segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

O BRASIL, A ARGENTINA, OS ABUTRES E A "LIBERTAD

24.12.2012
Do blog de MAURO SANTAYANA, 19.12.12
Por Mauro Santayana

(HD) - O Tribunal Internacional Sobre o Direito do Mar, de Hamburgo, decidiu, por unanimidade, que a fragata-escola Libertad, da Marinha de Guerra da Argentina, seja devolvida imediatamente ao governo daquele país. A retenção da nave, em 2 de outubro, foi um ato hostil que, fossem outras as circunstâncias, corresponderia a uma declaração de guerra. O governo de Gana se submeteu a uma ordem de um juiz de Nova Iorque, logo de um terceiro país sem jurisdição sobre Gana, nem sobre a Argentina.




         A sentença é considerada, pela imprensa internacional, como uma vitória do Governo Cristina Kirchner sobre o Fundo “abutre” NML Elliott, com sede nas ilhas Caimãs. A Argentina negociou com os portadores dos seus títulos, quando da crise entre 2005 e 2010, o pagamento com descontos, mas houve aqueles que não aceitaram o acordo. O investidor judeu-americano Paul Eliott Singer, mediante os fundos hedge  que controla, comprou no mercado secundário esses títulos e quer resgata-los pelo valor de face, de 370 milhões de dólares.  Apesar da sentença do tribunal marítimo das Nações Unidas, ainda há o temor de que o governo de Gana se negará a devolver o barco.  O Brasil, de forma discreta, está tendo um papel decisivo nesse processo.   



        A Argentina não tem embaixada em Acra, onde, além de possuir representação diplomática, o Brasil mantém, desde 2006, um avançado laboratório da Embrapa.
        Foram liberados, também, pelo nosso país, cerca de 100 milhões de dólares em créditos para aquisição de equipamentos e sementes brasileiras para o Programa Mais Alimentos África, de promoção da agricultura familiar, e estão em curso  outras iniciativas, como o Programa África-Brasil de Cooperação em Desenvolvimento Social.
      Segundo a imprensa portenha, os contatos para a mediação do Brasil no assunto são conduzidos pela Chancelaria Argentina e o embaixador Ruy Nogueira, Secretário-Geral do Itamaraty. O Secretário-Geral coordena o apoio à diplomata Susana Patarro, que se instalou em uma sala da embaixada brasileira em Acra há mais de um mês, deslocada da representação argentina na Nigéria, e aos 45 marinheiros argentinos que ainda se encontram em Gana, depois da repatriação do grosso da tripulação do navio-escola.
         A questão por trás da disputa do fundo “abutre” NML Elliott com o governo argentino não é apenas financeira, é também política. O bilionário norte-americano Paul Singer, que controla o Fundo Elliott, que compra bônus de devedores em dificuldade, para depois lucrar com a sua venda, ou o recebimento integral de seu valor, é  proeminente membro do Partido Republicano e foi o principal doador das campanhas presidenciais de George W. Bush para a Presidência da República – além de doar um milhão de dólares para a campanha de Mitt Romney. É financiador do grupo de direita Swift Boat Veterans. 

Este texto foi publicado também nos seguintes sites:



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Fonte:http://www.maurosantayana.com/2012/12/o-brasil-argentina-os-abutres-e-libertad_19.html

Augusto Nunes elabora lista de pessoas que apoiam Lula e a publica na Veja

24.12.2012
Do Blog Palavra Livre

Por Davis Sena Filho

 

      Ele espera por um golpe de estado e, por intermédio de sua lista, ver as pessoas presas ou, quiçá, mortas?

 

Augusto Nunes gosta de elaborar listas. Ele é do DOI-CODI ou do DOPS?

         O jornalista Augusto Nunes preparou e publicou uma lista de pessoas, em seu blog na Veja, que ele considera ligadas ao ex-presidente Lula, como o fazia, por exemplo, o jornal O Globo, no decorrer do golpe militar, antes e depois, bem como a Folha de S. Paulo que emprestava seus carros para que policiais e militares carregassem os prisioneiros políticos da ditadura, torturados ou não.

 

      Augusto Nunes é um legítimo, verdadeiro e autêntico representante da imprensa desse tempo violento e sombrio e que pratica há anos e igualmente o legítimo, o verdadeiro e o autêntico jornalismo de esgoto. Tal figura abjeta empodrece a liberdade de expressão e de imprensa, porque, sobretudo, ele defende a liberdade de empresa e de negócios de seus patrões.

 

  A liberdade para que somente eles possam falar e, consequentemente, efetivarem uma reserva de mercado da informação, que foi quebrada por causa dos ativistas da globosfera — conhecidos também como "blogueiros sujos".

 

    Blogueiros e jornalistas que não permitem que as realidades e os fatos sejam vergonhosamente distorcidos, manipulados e, sobretudo, que apenas um lado seja ouvido, o que redunda em um jornalismo declaratório e, portanto, sem a credibilidade das provas e contraprovas.

 

    Augusto Nunes aprecia falar o que quer. Entretanto, recusa-se ouvir o que não quer, uma característica peculiar dos fascistas, os mesmos que servem ao establishment em uma luta sistemática e sem trégua para manter o status quodas oligarquias brasileiras e estrangeiras intacto.

 

    Augusto Nunes retornou ao passado e reeditou as listas de pessoas que, evidentemente, não pensam como ele e os grupos empresariais os quais representa com fidelidade canina, porque não passa de um sabujo, que, saudoso da ditadura militar, deve ter espasmos de ira e de repulsa quando vê, por exemplo, pessoas economicamente mais humildes nos saguões dos aeroportos ou a fazer comprar nos shoppings.

 

     Augusto Nunes e sua lista perversa que remonta à ditadura. Tal jornalista da Veja, pasquim conhecido também como Esgotamento Sanitário, está, certamente, esperançoso de acontecer um golpe de estado. Ele elaborou a lista, que, obviamente, vai ser acrescentada com mais nomes, afinal seu nome é Augusto Nunes, e nada é mais peculiar à sua personalidade.

 

      Agora a pergunta que não quer calar: Tal jornalista tucano e de direita pertence aos quadros do DOI-CODI ou do DOPS ou do SNI? Durma-se com um barulho desse. É isso aí.

 

Leia abaixo:

 

 Augusto Nunes é o que é. Ele segue seus instintos, como apoiar a ditadura do general João Figueiredo.

    Augusto Nunes e seu patrão (E), Roberto Civita, acompanham o presidente, general João Figueiredo. Serviçais da ditadura e que hoje pregam o golpe, a terem como instrumento a Veja, a Revista Porcaria também conhecida como a Última Flor do Fáscio. (DSF)

Clique AQUI

foto de a.n. - divulgação

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Fonte:http://davissenafilho.blogspot.com.br/2012/12/augusto-nunes-elabora-lista-de-pessoas.html

O que muda na CTTU?


24.12.2012
Do blog MOBILIDADE URBANA
Por Tânia Passos

A segunda mulher que irá assumir o comando da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU), apartir de janeiro de 2013, Taciana Ferreira, tem um perfil um pouco diferente da sua antecessora, Maria de Pompéia, formada em engenharia elétrica e funcionária de carreira da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf). Sem experiência na área de trânsito, Pompéia se esforçou para dar conta de um problema muito maior do que a estrutura técnica que ela dispunha. Mas conseguiu avanços importantes como a eliminação dos famosos giros à esquerda, em alguns pontos da cidade, a exemplo da Ponte do Limoeiro, avenidas Mascarenhas de Moraes e Agamenon Magalhães. Touxe também muita insatisfação com a implantação do binário Parnamirim, mas acertou com a criação de uma ciclovia no local. Também foi ideia de Pompéia as baterias como energia alternativa dos semáforos, iniciativa, aliás, copiada pela Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET).

A nova gestora Taciana Ferreira, formada em engenharia de trânsito e funcionária de carreira da própria CTTU, traz um volume maior de experiência no setor. Acumulou também experiência no Sistema de Transporte Público de Passageiros (STPP), onde por quatro anos, atuou na diretoria de operações do Grande Recife Consórcio de Transporte Metropolitano. À frente da CTTU, ela terá o desafio de fazer andar uma cidade com uma frota de mais de 600 mil veículos registrados na capital, sem falar a frota circulante, que pode chegar a um milhão de veículos, praticamente metade de toda a frota do estado.

Uma das grandes expectativas é que Taciana consiga fazer o que Pompéia não conseguiu na engenharia de tráfego da cidade. Mais do que ter agentes de trânsito monitorando quem fez conversão errada, não quitou o IPVA ou dirigiu falando ao celular é que eles tenham a percepção de circulação da cidade como um todo e não apenas nos cruzamentos. Melhorar a engenharia de tráfego é enxergar, sobretudo, o que se passa no trânsito da cidade. Não bastam ter câmeras que registrem o trânsito nas lombadas eletrônicas, onde as pessoas costumam respeitar os limites de velocidade, mas sim nos pontos de conflito.

Mais do que ter agentes de trânsito repetindo o trabalho dos semáforos, melhor seria se eles estivessem em pontos estratégicos equipados com binóculos, rádio ou celular repassando informação dos lugares onde o trânsito travou, seja por um carro estacionando em um local indevido, um buraco atrapalhando o fluxo ou um acidente. O maior objetivo da engenharia de tráfego é identificar os problemas de retenção e resolvê-los o mais rápido possível em qualquer ponto da cidade, mas para isso vai precisar de respaldo do gestor público para renovar a infraestrutura técnica e operacional. Quem sabe, possamos ver a descentralização dos serviços e uma cobertura nos quatro cantos da cidade. Será que a CTTU, enfim, mudará?
Fonte: Diario de Pernambuco
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Fonte:http://blogs.diariodepernambuco.com.br/mobilidadeurbana/2012/12/o-que-muda-na-cttu/

Caso Escola Base: Rede Globo é condenada a pagar R$ 1,35 milhão

24.12.2012
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO,17.12.12

A Rede Globo foi condenada a pagar R$ 1,35 milhão para reparar os danos morais sofridos pelos donos e pelo motorista da Escola Base de São Paulo. Icushiro Shimada, Maria Aparecida Shimada e Maurício Monteiro de Alvarenga devem receber, cada um, o equivalente a 1,5 mil salários mínimos (R$ 450 mil). Entenda o caso abaixo

Dezoito anos atrás, os donos da Escola de Educação Infantil Base, na zona sul de São Paulo, foram chamados de pedófilos. Sem toga, sem corte e sem qualquer chance de defesa, a opinião pública e a maioria dos veículos de imprensa acusaram, julgaram e condenaram Icushiro Shimada, Maria Aparecida Shimada, Mauricio Alvarenga e Paula Milhim Alvarenga.
Chegou-se a noticiar que, antes de praticar as ações perversas, os quatro sócios cuidavam ainda de drogar as crianças e fotografá-las nuas. “Kombi era motel na escolinha do sexo”, estampou o extinto jornal Notícias Populares, editado pelo Grupo Folha. “Perua escolar carregava crianças para a orgia”, manchetou a também extinta Folha da Tarde.
caso escola base mídia
Inocentes foram julgados e condenados pela mídia, que estimulou o linchamento popular.
Na esfera jurídica, entretanto, a história tomou outros rumos. As acusações logo ruíram e todos os indícios foram apontados como inverídicos e infundados. Mas era tarde demais para os quatros inocentados. A escola, que já havia sido depredada pela população revoltada, teve que fechar as portas.
Hoje, acumuladas quase duas décadas de reflexão e autocrítica, a mídia ainda não conseguiu digerir o ocorrido e o caso da Escola Base acabou se tornando o calcanhar de Aquiles da imprensa brasileira — é objeto constante de estudo nas faculdades de jornalismo — e motivo de diversas ações judiciais provocadas pelos diretores da escola.
Em uma delas, Paula Milhim, antiga professora e coordenadora pedagógica da Escola Base, tenta pôr as mãos na indenização de R$ 250 mil que ganhou na Justiça paulista. Com a repercussão do caso, Paula perdeu o emprego, se afastou da família, e hoje acumula dívidas em um emprego instável como auxiliar administrativa.

O decreto de Covas

Em função de diversos atrasos para iniciar a ação judicial, a indenização a que Paula tem direito esteve à beira da prescrição. Para piorar, no momento em que a sua defesa estava formada e instrumentalizada, um ataque cardíaco fulminante vitimou o seu advogado e atrasou ainda mais o processo.
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Laércio José dos Santos, seu atual (e terceiro) advogado, só teve acesso ao processo em 1999, após ter expirado o prazo de cinco anos — que consta no Código de Processo Civil para requisição de ação indenizatória.
Antes que a prescrição fosse oficialmente validada, o então governador de São Paulo Mario Covas publicou em 15 de dezembro de 1999 o decreto número 44.536, em que escreveu: “fica autorizado o pagamento administrativo de indenização às vítimas do caso Escola Base, em virtude da responsabilidade civil do Estado por atos cometidos por seus agentes”.
Para justificar a intenção, o decreto cita os princípios da dignidade humana e da inviolabilidade da honra e da imagem das pessoas. Ambos salvaguardados pela Constituição Federal de 1988.
Com a morte de Covas em 2001, mudaram os quadros da Procuradoria-Geral do Estado e do Palácio dos Bandeirantes. Mudou também o entendimento do governo estadual e o decreto oficial passou a ser questionado na Justiça.

Renúncia de prescrição

Em primeira instância, a juíza encarregada acolheu o argumento da advocacia do estado. Ficou decidido que o decreto apenas significava que Covas havia mandado verificar se havia débito com alguma vítima do caso da Escola Base. Entretanto, como a ação havia sido iniciada em 2004, dez anos após o incidente, a indenização teria prescrito e não poderia mais ser cobrada.
A defesa de Paula Milhim recorreu ao TJ-SP, e obteve ganho de causa na 3ª Câmara de Direito Público do Tribunal. A Corte entendeu que a intenção do decreto emitido por Covas, ainda que não diga explicitamente, é determinar a interrupção da prescrição.
“É evidente que esse decreto foi uma maneira que o governador encontrou de garantir, a todas as vítimas, uma recomposição, ainda que parcial, daquilo que foi perdido após o verdadeiro linchamento moral por elas sofrido quando da época dos fatos”, justificou o desembargador José Roberto Cabella, relator da ação.
O Tribunal entendeu que o decreto oficial contém uma renúncia, ainda que tácita, à prescrição. O relator cita também decisões anteriores de outras Cortes nas quais ficou reconhecido que é legítimo o Poder Executivo interromper a prescrição de indenizações por força de atos administrativos. “Não é de hoje que o governo, em casos emblemáticos, reconhece seus erros e tenta, na medida do possível, repará-los”, explicou.

Perspectiva de pagamento

Uma vez reafirmado o direito à indenização, o desafio da defesa de Paula Milhim passa a ser a efetivação desse direito. “Ela vai viver para receber?”, indaga o advogado Laércio José dos Santos.
Como ainda há (a provável) chance de um recurso da Procuradoria-Geral do Estado no STJ (Superior Tribunal de Justiça), a decisão do TJ-SP não é definitiva. Sem a ação ter transitado em julgado, Paula ainda nem entrou na fila dos precatórios do Tribunal.
O advogado Flávio Brando, presidente da Comissão de Dívida Pública da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de São Paulo), afirma que a perspectiva de recebimento dos valores devidos pelo governo paulista é bem pessimista.
“O estado de São Paulo deve aproximadamente R$ 20 bilhões”, diagnostica Brando ao afirmar que somente R$ 2 bilhões já foram depositados.
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O cenário mais otimista para Paula surge se ela conseguir ser enquadrada na fila dos pagamentos preferenciais. Entretanto, mesmo que ganhe mais agilidade seriam liberados apenas R$ 54 mil para depósito nestas condições, o restante só seria quitado após ela seguir normalmente a fila de pagamentos do Tribunal.

Rede Globo é condenada a pagar R$ 1,35 milhão

A Rede Globo foi condenada a pagar R$ 1,35 milhão para reparar os danos morais sofridos pelos donos e pelo motorista da Escola Base de São Paulo. Icushiro Shimada, Maria Aparecida Shimada e Maurício Monteiro de Alvarenga devem receber, cada um, o equivalente a 1,5 mil salários mínimos (R$ 450 mil).
caso escola base
Caso Escola Base é o calcanhar de aquiles da imprensa brasileira.
A assessoria de imprensa da Globo afirmou que a emissora “está recorrendo e que não divulga a informação por questão de estratégia jurídica”. Os jornais O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo e a revista IstoÉ também já foram condenados.
Em todos os casos já julgados, ainda não houve decisões do Superior Tribunal de Justiça. Segundo o site Espaço Vital, a decisão contra a Globo foi tomada por unanimidade na manhã de quarta-feira pela 7ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP.
O TJ entendeu que a atuação da imprensa deve se pautar pelo cuidado na divulgação ou veiculação de fatos ofensivos à dignidade e aos direitos de cidadania. Em março de 1994, a imprensa publicou reportagens sobre seis pessoas que estariam envolvidas no abuso sexual de crianças, alunas da Escola Base, localizada no Bairro da Aclimação, em São Paulo. Jornais, revistas, emissoras de rádio e de tevê basearam-se em “ouvir dizer” sem investigar o caso. Quando foi descoberto, a escola já havia sido depredada, os donos estavam falidos e eram ameaçados de morte em telefonemas anônimos.
Agências e Última Instância

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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2012/12/caso-escola-base-rede-globo-e-condenada-pagar-r-135-milhao.html

Paulo Moreira Leite: “Vamos pensar no que estão preparando”

24.12.2012
Do blog VI O MUNDO
Postado por Luiz Carlos Azenha


Paulo Moreira Leite é jornalista, que trocou a Época pela IstoÉ. Foi um dos convidados para o debate sobre o julgamento do mensalão promovido pelo Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé. Imagens daTVT. Dica do Altamiro Borges e da Maria Frô. Edição: Viomundo.


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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/paulo-moreira-leite-vamos-pensar-no-que-estao-preparando.html

Feliz Natal a todos os compadres e comadres e a quem mais precisa

24.12.2012
Do  Pragmatismo Político, 23.12.12

Pragmatismo Político deseja um Muito Bom Natal a todos os(as) companheiros(as) solidários e fraternos que por aqui se aventuram e têm a paciência de nos aturar

Muito bom natal para os que já rasgaram seus papéis de final de ano, na despedida do pânico e na esperança no próximo;
Muito bom natal para a menina pálida e triste que espera à margem da estrada, pela terra onde se cultive o trigo e se colha o pão;
feliz natalMuito bom natal para os meninos que mendigam a infância perdida, a solidão do desencanto, e o desejo desesperador de que não se vão o riso e a alegria;
Muito bom natal para a catadora de papel, para os jovens desencontrados no mundo da violência, para as jovens estupradas pela miséria e pela indiferença;
Muito bom natal para os órfãos da afetividade que, destituídos de tudo, contemplam doloridos o tempo que passa, sem crenças, sem coragem, sem luz e sem sonhos;
…e muito bom natal, para todos que dedicam as horas de seus dias, à resistência contra a dor, a exploração, a fome, a impossibilidade da harmonia, o soterramento dos sonhos, a destruição da dignidade, o arquivamento dos direitos, a traição da justiça e, combatendo sobre escombros, mantêm acesa a certeza de que um mundo novo é possível.
Muito, muito bom natal!
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2012/12/feliz-natal-todos-os-compadres-e.html

Contra fascismo, anarquistas gregos abrem “centros sociais” e acolhem imigrantes

24.12.2012
Do portal OPERA MUNDI
Por Roberto Almeida 
Enviado especial a Atenas

Objetivo da iniciativa é minimizar a influência das ações do Aurora Dourada, partido neonazista com 18 cadeiras no Parlamento

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A rua Temistocleos, íngreme, desemboca em uma enorme bandeira metade vermelha, outra metade negra, símbolo do anarcosindicalismo, que prega a ação direta. É o cartão de boas-vindas do grupo Nosotros a quem chega à Praça Exarchia, no bairro de mesmo nome, centro da efervescência anarquista de Atenas.

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O Nosotros, um prédio estreito de três andares, é o ponto de encontro do antifascismo e de uma sociedade alternativa, que prefere ignorar a crise em prol de uma economia local, sem amarras com o capital estrangeiro. No amplo primeiro piso, um café-bar, um salão e um grupo com uma proposta: mitigar as atividades dos membros do Aurora Dourada, o partido neonazista dono de 18 cadeiras no Parlamento grego.


Olga, de Tessalônica, leste da Grécia, 23 anos e estudante de cinema, está de férias em Atenas, mas bota café, cerveja e tsipouro [um destilado barato] na mesa dos clientes para garantir renda e manter o prédio funcionando. O imóvel é exemplo dos que foram alugados pelo movimento, além de outros ocupados. No cardápio, à parte das bebidas, há aulas gratuitas para a comunidade – especialmente de imigrantes.

“Aquele é fulano, que está machucado, apanhou da polícia depois de uma briga com um fascista. Esse é meu amigo, de 67 anos, está desempregado, perdeu a família e vem aqui receber aulas de teatro. Sim, damos aulas de grego, teatro e arte, de graça, para quem quiser”, contou Olga ao Opera Mundi. Ela não mostra o rosto nem diz o sobrenome. “Nem pensar”.


O bairro de Exarchia, próximo à Politécnica de Atenas, é um foco de atividades pautadas por políticas radicais. A área hoje é quase autônoma em relação à cidade, com pouquíssima presença policial. Mas com a crise econômica e a escalada inédita e institucionalizada do neonazismo, os ânimos estão acirrados e a tensão com incursões da polícia é constante.

O histórico dessa relação é bastante violento. Em capítulo recente, no dia 6 de dezembro de 2008, a morte do garoto Alexandros Grigoropoulos, de 15 anos, baleado por um policial grego, desencadeou uma série de distúrbios em Atenas. O local dos disparos ganhou um memorial, que simboliza a primeira grande reação de uma parte da população ateniense contra a crise econômica e o Estado grego.

A morte de Grigoropoulos não foi nem a primeira, nem a última em confronto com policiais gregos. Depois do episódio, pelo menos 300 oficiais foram feridos e três foram baleados. Grupos anarquistas que até então respiravam na superfície partiram para operações no underground, e a polícia, influenciada por quadros neonazistas, é acusada de prendê-los ilegalmente ainda hoje e torturá-los em cativeiros.

“Receber ordem e obedecer porque alguém supostamente melhor que você está mandando? Não dá. Se eu tenho medo da polícia? O que você quer que eu faça? Fique sentada no meu sofá enquanto os imigrantes apanham dos nazistas? Impossível”, enfatizou Olga. “A polícia vem para cima, obedece ordem de fascistas, faz vistas grossas para o que está acontecendo e o país está em colapso. A gente não pode ficar quieto e só receber bomba de gás lacrimogêneo.”

Rumos do movimento

A filosofia do Nosotros, aberto em 2005, está inscrita nos princípios da AK (Alfa Kappa), o Movimento Antiautoridade de Atenas, a mais forte tendência do anarquismo grego. Seus membros tratam os centros sociais como o “maior acerto” para consolidar a AK. É a partir deles que surgem reuniões e ideias para combater o fascismo em interações mais amplas com a sociedade.

O Nosotros tem sala de aula, computadores, internet grátis, um bar externo e outro interno, e quer escapar das amarras do governo grego. É também mais “aberto” à imprensa em comparação com similares mais radicais. A administração tem base na democracia direta e uma revista, a Babylonia, concentra a comunicação do grupo com artigos de opinião e matérias sobre as ações do movimento.

Recentemente, o Nosotros organizou uma festa, cuja arrecadação ajudaria a pagar advogados para dois membros que estão presos após confronto com a polícia. Em outra corrente, estuda formas alternativas de economia e realiza rondas em bairros de imigrantes para coibir casos de violência gratuita contra os moradores - boa parte deles paquistaneses, albaneses, chineses e sírios.

Seus membros não negam os coquetéis Molotov atirados contra a polícia em dia de protestos contra as medidas da Troika, e acentuam que não há outro caminho, a não ser o da resistência, com a criação de um cosmos alternativo, anti-Estado. “Para nós não interessa se o Parlamento aprovou ou não o memorando do FMI. Não estamos interessados nesse tipo de política”, afirmou Olga. “Agora, se o neonazismo continuar crescendo, nós vamos crescer também e vamos enfrentá-lo.” 


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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/reportagens/26146/contra+fascismo+anarquistas+gregos+abrem+centros+sociais+e+acolhem+imigrantes.shtml

SENADO DEVE VOTAR IMPEACHMENT DE FUX

24.12.2012
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

O que jovens juízes, idealistas, que acreditam na Lei e na Justiça, hão de pensar da vida e de seu futuro ? O que o cidadão há de pensar das “decisões” do Ministro Fux ?

Saiu no Estadão, pág. A6:

‘FUX FALOU QUE O PROCESSO (DO MENSALÃO) NÃO TINHA PROVA’, DIZ CARVALHO.


Segundo o ministro Gilberto Carvalho, em entrevista ao programa “É Notícia”, de Kennedy Alencar, da RedeTV, Fux o procurou e disse que o processo do mensalão “não tinha prova nenhuma” e que “tomaria uma posição muito clara”.

Antes, numa entrevista à Folha (*), Fux confessou que pediu apoio aos ministros Palocci, Delfim Netto, a João Pedro Stedile, Paulo Maluf e ao governador Sergio Cabral, do Rio, o maior beneficiário da decisão de Fux de “fechar” o Congresso para não votar os vetos aos royalties.

Nessa entrevista à Folha, Fux prometeu “matar no peito”, na hora de votar o mensalão (o do PT).

Por falar em “matar no peito”, Mauricio Dias, na Carta Capital (onde, esta semana, trata do Ministério Público –“Criei um monstro”) faz um comentário à histórica decisão do Ministro Fux que beneficiou Sergio Cabral:

FUX MATA NO PEITO


Caso a Câmara aprovasse uma lei pela qual o Supremo Tribunal Federal fosse obrigado a julgar os processos na ordem cronológica de ingresso, o que aconteceria?

Muito provavelmente o STF diria tratar-se de indevida intromissão na sua regulação interna.

Como pode o Ministro Fux intervir no regimento do Congresso ao declarar inconstitucional a aprovação do pedido de urgência para os royalties?

No gabinete dele os processos são despachados por ordem de chegada? Ou será que urgência só existe para o Judiciário, não para o Legislativo e o Executivo?

Navalha
Os votos do Ministro Fux estão irremediavelmente sob suspeita.
O depoimento de Gilberto Carvalho o incrimina de forma inequívoca.
Como é que um “candidato” – Viva o Brasil ! – a Ministro do Supremo visita um Ministro de um Governo petista e promete a este Ministro petista que “tomaria uma posição muito clara” num processo que “não tinha prova nenhuma” e incriminava líderes ?
Onde é que nós estamos ?
Com que mais ele fez campanha ?
Com o Daniel Dantas ?
Com o Padim Pade Cerra ?
Não cabe nem julgar se essa promessa de “matar o mensalão (o do PT) no peito” foi decisiva para ser indicado.
O que importa é que a “campanha” é inequivocamente espúria.
Desonra o Supremo.
Não importa saber se ele “não entregou” o que prometeu.
E quando o PiG (**) começou a votar, ele amarelou.
Amarelou e ingressou de armas, bagagens e caderno telefônico nos Chinco Campos (***).
O que importa é o processo, é o meio.
É a tecnologia de chegar ao mais alto posto da Magistratura.
O que jovens juízes, idealistas, que acreditam na Lei e na Justiça, hão de pensar da vida e de seu futuro ?
“O que tenho que fazer para chegar ao Supremo ?”
“Com quem tenho que conversar ?”
“O que devo prometer ?”
O que o cidadão há de pensar das “decisões” do Ministro Fux ?
O Senado perdeu a histórica oportunidade – na verdade, o seu Presidente, José Sarney – de abrir um processo de impeachment de Gilmar Dantas (****), tal qual proposto com argumentos irrefutáveis pelo Dr Piovesan.
Onde estão os petistas do Senado ?
O Suplicy, o Pinheiro, o Vianna ?
Ou ali só se salvam o Collor e o Requião, que denuncia o Golpismo com todas as letras ?
Se o Senado – o único instrumento constitucional de censura a um ministro do Supremo – se calar diante das promessas de campanha do Ministro Fux estará aberto o caminho para campanhas similares preencherem as vagas do trânsfuga Ayres Britto e do decano Celso de Mello, aquele que o PiG (**) quer transformar em mentor intelectual do presidente Joaquim Barbosa.
(Clique aqui para ler “a Dilma tem a ver, sim, com o mensalão” e aqui para ler “Como a Dilma pode ter maioria no Supremo”.)
O Requião diz que o Congresso transformou-se numa ameba, porque tem o rabo preso.
Tem o PT vermelho, do Marco Maia, que disse não ao Barbosa e, certamente, contribuiu para que a Democracia caísse na cilada do Gurgel.
Mas, tem também o PT amarelo, o Odarelo.
Esse PT Odarelo é o que, aparentemente, predomina no Senado.
E, nesse intervalo natalino, o próximo Ministro do Supremo deve estar a prometer ao Felipão, ao Faustão e ao Gilberto Carvalho que vai “matar os tucanos” com um tiro no peito …



Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(***) Ao proferir seu Canto do Cisne e ameaçar o Presidente da Câmara com a cadeia, o decano Celso de Mello citou Chico Campos, o redator da “Polaca”, a Constituição ditatorial de 1937. Em homenagem a ele e a Chico Campos, o Conversa Afiada passa a referir-se aos Cinco Constituintes do Supremo – Celso de Mello, (Collor de) Mello, Fux, Barbosa e Gilmar – como os “Chinco Campos”. E lembra que Rubem Braga, quando passava de bonde pela Praia do Flamengo e via acesa a luz do apartamento do Chico Campos, dizia: “Quando acende a luz do apartamento do Chico Campos há um curto-circuito na Democracia”.
(****) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/12/24/senado-deve-votar-impeachment-de-fux/