quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Relatório reafirma práticas antissindicais e racistas da montadora japonesa Nissan

31.10.2013
Do portal REDE BRASIL ATUAL
Por  Viviane Claudino, da RBA

 Entre as táticas para intensificar a tensão, trabalhadores são obrigados a frequentar salas para exibição de filmes relacionados às demissões de associados em outras montadoras

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Trabalhadores da fábrica da Nissan nos EUA: 'direitos dos trabalhadores são direitos civis'

São Paulo – Pesquisa de organização internacional afirma que os trabalhadores da montadora japonesa Nissan, no Mississipi, Estados Unidos, recebem treinamento antissindical desde o primeiro dia de contratação, o que viola padrões internacionais de direitos trabalhistas. Segundo relatório realizado pelo professor especialista em direito trabalhista internacional Lance Compa e pela seção do Mississippi da Associação Nacional pelo Progresso da População Negra (NAACP), a empresa informa aos trabalhadores não possuir um sindicato de classe e, como parte do programa de treinamento, exibe no primeiro dia de trabalho um vídeo com argumentos de que os sindicatos destroem empregos, fecham fábricas ou enfraquece as empresas, que seriam obrigadas a demitir os trabalhadores.

Entre as táticas para intensificar a tensão, os trabalhadores são obrigados a frequentar, durante o horário de expediente, salas para exibição de filmes, em circuito fechado, relacionados às demissões de associados em outras montadoras. Reuniões com gestores também são obrigatórias para apresentação de slides ou palestras com conteúdo contra as organizações de classe.

Segundo o especialista, a montadora em Canton, Mississipi, emprega 3 mil trabalhadores efetivos e mil contratados em regime temporário. Os contratados diretos recebem US$ 23 por hora trabalhada, enquanto os temporários têm o salário de US$ 12 a hora, além de não receber seguro-saúde, pensão complementar, como os contratados. “A Nissan não contrata efetivos há 10 anos, logo após a abertura da fábrica eles começaram as contratações por prestadoras de serviço”, afirma Compa.
O pesquisador aponta que a empresa contrata consultores para reuniões individuais para reforçar a ameaça. “O gestor tem o trabalhador sob controle durante todo o período que ele permanece na montadora. O resultado é a pressão psicológica e o medo de perder o emprego, que impedem que os trabalhadores busquem orientações sobre as leis trabalhistas”, diz Compa,

Segundo ele, a maior parte dos trabalhadores nessa unidade da montadora é formada por negros, enquanto os gestores são em sua maioria brancos. “O estado do Mississipi tem um histórico de racismo e os trabalhadores têm consciência desse legado, tanto que nas entrevistas para a pesquisa alguns expressaram uma preocupação nesse sentido por parte de alguns supervisores. Mas não acredito que se trate de uma política empresarial, e sim questões de relacionamento individual.”

As convenções 87 e 98 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), sobre os princípios e direitos fundamentais no trabalho (1998), proíbem impor pressão, fazer ameaças de qualquer tipo que possam minar o direito dos trabalhadores à liberdade de associação, criar um ambiente de intimidação e medo com respeito à sindicalização, negar acesso aos trabalhadores para que ouçam representantes sindicais dentro do local de trabalho.

No relatório, o especialista informa que a Nissan segue as leis trabalhistas estadunidenses e que não se comprometeu a seguir os padrões internacionais, além de afirmar que o relatório é falso. A empresa reconhece e negocia com sindicatos pelo mundo afora, mas não nos Estados Unidos. 

Vamos tentar interceder com alguma ação política que demonstre o nosso apoio aos trabalhadores norte-americanos”, afirma o presidente da Força Sindical, Miguel Torres.

Para o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, o tema unifica as centrais. “Acho que é uma responsabilidade nossa também ajudar a combater o problema, porque todo o tipo de pratica antissindical nos preocupa”. Os dados foram apresentados na manhã de hoje (31), em entrevista coletiva, na sede da Força Sindical.

Em janeiro, uma delegação da CUT esteve no Mississipi e conheceu de perto a realidade local, comprometendo-se a também atuar para que garantir os direitos dos trabalhadores.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2013/10/programa-de-treinamento-da-nissan-no-mississipi-inclui-videos-e-palestras-contra-sindicatos-408.html

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Fraude em SP: servidores tinham apartamentos de luxo, barcos e até pousada

30.10.2013
Do MSN/ESTADÃO
 
 Quatro auditores fiscais da Prefeitura foram presos nesta quarta após investigação apontar desvios de até R$ 500 milhões para a liberação de imóveis na capital
 
SÃO PAULO - Os quatro servidores municipais presos na manhã desta quarta-feira, 30, acusados de integrar uma quadrilha que desviou até R$ 500 milhões dos cofres da Prefeitura, construíram um patrimônio de R$ 20 milhões e possui uma lista de bens repleta de imóveis de luxo, automóveis caros e barcos. O levantamento foi feito pelo Ministério Púbico, em parceria com a Controladoria Geral do Município.
 
De acordo com as investigações, os quatro auditores fiscais chegaram a receber R$ 2 milhões em um mês de duas construtoras e atuaram entre 2007 e 2012, durante a gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab. A apuração mostra que eles cobravam propina para permitir a quitação do Imposto sobre Serviços (ISS). O documento é fundamental para que as construtoras consigam o habite-se e a liberação de seus empreendimentos.
O dinheiro era depositado na conta de uma empresa, registrada em nome de dois dos investigados. No cruzamento dos dados foi possível detectar que uma construtora recolheu R$ 17,9 mil numa guia de ISS e no dia seguinte depositou R$ 630 mil na conta dos auditores.
 
Entre os bens do grupo, estão imóveis e automóveis de luxo, flats, barcos, uma pousada em Visconde de Mauá, na região serrana do Rio, e até uma lotérica. Um dos auditores tem, sozinho, mais de 30 imóveis. Os bens são incompatíveis com os rendimentos mensais dos servidores, de cerca de R$ 18 mil.
 
Na operação desta quarta-feira também foram apreendidos motos e carros importados, dinheiro (reais, dólares e euros), documentos, computadores e pen-drives. A Justiça determinou o sequestro dos bens.
 
A operação ocorreu na capital paulista, em Santos e também em Cataguases, Minas Gerais. Foram mobilizados mais de 40 pessoas, entre Promotores de Justiça, agentes da Controladoria Geral do Município, e das Polícias Civis de São Paulo e de Minas Gerais.
Veja imagens das apreensões:
 
Investigação desmonta esquema de fraude na gestão Kassab - 1 (© Robson Fernandjes Estadão)
Veja também:

Investigação desmonta esquema de fraude na Prefeitura

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Fonte:http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/fraude-em-sp-servidores-tinham-apartamentos-de-luxo-barcos-e-at%C3%A9-pousada
 

Doenças Psicossomáticas

30.10.2013
Do portal VERBO DA VIDA, 18.01.13
Por Klycia Gaudard
 
Hoje, eu quero falar um pouco a respeito de doenças. Já tem um tempo que medito sobre esse assunto, porque ouvimos muito sobre cura (o que é maravilhoso), mas haverá algo bom em tudo o que falarei a seguir.
 
Vou falar sobre ulcera, dor de cabeça, rouquidão, diarreia  câncer. Você sabe o que essas doenças têm em comum? Elas e muitas outras podem ser consideradas doenças psicossomáticas.
 
Lembro-me de uma vez (antes de me converter), sai com a turma da faculdade e fomos a um lugar em que tinha um karaokê, mas não era aquele tradicional da máquina, era com uma banda mesmo.
 
Chegando lá o pessoal me chamou: “Vamos cantar”. E eu falei: “Vamos sim”. Fui fazer dupla com uma amiga minha. Quando eu peguei o microfone eu estava totalmente sem voz. Graças a Deus a minha amiga tinha uma voz bonita e cantou muito bem.
 
Quando a gente terminou o pessoal deu parabéns vocês arrasaram. E eu não tinha nada de voz. Eu nem percebi que tinha ficado totalmente sem voz só na hora mesmo e isso ocorreu pelo pavor de pegar no microfone e cantar para o público, sem saber cantar.
 
Quantos de nós quando tiveram a oportunidade de ministrar ou falar em público não sente aquele barulho estranho na barriga?
 
Lembro-me que nesse tempo de amamentação tive alguns problemas com stress devido a algumas situações vividas e, percebi que meu leite diminuiu por todas as coisas que vivenciei, lembro que tinha dores de cabeça, dores que pareciam que estavam esmagando meu cérebro…  Isso era terrível!
 
Existem pessoas que vão passando pelos problemas e costumam não falar sobre eles, elas vão guardando dentro de si, vai apenas “engolindo” as coisas e  jogando tudo para o estômago, e de repente surge uma ulcera, uma gastrite.
 
Às vezes, você está passando por muitos problemas, circunstâncias, situações difíceis. Você então percebe que está com o estômago doendo, sentindo queimação e procura um médico, faz uma endoscopia e constata um desses problemas.
 
E tudo isso por quê? Porque você pegou todo aquele sentimento, angústia, aqueles problemas e por não saber lidar com eles e se expressar jogou aquilo para dentro de você. E depois disso, você se depara com uma ulcera.
 
Temos pesquisas comprovadas a respeito de câncer em pessoas cujas causas são doenças psicossomáticas. Segundo a pesquisa existem pelo menos três motivos que levam uma pessoa a ter a doença:
 
1 Herança genética.( não necessariamente ter um parente que também teve a doença)
 
2 Alimentação (aumento de alimentos industrializados)
 
3 Doenças psicossomáticas
 
O que seriam doenças psicossomáticas? O próprio nome já explica, é quando nós somamos os nossos problemas e emoções jogando-os dentro do nosso corpo como se fosse um veneno.
 
Você engole aquele veneno e aquilo produz um mau em sua vida de alguma forma.
 
É interessante a gente pensar nisso porque doenças psicossomáticas não é uma coisa de muitos anos atrás, mas hoje em dia a vida das pessoas tem um ritmo corrido, agitada com exigências de padrão diferentes para ter as coisas, para ser alguma coisa.
 
E muitos não sabem como lidar a essas exigências, não sabem como expressar suas emoções.
 
Existem coisas que você precisa trabalhar em sua vida, para que não engula esse veneno. Precisamos expor, sabendo trabalhar com a Palavra de Deus as coisas que vivemos, para que possamos receber o menos possível dessa influencia negativa em nosso corpo daquilo que temos colocado em nossa mente.
 
Nós já sabemos que a doença não é de Deus. O diabo pode e vai usar as circunstâncias que passamos para trazer um peso maior do que elas normalmente apresentam. Muitas das coisas que vivemos a solução é tão simples, que não sabemos porquê não pensamos nela antes.
 
Falaremos mais sobre isso em nosso próximo texto.
 
Ver todos os arquivos de:
Klycia Gaudard
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Fonte:http://verbodavida.org.br/feminina/feminina-colunistas/feminina-klyciagaudard/doencas-psicossomaticas/

Capitalismo não apresenta mais saídas para a crise, diz historiador

30.10.2013
Do portal da Agência Carta Maior, 29.10.13
Por Cristina Portella
 
Por que discutir Marx hoje? Afinal, não diziam que o marxismo está morto e enterrado? Fomos ouvir dois participantes do Congresso Karl Marx sobre esse tema
 
Cristina Portella
Lisboa - Por que discutir Marx hoje? Afinal, não diziam (alguns ainda insistem em dizer) que o marxismo está morto e enterrado? Fomos ouvir o que opinam sobre o assunto dois especialistas portugueses e participantes do II Congresso Karl Marx: os historiadores Fernando Rosas, um dos organizadores do congresso e professor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, e Manuel Loff, professor da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
 
Fernando Rosas:  “Capitalismo é incapaz de encontrar saídas para a crise”
 
Por que mais um Congresso sobre Karl Marx?
 
É o segundo (o primeiro foi em 2008) e pareceu-nos que era altura de convocar outro numa situação de crise internacional, de crise do capitalismo em grande escala, com reflexos económicos, sociais e políticos tremendos, e em que a leitura, o estudo, o regresso a Marx e aos contributos do marxismo parecem indispensáveis para compreender e atuar nesta situação. E neste sentido achamos que era exatamente este o momento de tornar a realizar um congresso. Tivemos cerca de 70 contribuições, praticamente sobre todos os domínios, economia, política, estética, movimentos sociais, luta de classes, história…
 
A crise económica iniciada em 2007/2008 comprova a falência do capitalismo e a necessidade de retomar com mais intensidade as ideias marxistas?
 
Exatamente, ela prova que Marx tinha razão ao dizer duas coisas muito importantes: o capitalismo quanto mais durava, mais putrefacto e parasitário se tornava. O capitalismo deixa sequer de produzir, e a atual crise é uma crise em grande parte fruto do caráter crescentemente parasitário do capitalismo, do caráter puramente especulativo, financeiro. Isso vem ao encontro daquilo que eram uma das grandes linha de previsão de Marx. E que as crises iam se tornando, simultaneamente mais frequentes, e sobretudo mais profundas e prolongadas.
 
Estamos em crise desde 2007, 2008, sem nenhuma perspetiva de saída fácil à vista, o que coloca o problema de que é preciso apresentar alternativas a este sistema político e buscar no horizonte socialista respostas a esta situação.
 
Portanto, é nas contribuições de Marx, e de outros também, que temos de buscar muitas das respostas às questões com as quais somos confrontados.
 
O que é ser marxista hoje?
 
Há muitas correntes do marxismo hoje, não há nem nunca houve um marxismo.

Acho que o que unifica essas correntes todas é a conscientização de que o capitalismo é um sistema que chegou ao fim, como capacidade de resposta para os desafios da sociedade, e que temos de procurar uma solução alternativa em sociedades de outro tipo, em sociedades socialistas. Ainda que a própria concepção do socialismo seja objeto de polêmica. Mas que estamos a entrar na época do socialismo parece-me claro. O capitalismo está a entrar numa fase incapaz de encontrar saídas. Portanto, acho que as esquerdas por todo o mundo têm que buscar inspiração no socialismo para ver o caminhos que vêm a seguir.

Então o neoliberalismo morreu?
 
O neoliberalismo é a expressão política e ideológica de um capitalismo desesperado e moribundo, disso não tenho dúvida nenhuma.
 
Manuel Loff: “As notícias sobre a morte do marxismo eram exageradas
 
O marxismo morreu ou renasceu no rescaldo da crise de 2007/2008?
 
O marxismo é uma proposta de leitura do mundo, que tem, como todas aquelas que resistem ao tempo, características suficientemente flexíveis para poderem ser aplicadas a qualquer contexto histórico. E isso só depende daqueles que quiserem utilizar essa forma de leitura do mundo. Outra história é se me perguntas se o marxismo como produção política, ideológica à escala internacional está renovada ou não. Como proposta de leitura da realidade ela está sempre presente e é evidente que todas as notícias sobre a sua morte algures no final dos anos 80 e início os anos 90 eram claramente exageradas.
 
E o capitalismo, está no fim? O marxismo pode ser uma ferramenta teórica para a construção de uma alternativa?
 
É uma ferramenta essencial. De resto, naquela que é uma das pré-condições essenciais para a construção de qualquer alternativa que é a conscientização da exploração, da opressão e da necessidade de emancipação. Agora, o que o capitalismo demonstrou e demonstra nos seus 200 anos, na fase industrial e pós-industrial, é uma enorme capacidade de renovação e resistência. Mas isso já sabíamos desde o início. O que não significa que a interpretação central de Marx das contradições essenciais do sistema capitalista não permaneçam perfeitamente válidas.
 
Sim, mas o Marx até agora não conseguiu grande coisa...
 
Os marxistas conseguiram muitas coisas na transformação do capitalismo.

Conseguiram, em determinados momentos da história, o seu fim, a sua ruptura em várias escalas nacionais e numa grande escala internacional. E conseguiram o mal chamado Ocidente desenvolvido, que deu origem à versão mais consolidada do capitalismo que conhecemos, a partir de meados do século XIX, e que conseguiu transformações essenciais no período posterior à II Guerra Mundial. A tal ponto foram essas transformações importantes na construção de políticas sociais básicas, às quais hoje associamos à versão mais avançada de democracia sob as regras da permanência de um mercado capitalista, o Estado Social, que os neoliberais estão hoje totalmente apostados no seu desmantelamento.
 
O que é ser marxista hoje?
 
É antes de mais produto de uma vontade de conhecer de forma crítica o mundo, de nos equiparmos para uma capacidade de leitura independente, autônoma, das formas de ideologia dominantes e hegemônicas, que as nossas próprias condições materiais de vida nos impõem, nos ajudam a reproduzir e sob as quais vivemos. É também um convite, uma necessidade intrínseca à ação política no sentido da transformação. Como dizia o Marx, não basta simplesmente interpretar o mundo, é preciso transformá-lo.
 
Créditos da foto: Cristina Portella
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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Capitalismo-nao-apresenta-mais-saidas-para-a-crise-diz-historiador/4/29367

As trapaças do Grupo Clarín

30.10.2013
Do portal jornal GGN, 29.10.13
Por Blog de Jota A. Botelho no GGN
História do Grupo Clarín, seus negócios com a ditadura militar, a compra irregular do Papel Prensa, a fábrica de papel da Argentina, a sua luta pelo poder e a edificação do monopólio de mídia no país portenho.

 
 O CEO do Grupo Clarín Hector Magnetto, Ernestina Herrera de Noble, e o presidente do jornal La Nácion Luis Bartolomé Mitre
 
Tortura, sangue, horror e os segredos por trás de um jornal chamado Clarín

“Até hoje lembro os rostos de meus torturadores. Porém, nenhum desses rostos, nenhum desses olhares, me persegue e amedronta mais em meus pesadelos que o olhar de Héctor Magnetto [do Clarín] me dizendo que ou assinava a venda de Papel Prensa, ou eu e minha filha seríamos mortas”, relatou Lidia Papaleo.


O caso do grupo Clarín é típico do que ocorre em um sem-fim de países, a começar pelo Brasil, onde um seleto punhado de quatro ou cinco famílias controla ferreamente a distribuição de informação



Argentina: o que há por trás de um jornal chamado Clarín, Parte 1 (31/05/2012) 


Buenos Aires - O prazo final foi dado: dezembro. Ou, para quem aprecia precisão e detalhe, dia sete de dezembro de 2012, uma quarta-feira. É quando o todo-poderoso grupo Clarín, que além do jornal de maior circulação da Argentina (e um dos maiores da América do Sul) detém, na prática, um império de comunicações no país, terá de se enquadrar na nova legislação – ou seja, começar a de desfazer de vários canais de televisão aberta e a cabo, além de um bom punhado de emissoras de rádio. Num estranho neologismo, a questão é tratada, na Argentina, como ‘desenvestimento’. Ora, na verdade a questão é outra: o grupo terá de começar a se desfazer de um patrimônio que é ilegal. Terá de abrir mão de concessões de licenças para operar rádio AM, FM, televisão aberta e televisão fechada. O grupo Clarín tentou, de todo jeito, denunciar essa nova legislação – aprovada, aliás, por esmagadora maioria no Congresso –, questionando sua constitucionalidade e alegando que atingia o direito à liberdade de expressão. A Suprema Corte disse que na nova legislação não há nenhum cerceamento à liberdade de expressão. Denunciar atentados à liberdade de expressão cada vez que seus interesses empresariais são ameaçados é característica dos grupos de comunicação que, na América Latina, funcionam como grandes monopólios e, ao mesmo tempo, como ferozes escudeiros do poder econômico. Cada vez que um desses grupos se sente ameaçado, todos, em uníssono, denunciam que os governos estariam fazendo aquilo que, na verdade, esses mesmos grupos praticam descaradamente em seu dia a dia: o cerceamento à liberdade de expressão. À diversidade de informação. O caso do grupo Clarín é típico do que ocorre em um sem-fim de países, a começar pelo Brasil, onde um seleto punhado de quatro ou cinco famílias controla ferreamente a distribuição de informação. Na Argentina, como no Brasil, esses conglomerados de comunicação funcionam como a verdadeira oposição ao governo. E não no sentido de vigiar, pressionar, denunciar erros e desvios, mas de lançar mão de todas as armas e ferramentas, por mais venais que sejam, para atacar qualquer governo que atente contra os seus interesses e os interesses de determinado poder econômico, que os monopólios das comunicações defendem movidos a ferro, fogo e ausência total de escrúpulos. Vale a pena recordar como atua o grupo Clarín, fervoroso defensor do sacrossanto direito à liberdade de expressão. Sua prática, na defesa desse credo, é no mínimo esdrúxula: controla 56% do mercado de canais de televisão aberta e a cabo, e uma parcela ainda maior das emissoras de rádio; manipula contratos de publicidade impedindo que os anunciantes comprem espaço na concorrência; e, como se fosse pouco, ainda briga na Justiça para continuar exercendo o monopólio da produção e distribuição do papel de imprensa no país. Não se trata de discutir o conteúdo – incrivelmente manipulado, aliás – dos meios de informação controlados pelo Clarín em todas as suas variantes. Trata-se apenas e tão somente de discutir até que ponto é lícito que um determinado grupo exerça semelhante controle sobre o volume de informação que chega aos argentinos. Diante desse quadro, é fácil entender que o que fez o governo de Cristina Fernández de Kirchner é, para o grupo Clarín, algo inadmissível. Afinal, além da intervenção na fábrica Papel Prensa, fazendo com que o Estado assumisse o controle da produção, distribuição e venda de papel a jornais e revistas, o governo baixou uma lei, aprovada pelo Congresso, que dividiu o espaço da transmissão de televisão aberta e fechada em três partes iguais. Um terço desse espaço permanece em mãos de grupos privados, como o próprio Clarín. Outro terço passa a ser dividido entre emissoras públicas (nacionais e estaduais), e o terço final passa a emissoras que estarão sob controle da sociedade civil, através de organizações sociais. Quem está atuando além desses limites terá de abrir mão de licenças e concessões, que na Argentina – como no Brasil – são públicas. Além disso, quem for dono de canais abertos não poderá ser dono de distribuidoras de canais a cabo numa mesma região. O grupo Clarín tem superposição de canais abertos e fechados em Buenos Aires, Córdoba, Mar del Plata e Bahía Blanca. Vai ter de escolher. Além disso, ao fundir duas distribuidoras de canais a cabo, a Calevisión e a Multicanal, estourou todos os limites de concessões estabelecidos pela lei (são cerca de 225 canais em mãos do grupo, e isso, para não mencionar as estações de rádio AM e FM). A nova legislação foi questionada, é claro, por várias corporações que foram e serão atingidos. A gigantesca Telefônica espanhola, por exemplo, controla nove canais de televisão aberta no país. Terá abrir mão de todos, a menos que aceite integrar alguma cooperativa junto a organizações sociais. Ninguém, em todo caso, fez o estardalhaço que o grupo Clarín está fazendo. Há uma explicação: o grupo decidiu partir, altaneiro, para o tudo ou nada. Confiou no próprio poder e na fraqueza do governo. Tropeçou feio: Cristina Kirchner se reelegeu em 2011, e agora a Justiça decidiu que a nova lei tem data, sete de dezembro de 2012, para que seja cumprida. A fúria do Clarín é evidente e é compreensível. Fez todas as apostas erradas, e está perdendo uma por uma. A mais delicada dessas apostas foi a que fez no segundo semestre de 1976, quando ganhou – na base de uma cumplicidade sórdida com a ditadura militar que sufocava o país – o controle da produção e da distribuição de papel de jornais e revistas na Argentina. Foi o auge de seu poder, que agora começa a ser rapidamente minado. Já não há torturadores e militares corruptos e sanguinários a quem recorrer. Restou recorrer à Justiça. Foi quando o grupo começou a perder.

Argentina: o que há por trás de um jornal chamado Clarín, Parte 2 (04/06/2012)



Na América Latina, não é nada incomum – aliás, muito pelo contrário – que, durante regimes de exceção, que é como os delicados de vocabulário e os débeis de caráter chamam as ditaduras, grandes conglomerados de comunicações tenham surgido, se consolidado e se transformado em impérios. É curioso reparar como a forma em que esses grupos e organizações foram criados corresponde a uma clara divisão do mercado, cuidando sempre de reservar espaço para que atuem, na prática, como monopólios. Assim, passam a impor suas vontades e suas visões do mundo, que no fundo são o eco exato do que dita a voz do poder econômico. Dizem não depender do governo, o que, a propósito, é mentira. Nada dizem de sua dependência vital, direta, do poder econômico, sua verdadeira verdade. Observar essa espécie de fenômeno comum às nossas comarcas mostra a clara existência de um modelo, implantado aqui e acolá com leves variações, mas sempre ao redor do mesmo mecanismo. Por trás da furiosa oposição que o grupo Clarín faz ao governo de Cristina Fernández de Kirchner existe uma história linear, típica desse mecanismo. O grupo apoiou sem pejos uma ditadura espúria, com todos os ingredientes comuns às nossas comarcas (favorecimento do poder econômico à custa do atropelo dos direitos civis mais elementares, sedução e cumplicidade de parcelas das classes médias, omissão diante da atuação brutal dos agentes encarregados de impor o terrorismo de Estado, através de prisões ilegais, torturas, assassinatos e desaparecimentos de opositores). Nesse período, se fortaleceu enormemente. Assim, o retorno da democracia encontrou o grupo consolidado, e oscilando levemente ao sabor dos novos ares. Soube ser crítico na medida exata – medida limite – durante todos os governos seguintes, observando sempre que não fossem tocados de forma direta seus interesses (ou seja, os do poder econômico preponderante, o interno e o externo) e que as manchas do passado não fossem trazidas à luz do sol. Até que tropeçou com um governo de outra tintura, que resolveu correr o risco de enfrentar os tais interesses e atiçar o passado. A crescente polarização que a Argentina vive nos últimos anos não faz mais que fortalecer esse embate. O espaço para a crítica clara e frontal – e o governo de Cristina Kirchner merece e deve ser criticado em copiosos aspectos – perdeu lugar para a confrontação aberta, sem regras e princípios. A manipulação e a distorção de fatos e informações passaram a ser o pão de cada dia. Acontece que, muitas vezes, não basta com ocultar ou sabotar informação. A vida tem seus próprios caminhos, e esses caminhos frequentemente escapam do controle dos que se acreditam capazes de controlar a própria realidade. Agora mesmo tornou a saltar ao sol uma das fontes de tamanha fúria, um dos grandes nós desta questão: o passado do Clarín. Trata-se de uma série de revelações que o jornal já não consegue mais tapar. Dia desses, e uma vez mais, Lidia Papaleo, viúva de David Graiver, falou. Agora, diante de um tribunal. E tornou a repetir, com mais detalhes que antes, o que viveu depois da misteriosa morte do marido no México, em agosto de 1976 (a ditadura de Videla tinha escassos cinco meses de vida), num desastre de avião jamais explicado. Agora, e de novo, ela contou, com todas as letras, como foi coagida a vender ao Clarín as ações com que Graiver, um financistas astuto e brilhante, controlava a Papel Prensa, única fornecedora e distribuidora de papel-jornal no país. Contou como foi presa depois – depois – de ter fechado o negócio. Os compradores foram o desaparecido jornal ‘La Razón’, o ‘La Nación’, e, levando a maior parte, o ‘Clarín’. A certa altura de seu depoimento, Lidia Papaleo contou das sevícias que padeceu. Muitas vezes, depois de vexada, era largada estendida no chão da cela ou da sala de tormento. ‘E então eles vinham e cuspiam e ejaculavam em cima de mim’, contou ela. Antes que o juiz interrompesse a sessão para que o público abandonasse o recinto e ela pudesse continuar com seu rosário de horrores, Lidia disse:
– Até hoje lembro os rostos de meus torturadores. Porém, nenhum desses rostos, nenhum desses olhares, me persegue e amedronta mais em meus pesadelos que o olhar de Héctor Magnetto me dizendo que ou assinava a venda de Papel Prensa, ou eu e minha filha seríamos mortas.
Pois bem: Héctor Magnetto era e continua sendo o principal executivo do grupo Clarín. Foi quem, naquele distante 1976, e antes do sequestro e das torturas de Lidia Papaleo, se reuniu com ela, e foi diante dele que ela capitulou. Meses depois, assim que a transação foi sacramentada, Lidia acabou sendo levada para os calabouços do horror. Por quê não a prenderam antes? Por uma questão legal: havia uma lei que passava diretamente às mãos do Estado as propriedades dos subversivos presos. E a ditadura não queria se apoderar da fábrica Papel Prensa: queria compensar os bons serviços prestados ao regime pelos três jornais contemplados. Por quê a prenderam? Por achar que havia mais patrimônio a ser espoliado. E porque era mulher, tinha sido casada com um financista acusado de cuidar do dinheiro dos Montoneros e, enfim, porque prender, violar e vexar era parte da rotina do sistema que compensou o silêncio cúmplice e interessado dos Magnettos da vida. Assim começou a fortaleza e o império do grupo Clarín. Depois vieram as concessões de rádio e televisão em cascata, depois veio todo o resto. Essa a história que há por trás da história. Os mesmos métodos aplicados contra Lidia Papaleo continuam sendo aplicados no dia-a-dia do grupo. Nisso, pelo menos, há que se reconhecer uma consistente coerência: os que controlam o grupo Clarín jamais deixaram de ser o que foram. Continuam agindo como agiram, e cuidando, sempre, de jamais se aproximar da perigosa linha que marca o início de um território que desconhecem, chamado dignidade. Por Eric Nepomuceno, de Buenos Aires, em Carta Maior

Corte Suprema argentina declara Ley de Medios constitucional


A Corte Suprema de Justiça da Argentina colocou fim à controvérsia judicial sobre a constitucionalidade da lei de Serviços de Comunicação Audiovisual.

Buenos Aires - Após mais de quatro anos, a Corte Suprema de Justiça da Argentina colocou fim à controvérsia judicial sobre a constitucionalidade da lei de Serviços de Comunicação Audiovisual, aprovada em 2009 pelo Congresso e freada parcialmente por um recurso do Grupo Clarín. A máxima instância da Justiça argentina declarou constitucionais os quatro artigos questionados pelo grupo midiático: 41, 45, 48 e 161. (Leia aqui a íntegra da decisão)
Na decisão, os magistrados consideraram que “não se encontra afetado o direito à liberdade de expressão do Grupo Clarín” e que as “restrições de ordem estritamente patrimonial” que estabelece a norma “não são desproporcionais frente ao peso institucional que possuem os objetivos da lei”. Afirmaram ainda que a lei “regula o mercado de meios de comunicação sem efetuar distinção alguma a respeito dos sujeitos alcançados por suas disposições”, ou seja, que não tem o objetivo de prejudicar um grupo ou meio de comunicação em particular, mas sim regular todo o mercado audiovisual. “A perícia não aponta que as restrições tenham poder suficiente para comprometer ou colocar em risco a sustentabilidade econômica ou operacional das empresas que compõem o Grupo Clarín, ainda que possa levar a uma diminuição de seus lucros ou rentabilidade”, diz a sentença que leva as assinaturas de Lorenzetti, Zaffaroni, Highton de Nolasco, Petracchi, Maqueda e Argibay, estes últimos com dissidências parciais. Os juízes entenderam que a conclusão do perito econômico sobre a falta de sustentabilidade que a regulação impõe ao grupo é “uma afirmação dogmática que não foi devidamente fundamentada”. Além disso, a Corte Suprema questiona “como é possível que outros grupos resultem economicamente sustentáveis”, considerando o argumento do Clarín de que sua adequação ao limite de concessões o tornaria inviável economicamente. A sentença aponta que a liberdade de expressão pode ser entendida em duas dimensões, a individual e a coletiva, e entende como correto que o Estado regule nesse aspecto. “Os meios de comunicação têm um papel relevante da formação do discurso público, motivo pelo qual o interesse do Estado na regulação resulta inquestionável”, afirmaram os ministros, argumentando ainda que é lícita a “sanção de normas que a priori organizem e distribuam de maneira equitativa o acesso dos cidadãos aos meios massivos de comunicação”. Além disso, não levaram em conta a distinção entre as concessões que ocupam espectro radiofônico e as que não ocupam (como a televisão a cabo), sustentando que “o fundamento da regulação não reside na natureza limitada do espectro como bem público, mas sim, fundamentalmente, em garantir a pluralidade e a diversidade de vozes”. Sobre o artigo 45, que estabelece os limites à multiplicidade de concessões, a Corte considerou que as restrições “aparecem como apropriadas ou aptas para permitir a participação de um maior número de vozes” e deu por justificada para a televisão a cabo a limitação a 35% de assinantes e a 24 licenças, assim como também a diferenciação entre TV a cabo e TV via satélite. A sentença declarou ainda constitucional o prazo de um ano disposto pelo artigo 161 para a adequação e afirma que, após esse prazo, “o artigo 161 da lei resulta plenamente aplicável à autora”. Sobre o final da resolução, a Corte recordou que não é sua função estabelecer “se a lei 26.522 se adequa ou não aos avanços tecnológicos, se é uma lei obsoleta, se trata ou não de uma lei incompleta ou inconveniente, ou, em outras palavras, se se trata da melhor lei possível”. Assinalou ainda que a norma “perderia sentido sem a existência de políticas públicas transparentes em matéria de publicidade oficial”. Também observou que “a função de garantidora da liberdade de expressão que corresponde ao Estado” se desvirtua se através de subsídios ou da repartição da pauta oficial “os meios de comunicação se convertem em meros instrumentos de apoio a uma corrente política determinada ou em uma via para eliminar o dissenso e o debate plural de ideias”. No mesmo sentido, rechaçou que os meios públicos sejam “espaços a serviço dos interesses governamentais” e defendeu que a AFSCA (a agência de regulação do setor na Argentina) seja “um órgão técnico e independente”. 

Tradução: Marco Aurélio Weissheimer, em Carta Maior (29/10/2013)
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Fonte:http://jornalggn.com.br/video/as-trapacas-do-grupo-clarin

Adilson Filho: Anonymous tira do ar site de Sindicato; é o fim da picada

30.10.2013
Do blog VI O MUNDO, 28.10.13
Por Adilson Filho, especial para o Viomundo
 

Primeiro, tentaram calar os partidos políticos a base da violência, depois se infiltraram no movimento social para, de forma arrogante, impor a prática de violência. Depois, uma tal de Sininho aparece no Globo dizendo que o sindicato não tem legitimidade para deliberar o fim da greve mas sim o povo (quem ela pensa que é?!).

Aí, o pessoal da Mídia Ninja tenta nos fazer crer que vivemos numa ditadura e que o país tá mergulhado numa m. sem fim. Na linha de frente, uma garotada dos subúrbios cheia de gás pra botar pra quebrar nas ruas, essa agora dominada quase que exclusivamente, por jovens burgueses equipados com máscaras, capacetes e Iphones, determinados pro confronto em nome da causa que defendem.

Agora, no final de semana, Anonymous tirou do ar o site do Sindicato Estadual  dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ). É o fim da picada atrapalhar um canal de comunicação que a classe trabalhadora dispõe,  bem como levar uma menina com ares de “musa dos protestos”, a dizer numa assembleia que quem tem que decidir pelo fim da greve é o povo (!) e não os professores…

Há quem diga que não é possível observar uma linha única de atuação, pois os movimentos são multifacetados. Concordo em parte.

Os movimentos têm, de fato, muitas causas e motivações, mas é possível, sim, enxergar traços em comum nas pessoas que participam dos protestos pós-junho. Um descaso com as lutas anteriores e as conquistas históricas da nossa democracia (fruto, acredito, de um certo grau de desconhecimento da nossa conturbada trajetória política social), um desprezo pelos instrumentos democráticos tradicionais – pelos partidos políticos, e agora como vimos pelo sindicato – uma certa dose de arrogância e, pelo visto, muita disposição de ir pra cima do que tiver que ser na base do atropelo, da imposição e da violência se for preciso.

Acho que essa turma, precisa, sim, saber que esse rompante alucinado de atropelar tudo na base da violência (física, verbal ou simbólica) demonstra traços autoritários encontrados nesses governantes que ela mesmo está pedindo a cabeça.

Nota do  Sepe: Site sofre sofre ataque de hackers

O Sepe informa que a página do sindicato foi atacada por hackers na madrugada deste sábado e, por conta disto, várias notícias foram deletadas do nosso noticiário. Pedimos desculpas ao profissionais de educação pelo contratempo e estamos trabalhando para atualizar o site novamente.
 
Entre as informações perdidas, o post sobre o resultado da assembleia da rede municipal de ontem (dia 25), que decidiu pela suspensão da greve nas escolas municipais do Rio.
 
Leia também:

Bepe Damasco: Professores do Rio perdem com a violência
Marcio Saraiva: Sem querer, Black Bloc ajuda direita antidemocrática
Adilson Filho: Nós não precisamos de violência para sermos ouvidos
 
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/adilson-filho-anonymous-retira-do-ar-site-do-sep.html

14 fotos da Terra de tirar o fôlego na visão da Estação Espacial Internacional

30.10.2013
Do portal JORNAL CIÊNCIA, 21.10.13
Por Osmairo Valverde

 
A Estação Espacial Internacional é o maior laboratório espacial do mundo.
  
 Ele foi completamente concluída e colocado em órbita no nosso planeta em 1998 e foi “desativada” em 8 de julho de 2011 pela missão STS-135.
 
 Atualmente, ela encontra-se em ‘baixa órbita’, em uma faixa que fica entre 340 km e 353 km. Nesta distância, é possível observá-la a olho nu daqui da Terra. Ela viaja, em média, a 27.710 km/h e faz 15 voltas completas na Terra em 1 dia.
 
 As imagens que foram registradas através de sua cabine ficarão na história da humanidade e você confere algumas delas abaixo:

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Fonte:http://jornalciencia.com/universo/diversos/3094-14-fotos-da-terra-de-tirar-o-folego-na-visao-da-estacao-espacial-internacional

As crianças soldados da República Democrática do Congo

30.10.2013
Do portal da REVISTA CARTACAPITAL, 29.10.13
Por Gabriel Bonis          

Relatório da ONU ressalta "recrutamento endêmico" de crianças por grupos armados. Elas são utilizadas, entre outros lugares, em minas de metais para tablets e gadgets
UNICEF/HQ03-0555/LeMoyne
Congo
Relatório da ONU ressalta "recrutamento endêmico" de crianças por grupos armados. Elas são utilizadas, entre outros lugares, em minas de metais para tablets e gadgets



De Londres
 
Um grave, e infelizmente comum, problema em muitos países da África deixou a missão de paz da ONU na República Democrática do Congo (Monusco, da sigla em francês) "extremamente preocupada". Segundo um relatório publicado na última semana, entre janeiro de 2012 e agosto de 2013 cerca de 1 mil casos de crianças recrutadas por grupos armados congoleses foram registrados.
 
O primeiro levantamento da missão da ONU sobre crianças soldados no país ressalta que "o recrutamento permanece endêmico" na RDC, apesar de campanhas de conscientização e tentativas de pacificar grupos armados. O número elevado de casos nos últimos dois anos, acreditam as Nações Unidas, ocorreu devido a novos conflitos internos no país africano.
 
O relatório aponta que o grupo armado Nyatura foi o que mais recrutou: 190 crianças ao todo. Em seguida aparecem as Forces Démocratiques de Libération du Rwanda (FDLR), com 137, e o Movimento 23 de Março (M23), com 124.
 
Os recrutados, diz o relatório, frequentemente são vítimas ou testemunhas de graves violações dos direitos das crianças, como estupros, sequestros, assassinatos e mutilações. Na maioria dos casos, os soldados infantis são sequestrados e forçados a se juntarem a tropas. Outros escolhem, porém, entrar nestas organizações atraídos por promessas de dinheiro, educação, empregos e outros "benefícios".
 
Em geral, as crianças soldados acabam utilizadas como porteiros, cozinheiros, espiões, escravos sexuais, guardas e combatentes. Mas, segundo a ONU, crianças recrutadas pelo grupo M23 também tinham entre suas "tarefas" enterrar corpos de pessoas mortas durante conflitos com o Exército Nacional da RDC e outros grupos armados.
 
Uma recente reportagem da revista National Geographic traça ainda um paralelo das crianças soldados com os interesses tecnológicos e consumistas de países mais desenvolvidos que a RDC. O texto, assinado pelo repórter Jeffrey Gettleman, narra como as crianças soldados congolesas são exploradas em minas de cobre, cobalto, estanho e ouro, que possivelmente estão presentes em grande parte dos tablets, celulares, notebooks, entre outros gadgets, vendidos fora da África.
 
As crianças soldados, além disso, também trabalham em minas de diamantes que, vendidos nos exterior, comumente em anéis de noivado, sustentam os grupos armados e seus sangrentos conflitos.
 
O governo da RDC tem um acordo com a ONU para evitar e prevenir o agenciamento de crianças na luta armada, além de responsabilizar os culpados por graves violações contra os direitos das crianças.
 
Em agosto deste ano, a missão da ONU libertou 82 crianças do grupo Mayi Mayi Bakata. Eram 69 garotos e 13 meninas, com entre oito e 17 anos. Cerca de metade delas foi imediatamente reintegrada a suas famílias, enquanto outros receberam tratamento antes desta etapa. Do início do ano até setembro foram mais de 550 crianças libertadas.
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Fonte:http://www.cartacapital.com.br/internacional/as-criancas-soldados-da-republica-democratica-do-congo-1074.html/view

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Direita perde prestígio, no Brasil e nos EUA

29.10.2013
Do blog O CAFEZINHO, 28.10.13
Por Miguel do Rosário
 
A Folha de hoje nos oferece quatro notícias boas.
 
A primeira é dada pela ombudsman do jornal, Suzana Singer. Depois de chamar Reinaldo de “rottweiler”, Singer informa que “poucos se manifestaram a favor de Reinaldo”, ou seja, quase ninguém elogiou a sua contratação. Bom sinal.
 
Trecho do artigo de Singer:
 
Na semana em que o assunto foram os simpáticos beagles, a Folha anunciou a contratação de um rottweiler. (…) O leitorado mais progressista viu a chegada do colunista como o coroamento de uma “guinada conservadora” do jornal. “Trata-se de uma pessoa que dissemina o ódio e não contribui com opiniões construtivas”, escreveu a socióloga Mariana Souza, 35.
 
A segunda notícia boa é a queda na aprovação do Tea Party, que congrega os elementos mais radicais da extrema direita norte-americana. Excelente sinal, que permite ao resto do mundo respirar um pouco mais aliviado.
 
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A terceira é a rejeição absoluta aos black blocs, o que significa rejeição à violência. Só faltava essa. Além de todos os problemas que nós temos, brasileiro passasse a defender quebra-quebra como solução política.
 
Interessante observar que a única faixa de renda que ainda apoia um pouco (apenas 10%) os BB é a classe média que ganha de 5 a 10 salários. Entre os mais pobres, 96% rejeitam os BB e só 2% os apoiam.
 
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A quarta notícia boa está na Ilustrada, mostrando a queda na audiência da TV aberta, em especial a Globo. O objeto de análise desta vez são os programas vespertinos da platinada.  Segundo o Ibope, a “Sessão da Tarde” está em queda livre e perdendo market share.
 
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teaparty

 
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2013/10/28/direita-perde-prestigio-no-brasil-e-nos-eua/