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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Adriano Diogo: “Por que a mídia que diz ser golpe adiar posse de Chávez saudou a do Sarney?


10.01.2013
Do blog VI O MUNDO
Por Conceição Lemes





Adriano Diogo: “Por que essa mesma mídia que diz hoje que é golpe adiar a posse de Hugo Chávez não disse lá atrás que a solução Sarney era golpe?” Fotos: Wikipedia (Tancredo) e twitter (Chávez)

Nessa quarta-feira 9, o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela anunciou que é legal adiar a posse do presidente Hugo Chávez, prevista para hoje.

“O Poder Executivo, constituído por presidente, vice-presidente, ministros e demais órgãos e funcionários da administração, seguirá exercendo cabalmente suas funções com fundamento no princípio da continuidade administrativa”, afirmou a presidenta da principal Corte venezuelana, a juíza Luisa Estella Moraes. “Não é necessária nova cerimônia de posse de Chávez em virtude de não haver interrupção no exercício do cargo.”

Os antichavistas, lá e aqui, inclusive a mídia brasileira, continuam dizendo que é golpe à Constituição.  A oposição venezuelana quer a convocação de novas eleições.

“Essa mesma imprensa brasileira que hoje acusa o chavismo de golpe na Venezuela saudou como grande vitória da democracia brasileira a posse do Sarney, após a morte do Tancredo”, põe o dedo na ferida o deputado estadual Adriano Diogo (PT-SP). “‘Esquece’ que os militares botaram o pé na porta e vetaram a posse do Doutor Ulisses e a convocação de novas eleições, que eram as saídas constitucionais.”

Em 25 de abril de 1984, a emenda das eleições diretas para presidente do Brasil foi rejeitada pela Câmara Deputados devido à manobra de políticos aliados do regime militar. Cento e doze deputados não compareceram ao plenário para votar, impedindo que se alcançasse o número mínimo de votos.  Foram 298 votos a favor, 65 contra e 3 abstenções.

O caminho foi a eleição indireta no Colégio Eleitoral. Em 15 de janeiro de 1985, senadores e deputados federais decidiram entre dois candidatos: Tancredo Neves, pelo PMDB, tendo como vice o senador José Sarney. E  Paulo Maluf, pelo PDS, cujo vice era Flávio Marcílio.
Tancredo ganhou, mas adoeceu e não tomou posse em 15 de março de 1985. A sua agonia durou 38 dias. Em 21 de abril de 1985, a sua morte foi comunicada oficialmente.

Sarney assumiu a presidência no dia seguinte. De 1964 até 1979, quando foi extinto o bipartidarismo, ele havia sido membro e presidente da Arena, o partido da ditadura militar. Em 1979, com o fim do bipartidarismo, ele se transferiu para o PDS, como a maioria dos arenistas, onde ficou até 1984. Aí, ele rompeu com o PDS e filiou-se ao PFL, de Marco Maciel. No mesmo ano, ele trocou o PFL pelo PMDB.

“O Sarney jamais poderia ter sido empossado como presidente, porque Tancredo morreu antes de assumir”, argumenta Adriano Diogo. “Por que essa mesma mídia que diz hoje que é golpe adiar a posse de Hugo Chávez não disse lá atrás que a solução Sarney era golpe? Chávez ainda está vivo, foi eleito em eleição direta pelo povo venezuelano, enquanto o Tancredo foi escolhido por um Colégio Eleitoral. O Sarney só assumiu por causa de um acordão com os militares.”

O sociólogo pernambucano Edival Nunes Cajá, 62 anos,  testemunhou esse momento, pois tinha ido a Brasília para a posse de Tancredo.

Por isso, Adriano Diogo sugeriu-me que o entrevistasse também.

Cajá é ex-preso político, trabalhou com Dom Hélder Câmara de 1975 a 1979, atualmente preside o Centro Cultural Manoel Lisboa e é membro do Comitê Central do Partido Comunista Revolucionário. Em 2010, foi um dos observadores internacionais de eleição na Venezuela.

Adriano Diogo e Edival Cajá, ambos ex-presos políticos: “Os militares botaram o pé na porta e vetaram a posse do Doutor Ulisses e a convocação de novas eleições. Tinha de ser o Sarney”

Viomundo –  Cajá, o que você exatamente testemunhou? 

Edival Cajá – Eu tinha ido a Brasília para assistir à posse do presidente eleito Tancredo Neves. Na época, eu era primeiro suplente de deputado federal por Pernambuco e estava hospedado no apartamento do então deputado federal Osvaldo Lima Filho, ex-ministro de Jango.

Nós estávamos jantando no dia 14, às 19h, quando o deputado federal José Maria (PMDB-MG), amigo de Tancredo, chama Osvaldo por telefone. Era para informar que Tancredo tinha passado mal na missa e havia sido levado às pressas para o Hospital da Base Aérea de Brasília. A missa realizada na Catedral pelo cardeal arcebispo de Brasília, José Freire Falcão, já fazia parte da programação do ritual de posse.

Imediatamente, Osvaldo Lima e eu fomos  para a Câmara dos Deputados, palco das principais discussões sobre o que poderia acontecer nos dias seguintes. Enquanto Tancredo agonizava por longos 38 dias nos hospitais de Brasília e São Paulo, desenvolvia-se uma titânica luta política no Congresso Nacional e no Estado Maior das Forças Armadas em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo pela posse da presidência da República. Sentíamos no ar o clima de conspiração, de golpe de Estado.

Viomundo – Fale um pouco mais dessa luta titânica no Congresso Nacional.

Edival Cajá – Nós e todos os setores de esquerda interpretávamos, com base na Constituição vigente que, caso Tancredo morresse, deveria tomar posse como presidente o Doutor Ulisses Guimarães, presidente do Congresso Nacional, e jamais o Sarney, uma vez que Tancredo não havia sido empossado.

Entretanto, a grande imprensa falada e escrita, como verdadeiros porta-vozes dos quartéis, passou já nos dias seguintes à internação a estampar nas suas manchetes opiniões de ex-ministros da Justiça e juristas da ditadura, como Petrônio Portela, Ibrahim Abi Ackel, Leitão de Abreu, entre outros. Todos defendendo a posse do vice de Tancredo, José Sarney, mesmo sabendo tratar-se de uma afronta à Constituição, à consciência da nação e à saúde do presidente enfermo.

No final, acabou prevalecendo a posse do Sarney. Quem bateu o martelo não foi o Congresso Nacional e nem o Poder Judiciário, mas – pasme! –  os setores mais reacionários das Forças Armadas através do general Leônidas Pires Go.

No auge da crise, o general Lêonidas declarou a uma comissão de representantes do Congresso, entre os quais o senador Pedro Simon: “Quem assume é Sarney”.

Pior ainda. Como condição para o Sarney tomar posse, ele se impôs como ministro do Exército. Foi um duro golpe da direita nas forças de esquerda do Brasil.

Viomundo – Mas por que não o Ulisses, já que, pela Constituição, ele deveria assumir, uma vez que o Tancredo não havia tomado posse?

Edival Cajá – Porque as forças de esquerda ainda estavam fracas, sem condições de se impor pela mobilização das massas, pelo pouco desenvolvimento na organização do movimento popular e sindical.

E as forças conservadoras ainda detinham a hegemonia no processo de transição política, sobretudo nos quartéis. Por isso, se impuseram. Além disso, dentro do movimento democrático, predominavam os liberais que temiam a confrontação, tinham medo de enfrentar diretamente os estertores da ditadura e receavam também serem confundidos com a esquerda revolucionária.
Viomundo – Por que não se convocaram novas eleições?
Edival Cajá – A nossa proposta era que o Doutor Ulisses assumisse e a convocação de novas eleições. Os militares bateram na mesa: nem Ulisses nem novas eleições. Tinha de ser o Sarney.

Viomundo — O que foi feito para que o Sarney tomasse posse?

Edival Cajá – Com certeza,  fizeram um grande acordo político do tipo ‘vocês não mexem com o passado, a lei da anistia, torturadores, desaparecidos políticos, etc, e nós, militares, nos comprometemos em não dificultar o funcionamento das instituições democráticas, as eleições, etc’.

Viomundo – O deputado Adriano Diogo diz que o desenlace de Tancredo só se deu após os militares terem vencido a queda de braço com o Congresso e imposto o Sarney.

Edival Cajá – Foi isso mesmo, foram 38 dias de negociações, de tensões.  Cada lado teve tempo para sentir seus limites. Doutor Ulysses e Leônidas Pires pareciam ser os vértices, os pontos sensíveis opostos de toda a tensão.

Viomundo  — O quadro brasileiro daquela época tem alguma semelhança com o da Venezuela neste momento?

 Edival Cajá –Em certo sentido sim. Uso da calúnia, luta ideológica, da força, busca de  apoio dos EUA…Porém, o grau de organização das massas populares, do povo trabalhador em Comitês Bolivarianos nos bairros pobres, da coesão da direção política e das lideranças do Partido Socialista Unificado da Venezuela (PSUV) é muito superior na Venezuela de hoje do que no Brasil de 1985.

Lá, como os dois lados não escamoteiam a confrontação política, resultou também num maior grau de politização e participação da população, o que é muito bom para o Movimento Chavista, para o PSUV, para a democracia popular.

Viomundo — E o comportamento da nossa mídia na época do Tancredo e agora com Chávez?

Edival Cajá — Acho que a grande mídia brasileira de hoje está muito mais centralizada, monopolizada e à direita do que no período do Tancredo, em 1985. E também lá na Venezuela.
Acho que a grave crise que o sistema capitalista mundial está vivendo levou ao agravamento desta situação. Assim como os bancos e as indústrias passaram por um processo de centralização, ficando em poucas mãos, os meios de comunicações de massa também em todo o mundo. No Brasil, apenas quatro famílias decidem qual acontecimento ou fato político vai virar notícia nacional e qual versão será propagada.

Assim também é na Venezuela. Lá, os políticos de oposição e a grande imprensa se parecem e se confundem nos interesses, dá a impressão de serem jornais e TV do partido da oposição, tamanho o alinhamento político, numa dosagem ainda pior do que no Brasil, devido ao grau de aguçamento da luta política e ideológica.

Viomundo –  Você esteve na Venezuela como observador internacional.

Edival Cajá — Fui convidado, oficialmente, como observador internacional das eleições de 2010.  Junto com representantes de cerca 40 países, eu tive a oportunidade de conhecer o sistema eleitoral de lá.

A minha surpresa foi encontrar um sistema eleitoral muito mais seguro que o nosso. Lá, já adotavam a fórmula biométrica de votar, urna eletrônica e, ainda no final da seção, urna e cédula convencional, porém, com uma tinta especial para marcar o dedo usado na cédula de votação, de modo que você não poderá mais votar em outra seção. De maneira que é praticamente impossível acontecer uma fraude da vontade do eleitor.

Entretanto, antecipadamente, a oposição já propagandeava que haveria fraude, tentando tirar a legitimidade do pleito. Nunca vi uma oposição política tão sem credibilidade na população trabalhadora e tão identificada com a linha editorial do sistema de TV CNN e assemelhados, com os interesses dos EUA.

Viomundo –  Trabalhou com Dom Helder Câmara por quanto tempo?

Edival Cajá — Durante quatro anos (1975-1979). Era assessor da Arquidiocese de Olinda e Recife e da CNBB-Nordeste – II, cujo presidente era Dom Helder Câmara.  Também fui membro da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Olinda e Recife quando ele foi seu arcebispo. Dom Helder encantava todos aqueles que trabalhavam com ele devido à sua forma profética, transformadora de ver os homens e a sociedade.

Viomundo – Particularmente, o que te agradava em Dom Helder?

Edival Cajá – A sua grande generosidade quando se tratava de acolher os perseguidos políticos, os sem-teto, os sem-terra e os sem-nada, desempregados. Ele não se  preocupava com a cor ou ideologia dos militantes ou da organização política onde militavam. O seu compromisso sincero era com a libertação dos explorados e oprimidos, com a construção do novo homem e da nova sociedade.

Em 1978, fui sequestrado, torturado, preso, fiquei incomunicável com a minha família e advogados. Fui ainda atacado pela imprensa da ditadura como um homem perigoso à segurança da sociedade. Pois bem, Dom Helder declarou aos jornais que “Cajá está preso por amor à justiça e aos pobres”.

As suas declarações e a greve dos estudantes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que se espalhou até a Universidade do Paraná, impediram a continuidade das torturas e ameaças de morte.

Em 1973, no auge dos sequestros políticos e das torturas no Recife, Dom Helder procurou manter a esperança acesa dos que militavam por meio de uma das suas crônicas, na qual afirmava “quanto maior a escuridão, mais clara será a madrugada”.

Viomundo – Agora, qual a sua expectativa em relação à Venezuela?

Edival Cajá – Não acredito no êxito de mais esta ofensiva golpista da oposição venezuelana. Não acredito nesta nova tentativa de impor um novo calendário eleitoral ao povo venezuelano.
Leia também:

Mark Weisbrot: A praga de gafanhotos causada por Chávez na Venezuela

José Fialho: Voto supremo só vale quando é a favor deles

Max Altman: Jornal esconde artigo da Constituição venezuelana

Altamiro Borges: A torcida pelo câncer de Chávez
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/por-que-a-midia-que-diz-ser-golpe-adiar-posse-de-chavez-saudou-a-do-sarney.html

Supremo ratifica decisão da Assembleia e diz que Chávez não precisa comparecer em posse

10.01.2013
Do portal OPERA MUNDI
Por Redação | São Paulo

Para a Justiça venezuelana, "não houve interrupção", por parte do presidente, no exercício de seu cargo

O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela anunciou nesta quarta-feira (09/01) que aceita a decisão da Assembleia Nacional de adiar a posse para o novo mandato do presidente Hugo Chávez, que estava prevista para amanhã.

Agência Efe
Adiamento da posse do presidente está prevista no artigo 231 da Constitução venezuelana

"O Poder Executivo, constituído por presidente, vice-presidente, ministros e demais órgãos e funcionários da administração, seguirá exercendo cabalmente suas funções com fundamento no princípio da continuidade administrativa",  afirmou a presidente do órgão, Luisa Estella Moraes.

De acordo com o tribunal, apesar “de um novo período constitucional ser iniciado” nesta quinta-feira, “não é necessária nova cerimônia de posse de Chávez em virtude de não haver interrupção no exercício do cargo”.

“Não deve se considerar que a ausência do território da Venezuela configure automaticamente uma falta temporal nos términos do artigo 234”, prosseguiu Estella Moraes.

Em entrevista coletiva, a presidente do TSJ confirmou que a decisão foi tomada em conjunto por todos os magistrados do principal órgão do Poder Judiciário venezuelano.

"Diferentemente da Constituição de 1961, que autorizava entregar o mandato do presidente ausente ao presidente da Assembleia Nacional, a atual Carta Magna eliminou expressamente essa disposição, o que impede que o fim do mandato seja considerado falta absoluta. Seria ainda mais absurdo no caso do presidente reeleito", argumentou.

Estella Moraes ainda garantiu que apesar de ser uma "formalidade", a cerimônia de posse será obrigatoriamente realizada quando Chávez retornar de Cuba, onde se recupera da quarta cirurgia de tratamento de um cãncer. Para adiar a posse, o governo venezuelano utilizou o artigo 231 da Constituição, que prevê essa medida. 

Ao contrário dos chavistas, a oposição venezuelana pede que o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, assuma o poder no país para a convocação de novas eleições. 


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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/26484/supremo+ratifica+decisao+da+assembleia+e+diz+que+chavez+nao+precisa+comparecer+em+posse.shtml

GURGEL NEGA INVESTIGAÇÃO. FOI BARRIGA DO ESTADÃO

10.01.2012
Do portal BRASIL247
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/90067/Gurgel-nega-investiga%C3%A7%C3%A3o-Foi-barriga-do-Estad%C3%A3o-Gurgel-nega-investiga%C3%A7%C3%A3o-Foi-barriga-Estad%C3%A3o.htm

Exclusivo: Relatório da Polícia Federal sobre o "Mensalão do PSDB"

10.01.2013
Do blog SINTONIA FINA


Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!

Relatório desvenda ligações de Aécio Neves com organização criminosa do PSDB mineiro e comprova que lista contendo nome de Gilmar Mendes é legítima
Integrantes da PGR encaminharam, segundo eles, com exclusividade para Novojornal um manifesto acompanhado do “Relatório da Polícia Federal” que fundamentou a denúncia do Procurador Geral da República (PGR), Antônio Fernando de Souza, contra o então senador, hoje deputado federal, Eduardo Azeredo como o chefe da organização criminosa responsável pelo desvio de R$ 100 milhões, incluindo empresas estatais para sua campanha ao governo de Minas em 1998.

No manifesto, Antonio Fernando é acusado de ter poupado o então governador mineiro, hoje senador Aécio Neves. Na página 86 do relatório da Polícia Federal, documento da Diretoria de Combate ao Crime Organizado da Divisão de Repressão a Crimes Financeiros, cita LÍDIA MARIA ALONSO LIMA que, em seu depoimento, confirmou ter recebido R$ 15 mil do esquema, a pedido do deputado estadual Eduardo Brandão, primo do senador Eduardo Azeredo.

Ocorre que o ex-deputado já havia falecido e a justificativa de Lídia Maria Alonso Lima não convenceu a Polícia Federal. Na época do recebimento do dinheiro desviado dos cofres públicos, Lídia Maria Alonso Lima trabalhava na empresa COMERCIAL FACTORING LTDA, de propriedade de Andréia Neves da Cunha. Lídia Maria foi sócia de Andréia Neves, irmã do governador Aécio Neves da Cunha na empresa TAKING CARE. Tudo isso está na página 86 do relatório da PF.

Em seu depoimento na Polícia Federal Lídia confessou ter sido usada para colocar em seu nome rádios e empresas pertencentes à Andrea e Aécio Neves.

No mesmo relatório, em sua pagina 11ª, a polícia federal relata em qual documento apreendido fundamentou suas investigações, informando que seria a mesma “Lista do Mourão”, que vem tendo sua autenticidade questionada pelo Ministro Gilmar Mendes.

Gilmar apresentou denúncia contra Carta Capital fundamentando-se na alegação de falsidade. O Relatório da Polícia Federal, esteve “sumido” desde 2004 na Procuradoria Geral da República e no Supremo Tribunal Federal.

Novojornal está checando os fatos denunciados e informados no manifesto recebido dos integrantes da PGR para só então publicá-los.

A verdade é que diante do relatório, comprova-se que a lista divulgada por Carta Capital não é falsa, desta forma merece investigação a presença do nome do Ministro Gilmar Mendes como um dos beneficiados pelo esquema, dando novo rumo ao processo do, ”Mensalão do PSDB”.

Documento que fundamenta esta matéria:


Sintonia Fina

Fonte:http://asintoniafina.blogspot.com.br/2013/01/exclusivo-relatorio-da-policia-federal.html

MENTIRAS DA MÍDIA: Estadão mentiu para seus leitores de novo

10.09.2013
Do blog ESQUERDOPATA, 09.01.13


Nota oficial de Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, sobre a manchete do jornal O Estado de S. Paulo de hoje:

"Em relação à manchete de primeira página do jornal O Estado de S. Paulo de hoje, segundo a qual o 'MPF vai investigar Lula', lamento profundamente que o jornal tenha induzido ao erro seus leitores e outros órgãos da imprensa, já que não há hoje nenhuma decisão oficial sobre o assunto por parte da Procuradoria-Geral da República, de acordo com manifestação oficial do órgão desmentindo a matéria. Estranho tal equívoco na primeira página de um jornal tão tradicional como O Estado de S. Paulo, e prefiro acreditar que não existiu nenhum viés mal-intencionado no ocorrido."

Paulo Okamotto
Presidente do Instituto Lula

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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2013/01/estadao-mentiu-para-seus-leitores-de.html

Descoberto golpe de R$ 1,1 mi no IPVA Esquema fraudulento, montado por sete despachantes, lesou 2,5 mil pessoas, segundo o Detran-PE

10.01.2012
Do DIARIO DE PERNAMBUCO
Por VIDA URBANA

 (EDITORIA DE ARTE/DP)

Se você comprou um carro zero entre 2011 e 2012 pode estar entre as 2,5 mil vítimas de um esquema fraudulento descoberto pelo Detran-PE. O órgão bloqueou o acesso online de sete despachantes que trabalhavam para clientes particulares e para concessionárias de veículos do Grande Recife. Eles são suspeitos de burlar o sistema do Detran para ficar com quase todo o dinheiro pago pelos clientes referente à quitação do IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores) e à opção de placa especial. O estado calcula que o rombo causado pelos golpistas chegue a R$ 1,1 milhão. O pior é que essa fatura vai sobrar para o consumidor. Como o dinheiro não chegou aos cofres do estado, o dono do veículo será obrigado a quitar seu débito no órgão de trânsito e depois acertar as contas com a concessionária ou com o despachante. 


A denúncia foi feita ao Diario por uma pessoa do ramo de revendas de automóveis e confirmada, ontem, pela Corregedoria do Detran. As irregularidades vinham sendo cometidas desde 2011. Inicialmente, a fraude teria acontecido somente nas transações online relacionadas ao IPVA e à placa especial, que é o serviço que permite ao cliente escolher a numeração da placa do seu veículo. O valor do IPVA é equivalente a 2,5% do preço do carro e o da placa especial é de R$ 227,21 este ano.
De acordo com o corregedor do Detran, Antônio Carlos Cavendish, os despachantes online enganavam o sistema do Detran com a inserção de dados falsos dos veículos que, em seguida, eram substituídos pelos corretos. No caso das placas, a primeira guia de atendimento era preenchida com a solicitação especial. Antes de gerar um boleto de pagamento, o despachante cancelava o serviço e abria outro com placa normal, mas o número escolhido já havia sido atrelado ao chassi do automóvel. O serviço acabava saindo de graça para o despachante, que embolsava os mais de R$ 200 pagos pelo cliente antecipadamente. 

Da mesma forma acontecia com o IPVA. Um valor menor era colocado no sistema e, em seguida, o preço real do veículo. No entanto, o valor do IPVA bem mais baixo permanecia. Para o sistema e para o funcionário do Detran que conferia a documentação, tudo estava em conformidade. Para se ter uma ideia de como os clientes foram lesados, o corregedor citou um caso de um veículo no valor de R$ 160 mil que foi faturado como se valesse R$ 320. O resultado é que o IPVA que custou ao cliente R$ 4 mil saiu por apenas R$ 8 para o despachante.

O Detran emitiu cerca de 500 cartas aos proprietários de veículos que fizeram a escolha da placa especial e que aparecem como devedores no sistema. “Ele deve procurar o despachante ou a concessionária para pegar o recibo de pagamento do boleto bancário dessa taxa para darmos baixa no sistema”, informou Cavendish. Caso o boleto não exista, é provável que o cliente tenha sido vítima do golpe, o que não o isenta de pagar ao Detran. “Depois, poderá processar quem ele contratou para fazer esse serviço”, afirmou. No caso do IPVA, a cobrança a cerca de 2 mil donos de veículos virá no mesmo boleto do licenciamento de 2013 que começará a ser emitido em fevereiro. Como se trata de um imposto, haverá ainda multa de 15% sobre a diferença do IPVA devido. (Ana Cláudia Dolores)


Saiba mais
Como funcionava a fraude das placas especiais e do IPVA

1 - Ao comprar um carro zero, o cliente que optava pelo serviço de despachante para fazer o emplacamento e quitar taxas e impostos referentes ao veículo pagava à concessionária ou diretamente a um despachante todos os valores devidos ao Detran e mais uma taxa pela contratação do serviço

2 - Com o dinheiro e os dados do cliente e do veículo em mãos, o despachante dava entrada exclusivamente pela internet no Boletim de Movimentação do Veículo (BMV) para obter o Certificado de Registro do Veículo (CRV), conhecido como recibo, na sede do Detran

3 - No caso da placa especial, o despachante dava entrada no BMV solicitando a placa com a numeração escolhida pelo cliente e finalizava o procedimento. Em seguida, cancelava o serviço e abria outro solicitando placa normal, mas o BMV já estava com o número de placa escolhido atrelado ao chassi do veículo

4 - Por constar como placa normal, o novo BMV não gerava um boleto de cobrança. Consequentemente, o serviço, no valor atual de R$ 227,21, saía de graça. O cliente, no entanto, já havia pago a quantia certa ao despachante anteriormente e não foi informado de que o procedimento foi irregular e muito menos gratuito

5 - No caso do IPVA, a prática era preencher o primeiro BMV com o valor do veículo bem menor que o indicado na nota fiscal. Se um carro custou R$ 80 mil, por exemplo, era colocado R$ 8 mil

6 - Para corrigir o suposto erro de digitação, o despachante online cancelava o BMV e abria outro. No entanto, o valor do IPVA já havia sido calculado como 2,5% sobre o informado primeiramente. Sendo assim, o IPVA que custou R$ 2 mil ao cliente (que pagou esse valor ao despachante) saiu, na verdade, por R$ 200 para o despachante. O dinheiro para pagar o IPVA corretamente também já havia sido adiantado pelo cliente ao despachante e/ou concessionária

7 - Tanto no caso da placa especial quanto no do IPVA, o sistema do Detran não verificava se o valor pago estava certo ou errado, mas apenas se foi pago ou não. Dessa forma, o despachante que havia feito todo o procedimento errado manualmente pela internet conseguia entregar o BMV sem pendências ao funcionário do Detran. Após revisar e aprovar o BMV, o funcionário do Detran emitia o CRV para o despachante entregá-lo ao dono do veículo

8 - Por conta da fraude, o dado que consta para o Detran e para a Secretaria da Fazenda é o de que o dono do veículo está em débito com o pagamento da taxa de placa especial e/ou do IPVA

9 - O dono do veículo, então, é a maior vítima da fraude, já que será obrigado a quitar sua dívida com os órgãos do estado, mesmo que já tenha pago tudo à concessionária ou diretamente ao despachante de sua escolha 

Fonte: Detran-PE


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Fonte:http://www.impresso.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/cadernos/vida-urbana/2013/01/10/interna_vidaurbana,42430/descoberto-golpe-de-r-1-1-mi-no-ipva.shtml