sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Folha manipula discurso de Lula

14.12.2012
Do BLOG DO MIRO, 13.12.12
Por Luiz Carlos Azenha, no blogViomundo:



Eu ouvi o discurso do ex-presidente Lula em Paris, ontem. Lula falou sobre a crise econômica internacional, além de exaltar as conquistas de seu próprio governo.

A crise econômica internacional foi consequência da desregulamentação dos mercados financeiros e os bancos receberam bilhões de dólares e euros em dinheiro público como forma de resgate.


Interrompido várias vezes por aplausos, Lula denunciou “a falta de representatividade” dos organismos internacionais e defendeu a criação de mais espaços representativos multilaterais, que aumentem o peso das vozes alternativas em nível internacional. “Precisamos criar instrumentos e mecanismos com mais solidariedade, mais democracia, para que as decisões não estejam subordinadas a quem tem mais dinheiro, mais poder ou uma indústria maior”. O senso de humor e a pertinência do ex-presidente fizeram da jornada final do fórum um momento especial. Lula criticou os banqueiros que gozam de uma impunidade absoluta: “o mais fantástico é que o Lehman Brothers quebra e ninguém vai preso, enquanto o banco recebe os bilhões que os países nunca recebem no mundo”.

No início do discurso, Lula chegou a mencionar um “sociólogo” e empresários não identificados, dizendo que esperavam que ele, Lula, fosse um fracasso no governo, mas que “a história os enganou e eu muito mais”.

Mais para a frente, deu alguns alguns foras diplomáticos, como ao mencionar o Fórum Mundial Social de Porto Alegre como reunião de “xiitas” ou ao dizer que tinha viajado muito, inclusive ao Timor Leste, sem entender o motivo de ter ido até lá. Coisas da descontração de um ex-presidente.

Porém, é importante ouvir o discurso na íntegra para constatar que a absoluta ênfase de Lula foi na crise econômica internacional, suas consequências e soluções.

Ele propôs debates sobre o tema e foi nesse contexto que afirmou:

“Essa crise não é de nenhum de nós individualmente. Essa crise é da responsabilidade de pessoas que nós nem conhecemos. Porque, quando um político é denunciado, a cara dele sai de manhã, de tarde e de noite no jornal. Vocês já viram a cara de algum banqueiro no jornal? Sabe por que não sai? Porque é ele que paga as propagandas dos jornais. Então, não sai nunca”.

O que a Folha fez com a frase?

Retirou a menção de Lula à crise e fez um acréscimo que mudou completamente o sentido da frase (grifo meu):

Sem citar diretamente o depoimento de Valério, ele criticou a imprensa. ”Quando um político é denunciado, a cara dele sai de manhã, de tarde e de noite no jornal. Vocês já viram a cara de algum banqueiro no jornal? Sabe por que não sai? Porque é ele que paga as propagandas nos jornais”, disse.

Pronto, segundo a Folha Lula usou o discurso para rebater depoimento de Marcos Valério e criticar a imprensa brasileira, como em Acusado, Lula ataca imprensa e volta a falar em candidatura.

Uma verdadeira aula sobre como esquentar uma manchete.

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2012/12/folha-manipula-discurso-de-lula.html

Joaquim Torquemada diz por que não pode ser presidente

14.12.2012
Do blog ESQUERDOPATA


O Batman da ultra-direita iletrada declarou que não pode ser presidente (do Brasil) por causa de sua franqueza. Não, Torquemada, não é por causa disso. É por causa de sua fraqueza, por ser um jurista de botequim, um babaca movido a holofotes midiáticos. Um ministro que esconde provas que beneficiam os réus, um inquisidor que usa a mídia para constranger os outros ministros. Um Batman de carnaval com um Robin de esgoto, Roberto Gurgel, vergonha nacional.

Não bastasse isso,  vossa excelência não resistiria a meio debate. Sua arrogância ressentida e autoritária só funciona contra quem não pode responder sem receber voz de prisão. No livre debate democrático vossa excrecência derreteria como merda sob a chuva.



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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2012/12/joaquim-torquemada-diz-por-que-nao-pode.html

Bandido Civita lidera quadrilha que levantou 17 milhões para subornar Marcos Valério e atacar Lula

14.12.2012
Do blog ESQUERDOPATA

Acordo de R$ 17 milhões teria convencido o empresário a envolver o ex-presidente Lula no 'mensalão', de acordo com o ator; dinheiro teria sido reunido por grupo de empresários, políticos, além de Roberto Civita, dono da Veja; condição era que declarações saíssem primeiro na revista semanal, que em setembro deu capa com Marcos Valério; procurada, editora Abril não se pronunciou

Brasil 247 – Declarações de um advogado feitas na madrugada desta sexta-feira denunciam suposta trama que envolve um acordo de R$ 17 milhões para convencer o empresário Marcos Valério a denunciar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do 'mensalão'. A conversa, que teria acontecido num restaurante de Brasília, foi noticiada nesta manhã pelo ator e ativista político José de Abreu, via Twitter.

Ao 247, Abreu não deu mais informações sobre quem seria o advogado, mas garantiu que não se trata de Marcelo Leonardo, representante do publicitário mineiro na Ação Penal 470, da qual seu cliente foi condenado com uma pena que passa dos 40 anos. Marcelo Leonardo sequer teria concordado com o acerto. Quanto à fonte que lhe revelou o diálogo, ele se limitou a dizer: "É um político da oposição".

"Estou repassando o que me contaram, foi nessa madrugada. Uma pessoa ouviu do advogado, que começou a falar mais alto num restaurante de Brasília. Era um lugar menos nobre, não era tipo um Piantella", descreveu José de Abreu, em referência ao famoso ponto de encontro de políticos da capital federal. Segundo ele, há ainda prometido ao empresário dois apartamentos nos Estados Unidos, um em Miami e outro em Nova York, "FORA o pagamento de TODAS as multas financeiras a que MV foi condenado".

O acerto teria sido feito sob a condição de que as revelações contra Lula sairiam primeiramente na revista Veja. Em setembro, uma reportagem de capa intitulada "Os segredos de Valério" traz frases atribuídas a interlocutores próximos ao empresário apontando o ex-presidente como chefe do 'mensalão'. Segundo o advogado, o dinheiro para pagar Marcos Valério teria vindo de uma "composição financeira" envolvendo empresários, políticos e o próprio dono da semanal, Roberto Civita, quem, segundo ele, seria o responsável pela organização da 'vaquinha'.

Posteriormente à publicação da reportagem, foi levantado um debate na imprensa e nas redes sociais que questionava a veracidade das denúncias e a existência de um áudio que comprovasse a entrevista. O colunista do jornal O Globo, Ricardo Noblat, liderou a defesa à revista, garantindo que havia, sim, uma "fita" com as revelações de Valério. Procurada pelo 247 para comentar as denúncias, a assessoria de imprensa da Editora Abril não respondeu até a publicação dessa reportagem.

Futuro dos filhos

A intenção de Marcos Valério seria "deixar bem os filhos", postou o responsável pelas revelações. Ao 247, o ator acrescentou que há psiquiatras e psicólogos envolvidos e que o publicitário não passa bem. "Cada imóvel teria sido colocado em nome de cada filho de MV. A saída de casa, a "farsa da separação" segundo o advogado bêbado, fazem parte", escreveu José de Abreu, em referência ao acordo. Valério andava muito deprimido e não queria deixar a família sem garantias quando ele fosse para a prisão, conta Abreu.

Falou, tem que provar

As denúncias, porém, teriam de ser provadas. "Uma parte da grana só seria paga se MV conseguisse que abrissem processo contra Lula", escreveu José de Abreu no microblog. Depois de três meses da reportagem publicada por Veja, o jornal O Estado de S.Paulo revelou, nesta semana, parte de um depoimento do empresário à Procuradoria Geral da República feito em 2003, com mais revelações sobre o ex-presidente.

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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2012/12/bandido-civita-lidera-quadrilha-que.html

Ator Luís Salém é acusado de racismo: “Preto, vai estudar e se formar sem cotas”

14.12.2012
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO,13.12.12

“Você aí é preto? Então o senhor vai estudar e se formar sem cotas, você é preto e feio”. Uma outra vítima relatou que o acusado começou a falar que ele era “branquinho” e que eles eram “pretinhos”

Um homem diz ter sido alvo de discriminação racial por parte do ator Luís Salém. O rapaz procurou o Instituto de Advocacia Racial e contou que no último domingo conversava com um grupo de amigos – eram cerca de 10 pessoas, todas negras – na saída do ensaio técnico de escolas de samba, na Marquês de Sapucaí, quando Salém parou perto. O ator, segundo o relato, teria dito:
luis salém racismo negro
Ator global Luis Salém é acusado de racismo. Ele teria insultado um grupo de negros na saída do sambódromo do Rio de Janeiro. (Foto: divulgação)
- Nossa! Isso aqui é um quilombo?
Logo em seguida, Salém teria se dirigido ao autor do e-mail e apontado um dedo
- E você? É preto? – teria perguntado Salém
Indignado, o rapaz respondeu que sim. O ator teria, então, completado:
- Você é preto e feio. Vai tratar de estudar e se formar sem cotas!
Segundo o advogado Humberto Adami, do Instituto de Advocacia Racial, quatro vítimas procuraram a 6ª DP (Cidade Nova), nesta quarta-feira, para prestar queixa contra Salém.
- O próximo passo é mover uma ação por danos morais contra ele – disse.
Leia também

Luís Salém rebate: ‘Pode ter sido uma piada’

Luís não negou nenhuma acusação e disse que, se aconteceu isso mesmo, vai esperar a notificação da justiça.
“Pode ter sido uma piada, mas não sou preconceituoso, não tenho motivo para ofender ninguém, apoio todas as causas, tenho amigos negros e sou totalmente contra preconceito. 
Sou comediante, humorista e faço piadas, pode ser que ele tenha entendido errado. Se ele se sentiu tão ofendido, a ponto de fazer um Boletim de Ocorrência, vou esperar essa notificação, o que deve acontecer em algum momento, e fazer o que tem que fazer, me desculpar se for o caso, porque não tive a intenção de ofender ninguém, provavelmente foi um mal-entendido”.
Humberto Adami, advogado e diretor de Relações Étnicas do Instituto de Advocacia Racial e Ambiental, foi o responsável por receber a ocorrência e, por telefone, confirmou a história divulgada pela publicação: “As vítimas disseram que estavam em um grupo de oito pessoas negras no domingo, 9, em um bar próximo ao sambódromo, após o ensaio técnico das escolas do Rio de Janeiro, quando surgiu esse ator Luís Salém. Aparentemente embriagado, segundo relatos, ele chegou perto deles e perguntou: ‘Isso aqui virou um quilombo?’. Além disso, teria continuado com gracejos em relação ao assunto.”
O advogado contou, ainda, que uma das vítimas afirmou que, após ter falado que não tinha graça a brincadeira, o ator virou e perguntou: “‘Você aí é preto? Então o senhor vai estudar e se formar sem cotas, você é preto e feio’”. Uma outra vítima relatou que o acusado começou a falar que ele era “branquinho” e que eles eram “pretinhos”, acrescentou Humberto. “Só quatro das vítimas denunciaram até agora, mas a indignação das outras pessoas que estavam na lanchonete foi geral e tem gente que até se colocou a disposição para depor contra o acusado”, completou.
Jornal Extra

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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2012/12/ator-luis-salem-racismo-preto-feio-cotas.html

Lindbergh denuncia “campanha de ódio” de setores da mídia contra Lula

14.12.2012
Do blog VI O MUNDO, 13.12.12

A “campanha de ódio” movida por setores conservadores e grandes veículos de comunicação contra o ex-presidente Luiz Inácio lula da Silva “empobrece a democracia” e revela-se o último recurso de forças políticas que, incapazes de gestar uma alternativa para o País, movem-se apenas pelo ressentimento. A avaliação é do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que ocupou a Tribuna do senado, nesta quita-feira (13), para repudiar as sistemáticas insinuações contra o ex-presidente veiculadas por parte da imprensa.

“Lula representa tudo o que eles mais odeiam. Lula é aquela pobre criança do sertão nordestino que deveria ter morrido antes dos 5 anos, mas que sobreviveu. Lula é aquele miserável retirante nordestino que veio para São Paulo buscar, contra todas as probabilidades, emprego e melhores condições de vida, e conseguiu”, apontou Lindbergh, que foi aparteado pelos petistas Paulo Paim (RS), Wellington Dias (PI) e pelo líder da bancada, Walter Pinheiro (BA).

Para Paulo Paim, os esforços do presidente para assegurar os direitos de tantos setores excluídos—como as mulheres e os negros, que ganharam secretarias de governo específicas, para promover políticas públicas — desagradam minorias acostumadas ao privilégios. Ele citou a política perene, instituída por Lula, para a valorização progressiva do salário mínimo, que deverá chegar a U$ 1 mil em 2023. “Por isso, tanto ataque ao Presidente Lula, uma liderança mundial”.

“Luiz Inácio Lula da Silva representa um projeto, no qual muitos ganham, mas alguns poucos perdem”, lembrou Wellington Dias. “Os que perdem, reagem. É portanto, claramente um ataque mais do que ao Lula, é um ataque a um projeto de país que hoje é destaque dentro do planeta. Mais do que isso: é um ataque daqueles que perdem na busca do poder a qualquer custo”, afirmou.

Para Walter Pinheiro, Lula é “figura extraordinária, que promoveu transformações profundas”. A maior delas, destaca o senador, foi a consolidação de instâncias e de processos democráticos. Ele lembrou que a Lei de Acesso à Informação, instrumento que fortalece a transparência, e a reestruturação das carreiras como as da Polícia Federal foram iniciativas do ex-presidente que muito contribuíram para que a sociedade pudesse conhecer as ações de governo. “Quando agridem o Lula, nesse atual quadrante da nossa história, não é para atingir a figura do Lula. O desejo, a ânsia é destruir o projeto que o companheiro Lula foi capaz de construir” para o País, afirmou Pinheiro.

Legado

“Lula é aquele sindicalista que não deveria ter liderado a sua categoria e rompido com o peleguismo, mas liderou e rompeu. Lula é aquele político que não devia ter criado, em plena ditadura militar, um novo partido independente de esquerda, mas criou. Lula é aquele candidato que não devia ter chegado ao poder, mas chegou. Lula é aquele presidente que devia ter fracassado, mas teve êxito extraordinário”, prosseguiu o senador fluminense, destacando o ódio de classe e o preconceito que inspiram os ataques ao ex-presidente.

“Lula é o excluído que devia ter ficado em seu lugar, mas não ficou. Lula é esse fantástico novo Brasil que ele ajudou tanto a construir. Lula não deveria existir, mas existe. É uma nova realidade sem volta, contra a qual não há argumentos racionais. Apenas o ódio espesso dos ressentidos”.

Lindbergh reconheceu que a política é uma atividade que desperta paixões, mas lembrou que nada justifica as tentativas de destruir a reputação do ex-presidente. “Não se procura a construção de alguma política, equivocada ou não, a consecução de um objetivo, meritório ou não, mas apenas a destruição do outro, a eliminação das alternativas, a derrubada de um projeto, sem a preocupação de colocar algo viável em seu lugar. Nessas circunstâncias, ocorre a inevitável deterioração da democracia e de suas instituições, que pode resvalar, em casos extremos, para o golpismo”, afirmou o senador.

Ele foi enfático na denúncia de “parte da oposição e da mídia conservadora”, que assumiram “de vez e irreversivelmente a feição de uma direita anacrônica, reacionária e profundamente intolerante”, que “cada vez mais, atrai o que há de pior na política nacional: fundamentalistas, membros da TFP e até mesmo, nos ataques de submundos da Internet, indivíduos que pertenceram à juventude nazista e aos órgãos de repressão da ditadura. É um monstro político que parece sedento de sangue”.

Lindbergh lembrou os principais feitos do governo Lula, que retirou da pobreza extrema mais de 30 milhões de pessoas, que impulsionou o crescimento econômico, ajudando a gerar 14,5 milhões de novos empregos com carteira assinada, que criou o maior programa social do planeta, o Bolsa Família, democratizou o acesso ao ensino superior, à casa própria, ao crédito e à energia elétrica. “Contrariando nossa triste tradição histórica, tão cara aos cultuadores do ódio a Lula, dessa vez crescemos distribuindo renda e oportunidades”.

“Lula mudou o Brasil. E não se trata de uma mudança abstrata e retórica. Foi uma mudança concreta, profunda. Ele mudou, para melhor, a vida de dezenas de milhões de brasileiros. 

Gente como ele, que não tinha nada ou muito pouco, e que agora come, mora, se educa e sonha. Brasileiros que se tornaram, enfim, cidadãos do Brasil”.

Leia também:

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/lindbergh-denuncia-campanha-de-odio-de-setores-da-midia-contra-lula.html

MÍDIA GOLPISTA ESCONDE CORRUPÇÃO DA OPOSIÇÃO AO PT: Corrupção seletiva

14.12.2012
Do blog TECEDORA, 13.12.12
Postado por Denise Queiroz


O @BobFernandes levanta uma questão: se há alguns anos Marcos Valério disse que não teria mais nada a revelar, por que agora teria "revelado" outros "fatos" supostamente ocorridos há uma década ? Pode-se acreditar numa pessoa que "conta o que sabe" só depois de ser sentenciado? 

Há outras questões: se o depoimento ocorreu em setembro, por que só agora veio a público e desta vez não pelas páginas da incrível (no sentido de sem credibilidade) Veja  e sim através do jornal o Estado de Sâo Paulo? O mesmo, aliás que no dia anterior ao segundo turno deste ano, em editorial conclamava os paulistanos a não votarem em Haddad, candidato do PT, sob o título "É preciso resistir" (post a respeito). 

E outra: quem vazou? Se o depoimento existiu e foi dado a três pessoas com alto cargo no - se vê - frágil sistema de justiça brasileiro, uma delas "confidenciou" ao jornal. Essa pessoa está zelando o seu trabalho ou seria como alguns dos policiais que na falta de salário digno aliam-se ao que de pior há e praticam justiça com as próprias mãos ? Essa pessoa não teria praticado o mesmo crime que atribui a outros? Ou se não envolve direta e imediatamente  dinheiro, vale? 

E a outra questão é: se houve esse depoimento, Marcos Valério, em surto de amnésia só se referiu ao "mensalão petista" ? 

Assista o @BobFernandes:

DILMA E LULA DECIDEM REAGIR 

À SUCESSÃO DE DENÚNCIAS



Sobre as denúncias de Marcos Valério, o ex-presidente Lula disse, em Paris: "É tudo mentira".
Também em Paris, ao lado de François Hollande, presidente da França, a presidente Dilma Rousseff reagiu:

- Considero lamentáveis essas tentativas de desgastar a imagem do presidente Lula. Acho lamentável…

E completou:

- Todos sabem do meu respeito e da minha amizade pelo presidente Lula. Então, eu repudio todas as tentativas, e essa não seria a primeira vez, de tentar destituí-lo da imensa carga de respeito que o povo brasileiro lhe tem. Respeito porque o presidente Lula foi o presidente que desenvolveu o país e é responsável pela distribuição de renda mais expressiva dos últimos anos, pelo que fez internacionalmente, por sua extrema amizade pela África, por seu olhar para a América Latina e pelo estabelecimento de relações iguais com os países desenvolvidos do mundo…

Em Paris, Dilma e Lula decidiram, conjuntamente, reagir à sucessão de denúncias. Lula e seus assessores ainda avaliam de que forma, como, quando, onde e SE Lula fará ampla explanação do que pensa sobre a sequência de denúncias contra ele. Denúncias que se sucedem há quase quatro meses, de maneira ininterrupta.

Essa denúncia de Marcos Valério é a coisa mais fácil de ser apurada. Valério diz, por exemplo, que repassou R$ 100 mil para Freud Godoy, ex-assessor de Lula. Disse que tal quantia seria para pagamento de "despesas pessoais" do ex-presidente. Basta rastrear o dinheiro depositado. E checar o que Godoy pagou e para quem. Qualquer policial, qualquer procurador sabe qual é o ritual num caso como esse… se é que isso já não está sendo investigado pelo Ministério Público e/ou a Polícia Federal.

Quando corria o processo, anos atrás, o delegado Zampronha, da PF, insistiu para que Valério contasse o que tinha para contar. Ele, então, disse que não tinha mais nada a revelar. O mesmo disse à CPI e nos seus depoimentos à Justiça. Depois de condenado a 40 anos de cadeia, o que Valério quer e propõe é diminuir sua pena em troca de delação premiada.

Marcos Valério falou com a Procuradoria há quase três meses, no dia 24 de setembro. Se viu indícios suficientes, a Procuradoria teria que, de imediato, ter pedido investigação à Polícia Federal. Ou a própria Procuradoria teria que tocar a investigação, mesmo sem avisar à polícia.

Como já se passou tanto tempo desde o depoimento de Valério, é de se supor dois cenários: ou a Procuradoria e/ou polícia não viram indícios suficientes e não levaram o caso adiante, ou a investigação já está correndo em segredo de Justiça.

Um terceiro cenário é vazar o caso mesmo não existindo investigação. Vazado o caso, aí sim, a depender do barulho na mídia, iniciar-se uma investigação. Isso não é incomum. Basta lembrar a penúltima explosiva acusação.

Há 11 dias, em pleno "Caso Rose" (a ex-chefe de gabinete na Representação da Presidência da República em São Paulo), o deputado Garotinho (PMDB-RJ) fez uma denúncia. Denúncia com alarido, com repercussão viral nas redes sociais e em notas, cuidadosas, em jornais. Quem frequenta a Internet; Facebook, Twitter… e se liga em política, polícia ou fofocas, não teve como não ler ou, ao menos, receber essa denúncia.

Em resumo, segundo Garotinho, Rosemary Noronha, a Rose, teria levado 25 milhões de euros numa mala diplomática em uma viagem do ex-presidente Lula a Portugal. Dinheiro para ser depositado numa conta no Banco Espírito Santo, na cidade do Porto. Isso teria sido objeto de grampos telefônicos e estaria sendo investigado pela Polícia Federal, informou Garotinho.

Em depoimento no Congresso Nacional, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o diretor da Polícia Federal, Leandro Coimbra, não apenas negaram. Disseram que tal história era "inverossímil" e "fantasiosa". Sem contar a mídia daqui e de lá, supõe-se que polícia e ministro falaram com autoridades de Portugal antes de desqualificar tão grave denúncia.

Pergunta: como é possível uma denúncia dessa gravidade não levar a nada? Se alguém, ilegalmente, depositou 25 milhões de euros (uns R$ 68 milhões) num banco em Portugal, os responsáveis já deveriam estar presos.

Mas se isso foi uma denúncia falsa, uma mentira como disseram no Congresso o ministro da Justiça e a Polícia Federal, quem pagará pelo crime? Ninguém?

Aguardemos o próximo capítulo.

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Fonte:http://tecedora.blogspot.com.br/2012/12/corrupcao-seletiva.html?utm_source=http://tecedora.blogspot.com/&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+Tecedora+(%23Tecedora)&utm_content=http://tecedora.blogspot.com/

A tentação autoritária no Judiciário

14.12.2012
Do portal LUIS NASSIF ONLINE, 11.12.12
Por Assis Ribeiro

Do Brasil 247
Marcus Vinícus
É preocupante o processo em curso no Brasil de criminalização da política. O julgamento espetaculoso da Ação 470 no Supremo Tribunal Federal não é o último capítulo desta história. A ele juntou-se a  ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, que considera inconstitucional artigos de leis que tratam do financiamento de campanhas políticas por pessoas jurídicas e dos limites de valores das doações a serem feitas por particulares.
Matéria publicada no site Consultor Júridico mostra que a  Procuradoria Geral da República concorda com a tese da OAB de que a doação de empresas a partidos é ilegal e pretende submetê-la a apreciação do STF.
Criminalizar a política e os políticos foi argumento usado pelas vivandeiras do golpe de 1º de abril de 1964 para depor o presidente João Goulart (PTB), eleito democraticamente em 1960. Ato contínuo, os golpistas fechariam o Congresso Nacional, extinguindo em seguida todos os partidos políticos para criar a força o bipartidarismo com a Arena (de situação) e o MDB, de oposição.
O que querem o STF a PGR, a OAB e setores da mídia que abraçaram este ideário criminalizante? Seria deles, desta vez, a bandeira de "democracia sem povo"? Ou será uma democracia sem votos como verbalizou o ministro do STF, Luiz Fux, para quem o Poder Judiciário deve ser um "reflexo de uma nova configuração da democracia, que já não mais se baseia apenas no primado da maioria e no jogo político desenfreado"!?!?
É certo que o Brasil adaptou, em grande medida, seu modelo federativo de Estado naquilo que foi aprovado pelo nosso irmão do Norte, os Estados Unidos. O conceito norte-americano de democracia se baseia no voto. O chefe do Executivo, os Legisladores (deputados e senadores) e também os membros do Judicíário (juízes, delegados e promotores) são também escolhidos pelo voto dos cidadãos.
Ao negar a democracia como o primado da maioria, como advogada o ministro Fux, ou ao alijar do debate eleitoral as empresas, como ponteiam a OAB e a PGR, nega-se o princípioda comunhão do poder pelo povo. Alija-se o povo das decisões, rasga-se a Constituição de 1988 e retornamos todos ao tempo do Império, onde o voto e o poder de decisão eram privilégios de poucos.
Autoritários inglórios
É fato que a direita ultra-conservadora não ganha eleições no voto. Não que o Brasil seja um país de esquerda. Pelo contrário, há exemplos de políticos de direita ou centro-direita que chegaram ao Executivo pelo voto popular como Jânio Quadros e Fernando Collor de Mello. Mas a tentação autoritária existe. Está no ar.
O ovo da serpente foi germinado em 1954 contra o governo do nacionalismo do presidente Getúlio Vargas, que preferiu entrar para História do que entregar o poder para os golpistas liderados por Carlos Lacerda e a República do Galeão. A serpente deu crias em 1964 alimentada pelos elementos de 1954, instrumentalizada pelo Ibad (Instituto Brasileiro de Ação Democrática) e IPES (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais.
E é aqui que cabem um alerta para OAB e para PGR. O Ibad e o Ipes foram sustentados por empresários, os mesmos que mais tarde fariam vultosas contribuições para OABN. A Operação Bandeirante,  aparelho de repressão criada pelo exército em 1969, foi financiada por empresários como Henning Albert Boilesen, do grupo Ultragás ou pelo Grupo Folha, cujas caminhonetes de distribuição do jornal eram usadas por agentes da repressão (leia mais).
Acerto com o passado
Em entrevista à Folha, o ex-presidente da OAB, advogado Cezar Brito, fez uma mea-culpa sobre a adesão da entidade ao Golpe militar de 1964: "Demorou ao menos dez anos para que a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) reagisse às arbitrariedades cometidas durante o regime militar, implementado a partir do golpe de 1964. "A advocacia brasileira não se calou diante do golpe militar, pois constantemente reagia, como reage os advogados, aos atos de arbitrariedade. Mas enquanto órgão coletivo, a reação a ditadura militar somente se fez dez anos depois, graças a atuação de (Heráclito Fontoura) Sobral Pinto (então presidente da OAB)", ressalta Britto.
Criminalizar a política e os políticos, excluir os empresários da eleição é ferir de morte o jogo democrático. A contribuição de campanha dá transparência ao lobby que legitimamente os empresários brasileiros fazem na hora em que participam do financiamento da campanha deste ou daquele partido, deste ou daquele candidato. Discutir a ampliação dos níveis de transparência ou a mudança do regime de financiamento privado pelo financiamento público, são igualmente idéias válidas. O inadmissível é querer fingir que empresas ficarão alheias ao destino do país.
Não se faz democracia sem povo.
Não existe campanha sem recursos.
Não há nação sem a participação de todos: trabalhadores e empresários, executivos e legisladores, juízes e promotores.
Ao invés de incorrer no risco do autoritarismo, a OAB deveria referendar-se sempre pelo exemplo do nobre Sobral Pinto.

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Fonte:http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-tentacao-autoritaria-no-judiciario

Geraldo Julio confirma 22 secretarias municipais

14.12.2012
Do DIARIO DE PERNAMBUCO

O anúncio do secretariado do prefeito eleito do Recife, Geraldo Julio (PSB), está sendo realizado neste momento num hotel localizado no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife. O socialista optou por 22 secretarias municipais. O ex-presidente da Agência Estadual de Planejamento Condepe/Fidem Antônio Alexandre está fazendo uma apresentação justificando a escolha dos nomes.
As secretarias estão divididas em 4 eixos. O primeiro é de Prestação de Serviço Público, seguido pelo de Manutenção e Infra-estrutura da Cidade. Também estão inseridas as áreas de Inovação e Sustentabilidade e Suporte à Gestão.
Até o momento, nenhum nome foi anunciado. O socialista fez nesta semana as conversas finais sobre a acomodação dos partidos aliados e acerta os detalhes da minirreforma administrativa. Alguns nomes já estão confirmados como o de Felipe Carreras (Turismo), Roberto Pandolfi (Finanças) e Murilo Cavalcanti (Segurança).
Para concluir a montagem da equipe, Geraldo Julio acertou o espaço do PSD e do PT no governo, além de receber o nome do PTB para integrar a equipe. Nos bastidores, comenta-se que a tendência é que o PSD, do ex-deputado federal André de Paula, ocupe um espaço no governo do estado.
Com os petistas, as articulações foram feitas com a bancada de vereadores. A hipótese mais provável é que um deles seja indicado para compor a equipe do prefeito eleito, abrindo uma vaga para o ex-presidente do Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães (Geraldão), Eduardo Granja. 
Com informações da repórter Ana Luiza Machado

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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2012/12/14/interna_politica,413108/geraldo-julio-confirma-22-secretarias-municipais.shtml

LUIS NASSIF: Para entender o xadrez da política

14.12.2012
Do portal LUÍS NASSIF,11.12.12
Por
 
 
Vamos entender o xadrez político atual.
Há um jogo em que o objetivo maior é capturar o rei – a Presidência da República. O ponto central da estratégia consiste em destruir a principal peça do xadrez adversário: o mito Lula.
Na fase inicial – quando explodiu o “mensalão” – havia um arco restrito e confuso, formado pela velha mídia e pelo PSDB e uma estratégia difusa, que consistia em “sangrar” o adversário e aguardar os resultados nas eleições presidenciais seguintes.
A tática falhou em 2006 e 2010, apesar da ficha falsa de Dilma, do consultor respeitado que havia acabado de sair da cadeia, dos 200 mil dólares em um envelope gigante entrando no Palácio do Planalto, das FARCs invadindo o Brasil  e todo aquele arsenal utilizado nas duas eleições.
A partir da saída de Lula da presidência, tentou-se uma segunda tática: a de construir um mito anti-Lula. À falta de candidatos, apostou-se em Dilma Rousseff, com seu perfil de classe média intelectualizada, preocupações de gestora, discrição etc. Imaginava-se que caísse no canto de sereia em que se jogaram tantas criaturas contra o criador.
Não colou. Dilma é dotada de uma lealdade pessoal acima de qualquer tentação.

O “republicanismo”

Mas as campanhas sistemáticas de denúncias acabaram sendo bem sucedidas por linhas tortas. Primeiro, ao moldar uma opinião pública midiática ferozmente anti-Lula.
Depois, por ter incutido no governo um senso de republicanismo que o fez abrir mão até de instrumentos legítimos de autodefesa. Descuidou-se na nomeação de Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), abriu-se mão da indicação do Procurador Geral da República (PGR) e descentralizaram-se as ações da Polícia Federal.
Qualquer ação contra o governo passou a ser interpretada como sinal de republicanismo; qualquer ação contra a oposição, sinal de aparelhamento do Estado.
Caindo nesse canto de sereia, o governo permitiu o desenvolvimento de três novos protagonistas no jogo de “captura o rei”.
STF
Gradativamente, formou-se uma bancada pró-crise institucional, composta por Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa, e  Luiz Fux, à qual aderiram Celso de Mello e Marco Aurélio de Mello. Há um Ministro que milita do lado do PT, José Antonio Toffolli. E três legalistas: Lewandowski, Carmen Lucia e Rosa Weber.
O capítulo mais importante, nesse trabalho pró-crise, é o da criação de um confronto com o Congresso, que não terá resultados imediatos mas ajudará a alimentar a escandalização e o processo reiterado de deslegitimação da política.
Para o lugar de César Peluso, apostou-se em um ministro legalista, Teori Zavascki. Na sabatina no Senado, Teori defendeu que a prerrogativa de cassar parlamentares era do Parlamento. Ontem, eximiu-se de votar. Não se tratava de matéria ligada ao “mensalão”, mas de um tema constitucional. Mesmo assim, não quis entrar na fogueira.
Procuradoria Geral da República (PGR)
Há claramente um movimento de alimentar a mídia com vazamentos de inquéritos. O último foi esse do Marcos Valério ao Ministério Público Federal.
Sem direito à delação premiada, não haveria nenhum interesse de vazamento da parte de Valério e seu advogado. Todos os sinais apontam para a PGR. Nem a PGR nem Ministros do STF haviam aceitado o depoimento, por não verem valor nele. No entanto, permitiu-se o vazamento para posterior escandalização pela mídia.
Gurgel é o mais político dos Procuradores Gerais da história recente do país. A maneira como conquistou o apoio de Demóstenes Torres à sua indicação, as manobras no Senado, para evitar a indicação de um crítico ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), revelam um político habilidosíssimo, conhecedor dos meandros do poder em Brasília. E que tem uma noção do exercício do poder muito mais elaborada que a do Ministro da Justiça e da própria Presidente da República. Um craque!
Polícia Federal em São Paulo
Movimento semelhante. Vazam-se os e-mails particulares da secretária Rosemary Noronha. Mas mantém-se a sete chaves o relatório da Operação Castelo de Areia.

O jogo político

De 2005 para cá, muita água rolou. Inicialmente havia uma aliança mídia-PSDB. Agora, como se observa, um arco  mais amplo, com Ministros do STF, PGR e setores da PF. E muito bem articulado agora porque, pela primeira vez, a mídia acertou na veia. A vantagem de quem tem muito poder, aliás, é essa: pode se dar ao luxo de errar muitas vezes, até acertar o caminho.
Daqui para frente, o jogo está dado: um processo interminável de auto-alimentação de denúncias. Vaza-se um inquérito aqui, monta-se o show midiático, que leva a desdobramentos, a novos vazamentos, em uma cadeia interminável.
Essa estratégia poderia ter uma saída constitucional: mais uma vez “sangrar” e esperar as próximas eleições.
Dificilmente será bem sucedida no campo eleitoral. Mas, com ela, tenta-se abortar dois movimentos positivos do governo para 2014:
  1. É questão de tempo para as medidas econômicas adotadas nos últimos meses surtirem efeito. Hoje em dia, há certo mal-estar localizado por parte de grupos que tiveram suas margens afetadas pelas últimas medidas. Até 2014 haverá tempo de sobra para a economia se recuperar e esse mal-estar se diluir. Jogar contra a economia é uma faca de dois gumes: pode-se atrasar a recuperação mas pratica-se a política do “quanto pior melhor” que marcou pesadamente o PT do início dos anos 90. Em 2014, com um mínimo de recuperação da economia,  o governo Dilma estará montado em uma soma de realizações: os resultados do Brasil Sorridente, resultados palpáveis do PAC, os efeitos da nova política econômica, os avanços nas formas de gestão. Terá o que mostrar para os mais pobres e para os mais ricos.
  2. No campo político, a ampliação do arco de alianças do governo Dilma.
Há pouca fé na viabilidade da candidatura Aécio, principalmente se a economia reagir aos estímulos da política econômica. Além disso, a base da pirâmide já se mostrou pouco influenciada pelas campanhas midiáticas.
À medida que essa estratégia de desgaste se mostrar pouco eficaz no campo eleitoral, se sairá desses movimentos de aquecimento para o da luta aberta.

Próximos passos

Aí se entra em um campo delicado, o do confronto.
Ao mesmo tempo em que se fragilizou no campo jurídico, o “republicanismo” de Lula e Dilma minimizou o principal discurso legitimador de golpes: a tese do “contragolpe”. Na Argentina, massas de classe média estão mobilizadas contra Cristina Kirchner devido à imagem de “autoritária” que se pegou nela.
No Brasil, apesar de todos os esforços da mídia, a tese não pegou. Principalmente devido ao fato de que, quando o STF achou que tinha capturado o PT, já havia um novo em campo – de Dilma Rousseff, Fernando Haddad, Padilha – sem o viés aparelhista do PT original. E Dilma tem se revelado uma legalista até a raiz dos cabelos e o limite da prudência.
Aparentemente, não irá abrir mão do “republicanismo”, mas, de agora em diante, devidamente mitigado. E ela tem um conjunto de instrumentos à mão.
Por exemplo, dificilmente será indicado para a PGR alguém ligado ao grupo de Roberto Gurgel.
Espera-se que, nas próximas substituições do STF, busquem-se juristas com compromissos firmados e história de vida em defesa da democracia – e com notório saber, peloamordeDeus. De qualquer modo, o núcleo duro do STF ainda tem muitos anos de mandato pela frente.
Muito provavelmente, baixada a poeira, se providenciará um Ministro da Justiça mais dinâmico, com mais ascendência sobre a PF.
Do outro lado do tabuleiro, se aproveitará os efeitos do pibinho para iniciar o processo de desconstrução de Dilma.
Mas o próximo capítulo será o do confronto, que  ocorrerá quando toda essa teia que está sendo tecida chegar em Lula. E Lula facilitou o trabalho com esse inacreditável episódio Rosemary Noronha.
Esse momento exigirá bons estrategistas do lado do governo: como reagir, sem alimentar a tese do contragolpe. E exigirá também um material escasso no jogo político-midiático atual: moderadores, mediadores, na mídia, no Judiciário, no Congresso e no Executivo, que impeçam que se jogue mais gasolina na fogueira.
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Fonte:http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/para-entender-o-xadrez-da-politica

O Contragolpe de Lula e Dilma

14.12.2012
Do blog BRASIL QUE VAI!
Postado por 


A cada veneno seu antídoto. Pois não quer a mídia que funcionários do Estado escrevam o último capítulo da biografia de Lula, como afirmou o próprio ex-presidente em seminário recente do partido socialista em Paris?

Que encarem então os arquitetos da desconstrução de sua imagem, no roteiro que simetricamente leva à construção da candidatura de oposição de Aécio Neves, a possibilidade de retorno do líder sindical novamente ao cargo máximo do País, desta vez com uma agenda reformadora cujo principal alvo será a democratização da mídia, nos termos do que foi feito no berço do liberalismo, o Reino Unido.

Não foi de outra coisa que trataram Lula e Dilma em demorado encontro no Hotel Bristol a poucos passos do Eliseu. O que os dois têm acertado entre si para 2014 é um revezamento de posições, de acordo com as circunstâncias de momento.

O jogo de desarrumação da base de apoio de Dilma, posto em movimento pela mídia com o estímulo às pretensões de Eduardo Campos e quiçá até a retirada de apoio do PMDB em surpreendente – porém não inusitada – candidatura própria, poderá sofrer um revés com a simples iniciativa de lançamento da candidatura do operário-presidente. 

Com popularidade e aprovação superior ao candidato à recondução ao Palácio dos Bandeirantes, Geraldo Alckmin, acossado pela crise da segurança pública no estado mais importante da Federação, Dilma pode ser uma excelente aposta para acabar com o domínio de um quarto de século do PSDB em São Paulo.

A estimativa de tempo de sobrevida no poder pelo PT colabora para a tomada da pragmática decisão. Com o apoio de Dilma operar-se-ia uma espécie de transferência de votos às avessas, desta vez da criatura para o criador no Sudeste e Sul do País, e ter-se ia uma opção viável para 2018 quando Lula já tivesse escrito ao modo que lhe é de direito o último capítulo de sua biografia.

Como bem alertou o jornalista Altamiro Borges, a ideia causa urticárias no braço midiático da oposição ao governo. Talvez não tenha sido por outra razão que a editora de política do principal noticioso da TV a cabo da Globo, Renata Lo Prete, teve sua fala cortada bem quando iniciava um veemente ataque a Lula na edição de 13 de dezembro do telejornal.

A ofensiva política do ex e da atual presidente em Paris também coincide com informações sobre o retorno do secretário Franklin Martins ao governo, responsável pela proposta de lei que aguarda tramitação no Congresso regulamentando a concentração na mídia. 

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Fonte:http://brasilquevai.blogspot.com.br/2012/12/o-contragolpe-de-lula-e-dilma.html