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domingo, 23 de dezembro de 2012

Eduardo Campos diz que apoiará candidatura de Dilma em 2014

22.12.2012
Do portal UOL NOTÍCIAS
Por EFE, em São Paulo


  • Andréa Rêgo Barros/PSB
    Campos (à direita) afirmou que "não há dúvidas" sobre seu apoio à candidatura de Dilma
    Campos (à direita) afirmou que "não há dúvidas" sobre seu apoio à candidatura de Dilma
Governador do Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos confirmou que não se candidatará a presidência em 2014 e exaltou seu apoio à presidente Dilma Rousseff, informou a revista "Época" neste sábado (22).
Com os bons resultados obtidos pelo PSB nas eleições municipais de outubro e a ascensão de sua figura no cenário nacional, os rumores sobre sua eventual candidatura à presidência acabaram ganhando força em Brasília.
No entanto, o governador fez questão de descartar essa hipótese ao afirmar que esse "não é o momento de adesões baratas e nem de arrebatamentos de oposição oportunista". Nesta mesma entrevista, Campos declarou que "não há dúvidas" sobre seu apoio à candidatura de Dilma.

"Não há dúvida, não. Qual é a dúvida? Estamos na base de sustentação. Não tenho duas posições", respondeu Campos, que também descartou a possibilidade de apoiar um candidato do PSDB, mesmo sendo amigo de Aécio Neves.

"Quem defende a presidenta Dilma neste momento deseja cuidar em 2013 do Brasil. Quem pode cuidar do Brasil é Dilma. Nós temos de ajudá-la a ganhar 2013. Ganhando 2013, Dilma ganha 2014. Então a forma de ajudar Dilma é dizer: em 2014 todos nós vamos estar com Dilma. Claro. Por que não vamos estar com Dilma?", indagou o governador de Pernambuco.
Além de ressaltar que seu partido não tem nenhum programa contrário ao Governo e que não aprovou nenhuma decisão contra os planos da presidente, Campos voltou a negar que tenha o sonho de ser presidente na atualidade.

"Estou sereno, tranquilo. No dia em que eu quiser ser presidente, responderei a essa pergunta. Mas, hoje não", concluiu.


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Fonte:http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2012/12/22/eduardo-campos-diz-que-apoiara-candidatura-de-dilma-em-2014.htm

Portugueses ainda criticam adoção do acordo ortográfico

23.12.2012
Do porta da Agência Brasil, 21.12.12
Por Gilberto Costa
Correspondente da EBC


Lisboa – A despeito de Portugal ter aceito formalmente o acordo ortográfico antes do Brasil, a mudança de algumas regras na escrita ainda gera polêmica e divide opiniões no país de origem da língua portuguesa. Alguns lusitanos sentem que a reforma os força a escrever (e até a falar) como os brasileiros.

A reforma foi ratificada pelo Parlamento de Portugal em maio de 2008 e promulgada pelo presidente Cavaco Silva em julho seguinte, dois meses antes de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionar a lei do acordo ortográfico em solenidade na Academia Brasileira de Letras.

Em Portugal, o acordo está em vigor desde 13 de maio de 2009. A resolução de adotá-lo prevê um prazo transitório de até seis anos para implementação definitiva da nova grafia.

Além de Portugal e do Brasil, o acordo já foi ratificado em Cabo Verde (2006), em São Tomé e Príncipe (2006), na Guiné-Bissau (2009) e no Timor Leste (2009). Falta a ratificação dos parlamentos de Moçambique (o Conselho de Ministros em junho deste ano aprovou a reforma ortográfica) e de Angola.

Em Portugal, um dos principais críticos do acordo é o escritor Vasco Graça Moura, presidente do Centro Cultural de Belém. Para ele, a adoção do acordo no Brasil “não significa nenhum sacrifício, especial e nomeadamente na fonética das palavras, mas em Portugal, significa. Tirar o acento e o trema de algumas palavras não é assim tão complicado como alterar a grafia de uma porção de palavras, como acontece em Portugal”, compara.

Para ele, a reforma é “um desastre” e está “completamente desajustada da maneira de os portugueses pronunciarem”, além de haver “defeitos técnicos”. Graça Moura lembra que, desde o começo da discussão (em meados dos anos 80 do século passado), “já se reconhecia que era impossível unificar completamente” e ressalta que “os critérios [do acordo ortográfico] são imperfeitos e não são lógicos”.

Ele reclama, por exemplo, que o acordo admite, em mais de um caso, formas facultativas de escrita. “Isso é a própria sabotagem da noção de ortografia. Ortografia significa a maneira de escrever corretamente. Se há possibilidades facultativas, com 'p' ou sem 'p', com 'c' ou sem 'c'; é um curto-circuito nas próprias regras do acordo”. O escritor faz referência ao uso do “p” e do “c”, antes de outra consoante como o “ç” (em casos como “recepção” e “receção”, e “intersecção” e “interseção”, grafados de forma diferente entre o Brasil e Portugal).

Conforme Graça Moura, a duplicidade de ortografia é um dos problemas apontados por acadêmicos portugueses como António Emiliano [o primeiro “o” tem acento agudo porque a vogal é falada aberta em português de Portugal], autor dos livros Apologia do Desacordo Ortográfico e O Fim da Ortografia e professor de Linguística da Universidade Nova de Lisboa.

Dois meses depois da promulgação da reforma em Portugal, Emiliano disse à Assembleia da República que o acordo “nunca foi discutido pela comunidade científica portuguesa, nem pelos setores da sociedade mais afetados”. Para ele, a nova regra “revela insensibilidade à preservação da estabilidade ortográfica e ao valor patrimonial da ortografia” e “afetará negativamente o prestígio de Portugal”, pois “é um atentado ao desenvolvimento, à educação, ao progresso e à competitividade dos portugueses”.

Declarações como as de Graça Moura e António Emiliano ainda têm grande repercussão na opinião pública e nos jornais de Lisboa, como o Diário de Notícias e Público, que frequentemente trazem artigos de fundo (sobre o assunto ou sobre outros temas) nos quais no rodapé é possível ler: “Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico”.

Os diplomatas brasileiros ouvidos pela Agência Brasil relativizam a intolerância de alguns portugueses com a mudança da norma. Para o embaixador do Brasil em Portugal, Mário Vilalva, há “redutos de resistência”, mas “o futuro está ao lado da comunidade de expressão portuguesa, não do isolamento”.

“A gente está dentro de um processo normal de acomodação”, complementa o embaixador Pedro Motta Pinto Coelho, que chefia a missão brasileira na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Para ele, “Portugal está perfeitamente dentro do acordo”, mas há relutância “por desconhecimento” ou “prevenção” - que não se justifica a seu ver. “O acordo foi um entendimento. Ele não mexe na língua. Ele mexe na grafia, mas não entra na sintaxe da língua portuguesa. Procura trazer para um veio comum as ortografias que existem nos diferentes países”, explica o diplomata.


Edição: Tereza Barbosa
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-12-21/portugueses-ainda-criticam-adocao-do-acordo-ortografico

São Paulo, a verdadeira origem da violência

22.12.2012
Do blog SINTONIA FINA, 
Por Vinicius Souza e Maria Eugênia Sá

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!

Nossa investigação revela: brutalidade inaugurada no Carandiru alastra-se há vinte anos pela PM. Para ter paz, Estado terá de enfrentá-la


Outubro de 2012 registrou o recorde de homicídios e latrocínios na Grande São Paulo no ano: 345. Na capital, o aumento foi de quase 110% em relação ao ano anterior. O número só pode ser comparado aos 493 mortos entre os dias 12 e 20 de maio de 2006, cuja macabra contagem diária (média de 55 por dia) somente tem paralelo nos 111 detentos executados pela PM no Massacre do Carandiru, em 2 de outubro de 1992. Mesmo assim, a atual crise na segurança teve destaque nos jornais e TVs apenas após as eleições. Até então, as quase cem vítimas entre policiais, principalmente PMs de baixa patente e fora do horário de serviço, e as centenas de casos de pessoas baleadas nas proximidades desses assassinatos nas horas seguintes, estavam sendo tratadas, todas, como “casos isolados”. Sem o fator eleitoral, a culpa pela violência recai agora sobre o suspeito usual: o Primeiro Comando da Capital ou, como é chamado nos telejornais, “a facção criminosa que age dentro e fora dos presídios”. Mas será assim tão simples?

Várias linhas ligam os sangrentos eventos de 1992, 2006 e 2012. No primeiro, não há dúvidas sobre quem atirou. Ainda assim, o único condenado pela chacina de presos desarmados foi o Coronel Ubiratan Guimarães, que comandou a invasão do presídio. Sua pena de 632 anos de reclusão, porém, foi derrubada pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo, em fevereiro de 2006, quando ele já tinha sido eleito deputado estadual com o sugestivo número 14.111. Em setembro do mesmo ano, o político/coronel foi morto com um tiro no peito em seu apartamento. A única indiciada foi sua então namorada, Carla Cepollina, julgada e absolvida na primeira semana de novembro desse ano. Foi na esteira do Massacre do Carandiru que nasceu o PCC, inicialmente para impedir futuras mortandades em massa dentro das cadeias. Com o crescimento do “partido”, realmente despencaram os índices de assassinatos e estupros nas penitenciárias, além de praticamente não haver uso de crack.

O caso de 2006 é bem mais emblemático. Logo depois de o governo estadual transferir cerca de 700 prisioneiros tidos como líderes do PCC para os presídios de Presidente Bernardes e de Presidente Prudente, considerados de maior segurança, policiais civis e militares passaram a ser mortos nas ruas das principais cidades do estado. Ao todo, 59 foram assassinados, incluídos guardas civis e bombeiros, principalmente entre os dias 12 e 13 de maio. Ato contínuo, a “tropa de elite” da PM paulista, a Rota, saiu às ruas “trocando tiros” com “criminosos” e elevando como nunca as “resistências seguidas de morte”. Ao mesmo tempo, assassinos mascarados passaram a atirar em pessoas nas periferias.

Crimes de maio

O saldo de mortos oficialmente registrados entre maio e junho de 2006 passa de 600, fora os desaparecidos. Dos “confrontos” entre polícia e “bandidos”, 60% a 70% tinham claros indícios de execução (tiros à queima roupa, de cima para baixo, na região do tórax e/ou da cabeça como confirmou o perito Ricardo Molina a respeito de 124 mortos), segundo uma comissão formada pelo Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, Defensoria Pública, Ouvidoria da Polícia, Ministério Público (Estadual e Federal), Ordem dos Advogados do Brasil, Conselho Regional de Medicina e Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo, entre outras entidades. As mortes jamais foram investigadas e até hoje ninguém está preso pelos assassinatos de civis durante esse período. A “I Guerra do PCC” teria acabado devido a um acordo, nunca admitido, firmado entre o grupo e o governo. É inegável, no entanto, o fortalecimento da facção criminosa, que extrapolou os muros das cadeias. Sem a concorrência de outro grande grupo, diminuíram também os confrontos entre traficantes rivais e as mortes por dívida de drogas, ajudando a derrubar significativamente as taxas de homicídios nas ruas (72% entre 1999 e 2011)*.

A nova onda

A trégua, contudo, parece ter chegado ao fim em 29 de maio de 2012, quando policiais da Rota cercaram supostos integrantes do PCC em um lava-rápido na Zona Leste matando seis pessoas e prendendo outras três. Ao menos um dos mortos teria sido levado vivo para a beira da rodovia Ayrton Senna e torturado antes de ser executado, conforme relatou uma testemunha. Três oficiais chegaram a ser presos mas foram absolvidos em novembro, porque a testemunha teria “entrado em contradição”. Nos dias seguintes ao confronto, PMs começaram a ser assassinados em dezenas de emboscadas. A cada morte de policial, em média mais dez pessoas são mortas, a maior parte na mesma região do assassinato, poucas horas depois do evento e por meio de homens encapuzados, em motos sem placas ou carros de vidros escuros, que atiram aleatoriamente em grupos de pessoas nas periferias (93% das mortes são registradas fora do centro expandido da capital).

Apesar do padrão óbvio, somente com a queda do secretário de Segurança Pública de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto, em 21 de novembro, a imprensa realizou um levantamento apontando que pelo menos 16 chacinas (com 28 mortes) entre junho e novembro ocorreram a menos de cinco quilômetros de onde foram executados sete policiais. E mais, o ex-chefe da Polícia Civil Paulista, Marcos Carneiro de Lima, admitiu publicamente que várias das vítimas civis fora das chacinas tiveram suas fichas criminais levantadas em delegacias distantes de suas regiões antes de serem mortas, o que leva a suspeitas de execuções premeditadas. A apuração rigorosa desses crimes, no entanto, não deve ser motivo de grandes esperanças.

Policiais bandidos

De fato, a maior probabilidade é que aconteça exatamente o contrário. Um exemplo é o aumento de 100% sobre a indenização a familiares de policiais mortos e sua extensão para oficiais vitimados fora do horário de serviço, anunciada recentemente pelo governador Geraldo Alckmin. Com isso é bem possível que as famílias dos dois policiais executados em 1º de novembro em Heliópolis recebam R$ 200 mil cada. A polícia não parece muito interessada em averiguar a fundo o que os dois, considerados “linha dura” pelos colegas, faziam juntos numa moto, à meia noite no meio da favela. Uma boa resposta pode estar na excelente matéria da repórter Tatiana Merlino, “Em cada batalhão da PM tem um grupo de extermínio”, publicada em setembro, em Caros Amigos.

Pior, para alguns analistas, muitos policiais estão sendo executados por colegas de farda, aproveitando a onda de violência como cortina de fumaça. É o que pode ter acontecido com o sargento da PM Marcelo Fukuhara, assassinado na Baixada Santista no início de outubro. Conhecido como “ninja” ou “japonês”, ele seria o chefe de um dos mais temidos grupos de extermínio da região. Logo após sua morte, um outro oficial não identificado pelo comando da PM foi preso suspeito de ser o executor, o que não impediu que oito pessoas fossem mortas em duas chacinas na mesma área, nas duas horas seguintes à morte do sargento. Segundo testemunhas, os executores foram homens encapuzados saídos de um carro preto. Fontes de dentro da polícia também afirmam que a única oficial mulher assassinada esse ano, a soldado Marta Umbelina da Silva, teria sido vítima de seu ex-marido, um ex-policial. A informação, contudo, não pode ser confirmada, já que todas as investigações seguem sob sigilo.

Palavra de mãe

Débora Maria da Silva, coordenadora e fundadora o Mães de Maio, grupo de parentes e amigos de civis mortos em 2006 conta sua versão sobre os fatos

“O que mais nos revolta é a impunidade dos policiais matadores. A explosão das mortes na periferia de São Paulo está ocorrendo há pelo menos três anos na Baixada Santista. E quem mais mata são os policiais e ex-policiais. Pra mim, essa coisa de PCC é balela pra justificar a morte de civis. Eles entram em favela, mostram listas de policiais marcados pra morrer, mas não mostram as listas de civis. O próprio antigo secretário tinha falado que todos os que morreram tinham ficha suja, mas como é que ele sabe? A verdade é que desde 2006 tem uma máfia de extermínio, com os policiais ganhando mais com bicos do que registrado na carteira. Com isso, ficam disputando os bicos e estão totalmente fora do controle do comando. Diferente do que disse o governador, quem não reage é que tá morto! Por isso a gente cobra investigação, intervenção federal e federalização dos Crimes de Maio. Porque esse estado não tem mais remendo. Tem que trocar tudo, não só a cúpula da segurança!”

Com a nova onda de violência, as Mães de Maio estão se organizando com dezenas de outros movimentos e grupos para reagir, formando o Comitê Ampliado Contra o Genocídio (veja a carta-manifesto exigindo, entre outras coisas, o fim dos “autos de resistência” em http://bit.ly/SkE9QZ). Já solicitaram uma audiência pública com o governador e com o Ministro da Justiça. Também estão promovendo atividades de divulgação de suas lutas, como marchas periódicas pela paz. A repercussão midiática, contudo, ainda é frágil. “A primeira vez que nosso nome saiu na TV esse ano foi no programa da Sonia Abraão, com o Coronel Telhada, o Comandante Camilo e o Capitão Conte Lopes nos chamando de ‘amigas de bandidos’, como fizeram com o jornalista André Caramante, que teve de sair do Brasil com medo”, diz.
* Para uma visão mais profunda e séria sobre o “crime organizado” em SP, vale a pena ler o documento 16 Perguntas sobre o PCC, em http://bit.ly/SnVgzQ


Sintonia Fina
- via Blog do Capacete

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Fonte:http://asintoniafina.blogspot.com.br/2012/12/sao-paulo-verdadeira-origem-da-violencia.html

Geraldo: “Sei que poderei contar com o apoio dele”

23.12.2012
Do BLOG DA FOLHA
PUBLICADO POR JOSÉ ACCIOLY

Mesmo com senador Humberto Costa (E) cobrando independência, socialista (D) acredita num clima de 'paz e amor' (Foto: Arquivo Folha)

Embora tenha protagonizado duros embates contra o ex-candidato à Prefeitura do Recife (PCR), o senador Humberto Costa, durante a campanha eleitoral, o prefeito eleito Geraldo Julio (PSB) crê que poderá contar com a ajuda do petista para assuntos e projetos de interesse da cidade. Após as urnas sacramentarem o socialista como o vencedor da eleição, o parlamentar ensaiou um movimento contrário à adesão do PT à base do governo municipal, mas se viu vencido pela maioria dos correligionários. Mesmo com a resistência de setor da sigla, Geraldo utilizou-se do discurso conciliador para pregar a união partidária na cidade. O afilhado do governador Eduardo Campos também comenta, neste trecho da entrevista, o critério para escolha do futuro secretário de Saúde do município, Jaílson Correia – ligados aos petistas – bem como a relação que teve com o prefeito João da Costa (PT) durante a transição.


O PT decidiu, de última hora, aderir ao seu governo e indicou o secretário de Habitação, Eduardo Granja. A relação de turbulências ficou para trás?

Eu quero unir o Recife, e desde o dia da eleição para cá tenho buscado unir as pessoas, os partidos e movimentos sociais. A cidade vive um momento duro e nós achamos que unir a cidade é importante para vencer esses desafios. Eu já recebi apoio de muitos partidos, dentre eles o PT, e a reunião do diretório do partido decidiu por apoiar o nosso governo. Eu acredito que, se juntarmos forças, conseguiremos vencer melhor esses desafios.

O senador Humberto Costa se opõe a isso e ainda cobra de independência.

Eu já tive a oportunidade de encontrar com Humberto Costa, ele participou da reunião da bancada em Brasília, ajudou nas emendas e deu declarações públicas de que, como senador, apoiará nosso governo.

Mas a relação política, como fica?

Eu sei que poderei contar com o apoio dele, como senador.

A indicação do secretário de Saúde, Jaílson Correia, foi encarada por algumas pessoas como uma indicação do PT. Foi do PT ou do ministro?

Eu encaro como uma escolha minha, o conheço profissionalmente. É uma pessoa de grande conhecimento técnico, mestrado e doutorado na Inglaterra e tem uma relação pessoal com o ministro, que dá a confiança que a gestão da Saúde será tocada por uma pessoa séria, que ele conhece, sabe da competência e tem condições de fazer isso.

Houve um clima amistoso de colaboração com o prefeito João da Costa durante a transição. 

O senhor indicou um nome próximo do prefeito para a Habitação que foi uma das principais áreas de atuação da gestão petista. A indicação é um reconhecimento pelo que João da Costa fez nessa área?

Nós procuramos o partido e ele fez a indicação de dois nomes. Estamos satisfeitos porque é um nome (Eduardo Granja) dedicado e que, com certeza, desempenhará um bom papel na gestão. Também quero agradecer o trabalho do prefeito João da Costa, que colaborou conosco, abriu as portas da sua gestão, nos oferecendo todas as informações necessárias. Sabemos a importância de ter um processo de transição em harmonia e não vemos muitos gestores fazendo este trabalho desta forma
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Fonte:http://www.folhape.com.br/blogdafolha/?p=68288

Juristas criticam postura do STF

23.12.2012
Do BLOG DO MIRO, 20.12.12



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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2012/12/juristas-criticam-postura-do-stf.html

Eduardo Campos: “Estarei com Dilma em 2014″

23.12.2012
Do BLOG DA FOLHA, 22.12.12
 PUBLICADO POR JOSÉ ACCIOLY

Líder socialista reiterou 'mantra' de que é preciso ajudar petista a 'ganhar' 2013 (Foto: Paullo Allmeida/Arquivo Folha)


Em meio as especulações de que poderia se lançar à Presidência da República, em 2014, o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, foi taxativo, em entrevista à revista Época, na edição da semana de Natal – que chega às bancas na terça (24) – em garantir apoio de seu partido à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), daqui a dois anos. O líder socialista não titubeou em arrematar que estará ao lado da petista na disputa, cravando que a legenda a qual comanda pertence à base de sustentação de Dilma.
Seguindo a lógico de apoio à presidente Dilma Rousseff, o governador Eduardo Campos emendou o mantra de que é preciso ajudar a cacique petista a “ganhar” 2013, para chegar em 2014 sem necessidade de passar por constrangimentos.
“Não há dúvida, não. Estamos na s base de sustentação. Não tenho duas posições. Quem defende a presidenta Dilma neste momento deseja cuidar em 2013 do Brasil. Quem pode cuidar do Brasil é Dilma. Nós temos de ajudá-la a ganhar 2013. Ganhando 2013, Dilma ganha 2014. Então a forma de ajudar Dilma é dizer: em 2014 todos nós vamos estar com Dilma. Por que não vamos estar com Dilma? Nós rompemos com Dilma? Saímos do governo de Dilma? Saímos da base dela? Você conhece algum programa criado pelo PSB constrangendo algum programa, alguma decisão da presidenta Dilma? Não existe nenhum. Agora, entendemos que é a hora de cuidar do Brasil. Temos muitas ameaças e possibilidades pela frente”, afirmou o governador à revista.
Na entrevista, Eduardo Campos também comenta a relação com o PSDB nacional, partido com o qual o PSB possui uma série de alianças Brasil afora. Após ter seu nome colocado no rol de possibilidades para 2014, o líder socialista já chegou a ser cogitado para ocupar a vice-Presidência numa eventual chapa formada com o senador Aécio Neves (PSDB-MG), nome lançado pelos tucano para Presidência, neste mês. Sobre a proximidade com o tucanato, veja o que o governador de Pernambuco ressaltou:
“O PSDB está numa situação em que não defendeu nem o legado do Fernando Henrique nem propôs ainda algo que se coloque em debate na sociedade. E é isso que Fernando Henrique tem cobrado do partido, com grande lucidez. A hora é de qualificar o debate. Não vou entrar nesse debate de maneira desqualificada. Em respeito a meu partido, em respeito à presidenta e em respeito, sobretudo, ao país”, disse. Leia a entrevista completa aqui.

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Fonte:http://www.folhape.com.br/blogdafolha/?p=68334

Ferro quer investigar Roberto Gurgel

23.12.2012
Do jornal FOLHA DE PERNAMBUCO,22.12.12
Por Inaldo Sampaio

Se já estavam com o procurador geral da República, Roberto Gurgel, entalado na garganta por ele ter sido o autor da denúncia contra os envolvidos no mensalão, os petistas da Câmara Federal agora querem engoli-lo vivo. O ódio a Gurgel aumentou esta semana após ele ter feito um ofício ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, pedindo que decretasse imediatamente a prisão dos condenados porque nem o período natalino ele teve a sensibilidade de respeitar.

Para alvejar o procurador, a bancada federal designou o pernambucano Fernando Ferro, que tanto é bom de verbo como de briga. Ferro deseja convocá-lo para dar explicações sobre seu suposto relacionamento com o contraventor Carlinhos Cachoeira, o que o teria levado a barrar uma investigação que deixaria o homem do jogo em maus lençóis. Além disso, acrescenta, Gurgel “politizou” o Ministério Público Federal com a tentativa de “criminalizar” o PT no episódio do mensalão.

Ele acha que Roberto Gurgel não tem mais condições políticas para ser reconduzido ao cargo, pois além de ter perdido a postura de chefe do Ministério Público Federal não teria mais a confiança sequer dos seus pares. Daí ter envolvido a instituição numa espécie de “populismo demagógico”, requerendo a prisão imediata dos réus do mensalão, quando o ordenamento jurídico do país prevê que não pode efetuar a prisão daquelas pessoas antes de as sentenças transitarem em julgado.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/cms/opencms/folhape/pt/politica/col/fogocruzado/index.html

Não basta prender. Querem humilhar ?

23.12.2012
Do blog VAMOS COMBINAR, 21.12.12
Por Paulo Moreira Leite


Confesso que até hoje fico intrigado com a insistência do Procurador Geral da República em pedir a prisão imediata dos réus do mensalão.

Sei que procuradores tem até obrigação de explorar ao máximo toda possibilidade de acusar e condenar os réus. É seu papel.

Do ponto de vista da Justiça, que deve ser equilibrada e isenta, cega, como as estátuas na entrada do prédio do STF, pedido de prisão pressupõe um grau de periculosidade incompatível com os réus, me explicam estudiosos de Direito Penal, como Claudio José Lagroiva Pereira, professor da PUC-SP. O pedido de prisão imediata seria justificado se houvesse risco de fuga.

Não há. Todos os réus sempre atenderam aos pedidos da Justiça. Têm endereço conhecido. Residem no país e, chamados a entregar os respectivos passaportes, o que já pareceu um absurdo a tantas pessoas, atenderam a determinação sem demora.

Outro professor, Pedro Serrano, constitucionalista, lembra outro aspecto. A “jurisprudência pacífica” do próprio  Supremo recomenda que esse tipo de prisão só se efetive depois que a pena tenha “transitado em julgado” e não caiba mais recurso. É uma questão lógica. Por mais que se use a palavra “condenados” para falar dos réus do mensalão, a rigor ela só deveria ser usada quando não houvesse mais a possbilidade – mesmo remota, mesmo teórica – de  serem inocentados.

Serrano lembra que um dos embargos que José Dirceu pode apresentar, contra a condenação por formação de quadrilha, pode reduzir sua pena total de 10 anos e 10 meses para 7 anos e 9 meses.

Se isso ocorrer – por hipótese – Dirceu deixará de cumprir pena em regime fechado e terá direito a um regime semi-aberto. É uma grande mudança, concorda?

A pergunta é simples. Se isso acontecer, Dirceu terá cumprido uma pena que a Justiça não autorizou. Será uma perda irreparável em seu direito à liberdade, lembra Serrano.

E aí, cabe uma pergunta: vamos inventar, no futuro, uma Bolsa-Mensalão para indenizar as vítimas de erros judiciários?

E depois vamos dizer que quem quiser ser indenizado não passa de malandro e parasita, como tanta gente faz hoje, injustamente, com as vítimas de perseguição da ditadura?

Os leitores deste espaço sabem minha avaliação sobre o julgamento. Mas não é isso que está em debate, agora.

Estamos falando de dignidade. Ninguém precisa ser desrespeitado e humilhado dessa forma.

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Fonte:http://colunas.revistaepoca.globo.com/paulomoreiraleite/2012/12/21/nao-basta-prender-querem-humilhar/

Relação com a religião e família deixam as pessoas mais felizes

23.12.2012
Do portal GOSPEL PRIME, 22.12.12
Por  Jarbas Aragão

Pesquisa do Gallup mostra que povos mais ricos não são os mais felizes 


Relação com a religião e família deixam as pessoas mais felizesRelação com a religião e família deixam as pessoas mais felizes
Uma pesquisa feita cerca de 150.000 pessoas de todo o mundo descobriu que sete dos 10 países do mundo com as atitudes mais otimistas estão na América Latina. O Brasil está em 16º lugar, segundo o ranking medido pela Gallup World Pool.
O Instituto Gallup perguntou a 1.000 pessoas em cada um dos 148 países pesquisados sobre como via a vida e se tinha sentimentos alegres no dia anterior. Em comparação com a mesma pesquisa realizada em 2010, o índice brasileiro pulou de 6,8 para 7,1.
A conclusão dos estudiosos é que apenas riqueza e saúde não garantem a felicidade de um povo, afinal o país com maior renda per capita do mundo, o Catar, não está sequer entre os 10 mais felizes.
Com sete entre os 10 países mais otimistas, um dos principais fatores de contentamento do povo da América Latina é a religião. Outros aspectos são a relação com família e amigos, apesar de uma realidade econômica na maioria das vezes difícil.
Em primeiro lugar ficou o Panamá, com mais de 85% respondendo positivamente. Depois vieram Paraguai, El Salvador, Venezuela, Trinidad e Tobago, Tailândia, Guatemala, Filipinas, Equador e Costa Rica.
As pessoas com menor índice de emoções positivas vivem na rica ilha-Estado de Cingapura. Outros países ricos também ficaram, surpreendentemente, bem embaixo na lista. Alemanha e França empataram com a Somália em 47º lugar.
A colocação nada tem a ver como Índice de Desenvolvimento Humano elaborado pelas Nações Unidas anualmente, que analisa expectativa de vida, nível de educação e renda per capita. Este é um paradoxo com sérias implicações neste campo relativamente novo e controverso chamado de “economia da felicidade”, que busca analisar o desempenho dos governos neste processo.
Em pelo menos nove países houve surpresas, como Iraque, Iêmen, Afeganistão e Haiti, que vêm convivendo com problemas políticos sérios nos últimos anos. A pesquisa mostra que as nações prósperas também podem ser profundamente infelizes, como a maioria dos Estados europeus, onde a população não parece se contentar apenas com aspectos materiais da vida. Com informações Gallup e Daily Mail.

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Fonte:http://noticias.gospelprime.com.br/relacao-com-a-religiao-e-familia-deixam-as-pessoas-mais-felizes/

CPI do Cachoeira e covardia política

23.12.2012
Do BLOG DO MIRO, 19.12.12
Por Altamiro Borges
http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/


Por 18 votos a 16, o relatório final da CPI do Cachoeira, elaborado pelo deputado Odair Cunha (PT-MG), foi rejeitado nesta terça-feira (18). O documento pedia o indiciamento do mafioso Carlinhos Cachoeira, do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), do ex-sócio da construtora Delta, Fernando Cavendish, entre outros. Os votos do PSDB e de parte do PMDB foram decisivos para o fim melancólico da CPI. No final da sessão, foi aprovado apenas um requerimento que pede ao Ministério Público Federal que continue as investigações.

O resultado desta Comissão Parlamentar de Inquérito, que durou mais de oito meses, evidencia que a correlação de forças ainda é muito desfavorável no Congresso Nacional e que a mídia privada exerce forte influência sobre os deputados e senadores. Na prática, jornalões, revistonas e emissoras de tevê atuaram para sabotar as investigações do CPI, afirmando que ela servia aos interesses do “lulopetismo”. Além disso, o melancólico desfecho confirma os danos causados pela covardia política e pelo pragmatismo exacerbado.

Com a desculpa de que era preciso evitar o confronto, o relator Odair Cunha foi pressionado a retirar do seu relatório o pedido de indiciamento do jornalista Policarpo Jr., editor da revista Veja, e de investigação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Isolado, o deputado mineiro rendeu-se à pressão, alegando que cortava o “secundário” para garantir a aprovação do relatório final. O vexaminoso recuo, porém, não garantiu nem sequer este desfecho “negociado” nos bastidores do cretinismo parlamentar.

Mesmo após todos os conchavos, o PSDB encaminhou contra o relatório para poupar o tucano Marconi Perillo. Já um setor do PMDB votou contra o documento que pedia o indiciamento do ex-dono da Delta para salvar o governador Sérgio Cabral (RJ). Em síntese, o recuo não garantiu a aprovação do relatório final, desmoralizou as forças que se empenharam nas investigações e nem sequer serviu para politizar a sociedade, desmascarando os amigos íntimos da máfia de Carlinhos Cachoeira – que segue em liberdade!

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2012/12/cpi-do-cachoeira-e-covardia-politica.html

Gurgel e Joaquim: uma dupla "esperta" e da pesada

23.12.2012
Do blog PALAVRA LIVRE, 22.12.12
Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre

O juiz do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, não deu à Polícia Federal a ordem para prender os réus envolvidos e condenados por causa do “mensalão”, que

ainda está para ser comprovado, porque, como afirma a imprensa de direita e de oposição aos governos trabalhistas, o magistrado resolveu cumprir os trâmites legais de tal processo. Nada disso.
A verdade é que Joaquim Barbosa, homem de personalidade agressiva e ditatorial, percebeu que não poderia cair no canto de cisne do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que, maliciosamente e sem nenhuma preocupação com a ética e o respeito devido aos outros juízes do STF, esperou que eles entrassem em recesso para apresentar os pedidos de prisão dos réus e com isso evitar a votação em plenário sobre o caso.
Gurgel procedeu de maneira antiética para aumentar as chances de prisão imediata dos réus. Tal procurador não exerce sua função de estado como chefe da PGR para defender os interesses da sociedade brasileira, independente de questões políticas, ideológicas, governamentais e empresariais. Sua atuação é nitidamente e claramente política e ideológica, e ele assim procede com desenvoltura. O procurador faz, de fato, política — e partidária.
Joaquim Barbosa e Roberto Gurgel formam uma dupla que, para inúmeros juristas, advogados e professores universitários de Direito não observam o Código Penal, a Constituição, o regimento interno do STF e da PGR. Por isso, os questionamentos sobre suas atuações e decisões sobre o caso “mensalão” — que está ainda para ser comprovado.
Joaquim Barbosa não quis assumir, sozinho, a decisão de mandar pessoas para a cadeia, sem, no entanto, não observar os trâmites legais, como o direito dos réus de recorrerem das decisões do julgamento pelo motivo de o processo ainda não ter sido transitado em julgado. Sendo assim, não comporta a prisão de qualquer cidadão brasileiro, porque seus direitos são garantidos pela Constituição, bem como o Código Penal não deixa dúvida sobre essa questão.
Entretanto, a imprensa de negócios privados pressionou para que, mesmo no recesso, acontecessem as prisões, principalmente dos dirigentes do PT. Os barões da imprensa golpista, que não tem compromisso algum com o Brasil e seu povo, distorceram a realidade e ignoraram, solenemente, a Lei, que não permite, repito, que alguém seja preso sem ter o direito de recorrer, se o seu caso não tenha sido ainda transitado em julgado, com exceção, por exemplo, dos crimes de sangue.
Além disso, a oposição partidária de direita, a exemplo do PSDB, DEM e PPS, repercutiu mais uma vez, no Congresso, os desejos da imprensa corporativa e de mercado, que apostava na prisão imediata dos réus do “mensalão”. Ou seja, a imprensa comercial e privada e os partidos de direita, como sempre, apostaram na ilegalidade, apesar de em seus discursos e opiniões distorcerem a verdade, escamotearem suas intenções e manipulares os fatos, com o objetivo de trazerem para si parcela da população mais incauta, ressentida e de perfil conservador, como, por exemplo, grande parte da classe média cooptada pelos valores e os princípios de uma “elite” econômica entreguista e herdeira da escravidão.
O tiro do procurador-geral Roberto Gurgel saiu pela culatra, não porque o senhor J. Barbosa não quisesse concordar com os pedidos de prisão do condestável procurador. O presidente do Supremo recuou porque não teria como ele desrespeitar o estado democrático de direito, mesmo a ter o apoio de uma imprensa de caráter fascista, de passado e presente golpista e de uma direita partidária hidrofóbica, oportunista e que tem a perfeita compreensão que não vai sentar novamente na cadeira da Presidência da República, por intermédio do voto popular.
O problema dessa gente reacionária e perigosa é que quando esteve no poder não considerou os interesses do povo e, consequentemente, nem emprego criou para os brasileiros, que atualmente experimentam o que nunca tiveram: a satisfação de vivenciar o pleno emprego, o acesso ao consumo por terem poder de compra, além das inúmeras oportunidades de estudo, bem como a facilidade de acesso a empréstimos e com isso realizarem sonhos como o da casa própria, da compra de automóvel e da linha branca doméstica e até mesmo viajar de avião.
A verdade é que o Judiciário quer governar o Brasil. E os barões da imprensa também. Porém, as funções de juízes e procuradores não são talhadas para tanto. Eles são funcionários públicos importantes, de alta hierarquia, mas não aptos o suficiente para governarem o País, até porque são nomeados e por isso não podem assumir o papel daqueles que se submeteram ao sufrágio universal.
O ano de 2012 já se tornou inesquecível. É o ano em que a direita, por intermédio da PGR e da imprensa alienígena, criminalizou o PT, o único partido orgânico deste País e talvez o maior partido trabalhista do mundo ocidental. É o ano também em que a direita, por meio do STF, judicializou a política, como forma de diminuir o espaço do Congresso e do Palácio do Planalto cujas autoridades são eleitas pelo povo brasileiro, e, por seu turno, homens e mulheres autenticados com o carimbo do povo para legislar e governar.
O Judiciário (STF, PGR e STJ) é um Poder da República essencialmente técnico. Togados que usam capas pretas têm de se ater aos autos dos processos e não fazer política partidária e ideológica. Se tal juiz ou procurador tem vocação política, que se submeta às eleições e ao voto popular. As tribunas adequadas à política são os plenários da Câmara e do Senado, além das cadeiras dos governantes eleitos pelos brasileiros.
É um absurdo como o senhor juiz Celso de Mello se comportou. Deslumbrado, mostrou-se autoritário e pronunciou palavras açodadas no julgamento do “mensalão” quando ameaçou o presidente da Câmara, o deputado Marcos Maia, de colocá-lo na cadeia.
O condestável vai “prender” o presidente da Câmara dos Deputados, que é, constitucionalmente, a terceira autoridade do País a assumir a Presidência da República na ausência da presidenta e do vice-presidente. Surreal. Absurdo cometido por esse juiz midiático, que foi chamado às falas pelo doutor Saulo Ramos, ex-ministro da Justiça, que o indicou para o Supremo.
Saulo o chamou de “Juiz de m...”. O motivo para o impropério foi porque ele se irritou quando seu ex-pupilo confessou a ele que votou contra o presidente José Sarney porque a votação já estava decidida em favor do ex-presidente. Depois do episódio, Saulo rompeu com o atual decano do STF.
Celso de Mello é um juiz midiático e que cede às pressões da imprensa de mercado, bem como é alinhado aos interesses desse sistema privado de comunicação. A verdade é que a maioria dos juízes que compõem o Supremo é conservadora, e a minha opinião é que muitos deles traíram o Governo.
A maioria dos juízes nomeados por FHC — o Neoliberal — e por outros ex-presidentes não cometeram, recorrentemente, atos e ações contra os Governos e o Congresso, no que é relativo a ações políticas, de caráteres legais, e aos programas governamentais. Pelo contrário, garantiram a independência dos Três Poderes, bem como protegeram e reafirmaram o papel das autoridades eleitas, que atualmente sofrem com a judicialização e a criminalização do processo político, partidário e eleitoral, além de serem alvos de uma campanha infame e sistemática da imprensa de mercado e de direita, detentora de um canhão midiático moedor de almas e reputações e que insiste em pautar a República e, por conseguinte, manter seus interesses econômicos e políticos intactos. Não é nada fácil enfrentar os porta-vozes da Casa Grande.
Os petistas José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares vão para a prisão. São pessoas que enfrentaram a ditadura militar e jamais fugiriam do País para não serem presos. Gurgel sempre soube disso. Todavia, é necessário não somente leva-los à prisão, mas, sobretudo, humilhá-los. É a vingança da direita contra aqueles que ousaram ocupar um espaço até então destinado aos inquilinos da Casa Grande: o Palácio do Planalto.
Dirceu, Genoíno e Delúbio não são, indubitavelmente, as pessoas de Cacciola, Dantas, Abdelmassih, dentre outros, como quer fazer crer, de forma mentirosa, a imprensa direitista. Eles são parte de um projeto de poder e de governo, pois são políticos e militantes do campo da esquerda. Ponto. Esta realidade tem de ser relevada e ponderada.
As questões colocadas na mesa são outras. São realidades diferentes e que não podem ser misturadas em um mesmo caldeirão como o fizeram os barões da imprensa golpista, a PGR do Gurgel e os  juízes do STF, a exemplo de Joaquim Barbosa, Celso de Mello, Cezar Peluso, Ayres Britto, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Marco Aurélio de Mello. Autoridades do Judiciário que, indelevelmente, pecaram contra o Código Penal, a Constituição e, evidentemente, contra a cidadania. Sobretudo contra o estado democrático de direito.
Surreal é a política na América Latina e especificamente no Brasil. Evidenciam-se os interesses das classes dominantes e de seus representantes da Casa Grande, que ora controlam o Judiciário e a PGR. Eles tomaram o lugar dos políticos da oposição de direita, que estão desmoralizados e neste momento fragorosamente derrotados para o desgosto e o inconformismo dos colunistas, editorialistas e “especialistas” de prateleiras da velha imprensa.  
É a direita que se reinventa, até porque nem mesmo as mídias conservadoras estavam a fazer frente aos governantes trabalhistas (vide a vitória de Fernando Haddad em São Paulo) e por isso se aliaram ao Judiciário, que faz oposição ao Governo e luta para legislar no lugar do Congresso. É a direita em toda sua expressão e perversidade. A direita ainda donatária de setores influentes de poder, mas que não tem origem no voto e por isso irremediavelmente antidemocrática quando quer tomar o lugar daqueles que foram eleitos.
Roberto Gurgel e Joaquim Barbosa são “espertos” e da pesada. Gurgel quis dar uma martelada no cravo e outra na ferradura. Só que Joaquim ficou com um olho no peixe e o outro no gato. Contudo, a meu ver, eles não estão nem aí para a Constituição Federal, porque o que eles prezam mesmo é o “domínio do fato”. É isso aí. 

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Fonte:http://blogdadilma.com/index.php/politica/1698-gurgel-e-joaquim-uma-dupla-esperta-e-da-pesada