.

Mas um elemento importante desse estudo, que é abordado ligeiramente por Toledo, ainda está por ser radiografado: o Partido dos Trabalhadores perdeu espaço principalmente entre os leitores de jornais e revistas.

Esse aspecto da consulta do Ibope precisa ser visto por dois ângulos opostos: os leitores de jornais e revistas abandonaram o PT por causa do intenso noticiário sobre escândalos políticos, ou os petistas abandonaram a leitura de jornais e revistas pela mesma razão?

Assim como o PSDB se transforma em partido de elite, mais conservador e homogêneo, também a imprensa passa por um fenômeno semelhante: tudo a ver?

Mas esse é tema para estudos mais profundos, que certamente os jornais teriam pouco interesse em publicar.

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Fonte:http://www.altamiroborges.blogspot.com/2013/01/estadao-e-politizacao-da-imprensa.html

MESSIAIS N° 04: Se eu pudesse ver a lua com um olhar de poesia...

21.01.2013
Por IRINEU MESSIAS, 1996

"Lá do meu pé de cajueiro...Bem no meio do terreiro...

Se eu pudesse ver a lua...

"Com um olhar de poesia"

Sabe, como eu gostaria,
Sentado, lá no fundo do meu  quintal
Com um olhar de poesia
Contemplar as estrelas, e a lua...
Ah... Que mundo desigual!
Roubar de um menino do Morro
Um espetáculo tão magistral!

Ah, se um pudesse ver a lua
Não como um satélite natural,
Um noturno luminar,.
Eu continuo a sonhar;
Não na relva, e em nenhum  campo florido.
No morro onde vivo
Ninguém sabe o que é isso.
Eu queria mesmo era vê-la
Lá do meu pé de cajueiro
Bem  no meio do terreiro...

Um olhar de poesia,
É quase impossível
Quando se tem a barriga
Completamente vazia!

Porque tanto se impedir
Um menino que por força do destino
Nasceu lá no morro,
E vive lá na favela,
Cuja realidade não aparece nas novelas,
De descobrir o outro lado da vida?

De não poder ver a lua
Com um olhar de poesia,
Graças à tirania,
Dos que estão no topo da pirâmide social
Que acreditam ser normal
Um pobre menino não ver a lua
Com um olhar de poesia,
E viver todos os dias
Com a barriga absolutamente vazia!
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NOTA DO BLOG:  Reflexão escrita no ano de 1996,  espelhando a dura realidade daqueles que vivem nos morros e favelas, onde o direito à cultura lhe são negados. A dramática situação social lhe rouba,muitas vezes, a oportunidade sentir a poesia. A fome não lhes deixava.

Gastos com servidores federais crescem menos em ano de reajuste limitado e endurecimento com grevistas

21.01.2013
Do portal da Agência Brasil, 20.01.13
Por Wellton Máximo


Brasília – A limitação dos reajustes a servidores e o endurecimento com grevistas teve reflexo nas contas públicas. Em 2012, o crescimento dos gastos com o funcionalismo público federal diminuiu pelo terceiro ano seguido. No entanto, a desaceleração no ano passado foi mais forte do que em outros anos.
Em 2012, as despesas com pessoal cresceram entre 3,5% e 4%, contra expansão de 7,7% observada no ano anterior. Em valores, o desembolso passou de R$ 179,2 bilhões em 2011 para cerca de R$ 185 bilhões no ano passado.
Os números finais só serão divulgados pelo Tesouro Nacional no fim do mês. No entanto, a Agência Brasilobteve uma estimativa com base no cruzamento de dados do próprio Tesouro entre janeiro e novembro e do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) em dezembro. O Siafi registra, em tempo real, a execução orçamentária do governo federal.
O ano passado foi marcado por greves e operações padrão no funcionalismo público, que foram tratados com firmeza pelo governo. Sem terem as reivindicações acatadas pelo governo, algumas categorias chegaram a ficar quatro meses paradas. No fim, o governo concordou em conceder um reajuste de 15,8% parcelado em três anos. As categorias que não aceitaram ficaram sem qualquer aumento salarial.
Em dezembro, diversas categorias que não tinham acatado a proposta voltaram atrás e assinaram acordo com o Ministério do Planejamento. O governo precisou incluir, no Projeto de Lei do Orçamento, reajustes para profissionais que aderiram à negociação, como auditores fiscais e analistas da Receita Federal, auditores do Trabalho, analistas e técnicos do Banco Central e analistas de infraestrutura.
Os gastos com o funcionalismo desaceleram depois de subirem em 2008 e 2009 por causa de uma série de reajustes e recomposições salariais concedida pelo governo. Nesses anos, as despesas com pessoal e encargos sociais subiram 12,4% e 15,9%, respectivamente, em relação ao ano anterior.
A participação desse tipo de gasto no Produto Interno Bruto (PIB), soma de tudo o que o país produz, atingiu 4,76% em 2009, o maior nível desde 2005. Nos anos seguintes, no entanto, a tendência se inverteu.
Esse mesmo gasto com relação ao PIB caiu para 4,42% em 2010 e 4,34% em 2011, mesmo com a elevação no valor nominal das despesas. Isso ocorreu porque, além da desaceleração observada nos últimos anos, a economia se expandiu em ritmo maior que a folha de pagamento.
A proporção dos gastos com pessoal no PIB em 2012 só será conhecida no fim do mês e revisada quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgar, em março, o crescimento do PIB no ano passado. A proporção, no entanto, deverá ficar próxima de 4,2%. Isso porque, até novembro do ano passado, a relação entre os gastos de pessoal e o PIB tinha caído 0,1 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2011, mesmo com o baixo crescimento da economia.
Edição: Davi Oliveira

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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-01-20/gastos-com-servidores-federais-crescem-menos-em-ano-de-reajuste-limitado-e-endurecimento-com-grevista

Espírito pernambucano cativa estrangeiros

21.01.2013
Do DIARIO DE PERNAMBUCO,20.01.13
Por Tiago Cisneiros

De 2006 a 2010, o país recebeu 5.950 imigrantes. Desses, 20% optaram pelo estado. Escolha que vai além da economia

colombiano Juan David, 21, aluno de arquitetura diz que seu ponto preferido no Recife é o Capibaribe (NANDO CHIAPPETTA /DP/D.A PRESS)
Colombiano Juan David, 21, aluno de arquitetura diz que seu ponto preferido no Recife é o Capibaribe

A economia em alta atrai, mas é o espírito do pernambucano que cativa. Assim se resumem as histórias da maioria dos estrangeiros que vieram morar no estado durante a atual fase de desenvolvimento. Estrangeiros que, há três anos, representavam uma população de 5.950 pessoas, incluindo 1.775 naturalizados brasileiros. Mais de 20% deles fixaram residência aqui entre 2006 e 2010, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A “imigração” no período, comparada ao anterior (2001 a 2005), cresceu 62,5%. No novo mosaico, ganham espaço grupos de países europeus em crise, sulamericanos e africanos. Amanhã, leia sobre o que os especialistas acham dessa “invasão”.

Entre os estrangeiros que adotaram Pernambuco como lar nos últimos anos, está Juan David Estrada, 21. Graças a um convênio entre os governos da Colômbia e do Brasil, ele conseguiu morar e estudar arquitetura no Recife. Escolheu a cidade por causa do tamanho, das praias, do clima e da riqueza cultural. Em dois anos, aprendeu a gostar, também, do povo. “As pessoas me recebem de braços abertos.”

Elogio que também tem lugar na fala de Jacques Reboul, 46, natural de Marseille, no Sul da França. Desde 2011 no Recife, para onde se mudou para trabalhar no ramo petrolífero, ele ainda se admira com o bom humor do pernambucano. “Gosto muito do povo, que está sempre alegre, apesar de tantos problemas. Na França, as pessoas têm tudo, mas vivem tristes.” Das dificuldades na nova terra, ele destaca o trânsito complicado (“um inferno”), a violência e os custos de alguns serviços. “Acho errados os preços da escola e dos planos de saúde. Lá, funcionam melhor e são de graça.”

As críticas de Juan David são outras. Natural de Bogotá - cidade que se tornou referência nos anos 1990, por causa de melhorias radicais na mobilidade e na segurança pública -, o universitário se incomoda com a inércia dos políticos. “Sinto muita falta de um planejamento dos espaços públicos. Tudo é feito para o carro. O transporte público é precário, não atende às necessidades. A cidade poderia ser muito mais.” Para ele, outro problema é a carência de opções de entretenimento. “Às vezes, prefiro ficar em casa. Diferentemente de Bogotá, o Recife não é convidativo para caminhar, sair com amigos, ir a um café.”

Nesse quesito, o italiano Christian Zingale, 38, tem uma impressão bem diferente. Ele trocou a Europa e o trabalho como eletricista para morar em Maracaípe e ser sócio do irmão em uma pizzaria de Porto de Galinhas, no Litoral Sul do estado - historicamente, uma área de concentração de estrangeiros. “Vim acreditando em uma vida melhor. Aqui, além de ter um negócio, posso curtir a praia.” Para Zingale, que espera a primeira filha do casamento com uma olindense, os principais problemas do estado estão ligados à administração pública. “Um europeu sempre faz essa comparação. Faltam coisas como saúde, educação, saneamento básico.”


Jacques Reboul, 46, natural de Marseille, na França, veio a trabalho, mas adora o bomhumor do povo daqui (ALCIONE FERREIRA DPD.A PRESS)
Jacques Reboul, 46, natural de Marseille, na França, veio a trabalho, mas adora o bomhumor do povo daqui
Números

As populações de colombianos, franceses e italianos em Pernambuco aumentaram 850%, 35,9% e 23,8%, entre 2000 e 2010. Também cresceram bastante as comunidades de equatorianos (1.550%), uruguaios (700%), bolivianos (427,5%) e espanhóis (109,3%). Os índices, porém, não devem ser considerados à risca. O demógrafo Wilson Fusco, pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) e especialista em migrações internas e internacionais, alerta que os dados do Censo sobre imigração vêm de uma amostra, e não do universo. Esses números são multiplicados por pesos para representarem toda a população. “Onde se encontra uma variação muito grande, pode-se assumir uma tendência de aumento. Nas pequenas (abaixo de 50%), não há como supor mudanças de forma segura.”

Saiba mais

Na amostra do Censo 2010, aparecem 10 nacionalidades não registradas em 2000. Os destaques foram Dinamarca (40 pessoas), México (65) e Venezuela (73)

Por outro lado, 14 nacionalidades que apareciam em 2000 não tiveram registro em 2010. Entre elas, Índia (que tinha 62 pessoas), Romênia (43) e Polônia (27)

Na comparação entre as nacionalidades que apareceram nos dois Censos, 17 registraram queda e 23 tiveram aumento em 2010

Das 7 nacionalidades africanas registradas em 2010, 5 registraram aumento, 1 teve queda (Cabo Verde) e 1 não havia aparecido em 2000 (Marrocos - hoje, com 8 pessoas)

Das 10 nacionalidades sulamericanas de 2010, 7 registraram aumento, 1 teve queda (Peru) e 2 não apareciam em 2000 (Venezuela, hoje com 73 pessoas, e Guiana, com 26)

Os 5 países mais representados em Pernambuco, em 2010, eram Portugal (1.507 pessoas), Itália (577), Alemanha (317), Estados Unidos (309) e Espanha (270)

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Fonte:http://www.impresso.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/cadernos/vida-urbana/2013/01/20/interna_vidaurbana,43315/espirito-pernambucano-cativa-estrangeiros.shtml

IBOPE: PT AINDA É O PARTIDO MAIS QUERIDO DO PAÍS

21.01.2013
Do portal BRASIL247, 20.01.13


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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/poder/91137/Ibope-PT-ainda-%C3%A9-o-partido-mais-querido-do-Pa%C3%ADs.htm

Número de reféns mortos na Argélia pode aumentar, diz governo

21.01.2013
Do portal da Agência Brasil, 20.01.13
PorDa BBC Brasil


Brasília - O governo da Argélia afirmou hoje (20) que pode aumentar o número de reféns mortos depois de quatro dias de ataques de forças argelinas a uma refinaria de gás no deserto do Saara invadida por extremistas islâmicos. Segundo o ministro das Comunicações argelino, Mohammed Said, o número final de mortos deve ser divulgado nas próximas horas.
Em uma entrevista para uma rádio argelina, Said afirmou que o número de mortos "infelizmente, vai ser revisado para cima". Ele acrescentou que os militantes responsáveis pelo sequestro são de seis nacionalidades diferentes, "países árabes e africanos e de países não africanos".
Até o momento, o número de reféns mortos é 23. Britânicos, americanos, noruegueses e japoneses estão entre os desaparecidos depois do cerco à refinaria no sul da Argélia, que foi encerrado por um ataque do Exército argelino realizado ontem (19). O governo argelino diz que os soldados mataram 32 extremistas. As autoridades informaram que o Exército lançou o ataque final depois que os militantes islâmicos começaram a matar os reféns estrangeiros.
Neste domingo, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, confirmou que três britânicos foram mortos durante o sequestro. Outros três continuam desaparecidos. Segundo o ministro do Exterior da Grã-Bretanha, William Hague, as autoridades do país estão "trabalhando duro" para localizar os desaparecidos.
Edição: Davi Oliveira
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-01-20/numero-de-refens-mortos-na-argelia-pode-aumentar-diz-governo

Thiago Novaes: A pressão para evitar o sistema aberto no rádio digital

21.01.2013
Do blog VI O MUNDO, 18.01.13
Por Thiago Novaes*, no Coletivo Digital, sugerido pelo Emerson Luis


Rádio Digital Mundial e a Comunicação Social no século XXI

“A tarefa da radiodifusão, como tudo, não se esgota ao transmitir informações. Além disso, tem que organizar a maneira de pedir informações, isto é, converter os informes dos governantes em resposta às perguntas dos governados. A radiodifusão tem que tornar possível o intercâmbio. Apenas ela pode organizar, em conjunto, as falas entre os ramos do comércio e os consumidores sobre a normalização dos artigos de consumo, os debates sobre altas de preço do pão, as disputas municipais. Se consideram que isso é utópico, eu lhes peço que reflitam sobre o porquê de ser utópico.
 Mas, seja o que for que o rádio trate de fazer, seu empenho deverá consistir em fazer frente àquela inconseqüência em que incorrem, tão ridiculamente, quase todas as instituições públicas.” (Teoria do Rádio, Bertold Brecht)
Faz mais de dois anos, um grupo de pesquisadores vem desenvolvendo pesquisa com o objetivo de subsidiar o governo brasileiro, radiodifusores e ouvintes sobre as possibilidades sócio-técnicas que o padrão DRM de rádio digital pode oferecer para a comunicação social. Vários documentos foram produzidos neste período, todos publicados na Internet [1][2][3], [4][5], apontando para a imensa superioridade técnica do DRM.

Trata-se, resumidamente (DRM para imprensa), de um padrão aberto, regulamentado pela ITU, que funciona em todas as faixas de frequência, que possui o mesmo codec de áudio do Sistema Brasileiro de TV Digital, otimiza o uso do espectro, funciona em baixas potências e consome muito menos energia.

Pensado para ser um padrão global de interesse público, o DRM é o favorito de emissoras educativas e estatais de vários países, e aos poucos vai conquistando novos mercados, combinando desenvolvimento econômico ao social.

Essas características bastariam para eleger o DRM o padrão de rádio digital a ser adotado no país, como já o fizeram a Índia e a Rússia.

Porém, muito mais ainda é possível!

As transmissões digitais de rádio, assim como de tv, não se limitam ao transporte de sinais de áudio ou vídeo, mas se voltam mesmo para emissão de dados, fazendo das plataformas digitais que se utilizam da propagação eletromagnética terrestre e também Ionoférica, meios de comunicação de alta capacidade de fluxo de dados: no caso da TV Digital, estamos falando transmissões de taxas até 19MB/s, ou seja, capazes de viabilizar a transmissão de um filme duas horas de alta-definição em aproximadamente 25 minutos.

Mas o que esses dados querem dizer?

Quando se fala em Internet, serviços gratuitos como Facebook, Blogspot,  Gmail, Youtube, etc., geralmente se esquece que toda esta comunicação e acesso tão importantes ao cotidiano das sociedades pós-industriais, tudo isso depende de uma infra-estrutura que está fora do controle dos usuários, tais como as fibras óticas que garantem, com segurança, que cirurgias sejam realizadas à distância, ou como o endereçamento DNS, ainda concentrado em poucos países e grupos.

Com o Rádio Digital Mundial, pode-se não apenas transmitir áudios com qualidade de cd para o nosso e outros continentes, mas também arquivos, disponibilizando novos serviços, modificando radicalmente conceitos estabelecidos na era analógica, já que mesmo o audiovisual pode também ser transmitido via rádio digital, como no caso do serviço Diveemo, que consiste da transmissão de vídeo via rádio.

Se você leu este post até aqui e deu uma passeada pelos links, já pode imaginar, então, porque os monopólios da comunicação estão trabalhando para evitar ao máximo que o padrão DRM seja o escolhido pelo governo brasuca.

Ao invés do DRM, muitos empresários da comunicação preferem o padrão HD Rádio, propriedade da Ibiquity, padrão este que apesar de ter sido aprovado pela ITU, tem seu codec de áudio como uma “caixa-preta”, é segredo industrial da Ibiquity, funciona mal na faixa do AM, não atende às Ondas Curtas, não funciona bem em baixas potências, consome muito mais energia que seu concorrente DRM, além de não otimizar o uso do espectro.

Como estratégia para deslegitimar o DRM, proliferaram recentemente declarações dúbias, inclusive de membros do governo, realizando uma espécie de trocadilho, como a afirmação de Genildo Lins, de que “os testes com rádio digital não foram bons“.

O secretário de comunicação eletrônica do governo se refere, na verdade, apenas ao padrão que mantém os mesmos emissores de alta-potência, o HD, já que o DRM, além de funcionar em alta-potência, atende às baixas-potências, sendo o único padrão que funciona em todas as faixas de freqüências.

A proposta de adiamento da decisão sobre o padrão de rádio digital vem acompanhada de uma estratégia de se realizar a migração das rádios AM (na verdade, das emissoras AM em Ondas Médias) para o VHF, acabando com a faixa AM, visto que o HD Rádio teve desempenho insatisfatório na faixa do AM. Se o HD não funciona para as AM, acabemos com o AM, propõem as emissoras comerciais!

Paralelas à escolha do padrão, pesquisas vêm sendo realizadas no sentido de se aumentarem as possibilidades de comunicação utilizando o espectro, como proposto pela técnica FHSS, ou atentas à necessidade de Espectro Livre, como descreveu David Weinberg, autor também de “O Mito da Interferêcia no Espectro de Rádio“.

Juridicamente, vale à pena lembrar das recentes iniciativas dos governos da Argentina e Equador que, amparados em suas Constituições, promoveram a divisão do espectro em três, visando assegurar a complementariedade dos serviços privado, públicos e estatal de radiodifusão.

Se bem sucedida, esta política poderia ampliar enormemente o acesso do cidadão não apenas ao consumo plural de conteúdo, mas viabilizar a livre e diversa expressão das pessoas, através doEspectro Livre, sintonizando as possibilidade digitais com o Art XIX da Declaração Universal dos Direitos Humanos, ratificado no Art 13 do Pacto de San Jose da Costa Rica e presente na Carta Magna brasileira, em seu Art 5o.

Esperamos que este breve artigo sirva de referência para que cidadãos e cidadãs do Brasil, da América Latina e do mundo passem a tomar parte na definição do padrão tecnológico de rádio digital que vigorará em nossas sociedades nas próximas décadas.

Nosso interesse não é mais que promover o debate público, em defesa do interesse público, mas a força dos interesses privados parece novamente tentar se sobrepor ao que é melhor para todos. Contamos com você nesta luta!

*Thiago Novaes é Pesquisador em Telecomunicações, membro do Coletivo Rádio Muda – muda.radiolivre.org – e consultor do http://www.drm-brasil.org/.

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/thiago-novaes-a-pressao-para-evitar-sistema-aberto-na-radio-digital.html

Político búlgaro escapa de tentativa de assassinato após arma falhar

21.01.2013
Do portal OPERA MUNDI, 20.01.13
Por  Redação | São Paulo

O líder do Movimento pelos Direitos e pela Liberdade da Búlgária, Ahmed Dogan, escapou de uma tentativa de assassinato neste sábado (19/01) de forma surpreendente.



Reprodução
Líder de minorias turca e muçulmana na Búlgaria sofre atentado enquanto discursava em evento de seu partido

O político, vinculado aos turcos no país, estava discursando no Palácio Nacional da Cultura em Sofia quando um jovem invadiu o palco e apontou a arma em sua cabeça. Em uma rápida movimentação, o atirador apertou o gatilho, mas seu revólver falhou. Os seguranças logo tomaram conta do local e detiveram o homem, identificado por jornais locais como Oktai Enimehmedov.

De acordo com as agências locais, o atirador recebeu maus tratos por oficiais búlgaros, aparecendo com o rosto ferido em diversas fotografias tiradas horas depois do acidente na delegacia.

“Ele não estava bem, tinha muito sangue em seu rosto”, afirmou o promotor Nikolay Konikov. “Ele nos contou a sua versão sobre o que teria o motivado, mas não vou discutir isso agora”, acrescentou ele.

Além da pistola, Enimehmedov estava armado com duas facas. O jornal Sofia Globes relatou que o jovem já tinha passagem pela polícia por posse de entorpecentes em 2010 e danos corporais em 2006.

Quanto ao político turco de 58 anos, ele não teve ferimentos. “Ahmed Dogan está bem de saúde. Tudo está sob controle”, afirmou um membro do movimento à agência Reuters.

O partido de Dogan representa os turcos e muçulmanos na Bulgária, que representam 12% da população do país. A conferência na qual aconteceu o atentado seria para marcar uma nova eleição para escolher um novo líder que substituísse Dogan, informou a Associated Press.

A cena do atentado, que durou poucos segundos, foi filmada e publicada nas redes sociais

Confira o vídeo abaixo:



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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/26680/politico+bulgaro+escapa+de+tentativa+de+assassinato+apos+arma+falhar.shtml

Com "universidades de integração", Brasil aposta na diplomacia do diploma

21.01.2013
Do portal OPERA MUNDI, 20.01.13
Por João Novaes | Redação

Cada vez mais inserido no processo de internacionalização acadêmica, país aposta em universidades transnacionais para fortalecer integração com América Latina e África
A recente ascensão do Brasil como potência mundial emergente ressuscitou uma antiga tese, muito difundida especialmente na América do Sul durante os anos de ditadura, que enxerga o gigante sul-americano como uma nação imperialista. Como exemplos contemporâneos que contribuem para a má fama estão os protestos de trabalhadores contra condições precárias de trabalho e o forte impacto ambiental causado por mineradoras de origem brasileira na África, especialmente em Moçambique; ou o envolvimento de empreiteiras nacionais em zonas reivindicadas por populações nativas, como na Bolívia.


Por outro lado, o país também procura demonstrar, através de uma série de iniciativas pioneiras na Educação, que também é capaz de exercer uma liderança regional sobre bases diferentes. Com o ensino superior cada vez mais inserido no processo de internacionalização, o governo adotou os princípios de cooperação solidária e integração regional para nortear as parcerias no setor, especialmente com países latino-americanos e africanos.

A cooperação solidária se baseia em acordos de mão dupla, onde todos possam sair ganhando: estímulo à transferência e compartilhamento de experiências e conhecimento e fortalecimento do intercâmbio e de parcerias entre instituições de ensino superior, principalmente através de redes.

Com base nesses princípios foram criadas recentemente duas instituições de caráter transnacional, a Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana), em Foz do Iguaçu, na Fronteira Trinacional, voltada a todo o continente latino-americano e o Caribe; e a Unilab (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira), na pequena Redenção (Ceará), primeira cidade brasileira a abolir a escravidão, em 1883. Ela é voltada aos países da CPLP (Comunidades de Países da Língua Portuguesa).

A primeira, iniciada em 2010, incentiva os alunos latino-americanos a voltarem aos seus países de origem para lá poderem aplicar seus conhecimentos. A segunda, que teve os primeiros cursos iniciados em 2011, determina que os três últimos trimestres de cada curso sejam realizados em países africanos ou no Timor Leste – caso estes tenham parcerias, equivalência e condições para oferecê-los.

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O atual campus da Unila, no Paraná, é vizinho nas obras da segunda unidade da instituição; acima, o rio Iguaçu 

Ao mesmo tempo em que procura se tornar um polo de atração para estudantes e professores do exterior, o Brasil incentiva os estudantes a voltarem para os seus países de origem, sem incentivar a “fuga de cérebros”. E o interesse dessa iniciativa é claramente geoestratégico.

"O Brasil, há alguns anos, se considerava autossuficiente. Sua abundância em recursos naturais fazia pensar que não precisávamos dos outros. Vivíamos de costas para a América do Sul, voltados para nós mesmos. Essa visão mudou. O país está cada vez mais inserido no cenário internacional. Sua presença é cada vez maior no continente africano, mas busca crescer através de uma relação diferente às das tradicionais grandes potências", afirma Paulo Speller, reitor da Unilab, em entrevista a Opera Mundi. "Para nós, a formação acadêmica tem o foco na cooperação solidária", complementa, em contraposição ao modelo voltado ao mercado de trabalho e à iniciativa privada.

"O processo de internacionalização na Unila não mostrará resultados iniciais, pois não tem fins lucrativos. O modelo voltado ao mercado apresenta vantagens mensuráveis. Já nós abrimos a universidade para alunos de todos os países da região para que eles possam retornar para casa com a bagagem adquirida aqui", conta. A vantagem para o Brasil? "Confirmar sua vocação latino-americana de solidariedade com o resto do continente", responde Andrea Ciacchi, pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação na Unila – italiano de nascimento e há mais de 20 anos no Brasil, também ouvido pela reportagem. "Não se dá para mensurar concretamente, o retorno [dessa iniciativa] se dará por mil outros aspectos".

"A ideia da Unila é a colaboração. Estamos longe ainda da primeira turma de formandos, mas quando eles completarem os cursos, não faremos nada para manter os estrangeiros aqui. A não ser que eles queiram, é claro. Serão bem-vindos para realizar uma pós. Porque a ideia não é dizer' venha e fique no Brasil porque somos melhores'. Esse passado do Brasil subimperialista foi uma teoria corrente nos anos 1960”, lembra. Ciacchi diz que, em 20 anos, dezenas de milhares de profissionais liberais latino-americanos já terão passado pelo país e “deixarão um elo de amizade e parceria".


Como um exemplo dessa diferença de mentalidade, ele cita o curso de Letras, que ao contrário das outras universidades brasileiras, não se volta prioritariamente à Literatura Brasileira ou aos cursos de Língua Portuguesa. “Em nossa grade curricular, o Português tem o mesmo peso do Espanhol. As literaturas são estudadas em grupos regionalizados, não nacionais [como, por exemplo, Literatura da Comarca Andina ou de Fronteira Norte/Sul]. Ele deve vir procurar um ensino diferenciado, não só porque conseguiu vaga através do Sisu”, explica Ciacchi.

Speller lembra que a iniciativa visa formar profissionais preparados para voltar seus conhecimentos ao mercado de trabalho em seus países de origem. E que através das redes de cooperação, eles possam futuramente aproveitar esses laços, o que resulta em retorno para o Brasil. "A expectativa é mais longa e ainda estamos atendendo as demandas de todos os outros países associados [à CPLP]".

Ainda em fase de estruturação, nenhuma turma ainda foi formada nas duas universidades e os trabalhos acadêmicos ainda nem tiveram tempo para gerar frutos. Mas ambas estão em fase de expansão. A meta da Unila é chegar a dez mil estudantes, dividida em 50% por brasileiros e estrangeiros – atualmente são 1.241 (608 e 633, respectivamente) – e um novo campus, vizinho ao atual e projetado por Oscar Niemeyer, está em construção.

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Campus da Unilab, destinada a integração entre brasileiros e integrantes de países lusófonos; atrás, a pequena cidade de Redenção, de 26 mil habitantes

Mais nova, a Unilab constrói uma segunda unidade em São Francisco do Conde, interior da Bahia, 73 km ao norte de Salvador. É a única universidade no Brasil a ter todos os seus 78 professores com título de doutorado. Seu nível de internacionalização, no entanto, é mais modesto: dos 1.008 estudantes, só 220 são estrangeiros – e a maioria deles, 71, do Timor Leste, o único país não-africano incluído (não há alunos portugueses). Entre os brasileiros, os cearenses são, de longe, mais numerosos. O objetivo também é chegar a 50% entre brasileiros e estrangeiros.

Outra similaridade entre as duas universidades é que os respectivos processos de internacionalização têm como prerrogativa respeitar o contexto e as necessidades locais em que estão inseridos – o que influencia desde a escolha dos cursos até os objetivos das áreas de pesquisa.

E, para o Brasil, tornar-se um polo de atração não implica em diminuir a presença de estudantes brasileiros no exterior. Pelo contrário, a outra via do intercâmbio foi incrementada com o programaCiência Sem Fronteiras, onde se pretende oferecer mais de cem mil bolsas em quatro anos para estudantes brasileiros no exterior.

Os limites do mercado

Em um caminho diferente do que está sendo planejado pelo Brasil, Chile e Canadá são dois exemplos clássicos que apostam assumidamente na fórmula do ensino superior voltado às necessidades do mercado e com ênfase em universidades privadas e pagas (capítulos 10 e 11 do livroInternacionalização do Ensino Superior, Ed. Alameda, 536 pgs.). No entanto, desde 2011 esse modelo tem sido colocado em xeque por seus respectivos movimentos estudantis e associações de professores, ao ponto de, no último semestre, terem se tornado tema decisivo nas últimas disputadas eleitorais regionais.

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Estudantes quebequenses protestam contra a alta nas universidades

Os dois países foram tomados por grandes manifestações populares exigindo um ensino público gratuito e de qualidade. No Chile, os protestos se iniciaram em março de 2011 e contribuíram para derrotas importantes da coalizão do presidente Sebastián Piñera nas eleições municipais realizadas em outubro – o que pode vir a ser uma prévia a disputa presidencial no fim deste ano.

Já a aparentemente calma província canadense do Quebec – que vive uma histórica tensão separatista com o resto do país – passou por um processo de ebulição iniciado em abril de 2011, quando o governo local -- comandado pelo liberal Jean Charest -- anunciou que iria aumentar as taxas das instituições públicas de ensino em 75% nos próximos cinco anos.

Os estudantes não aceitaram e saíram às ruas para pedir reformas profundas em todo o sistema educacional. O governo chegou a aprovar uma lei que restringia protestos nas ruas, o que só serviu para aumentar a popularidade das mobilizações, obrigando Charest a antecipar a eleição provincial para agosto de 2012. Resultado: vitória da oposição, os nacionalistas do Partido Quebequense. Embora a nova premiê Pauline Marois não tenha prometido realizar mudanças significativas, ao menos interrompeu o processo de desmantelamento do ensino público capitaneada por Charest, que, por sua vez, não conseguiu sequer manter o próprio assento no Parlamento.

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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/26557/atraves+do+ensino+superior+brasil+quer+firmar+posicao+como+lider+regional+solidario.shtml