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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Se Barbosa mandar prender 'mensaleiros', Senado tem que abrir processo de impeachment contra os dois, Barbosa e Gurgel

28.12.2012
Do BLOG DO MELLO, 20.12.12

A manobra do Procurador (Prevaricador, segundo o senador Collor) Geral da República, Gurgel, primeiro retirando da pauta do STF o pedido de prisão dos chamados mensaleiros, e depois apresentando novo pedido, quando já não era mais possível sua apreciação pelo colegiado, foi mais do que uma chicana, uma jogada, foi um deboche, um acinte, um tapa na cara dos brasileiros e seus representantes no Congresso Nacional.

Gurgel sabe que a prisão seria negada pelo colegiado, e aposta - ou até combinou com Barbosa - que o presidente do STF vai decidir monocraticamente pela prisão dos condenados, ainda que as ações não tenham transitado em julgado.

Como mau mágico, Gurgel deixou claro seu truque, sua trapaça, e a plateia não pode permitir que o STF seja usado não para fazer Justiça, mas para um justiçamento, um linchamento promovido, apoiado e ampliado pela mídia corporativa.

O Senado, a quem cabe pela Constituição pedir impeachment tanto dos ministros do Supremo quanto do PGR, deve agir de imediato e de modo a deixar claro que a sociedade brasileira, que respira ares democráticos há tão pouco tempo, não tolera nem vai permitir que essa farsa passe impune.

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Fonte:http://blogdomello.blogspot.com.br/2012/12/se-barbosa-mandar-prender-mensaleiros.html

QUER SABER COMO FOI O PROCESSO DE ENTREGA DO PATRIMÔNIO BRASILEIRO?

28.12.2012
Do FACEBOOK de Fora Alckmin! Fora tucanos

QUER SABER COMO FOI O PROCESSO DE ENTREGA DO PATRIMÔNIO BRASILEIRO?

Quer saber como foi o processo de entrega do patrimônio brasileiro?

Baixe os livros:

O Brasil Privatizado I: http://www.fpabramo.org.br/uploads/Brasil_Privatizado.pdf

Privataria Tucana:
http://www.4shared.com/office/_g97fr3a/A_Privataria_Tucana.html

O Brasil Privatizado II:
http://www.fpabramo.org.br/uploads/Brasil_privatizado%20II.pdf

#foraAlckmin#ForaTucanos

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Fonte:http://www.facebook.com/photo.php?fbid=511589075547316&set=a.487906971248860.93797757.486543541385203&type=1&theater

Acusado de queimar Alcorão é queimado vivo no Paquistão

28.12.2012
Do portal GOSPEL PRIME, 
Por Leiliane Roberta Lopes

O crime aconteceu em frente a uma delegacia na cidade de Seeta 


Acusado de queimar Alcorão é queimado vivo no PaquistãoAcusado de queimar Alcorão é queimado vivo no Paquistão
No último sábado (22) um homem foi queimado vivo no Paquistão depois que uma multidão se revoltou ao saber que ele supostamente teria queimado exemplares do livro sagrado do islamismo.
Por esta acusação o homem teria sido levado até a delegacia, mas os muçulmanos revoltados com a queima do Corão tiraram-no de dentro da delegacia e atearam fogo.
A vítima foi Usman Memon, ele teria dormido uma noite na mesquita do povoado, no dia seguinte os fiéis encontraram exemplares queimados do Alcorão e, suspeitando dele, o levaram para a delegacia para que ele fosse preso pelo crime de blasfêmia.
Segundo informações do site do jornal Express, mais de 200 moradores da cidade de Seeta, na província de Sindh, atacaram o homem e foram acusadas de assassinato e obstrução ao trabalho da justiça. Dez policias também foram acusados de permitir que o assassinato acontecesse e por este motivo foram suspensos por “negligência”.
A lei da blasfêmia é muito rígida no Paquistão, este ano uma adolescente com problemas mentais chegou a ser presa sob uma falsa acusação de ter queimado o Corão e foi presa correndo o risco de ser punida com prisão perpétua. O caso foi solucionado depois que testemunhas acusaram o imã local de plantar provas para espantar os cristãos da vila.
Os imãs, que são líderes muçulmanos, são os principais acusadores em casos de blasfêmias. Muita das vezes eles agem com a intenção de amedrontar minorias religiosas. As informações são do portal Terra.

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Fonte:http://noticias.gospelprime.com.br/acusado-de-queimar-corao-e-queimado-vivo-no-paquistao/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A%20gospelprime%20%28Gospel%20Prime%29

Façanha: Jornal Nacional transforma 1,7 milhão de empregos em má notícia

28.12.2012
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO
Por Fernando Branquinho, Observatório da Imprensa [edição 726]

Manipulação rotineira: quem estivesse jantando nessa hora sem olhar para a TV não veria o gráfico e faria juízo sobre a informação apenas com o que estivesse ouvindo

Na quarta-feira (19/12), no Jornal Nacional, o gráfico atrás da apresentadora Patrícia Poeta mostrava a criação de 1,77 milhão de empregos até agora, em 2012. Considerada a pindaíba econômica do mundo ocidental, qualquer cidadão de outro país olharia com inveja para cá. Mas na Globo não é assim: toda notícia que venha do governo tem que ser “negativada”.
Foi o que fizeram. Este foi o texto lido pela apresentadora:
“A criação de empregos com carteira assinada, este ano, foi 23% menor do que em 2011. É o pior resultado desde 2009. Mas, isoladamente, os números de novembro mostram um aumento de quase 8% no emprego formal.”
Quem estivesse jantando nessa hora sem olhar para a TV não veria o gráfico e faria juízo sobre a informação apenas com o que estivesse ouvindo. Desta vez mudaram a técnica: deram a notícia positiva de forma negativa, e no fim veio o “mas” positivando parcialmente os fatos. Isso é democracia, liberdade de expressão e tudo o mais que eles dizem quando se quer acabar com o oligopólio da mídia? O nome disso é partidarismo de mídia através de manipulação da notícia.
jornal nacional patrícia poeta
Jornal Nacional manipula notícia sobre criação de empregos. (Foto: reprodução)
Paranoia? Perseguição à Globo? Coisa de esquerdista, de petista, de lulista, brizolista? Confira aquimais essa vergonha. Agora veja a notícia por outro ângulo: “Brasil cria 1,77 milhão de empregos com carteira assinada em 2012”.

Os dados do Caged

De janeiro a novembro deste ano, foram abertos 1.771.576 postos de trabalho com carteira assinada no Brasil, o que representa uma expansão de 4,67% no nível de emprego comparado com o final de 2011, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado na quarta-feira (19/12) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Leia também

Os dados de novembro, segundo o MTE, mostram continuidade à tendência de crescimento do emprego no Brasil, que registrou pela terceira vez em 2012 um saldo superior ao do ano anterior. Foram declaradas 1.624.306 admissões e 1.578.211 desligamentos no referido mês. Como resultado, o saldo do mês foi de 46.095 novos empregos com carteira assinada no Brasil, correspondentes ao crescimento de 0,12% em relação ao registrado no mês anterior.
Segundo o Caged, apresentaram desempenho positivo no mês o comércio, com 109.617 postos (1,27%), sendo o terceiro melhor saldo para o período; e serviços, com 41.538 postos (0,26%). Por outro lado, alguns setores apresentaram desempenhos negativos. A construção civil teve baixa de 41.567 postos (-1,34%), decorrente de atividades relacionadas à construção de edifícios (-15.577 postos) e construção de rodovias e ferrovias (-8.803 postos), associados a términos de contratos e a condições climáticas.

Complexo sucroalcooleiro puxa emprego para baixo

Na agricultura, houve retração de 32.733 postos (-1,98%), devido à presença de fatores sazonais negativos. A indústria de transformação teve perda de 26.110 postos (-0,31%), proveniente dos ajustes da demanda das festas do fim do ano, queda menor que a ocorrida em novembro de 2011 (-54.306 postos ou -0,65%).
O emprego cresceu em três das cinco grandes regiões, sendo a Sul, com 29.562 postos (0,41%); Sudeste, com 17.946 vagas (0,08%), e Nordeste, com 17.067 empregos (0,28%). As exceções ficaram por conta da região Centro-Oeste (-14.820 postos ou -0,50%), cuja redução deu-se ao desempenho negativo da agricultura (-9.130 postos); da construção civil (-6.393 postos) e da indústria de transformação (-5.929 postos); e da região Norte (- 3.660 postos ou -0,21%), onde a construção civil (-3.371 postos) e a indústria e transformação (-2.084 postos) foram os principais setores responsáveis pela queda no mês.
Por unidade da federação, dezesseis tiveram expansão do emprego. Os destaques foram Rio Grande do Sul (+15.759 postos ou 0,61%); Rio de Janeiro (+13.233 postos ou 0,36%); Santa Catarina: (+8.046 postos ou 0,42%); São Paulo (+7.203 postos ou 0,06%); Paraná (+5.757 postos ou 0,22%) e Bahia (+5.695 postos ou 0,34%). Os estados que demonstraram as maiores quedas no nível de emprego foram: Goiás (-8.649 postos ou -0,75%), devido, principalmente, às atividades relacionadas ao complexo sucroalcooleiro, e Mato Grosso (-5.910 postos ou -0,97%), por causa do desempenho negativo do setor agrícola (-4.798 postos) [ver aqui].
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2012/12/jornal-nacional-manipula-noticiario.html

Janio de Freitas: A perturbadora declaração de Joaquim Barbosa

28.12.2012
Do blog VI O MUNDO, 27.12.12

 Ministro Joaquim Barbosa  é contrário à promoção de juízes por mérito. 
Foto: Ascom do STF 

O chamado julgamento do mensalão remexeu com mais mentes e corações do que apenas os dos réus. Encerradas as sessões julgadoras, as ideias e posições continuam dando cambalhotas que fazem as surpresas do governo com o ministro Luiz Fux parecerem insignificâncias.

Em entrevista sem razão de ser — entrevista-vitrine, digamos — entre o pedido de prisão dos condenados e sua decisão a respeito, o ministro Joaquim Barbosa encaixou uma revelação perturbadora: é contrário ao sistema de promoção de juízes por mérito. O fundamento dessa originalidade: “A politicagem que os juízes de primeiro grau são forçados a exercer para conseguir uma promoção é excruciante”.

E o mérito é o culpado? Ou é ele o vitimado? O que o ministro diz ser o usual para a promoção dos juízes já é a exclusão do mérito. Logo, sua proposta é excluir o que está excluído. Mas, sendo “a politicagem” um método que “denota violação ao princípio da moralidade”, esse método é que deveria acabar. Para restabelecer-se, e não para excluir, o valor do mérito. E ver-se o ministro Joaquim Barbosa satisfeito com as promoções por merecimento, e não por picaretagem social e política.

Mas reconheço a originalidade da insurgência contra o mérito exposta pelo presidente do Supremo Tribunal Federal. Pode até servir para me dar uma sobrevida aqui, considerada a influência que outras atitudes originais do ministro lhe conferiram. Mas é verdade que nunca li, ouvi ou imaginei uma condenação do mérito. Ainda mais em nome da Justiça.

Já estou refeito do traumatismo mental e moral sofrido quando dei literalmente de cara, sem prévio aviso (por favor, não confundir com aviso prévio), com as alegações do procurador-geral Roberto Gurgel, no pedido de prisão dos condenados pelo mensalão.

Ele considerou necessária a “definitividade” (ai! dói ainda) às condenações, com a consequente impossibilidade de recurso contra o que é dado como definitivo. Sem as prisões imediatas e com os recursos previstos, o procurador-geral considera, e gostaria de impedir, que será “excessivamente longo” o tempo até a conclusão da ação penal 470, com os condenados na prisão.

Os recursos, se ocorrerem, não serão atos judiciais inventados pelos advogados de defesa para os réus do mensalão. Seu uso está autorizado pela Constituição, pela legislação específica e previsto pelos regimentos do Judiciário.

No caso, ao Supremo Tribunal Federal compete considerá-los ou rejeitá-los. Manobras para impedir que ocorram são atos contra a Constituição, a legislação específica e os regimentos. São, portanto, contra a República e seu sistema judiciário. Para cuja defesa existe, entre outros fins, e como o título indica, o cargo de procurador-geral da República.

O recém-empossado ministro Teori Zavascki considera que “o excesso de exposição não colabora para as boas decisões” do Supremo. Talvez se dê o oposto, às vezes. Como pareceu se dar nos julgamentos das células-tronco e das terras indígenas de Roraima, por exemplo.

Para a aparente maioria, foram boas decisões. Mas o que importa na opinião autorizada do ministro é trazer, implícita, a ideia de que as decisões do Supremo são suscetíveis, por contenção ou por exibicionismo, de influenciar-se pela exposição aos cidadãos em geral. Eu é que não dou exemplos de.

Leia também:

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/janio-de-freitas-a-perturbadora-declaracao-de-joaquim-barbosa.html

MÍDIA PARTIDARIZADA: ANCELMO: "SE ALGUÉM VOTAR NO LULA OU NA DILMA É FDP"

28.12.2012
Do portal BRASIL247, 27.12.12

: Colunista do Globo, Ancelmo Gois relata suposto protesto de eleitor no Rio de Janeiro, diante da situação dos aeroportos; eleitores de Lula ou Dilma seriam mentecaptos; é uma frase que reflete a opinião geral dos eleitores ou da família Marinho e, por extensão dos editores do Globo?

247 - O título da nota que abre a coluna de Ancelmo Gois, no Globo desta sexta-feira, é emblemático: "Desembarque". Depois do "tiro ao Lula", o esporte principal dos editores do jornal, a partir de agora, passará a ser o "tiro à Dilma". Mesmo que, para isso, seja o caso de ofender seus eleitores, que, eventualmente, podem ser também leitores do Globo. Ancelmo relata um suposto protesto feito por um passageiro ao embarcar no Galeão rumo a Nova York. "Se alguém aqui votar no Lula ou na Dilma é um filho da puta!". Segundo Ancelmo, teria sido aplaudido.


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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/89169/Ancelmo-Se-alguém-votar-no-Lula-ou-na-Dilma-é-fdp.htm

JORNALISMO EM RECESSO: Jornais sem manchetes

28.12.2012
Do portal OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, 26.12.12
Por Luciano Martins Costa,  na edição 726


É falsa impressão, ou os jornais desta época pós-natalina estão mais minguados do que os do mesmo período no ano passado? No dia 26 de dezembro, o leitor dos jornais de papel pôde observar como seria uma imprensa sem manchete.
>> “Renda per capita do país tem queda após pibinho”, diz a Folha de S.Paulo no alto da primeira página.
>> “Brasil ainda tem 1 milhão de lares na escuridão”, alardeia o Globo.
>> “Greves param as três maiores obras do País por seis meses”, mancheteia o Estado de S.Paulo.
A rigor, nenhuma das notícias traz a urgência dos diários, todas poderiam compor a segunda linha da pauta em tempos mais cheios de novidades e o conjunto reforça a convicção do observador de que a imprensa tradicional se tornou mortalmente dependente das instituições públicas e dos agentes corporativos do mercado.
O resultado dessa dependência é que, com a paralisação dos jogos de futebol, com o Supremo Tribunal Federal em férias e o Congresso Nacional em recesso, os jornais não têm por onde convencer o público de que sua leitura ainda é fundamental. Até mesmo os relatos sobre o tradicional espetáculo musical que acontece na praia de Copacabana, imagem principal do jornal carioca na época natalina, parece desanimada.
Fato intrigante
Uma espécie de “ressaca”, após meses de títulos escandalosos sobre política e da construção de um novo mito em torno do Supremo Tribunal Federal, parece atingir a disposição dos editores para ressaltar a importância dos fatos que escolheram como os mais importantes da semana que começa.
Sem condições de penetrar nos meandros da sociedade, a mídia tradicional parece destinada a atuar, daqui para a frente, apenas quando confrontada por catástrofes ou estimulada por iniciativas oficiais, como vazamentos de inquéritos, declarações de autoridades ou estatísticas surpreendentes.
Mesmo a hipótese de dar continuidade, com investigações próprias, ao relato de acontecimentos relevantes, parece desconsiderada pelas redações. Montadas à base de plantonistas, com equipes reduzidas, seu trabalho se limita basicamente a selecionar informações disponíveis, produzir as imagens necessárias para ocupar o espaço e cumprir burocraticamente as tarefas do cotidiano.
Veja-se, por exemplo, a notícia publicada na primeira página da edição de quarta-feira (26/12) do Globo, aproveitada também pelos plantonistas do Estadão e da Folha: “Fuligem misteriosa intriga cariocas”.
A reportagem dá conta de um fato meteorológico intrigante, com a queda de uma poeira branca, semelhante a neve, sobre alguns bairros do centro e da zona Sul do Rio, e reproduz especulações de um site especializado em fenômenos climáticos sobre a possibilidade de o acontecimento ter origem em erupções ocorridas na semana anterior num vulcão localizado na fronteira entre o Chile e a Argentina.
O porteiro de plantão 
A solução do “mistério” ficou por conta de leitores, que enviaram comentários para a página da notícia na edição digital do jornal, informando terem visto uma queimada de grandes proporções numa área de mata perto da Refinaria Duque de Caxias.
Pelo menos um deles afirma ter ligado para a rádio CBN, pertencente ao Grupo Globo, comunicando a ocorrência, mas parece não ter havido uma conexão entre os responsáveis pelos comentários dos leitores no site e os jornalistas de plantão.
Como diz Alberto Dines, em feriados prolongados o jornalismo entra em recesso e a notícia fica por conta do porteiro do jornal.
Seria perigoso concordar com a hipótese de que o conteúdo jornalístico se torna menos relevante nos períodos em que, supostamente, há menos leitores disponíveis. Essas seriam justamente as boas épocas para cativar o público com pesquisas e reportagens especiais que, sem depender da pressa e das atualizações diárias, ajudassem a cobrir as lacunas que o jornalismo do dia a dia deixa na compreensão dos acontecimentos importantes.
Tendo perdido, nos últimos anos, muito de sua capacidade de prospectar bons assuntos na sociedade e cada vez mais dependente das informações produzidas por grandes empresas e instituições públicas, a imprensa tradicional se confronta com sua falta de recursos quando tem que lidar diretamente com a realidade contemporânea.

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Fonte:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/jornais_sem_manchetes

Empresário do 'mensalão' nos Correios e no caso Valec aparece nos R$ 16 milhões do Alvaro Dias

28.12.2012
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 27.12.12


Agora a casa do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) caiu, e com um empurrãozinho da própria revista Veja (sem querer).

O senador é réu em um processo judicial de disputa patrimonial, movido por uma filha, reconhecida através de exames de DNA. O processo poderia ser apenas mais um entre tantos, sem maior interesse público, não fosse o valor de R$ 16 milhões em causa, pois o senador tucano declarou à Justiça Eleitoral (e ao eleitor) ter um patrimônio de R$ 1,9 milhão, na última eleição que disputou. O aparecimento desta súbita fortuna causou perplexidade à nação brasileira, que pergunta: como o senador, da noite para o dia, aparece como um dos parlamentares mais ricos do Brasil?

Detalhe: o processo não está em segredo de justiça, ao contrário do que disse o senador em seu twitter, e não é uma mera disputa familiar. É uma disputa patrimonial graúda envolvendo mais 10 réus ao lado de Alvaro Dias, e quatro deles são pessoas jurídicas.

Uma das empresas ré na causa é a "AGP Administração, Participação e Investimentos Ltda.", de Alexandre George Pantazis, indicando que Alvaro Dias teve algum tipo de negócio com esta empresa envolvendo os R$ 16 milhões em questão.

Alexandre Pantazis é dono da empresa Dismaf - Distribuidora de Manufaturados Ltda. junto com seu irmão Basile, que era tesoureiro do PTB-DF.

A Dismaf foi objeto de uma reportagem da revista Veja (pág. 64, edição 2212 de 13/04/2011), acusando  a empresa de pagar propinas ao PTB sobre contratos nos Correios, no caso que deu origem ao "mensalão" a partir da gravação feita por um araponga de Carlinhos Cachoeira, que levou Roberto Jefferson a dar a entrevista em 2005. A reportagem foi baseado na denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal. Declarada inidônea pelos Correios, a empresa não podia participar de licitações, mas ganhou uma na Valec (que constrói a ferrovia norte-sul) para fornecer trilhos. O fato foi alvo de auditoria na CGU e foi um dos motivos para demissão do ex-presidente da Valec, o Juquinha.

Só uma investigação sobre os contratos e quebra de sigilo bancário poderá esclarecer o real envolvimento do senador tucano com o dono da Dismaf, .

Agora o que vai acontecer? O Alvaro Dias e seus negócios com um dono da Dismaf será capa da próxima revista Veja?

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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/12/empresario-do-mensalao-nos-correios-e.html

Judiciário precisa de um choque de democracia

28.12.2012
Do blog ESQUERDOPATA


Os novos atores políticos 

Um dos fatos mais relevantes de 2012 foi a transformação dos juízes do Supremo Tribunal Federal em novos atores políticos. Já há algum tempo o STF virou protagonista de primeira grandeza nos debates políticos nacionais, ao arbitrar grandes questões ligadas à vida nacional em um ambiente de conflito. Por tal razão, vemos hoje um fato absolutamente inédito na história nacional: juízes do STF reconhecidos por populares.

Durante décadas, a Suprema Corte era um poder invisível para a opinião pública. Ninguém via no Supremo a expressão de um poder que poderia reverberar anseios populares. Hoje é inegável que algo mudou, principalmente depois do julgamento do chamado “mensalão”, no qual o tribunal procurou traduzir em ações as demandas sociais contra a corrupção. Nesse contexto de maior protagonismo do STF, algumas questões devem ser colocadas.

Fala-se muito da espetacularização do Judiciário, que seria sensível aos apelos da mídia e de setores da opinião pública. Isto principalmente depois da criação de um canal de televisão, a TV Justiça, pelo qual é possível acompanhar julgamentos do STF. Se levado a sério o argumento, teríamos de afirmar que tal espetacularização é um fenômeno a atingir a democracia como um todo, e não apenas um de seus poderes. Na verdade, melhor isso do que os momentos nos quais juízes do Supremo podiam dizer que julgavam “de costas para a opinião pública”. A democracia exige o regime da máxima visibilidade dos entes e processos públicos.

Segundo, que juízes se vejam como atores políticos não deveria ser visto como problema. Só mesmo um positivismo jurídico tacanho acreditaria que a interpretação das leis pode ser feita sem apelo à interpretação das demandas políticas que circulam no interior da vida social de um povo. Interpretar uma lei é se perguntar sobre o que os legisladores procuravam realizar, qual o núcleo racional por trás das demandas que se consolidaram através da enunciação de leis. Que juízes se vejam, atualmente, com tais incumbências, eis algo que não deveria nos preocupar.

Há, porém, duas questões urgentes que merecem nossa atenção diante deste novo momento do Judiciário. Primeiro, a tripartição dos poderes foi feita com vistas à possibilidade de constituir um sistema de mútua inspeção. Um poder deve ter a possibilidade de servir de contrapeso aos demais. Para isso, todos os três poderes devem ter o mesmo grau de legitimidade e todos devem ter mecanismos simétricos de controle.

O único fundamento de legitimidade reconhecido pela democracia é a soberania popular. Ela se manifesta na escolha do Poder Executivo e do Legislativo. Mas está completamente ausente no interior do Poder Judiciário. O sistema de escolha e nomeação dos integrantes do STF, com suas indicações do Executivo e sabatina do Legislativo, é completamente opaco e antidemocrático. Haja vista as recentes inconfidências do ministro Luiz Fux a esse respeito. Nem sequer procuradores do Ministério Público são escolhidos por deliberação popular. Um poder que deseja um protagonismo político respeitado deve se abrir para a participação popular direta. Há uma criatividade institucional necessária que deve ser mobilizada para sairmos de um sistema “monárquico” de constituição do Judiciário, com suas indicações por compadrio ou “serviços prestados”, seus cargos sem tempo fixo de mandato.

O problema do controle do Judiciário não deve, no entanto, ser posto necessariamente na conta de tentativas de amordaçamento. Todos os poderes têm mecanismos de controle. Por exemplo, podemos aplicar impeachment em um presidente, cassar o mandato de um deputado, mas o que fazer quando um juiz do STF demonstra-se inapto ao cargo? Um poder democrático é aquele que deixa claro seus mecanismos de entrada e de saída, ou seja, como ele escolherá seus integrantes e como afastará quem se demonstra inabilitado para o cargo. Nos dois casos, nosso Judiciário tem muito no que avançar.

É necessário que a sociedade brasileira tenha a serenidade para discutir mecanismos de reforma do Judiciário, principalmente agora que compreendemos a importância de sua função. A democracia tem muito o que construir no que diz respeito à legitimidade popular de seus juízes.

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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2012/12/judiciario-precisa-de-um-choque-de.html

Um Rio Chamado Atlântico - A África no Brasil e o Brasil na África

28.12.2012
Do blog COM TEXTO LIVRE

Férias é tempo de descanso e de desligar a mente, mas também é uma ótima oportunidade para se colocar a leitura em dia.
Uma dica interessante para se aproveitar o tempo livre é o livro Um Rio Chamado Atlântico - A África no Brasil e o Brasil na África (Editora UFRJ), do diplomata, historiador e imortal Alberto da Costa e Silva, que mostra que a proximidade cultural existente entre Brasil e África é muito maior e profunda do que imaginamos.
Agora que tanto se fala em resgate histórico e valorização da cultura negra, tomar conhecimento que a relação entre os dois lados do Atlântico funcionava como uma espécie de via de mão dupla é uma questão de obrigação para nós, brasileiros, que continuamos a acreditar que somente nós recebemos influências do que vinha das margens orientais do segundo maior oceano do mundo.
Sinopse:
O livro reúne 20 ensaios sobre as relações históricas entre o Brasil e a África Atlântica. O autor desmitifica e ao mesmo tempo aprofunda a questão da vinda dos negros para o Brasil, mostrando, tanto no plano político quanto no cultural, as relações entre os dois países desde o século XVI até o século XIX. Mostra como o Brasil e África eram um mundo só. O que se passava de um lado influenciava o outro.
Na margem de lá - aspectos da arquitetura brasileira na África, história dos 19 escravos brasileiros que retornaram para África e formaram comunidades próprias. Influência do Brasil na África.
Na margem de cá - como era ser africano no Brasil. Tanto os escravos, como os negros que viveram aqui, livres. Haviam notáveis africanos que vinham para cá estudar no Brasil, não eram discriminados pois tinham dinheiro e andavam calçados. Eles próprios vinham para cá com cinco ou seis escravos, que iam vendendo a medida que precisavam de dinheiro. Muitos chefes africanos viviam no Brasil como exilados políticos.
O livro traz outra grande curiosidade, que é a importância e a presença expressiva de escravos muçulmanos no Brasil. Havia uma livreiro francês que lhes vendia o Alcorão e pequenas escolas corânicas no Brasil frequentadas por esses escravos. Esses muçulmanos se concentraram sobretudo na Bahia e no RJ.
Havia também intercâmbio de famílias que comercializavam de um lado para o outro.
É impossível entender a escravidão sem o conhecimento da história da África. Os africanos foram trazidos em decorrência de processos políticos. E muitos desses estudos do livro foram trabalhos apresentados pelo autor em colóquios de história da África nos EUA, Europa, alguns publicados em inglês. Nada é inédito, mas tudo é provocador diz o embaixador.


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Fonte:http://contextolivre.blogspot.com.br/2012/12/um-rio-chamado-atlantico-africa-no.html

A guerra dos milionários contra Hollande

28.12.2012
Do portal da Revista Carta Maior, 27.12.12
Por Eduardo Febbro

O ator Gérard Depardieu, que exilou-se na Bélgica para não pagar impostos na França, assumiu a liderança do movimento de rebeldia contra a política fiscal do presidente François Hollande. Ainda que longe do que havia apresentado durante a campanha presidencial, uma vez no poder Hollande aplicou um plano fiscal que reverteu em parte a tendência dos últimos 20 anos marcada por um constante favorecimento fiscal para os ricos. O artigo é de Eduardo Febbro. 

Paris - Uma melodia patética se eleva sobre o céu da França: são as vozes dos milionários que clamam por “justiça” diante do que consideram um atropelo por parte do governo do presidente François Hollande: ou seja, a política fiscal do governo. A porcentagem de impostos paga pelos ricos voltou a ser um tema central da agenda política, muito mais do que a crise, a pobreza, a insegurança ou o desemprego. O socialismo governante se vê confrontado por um episódio tragicômico, ou melhor, uma comédia de milionário enojado protagonizada pelo ator francês Gérard Depardieu. 

O ator assumiu a liderança do movimento de rebeldia contra a política fiscal do presidente François Hollande. Ainda que muito longe do que havia apresentado durante a campanha para as eleições presidenciais, uma vez no poder Hollande aplicou um plano fiscal que reverteu em parte a tendência dos últimos 20 anos marcada por um constante favorecimento fiscal para os ricos.

Enfurecido com a obrigação de deixar parte de seus ganhos para o fisco francês, Gerard Depardieu encarnou um dos papéis mais patéticos, vulgares e estúpidos de sua carreira, só que desta vez na vida real: depois de exilar-se na Bélgica para não pagar impostos na França, Depardieu renunciou a sua nacionalidade francesa e, ato contínuo, publicou uma carta aberta dirigida ao primeiro ministro Jean-Marc Ayrault. Após confessar que seguiria “amando os franceses”, Depardieu anuncia que já não tinha mais anda a fazer na França, acrescentando que estava saindo do país porque os socialistas “consideram que o êxito, a criação, o talento e a diferença devem ser sancionados”.

Daí em diante, o caso Depardieu tornou-se uma esquisita novela de milionários enojados com o poder. Mentiras, cifras falsas, alegações inexatas, insultos e gestos de uma baixeza sem precedentes encheram de tempero o debate sobre a política fiscal do governo. Os ricos fizeram de Depardieu seu emblema, o porta-bandeira da causa liberal contra o injusto governo socialista que os obriga a dar ao Estado alguns milhões a mais dos muitos milhões de que dispõem. 

De fato, o ator francês – 170 filmes – seguiu os mesmos passos que outros milionários assustados com a doutrina fiscal do Executivo: foi se exilar em Néchin, na Bélgica. Situada há um quilômetro da fronteira francesa, Néchin, conta, entre sua população, com 28% de franceses, em sua grande maioria, exilados fiscais.

O primeiro ministro francês, Jean-Marc Ayrault, considerou “desprezível” o passo dado pela glória do cinema francês. Este respondeu-lhe dizendo que não estava preocupado em ser ou não francês e que o presidente Vladimir Putin havia oferecido a ele um passaporte russo. Depardieu tem agora mais amigos do que nunca e não precisamente entre a classe popular da qual era uma espécie de herói depois de ter interpretado no cinema o papel de Obelix. Mas este Obelix real resultou numa dor de cabeça para o governo, sobretudo porque longe de se limitar à figura de Depardieu e a de outros adeptos da evasão fiscal, o exílio dourado do ator deu lugar a um enfrentamento múltiplo entre atores, políticos, jornalistas e esses moralistas da moda que sempre aproveitam a onda para depositar seus ovos envenenados.

Em defesa do ator saiu a atriz Brigitte Bardot e, em um texto furioso, a atriz Catherine Deneuve. Brigitte Bardot fez uma pausa em sua já reconhecida militância em defesa dos direitos dos animais para defender agora um ser humano e acusar o governo de se livrar de um “ensinamento extremamente injusto” com o ator. Catherine Deneuve somou sua voz contra aqueles que saíram a atacar Depardieu.

Toda esta querela não é mais que uma artimanha política contra o anúncio feito pelo presidente François Hollande durante a campanha para sua eleição. Hollande disse que criaria um imposto de 75% para os ganhos superiores a um milhão de euros. Por enquanto, a medida não foi aprovada, mas o governo subiu os impostos para os mais ricos e também eliminou muitas isenções fiscais que favoreciam as grandes fortunas. Na verdade, há meio século, os regimes fiscais têm sido muito favoráveis aos ricos. Em 1985, a taxa de impostos era de 65% contra 41% em 2011. Tanto os governos de esquerda como os de direita aplicaram políticas fiscais muito favoráveis aos mais ricos.

Thomas Chalumeau, membro do think tank de esquerda Terra Nova, lembra que “os 20 bilhões de euros em baixa de impostos anuais beneficiaram os contribuintes mais abastados”. Um informe oficial do INSEE francês destaca que os ricos, graças a uma série de astúcias e medidas específicas, pagam 20% de imposto sobre seus ganhos quando deveriam pagar 41%. O mesmo especialista constata que “quanto mais dinheiro se têm, menos impostos se pagam”. 

O escândalo Depardieu segue a cada dia aportando sua parcela de controvérsias e enfrentamentos. Em meio a uma crise colossal e a um desemprego galopante, Depardieu impôs sua agenda: tenham pena dos riscos! O ator, que acaba de colocar a venda sua casa em Paris pela quantia de 50 milhões de euros, é proprietário de bares, restaurantes, comércios e vinhedos em vários países.

Tradução: Katarina Peixoto

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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=21447

REGINA DUARTE, A NAMORADINHA DA CASA GRANDE

28.12.2012
Do blog CONVERSA AFIADA, 
Por Paulo Henrique Amorim

Por que a Economist está chateada ? Delfim explica: são os juros, os juros !



A “crise” da editoria “o Brasil é uma m…” neste fim de ano, é a combinação de ar condicionado do Santos Dumont com apagão de energia elétrica.

Criou-se um curto-circuito mediático, instalado na Casa Grande por  seus capatazes.

Neste fim de ano, o curto-circuito provocou as mais conspícuas manifestações de sentimento colonizado.

Nada mais “typique” desse colonialismo do que a Regina Duarte, responsável pela esmagadora vitória do Cerra em 2002.

Na página B7, da Folha, outro exemplar colonial e provincial, diz a namoradinha da Casa Grande:

“Viva Belo Monte ! Essa é a prova de que precisamos de uma nova estrutura em energia.”

A jenial assertiva foi em função da falta de ar condicionado no Santos Dumont.

Outra manifestação colonial e provincial localiza-se no Globo, na pág. 16, na colona (*) do Ancelmo Gois:

“… no apagão (sic) do Galeão-Tom Jobim, quarta, um passageiro do vôo 974 (Rio-Nova York), da American Airlines, gritou enfurecido:

–    Se alguém aqui votar no Lula ou na Dilma é um f… da p …”

(O referido colonista não usa as reticências. No tempo do Dr Roberto, quando essa colona (*) era do Zózimo, a vulgaridade não vicejava.)

Dizia o professor Costa Pinto: o sentimento colonial é o último traço de que se livra aquele que sai do subdesenvolvimento a caminho do desenvolvimento.

(O referido passageiro da American Airlines provavelmente não desembarcou no Aeroporto Kennedy, onde houve um apagão, não por causa do calor, mas por causa do frio …)

Não param aí as manifestações colonizadas.

Tanto no Globo (o 12o. voto do STF) quanto na Folha, ao tratar da entrevista da Presidenta – onde ela agradeceu ao PT por estar lá – lê-se:

“Dilma ainda afastou a hipótese de trocar o Ministro da Fazenda, como sugeriu ( sic !) a revista The Economist…”

Só o PiG (**) seria capaz de levar a sério uma sugestão (?) de uma revista inglesa.

Nem a Economist acreditou que a sugestão pudesse ser aceita.

E a Urubóloga ?

Diante da mesma entrevista, ela considerou que a Presidenta foi abduzida.

E o que terá acontecido com as ideias da Urubóloga, aquela que se tornou o melhor que o pensamento neolibelês (***) brasileiro foi capaz de conceber ?

Ou as ideias da Urubóloga estão todas na Economist, de onde nunca saíram ?

A Casa Grande – no sentido do Mino Carta – ainda não pegou fogo.

Mas, cheira a mofo.

Em tempo: em homenagem à Casa Grande e a seus capatazes, o Conversa Afiada reproduz artigo de Delfim Netto, na Carta Capital retrasada, sobre a causa secreta da irritação da Economist (e dos neolibelês) com o Guido: acabou a mamata dos juros …

A ECONOMIST E SUAS PREMISSAS



Estou nesse ramo tempo suficiente para aprender que as críticas à política econômica são uma necessidade. Em determinadas circunstâncias são até bem-vindas, porque o simples fato de alguém estar em uma situação de “poder” não lhe transfere o benefício da infalibilidade. Nem que, para o poder incumbente, a eleição por uma eventual maioria lhe confira a “onisciência” a exigir a sua “onipresença”.

Sempre tive grande admiração pela The Economist, que passei a ler, semanalmente, desde 1952 na Faculdade de Economia e Administração, a FEA-USP, graças aos exemplares filados do grande professor W. L. Stevens, a quem o Brasil deve a introdução da estatística fisheriana.

Cativava-me a clareza dos textos, a imparcialidade (relativa) e o tom doutoral e provocador dos editoriais. Até hoje a revista se considera, convictamente, portadora de uma ciência econômica universal, independente da História e da Geografia.

Criada em 1843, tinha como objetivo fundamental defender a liberdade de comércio, então em discussão na Inglaterra. Fala, a seu favor, não ter mudado nos seus 169 anos. É reconhecida como a mais influente revista econômica internacional. Isso está longe, contudo, de garantir a validade dos seus conceitos. Se há uma virtude escassa na excelente The Economist é a humildade: ter, ao menos, uma pequena dúvida.

O deselegante e injusto ataque ad hominem ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, partiu de duas premissas falsas:

1. O Brasil não estava “bombando” no início de 2011. O PIB caíra 0,3% em 2009 e, por puro efeito estatístico, aumentara 7,5% em 2010. O crescimento médio de 2009/2010 foi de 3,6%, o mesmo número medíocre obtido nos últimos 20 anos.

2. O ministro não errou sozinho, quando sugeriu um crescimento no terceiro trimestre sobre o anterior entre 1,1% e 1,3%. Analistas financeiros do Brasil e do restante do mundo, inclusive The Economist (por seu instituto de análises), acreditavam na mesma coisa. O resultado apurado pelo IBGE (sobre o qual não paira qualquer dúvida de credibilidade) foi mesmo uma surpresa (0,6%). Isso nos deixa com um problema. Se os inúmeros estímulos postos em prática produzirem um crescimento de 0,8% no quarto trimestre sobre o terceiro, o PIB de 2012 será da ordem de 1%, com crescimento per capita nulo.

O baixo crescimento tem pouca relação com as políticas monetária, fiscal e cambial. Tem mais a ver com uma redução dos investimentos gerada pela desconfiança exagerada entre o setor privado e o governo. Mesmo com a -pequena recuperação no setor industrial (que, é provável, continuará nos próximos trimestres) não tem acontecido nada brilhante para entusiasmar o setor privado.

Há gente, no meio empresarial, assustada com a forma de ação do governo, a enxergar uma tendência intervencionista na atividade privada. Quando acontece esse tipo de dúvida, fica difícil acelerar os investimentos.

Fala-se de quebra de contratos, quando isso não existe: todos os contratos estão sendo garantidos na energia. O que talvez pudesse ter sido diferente é a forma como a renovação das concessões das usinas foi tratada: poderiam, talvez, ter mandado um projeto de lei ao Congresso. Mas todos sabem ser preciso reduzir as tarifas de energia, claramente sobrecarregadas por impostos.

A dúvida dos investidores é, dessa forma, muito menos relacionada à qualidade da política econômica, no âmbito fiscal, monetário e cambial.

Fez muito bem, portanto, a presidenta Dilma ao rejeitar a impertinente sugestão da revista para demitir o ilustre ministro da Fazenda do Brasil!

O comentário presidencial, muito mais para o uso interno, foi simples e direto: “Não vou tirar o Guido”, sem precisar explicar coisa alguma, mostrando apenas estar a par dos interesses contrariados, da choradeira nos mercados financeiros que lamentam o fato de o Brasil não ser mais “o queridinho” dos investidores-especuladores. Agora é o México, que os anjos o protejam… Como se devêssemos nos chatear muito com isso…

Não diria que existe da parte da revista algum objetivo maligno, apenas um ataque muito deselegante, a causar decepção, mas se insere no espírito provocador que lhe é característico.

No fundo, a crítica procura disfarçar o mau humor de investidores com o retorno em dólares na Bovespa (-8%) ante os 20% positivos na Bolsa mexicana. E com o fim da era do ganho fácil e sem risco no Brasil.


Paulo Henrique Amorim



(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (**) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(***) “Neolibelê” é uma singela homenagem deste ansioso blogueiro aos neoliberais brasileiros. Ao mesmo tempo, um reconhecimento sincero ao papel que a “Libelu” trotskista desempenhou na formação de quadros conservadores (e golpistas) de inigualável tenacidade. A Urubóloga Miriam Leitão é o maior expoente brasileiro da Teologia Neolibelê.

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/economia/2012/12/28/regina-duarte-a-namoradinha-da-casa-grande/

Futebol foi chave para desvendar a Operação Condor

28.12.2012
Do portal LUIS NASSIF ONLINE
Por jns

Revelações de Lucio de Castro sobre o futebol submetido ao absoluto controle das ditaduras latino-americanas
O futebol foi chave para ajudar a desvendar a “Operação Condor” e os documentos inéditos dos órgãos de segurança revelam:.
- A confirmação de que João Havelange negociou a realização da Copa de 1978, na Argentina, pela libertação de um casal de brasileiros. O ato contínuo de seu ato foi a omissão diante do genocídio de centenas. 
- A incrível história da prisioneira da ESMA, campo de concentração em Buenos Aires onde se promovia um genocídio, no dia da final do mundial.
- Colaboradora direta do golpe militar chileno, a ditadura brasileira espionava os exilados brasileiros em Santiago. (ver documento)
- Os bastidores do “jogo mais patético da história”, realizado no Estádio Nacional do Chile, transformado em campo de concentração.
- A cooperação entre as ditaduras no futebol.
- Os marcantes depoimentos dos jogadores chilenos que viveram aqueles dias.
- Como o futebol foi usado e ao mesmo tempo foi o palco de atos de resistências na ditadura uruguaia.
- Hugo de Leon punido por festejar a conquista do Mundialito de 1980 pelo Uruguai com a camisa do Grêmio.
- Clubes submetidos a aprovação dos nomes de seus dirigentes, federações com presidentes informantes dos órgãos de repressão e a presença  de agente envolvido em torturas infiltrado na delegação da seleção brasileira de 1970.
- Pelé visita e assegura ao DOPS a sua disposição para defender a ditadura, caso o regime militar julgasse conveniente de acordo com documento interno do próprio orgão de segurança. No documento também está relatada a negativa do Rei do Futebol em assinar um manifesto contra o governo Médici que, naquele momento, matava e torturava.
- As relações para lá de estreitas de Pedro Seelig, um dos maiores torturadores dos anos de chumbo, no meio do futebol.

A série da ESPN Brasil, “Memórias do Chumbo – O Futebol nos Tempos do Condor”, revela, com base em documentação obtidas nos arquivos dos órgãos de informação, o uso do futebol pelo aparato repressivo das ditaduras americanas.



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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2012/12/2013-o-ano-do-golpe/