quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

NOVA LEI SECA NÃO BRECOU MATANÇA NO TRÂNSITO

27.12.2012
Do portal BRASIL247

: Polícia Rodoviária Federal registrou aumento de 38% no número de mortes em rodovias federais no feriado de Natal: 222 casos entre 21 e 25 de dezembro. Fiscalização mais intensa e Lei Seca mais dura contra motoristas alcoolizados não adiantaram. Ultrapassagens mal-sucedidas foram motivo de ao menos 30% dos acidentes fatais. Veja infográfico por Estado.


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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/paznotransito/89084/Nova-Lei-Seca-n%C3%A3o-brecou-matan%C3%A7a-no-tr%C3%A2nsito.htm

GOLPE DE 64: A Folha tenta se explicar, em vão

27.12.2012
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 26.12.12
Por Emir Sader, Carta Maior

Nos três momentos mais importantes da história brasileira, a mídia estava do lado golpista, do lado das elites, contra o povo e a democracia. Entre eles, a Folha de S. Paulo, um dos que mais tem a esconder do seu passado e do seu presente

Os órgãos da imprensa brasileira não podem fazer suas histórias, tantos são os episódios, as posições, as atitudes indefensáveis deles ao longo do tempo. Suas trajetórias estão marcadas pelas posições mais antipopulares, mais antidemocráticas, racistas, golpistas, discriminatórias, de tal forma que eles não ousam tentar contas suas histórias.
carro folha ditadura militar
Veículos da Folha eram usados pelo regime militar. (Foto: Arquivo)
Como relatar que estiveram sempre contra o Getúlio, pelas políticas populares e nacionalistas dele? Como recordar que todos pregaram o golpe de 1964 e apoiaram a ditadura militar, em nome da democracia? De que forma negar que apoiaram entusiasticamente o Collor e o FHC e fizeram tudo para que o Lula não se elegesse e se opuseram sempre a ele, por suas políticas sociais e de soberania nacional? Nos três momentos mais importantes da história brasileira, a mídia estava do lado golpista, do lado das elites, contra o povo e a democracia.
Entre eles, o jornal dos Frias, um dos que mais tem a esconder do seu passado e do seu presente. Uma funcionária da empresa há 24 anos, que fez sua carreira profissional totalmente na empresa, sem sequer conhecer outras experiências profissionais, que já ocupou vários cargos na direção da empresa, decidiu – ou foi decidida – a escrever uma espécie de história ou de justificativa da empresa dos Frias.
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O livro foi publicado numa coleção da empresa. A funcionária se chama Ana Estela de Sousa Pinto e o livrinho tem o titulo Folha explica Folha. Mas poderia também se intitular Folha tenta se explicar, em vão.
Livro mais patronal, não poderia existir, até porque quem o escreve não tem a mínima isenção para analisar a trajetória da empresa da qual é funcionária. Começa com uma singela apresentação histórica das origens da empresa. De resgatável, uma citação do editorial de apresentação do primeiro jornal da empresa, que se diz como um jornal “incoerente” e “oportunista”, numa visão premonitória do que viria depois. Nada do que é relatado considera a historia como elemento constitutivo do presente. São informações juntadas, num péssimo estilo de historiografia que não explica nada.
Logo no primeiro grande acontecimento histórico que a empresa vive, sua natureza política já aflora claramente: apoio a Washington Luís e oposição férrea a Getúlio, tudo na ótica que perduraria ao longo do tempo: “a defesa dos interesses paulistas” ou do interesse das elites, revelando a função da imprensa paulista: passar seus interesses pelos de São Paulo.
Naquele momento se tratava de defender os interesses da lavoura do café. Para favorecer aos fazendeiros em crise, a empresa aceitava o pagamento de assinaturas em sacas de café, revelando o promiscuidade entre jornal e o café.
De forma coerente com esse anti-getulismo em nome dos interesses de São Paulo, a empresa se alinha com a “Revolução Constitucionalista” de 1932, contra a “ditadura inoperante, obscura e inepta em relação ao Estado de São Paulo”. O estado é sempre a referência, sinônimo de progresso, de liberdade, de democracia. O anti-getulismo é visceral: “O diretor Rubens Amaral levava seu anti-getulismo ao extremo de impedir que os filhos saíssem de casa quando o ditador (sic) visitava São Paulo. ‘Dizia que o ar estava poluído”, conta sua filha mais velha.”
Esse elitismo paulistano fez, por exemplo, que o Maracanaço de 1950 só fosse noticiado na terça-feira, na pagina 4 do caderno “Economia e Finanças”.
A autora tenta abrandar as coisas. Afirma que “A posição da Folha foi oscilante ao abordar o governo de João Goulart (1961-64) e a ditadura que o sucedeu.” Mentira, o jornal fez campanha sistemática pelo golpe militar.
Bastaria ela ter se dado ao trabalho de ler os jornais daquela época.
Encontraria, por exemplo, no dia 20/3/1964, a manchete: “São Paulo parou ontem para defender o regime”. E, ainda na primeira pagina: “A disposição de São Paulo e dos brasileiros de todos os recantos da pátria para defender a Constituição e os princípios democráticos , dentro do mesmo espírito que dito a Revolução de 32, originou ontem o maior movimento cívico em nosso Estado: “Marcha da Família, com Deus, pela Liberdade”. E vai por aí afora, reproduzindo exatamente as posições que levaram ao golpe. Editorial de primeira página vai na mesma direção.
Bastaria ler alguns dos jornais desses dias e semanas, para se dar conta da atitude claramente golpista, mobilizadora a favor da ditadura militar, pregando e enaltecendo as “Marchas”. Nenhuma oscilação ou ambiguidade como, de maneira subserviente, a autora do livrinho sugere.
A transformação da Folha da Tarde num órgão diretamente vinculado à ditadura militar e a seus órgãos repressivos, o papel de Carlos Caldeira, sócio dos Frias, no financiamento da Oban, assim como o empréstimo de veículos da empresa para dar cobertura à ações terroristas da Oban, são coerentes com essas posições.
De Caldeira, ela não pode deixar de mencionar que “tinha afinidade com integrantes do regime militar e era amigo do coronel Erasmo Dias”. “Caldeira não era o único com conexões militares. Na redação da empresa havia policiais civis e militares, tanto infiltrados como declarados – alguns até trabalhavam armados.”
Sobre o empréstimo dos carros à Oban, a autora tenta aliviar a responsabilidade dos patrões, mas fica em maus lençóis. Há os testemunhos de Ivan Seixas e de Francisco Carlos de Andrade, que viram as caminhonetas com logotipos da empresa estacionadas várias vezes no pátio interno na fatídica sede da Rua Tutoia. Só lhe resta o apelo às palavras do então diretor do Doi-Codi, major Carlos Alberto Brilhante Ustra – condenado pela Justiça Militar como torturador – que “nega as afirmações dos guerrilheiros”. Bela companhia e testemunha a favor da empresa dos Frias, que a condena por si mesma.
Já um então jornalista da empresa, Antonio Aggio Jr. “reconhece o uso de caminhonete da empresa por militares, mas antes do golpe”. Dado o precedente, ainda na preparação do golpe, nada estranho que isso tivesse se sistematizado já durante a ditadura. Fica, portanto, plenamente caracterizado tudo o que diz Beatriz Kushnir no seu indispensável livro “Caes de Guarda”, da Boitempo, significativamente ausente da bibliografia do livro, sobre a conivência direta da empresa dos Frias na ditadura, incluído o empréstimo das viaturas para a Oban.
Editorial citado confirma a posição da empresa: “É sabido que esses criminosos, que o matutino (Estado) qualifica tendenciosamente de presos políticos, mas que não são mais do que assaltantes de bancos, sequestradores, ladrões, incendiários e assassinos, agindo, muitas vezes, com maiores requintes de perversidade que os outros, pobres-diabos, marginais da vida, para os quais o órgão em apreço julga legítimas toda promiscuidade.” (30/6/1972)
Assim os Frias caracterizam os que lutaram contra a ditadura. Fica plenamente caracterizado que a empresa estava totalmente do lado da ditadura, reproduzindo os seus jargões e a desqualificação dos que estavam do lado da resistência.
Passando pelo apoio ao Plano Collor, a empresa saúda a eleição de FHC como a Era FHC, com um caderno especial, assumindo que se virava a pagina do getulismo, para que o Brasil ingressasse plenamente na era neoliberal. Do anti-getulismo a empresa passou diretamente para o anti-lulismo – posição que caracteriza o jornal há tempos -, sempre em nome da elite paulista. A Era FHC acabou sem que o jornal tivesse feito sequer uma errata e nem se deu conta que a nova era é a Era Lula.
A decadência da empresa não consegue ser escondida. Depois de propalar que tinha chegado a tirar 1.117.802 exemplares em agosto de 1994, 18 anos depois, com todo o aumento da população e da alfabetização, afirma que tira pouco mais de 300 mil, para vender muito menos – incluída ainda a cota dos governos tucanos.
Ao longo dos governos FHC e Lula, a empresa foi sendo identificada, cada vez mais, com órgão dos tucanos paulistanos, seus leitores ficaram reduzidos aos partidários do PSDB, sua idade foi aumentando cada vez mais e o nível de renda concentrado nos setores mais ricos.
A direção do jornal, exercida pelos membros da família Frias nos seus cargos mais importantes, tendo a Otavio Frias Filho escolhido por seu pai para sucedê-lo, cargo que ocupa já há 18 anos, por sucessão familiar.
Apesar de quererem explicar a Folha, a impossibilidade de encarar com transparência sua trajetória, o livro se revela uma publicação subserviente aos proprietários da empresa, oficialista, patronal, que reflete o nível a que desceu a empresa ao longo das duas ultimas décadas.

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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2012/12/folha-de-sao-paulo-ditadura-militar.html

Dilma: "é ridículo dizer que o país corre risco de racionamento"

27.12.2012
Do portal da Agência Brasil
Por Danilo Macedo e Luana Lourenço
Repórteres da Agência Brasil


Brasília - A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (27) que acha “ridículo” dizer que o país corre o risco de racionamento de energia. Segundo ela, as empresas de energia não investiram adequadamente na manutenção do sistema elétrico durante anos, mas, a partir de agora, o quesito será melhor fiscalizado. Ainda segundo a presidenta, há recursos suficientes para usar em manutenção sem deixar de ampliar o sistema.
"Eu acho ridículo dizer que o país corre risco de racionamento", disse a presidenta durante café da manhã com jornalistas
Em relação às interrupções de energia recentes, que deixaram milhões de pessoas sem luz, Dilma criticou a tentativa de colocar a culpa em fenômenos naturais, como raios. Segundo ela, se houve interrupção, houve falha humana. “No dia que falarem que [houve interrupção de energia porque] caiu um raio, vocês gargalhem”, ironizou.
“Raio cai todo dia. Um raio não pode desligar o sistema. Se cai, é falha humana. Não é sério dizer que o sistema caiu por causa de um raio”, disse Dilma mostrando fotos de satélites mapeando a constante incidência de raios no território nacional nos últimos dias.
Dilma disse que o sistema elétrico deve ser “implacável” contra interrupções de energia e o país não pode aceitar conviver com essa situação, porque muitas pessoas perdem equipamentos elétricos, além de outros prejuízos. Segundo ela, o sistema elétrico está sujeito a “estresse”, mas tem que estar preparado. “Tem que ser resistente ao raio, isolar e recuperar. Tem que ter bloqueio, estar blindado.”
Na avaliação da presidenta, a interrupção do fornecimento de energia no Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão, no Rio de Janeiro, na noite de ontem (26), que provocou atrasos em 19 voos, também foi falha humana. “No Galeão, foram duas coisas: falha humana, porque deveriam ter trocado o ar condicionado que estava velho, e sobrecarga, por causa da temperatura alta”, avaliou. Dilma disse que é preciso se antecipar e adequar os equipamentos para possíveis riscos. “Planejar é isso.”

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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-12-27/dilma-e-ridiculo-dizer-que-pais-corre-risco-de-racionamento

ARGENTINA CONDENA PRIMEIRO CIVIL POR CRIMES CONTRA A HUMANIDADE

27.12.2012
Do blog FAZENDO MEDIA, 26.12.2012
Por Gustavo Barreto

Argentina condena primeiro civil por crimes contra a Humanidade
Em uma decisão sem precedentes, um tribunal penal federal da Argentina condenou à prisão perpétua Jaime Smart (foto), 76 anos, ex-ministro de governo e agora o primeiro civil condenado por crimes contra a humanidade no período militar recente.
Da mesma forma, foi condenado Miguel Etchecolatz, 83 anos, ex-diretor de investigações da polícia e outros 14 ex-policiais e militares, acusados de genocídio e crimes contra a humanidade, em prejuízo de 280 pessoas detidas no chamado “Circuito Camps”, durante a última ditadura.
Além disso, nesta semana foi aprovada – com o apoio unânime dos 224 legisladores da República – a ‘Lei de Tráfico’. A reforma dá mais proteção às vítimas, anulando o seu consentimento como atenuante para os exploradores.
A legislação também cria o Conselho Federal e a Comissão Executiva para o Combate ao Tráfico e Exploração de Pessoas e para a Proteção e Assistência às Vítimas.
Também esta semana, os saques ocorridos na cidade de Rosário deixaram três mortos e um grande número de feridos. Os distúrbios se somam aos acontecimentos de Bariloche, na semana passada. Autoridades locais anunciaram o envio de um contingente da polícia para controlar a situação.
(Com informações do ‘La Nación’, um dos jornais que apoiou e que mais cresceu durante a ditadura, junto com o Clarín)
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Fonte:http://www.fazendomedia.com/argentina-condena-primeiro-civil-por-crimes-contra-a-humanidade/

STF, A SOCIEDADE NÃO TOLERA INJUSTIÇA !

27.12.2012
Do blog MEGACIDADANIA


LEIA MAIS ACESSANDO O LINK ABAIXO:


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Fonte:http://megacidadania.com/2012/12/27/stf-a-sociedade-nao-tolera-injustica/

O racismo e a Imprensa

27.12.2012
Do jornal FOLHA DE PERNAMBUCO
Cidadania


A pesquisa “Imprensa e Racismo: Uma Análise das Tendências da Cobertura Jornalística”, da Rede ANDI - Comunicação e Direitos e publicada, recentemente, pela Agência de Informação Frei Tito para América Latina (Adita l) demonstra como os principais jornais brasileiros estão tratando a questão do racismo na hora de informar a população. No total, mais de 1.600 textos, de 54 jornais de todas as regiões do Brasil, foram analisados entre 2007 e 2010. O resultado é que a pesquisa verificou que a maior parte das notícias sobre negros estão relacionadas às políticas públicas, nas capitais e centros urbanos, ignorando as áreas rurais e periféricas, onde estão concentradas as populações mais vulneráveis - e esquecidas.

Seguindo essa tendência, foi constatado que o debate concentra-se mais nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, desconsiderando a realidade das regiões Norte e Nordeste do País.
Vale dizer que os dados revelam ainda que a concentração do noticiário gira em torno de dispositivos de enfrentamento ao racismo com ações afirmativas, como cotas para ingresso em universidades (18%), igualdade, desigualdade de raça e etnia (16,4%). Mas, por outro lado, temas importantes de interesse da população negra ficaram invisibilizados e recebendo pouca atenção dos jornais. como no caso da saúde da população negra; relações de raça, gênero e etnia; e Ensino da História da África. Quando abordam quilombolas, as notícias geralmente tratam da questão agrária, “regularização fundiária, processo administrativo para reconhecimento das terras e violência relacionada a conflitos fundiários”.

Sobre um dos problemas que mais atinge a população negra, o estudo percebeu uma tendência dos periódicos em “dissociar as violências físicas praticadas contra a população negra no País e o debate sobre o seu contexto de produção”, ou seja, separam os atos de violência contra negros da análise sobre racismo, como se um fato não estivesse ligado ao outro. Uma análise complementar evidenciou que nos espaços noticiosos em que se debate racismo, as violências físicas não são suficientemente problematizadas, enquanto nos espaços reservados ao registro de violências físicas não se debate racismo, omitindo-se até mesmo a referência às características socioeconômicas ou étnico-raciais das vítimas, relata o estudo.

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Fonte:http://www.folhape.com.br/cms/opencms/folhape/pt/edicaoimpressa/arquivos/2012/12/27_12_2012/0069.html