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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Noblat e os golpistas da Venezuela

08.01.2013
Do BLOG DO MIRO, 07.01.13
PorPor Altamiro Borges


A mídia colonizada torceu pela morte de Hugo Chávez antes das eleições presidenciais de outubro passado. Frustrada, ela apostou na vitória do ricaço Henrique Capriles, mas também se deu mal. Na sequência, ela previu que o chavismo seria derrotado nas eleições locais de dezembro, mas os partidários da “revolução bolivariana” venceram em 20 dos 23 estados. Agora, ela volta a torcer pela morte de Chávez, que se trata de um câncer em Cuba. Um dos mais histéricos neste coro macabro é Ricardo Noblat, do jornal O Globo.

Em seu blog hoje, ele afirma que “tem golpe em marcha na Venezuela”. Noblat garante que Hugo Chávez já era! “São aparelhos que ainda o mantém vivo. A hipótese de sua recuperação é remota. Só cogitam dela os que acreditam em milagres”, afirma o colunista, talvez com base em informes do serviço secreto dos EUA. Metido a constitucionalista desde o julgamento do “mensalão petista”, Noblat prega, então, que sejam convocadas novas eleições presidenciais no país vizinho. “É o que manda a Constituição”, esbraveja.

A Constituição da Venezuela, uma das mais democráticas do mundo – que prevê até referendo revogatório do mandato presidencial –, afirma que na “impossibilidade” de posse do mandatário, novas eleições deverão ser convocadas num prazo de 30 dias pelo Congresso Nacional. Os chavistas informam que o líder bolivariano está em recuperação e que nada impede que a sua posse seja adiada por alguns dias. A própria oposição direitista já admite o adiamento. Noblat, porém, não concorda. É mais realista do que o rei.

Para o serviçal da família Marinho, Chávez é um “presidente que governa como ditador” e um “ditador que governa como presidente”. Daí sua torcida macabra. “Chávez estaria destinado a se eternizar na presidência se não fosse o câncer descoberto em meados do ano passado”. Por isto ele exige que a posse deve ocorrer na próxima quinta-feira, dia 10. Caso contrário, garante, estará em marcha “um golpe na Venezuela”, que “nada tem a ver com a oposição. Que é fraca, fraquinha, e sem imaginação. Como a nossa”.

A “revolução bolivariana” já enfrentou e derrotou vários “golpes midiáticos” – como o de abril de 2002 e o locaute patronal de 2003. Hugo Chávez foi eleito e reeleito com consagradoras votações. Mesmo assim, Ricardo Noblat e outros “calunistas” amestrados da mídia colonizada insistem em chamá-lo de “ditador” e “caudilho”. Agora, o serviçal da famiglia Marinho acusa os chavistas de golpistas. Haja “imaginação”. Na falta de votos para as suas teses elitistas, a mídia golpista torce pelo câncer.

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/01/noblat-e-os-golpistas-da-venezuela.html

Imprensa tucana inventa apagão para tentar sabotar a economia

08.01.2013
Do BLOG DA CIDADANIA, 07.01.13
Por Eduardo Guimarães

Apesar de ser revoltante a tentativa da Folha de São Paulo e do Estado de São Paulo de convencer o país de que existe a mais tênue possibilidade de ocorrer racionamento de energia como o que ocorreu entre meados de 2001 e começo de 2002, essa nova falsificação de tragédia terá o mesmo destino das outras junto a sociedade. Esta, porém, não é o objetivo.
Após o fracasso do “pibinho”, que não influiu em nada na popularidade e na confiança de que o governo federal e a sua titular desfrutam junto à sociedade, a nova aposta é ainda mais frágil, pois, aí, fundamenta-se, exclusivamente, em invenção, enquanto que o crescimento modesto do país em 2012, ainda que não tenha atingido o cidadão, ao menos existiu.
Esses jornais, de alguns dias para cá, saíram com uma história sem pé nem cabeça, sem qualquer base em nada, de que o governo Dilma pode decretar racionamento de energia elétrica no país igual ao que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso decretou entre o penúltimo e o último ano de seu governo de oito longos e torturantes anos.
Contudo, o que deveria ser dito pelo governo sobre isso, já foi dito. A presidente da República já disse, em alto e bom som, o que nem precisaria dizer: que é “ridículo”. Isso porque, durante o governo Lula, foi investido em geração de energia mais de um terço de tudo o que o país investiu em mais de um século.
A principal razão pela qual o Brasil teve um crescimento econômico durante o governo Lula que foi o dobro do que houve no período em que o país foi governado por FHC se deve justamente ao forte investimento no setor de geração de energia elétrica, com a intensa construção e modernização de hidrelétricas e ampliação de linhas de transmissão.
O Sistema Nacional de geração de energia hidrelétrica, pois, é interligado. Por conta disso, a redução dos níveis dos reservatórios de algumas regiões do país é compensada por níveis normais em outras regiões, de maneira que umas podem suprir a outras.
Inclusive, o país está entrando no período de chuvas, as quais deverão prover reservatórios de várias regiões, diminuindo ainda mais um risco de falta de capacidade de geração que, se já era diminuto, tornar-se-á desprezível.
A impossibilidade de ser necessário fazer racionamento é tamanha que o governo até vai reduzir o preço das contas de luz, o que por certo estimulará o consumo. Assim, só quem acredita que o Brasil é governado por uma psicopata pode acreditar que ela estimularia o consumo de energia elétrica sabendo que há risco de essa energia vir a faltar.
É óbvio que as imprensas partidarizadas de São Paulo e do Rio de Janeiro sabem que para um racionamento de energia elétrica produzir prejuízos políticos não basta dizer que tal racionamento ocorrerá. Com efeito, é preciso que ocorra.
Não é à toa que os brasileiros rejeitam com tanto ardor o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e seu partido. Só quem viveu no Brasil entre 2001 e 2002 sabe como a sociedade sofreu com forte aumento nas contas de luz e com multas e até corte de energia de quem ultrapassava a cota do racionamento.
Foi difícil viver neste país durante o racionamento de energia tucano. As pessoas tinham que tomar menos banhos, lavar menos roupa e, no verão de 2001/2002, tinham que se eximir de usarem ar-condicionado e ventiladores, entre tudo de que tiveram que abrir mão por conta da incompetência do governo do PSDB. Isso sem falar na atividade econômica, que despencou.
Ora, mas se o mero alarmismo sobre racionamento não convencerá a sociedade de que o governo de Dilma e do PT é tão incompetente quanto o de FHC e do PSDB, por que a mídia tucana insiste nessa história de “apagão” e “racionamento”?
Explico: o que a Folha de São Paulo e o Estadão vêm fazendo nem é apenas politicagem, mas verdadeira tentativa de sabotar a economia, de afastar investimentos assustando investidores, que, como se sabe, não se pautam estritamente pelo bom senso, sendo dados a crer em fantasmas ao colocarem um centavo em qualquer coisa.
Você que não tem relações com grupos políticos, que trabalha para viver, que não é pago pelo PSDB ou por essa “imprensa” para fazer politicagem na internet, saiba que o objetivo dessa gente é fazer a economia do país ir mal para que os tucanos retomem o poder. Assim, você pode não gostar do PT, mas é capaz de sabotar a própria vida para ajudar o PSDB?

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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2013/01/imprensa-tucana-inventa-apagao-para-tentar-sabotar-a-economia/

Lula, Dilma, corrupção, marco regulatório, imprensa, oposição e 2014

08.01.2012
Do blog PALAVRA LIVRE, 04.01.12
Por Davis Sena Filho


O Partido dos Trabalhadores anuncia que a imprensa corporativa e de mercado está a fazer campanha para taxar o ex-presidente Lula de corrupto. Não é somente isso. A mídia de direita deseja, sobretudo, que Lula se cale, não articule composições políticas e que não apareça, de forma positiva, em suas telas televisivas, bem como nas páginas dos jornais e revistas. A ordem é não mostrar, de forma alguma, seu legado, além de superdimensionar até os fatos corriqueiros, além de criar polêmicas onde não existem polêmicas. E crises onde não há crise.
Desconstruir Lula é prioridade para a direita. O problema é que Lula tem legado.
 É o verdadeiro e autêntico jornalismo de esgoto, declaratório, elaborado na fofoca e na maledicência cujo objetivo é desqualificar o único político brasileiro de grandeza internacional e que se prepara para o combate das eleições de 2014. Por seu turno, até que enfim o PT saiu do imobilismo, porque se depender do Governo da presidenta Dilma Rousseff, política filiada ao partido, os integrantes do PT que estão na linha de frente a enfrentar uma oposição não partidária e sem voto vão ser imolados e calados sem o direito de se defender e muito menos se contrapor ao que é dito pela máquina midiática e por seus aliados incrustrados no STF.
É a ditadura da imprensa de negócios privados, que tem lado, cor e ideologia. A imprensa alienígena e de direita controlada, a ferro e a fogo, pelos patrões da oligarquia midiática e por setores poderosos do Judiciário (STF, STJ e PGR), que interferem no processo politico brasileiro, por intermédio da desconstrução da imagem de Lula, da criminalização do PT e da judicialização da política, que acarreta o engessamento da autonomia do Congresso e do seu direito constitucional de legislar.
Agora o PT “descobriu” que a direita sempre vai proceder e agir como direita, ou seja, tal qual ao escorpião, que vai sempre agir e proceder como escorpião. Então, vamos às perguntas que não querem calar: por que o PT até o momento não lançou ainda, em âmbito nacional, uma campanha a favor da efetivação do marco regulatório para as mídias? E por que a presidenta Dilma Rousseff tem tanta parcimônia com os plutocratas de mídias, que há quase um século golpeiam os políticos que não rezam por suas cartilhas, ou seja, aqueles que não seguem seus princípios políticos e seus interesses econômicos? Com a resposta, a própria presidenta, a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann e o ministro das comunicações, Paulo Bernardo.
A verdade é que a imprensa de caráter golpista pauta seus aliados, a oposição partidária (PSDB, PPS e DEM) e o Judiciário, e cria as estratégias políticas e criminosas de boicote e de sabotagem contra os governos trabalhistas de Lula e agora o de Dilma. A presidenta sabe disso e sempre soube. Afinal, ela militou na esquerda armada, foi presa e vitimada pela tortura. Ninguém está mais consciente do que a presidenta sobre o fato e a realidade de que os barões da imprensa jamais comporão politicamente com mandatários trabalhistas. Essa gente de direita tem uma imensa compreensão de quem são os trabalhistas e o que representam: o segmento ideológico e político brasileiro que deu fim definitivo à escravidão em 1930, bem como modernizou e industrializou o País, além de distribuir renda e garantir os direitos trabalhistas.

Eles são uma loucura: neurose, maledicência e uma enorme vocação para distorcer os fatos.
  Os barões da imprensa conservadora e os homens e mulheres que alugam suas forças de trabalho e servem como porta-vozes de seus patrões sempre souberam que foram os trabalhistas que modernizaram e criaram ferramentas de controle estatal no que diz respeito à arrecadação do estado e à fiscalização do setor privado, que teima em sonegar impostos e desviar recursos de forma criminosa para o exterior. A direita sempre soube disso e por isso, na verdade, nunca se preocupou muito, apesar de tê-los perseguidos, com os comunistas que se tornaram ex-comunistas e que hoje, desavergonhadamente, são aliados de seus algozes, a exemplo de Roberto Freire, Raul Jungmann, Fernando Gabeira, Ferreira Gullar e muitos outros, como o Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal —, que vendeu o País e não satisfeito foi ao FMI três vezes, de joelhos e com o pires na mão, porque quebrou o Brasil três vezes.
Acontece que nada vai adiantar se o Governo de Dilma Rousseff não propiciar as condições para que o povo brasileiro tenha um sistema de comunicação democrático e aberto à sociedade. Enquanto houver meia dúzia de oligarcas a dominar um setor econômico da maior importância para qualquer País, a sociedade vai ficar à mercê dos ditames de empresários que são capazes, como ocorreu no passado, de conspirar contra governantes eleitos pela população e, de forma real, concretizar golpes de estado. Lembremos, sempre, de Getúlio Vargas, de João Goulart e até mesmo Leonel Brizola, que não foi presidente da República, mas pagou um preço altíssimo por jamais ter sido cooptado pelos senhores condestáveis da mídia privada brasileira.
Como se percebe, no Brasil e em muitos países vizinhos da América do Sul presidentes trabalhistas foram, recorrentemente, alvos de uma direita cruel, perversa e capaz de qualquer ato ou ação para derrubar do poder mandatários trabalhistas que colocaram em prática seus programas de governo e a projetos de estado. A direita midiática, política e judiciária, com o apoio de setores da indústria, do campo, do comércio e dos banqueiros, querem a derrota de Dilma Rousseff em 2014, que insiste a não enxergar a montanha que está à frente de seus olhos. Contudo, é preciso ter discernimento e coragem. Não haverá paz para governar e muito menos para efetivar as políticas públicas se a presidenta continuar a tergiversar, a dissimular sobre a séria questão que é a implementação do marco regulatório para o setor midiático.
Para início de conversa, a bancada do PT no Congresso e alguns de seus aliados, como o PCdoB, têm de questionar o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que “esqueceu”, talvez para sempre, o projeto do jornalista Franklin Martins, que dispõe sobre um novo marco regulatório para o segmento midiático brasileiro, tanto na esfera pública quanto no âmbito privado. Afirmo e reafirmo o que já se tornou um mantra: a oligarquia midiática brasileira é historicamente golpista, não tem compromisso com a Nação brasileira, porque é aliada dos interesses de governos estrangeiros, representa os banqueiros, além de ser herdeira da escravidão. Por isso e por causa disso tem um profundo desprezo pelas conquistas sociais e econômicas do povo brasileiro, bem como odeia os políticos trabalhistas que ousaram a ouvir e a atender os anseios e os desejos dos trabalhadores deste País que cooperaram, e muito, para que as “elites” ficassem podres de ricas.
A direita gosta da direita e atura os de fora do seu círculo que foram cooptados, a exemplo de José Serra, aquele que tem sérias dificuldades para terminar um mandato, e, quando a cumpri-lo, recusa-se a melhorar as condições de vida da população. E os barões da imprensa e seus sabujos ainda o chamam de “elite da elite”. Seria cômico se não fosse trágico. Todavia o que está em jogo é a eleição presidencial de 2014, e por isso a campanha sistemática e insidiosa contra o PT e o maior líder político deste País — o ex-presidente Lula.

FHC quer Aécio, mas o problema é o dinheiro de São Paulo, Serra e a imprensa tucana.
 Lula é um intelectual orgânico, ponderado e sábio, pois conhece profundamente a política brasileira e seus meandros. Tenho a impressão de que quanto mais o jogo político ficar intrincado e radicalizado, mais o Lula gosta, porque, como no futebol, as provocações e as jogadas desleais são o combustível para a reação, ou seja, para o debate e a apresentação de propostas e do que já foi feito por ele e sua equipe, além do que pode ainda ser realizado. Lula elegeu dois técnicos para dois dos cargos mais importantes da República — a Presidência e a Prefeitura de São Paulo.
Ao analisar essas realidades cheguei à conclusão que não adiantou muito aos jornalistas que prestam serviços à oligarquia midiática composta por meia dúzia de famílias. Por isso, torna-se importante a atuação do Judiciário integrado por juízes e promotores conservadores, que fizeram de seus ofícios um auto de fé nada republicano e voltado para combater politicamente os trabalhistas que conquistaram o poder em um tempo de 11 anos e que têm grandes possibilidades de vencer as eleições presidenciais de 2014 e, consequentemente, darem continuidade a programas e projetos sociais e de infraestrutura que deixaram de ser de governo e passaram a ser de estado. E é exatamente essa realidade que incomoda a direita e àqueles que querem e desejam um País VIP, para poucos privilegiados, que de tão autoritários, petulantes e arrogantes pensam que estão “em uma boa” porque, quiçá, consideram-se escolhidos por Deus.
Quando a presidenta Dilma Rousseff compõe extraoficialmente com o baronato midiático procede, a meu ver, de forma arriscada. Quem não se previne fica aberto a contratempos, como ocorre com o boxeador que baixa a guarda ou quando um visitante ou curioso mesmo ao lado do treinador de grandes felinos permite que, por exemplo, um tigre o abrace.  Não é de bom alvitre, e considero que a presidenta trabalhista é cônscia dessa realidade. Não se empenhar para que o Brasil tenha um marco regulatório que atenda e seja coerente com a época atual é nada mais e nada menos do que uma grande insensatez, um despropósito inominável, porque sabemos que a mídia de negócios privados é a voz viva e atuante dos interesses dos grandes conglomerados e trustes nacionais e principalmente internacionais. Ponto.
Dilma Rousseff é a responsável maior por esse estado de coisas no que tange à falta de regras, de um marco regulatório que faça com que o setor midiático atue e aja dentro da legalidade, a seguir preceitos éticos e morais sem ser falso moralista, coisa que muitos homens e mulheres de imprensa se comportam e se conduzem, e, contraditoriamente, transformam-se em lubrificadores da máquina midiática moedora de almas e reputações e que não concede o direito de defesa ao agredido e desrespeitado, porque no Brasil não existe legislação adequada e específica que regulamente a imprensa corporativa e de mercado, que neste País atua e age como se estivesse em um mundo paralelo, alheio às leis a totalmente apropriado a seus devaneios e desejos, a seus interesses e á sua pauta.
É assim que a banda toca nesses pagos verdejantes, de céu anil e do gorgeio do sabiá. Existe uma certa “elite” econômica que se pudesse rasgaria a Constituição, a exemplo da posse do deputado José Genoíno, condenado, sem provas, no caso “mensalão” e que vai assumir uma cadeira na Câmara por ser suplente de um deputado que vai assumir a prefeitura de São José de Campos (SP). A imprensa questiona, maldosamente, a posse do petista de passado histórica e que participou da Guerrilha do Araguaia na década de 1970. Contudo, Genoíno ainda pode recorrer e sua punição ainda não foi publicada pelo Judiciário.

A imprensa de mercado é como o gato: ronrona, te abraça, mas no fundo quer o seu pescoço.
  Os jornalistas que servem ao sistema sabem disso, bem como eu sei que o “mensalão” não foi juridicamente comprovado. O julgamento foi de ordem política, e a posse do petista histórico na verdade evidencia, sobretudo, que o País vive uma normalidade democrática tão substancial e sólida que mesmo o cidadão que foi punido pela maioria dos juízes de direita do STF (mas que pode ainda recorrer) tem o direito constitucional de assumir sua cadeira e com o apoio de seu partido, que, ao que parece, começou a reagir à malhação promovida pela imprensa direitista com a cumplicidade e a operacionalidade de juízes e procuradores que se aliaram aos tucanos e seus apêndices (DEM e PPS) que foram derrotados em três eleições presidenciais, perderam São Paulo, bem como, apesar do “mensalão”, vão ter de ver o PT governar o maior número de brasileiros, porque os políticos petistas eleitos vão administrar a maioria das maiores cidades do Brasil. Ponto.
Esta é a verdade que não sai nos jornais conservadores. A direita brasileira herdeira da escravidão e do golpe civil-militar violento e de caráter alienígena, articulado e efetivado para atender os interesses geopolíticos e econômicos dos Estados Unidos, bem como impedir a concretização das reformas de base propostas pelo grande presidente trabalhista João Goulart não se importa se o crescimento econômico experimentado no Brasil nos últimos 11 anos a beneficiou.
O preconceito ideológico e a crença em um mundo privado que se autorregulamenta, a liberdade excessiva dos banqueiros para jogar no mercado, a valorização dos rentistas em detrimento dos que produzem, os juros altos, a especulação imobiliária, bem como a diminuição dos estados nacionais com a venda de estatais estratégicas de inúmeros países levam os que militam no campo da direita a nadar contra a maré, porque foi exatamente por isso que os países europeus e os Estados Unidos foram vitimados por um tsunami econômico e financeiro que já dura cinco anos e, conforme os especialistas, não tem data para terminar, ou seja, para os países estabilizarem suas economias.
Contudo, os “especialistas” do Instituto Millenium, entidade de direita financiada pelas famílias Marinho e Civita, insistem com a ladainha que não deu certo como demonstram as economias combalidas da maioria dos países europeus e as sérias dificuldades pelas quais passam os EUA. Ademais, quem tem um mínimo de discernimento e sensatez sabe que os inquilinos do Millenium se recusam a pensar o Brasil, como sempre se recusaram as nossas “elites” em todos os tempos.
Ridiculamente tratam o mercado como “deus” e, inquestionavelmente, “esquecem” de trabalhar em prol do bem-estar de grande parte de população que necessita do apoio e da cooperação do estado. Tal entidade conservadora não passa de um foco de golpistas, autênticos reacionários inconformados com os trabalhistas no poder. De forma alguma esses homens e mulheres que posam de sábios vão perder seu tempo a pensar o Brasil, porque simplesmente, antes de tudo, eles servem ao establishmente se reportam à sociedade, especificamente à parcela conservadora da classe média ressentida e que acredita que manter o status quo é o caminho para que ela, inadvertidamente, tenha ascensão de classe social e, por conseguinte, livrar-se da massa.
Dilma viu Lula ser massacrado pela imprensa, e mesmo assim avisou que não vai efetivar o marco regulatório para o setor de comunicações, apesar da Constituição e do oligopólio nas mãos das famílias midiáticas de caráteres golpistas.
 Coitada da classe média de caráter lacerdista e que está sempre disposta a participar de marchas da Família com Deus pela Liberdade atualmente reeditada em movimentos Cansei que não atraem mais do que dois mil gatos pingados enraivecidos e obcecados, pois manipulados pelas informações que recebem de uma imprensa que acredita em um mundo para poucos e que pretende perpetuar a hegemonia de classe social e para isso tem como sua principal aliada e irradiadora de suas ideias a reacionária classe média. Bucha de canhão dos ricos e do sistema midiático privado é o que ela é, e que a usam como porta-voz de seus valores e princípios sectários e que luta, ferozmente e rotineiramente, contra a emancipação do povo brasileiro.
O que a direita não compreende ou finge não entender é exatamente isto. Para o povo, Lula simboliza sua própria emancipação, realidade esta que transforma o fundador do PT e da CUT em um político orgânico, inserido profundamente na sociedade em todas suas faces, tanto a organizada e a desorganizada composta por milhões de brasileiros, que até então não tinham acesso à segurança alimentar quanto mais a um modesto emprego ou a uma simples conta em um banco.
Por sua vez, Lula sabe quem ele é e a quem representa. E a direita sabe disso e por causa disso tenta desmoralizá-lo e desconstruí-lo, como ocorreu com os trabalhistas de todas as épocas, nas pessoas de Getúlio Vargas, João Goulart e Leonel Brizola. Lula veio do trabalho. Sua origem é o trabalho, e não há nada que incomoda mais os barões da imprensa e a direita em geral do que um trabalhista no poder, como ocorre no momento com Dilma Rousseff na cadeira da Presidência da República.
Lula não é corrupto, com não o foram Brizola, Jango e Getúlio. O tempo é o senhor da razão e a história é escrita de maneira fria e isenta. A história é escrita por historiadores sérios e estudiosos e não pelos escribas do Instituto Millenium a soldo de empresários proprietários da Folha de S. Paulo, da Veja e de o O Globo. Quero deixar claro e a quem possa interessar que corrupta é a velha imprensa empresarial, pois golpista e mentirosa; dissimulada e manipuladora. Todo mundo sabe disso. Até mesmo a classe média reacionária, que acredita um dia ficar rica, como muita gente crê em Papai Noel, na mula-sem-cabeça, no lobisomem ou no boitatá.
Desconfio que os donos das mídias privadas e seus papagaios de pirata também compreendem que o candidato de Lula para 2018 talvez seja o prefeito recém-eleito de São Paulo, Fernando Haddad. E por que, não? Dilma Rousseff, segundo as pesquisas, tem 78% de aprovação popular. Creio que a mandatária vai ser a candidata do PT, em 2014. Lembro aos navegantes que tal qual à Dilma, Haddad é um político de perfil técnico, nunca antes tinha concorrido a uma eleição, bem como é um político novo em idade, além de ter sido um competente e eficiente gestor à frente do Ministério da Educação.
O prefeito de São Paulo é o responsável pela inclusão social de negros e pobres nas universidades públicas até então um reduto ou redoma de cristal dos filhos da classe média abastada e dos ricos, que, contraditoriamente, quando crianças e adolescentes foram matriculados por seus pais em escolas particulares que oferecem serviços escolares e educacionais muito melhores do que as escolas públicas, que foram sucateadas pelas “elites” brasileiras no decorrer das décadas, principalmente a partir de 1964, ano do violento golpe empresarial e militar.
Haddad mostrou competência à frente do MEC e é um bom nome à Presidência em 2018.
 Sob a administração de Haddad, o MEC propiciou o ingresso de centenas de milhares de negros e, portanto, de pobres, porque centenas de milhares de cidadãos de baixa renda são oriundos dos bairros populares, dos subúrbios, enfim, da periferia. Estive, há cerca de três anos, no Morro do Urubu, no bairro do Engenho da Rainha, no Rio de Janeiro. O sol estava inclemente e a temperatura nos relógios de rua marcava 39°. Subi o morro em uma comitiva. O acesso à comunidade é dificílimo porque a ladeira é de quase 90°. Muito inclinada e longa. Conversei com alguns moradores. As palavras de uma senhora me chamaram a atenção. Ela me disse que sua filha é a primeira pessoa de várias gerações de sua família a ingressar na universidade pública por causa do Enem. Sua emoção era visível, e afirmou: “nunca, em toda a minha vida, vi os pobres entrarem na faculdade, ainda mais um pública”. Perguntei: “como se deu isso?” Ela me olhou calmamente, e falou: “desde que o presidente Lula virou presidente, as coisas para os pobres melhoraram”.
Outra realidade me chamou a atenção. Muitos idosos não descem o morro para irem à cidade. Os moradores me disseram que eles não descem “para o asfalto” há dez e até 20 anos por falta de condições físicas e de saúde. E quando Lula financiou o teleférico do Complexo do Alemão, a direita o criticou açodadamente, debochou e seus apaniguados escreveram textos cretinos e sem noção da realidade nas páginas dos grandes jornais. Hoje os teleféricos são essenciais para a vida da comunidade, dos idosos, dos enfermos, das donas de casa e dos trabalhadores. Por ironia do destino, os bondinhos do Alemão servem como paisagem para a novela Salve Jorge da TV Globo, que anteriormente também criticou a ocupação das favelas e hoje, na mesma novela, personagens militares andam pelas comunidades. Nada como um dia após o outro.
A direita não realiza nada e nada dá para a população quando está no poder. Nem os impostos ela devolve em forma de investimentos sociais e de infraestrutura. Sempre foi assim. A direita, sim, sempre se beneficiou dos legados dos governantes trabalhistas, que, ao contrário dos comunistas, conquistaram quatro vezes a Presidência da República. A direita sabe do que se trata, e por isso transborda seu ódio pelos olhos, boca e ventas. Lula sabe disso tudo. Quem parece que esqueceu é a presidenta Dilma Rousseff, que, aparentemente, está a compor com quem não deveria para não ser alvo de ataques. Porém, em 2014, Dilma vai enfrentar uma campanha agressiva e baixa por parte de seus adversários, como ocorreu em 2010. A direita é como um felino: ronrona e ronrona... e depois dá o bote. É isso aí.

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Fonte:http://davissenafilho.blogspot.com.br/2013/01/lula-dilma-corrupcao-marco-regulatorio.html

A OPERAÇÃO CONDOR NASCEU NO BRASIL. E A LEI DA ANISTIA SÓ TEM AQUI

09.01.2013
Do blog CONVERSA AFIADA, 08.01.13
Por Paulo Henrique Amorim

Wagner William mostra como a rede começou a operar no sequestro do coronel Jefferson Cardim

Jefferson (de terno) é preso quando o Marechal Lott também era, em 26/08/61


Wiliam é autor de importante biografia do Marechal Lott: “O soldado absoluto”, editado pela Record.


Agora, nessa reportagem em “Brasileiros”, de Helio Campos Mello, ele descreve a operação que prendeu o cornel Jefferson no Uruguai, levou para a Argentina e trouxe para o Brasil, em companhia do filho.

Descreve as sessões de tortura e como, espontaneamente se sedimentou uma Operação que interligaria os regimes militares do Cone Sul.

De todos os países membros da Condor, o Brasil é o único que tem uma infame Lei da Anistia.

Observe, amigo navegante, o papel lamentável do Ernesto Geisel na narrativa de Wiliam.

Geisel este que o Historialismo brasileiro – não é Historia nem Jornalismo – tenta transformar num “Fundador da Democracia” brasileira.

Outro que desponta do texto é o então embaixador do Brasil em Buenos Aires, o Azeredo da Silveira, o Silveirinha, também idolatrado no Historialismo.

Não deixe de assitir ao documentário de Lúcio de Castro sobre a Condor e o futebol.



O PRIMEIRO VOO DO CONDOR


Com nome da ave de rapina dos Andes, a operação clandestina que uniu ditaduras militares do Cone Sul para perseguir, capturar e até eliminar dissidentes políticos além das fronteiras foi criada pelo Brasil. Conheça em detalhes a ação que deflagrou a rede ilegal de colaboração – o sequestro do coronel Jefferson Cardim de Alencar Osório em Buenos Aires e sua volta forçada para o Rio de Janeiro
(…)
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/01/08/a-operacao-condor-nasceu-no-brasil-e-a-lei-da-anistia-so-tem-aqui/

Papa pede coragem da Igreja contra “agnosticismo intolerante”

08.01.2013
Do portal GOSPEL PRIME, 
Porpor Leiliane Roberta Lopes

Nos EUA um grupo chegou a pedir a inclusão da Igreja Católica na lista de grupos de ódio por ela ser contra o casamento gay


Papa pede coragem da Igreja contra “agnosticismo intolerante”Papa pede coragem da Igreja contra “agnosticismo intolerante”
Neste domingo (6) o papa Bento 16 resolveu falar sobre os ataques que vêm sofrendo de grupos agnósticos que ele chamou de “intolerantes” e disse que a Igreja precisa ter coragem para enfrentá-los.
“O agnosticismo reinante hoje tem seus próprios dogmas e é extremamente intolerante em relação a qualquer coisa que possa questioná-lo e aos critérios que utiliza”, disse o líder da Igreja Católica.
Os ataques que o Vaticano tem sofrido vem de grupos que são favoráveis ao casamento homossexual, causa que os líderes católicos são totalmente contrários.
Em dezembro um grupo iniciou uma petição no site da Casa Branca, nos Estados Unidos, pedindo a inclusão da Igreja Católica na lista de “grupos de ódio” por se opor ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Apesar de toda esta pressão, o pontífice de 85 anos afirmou que a Igreja não irá mudar suas crenças para agradar a opinião pública. “Qualquer um que vive e proclama a fé da Igreja está em muitos pontos fora de sintonia com a forma predominante de pensar”, disse ele.
“Por isso, a coragem de contrariar a mentalidade prevalecente é particularmente urgente para um bispo hoje. Ele deve ser corajoso”, disse o Papa. Com informações Reuters.

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Fonte:http://noticias.gospelprime.com.br/papa-pede-coragem-da-igreja-contra-agnosticismo-intolerante/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A%20gospelprime%20%28Gospel%20Prime%29

DIAS AO 247: "PSDB VIVE HORA DE CONSTRANGIMENTO"

09.01.2013
Do blog BRASIL247, 08.01.13


Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/poder/89986/Dias-ao-247-PSDB-vive-hora-de-constrangimento.htm

Muçulmano de 90 anos se casa com menina de 15 e gera revolta Homem pagou 17 mil dólares por menina

08.01.2013
Do portal GOSPEL PRIME
Por Jarbas Aragão

Muçulmano de 90 anos se casa com menina de 15 e gera revoltaMuçulmano de 90 anos se casa com menina de 15 e gera revolta
Embora seja comum na cultura muçulmana um homem muito mais velho se casar com uma jovem mulher, um casamento recente está levantando questões de direitos humanos na Arábia Saudita.
Um homem de 90 anos de idade saudita pagou um dote de aproximadamente 17 mil dólares pelo direito de casar com uma menina de apenas 15 anos. Durante uma entrevista com o canal de notícias Al Arabiya, o noivo defendeu que o casamento foi “legal e correto”, ressaltando que ele pagou aos pais da menina o valor do dote estabelecido por eles.
Mas é público que na primeira noite do casal, a noiva o trancou do lado de fora do quarto. Amigos da família disseram que a adolescente estava com tanto medo na noite de núpcias que se trancou no quarto antes de fugir para a casa dos pais. Agora, o noivo afirma que irá processar os pais da menina, caso eles não a enviem de volta ou devolvam o dote.
Suhaila Zein al-Abedin, da Associação Nacional de Direitos Humanos da Arábia pediu que as autoridades governamentais se envolvam no caso. Abedin lembra que o casamento no Islã deve ser baseado no consentimento mútuo e o comportamento da menina indica que ela não estava satisfeito com o acordo.
Os pais do adolescente, mãe saudita e pai iemenita, deveriam ser responsabilizados por entregar sua filha a um homem tão velho, reforçou Abedin.
O ocorrido voltou a instigar o debate sobre as chamadas ‘noivas meninas’. Muitos sauditas estão usando as redes sociais para protestar. Eles condenam o casamento, questionando se não poderia ser considerado um caso de tráfico humano ou de abuso infantil.
O analista de Oriente Médio da BBC Sebastian Usher, explica que na cultura da Arábia Saudita é comum meninas de menos de 14 anos serem obrigadas a casar com homens ricos e muito mais velhos.
Contudo, existe um movimento crescente no país pedindo que seja estabelecida uma idade mínima para se casar. Porém, os líderes religiosos conservadores resistem à ideia, defendendo apenas que as garotas atinjam a puberdade antes do casamento.
Na terra de origem de Maomé o assunto é uma questão bastante delicada, pois a tradição conta que uma das esposas do profeta fundador do islamismo era uma menina muito mais jovem que ele. Traduzido de Fox News.

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Fonte:http://noticias.gospelprime.com.br/muculmano-de-90-anos-casa-com-menina-de-15-e-gera-revolta/

ELITE REACIONÁRIA ODEIA O ENEM


08.01.2013
Do blog PALAVRA LIVRE
Por Davis Sena Filho 

“O Enem é um sucesso. O ódio dos conservadores ao Enem tem origem na exclusão social, no sentimento arraigado da escravidão, no elevador de serviço, no quartinho da empregada doméstica e no serviçal que limpa as ruas, os escritórios e as residências”.

Jornalista fuinha da "grande" imprensa: reacionário e porta-voz dos interesses patronais.
Eu me formei em meados da década de 1980 em Comunicação Social, no curso de Jornalismo. Estudei na Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Assistia às aulas no Campus da Urca, bairro de classe média alta onde se localizam o Pão de Açúcar e o Forte de São João. Um paraíso, com praias e mata atlântica e animais silvestres de pequenos portes. Entretanto, uma realidade me chamava atenção. Dos cerca de 250 alunos, apenas dois eram negros. Um homem e uma mulher, porém, filhos da classe média.

No período que cursei a faculdade conheci gente endinheirada, de classe média e média alta e até remediada — esta última era minoria. Filhos ou parentes de grandes empresários ou de pessoas famosas também frequentavam os bancos universitários da ECO. Os professores, muitos deles, eram conhecidos no meio acadêmico, cultural, político e até artístico. Poder-se-ia dizer que era a “elite” da “elite”, como gostam de falar as fuinhas sobre FHC e José Serra, que escrevem suas opiniões nos grandes jornais e revistas e vivem a tecer seus comentários nas rádios e nas televisões do empresariado proprietário dos meios de comunicação de negócios privados.

Fuinhas predadoras que gostam do sabor e do cheiro de sangue daqueles que não foram cooptados pelo establishment e muito menos se tornaram cúmplices ou aliados de seus patrões, que são os porta-vozes dos trustes nacionais e internacionais e por isso fazem um jornalismo de combate sistemático aos governos trabalhistas, bem como criam crises intermináveis como forma de minar o trabalho de reconstrução do Brasil que está a ser feito, além de tomarem para si o papel que deveria ser efetivado pela oposição partidária (PSDB, DEM e PPS), que, incompetente e fracassada, abriu mão de seu espaço político e ficou à mercê de pautas elaboradas por jornalistas e empresários que, sabidamente, não compreendem a revolução silenciosa que aconteceu no Brasil, em todos os sentidos, a partir de 2003.

 Aliás, quando o povo resolveu votar no líder trabalhista Lula, o próprio deu início à revolução, sem sequer dar um tiro naqueles que durante séculos lhe negaram até o acesso à segurança alimentar, porque no Brasil sectário, ou seja, edificado para poucos, construído pelas “elites” brasileiras proprietárias dos meios de produção não havia emprego para os trabalhadores deste poderoso País da América do Sul, na verdade até então um paraíso para que os ricos e os muito ricos ganhassem muito dinheiro, especialmente por intermédio da recessão e do arrocho salarial, porque a grana dessa gente era praticamente oriunda da especulação. Por isso e por causa disso, a gritaria da imprensa golpista contra a diminuição das taxas de juros e, principalmente, contra o ministro da Economia, o trabalhista Guido Mantega, que tem apostado na produção e não na jogatina do mercado. Ponto.

Quando Lula paga a dívida externa e fomenta a economia interna, como trabalhista que é, volta-se à educação, por saber que com o crescimento exponencial do comércio, da indústria e do consumo seria necessário construir escolas técnicas, universidades, cursos de extensão, aumentar o orçamento para a educação, e, sobretudo, democratizar o ensino público, especialmente no que tange às oportunidades para que os filhos de pobres pudessem entrar nas universidades federais, até então clubes privados para as classes sociais hegemônicas, que se beneficiaram durante décadas com os vestibulares, os cursinhos e com os anos estudados em escolas primárias e secundárias privadas, consideradas de ponta por causa de excelência do ensino oferecido.

Um sistema viciado, porque privilegiava aqueles que podiam pagar estudos para seus filhos em detrimento dos filhos de trabalhadores, que, se quisessem estudar, teriam de trabalhar de dia e frequentar a faculdade particular à noite. Esta é a realidade e a verdade. Todavia, considero que os ricos ou os muito ricos tenham também o direito de frequentar os bancos universitários financiados pelo estado nacional, porém, totalmente inapropriado e superado o sistema antigo de acesso à universidade pública, no qual negros, índios, pobres e deficientes simplesmente não tinham a oportunidade de sonhar com uma vaga, por exemplo, na UFRJ ou na UnB, quanto mais ocupá-la.

Portanto, é por causa dessas questões que o sistema midiático de caráter hegemônico e que se recusa, terminantemente, a pensar o Brasil tem tanto ódio de Lula. Seus porta-vozes, verdadeiras fuinhas “mauricinhas” não se conformam e sabotam e boicotam o quanto possível qualquer programa ou projeto de governo que vise desenvolver a economia do País e principalmente diminuir as diferenças entre as classes sociais, bem como as regionais. Realidades que estão a acontecer, sendo que o maior sintoma é a diminuição da migração interna. Para se certificar, basta acessar os números do IBGE, da FGV e dos ministérios do Planejamento e da Fazenda e consequentemente verificar que o brasileiro está vivenciando um ciclo formidável, que, inclusive, colocou o Brasil na sexta posição das nações mais ricas e poderosas do mundo.

Durante o período de FHC — o Neoliberal —, o Brasil saiu da nona posição para a 15ª. Um disparate e desfaçatez. Irresponsabilidade e inconsequência. Nem emprego o País tinha para oferecer ao povo brasileiro. FHC vendeu o Brasil e não investiu na população e muito menos na infraestrutura. O salário mínimo era ridículo (ainda é baixo, mas teve aumentos substanciais, porque virou política de estado), os funcionários públicos ficaram oito anos sem aumento, não havia concurso público, os salários dos trabalhadores foram achatados, porque não havia o ganho real e nem reposição, as reservas internacionais chegaram a patamares perigosos, enquanto o ex-presidente Lula quando saiu do poder deixou o Brasil com reservas de quase US$ 350 bilhões de dólares. A verdade é que o Brasil de devedor passou a emprestar dinheiro para o FMI cujos técnicos nunca mais vieram ao País na condição de fiscais que davam sermões e ordens.

FHC não construiu uma única escola técnica e abandonou as universidades públicas, pois, além de não construir também uma sequer, gente de seu governo privatista ainda propôs que os alunos pagassem mensalidades para frequentá-las, o que iria, sobremaneira, elitizá-las ainda mais do que já eram. A ironia é que FHC — o Neoliberal — é professor vinculado à academia, e como gestor também foi um fracasso nessa área. Lula construiu 214 escolas técnicas, número maior do que todos os presidentes do Brasil juntos, no que diz respeito à construção dessas escolas. O político trabalhista e do PT ainda construiu dez novas universidades federais e 45 extensões universitárias.

Incomparáveis os números de Lula com os de FHC, mas mesmo assim, por causa de preconceito, intolerância e ideologia, a imprensa, setores conservadores da sociedade e parte da classe média abduzida pelos valores e princípios das classes dominantes se recusam a reconhecer, quiçá perceber que o Governo Lula, por intermédio do Enem, do Sisu, do Fies, do ProUni e do aumento do orçamento para a Educação propiciou o acesso dos estudantes ao ensino público universitário, porque para o sistema de universidades e de escolas técnicas abrir suas portas para os brasileiros filhos de famílias de baixa renda seria necessário essa revolução, que se sedimenta aos poucos, paulatinamente, porque se atende muita gente, o que é sempre um complicador. Em 2012, por exemplo, quase 5,8 milhões de estudantes se inscreveram no Enem.

Esse sistema é grandioso, mas é sabotado pela imprensa alienígena, por alguns promotores, principalmente os do Ceará, e por criminosos, a exemplo daquele que furtou provas na gráfica da Folha de S. Paulo, sendo que, de forma surreal, tal furto virou manchete do próprio jornal. Posteriormente, o diário de direita foi punido pela Justiça e pagou multa alta. É o modus operandi  de os conservadores fazerem oposição, de forma ilegal, porque o que importa não são os meios e, sim, os fins, afinal 2014 se aproxima e para essa direita herdeira dos escravos ficar mais quatro anos sem ocupar a cadeira da Presidência da República é como ficar sem respirar, pois compreende que o estado nacional longe de suas mãos não vai poder beneficiá-la de maneira patrimonialista e, por conseguinte, privilegiar seus negócios mesmo se o preço for a exclusão social.

Por isso, na época, o presidente Lula, a chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff, o ministro da Educação e hoje prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega — hoje alvo preferencial da direita brasileira e estrangeira por causa de o PAC ser considerado investimento (e o é), da redução dos juros e do controle e fiscalização das remessas de lucros oriundas das jogatinas do mercado — aperfeiçoaram esse sistema que tem por finalidade fazer com que a educação pública recupere a credibilidade e a qualidade, bem como abra as portas para todos os estudantes brasileiros que queiram estudar e edificar uma vida digna e livre de preconceitos infames, muitas vezes demonstrados por gente “branquinha” de “olhos azuis” e que se considera superior, porque acha, talvez, que foi escolhida por Deus e por isso merece tratamento privilegiado e acima do que determina a Constituição e a cidadania.

A verdade é que as fuinhas da imprensa, seus patrões e a direita em geral, inclusive os setores conservadores do Ministério Público, do STJ e do STF sabem que o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma têm alta popularidade, e um dos motivos é que o Enem, o Sisu, o ProUni e o Fies são as razões desse apreço que se transforma em milhões de votos para os trabalhistas, que há dez anos estão no poder e têm muita chance de conquistar mais um mandato presidencial em 2014. Esta é a razão do ódio político, racial e de classe social da direita brasileira, que nunca deu nada para o povo, porque somente soube tirar quando esteve no poder.

Os números do Enem e do Sisu de 2013 são grandiosos e inquestionáveis para o desgosto e o inconformismo ressentido dos tucanos, que estão a cortar os pulsos e da imprensa de mercado, alienígena e que odeia o Brasil. Observe os números: 101 instituições participantes; 3.751 cursos ofertados; 129.279 vagas ofertadas no Brasil; 8.296 vagas ofertadas no Ceará (estado onde o Ministério Público e a Justiça mais sabotam o Enem); 6.258 vagas ofertadas na UFC; 5,79 milhões de inscritos do Enem de 2012; e 4,175 milhões de candidatos compareceram ao de 2012.

Quer saber de uma coisa, leitor? Não está longe o dia que o sistema midiático privado de caráter golpista vai aderir ao Enem. E sabe por quê? Porque são quase seis milhões de inscritos, números que vão aumentar ano a ano. E a Globo e sua patota vão ter que pedir arrego, porque não vai ser bom para seus negócios falarem mal de um processo educacional que beneficia milhões de cidadãos, sendo que grande parte dessas pessoas é de origem simples, de baixa renda. As Organizações(?) Globo e sua trupe não vão querer perder leitores, telespectadores e principalmente consumidores. Essa gente é perversa, mas não é burra.

O Enem é um sucesso. O ódio dos conservadores ao Enem tem origem na exclusão social, no sentimento arraigado da escravidão, no elevador de serviço, no quartinho da empregada doméstica e no serviçal que limpa as ruas, os escritórios, as residências e os lares. Por isso e por causa disso, a luta incessante e violenta dos que têm muito e querem manter as coisas como estão, a ferro e fogo. É o apreço exacerbado pelo status quo; a tirania dos aquinhoados de um mundo VIP, ou seja, para poucos. Mas não importa, porque essa gente se combate com trabalho e esperança de termos um Brasil melhor. É isso aí.
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Fonte:http://davissenafilho.blogspot.com.br/2013/01/odio-ao-enem.html

O Globo recebeu 200 milhões de FHC para ir para Caxias, mas não ajuda vítimas das chuvas

09.01.2013
Do blog OS AMIGOS DO PRESDIENTE LULA, 07.01.13

"O Globo", impresso em Duque de Caxias, explora imagem solidária de Zeca Pagodinho para vender jornal, mas não ajuda o município onde instalou seu parque gráfico com nenhum centavo.
Zeca Pagodinho é um ilustre morador de Duque de Caxias (RJ) que ajuda no que pode seus vizinhos, vítimas das enchentes. Outro "ilustre" morador do município não tem a mesma solidariedade. Trata-se do jornalão "O Globo", que se finge de morto para não enfiar a mão no bolso e dar alguma contribuição em solidariedade às vítimas.

O suntuoso parque gráfico das organizações Globo é um gigantesco "dinossauro" com capacidade ociosa que funciona no município desde 1999, construído em grande parte com dinheiro público, seja na forma de empréstimos e contratos generosos no governo FHC, seja na forma incentivos e isenções fiscais.

Aliás "O Globo" não paga um centavo de ISS ao município, nem de ICMS ao Estado, porque na Constituinte de 1988, a turma dos demotucanos isentaram jornais de impostos, mesmo sendo empresas privadas com fins altamente lucrativos.

FHC injetou R$ 200 milhões do BNDES (em dinheiro de hoje)

O Globo tinha sua gráfica no centro do Rio, junto à redação, que dava conta do recado. Hoje, o jornalão sua a camisa para ter uma circulação em torno de 330 mil exemplares no domingo (em dias de semana o número cai para cerca de 250 mil), menos do que tinha em 1997.

O projeto megalômaníaco do novo parque gráfico, o maior da América Latina, era imprimir 2 milhões de jornais por dia no domingo. FHC gostou da ideia, afinal uma mão lavava a outra: o jornalão "formaria opinião a seu favor" para 2 milhões de domicílios e o BNDES entrava com o dinheiro público. Até a Petrobrás na época, através da Refinaria de Duque de Caxias, vizinha, foi convocada a fornecer gás combustível para suprir o jornalão com energia elétrica; com certeza em condições vantajosas para a família Marinho, dona do jornal.

Hoje vemos que o BNDES poderia ter aplicado muito melhor os R$ 200 milhões no município de Duque de Caxias, em outros empreendimentos que trouxessem impacto econômico mais positivo e receitas para a população (que hoje sofre com as chuvas), do que bancar a mera mudança da oficina gráfica da família Marinho.

Aliás, o jornalão só mudou a gráfica. A "casa grande" da redação continuou no Rio.

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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2013/01/o-globo-recebeu-200-milhoes-de-fhc-para.html