sábado, 12 de janeiro de 2013

Ter “espiritualidade sem religião” pode causar problemas mentais, sugere estudo

12.01.2013
Do portal GOSPEL PRIME, 11.01.13
Por Jarbas Aragão

 Pesquisa mostra que falta de limites pode gerar problemas psicológicos


Ter “espiritualidade sem religião” pode causar problemas mentais, sugere estudoTer “espiritualidade sem religião” pode causar problemas mentais, sugere estudo
As pessoas que gostam de dizer que são “espiritualizadas, mas sem religião” podem estar correndo riscos. Um novo estudo, publicado na conceituada revista científica British Journal of Psychiatry, concluiu que esse “espirituais” estão mais propensos a desenvolver ansiedade, distúrbios alimentares, fobias e neuroses, entre outras doenças. Têm ainda, maiores chances de precisar de remédios para problemas de saúde mental.
O professor Michael King e sua equipe da Unidade de Ciências de Saúde Mental da University College of London, realizaram esse levantamento entre 7.400 homens e mulheres, a partir de um questionário complexo.
Entre os participantes, 35% dizem ser “religiosos”, pois frequentarem igrejas, sinagogas ou outros templos, sendo que 85% deles são cristãos.
Cerca de 46% dos entrevistados não possuem crença religiosa, considerando-se agnósticos ou ateus e não se consideram espirituais. Apenas 19% se consideram “espiritualizados”, mas não participam de nenhuma forma de religião organizada.
Entre esse grupo, os pesquisadores identificaram os maiores problemas: 50% deles apresentam ansiedade generalizada e 72% possuem alguma fobia. Ao mesmo tempo, verificaram-se um risco 77% maior de dependência de drogas e 37% maior de desenvolverem desordens neurológicas. Eles têm ainda 40% mais chances de precisarem de tratamento com algum remédio controlado.
Nos outros grupos existem índices semelhantes de doenças mentais, mas claramente um risco menor de abuso de drogas entre as pessoas que vão à igreja.
Michael King afirma que a principal descoberta é: “Essas pessoas que têm crenças espirituais fora de qualquer religião organizada são mais propensos a sofrer com esses males que aqueles que têm uma compreensão religiosa da vida ”.
A concepção de ser “espiritualizado, mas não religioso” é difícil de definir. A frase é geralmente usada para descrever pessoas que não frequentam a igreja, céticos que acreditam em algum tipo de poder superior, mas não divino. Também é um termo usado para as pessoas que misturam diferentes credos.
O estudo da equipe do professor King foi realizado em parceria com o governo do Reino Unido, como parte de um estudo psiquiátrico mais amplo. Entre os britânicos, cerca de 19% da população se diz “espiritualizada, mas não religiosa”. Esse número é maior nos Estados Unidos, onde, de acordo com uma pesquisa do Gallup, 33% da população se identifica com o conceito.
Tanya Luhrmann, antropóloga e professora da Universidade de Stanford, defende que a maioria das pesquisas acadêmicas sobre religião e bem-estar, mostra que a religião é boa para o ser humano.
Segundo Luhrmann, a religião organizada oferece três pontos dos quais os fieis podem se beneficiar: apoio social, ideia de um Deus amoroso e prática regular de oração.
“Quando você se considera espiritualizado, mas não religioso, está perdendo dois desses pontos”, pois ”não basta uma crença genérica em Deus, é preciso entender como isso tudo funciona”.
As pessoas mais jovens se identificam como espiritual, mas não religiosa com mais frequência do que os membros de gerações mais antigas. Em uma pesquisa de 2009, feita pela LifeWay Christian, 72% das pessoas ente 18 e 29 anos de idade se consideram “mais espirituais do que religiosas”.
Porém, esse crescimento do grupo de espirituais não religiosos tem sido duramente criticado. O padre jesuíta James Martin disse à CNN que esse entendimento “pode levar à complacência e ao egoísmo”. “Se é só você e Deus em seu quarto, e não uma comunidade religiosa que faz exigências, por que alguém mudaria seus conceitos ou comportamento?”. Traduzido de CNN.

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Fonte:http://noticias.gospelprime.com.br/espiritualidade-sem-religiao-pode-causar-problemas-mentais/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A%20gospelprime%20%28Gospel%20Prime%29

ARNALDO JABOR: JAGUNÇO MIDIÁTICO CONTRA O POVO VENEZUELANO

12.01.2013
Do FACEBOOK Pedro Ciclista Guarani-kaiowá, 11.01.13

Nota da Embaixada da Venezuela sobre palhaçadas norte-americanizadas de Arnaldo Jabor

Além de desrespeitar os venezuelanos, povo irmão do Brasil, e de proferir acusações sem base nos fatos reais, o comentário de Arnaldo Jabor nesta quinta-feira, 10 de janeiro, no Jornal da Globo, demonstra total desconhecimento sobre a realidade de nosso país.

Existe hoje na Venezuela, graças à decisão de um povo que escolheu ser soberano, um sistema político democrático participativo com amplo respaldo popular, comprovado pela alta participação da população toda vez que é convocada a votar em candidatos a governantes ou a decidir sobre temas importantes para o país. Desde que Hugo Chávez chegou ao poder, o governo já se submeteu a 16 processos democráticos de consulta popular - entre referendos, eleições ou plebiscitos.

Não nos parece ignorante ou despolitizado um povo que opta por dar continuidade a um projeto político que diminuiu a pobreza extrema pela metade, erradicou o analfabetismo, democratizou o acesso aos meios de comunicação e que combina crescimento econômico com distribuição de renda. Esse povo consciente de seus direitos não se deixa manipular pelas mentiras veiculadas por um setor da mídia corporativa - essa que circula livremente também na Venezuela.

Considerando o alto grau de organização e conscientização da população venezuelana, não são nada menos do que absurdas as acusações feitas por Jabor da existência de um aparato repressor contra o livre pensamento. Na Venezuela, civis e militares caminham juntos no objetivo de garantir a defesa, a segurança e o desenvolvimento da nação. É importante lembrar que se trata do mesmo comentarista que em 11 de abril de 2002, quando a Venezuela sofreu um golpe de Estado que sequestrou seu presidente durante 48 horas, saudou e comemorou este ato antidemocrático, durante comentário feito na mesma emissora, a Rede Globo.

Embaixada da República Bolivariana da Venezuela

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Fonte:http://www.facebook.com/photo.php?fbid=331975713583379&set=a.111160442331575.15150.100003128600214&type=1&theater

Prevaricador-geral deu tiro no pé

12.01.2013
Do blog ESQUERDOPATA, 11.01.13


Deputado petista diz que entrevista de Roberto Gurgel à Folha, na qual ele afirmou que as evidências contra José Dirceu no processo do mensalão seriam indiretas, foi desastrada e demonstrou incompetência dele nesse caso

Brasil 247 – A entrevista concedida pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, à Folha sobre o mensalão foi duramente criticada pelo PT. Gurgel disse que o esquema foi bem maior do que se sabe e que o julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) incluiu apenas aquilo que foi possível comprovar. Para o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) a entrevista foi um "tiro no pé". "Foi uma declaração desastrada e demonstrou incompetência dele nesse caso. [Ele] teve cinco anos para fazer as acusações e deixa no ar acusações sem provas."

Em seu blog, Dirceu classificou como "graves" as afirmações e disse que elas "lançam a suspeita da existência de outros crimes que ele não denunciou". Condenado no julgamento do mensalão, ele aproveitou a entrevista para reforçar os argumentos de que é inocente. "As declarações do procurador-geral da República na edição de hoje da Folha de S.Paulo deixam claro, mais uma vez, que nunca houve provas contra mim na Ação Penal 470, julgada pelo Supremo Tribunal Federal", escreveu Dirceu em seu blog.

Na entrevista, Gurgel diz que “Não é prova direta". "Em nenhum momento nós apresentamos ele passando recibo sobre uma determinada quantia ou uma ordem escrita dele para que tal pagamento fosse feito ao partido ‘X’ com a finalidade de angariar apoio do governo. Nós apresentamos uma prova que evidenciava que ele estava, sim, no topo dessa organização criminosa”, disse o procurador-geral.
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Fonte:http://www.esquerdopata.blogspot.com.br/2013/01/prevaricador-geral-deu-tiro-no-pe.html

VALÉRIO DESVIOU $ DA VISANET PARA A GLOBO ?

12.01.2013
Do blog CONVERSA AFIADA, 11.01.13
Por Paulo Henrique Amorim


Que conclusão o prezado leitor tiraria ao saber de lista com grandes depósitos feitos pelo famoso Marcos Valério na conta da maior emissora de TV do País?


O Conversa Afiada reproduz reportagem de Lia Imanishi da revista Retrato do Brasil ( a mesma Retrato que já havia demonstrado que o dinheiro da Visanet não era  público nem que tivesse sumido!) :

(Clique nas imagens pera vê-las em tamanho maior)

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/01/11/valerio-desviou-da-visanet-para-a-globo/

Revista Veja pede desculpas: ‘barriga’ ou especulação?

12.01.2013
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 11.01.13
Por  Paulo Donizetti de Souza, Revista do Brasil

Se houvesse maior seriedade com as informações no Brasil, a “falha interna” da Veja seria investigada pelos órgãos competentes do governo. Foi apenas uma “barriga” ou mais um jogo de especulação da mídia rentista? Quem saiu ganhando?

Barriga é um antigo jargão das redações. Significa erro feio de informação. As publicações sérias costumam corrigir seus próprios erros e, elegantemente, evitam comentar o erro alheio. A menos que seja muito, muito grave.
No caso do site da revista Veja – que na quarta-feira (9) manteve por 22 minutos na manchete a fusão dos bancos Bradesco e Santander – digamos que a barriga não foi tão grave assim. Afinal, que importância teria o segundo maior banco privado do Brasil incorporar a unidade brasileira de um dos maiores bancos do mundo e se tornar o primeirão do país, superando Itaú Unibanco e até o Banco do Brasil?
veja mente bradesco santander
Bradesco, Santander e o “erro” da Veja. Barriga ou especulação? (Foto: Reprodução / Website Revista Veja)
Afinal, o boato é antigo e a tentação de dar o “furo”, sair na frente, é sempre grande no mercado editorial.
E por que mencionar aqui o erro alheio, se não é elegante com a concorrência? É que Veja assumir um erro é notícia. Lembra outra expressão antiga das redações. Algo corriqueiro, que acontece com frequência, não é caso de manchete. Dizia-se: “Manchete é o homem morder o cachorro; e não o contrário”.
Leia também
Denúncias de autoridades grampeadas sem revelar a fonte nem mostrar o áudio dos grampos, remessas fictícias de fortunas para contas em paraísos fiscais transformadas em “furos”; associação de profissionais da editora com a organização criminosa de Carlos Cachoeira para viabilizar operações políticas e “jornalísticas” e defesa de mútuos interesses… nada disso é caso de se desculpar, nem sequer de um “veja bem…”.
Então, manchete para o gesto nobre de Veja. Mais nobre até do que desmentir a invenção do boimate.
Está certo que foi meio assim, assim. Como diria o José Simão, a publicação da Editora Abril tucanou a barriga. Na nota que em que se desculpa, “explica” o erro, diz que o dito cujo foi decorrente de “falha interna de procedimento”.
O Infomoney publicou negativas sobre a transação. Leia aqui. (Ah, não, essa é de maio do ano passado. A atual é esta aqui.)
Vamos e venhamos, instituições financeiras negarem boatos de fusões que depois acabam se confirmando equivale a um cachorro morder o homem. Mas Veja, ao admitir que errou – ainda que a motivação maior seja o peso dos anunciantes envolvidos –, mordeu o cachorro.

Leia a nota da Veja

Por uma falha interna de procedimento, durante 22 minutos, de 17h59 às 18h21 desta quarta-feira, o site de VEJA [maiúsculas do autor da nota] deixou no ar uma manchete errada sobre o que seria o anúncio da fusão dos bancos Bradesco e Santander. A informação foi corrigida em seguida pela redação do site, que publicou também os desmentidos oficiais dos bancos em questão. Essa falsa informação, que reaparece de tempos em tempos na internet, é fruto de boatos infundados que circulam há seis meses dando como fonte mensagens atribuídas a funcionários de um dos bancos. VEJA [idem] se desculpa com seus leitores por ter mantido por 22 minutos no site uma notícia errada que trazia no seu próprio enunciado a chave da sua falsidade. O texto dizia, infantilmente, que a negociação da fusão fora “informada” pela instituição a funcionários. Como qualquer pessoa do meio financeiro sabe, uma operação desse tipo tem que ser, por lei, mantida em absoluto sigilo e comunicada antes de qualquer outra forma de divulgação à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/01/revista-veja-pede-desculpas-barriga-ou-especulacao.html

Gurgel, calado, é procurador ou um grande poeta

12.01.2013
Do blog PALAVRA LIVRE, 11.01.13
Por Davis Sena Filho 



O procurador-geral da República, Roberto Monteiro Gurgel Santos, calado poderia ser um grande procurador ou um poeta. Entretanto, ele é um ser midiático, e, quando vê uma caneta e um bloquinho ou um microfone e uma câmera, começa a deitar falação. É uma questão de ego. Jornalistas da imprensa de negócios privados são irresistíveis para o “zeloso” procurador quando se trata de falar do PT, do Governo trabalhista, do Lula, do Dirceu e do Genoíno.
Contudo, quando se trata de falar do mensalão tucano, da lista de Furnas, das operações da Polícia Federal, conhecidas como Vegas e Monte Carlo, do senador cassado do DEM, Demóstenes Torres, do bicheiro Carlinhos Cachoeira e dos ex-editores-chefes das revistas Veja e Época das sucursais de Brasília, e que se envolveram até o pescoço com o bicheiro formulador de pautas, o condestável Roberto Gurgel se cala, evita a mídia de mercado e se torna, de fato, um procurador-geral, que trata as coisas de estado com acuidade.
Age desse modo porque, talvez, ele esteja a investigar esses casos que envolvem a oposição partidária (PSDB, DEM e PPS) e midiática (Globo, Folha, Estadão e Veja) e por isso necessita de silêncio e discrição para, quem sabe um dia, fazer as denúncias cabíveis. Enquanto esse imbróglio todo não anda, Gurgel aproveita seu tempo (quando sobra tempo) para dar entrevistas, desastradas, diga-se de passagem, e se contradiz, sem, contudo, preocupar-se com suas incoerências, afinal ele é o chefe dos procuradores e por isso, aparentemente, considera-se um ser infalível porque, quem sabe, vocacionado à imortalidade.
Sua entrevista à Folha de S. Paulo — aquele jornal de direita que compactuou com a ditadura militar — é uma ode à incongruência, pois que, tal qual como afirmou logo no início do julgamento do “mensalão” do PT, que ainda está para ser comprovado judicialmente, “as provas contra José Dirceu são tênues”. O procurador reconheceu. E daí? O negócio é fazer oposição aos trabalhistas mesmo se o preço for alto e a Constituição e o Código Penal forem rasgados.
Não é que o poderoso procurador-geral da República afirmou sobre José Dirceu, de viva voz e a quem quiser ouvir, que “Não é prova direta. Em nenhum momento, nós apresentamos ele passando recibo sobre uma determinada quantia ou uma ordem escrita dele para que tal pagamento fosse feito ao partido ‘X’, com a finalidade de angariar apoio do governo. Nós apresentamos uma prova que evidenciava que ele estava, sim, no topo dessa organização criminosa”. Seria cômico se não fosse trágico e não interferisse na vida de pessoas que foram punidas com a cadeia, sem, no entanto, existir provas cabais e que, indelevelmente, comprovassem que os réus cometeram malfeitos.
Não foi à toa que tal procurador disse, volto a repetir, que as “provas eram tênues”. Gurgel sabe o que diz e sabe muito bem o que faz. E ele faz, com competência, política partidária, sem, no entanto, ter mandato parlamentar, ser filiado a um partido (acho) e muito menos passar pelo crivo das eleições, que são duras e desgastantes. O procurador foi nomeado em uma lista tríplice pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, republicano, atendeu o desejo da categoria. Grande erro e engano. Os cargos de juízes do STF e de procurador-geral de República são, sobretudo, políticos e não técnicos, como quer demonstrar, hipocritamente, a imprensa comercial e privada, de direita e de caráter historicamente golpista.
Tanto os são políticos que as frases de efeito, as acusações e o comportamento da maioria dos juízes do STF tinham, indubitavelmente, o propósito de colocar o PT e o Governo trabalhista nas cordas do ringue, ainda mais quando se trata de pessoas e militantes da grandeza política e histórica de José Dirceu e José Genoíno. Não esqueçamos que a eleição para a Presidência está próxima, em 2014, e a direita brasileira, herdeira da escravidão e uma das mais conservadoras e cruéis do mundo já sente urticárias em só pensar que poderá ficar mais quatro anos sem controlar o estado nacional, e, consequentemente, voltar a utilizá-lo de forma patrimonialista, como sempre fez e aconteceu através dos 513 anos da história do Brasil.
 Cargos políticos, afirmo sem qualquer dúvida, têm de ser preenchidos por aliados ou por pessoas que compreendam e sejam sensíveis ao programa e ao projeto do mandatário que ocupa a cadeira da Presidência da República e nomeia seu Ministério. Afinal sabemos o que a direita política, judiciária e empresarial combate e dissimula e confunde a população, por intermédio de seus meios de comunicação hegemônicos, que distorcem e manipulam os fatos e as realidades. A direita não quer, terminantemente, a emancipação do povo brasileiro. E nunca vai querer. Ponto.
Acontece que o programa de governo e o projeto de País dos trabalhistas foram aprovados e referendados pelo sufrágio universal — o voto popular, a procuração mais importante da República, do processo democrático e do estado democrático de direito. Lula e Dilma se equivocaram, solenemente, e hoje têm de enfrentar um sistema midiático de oposição sistemática e por isso irracional, que se recusa a pensar o Brasil, cujos homens e mulheres da imprensa corporativa são colonizados e que têm desprezo e até ódio pelo Brasil, porque são portadores de incomensuráveis complexos de vira-latas, que os levam às raias da incongruência, da desfaçatez, da intolerância e de toda ordem de criação de crises, a maioria sem provas, pois se baseiam em ilações irresponsáveis, denúncias vazias e muitas delas em off, que, comprovadamente, não dão em nada. É o verdadeiro e autêntico jornalismo de esgoto, que se baseia emfaits divers. É o fim da picada.
O condestável procurador disse ainda à Folha que o “esquema {do “mensalão”} foi bem maior do que se sabe e que o julgamento do STF incluiu apenas aquilo que foi possível comprovar”. Como assim, cara-pálida? O procurador Gurgel tem cinco anos para investigar e apurar os fatos, fazer as acusações e mesmo assim deixa no ar acusações sem provas? É a continuação do “domínio do fato”? Subterfúgio jurídico usado pela maioria dos juízes conservadores do Supremo para pôr na cadeia pessoas cujas provas não foram, de fato, comprovadas. Provas “tênues”, como já tinha afirmado o senhor procurador.
Além disso, a Ação Penal 470 é posterior ao mensalão tucano, que até hoje não foi julgado apesar de ter acontecido anteriormente ao do PT. Dois pesos e duas medidas. É assim que a banda toca no Supremo, que, ao que parece, é pautado pela imprensa alienígena que tomou para si, indevidamente e de maneira surreal, o papel de oposição {partidária} no Brasil. É para rir ou para chorar? A verdade é que as declarações de Roberto Gurgel deixam claro que nunca houve provas suficientes e contundentes contra os réus do “mensalão” — o do PT. Quem duvida que leia a entrevista concedida à Folha pelo procurador-geral, de vocação midiática e perfil político conservador, de direita.
A imprensa alienígena sozinha não derrota o PT e os trabalhistas nas eleições vindouras. A corrida às prefeituras deste ano comprovou essa realidade, afinal o PT vai governar a maioria dos brasileiros em termos populacionais, além de conquistar a cidade de São Paulo. Essa gente sabe disso, e por isso não dá ponto sem nó. É visível a aliança entre o Judiciário conservador e os barões da imprensa, categoria patronal mais atrasada e reacionária do segmento empresarial brasileiro. Por eles, a escravidão voltaria, e o povo brasileiro jamais conseguiria conquistar sua emancipação e autonomia.
O procurador-geral Roberto Gurgel está para finalizar seu mandato. A presidenta Dilma Rousseff tem de nomear para seu lugar um procurador que trabalhe de maneira independente; porém, sem se imiscuir em devaneios políticos e partidários. A verdade é que os cargos de procurador-geral e principalmente de juiz do STF deveriam ser preenchidos por meio de eleições. Juízes do STF deveriam ter mandatos de oito anos, como os são dos senadores. Enquanto isso não acontece, seria de bom alvitre a presidenta da República nomear autoridades do Judiciário de perfis progressistas. Esses cargos não são técnicos como quer fazer crer a imprensa de negócios privados. São cargos políticos. É isso aí.

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Fonte:http://davissenafilho.blogspot.com.br/2013/01/gurgel-calado-e-um-procurador-ou-um.html

O suicídio da imprensa brasileira

12.01.2013
Do BLOG DO EMIR, 09.01.13
Por Emir Sader


A imprensa brasileira está sob risco de desaparição e, de imediato, da sua redução à intranscendência, como caminho para sua desaparição.

Mas, ao contrário do que ela costuma afirmar, os riscos não vem de fora – de governos “autoritários” e/ou da concorrência da internet. Este segundo aspecto concorre para sua decadência, mas a razão fundamental é o desprestígio da imprensa, pelos caminhos que ela foi tomando nas ultimas décadas.

No caso do Brasil, depois de ter pregado o golpe militar e apoiado a ditadura, a imprensa desembocou na campanha por Collor e no apoio a seu governo, até que foi levada a aderir ao movimento popular de sua derrubada.

O partido da imprensa – como ela mesma se definiu na boca de uma executiva da FSP – encontrou em FHC o dirigente politico que casava com os valores da mídia: supostamente preparado pela sua formação – reforçando a ideia de que o governo deve ser exercido pela elite -, assumiu no Brasil o programa neoliberal que já se propagava na América Latina e no mundo.

Venderam esse pacote importado, da centralidade do mercado, como a “modernização”, contra o supostamente superado papel do Estado. Era a chegada por aqui do “modo de vida norteamericano”, que nos chegaria sob os efeitos do “choque de capitalismo”, que o país necessitaria.

O governo FHC, que viria para instaurar uma nova era no país, fracassou e foi derrotado, sem pena, nem glória, abrindo caminho para o que a velha imprensa mais temia: um governo popular, dirigido por um ex-líder sindical, em nome da esquerda.

A partir desse momento se produziu o desencontro mais profundo entre a velha imprensa e o país real. Tiveram esperança no fracasso do Lula, via suposta incapacidade para governar, se lançaram a um ataque frontal em 2005, quando viram que o governo se afirmava, e finalmente tiveram que se render ao sucesso de Lula, sua reeleição, a eleição de Dilma e, resignadamente, aceitar a reeleição desta.

Ao invés de tentar entender as razoes desse novo fenômeno, que mudou a face social do pais, o rejeitou, primeiro como se fosse falso, depois como se se assentasse na ação indevida e corruptora do Estado. A velha mídia se associou diretamente com o bloco tucano-demista até que, se dando conta, angustiada, da fragilidade desse bloco, assumiu diretamente o papel de partido opositor, de que aqueles partidos passaram a ser agregados.

A velha mídia brasileira passou a trilhar o caminho do seu suicídio. Decidiu não apenas não entender as transformações que o Brasil passou a viver, como se opor a elas de maneira frontal, movida por um instinto de classe que a identificou com o de mais retrogrado o pais tem: racismo, discriminação, calunia, elitismo.

Não há mais nenhuma diferença entre as posições da mídia – a mesma nos principais órgãos – e os partidos opositores. A mídia fez campanha aberta para os candidatos à presidência do bloco tucano-demista e faz oposição cerrada, cotidiana, sistemática, aos governos do Lula e da Dilma.

Tem sido a condutora das campanhas de denúncia de supostos casos de corrupção, tem como pauta diária a suposta ineficiência do Estado – como os dois eixos da campanha partidária da mídia.

Certamente a internet é um fator que acelera a crise terminal da velha mídia. Sua lentidão, o fato de que os jovens não leem mais a imprensa escrita, favorece essa decadência.

Mas a razão principal é o suicídio politico da velha mídia, tornando-se a liderança opositora no pais, editorializando suas publicações do começo ao final, sendo totalmente antidemocráticas na falta de pluralismo sequer nas paginas de opinião, assumindo um tom golpista histórico na direita brasileira.

Caminha assim inexoravelmente para sua intranscendência definitiva. Faz campanha, em coro, contra o governo da Dilma e contra o Lula, mas estes tem apoio próximo aos 80%, enquanto irrisórias cifras expressam os setores que assimilam as posições da mídia.

Uma pena, porque a imprensa chegou a ter, em certos momentos, papel democrático, com certo grau de pluralidade na história do pais. Agora, reduzida a um simulacro de “imprensa livre”, ancorada no monopólio de algumas famílias decadentes, caminha para seu final como imprensa, sob o impacto da falta de credibilidade total. Uma morte anunciada e merecida.


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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=1169