sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

“José Dirceu não sairá da cadeia vivo”

21.12.2012
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO

Apesar de a pena em regime fechado que deverá cumprir ser de cerca de dois anos, esse tempo seria “mais do que suficiente” para ocorrer uma “briga” com algum detento na qual o ex-ministro perderia a vida

Eduardo Guimarães, em seu sítio
Pensei muito antes de escrever este texto porque as informações espantosas e explosivas que contém foram reportadas por uma fonte que não se identifica. Todavia, à luz de acontecimentos recentes, penso que é meu dever de cidadão dividir tais informações com a sociedade, sempre deixando claro que não me foi oferecida prova alguma do que foi dito.
Ao longo da semana, logo de manhã cedinho, indo de casa para o escritório, o celular toca enquanto dirijo. Reluto em atender por questão de segurança, mas como tenho uma certa paranoia em relação a ligações de números que o identificador de chamadas não registra, atendo.
josé dirceu ditadura militar assassinato
Em outra oportunidade, ex-policial e agente da CIA revelou que foi perseguido por não assassinar José Dirceu.
A pessoa, do outro lado, fica em silêncio. Após dizer “alô” uma meia dúzia de vezes, silencio. Ouço respiração do outro lado. Chego a supor que é só mais uma das ligações anônimas que vivo recebendo, mas estas sempre vêm com insultos e terminam rapidamente. Não tendo condições de ficar ouvindo respiração anônima enquanto dirijo, desligo.
Chego ao escritório, tomo o segundo desjejum do dia – composto de café preto e cigarro – e inicio a composição de um novo post, o que há anos vem sendo um ritual que pratico antes de começar o trabalho remunerado.
Enquanto me delicio com o prazer que o tabaco oferece quando consumido após uma xícara de café forte e puro, o celular volta a tocar. Mais uma vez, a tela de 2,5 polegadas do aparato informa que a ligação não foi identificada. Reluto em atender, mas a curiosidade é maior.
É uma voz masculina, rouca e abafada. Mais tarde, concluiria que a pessoa usou alguma coisa para abafar as próprias palavras de forma a dificultar a identificação. Talvez um pano. Mais tarde, pergunto-me por que a pessoa disfarçaria a própria voz se eu não a conhecesse…
Não farei suspense. Vamos direto aos fatos. O  sujeito antecipou o que de fato aconteceu: a dobradinha entre o procurador-geral da República e o presidente do Supremo Tribunal Federal para prenderem os réus do julgamento do mensalão sem que o resto daquela Corte pudesse deliberar sobre a proposta.
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Até aí, nada demais. Havia especulações na imprensa sobre isso poder vir a ocorrer. Contudo, todos haverão de concordar que é muito estranha a pressa e as artimanhas usadas em dobradinha por Roberto Gurgel e Joaquim Barbosa de modo a colocar os réus na cadeia sem que os recursos deles sejam ao menos apreciados pelo pleno do STF.
Para que a pressa? Por que as manobras para evitar que uma decisão tão polêmica fosse referendada pelo resto da Corte?
O denunciante anônimo prossegue. Diz que Joaquim Barbosa vai tomar para si a execução penal dos réus e irá rejeitar pedidos da defesa de José Dirceu para ele ir para uma penitenciária melhor, sem superlotação e ao lado de condenados de menor periculosidade e de nível social mais alto – e, sim, existe isso, no Brasil.
Um detalhe: segundo o jornal O Estado de São Paulo, “As 74 penitenciárias do Estado de São Paulo estão com 170% de ocupação, segundo levantamento da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) atualizado no último dia 28.
A rede de penitenciárias tem capacidade para 59.739 presos, mas abriga 101.445 detentos. A Penitenciária Dr. Antonio Souza Neto (P-2), de Sorocaba, lidera o ranking da superlotação. Com capacidade para 500 detentos, a unidade está com 1.631 presos. Em segundo lugar, a penitenciária de Hortolândia, com a mesma capacidade, tem 1.587 detentos.
Outra unidade de Sorocaba, a Penitenciária Dr. Danilo Pinheiro (P-1), é a terceira no ranking com 648 detentos em 210 vagas. De todas as unidades penitenciárias estaduais, apenas três, inauguradas recentemente, têm número de presos abaixo da capacidade – as de Tremembé, Presidente Venceslau e Pirajuí (feminina) (…)”
Segundo o informante anônimo, Barbosa tomaria para si a execução penal dos condenados no julgamento do mensalão e argumentaria que seria uma “bofetada no rosto da sociedade” se a eles fosse concedido benefício de irem para prisões “Vips” devido à “gravidade” de seus crimes.
O anônimo encerra a ligação dizendo que se Dirceu entrar em uma dessas cadeias, não sairá de lá vivo. Apesar de a pena em regime fechado que deverá cumprir ser de cerca de dois anos, esse tempo seria “mais do que suficiente” para ocorrer uma “briga” com algum detento na qual o ex-ministro perderia a vida.
O sujeito desligou na minha cara logo após dizer que se Dirceu entrar em uma penitenciária das que se constituem em sucursal do inferno na Terra, não sairá vivo.
Um registro imprescindível: o anônimo não fez acusação formal a ninguém. Não disse quem estaria conspirando para matar Dirceu.
Reflito, porém, o seguinte: diante das notícias sobre essa evidente armação para encarcerar previamente os condenados sem lhes dar o benefício legal de recorrerem das penas, não poderia deixar de relatar esse episódio. E, além disso, por que uma ligação anônima se a pessoa quisesse me dar apenas a sua opinião sobre o que pode ocorrer?
Concluo, pois, lembrando que a responsabilidade pela integridade física de condenados pela Justiça, é do Estado. E que o caráter político do julgamento do mensalão vem sendo cantado por dezenas de juristas, professores de Direito Penal, advogados, jornalistas e intelectuais, o que aumenta a responsabilidade dos que querem encarcerar Dirceu sumariamente.

Estadão: José Dirceu pode ser assassinado na cadeia, diz líder Sem Terra

O líder sem-terra José Rainha Júnior disse nesta sexta-feira, 16, que o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, pode ser assassinado na prisão, caso venha a cumprir na cadeia parte da pena a que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “Dentro do presídio quem manda é o crime e ele, por tudo o que representa, vai ser um alvo fácil.” Condenado a 10 anos e dez meses de prisão, além de multa de R$ 676 mil, por ter sido considerado o “chefe” do esquema conhecido como mensalão, o ex-ministro terá de cumprir pelo menos um ano e onze meses em regime fechado. Para o ministro do STF Joaquim Barbosa, relator do processo, o réu deve ir para uma prisão comum.
O líder sem-terra, que foi banido do Movimento dos Sem-Terra (MST) em 2007 e formou seu próprio grupo, o MST da Base, acredita que isso equivale a condenar o ex-ministro à pena de morte. “O Zé (Dirceu) é um lutador que sobreviveu à ditadura militar, mas no nosso sistema carcerário, ele vai virar um troféu. Conheço como funciona o sistema e vai ser muito difícil ele sair com vida.” José Rainha permaneceu nove meses na prisão, após ser preso, em junho do ano passado, durante a Operação Desfalque da Polícia Federal, que investigava o desvio de recursos da reforma agrária. Ele, que já havia sido preso anteriormente por crimes relacionados à invasão de fazendas, passou por celas de cadeias públicas e de penitenciárias estaduais.
Na última prisão, quando se achava recolhido na Penitenciária de Presidente Venceslau, sua família recebeu uma carta revelando um plano para assassiná-lo. Ele foi transferido para São Paulo e incluído na lista de lideranças rurais ameaçadas de morte elaborada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), ligada à Igreja Católica. “Lá dentro não há qualquer garantia de segurança, você se vê sendo morto a qualquer momento”, disse.

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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2012/12/jose-dirceu-nao-saira-da-cadeia-vivo.html

“CRIEI UM MONSTRO”. É O MINISTÉRIO PÚBLICO !

21.12.2012
Do CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

Terá o MP se transformado em agência de espionagem sem marco regulatório?


Na foto, o mundo de Gurgel, no fim


Saiu na imperdivel “Rosa dos Ventos”, de Mauricio Dias, na Carta Capital, artigo revelador sobre no que deu o Ministério Público, que acaba de realizar uma frustrada artimanha para prender os deputados na Ceia de Natal.

Gurgel, acusado de Prevaricador por Fernando Collor, perdeu, o Congresso ganhou e começa o fim do mundo para o brindeiro Procurador.

Ao Mauricio: 


“CRIEI UM MONSTRO” – EX-PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA, SEPÚLVEDA PERTENCE, MINISTRO APOSENTADO DO STF, SE PREOCUPA COM A EXPANSÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO


Foi lançado recentemente pelos procuradores paulistas um abaixo-assinado contra a Proposta de Emenda Constitucional que põe em jogo o poder de investigação criminal do Ministério Público.  É apelidada de “PEC da Impunidade“. A referência é, certamente, tentativa de ganhar popularidade em decorrência do julgamento do chamado “mensalão” petista. 

Há, no entanto, uma discussão na sociedade em sentido contrário ao que essa “PEC da Impunidade” busca: manter o direito do MP investigar. O debate vem de longe e é guiado por uma frase lançada pelo advogado Sepúlveda Pertence quando se despediu da função de Procurador Geral da República (governo Sarney): “Eu não sou o Golbery, mas, também criei um monstro”.

Golbery do Couto e Silva, general articulador do golpe de 1964, foi o idealizador e primeiro chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI) que ganhou vida própria e, posteriormente, engoliria o próprio criador. 

Pertence, afastado do Ministério Público, também foi engolido pelo “monstro” criado por Golbery na ditadura. Foi expurgado do Ministério Público.

Em 1985, porém, foi escolhido por Tancredo Neves para a Procuradoria Geral da República. Despediu-se dela com um adeus a um “monstro” perigoso à democracia.

O modelo atual do Ministério Público nasceu da Constituição de 1988. Pós-ditadura. Porém, com a ação do tempo e a ambição dos homens, ampliou indevidamente seus poderes incluindo o poder investigatório que, de um modo geral, transformou o promotor um agente a serviço do estado e não do réu. 

Ao invés de “exercer o controle externo da atividade policial”, como prevê a Constituição, o MP passou a endossá-los. É possível ouvir frases como essa entre procuradores que, preocupados, estudam a situação: “Não é aceitável que o MP participe da produção da prova, investigue, acuse e ainda pertença ao sistema de justiça”.

Lula colaborou com essa deformação. Estabilizou a lista tríplice para escolha do procurador-geral e, ainda mais, indicou sempre o mais votado pelos pares. Assim consolidou o processo eleitoral de escolha quando, pela Constituição, a indicação é única e exclusivamente da presidência. A disputa por lista alimenta o monstro. 
O atual procurador-geral Roberto Gurgel defende o poder investigatório. Omite sempre, para reforçar a tese, a quantidade de atribuições do ministério público brasileiro. Nenhum outro país do mundo as tem: move ação de improbidade, fiscaliza o meio ambiente, defende os direitos dos índios, interfere na saúde e… e resta a pergunta: onde sobre tempo para investigar?

O MP teria um papel importante na fiscalização da situação jurídica dos presos e na aplicação das verbas para a construção dos presídios. Mas não o exerce. Não incorre na coresponsabilidade com a calamidade existente nos presídios brasileiros?

Há outras questões mais graves. É o caso da banalização dos aparelhos de escutas telefônicas, o chamado sistema “Guardião”.  O governo brasileiro não sabe quantos aparelhos há em funcionamento no MP. O sistema é operado sem controle. Para isso, o MP tem agentes de Inteligência, os espiões, seu seus quadros. 

Essa situação é explosiva. O membro do MP pode investigar valendo-se de uma originária da polícia e utilizando estrutura própria às agencias de Inteligência, aptas a promover espionagem por pessoas e por aparelhos. 

Terá o MP se transformado em agência de espionagem sem marco regulatório?


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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/12/21/%E2%80%9Ccriei-um-monstro%E2%80%9D-e-o-ministerio-publico/

Denuncias que Ninguém (da Mírdia) Quer Investigar

21.12.2012
Do AMORAL NATO, 
Por Luiz Carlos Azenha

Amaury Ribeiro Jr. promete revelar em novo livro bastidores do complô para derrubar Lula e Dilma


Amaury e o primeiro petardo (foto LCA)

Na semana seguinte às eleições municipais em que Fernando Haddad derrotou José Serra em São Paulo, episódios estranhos começaram a acontecer em torno do premiado repórter Amaury Ribeiro Jr., autor do livro Privataria Tucana, o best seller que vendeu 150 mil cópias.
Primeiro, ele foi procurado por telefone por um homem de Guarulhos que prometeu documentos relativos à Operação Parasita, da polícia paulista, que investigou empresas que cometiam fraudes na área da saúde.  Foi marcada uma reunião, mas a fonte se negou a entrar no local de trabalho de Amaury. Quando se encontraram pessoalmente, do lado de fora, a história mudou: o homem ofereceu a Amaury a venda de material secreto que teria como origem o despachante Dirceu Garcia.


No inquérito da Polícia Federal que apura a quebra de sigilo de dirigentes do PSDB, aberto durante a campanha eleitoral de 2010, Dirceu é a única testemunha que acusa Amaury de ter participado da violação. “Novamente, estão querendo armar contra mim”, diz Amaury. “Mas desta vez a trama foi toda gravada por câmera de segurança”.


Em seguida, outra situação nebulosa, desta vez supostamente para atingir a Editora Geração Editorial, que publicou o Privataria Tucana. Um “ganso”  da polícia paulista marcou encontro com o diretor de comunicação, William Novaes, com o objetivo de entregar um dossiê que incriminaria vários políticos tucanos, entre eles o ex-senador Tasso Jereissati.


O encontro, do qual Amaury também participou, foi gravado por câmeras ocultas. Amaury acredita que o objetivo era entregar à editora material falso que pudesse ser usado para desqualificar seu livro. Diante da recusa, a mesma suposta “fonte”, que responde a vários processos por estelionato, ligou para a editora dias depois dizendo que Amaury corria risco de vida.


“Acredito que eles pretendiam me acusar de obstruir o processo em andamento, o que poderia até resultar em minha prisão”, avalia o repórter.


Na mesma semana, narra Amaury, o ex-sub-procurador da República, hoje advogado José Roberto Santoro, que segundo a revista Veja tem ligações com o tucano José Serra, procurou a direção do jornal O Tempo, de Minas Gerais, para intermediar um encontro com a direção do jornal Hoje em Dia, onde Amaury mantém coluna semanal.


O objetivo, segundo o repórter, seria reclamar de uma nota publicada na coluna de Amaury relativa a uma mineradora de Minas e ao ex-governador do Espírito Santo, Paulo Hartung. 


Mas, de acordo com Amaury, no encontro Santoro não reclamou objetivamente do conteúdo da coluna. “Ele ficou falando mal de mim, tentando levar à minha demissão e quando foi advertido pelos diretores do jornal aumentou ainda mais o tom de voz, como se estivesse numa crise histérica”, diz o repórter. A coluna continua a ser publicada.
Qual seria a explicação para esta sequência de eventos?


Amaury sustenta: “Está ocorrendo um verdadeiro complô, articulado provavelmente por tucanos, com apoio de setores da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. O objetivo é derrubar primeiro o Lula e depois atingir a presidenta Dilma”.


Aqui, é importante lembrar que, na campanha de 2010, Amaury foi acusado pela mídia de integrar um grupo de inteligência a serviço da campanha de Dilma Rousseff, aquele que teria violado o sigilo fiscal de tucanos. O repórter nega: “Estão querendo requentar um assunto velho, que sumiu das páginas dos jornais logo depois das eleições de 2010. Pelo jeito vai voltar já pensando em 2014. Talvez estejam pensando em me usar para chegar na Dilma”.


Amaury estranha que o processo sobre a violação do sigilo de tucanos tenha voltado a andar uma semana depois das eleições de 2012, quando foram chamados para depor o jornalista Luiz Lanzetta e o secretário particular do diretor de redação do Correio Braziliense e do Estado de Minas, Josemar Gimenez.

Lanzetta trabalhou na campanha de Dilma e foi acusado de ser o chefe do suposto núcleo de inteligência. Quanto a Josemar, Amaury trabalhou em O Estado de Minas, onde deu sequência à apuração dos fatos que resultaram no livro Privataria Tucana. O repórter enfatiza sempre que baseou o livro em documentos públicos  obtidos em juntas comerciais e cartórios, na CPI do Banestado e no Exterior.


Aqui, pausa para uma bomba: segundo Amaury, o presidente do PSDB, Sergio Guerra, entrou na Justiça de Brasília com uma ação em que pede a retirada de circulação do livro, alegando que o Privataria Tucanacausa danos morais a caciques do partido. O pedido foi feito durante a campanha de 2012 mas até hoje a Justiça não se pronunciou.
“Com certeza, o livro provocou muitos estragos nas eleições. Com certeza continuará provocando. O curioso é que eles nunca respondem especificamente às acusações ou documentos mostrados no livro”, diz Amaury.


Ele também estranha que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que recebeu dezenas de livros pelos Correios, de leitores indignados com o conteúdo, não tenha aberto um procedimento para apurar as denúncias.  Amaury entregou parte dos documentos utilizados no Privataria  à Polícia Federal, que até hoje não abriu inquérito.


Além disso, apesar de o deputado federal e ex-delegado da PF Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) ter conseguido o número de assinaturas necessárias à abertura da CPI da Privataria, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), parece ter sentado sobre o assunto.


NOVO LIVRO


Desde o lançamento do Privataria Tucana, Amaury fala em escrever a sequência.  O livro já tem nome:Privataria 2, o Grande Complô.
Viomundo: Amaury, do que tratará o livro?


Amaury: Vou mostrar como funciona o núcleo de inteligência do PSDB, que domina até hoje setores da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Eles se movimentam para desarticular o ex-presidente Lula e futuramente a presidenta Dilma. Quero mostrar porque o PT não reage. No caso da CPI do Cachoeira, tinha a faca e o queijo na mão para investigar melhor a relação entre o bicheiro e a revista Veja.


Viomundo: Você tem explicação para o recuo do relator Odair Cunha (PT-MG)?
Amaury: O PT parece abafar todos os casos. Suspeito que é por um motivo simples. Herdou e deu continuidade a esquemas dos tucanos. No caso do Odair Cunha, devemos lembrar que o ex-sócio dele, que é da região de Boa Esperança, em Minas Gerais, se tornou diretor de Furnas e controla verbas e cargos. Será que tem o rabo preso e os tucanos descobriram?


Viomundo: E a CPI da Privataria, agora sai?


Amaury: Acho que não sai. Tudo indica que o  PT tenha herdado o esquema promíscuo que os tucanos tinham com as empresas de telecomunicações. Diante da nova denúncia do Marcos Valério, que diz que a Brasil Telecom teria doado 7 milhões de reais ao PT, o partido vai ficar totalmente desmoralizado se a CPI não for aberta. Se não for aberta, vai ficar bem claro que eles temem que as investigações atinjam o próprio PT.


Viomundo: O líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto, chegou a convidar o ex-presidente FHC para falar sobre a lista de Furnas. Mas foi desautorizado pelo líder do PT no Senado, Walter Pinheiro. Afinal, essa lista de Furnas é falsa, como afirmam os tucanos?


Amaury: O laudo da perícia da Polícia Federal diz que é verdadeira. A lista mostra doações de campanha feitas por um esquema montado em Furnas para vários caciques do PSDB, dentre os quais Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra.  O caso foi denunciado na Justiça federal do Rio de Janeiro pela procuradora Andrea Bayão Ferreira, que em seu relatório diz não ter dúvidas da existência do esquema, que era abastecido por empresas fornecedoras de Furnas. Mas a Justiça Federal transferiu o caso para a Justiça estadual do Rio de Janeiro, apesar de Furnas ser uma estatal federal. É outro caso no qual o procurador Gurgel não tomou qualquer providência. Será que ele faria o mesmo se fosse um esquema petista?


Viomundo: E essa história do mensalão tucano, anda?


Amaury: Mais uma vez houve tratamento diferenciado ao PSDB.  No caso do mensalão tucano, houve desmembramento das investigações, encaminhadas à Justiça de Minas. No STF só serão julgados os reús com foro privilegiado. Vai ficar mais difícil montar o quebra-cabeças que facilitaria a condenação, como foi o caso do mensalão petista. As teorias do Gurgel não teriam vingado se tivesse havido desmembramento também no mensalão petista.  No caso dos tucanos, houve.


Viomundo: Lula nunca falou sobre a Operação Porto Seguro, aquela que desvendou um esquema de tráfico de influência nas agências reguladoras e que teria a participação de Rosemary Nogueira. A mídia explorou o que define como  “relações íntimas” entre o ex-presidente Lula e Rosemary. O que te pareceu o caso?


Amaury: São denúncias sérias, que devem ser apuradas. Mas outra vez a imprensa, a Polícia Federal e o Ministério Público dão tratamento desigual a petistas e tucanos. Devemos lembrar que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso acreditava ter tido um filho com uma jornalista da Globo e a imprensa não só calou a respeito durante quase duas décadas como ajudou a abafar o caso. Uma concessionária pública, a Globo, transferiu a mãe do menino para a Espanha. Conheço bem essa história. Nunca toquei no assunto por se tratar da vida pessoal. Mas diante do cinismo da imprensa estou pensando em incluir no livro algumas revelações sobre como era o esquema para sustentar mãe e filho na Europa. É jornalistacamente relevante por se tratar de dinheiro de caixa dois, de financiamento de campanha. Tenho uma testemunha que sabe de tudo.


Viomundo: Você não poupa nem a PF, que vem trabalhando como nunca?


Amaury: O governo é petista, mas há um núcleo tucano na PF, tanto que a presidente da República só ficou sabendo da Operação Porto Seguro depois que ela foi deflagrada. O ministro da Justiça apareceu na TV com aquela cara de bobo, ficou vendido. Vale lembrar que o início das investigações se deu pelas mãos do serviço de inteligência do PSDB, que cooptou testemunhas para levar o caso adiante. Meu livro vai contar os detalhes de como isso aconteceu. Vai também desnudar as relações promíscuas entre integrantes do Ministério Público e da Polícia Federal com o alto tucanato. Como vou sustentar, é mesmo um grande complô.


Viomundo: Mas se a Rosemary foi exonerada no dia seguinte à operação da PF, Dilma não sabia de nada antecipadamente? Há especulação de que ela deixou andar justamente para eliminar um núcleo de corrupção que herdou do governo Lula…


Amaury: Essa é a grande pergunta, até hoje não foi respondida. Pretendo responder no livro.


Viomundo: Já que estamos no campo das especulações, e a boataria sobre a saída de Dilma do PT para o PDT?

Amaury: Seria um suicídio político. No PDT há uma briga de vida e morte entre a família Brizola e o ex-ministro Carlos Lupi. Só faria sentido ela sair do PT se o Lula fosse candidato em 2014, o que o atual quadro político não indica.


Viomundo: E essas gravações que você fez, do pessoal que tentou armar contra você, vão entrar no livro?


Amaury: Com certeza, mas antes vou entregar todo o material à Polícia Federal e à Justiça. 


Quero deixar claríssimo que eles escolhem os casos para investigar e punir. Como eles até agora não tomaram providências, pretendo entrar com representações na PF e no Ministério Público pedindo a apuração das denúncias contidas no Privataria Tucana. Quero ver eles sentarem em cima do assunto. Pelo jeito só vai me restar fazer denúncias fora do Brasil por meio da ICIJ, International Consortium of Investigative Journalists, entidade que tem sede nos Estados Unidos e representação em dezenas de paises. Fui o primeiro repórter brasileiro a integrar a entidade e estou pensando em acioná-la se as autoridades brasileiras não tomarem providências.
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Fonte:http://amoralnato.blogspot.com.br/2012/12/denuncias-que-ninguem-da-mirdia-quer.html

Golpista da Veja já prepara lista de pessoas a serem presas e mortas após golpe

21.02.2012
Do blog ESQUERDOPATA


Eterno porta-voz de corruptos e assassinos

Leia tudo AQUI



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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2012/12/golpista-da-veja-ja-prepara-lista-de.html

CONFIRMADO: O GLOBO QUER UMA NOVA DITADURA

21.12.2012
Do blog SINTONIA FINA

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!

Manchete desta sexta-feira do jornal de João Roberto Marinho acusa o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), de intimidar ministros do STF, quando o que está ocorrendo no Brasil é justamente o contrário; charge traz ainda um "Papai Gurgel" com um presente de Natal para os réus da Ação Penal 470: é Joaquim Barbosa com a chave da cadeia


Duas capas desta semana do jornal O Globo foram emblemáticas. A de terça-feira dizia que o Supremo não apenas cassava parlamentares, como também advertia a direção da Câmara para que se aquietasse. No dia seguinte, o Congresso não era mais tratado como um poder independente, mas sim como um ente rebelado da República. A adesão do Globo ao novo regime político que se instala no Brasil, a chamada "supremocracia", fez com que o 247 colocasse a seguinte questão: "Será que o Globo quer uma nova ditadura?" (leia mais aqui).
Pois a resposta é sim e está estampada na capa desta sexta-feira do jornal da família Marinho, que acusa o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), de intimidar ministros do STF, quando o que está ocorrendo no Brasil é justamente o contrário. O Supremo, sim, invadiu a competência do Poder Legislativo, ao violar o artigo 55 da Constituição Federal e contrariar sua própria jurisprudência sobre o tema (leia aqui artigo de Renato Janine Ribeiro). 
E quem intimida o Poder Legislativo é justamente o chefe do Poder Judiciário, Joaquim Barbosa, que ameaça mandar a polícia invadir a Câmara dos Deputados, caso algum deputado queira estar em seu gabinete num eventual momento de decretação de prisão. Marco Maia apenas tem avisado que o Brasil "não é mais uma ditadura" e que deputados só podem ser presos em flagrante delito ou após o trânsito em julgado de uma ação – o que ainda não ocorreu.
Na capa do Globo desta sexta-feira, há também um "Papai Gurgel" que traz um presente para os réus da Ação Penal 470: Joaquim Barbosa com uma chave de cadeia. A prisão antes do trânsito em julgado, além de ferir a jurisprudência do STF, viola a vontade do próprio plenário da corte – que teria rejeitado a medida, caso ela tivesse sido levada a voto na última segunda-feira.
Tempos de radicalização política se anunciam no dia do fim do mundo.
Sintonia Fina
-com 247

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Fonte:http://asintoniafina.blogspot.com.br/2012/12/confirmado-o-globo-quer-uma-nova.html

PSDB obedece a Cachoeira e veta relatório de Odair Cunha

21.12.2012
Do portal da Rede Brasil Atual,19.12.12
Por Helena Sthephanowitz, especial para a Rede Brasil Atual

Depois de oito meses, a CPI do Cachoeira terminou nesta terça-feira (18) em panetone e champanhe. Nenhum dos envolvido no esquema  de  corrupção e jogos ilegais do bicheiro Carlinhos Cachoeira foi indiciado. O relatório do petista Odair Cunha foi rejeitado por 18 votos a 16. Na lista de indiciados do relator, havia pedido para que 29 pessoas fossem indiciadas - ou seja, haveria indícios suficientes para que essas pessoas já fossem consideradas suspeitas de ligação ilícita com Cachoeira. Mas o PSDB venceu
Os tucanos bateram continência para o bicheiro e votou contra o relatório de Cunha, que indiciava o contraventor, e mais dezenas de pessoas, como o governador Marconi Perillo (PSDB-GO) e o deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO). Os tucanos que compuseram a CPMI, leais a Cachoeira, conseguiram reunir 18 votos contra, incluindo barganha com gente do PMDB e de outros partidos pequenos. Superaram os 16 votos a favor arregimentados pelo PT e, com isso, o relatório foi rejeitado.
Apesar de não ser membro da CPI, o dedo do senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi identificado através das articulações do deputado tucano mineiro Domingos Sávio. Aécio atendeu a um pedido de Cachoeira, feito através de Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), para nomear uma sobrinha de Cachoeira para um cargo comissionado na chefia no governo de Minas. Além disso, os telefonemas interceptados mostram que a organização do bicheiro atua no negócio de jogos ilegais em cidades mineiras sem ser importunado.
Derrubado o relatório de Odair Cunha, os membros aprovaram um substitutivo do deputado Luiz Pitiman (PMDB-DF) de apenas duas páginas, que não indiciou ninguém; apenas encaminhou o material da CPMI para o Ministério Público e a Polícia Federal continuar as investigações.
Para Odair, seu relatório foi derrotado por uma “blindagem” feita pelo governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) e a empreiteira Delta. "Queriam que eu retirasse questões elementares de meu texto. Como não aceitei, fomos derrotados. Apesar de todo nosso esforço, pizza geral. Fomos derrotados pela blindagem da Delta e do governador Perillo", disse o deputado.
Para o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), a derrota do texto de Odair Cunha foi tramada numa “conspiração da madrugada”, que resultou em conchavos, em mudanças de voto de última hora e na presença de parlamentares que nunca estiveram em nenhuma reunião da CPI.
Os vários interesses, sobretudo dos demotucanos, inconfessáveis na frente das câmeras de TV, explicam o relatório ter virado "pizza". Mas, independentemente de relatório, a CPMI cumpriu seu papel de revelar, a quem observou, "como se fazem as salsichas" (como disse o chanceler alemão Otto von Bismarck: "Quanto menos as pessoas souberem como se fazem as salsichas e as leis, melhor dormirão à noite").
Além disso o relatório original de Odair Cunha, inclusive com o pedido de indiciamento do diretor da revista Veja, Policarpo Júnior, continua como documento histórico nos anais do Congresso 

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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/blog/helena/psdb-obedece-a-cachoeira-e-veta-relatorio-de-odair-cunha