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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Pentecostais representam 70% dos protestantes de todo o planeta

03.01.2012
Do portal GOSPEL PRIME, 31.
Por  Leiliane Roberta Lopes 

Um estudo publicado em 2006 prevê que até 2025 haverá um bilhão de evangélicos pentecostais no mundo


Pentecostais representam 70% dos protestantes de todo o planetaPentecostais representam 70% dos protestantes de todo o planeta
Uma matéria especial do jornal Mensageiro da Paz do mês de janeiro relata a importância do pentecostalismo dentro do segmento de cristãos protestantes.
A reportagem apresenta números mundiais que confirmam a representatividade que os pentecostais possuem, afinal são 630 milhões deles espalhados pelos quatro cantos da Terra, ou seja, 70% dos 900 milhões de protestantes que existem no mundo.
No Brasil a quantidade de membros de igrejas pentecostais também vem crescendo, o Censo 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) notou este aumento em todas as regiões do Brasil e mostrou que a Assembleia de Deus é a igreja que mais cresce no Brasil.
Dos mais de 22,2% de evangélicos brasileiros, 13,3% são de igrejas pentecostais o que significa que temos mais de 25 milhões de membros de igrejas como as ADs, Deus é Amor, Brasil para Cristo, Congregação Cristã no Brasil, Igreja do Evangelho Quadrangular, Igreja de Nova Vida e outras.
A reportagem do jornal mensal publicado pela CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus) ainda mostra uma estimativa feita pela Hartford Institute for Religion Research, divulgada pelo MP em janeiro de 2006 já apontando este crescimento de evangélicos pentecostais no mundo.
O estudo diz que até 2025 terão mais de um bilhão de pentecostais no mundo, o que vai representar 45% de todos os cristãos – incluindo católicos, ortodoxos e protestantes em geral.

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Fonte:http://noticias.gospelprime.com.br/pentecostais-representam-70-dos-protestantes-de-todo-o-planeta/

E AÍ JOAQUIM… FALA A VERDADE

03.01.2013
Do blog MEGACIDADANIA, 31.12.12


Cartaz produzido por Ester Neves e divulgado originalmente em:
ACESSEM AQUI NO BLOG O ELUCIDATIVO VÍDEO DE PHA

PHA em sua TV AFIADA, desmascara Gilmar

ACESSEM AINDA A IMPORTANTE POSTAGEM

JUSTIÇA ERRADA É DELITO SUPREMO

OUTRA POSTAGEM QUE MERECE NOSSA ATENÇÃO

STF, A SOCIEDADE NÃO TOLERA INJUSTIÇA !

QUEREM LER OS DOCUMENTOS QUE DESMENTEM JB E A PGR/MPF ? ACESSEM

Documentos que desmentem a PGR/MPF e Joaquim Barbosa

É SÓ ACESSAR

STF e 3.100 juízes se beneficiaram do dinheiro da Visanet


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Fonte:http://megacidadania.com/2012/12/31/e-ai-joaquim-fala-a-verdade/

MENSALÃO - JORNAL O GLOBO ADMITE QUE JULGAMENTO FOI POLÍTICO E PARA "SALVAR" DO DESCRÉDITO O JUDICIÁRIO

03.01.2013
Do BLOG DO SARAIVA, 02.01.13


PARA A HISTÓRIA - Jornal O Globo aprova condenação baseada em "evidências" para que "não aumentasse o descrédito do Poder Judiciário".

Sexta-feira -28/12/12 - Página 6 - 1o. caderno - OPINIÃO
O jornal emitiu opinião sobre o artigo escrito pelo advogado Márcio Thomaz Bastos, onde ele afirmou que no julgamento da Ação Penal 470, garantias foram atropeladas pelo Supremo Tribunal Federal, possuído de uma ânsia repressiva além dos limites.

O jornal diz, rebatendo as afirmações de Bastos, que no julgamento "não se distorceu nada", defende a aplicação da Teoria do fato e, já no final do texto, acaba por admitir, provavelmente num ato falho, que o julgamento foi político e de cartas marcadas, pois, se o resultado não fosse a condenação dos RÉUS, isso significaria o descrédito público do Poder Judiciário.

Reproduzo o trecho que deixa escapar a realidade do que foi o julgamento na visão do Jornal:

"...Mas, ao se estabelecer que não é difícil chefe apagar rastros, foi possível condenar mensaleiros graduados a partir de provas testemunhais e EVIDÊNCIAS."

E MAIS ESTE REVELADOR TRECHO;

"CASO CONTRÁRIO, teria aumentado o descrédito público do Poder Judiciário, reconhecido interna e externamente pela benevolência com que trata (ou tratava) os réus poderosos, com destaque para os corruptos".

Um destes RÉUS PODEROSOS a que se refere o Jornal, que usa ainda o rótulo "mensaleiro graduado" é certamente, José Dirceu. Contra Dirceu só havia o testemunho de Roberto Jefferson, co-réu, que nunca escondeu sua sede de vingança e ódio. Não há nos autos nada (emails, assinaturas, telefonemas, pagamentos, recebimentos, fotos ...) que materialmente prove que Dirceu participou de qualquer desvio ou ato de corrupção, como compra de voto. Contra Dirceu só há, como admite o Jornal - EVIDÊNCIAS.

Que fique então registrado PARA A HISTÓRIA a OPINIÃO do Jornal O GLOBO. Para salvar a combalida credibilidade do Judiciário era, mesmo sem provas, absolutamente necessário condenar alguns dos RÉUS do Mensalão.

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Fonte:http://saraiva13.blogspot.com.br/2013/01/mensalao-jornal-o-globo-admite-que.html

Em "áreas de influência", Brasil reforça foco em integração e cooperação

03.01.2012
Do portal OPERA MUNDI
Por | Igor Ojeda | São Paulo

Para estudiosos, as ações econômicas e políticas brasileiras, especialmente na África, seriam de cunho "imperialista"


Clique no banner para acessar o especial completo
 
A maior prova de fogo para a presidente Dilma Rousseff e o chanceler Antonio Patriota nos dois anos do atual governo foi a destituição sumária, pelo Congresso do Paraguai, do presidente Fernando Lugo, em 22 de junho deste ano. Desafio ainda maior por ter ocorrido no âmbito de influência do Brasil e pela expectativa de que o país assuma definitivamente um papel de liderança no continente.

O governo brasileiro não demorou em qualificar a manobra como golpe de Estado e liderar a suspensão do país vizinho da Unasul (União de Nações Sul-Americanas) e do Mercosul, sob a justificativa da quebra da ordem democrática. Mas não parou por aí. Como a entrada da Venezuela de Hugo Chávez no bloco econômico dependia apenas da aprovação do parlamento paraguaio – os legislativos dos outros países membros já tinham dado o aval – o Brasil aproveitou a brecha criada pela punição ao Paraguai para ratificar a adesão da nação bolivariana como membro-pleno.

Em comunicado logo após a reunião que oficializou a expansão do Mercosul, realizada em 31 de julho, o Itamaraty afirmou: “a incorporação da Venezuela altera o posicionamento estratégico do bloco, que passa a estender-se do Caribe ao extremo sul do continente. O Mercosul se afirma, também, como potência energética global tanto em recursos renováveis quanto em não renováveis”. O bloco passou a contar com 70% da população, 72% da área e 83,2% do PIB sul-americano.

Wilson Dias/Agencia Brasil (03/08/2012)
Dilma Rousseff e Hugo Chávez assinam acordos para compra e venda de aeronaves da Embraer para os venezuelanos

“Foi um fato de muita importância, que fortalecerá o Mercosul de uma forma extraordinária”, avalia o diplomata Samuel Pinheiro Guimarães, ex-secretário-geral das Relações Exteriores do Ministério das Relações Exteriores (2003-2009). Para Raúl Zibechi, editor do semanário uruguaio Brecha e autor do livro Brasil Potencia. Entre la integración regional y un nuevo imperialismo, a resposta brasileira à destituição de Lugo foi “contundente e potente”.

Em dezembro deste ano, foi a vez da Bolívia. No dia 7, no final da plenária da Cúpula de Chefes de Estado do bloco, em Brasília, o presidente boliviano, Evo Morales, assinou o protocolo de adesão, surpreendendo até os negociadores. “A permanência desse cenário global de crise torna ainda mais evidente a importância da nossa integração, que é o que nos fará mais fortes e aptos a enfrentar as turbulências do mercado internacional”, comemorou Dilma na ocasião.

O fortalecimento do Mercosul, comandado pelo Brasil, demonstrou que o foco na integração regional continua sendo prioridade do atual governo. “A Unasul e o Mercosul são os pilares mestres da liderança brasileira no continente e os arranjos de integração pelos quais o Brasil tem maiores interesses e nos quais procura atuar de forma mais decisiva”, analisa Cristina Pecequilo, professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ela faz a ressalva, no entanto, de que a Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos), criada em 2010 para fazer contraposição à OEA (Organização dos Estados Americanos), vem recebendo menos atenção dos países da região e apresentando “significativo recuo” em sua construção.

Zibechi, por outro lado, chama a atenção para a importância do Brasil como impulsionador no último período do CDS (Conselho de Defesa Sul-Americano), órgão da Unasul que pretende promover o intercâmbio militar entre as nações do continente. Um dos passos mais ambiciosos nesse sentido foi dado no final de novembro deste ano, em Lima, durante a IV Reunião do CDS. Lá foi aprovado o Plano de Ação para 2013, que inclui uma série de iniciativas conjuntas na área, como a instituição de um fórum que discuta o estabelecimento de mecanismos e normas especiais para compras e desenvolvimento de produtos e sistemas militares na região. Na declaração final da reunião, os países sul-americanos reiteraram o compromisso de ampliar a cooperação em defesa e fortalecer o continente como zona de paz.

O poder brasileiro

A ascensão do Brasil como potência regional, sobretudo nos últimos dez anos, deve-se muito à sua expansão econômica, apontam especialistas. Mas não só a isso. Cristina Pecequilo ressalta a busca do país pela afirmação de uma presença internacional não só na América Latina, como também no continente africano. Segundo ela, seria uma forma de elevar seu poder. “Para isso, o Brasil tem como foco instrumentos de soft power, com perfil cooperativo, que se somam a essa reafirmação de liderança”, diz. Soft power, ou poder brando, é o tipo de influência exercida por um Estado especialmente por meios culturais ou ideológicos.

O embaixador Tovar da Silva Nunes, porta-voz do Itamaraty, vai além. “[Seus agentes] são os atletas, os times de futebol, as empresas, a música, os filmes, e, inclusive, os brasileiros no exterior. Nossa diáspora é vista como trabalhadora e que se integra, fala as línguas locais. Isso faz parte de uma percepção do Brasil e do seu povo como uma nação que agrega, que é positiva, que tem soluções criativas”, diz. Citando os projetos de cooperação do Brasil na África e no Caribe, Nunes faz questão de frisar que há um desejo por parte do governo brasileiro de “fazer diferente do que faziam os outros países”. A gestão Dilma estaria consolidando tal postura.
José Cruz/ABr (20/09/2011)
Para o ex-alto-representante-geral do Mercosul Samuel Pinheiro Guimarães, postura brasileira frente a outros países não é imperialista 


O conceito de soft power para definir o poder exercido pelo Brasil na América Latina e na África, no entanto, é contestado por Igor Fuser, professor de Relações Internacionais na Universidade Federal do ABC. “É um desses conceitos vagos, que servem para qualquer coisa e para nada ao mesmo tempo. A figura de Lula, seu discurso contra a fome e as notícias sobre as políticas sociais no Brasil, entre outros fatores, despertaram enorme simpatia pelo nosso país, mas daí a falar em soft power vai uma distância enorme.”

"Imperialimo"

Outros estudiosos, contudo, definem a atuação brasileira especialmente na África como “imperialista”. É o caso de Ana Saggioro Garcia, doutora em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e pesquisadora do Brics Policy Center (BPC). Segundo ela, são evidentes os interesses econômicos e políticos do Brasil no continente africano, onde o país compete com outras potências por mercados e recursos naturais e pela construção de uma imagem de cooperador internacional. Na opinião da pesquisadora, a política externa de Dilma estaria aprofundando esse tipo de atuação.

“Eu enxergo o Brasil ocupando um lugar cada vez mais importante na estrutura da acumulação capitalista global. Nosso país atua dentro do capitalismo, por isso não tem como fugir do imperialismo. Imperialismo é poder econômico conjugado com poder político, e está clara a tentativa do Brasil de ser um poder regional, e, via essas relações Sul-Sul, ter mais poder no âmbito global. Almeja aumentar seu prestígio internacional, ter poder nas instâncias de concertação global. Não é uma amizade, uma dádiva, uma coisa que vai sem volta [a cooperação com os africanos]”, analisa.

De acordo com Ana, isso é sentido pelas populações locais principalmente por causa da atuação agressiva das empresas brasileiras nos países do continente. “É grosseiro mesmo, seja no âmbito mais institucional, de corrupção, seja em relações concretas de direitos humanos e sociais, como a atuação da [mineradora] Vale em Moçambique. Não avalio que o Brasil tenha chegado ao ponto de substituir as potências globais, mas essa postura imperialista é percebida pelas populações afetadas.”

Para Raúl Zibechi, o imperialismo ou o sub-imperialismo não podem ser decididos por um governo – são questões estruturais. Segundo ele, o Brasil não pode ser mais definido como sub-imperialista, pois tem capacidade própria de acumulação de capital e, pelo menos nos aspectos decisivos, não é mais um país dependente. “Isso não quer dizer que automaticamente deve-se colocá-lo como imperialista. Certamente há traços de imperialismo, mas no fundamental estamos diante de um cenário aberto, no qual jogam tanto o Brasil como os demais países da América do Sul, que é a região chave para os interesses do Brasil. Por isso falo de Brasil Potência e não de Brasil Império. Ainda há possibilidade de que as relações com seus vizinhos sejam de outro caráter que não a de dominação ou imposição”, explica.

Samuel Pinheiro Guimarães, por sua vez, qualifica como um “equívoco total” a definição do Brasil como um país imperialista nas suas relações com nações menos desenvolvidas. De acordo com o diplomata, o Brasil não força ninguém a adotar algum tipo de política – os países que o procuram, em busca de apoio, principalmente, para a realização de obras de infraestrutura para os quais não têm recursos. Em relação à atuação das empresas brasileiras no exterior, Guimarães avalia que o governo não é responsável. “O Brasil insiste que devem seguir as legislações locais. Ao financiar uma atividade em outro país, o governo assume que a empresa as está cumprindo. Além disso, cabe a cada país fazer valer suas leis”, acredita.

Fuser destaca que é preciso ter claro que o conceito de imperialismo vai muito além da simples exportação de capital por meio de investimentos empresariais. “Imperialismo é uma relação abrangente de dominação, que envolve, além do plano econômico, a dominação política e a supremacia militar, sem falar em fatores culturais e ideológicos". Esse não seria o caso do Brasil, defende.


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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/reportagens/26169/em+areas+de+influencia+brasil+reforca+foco+em+integracao+e+cooperacao.shtml

Flávio Aguiar: A direita brasileira e o sadomasoquismo

03.01.2013
Do blog VI O MUNDO, 
Por  Flávio Aguiar, em Carta Maior, sugestão de Julio César Macedo Amorim


Estava eu posto em sossego, das festas colhendo o doce fruito, tendendo a voltar às lides apenas para o ano, quando dois excelentes artigos vieram arrancar-me do merecido repouso.



Refiro-me a Uma proposta de reflexão para o PT, do amigo e governador Tarso Genro, e Pacto adversativo x Pacto progressista, do também amigo e editor, Saul Leblon.

Ainda que de modos diversos, tocam ambos na mesma tecla de entrada: como pode a direita brasileira desqualificar a atual experiência democrática das administrações populares que se sucedem, notadamente no plano federal, as de Lula e Dilma?

Também deve-se incluir aí tentativas internacionais. Primeiro foi a da The Economist, numa iniciativa digna dos tempos império-coloniais, pedindo a cabeça do ministro Guido Mantega. 

Mais recentemente o Financial Times entrou na dança, montando uma ridícula farsa dialogada em que se misturam alusões toscas e grosseiras à presidenta Dilma Roussef, ao ministro Mantega, com outras a Putin e aos BRICS, a Cristina Kirchner, apenas para manifestar a indigestão que as administrações progressistas da América Latina provocam na sua linha editorial sempre alinhada com os princípios da ortodoxia neo-liberal.

Durante muito tempo a mídia ortodoxa internacional exerceu um “ruído obsequioso” em relação ao Brasil, visto como uma terra exótica de empreendimentos governamentais exóticos que “davam certo” no desconcerto universal da hegemonia neoliberal.

Um acontecimento mudou essa situação: a vitória de François Hollande na França, destruindo a “aliança Merkozy” e introduzindo – ainda que de modo tímido – uma cunha adversa na hegemonia orotodoxa no reino da Zona do Euro. A partir daí – de modo conjugado com a diminuição ostensiva dos lucros (e dos bônus, prebendas e sinecuras) do investimento financeiro-especulativo no Brasil, este tornou-se uma influência perigosa, que necessariamente deve ser desarticulada para impedir que se espraie acima do Mediterrâneo. Ainda mais depois da exitosa passagem de ambos, Lula e Dilma, por Berlim (o primeiro) e Paris (ambos), articulando um seminário anti-ortodoxia com o próprio Hollande – que também deve ser desarticulado, ou nem chegar a se articular.

É nesse movimento internacional que se situam as iniciativas da nossa direita caseira, tendo sempre em vista a neutralização de qualquer exercício de soberania popular em nossa terra – iniciativa em que desde sempre se harmonizaram conservadorismo político e midiático, sobretudo desde que a Revolução de 30 e acontecimentos em torno introduziram no cenário político institucional esse “elemento” duvidoso e arriscado, o chamado “povo brasileiro”, às vezes, simplesmente “o povão”, outras vezes de modo mais preciso “os trabalhadores”.

Num ensaio brilhante, publicado em 1945, logo ao fim da Segunda Guerra (‘As raízes psicológicas do nazismo’), Anatol Rosenfeld caracteriza o universo espiritual nazista: um misto de sadomasoquismo. De modo masoquista, o típico nazista se situava como “inferior” dentro de uma hierarquia estabelecida, tendo ao topo o Führer, ou simplesmente uma “Ordem Superior”, à qual este mesmo estaria submetido: no caso, era uma visão fanática de uma superioridade racial associada a uma missão civilizatória no estabelecimento de uma sociedade de eleitos. Auto-eleitos, sublinhemos. Daí, de modo sádico, o nazista típico se voltava para oprimir – negando toda a forma de humanidade – os que vê como inferiores nesta hierarquia que é, ao mesmo tempo, social, cultural, antropológica, espiritual, até religiosa.



Mutatis mutandis, pois não estamos falando de nazistas, a estrutura espiritual da(s) direita(s) hoje é análoga. A atividade política é algo por natureza reservado a uma casta superior, os “entendidos”, aqueles que carregam consigo não mais uma superioridade racial, pois esse assunto tornou-se proibitivo, mas uma superioridade civilizatória. No caso europeu, por exemplo, isso se manifesta em relação aos “extemporâneos” muçulmanos, norte-africanos, ou até mesmo, por parte dos que se identificam com um “norte saudável e austero”, em relação aos que estes “auto-eleitos” identificam como os “sulistas ineficientes e perdulários”.

No caso brasileiro (latino-americano, de um modo geral), os arautos dessa apologia da desigualdade se situam (inclusive e sobretudo na mídia) como portadores de uma mensagem civilizatória vinda de uma “ordem superior”, qual seja, a atual ordem capitalista imposta pela financeirização da economia e da política, e como tais, negam qualquer possibilidade de exercício de soberania democrática por parte dos que estão “abaixo” desse círculo de “auto-eleitos”.

Como aponta Tarso Genro, uma das vias para se concretizar essa negação da soberania democrática é a “judicialização” da política; como aponta Leblon, outra via é a pura e simples negação da história. Abrir o caminho da participação no círculo do consumo para dezenas de milhões de brasileiros que dela estavam excluídos não tem o menor significado para esse tipo de pensamento que se cristaliza em torno da “auto-eleição”. Ou melhor, tem sim um significado: é insuportável, porque isso pode abrir-lhes o apetite para quererem mais, como diz Genro, citando Döblin, do que “pão e manteiga”.

Portanto, para esse tipo de pensamento, é necessário destruir essa experiência de soberania democrática, destruí-la institucionalmente, pela negação da política ao seu alcance, e destruí-la na memória, negando seu valor histórico ou até mesmo a sua existência, ou afirmando-a como um “anti-valor”: coisa de “demagogia”, de “compra das consciências através de favores”. Se bem olhada, outra não foi a argumentação de Mitt Romney para justificar sua derrota em novembro.

Como Leblon e Genro, situo-me entre aqueles que olham também – com alguma apreensão – para o lado esquerdo do tabuleiro, onde me situo. 

Haverá entre nós suficiente amplitude de espírito para entender o que está em jogo? Claro, existe uma dimensão imediata que está presente de modo imperativo: no Brasil, a eleição de 2014. Mas não é só isto. O que está em jogo é, depois da derrota histórica do socialismo ao final do século XX, a possibilidade ou não de reconstrução de uma alternativa que reponha na agenda política a questão da soberania democrática e popular. Esta é a questão hoje colocada nos cinco continentes.

Com a palavra, no caso do Brasil, o governo. Mas não só: com a palavra, também, todos nós.

Leia também:


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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/flavio-aguiar-a-direita-brasileira-e-o-sadomasoquismo.html

DIRCEU: JUDICIÁRIO NÃO É PODER ABSOLUTO. “FOI UMA FARSA !”

03.01.2013
Do blog CONVERSA AFIADA,29.12.12
Por Paulo Henrique Amorim

Roxin reafirmou o ululante: para condenar, há que haver provas!


Do amigo navegante Paulo de Tarso Genro, conforme noticiou a Folha (*),


O ano da conclusão de uma farsa, por José Dirceu


O ano de 2012 entrará para a história do Brasil como o de concretização de uma farsa político-jurídica e midiática elaborada e montada com o objetivo maior de, por vias indiretas, atingir o projeto de desenvolvimento do país iniciado com a chegada do companheiro Lula à Presidência da República.
Um projeto que, hoje, bem consolidado e conduzido pela presidenta, Dilma Rousseff, ameaça os antigos detentores do poder porque desarticula as perversas desigualdades sobre as quais esses velhos governantes estruturaram seu domínio sobre as vontades populares.
Sustentados nos meios de comunicação, poder sob forte monopólio e ainda controlado pelas velhas oligarquias, avocaram para si a pretensa prerrogativa de ser voz da opinião pública nacional e passaram a pressionar o Poder Judiciário para que este exibisse ao país a prova incontestável de que a era da impunidade acabou.
E esse marco só teria lugar se o julgamento da Ação Penal 470, apelidada de Mensalão como parte dessa estratégia, resultasse em um desfecho pré-conhecido: a minha condenação como mentor de um inexistente esquema de compra de votos no Congresso Nacional.
Fortemente pressionado — afinal, já no recebimento da denúncia se sabia que o STF (Supremo Tribunal Federal) decidira “com a faca no pescoço”—, o tribunal maior do país não resistiu e sucumbiu.
Trilhou o caminho do julgamento eminentemente político, mesmo sendo uma Casa eminentemente técnica, ainda mais em questões penais.
Tal escolha impede o fortalecimento dos princípios constitucionais fundamentais, o que se daria com o sopesar dos direitos e garantias legais do Estado e dos cidadãos, no lugar de um julgamento em que se aceitou condenar sem provas.
Soou ser mais importante dar uma explicação à “opinião publicada” — não qualquer explicação, mas a única esperada, a condenação. Como se a impunidade não estivesse presente em justas absolvições.
Nessa esteira, cometeu-se toda a sorte de inovações jurídicas: do ineditismo de um julgamento com dezenas de réus sem a possibilidade de duplo grau de jurisdição à utilização parcial de uma teoria jurídica para a dispensa de provas, na qual o próprio autor apontou equívocos de interpretação em sua adoção.
Os vários réus julgados coletivamente, ainda que com direito a outros foros, serviam à composição de um julgamento complexo, ampliando os espaços para decisões contraditórias e imprecisas, em que o ônus da prova cabia ao acusado, não ao acusador. Foi o que se viu.
As poucas vozes dissonantes que tinham espaço na grande mídia não hesitaram. “Dado que uma das peculiaridades do julgamento foi o valor especial das ilações e deduções, para efeito condenatório”, escreveu o colunista Jânio de Freitas, que pautou suas intervenções nas ponderações sobre o que se estava ocultando no processo.
Em inúmeras outras manifestações públicas, a data e o cronograma do julgamento foram criticados, por concorrerem, influírem e serem influenciadas pelo processo eleitoral em curso.
Marcar o julgamento para o mesmo período que as eleições? A cautela e o desejo de isenção recomendariam ou antecipação, ou adiamento, para insular a Corte. Mas não: subverteu-se o bom senso para afirmar que a opção só reforçava o caráter isento que o julgamento deveria ter.
O comportamento do relator da AP 470 também foi aqui e ali criticado, muitas das vezes pelos próprios colegas, como se fosse sua visão “a única verdade possível”, ou como se o resultado do juízo feito por um colegiado não devesse ser alvo de contraditórios e divergências.
Forjou-se um herói nacional, não pelas massas e movimentos sociais, mas das letras e imagens midiáticas. 
Assim, foi tratado com desprezo o fato de inexistir relação entre o voto parlamentar e o suposto ato da compra desse mesmo voto, pois isso derrubaria a tese central do chamado “Mensalão”.
Da mesma forma, preferiu-se fechar os olhos ao fato de que a natureza dos recursos utilizados na agência DNA Propaganda não era pública, contrariamente ao que propagou no decorrer do julgamento.
Foi menosprezado o documento do Banco do Brasil que nega o caráter público dos recursos, afinal, a Visanet é, de fato, uma empresa privada e multinacional, cuja sociedade é composta por 24 bancos.
Ademais, o BB é sócio minoritário, sem jamais ter aportado dinheiro na Visanet, o que desfaz a compreensão adotada pelo STF. Também se ignorou o fato de que uma auditoria pública feita pelo BB não encontrou irregularidades nas contas do fundo Visanet.
Mas o mais aviltante foi verificar a divergência na utilização da teoria do domínio do fato. Tal teoria, escolhida para me condenar sem provas, serviu para sustentar o argumento de que minha posição à época não permitia que se tivessem cometidos crimes sem meu conhecimento.
Isso aos olhos de parte dos ministros do STF, pois, para o autor dessa mesma teoria, o jurista alemão Claus Roxin, “o dever de conhecer os atos de um subordinado não implica corresponsabilidade” e “a posição hierárquica não fundamenta, sob nenhuma circunstância, o domínio do fato”, pois “o mero ter que saber não basta”.
Roxin reafirmou o ululante: para condenar, há que haver provas!
Costuma-se dizer que decisão judicial não se discute, cumpre-se. De fato, devem ser cumpridas, sob pena de caos institucional. Mas, sempre que se entender apropriado, devem ser discutidas. Contestadas, criticadas e, se possível, corrigidas. Pois é isso que faz toda instituição crescer e vicejar —inclusive o Judiciário, que não é um Poder absoluto.
Não será esta a primeira vez que minha fibra e a firmeza de minhas convicções e lutas serão postas à prova. 
Já disse outrora que entrei e saí do governo sem patrimônio, sem praticar qualquer ato ilícito ou ilegal, seja na condição de dirigente do PT, seja na de parlamentar ou de ministro de Estado.
Minha condenação se dá sem provas e a má aplicação da teoria do domínio do fato não apagará isso.
Como nas vezes anteriores, seguirei lutando. Para provar minha inocência e para que sigam acesas as chamas dos ideais e sonhos que ajudei a construir, a compartilhar, a defender e a realizar, dentro e fora do governo.
Após o ano da concretização de uma farsa, que 2013 seja o ano do ressurgimento da verdade.

José Dirceu, 66, é advogado, ex-ministro da Casa Civil e membro do Diretório Nacional do PT
.

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Clique aqui para ler o Safatle: “Entrada de Ministro (Fux) no STF é opaca”.

Aqui para ler “STF é tribunal político: chega de ‘técnico

Aqui, “Gilmar, o ator do mensalão: Ban-co-do-Bra-sil !”, onde se prova que o dinheiro da Visanet não é público.

Aqui, “Lula vai para a rua em 2013”.

E aqui para ver que a “Dilma tem a ver com mensalao, sim !”.

Paulo Henrique Amorim

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/2012/12/29/dirceu-judiciario-nao-e-poder-absoluto-%E2%80%9Cfoi-uma-farsa-%E2%80%9D/

MÍDIA PARTIDARIZADA "Lulismo" e os meios de comunicação


03.01.2013
Do portal da Revista Carta Maior
Por Ariel Goldstein - Página/12

Apesar da inegável capacidade de Lula de estabelecer com as camadas populares uma relação profunda de identificação, o poder dos meios de comunicação na sociedade brasileira não foi minado. 

Lula é percebido como alguém que ameaça, com sua estima popular e com suas possibilidades presidenciais até 2014, o status quo midiático brasileiro. Destruir o capital político do ex-presidente, que havia crescido com o triunfo de seu candidato Fernando Haddad nas últimas eleições municipais, parece ser um objetivo visível. O artigo é de Ariel Goldstein.

Buenos Aires - Num artigo recente, o historiador inglês Perry Anderson estabeleceu as diferenças entre a cobertura feita pela mídia internacional e a brasileira sobre o governo Lula, assim:

“Aquele cujas impressões a respeito de seu governo viessem da imprensa internacional teria um choque ao encontrar o tratamento dado a Lula nos meios de comunicação brasileiros. 

Praticamente desde o início, a The Economist e o Financial Times ronronaram satisfeitos com as políticas pró-mercado e com a concepção construtiva presidência de Lula (...). O leitor da Folha ou do Estadão, para não falar da Revista Veja, estava vivendo num mundo diferente. 

Normalmente, em suas colunas, o Brasil estava sendo governado por um grosso aspirante a caudilho, sem a menor compreensão dos princípios econômicos ou respeito pelas liberdades civis, uma ameaça permanente à democracia e à propriedade privada”.

Uma situação similar se produziu durante a recente visita da comitiva brasileira a França. 

Enquanto o ex-presidente estava junto da mandatária Dilma Rousseff, e o país era lembrado na capa do semanário francêsChallenge como “Brasil, o país onde se precisa estar”, as declarações do empresário condenado por corrupção Marcos Valério sobre um suposto benefício de Lula do esquema do Mensalão inundavam as páginas dos periódicos de maior tiragem nacional. 

A insistência na desqualificação da imagem de Lula por parte da imprensa obrigou Dilma Rousseff a ensaiar uma defesa, na França: “Repudio todas as tentativas de destituir Lula da imensa carga de respeito que o povo brasileiro tem por ele”, ao tempo em que Hollande observava que “Lula tem na França uma grande imagem” e “é visto como uma referência”.

A ênfase crítica especial que a imprensa brasileira demonstrou com o ex-presidente obriga necessariamente a uma reflexão: é verdade, como observa Anderson, que “o relacionamento direto de Lula com as massas” interrompeu um ciclo, “minando o papel dos meios de comunicação na formação do cenário político”?

Apesar da inegável capacidade de Lula de estabelecer com as camadas populares uma relação profunda de identificação, o poder dos meios de comunicação na sociedade brasileira não foi minado. Lula é percebido como alguém que ameaça, com sua estima popular e com suas possibilidades presidenciais até 2014, o status quo midiático brasileiro. Destruir o capital político do ex-presidente, que havia crescido com o triunfo de seu candidato Fernando Haddad nas últimas eleições municipais, parece ser um objetivo visível.

A relação tensa entre Lula e o PT com os meios de comunicação possui uma história que antecede à sua chegada à presidência – o que produziu uma mutação na relação. Estas tensões começaram a aumentar durante as eleições de 1989, 1994 e 1998, quando os meios dominantes teceram múltiplas acusações para desacreditar o candidato petista. Durante as eleições de 1989, sobressaiu a atuação da Rede Globo para construir, como rival de Lula, Collor de Mello, um candidato da elite brasileira e sem lastro partidário, editando o debate televisivo do segundo turno notoriamente a favor deste.

Esta história de operações contra a sua imagem explica a aversão em relação aos meios de comunicação, que existe tanto em Lula como em outros líderes partidários, como José Dirceu, seu chefe da casa civil entre 2003-2005.

Apesar disso, a elaboração de uma legislação reguladora da comunicação parece estar distante, no Brasil. Em que pese a insistência do que poderia ser chamado de “a velha guarda dirigente do PT”, como Dirceu, Genoino e o atual presidente, Rui Falcão, que que saíram intensamente prejudicados com a cobertura do julgamento do mensalão, Dilma Rousseff proclamou em numerosas ocasiões: “Prefiro o barulho da imprensa ao silêncio das ditaduras”, proporcionando uma resposta, tanto às exigências de regulação como às acusações dos grandes meios de que assim se tentaria cercear a “liberdade de expressão”.

O conflito se torna estrutural, pois remete a questões que vão desde o papel do comunicador popular que Lula exerce, o que o situa na lógica alternativa à unidirecionalidade dos grandes meios, até a mudança de elites políticas produzida pelo PT, que dificulta as mediações internas características das relações governo-imprensa, previamente, assim como a agenda progressista do governo, que tende a entrar em conflito com a cosmovisão dos meios conservadores.

É por isso que os recorrentes picos de tensão que atravessam esta complexa relação parecem desde o começo uma medição de forças entre atores que não permitem resoluções de “soma zero”; entre a negociação e o conflito os contornos dessa transição se vão definindo.

(*) Sociólogo (UBA). Bolsista do Conicet, no Instituto de Estudos da América Latina e do Caribe (Iealc).

Tradução: Katarina Peixoto
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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=21464

PT SE DESCOLA DA DILMA. A DILMA SÓ SE ELEGE COM ELE

03.01.2012
Do CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

O caminho “técnico” da Dilma não é o do PT. A rua tem que tirar o PT do círculo de concreto do PAC.


Saiu na Folha (*):

PT AFIRMA HAVER CAMPANHA PARA TACHAR LULA DE CORRUPTO


Num documento em que prega a necessidade de produzir uma narrativa histórica própria sobre os dez anos em que comanda o governo federal, o PT se diz vítima de uma campanha de desmoralização e compara o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Getúlio Vargas e João Goulart. 

(…)

O texto de convocação ataca a mídia e “grupos incrustados em setores do aparelho de Estado” como substitutos dos partidos da oposição em uma suposta tentativa de desqualificar o PT. (Assim) “grandes episódios de corrupção” dos governos Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e Fernando Collor (1990-1992) “nunca mereceram investigação que levasse seus responsáveis à punição pela Justiça”.

Navalha
O PT começa a localizar o adversário principal.
A Casa Grande e seu entorno.
Não é o PSDB, o PMDB, ou o DEMO.
Esses são rios afluentes.
São puxadinhos da Casa Grande.
Na sala de jantar do Golpe hoje se sentam o PiG (**) e seus capatazes, o Supremo (nos “Chinco Campos”(***)), o Ministério Público do brindeiro Gurgel e instituições que o PT chama de “aparelho de Estado”.
Já que usa expressão a “aparelho de Estado”, podia recorrer à mesma fonte gramsciana e formular uma política para disputar o jogo no “sociedade civil”.
Chega de estrategia de Economia.
Deixa os tucanos se reunirem à volta do Farol de Alexandria – clique aqui para ler – para conceber um Real-II e defender a Privataria.
Eles não passam de 1994.
O PT elegeu três presidentes e é o maior partido.
Tem a responsabilidade de formular políticas que defendam e aprofundem a Democracia, combater a desigualdade e promover a prosperidade.
É para isso que o PT governa.
Para melhorar a vida do pobre.
O resto é o luar de Paquetá, para quem não ouviu falar em “luta de classes”.
Não basta ter popularidade alta.
Quando o Brasil ganhou a Copa de 70, a popularidade do Médici devia ser a da Dilma de hoje…
A “carta convocatória” do congresso para 2013 – um ano antes da eleição presidencial – começa a deixar claro que o PT se descola da Dilma.
Assim como a Dilma rompe com o PT, em torno da questão central da Ley de Medios.
Clique aqui para ler “A Dilma tem a ver com o mensalão, sim !”.
A Dilma mantém relações formais e (às vezes) cordiais com o PT.
O Michel Temer está mais feliz que o Rui Falcão.
Chama aquele e não este para jantar em casa.
O que é muito bom.
O caminho “técnico” da Dilma não é o do PT.
O da omelete com a Ana Maria Braga.
O PT deveria voltar às ruas e fritar ovo no asfalto da Avenida Presidente Vargas, ao meio dia, neste verão.
Com o Lula.
(Clique aqui para ver que Lula vai voltar às ruas este ano.)
E extrair de lá ideias, propostas, uma política que não se feche no círculo de concreto do PAC.
Não apenas para defender o Lula de Thomas Jefferson, do Marcos Valério e seus interlocutores supremos.
Mas, a Casa Grande não deveria ficar inteiramente feliz.
O PT pode se descolar da Dilma.
E a Dilma não se re-elege sem o PT.



Em tempo: Bessinha presta aí uma homenagem a José Genoíno que chamou o repórter do PiG (**) de “torturador moderno”. É o PT que não odarela diante da Globo.


Paulo Henrique Amorim


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(***) Ao proferir seu Canto do Cisne e ameaçar o Presidente da Câmara com a cadeia, o decano Celso de Mello citou Chico Campos, o redator da “Polaca”, a Constituição ditatorial de 1937. Em homenagem a ele e a Chico Campos, o Conversa Afiada passa a referir-se aos Cinco Constituintes do Supremo – Celso de Mello, (Collor de) Mello, Fux, Barbosa e Gilmar – como os “Chinco Campos”. E lembra que Rubem Braga, quando passava de bonde pela Praia do Flamengo e via acesa a luz do apartamento do Chico Campos, dizia: “Quando acende a luz do apartamento do Chico Campos há um curto-circuito na Democracia”.

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/2013/01/03/pt-se-descola-da-dilma-a-dilma-so-elege-com-ele/