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domingo, 9 de dezembro de 2012

COTAS EM CONCURSO PÚBLICO: Em São Bento do Una, concurso terá cota racial e atendimento preferencial a quilombolas

09.12.2012
Do BLOG DE JAMILDO, 07.12.12
Postado por Gabriela López 

Pela primeira vez no Estado, um concurso público terá 20% das vagas reservadas a candidatos afrodescendentes, em especial aos quilombolas. Atendendo a um pedido do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), a Justiça determinou que a Prefeitura de São Bento do Una, no Agreste, reserve a cota no concurso que realizará para a rede municipal de ensino. A decisão liminar foi proferida pelo juiz Augusto Sampaio Angelim dentro de uma ação civil pública proposta pelo promotor de Justiça Domingos Sávio Pereira Agra.

Na decisão, o juiz considerou o pronunciamento do Supremo Tribunal Federal (STF) pela constitucionalidade da política de cotas e o Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288/2010), que garante à população negra a efetivação da igualdade de oportunidades e regulamenta as ações afirmativas. Ele acolheu os argumentos do promotor para que a cota seja observada, já que em São Bento do Una existem cinco comunidades quilombolas - Quilombos de Caibras, Caldeirãozinho, Jirau, Primavera e Serrota do Gado Bravo – e que mais da metade da população do município é de origem negra, segundo o IBGE.

De acordo com a decisão, a Prefeitura de São Bento do Una deverá reservar a cota racial nos concursos que realizar nos próximos oito anos. E que as vagas para os cargos com atuação nos quilombos sejam preferencialmente preenchidas por candidatos com origem nas comunidades quilombolas. Caso a liminar não seja cumprida, o município poderá ser multado em R$ 1 mil por dia.
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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2012/12/07/em_sao_bento_do_una_concurso_tera_cota_racial_e_atendimento_preferencial_a_quilombolas_142809.php

“Cristianismo de verdade é o Amor”, diz Jake Hamilton do Jesus Culture .

09.12.2012
Do blog GOSPEL PRIME,  07.12.12
Por por Carla Stracke

Durante passagem pelo Brasil Jake Hamilton conversou com o Gospel Prime para falar sobre a atual situação das igrejas evangélicas

“Cristianismo de verdade é o Amor”, diz Jake Hamilton do Jesus Culture“Cristianismo de verdade é o Amor”, diz Jake Hamilton do Jesus Culture
“Cristianismo de verdade é o amor”, esta é a definição dada por Jake Hamilton, do Jesus Culture, um grupo norte americano que tem se destacado por ministrar a respeito do amor de Deus e o amor ao próximo.
Ao quebrar com os padrões adotados por outras bandas e pastores, Hamilton cita que escolheu estes temas por serem os dois principais mandamentos de Deus: amar a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a ti mesmo.
“É isso que devemos viver”, diz. “Jesus morreu naquela cruz porque Deus nos amou primeiro. Temos que viver o amor de Deus para repassá-lo para as pessoas”.
Ao ser questionado sobre a atual situação da Igreja brasileira em relação ao aumento de pessoas frustradas que se distanciam de Deus, Jake Hamilton afirma que este problema é mundial e que falta um equilíbrio nos ministérios para que seja possível atrair as pessoas sem deixar de pregar o verdadeiro evangelho.
Mas a culpa, na opinião do líder do Jesus Culture, não é só das lideranças, sendo que o cristão também é responsável por seu relacionamento com Deus. “Se você não se alimenta, não é culpa do seu pastor: ele te dá comida (pregação, oração, aconselhamento), se você não está satisfeito, é você quem está doente, pois Deus não é limitado ao seu pastor. Não é uma pregação de 1 hora no domingo que te sustentará a semana toda. Temos que buscar a Deus diariamente e nos permitir receber o amor dele”.
Leia:
Gospel Prime – Jake, esse é seu 2° ano na Conferência Dunamis e em turnê pelo Brasil. Como tem sido essa experiência?
JH – Fantástica! Ano passado como era a 1ª vez, viemos para firmar os contatos e conhecer as pessoas que haviam nos convidado além de ministrar. Esse ano está melhor ainda, pois já conhecemos essas pessoas maravilhosas como o Theo (Teofilo Hayashi, líder do Dunamis), a Zoe (Zoe Lilly, irmã do Theo e líder da banda Incêndio na Abadia), o Rodolfo e a Ale (Rodolfo Abrantes e sua esposa Alexandra), o Guga (Gustavo Paiva do ministério Nova Geração). Eles, como sempre nos trataram de forma maravilhosa e com muito amor e o público tem sido incrível.
Gospel Prime – Suas canções e pregações fogem um pouco do padrão congregacional e quase 100% delas são sobre o amor de Deus. Como você foi direcionado a focar no amor de Deus?
JH – Vamos lá, o primeiro mandamento é amar a Deus acima de todas as coisas e o segundo mandamento é amar ao próximo como a ti mesmo e como Deus ama.
É isso que devemos viver ! Os mandamentos de Deus e acima de tudo o amor dele, é isso que a Bíblia diz. Jesus morreu naquela cruz porque Deus nos amou primeiro. Temos que viver o amor e Deus para repassá-lo para as pessoas. Romper a barreira do discurso de um amor tão grande que não merecemos (realmente não merecemos), mas ainda assim ele nos ama de uma forma absurda e incrível. Levar isso a prática, amar e nos sacrificarmos pelo próximo de verdade – caminharmos e sentirmos a dor uns dos outros.
Gospel Prime – A igreja brasileira, ou até mundial, talvez enfrenta uma grande crise de identidade, frustrações e desigrejados. Ao que você relaciona isso?
JH – Essa crise é mundial. O que acontece hoje em dia é o seguinte, temos dois  tipos de igreja atualmente: A primeira é a que faz de tudo para manter a pessoa lá dentro, ou seja, praticando atitudes não cristãs para não perder a pessoa. Muitas vezes temos excesso de programações e entretenimento – aquela idéia de que devemos ocupar o tempo da pessoa com coisas de Deus? Excesso de cultos, pregações, reuniões, shows, eventos, etc.
Já o segundo tipo é aquela igreja que se concentra em regras e que é aversiva a tudo que falei acima. Focada em regras, pecado e ignora o amor e graça de Deus.
Falta equilíbrio. As pessoas querem ser amadas e aceitas como são, e nós sabemos que esse é o nosso papel e que o resto é Deus quem faz, mas não ! Infelizmente o que acontece hoje é que ou tentamos entrar em um modelo secular para agradar ou não chocar as pessoas ou então em um modelo cheio de regras para agradar a liderança da igreja
Gospel Prime – Você acha que isso vem somente de homens?
JH –  Temos um espírito de orfandade que assola o mundo e uma dificuldade muito grande em entender o amor de Deus, pois o comparamos com os relacionamentos e experiências terrenas que tivemos na vida. Por isso temos que romper, ir além e ser exemplos do amor de Deus nessa terra.
Gospel Prime – Voltando á essa ‘moda’ dos desigrejados…
JH – Vamos lá, sabemos que não adianta sermos legalistas e acharmos que ir a igreja todos os domingos, levantar as mãos durante o louvor, orar antes da refeição e dar o dízimo vai nos garantir a salvação e nos mandar diretamente para o céu, porém Deus instituiu um corpo chamado igreja e líderes espirituais que devem nos auxiliar. Todas essas ações que falei são conseqüência do amor de Deus e não uma condição para que ele nos ame ainda mais e nos mande para o céu. A graça é imerecida, e o amor de Deus não muda, estejamos na lama ou no ápice com Deus – quem tem a ganhar ou perder somos nós.
Deus é amor e seus filhos são a expressão desse amor. Enquanto não entendemos que na verdade nós que reagimos à ação de Deus e não ele as nossas ações – ele nos amou primeiro – viveremos em conflito e sempre nos frustrando com nossos irmãos e lideranças.
Se você não se alimenta, não é culpa do seu pastor: ele te dá comida (pregação, oração, aconselhamento), se você não está satisfeito, é você quem está doente, pois Deus não é limitado ao seu pastor. Não é uma pregação de 1 hora no domingo que te sustentará a semana toda. Temos que buscar a Deus diariamente e nos permitir receber o amor dele.
A única coisa que Deus quer é o nosso coração 100% entregue a ele.
Gospel Prime – Então o amor de Deus e ao próximo é a base de tudo certo?
JH – Cristianismo de verdade é o AMOR! Amar alguém é nos sacrificarmos pelas pessoas e acreditarmos nelas. É falar: Olha, estou aqui ao seu lado, e realmente estar !
É isso que o mundo precisa – amor e sacrifício sem medidas!
Assista a ministração de Jake na Conferência Dunamis:

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Fonte:http://musica.gospelprime.com.br/entrevista-jake-hamilton-jesus-culture/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A%20gospelprime%20%28Gospel%20Prime%29

“Redução das desigualdades” é uma falácia dos comunistas contra os homens bons

08.12.2012
Do blog HARIOVALDO  ALMEIDA PRADO, 03.12.12
Postado por  
Engarrafamento
Este é um dos resultados das tais “transferências de renda”

Transporte de pobre é o ônibus ou o metrô.
“Programas de transferência de renda como Bolsa Família e Brasil Carinhoso têm ajudado o País a garantir um crescimento econômico com mais qualidade”, segundo avaliou nesta segunda-feira o presidente do Instituto Comunista de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcelo Neri.  “Transferência de renda” nada mais é que a apropriação marxista do lucro das empresas sérias e que carregam esta República Soviética na cacunda, em prol da gentalha fétida e desdentada que vota neste partido corrupto comandado pelo sapão de nove garras. 

São as teorias do livro macabro de Carlos Marques sendo postas em prática.

Uma vez com uns trocados a mais no bolso e com  facilidade de crédito, a ralé passa a frequentar lugares que pertenciam somente às pessoas ilibadas e de bom coração, como shoppings em bairros nobres, aeroportos e as ruas de NY e Paris. O ipea é uma fundação pública federal vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. 

Suas atividades de pesquisa fornecem suporte técnico e institucional às ações governamentais para a formulação e reformulação de políticas públicas e programas de desenvolvimento brasileiros. Em outras palavras, é um cabide de empregos a gastar dinheiro público em pesquisas inúteis que apoiam com números inventados a manutenção deste regime comunista ateu.

Através de meus advogados estou entrando com uma petição pública junto ao TSF, na pessoa do grande Fux, para que este Ipea seja posto na ilegalidade e que seu presidente Marcelo Neri, a exemplo de Dirceu e sua gang, seja punido exemplarmente.

Triunfaremos.
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Fonte:http://www.hariovaldo.com.br/site/2012/12/03/reducao-das-desigualdades-e-uma-falacia-dos-comunistas-contra-os-homens-bons/

Site ajuda a 'rachar' conta de táxi em aeroporto de SP

09.12.2012
Do portal da FOLHA DE S.PAULO,06.12.12
Por ANDRÉ MONTEIRO
DE SÃO PAULO


Dois programadores estão criando um site que ajuda passageiros que desembarcam no aeroporto de Guarulhos (Grande SP) a rachar a conta do táxi com estranhos que vão ao mesmo destino.

A pessoa só precisa informar seu voo e o endereço para onde vai. Um sistema cruza os dados automaticamente e envia, por mensagem de celular, o telefone de um passageiro que estará chegando no mesmo horário e indo de táxi para a mesma região.

Desse modo, duas pessoas que forem para Pinheiros, que hoje pagam R$ 130 pela corrida, pagarão a metade.

O site ainda está em fase de testes e os criadores fazem campanha nas redes sociais para chegar a 5.000 inscritos até o dia 15 de dezembro. O objetivo é que o sistema esteja funcionando já no período de festas de fim de ano.

As inscrições podem ser feitas em meleva.com.

Segundo o engenheiro da computação Helder Ribeiro, 28, que desenvolve o projeto com Murilo Pereira, 24, eles chegaram ao número fazendo cálculos com dados da Infraero --5.000 seria a quantidade mínima de usuários para o sistema ser útil.

Editoria de Arte/Folhapress
Eles lançaram o meleva.com há duas semanas, e já conseguiram mais de mil inscrições, apesar das mais de 6.000 "curtidas" no Facebook.

A ideia do site surgiu de uma necessidade. "O Helder mora em Campinas, mas seus pais estão em Campo Grande e seus irmãos em Florianópolis e Brasília. Ele sempre compra passagem na promoção, mas o táxi acaba saindo mais caro que o avião", conta Murilo, que trancou o curso de ciência da computação.

Segundo Helder, a segurança do site foi pensada.

O sistema vai conferir na companhia aérea se a reserva informada é válida e os usuários poderão se avaliar segundo a pontualidade ou a confirmação do pagamento.

A dupla ganhou uma bolsa do governo chileno e está trabalhando integralmente no projeto, em Santiago, desde o mês passado. A bolsa premia as melhores ideias de startups (microempresa iniciante) e fornece infraestrutura por seis meses.

Inicialmente o serviço será gratuito, mas os criadores estudam formas de financiamento caso o site vingue.

Uma delas é o pagamento de uma taxa a partir do terceiro uso no ano, ou a cobrança de porcentagem sobre o pagamento antecipado da corrida, que poderia feito pelo próprio site.

Também há planos de expandir o site para outros aeroportos do país.

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Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1196697-site-ajuda-a-rachar-conta-de-taxi-em-aeroporto-de-sp.shtml

TORTURA NA DITADURA MILITAR: Para os Que não Sabem do Que Eles são Capazes

09.12.2012
Do blog ANAIS POLÍTICOS, 07.12.12

Fui levado do presídio Tiradentes para a "Operação Bandeirantes", OB (Polícia do Exército), no dia 17 de fevereiro de 1970, 3ª feira, às 14 horas. O capitão Maurício veio buscar-me em companhia de dois policiais e disse: "Você agora vai conhecer a sucursal do inferno". 

Algemaram minhas mãos, jogaram me no porta-malas da perua. No caminho as torturas tiveram início: cutiladas na cabeça e no pescoço, apontavam-me seus revólveres.
Preso desde novembro de 1969, eu já havia sido torturado no DOPS. Em dezembro, tive minha prisão preventiva decretada pela 2ª auditoria de guerra da 2ª região militar. Fiquei sob responsabilidade do juiz auditor dr. Nelson Guimarães. Soube posteriormente que este juiz autorizara minha ida para a OB sob “garantias de integridade física”.

Ao chegar à OB fui conduzido à sala de interrogatórios. A equipe do capitão Maurício passou a acarear-me com duas pessoas. O assunto era o Congresso da UNE em Ibiúna, em outubro de 1968. Queriam que eu esclarecesse fatos ocorridos naquela época. 

Apesar de declarar nada saber, insistiam para que eu “confessasse”. Pouco depois levaram me para o “pau-de-arara”. Dependurado nu, com mãos e pés amarrados, recebi choques elétricos, de pilha seca, nos tendões dos pés e na cabeça. Eram seis os torturadores, comandados pelo capitão Maurício. Davam-me "telefones" (tapas nos ouvidos) e berravam impropérios. Isto durou cerca de uma hora. Descansei quinze minutos ao ser retirado do "pau-de-arara". 

O interrogatório reiniciou. As mesmas perguntas, sob cutiladas e ameaças. Quanto mais eu negava mais fortes as pancadas. A tortura, alternada de perguntas, prosseguiu até às 20 horas. Ao sair da sala, tinha o corpo marcado de hematomas, o rosto inchado, a cabeça pesada e dolorida. Um soldado, carregou-me até a cela 3, onde fiquei sozinho. Era uma cela de 3 x 2,5 m, cheia de pulgas e baratas. Terrível mau cheiro, sem colchão e cobertor. Dormi de barriga vazia sobre o cimento frio e sujo.
Na quarta-feira fui acordado às 8 h. Subi para a sala de interrogatórios onde a equipe do capitão Homero esperava-me. Repetiram as mesmas perguntas do dia anterior. A cada resposta negativa, eu recebia cutiladas na cabeça, nos braços e no peito. Nesse ritmo prosseguiram até o início da noite, quando serviram a primeira refeição naquelas 48 horas: arroz, feijão e um pedaço de carne. Um preso, na cela ao lado da minha, ofereceu-me copo, água e cobertor. Fui dormir com a advertência do capitão Homero de que no dia seguinte enfrentaria a “equipe da pesada”.
Na quinta-feira três policiais acordaram-me à mesma hora do dia anterior. De estômago vazio, fui para a sala de interrogatórios. Um capitão cercado por sua equipe, voltou às mesmas perguntas. "Vai ter que falar senão só sai morto daqui", gritou. Logo depois vi que isto não era apenas uma ameaça, era quase uma certeza. Sentaram-me na "cadeira do dragão" (com chapas metálicas e fios), descarregaram choques nas mãos, nos pés, nos ouvidos e na cabeça. Dois fios foram amarrados em minhas mãos e um na orelha esquerda. A cada descarga, eu estremecia todo, como se o organismo fosse se decompor. Da sessão de choques passaram-me ao "pau-de-arara". Mais choques, pauladas no peito e nas pernas a cada vez que elas se curvavam para aliviar a dor. Uma hora depois, com o corpo todo ferido e sangrando, desmaiei. Fui desamarrado e reanimado. Conduziram-me a outra sala dizendo que passariam a carga elétrica para 230 volts a fim de que eu falasse "antes de morrer". Não chegaram a fazê-lo. Voltaram às perguntas, batiam em minhas mãos com palmatória. As mãos ficaram roxas e inchadas, a ponto de não ser possível fechá-las. Novas pauladas. Era impossível saber qual parte do corpo doía mais; tudo parecia massacrado. Mesmo que quisesse, não poderia responder às perguntas: o raciocínio não se ordenava mais, restava apenas o desejo de perder novamente os sentidos. Isto durou até às 10 h quando chegou o capitão Albernaz.
"Nosso assunto agora é especial", disse o capitão Albernaz, ligou os fios em meus membros. "Quando venho para a OB - disse - deixo o coração em casa. Tenho verdadeiro pavor a padre e para matar terrorista nada me impede... Guerra é guerra, ou se mata ou se morre. Você deve conhecer fulano e sicrano (citou os nomes de dois presos políticos que foram barbaramente torturados por ele), darei a você o mesmo tratamento que dei a eles: choques o dia todo. Todo "não" que você disser, maior a descarga elétrica que vai receber". Eram três militares na sala. Um deles gritou: "Quero nomes e aparelhos (endereços de pessoas)". Quando respondi: "não sei" recebi uma descarga elétrica tão forte, diretamente ligada à tomada, que houve um descontrole em minhas funções fisiológicas. O capitão Albernaz queria que eu dissesse onde estava o Frei Ratton. Como não soubesse, levei choques durante quarenta minutos.
Queria os nomes de outros padres de São Paulo, Rio e Belo Horizonte "metidos na subversão". Partiu para a ofensa moral: "Quais os padres que têm amantes? Por que a Igreja não expulsou vocês? Quem são os outros padres terroristas?". Declarou que o interrogatório dos dominicanos feito pelo DEOPS tinha sido "a toque de caixa" e que todos os religiosos presos iriam à OB prestar novos depoimentos. Receberiam também o mesmo "tratamento". Disse que a "Igreja é corrupta, pratica agiotagem, o Vaticano é dono das maiores empresas do mundo". Diante de minhas negativas, aplicavam-me choques, davam-me socos, pontapés e pauladas nas costas. À certa altura, o capitão Albernaz mandou que eu abrisse a boca "para receber a hóstia sagrada". Introduziu um fio elétrico. Fiquei com a boca toda inchada, sem poder falar direito. Gritaram difamações contra a Igreja, berraram que os padres são homossexuais porque não se casam. Às 14 horas encerraram a sessão. Carregado, voltei à cela onde fiquei estirado no chão.
Às 18 horas serviram jantar, mas não consegui comer. Minha boca era uma ferida só. Pouco depois levaram-me para uma "explicação". Encontrei a mesma equipe do capitão Albernaz. Voltaram às mesmas perguntas. Repetiram as difamações. Disse que, em vista de minha resistência à tortura, concluíram que eu era um guerrilheiro e devia estar escondendo minha participação em assaltos a bancos. O "interrogatório" reiniciou para que eu confessasse os assaltos: choques, pontapés nos órgãos genitais e no estomago palmatórias, pontas de cigarro no meu corpo. Durante cinco horas apanhei como um cachorro. No fim, fizeram-me passar pelo "corredor polonês". Avisaram que aquilo era a estréia do que iria ocorrer com os outros dominicanos. Quiseram me deixar dependurado toda a noite no "pau-de-arara". Mas o capitão Albernaz objetou: "não é preciso, vamos ficar com ele aqui mais dias. Se não falar, será quebrado por dentro, pois sabemos fazer as coisas sem deixar marcas visíveis". "Se sobreviver, jamais esquecerá o preço de sua valentia".
Na cela eu não conseguia dormir. A dor crescia a cada momento. Sentia a cabeça dez vezes maior do que o corpo. Angustiava-me a possibilidade de os outros padres sofrerem o mesmo. Era preciso pôr um fim àquilo. Sentia que não iria aguentar mais o sofrimento prolongado. Só havia uma solução: matar-me.
Na cela cheia de lixo, encontrei uma lata vazia. Comecei a amolar sua ponta no cimento. O preso ao lado pressentiu minha decisão e pediu que eu me acalmasse. Havia sofrido mais do que eu (teve os testículos esmagados) e não chegara ao desespero. Mas no meu caso, tratava-se de impedir que outros viessem a ser torturados e de denunciar à opinião pública e à Igreja o que se passa nos cárceres brasileiros. Só com o sacrifício de minha vida isto seria possível, pensei. Como havia um Novo Testamento na cela, li a Paixão segundo São Mateus. O Pai havia exigido o sacrifício do Filho como prova de amor aos homens. Desmaiei envolto em dor e febre.
Na sexta-feira fui acordado por um policial. Havia ao meu lado um novo preso: um rapaz português que chorava pelas torturas sofridas durante a madrugada. O policial advertiu-me: "o senhor tem hoje e amanhã para decidir falar. Senão a turma da pesada repete o mesmo pau. Já perderam a paciência e estão dispostos a matá-lo aos pouquinhos". Voltei aos meus pensamentos da noite anterior. Nos pulsos, eu havia marcado o lugar dos cortes. Continuei amolando a lata. Ao meio-dia tiraram-me para fazer a barba. Disseram que eu iria para a penitenciária. Raspei mal a barba, voltei à cela. Passou um soldado. Pedi que me emprestasse a "gillete" para terminar a barba. O português dormia. Tomei a gillete. Enfiei-a com força na dobra interna do cotovelo, no braço esquerdo. O corte fundo atingiu a artéria. O jato de sangue manchou o chão da cela. Aproximei-me da privada, apertei o braço para que o sangue jorrasse mais depressa. Mais tarde recobrei os sentidos num leito do pronto-socorro do Hospital das Clínicas. No mesmo dia transferiram-me para um leito do Hospital Militar. O Exército temia a repercussão, não avisaram a ninguém do que ocorrera comigo. No corredor do Hospital Militar, o capitão Maurício dizia desesperado aos médicos: "Doutor, ele não pode morrer de jeito nenhum. Temos que fazer tudo, senão estamos perdidos". No meu quarto a OB deixou seis soldados de guarda.
No sábado teve início a tortura psicológica. Diziam: "A situação agora vai piorar para você, que é um padre suicida e terrorista. A Igreja vai expulsá-lo". Não deixavam que eu repousasse. Falavam o tempo todo, jogavam, contavam-me estranhas histórias. Percebi logo que, a fim de fugirem à responsabilidade de meu ato e o justificarem, queriam que eu enlouquecesse.
Na segunda noite recebi a visita do juiz auditor acompanhado de um padre do Convento e um bispo auxiliar de São Paulo. Haviam sido avisados pelos presos políticos do presídio Tiradentes. Um médico do hospital examinou-me à frente deles mostrando os hematomas e cicatrizes, os pontos recebidos no hospital das Clínicas e as marcas de tortura. O juiz declarou que aquilo era "uma estupidez" e que iria apurar responsabilidades. Pedi a ele garantias de vida e que eu não voltaria à OB, o que prometeu.
De fato fui bem tratado pelos militares do Hospital Militar, exceto os da OB que montavam guarda em meu quarto. As irmãs vicentinas deram-me toda a assistência necessária Mas não se cumpriu a promessa do juiz. Na sexta-feira, dia 27, fui levado de manhã para a OB. Fiquei numa cela até o fim da tarde sem comer. Sentia-me tonto e fraco, pois havia perdido muito sangue e os ferimentos começavam a cicatrizar-se. À noite entregaram-me de volta ao Presídio Tiradentes.
É preciso dizer que o que ocorreu comigo não é exceção, é regra. Raros os presos políticos brasileiros que não sofreram torturas. Muitos, como Schael Schneiber e Virgílio Gomes da Silva, morreram na sala de torturas. Outros ficaram surdos, estéreis ou com outros defeitos físicos. A esperança desses presos coloca-se na Igreja, única instituição brasileira fora do controle estatal-militar. Sua missão é: defender e promover a dignidade humana. Onde houver um homem sofrendo, é o Mestre que sofre. É hora de nossos bispos dizerem um BASTA às torturas e injustiças promovidas pelo regime, antes que seja tarde.
A Igreja não pode omitir-se. As provas das torturas trazemos no corpo. Se a Igreja não se manifestar contra essa situação, quem o fará? Ou seria necessário que eu morresse para que alguma atitude fosse tomada? Num momento como este o silêncio é omissão. Se falar é um risco, é muito mais um testemunho. A Igreja existe como sinal e sacramento da justiça de Deus no mundo
"Não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio. Fomos maltratados desmedidamente, além das nossas forças, a ponto de termos perdido a esperança de sairmos com vida. Sentíamos dentro de nós mesmos a sentença de morte: deu-se isso para que saibamos pôr a nossa confiança, não em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos" (2Cor, 8-9).
Faço esta denúncia e este apelo a fim de que se evite amanhã a triste notícia de mais um morto pelas torturas.
Frei Tito de Alencar Lima, OPFevereiro de 1970
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Fonte:http://maureliomello.blogspot.com.br/2012/12/para-os-que-nao-sabem-do-que-eles-sao.html

DENISE MOTTA DAU, EX-PRESIDENTA DA CNTSS, ASSUMIRÁ A SECRETARIA DA MULHER NO GOVERNO DE FERNANDO HADDAD

09.12.2012
Do portal da CUT/SP,08.12.12

CUT/SP aplaude criação da Secretaria de Políticas para as Mulheres e indicação de Denise Dau

Criação da pasta é reivindicação antiga, aprovada na 4ª Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres realizada em São Paulo no ano passado.
A CUT/SP parabeniza o prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad, pela criação da Secretaria de Políticas para as Mulheres, bem como a indicação de sua titular, Denise Motta Dau(foto). A criação de uma pasta específica para as mulheres é reivindicação antiga, aprovada inclusive na 4ª Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres realizada em São Paulo, em setembro de 2011.
A necessidade de uma secretaria se justifica pelo fato de serem as mulheres as que mais sofrem com o descaso dos governos municipal e estadual pela inexistência de políticas que promovam autonomia econômica e social. É preciso garantir o combate à violência e discriminação, o acesso à creche e educação para seus filhos, o trabalho e o direito à moradia, para que a igualdade de oportunidades torne real o exercício da plena cidadania.
Já a escolha de Denise Motta Dau certamente dará à nova pasta a atuação e a dinâmica desejadas. Denise, que integrou a Comissão Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT Nacional e foi secretária nacional de Relações do Trabalho da Central, saberá conduzir suas ações rumo aos objetivos ansiados pelas mulheres e que caracterizam as premissas do sindicalismo cutista.
Adi dos Santos Limapresidente da CUT/SP
Sônia Auxiliadora Vasconcelos Silvasecretária da Mulher Trabalhadora da CUT/SP
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Fonte:http://www.cutsp.org.br/noticias/2012/12/06/cut-sp-aplaude-criacao-da-secretaria-de-politicas-para-as-mulheres-e-indicacao-de-denise-dau

Enfermeira que sofreu trote no hospital de Kate é encontrada morta


09.12.2012
Do portal da BBC BRASIL, 07.12.12

Hospital King Edward VIIFachada do hospital King Edward VII, onde Kate Middleton foi internada nesta semana.

Uma enfermeira que foi vítima de um trote quando a duquesa de Cambridge, Kate Middleton, estava internada no hospital de Londres onde ela trabalhava foi encontrada morta nesta sexta-feira.

O príncipe William e sua mulher disseram em um comunicado que estão profundamente entristecidos com a morte da enfermeira Jacintha Saldanha.

A polícia foi chamada às 9h35 (7h35 de Brasília) por testemunhas que encontraram a mulher inconsciente na região central de Londres.

Na madrugada da última quarta-feira, Saldanha estava trabalhando no hospital King Edward VII quando atendeu a uma ligação de dois radialistas da Austrália que diziam ser a rainha Elizabeth 2ª e o príncipe Charles.

Sem saber que tratava-se de um trote da emissora 2Day FM, de Sydney, a enfermeira passou a ligação para uma colega, que revelou detalhes do estado médico de Kate aos radialistas.
'Confusa'

Príncipe William e Kate Middleton deixam hopital; duquesa de Cambridge teve enjoos devido à gravidez.

Jacintha Saldanha, que era casada e tinha dois filhos, atendeu o telefonema porque no horário da ligação, às 5h30 locais (3h30 de Brasília), não havia telefonistas no hospital.

Segundo o jornalista da BBC Nicholas Witchell, há relatos de que ela teria se sentido muito solitária e confusa depois do trote.

Um porta-voz da família real disse que "em nenhum momento o palácio reclamou para o hospital a respeito do incidente".

A BBC apurou que Saldanha não foi suspensa ou alvo de processo disciplinar no hospital por ter sido enganada pelos autores do trote.

"Estamos chocados. Confirmamos que Jacintha recentemente foi vítima de um trote para o hospital", afirmou o diretor do hospital John Lofthouse. "Nós estávamos a apoiando durante este período difícil."

"Jacintha trabalhou no hospital King Edward VII por mais de quatro anos", acrescentou. "Ela era uma enfermeira excelente, respeitada e popular entre os colegas."

A Scotland Yard afirmou que o caso não está sendo tratado como morte suspeita.

Kate Middleton foi internada no hospital na última segunda-feira, devido a enjoos agudos ligados à gravidez, e recebeu alta na quinta-feira.

Os radialistas australianos autores do trote serão afastados temporariamente de seu programa, "em respeito ao que só pode ser descrito como uma tragédia", disse um representante da emissora.
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Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/12/121207_enfermeira_inthamorte_lk.shtml

Procurado pela Interpol, ex-premiê das ilhas Turks e Caicos é preso no Brasil

09.12.2012
Do portal OPERA MUNDI, 07.12.12
Por  Agência Efe | Rio de Janeiro

Político era procurado há um ano pela Interpol e acusado por delitos de corrupção e formação de quadrilha
Ex-primeiro-ministro das ilhas caribenhas Turks e Caicos e procurado pela Interpol por delitos de corrupção, Michael Misick foi detido nesta sexta-feira (07/12) em um aeroporto do Rio de Janeiro, informaram fontes oficiais.


Misick, de 50 anos, foi detido no aeroporto Santos Dumont, segundo informações divulgadas pela Polícia Federal, que acrescentou que o detido é um fugitivo internacional procurado pelas autoridades.

Segundo a "Agência Brasil", Misick estava embarcando com destino a São Paulo quando foi surpreendido por agentes da Interpol que estavam atrás dele há um ano.

De acordo com esta versão, Misick, que é acusado por delitos de corrupção e formação de quadrilha, foi preso após uma ordem de detenção emitida no último dia 22 pelo juiz Ricardo Lewandowsky, do STF (Supremo Tribunal Federal) do Brasil, a pedido do governo do Reino Unido.



Misick, que liderou o governo de Turks e Caicos durante seis anos, foi levado à Superintendência policial da cidade para prestar declarações.

O político renunciou em março de 2009 depois do Reino Unido anunciar sua intenção de suspender parcialmente a Constituição da ilha caribenha por acusações de corrupção contra o líder.

Com cerca de 30 mil habitantes, Turks e Caicos são um território britânico ultramarinho com governo autônomo.

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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/25873/procurado+pela+interpol+ex-premie+das+ilhas+turks+e+caicos+e+preso+no+brasil.shtml

Sobre a foto de Dilma e Joaquim Barbosa no velório de Niemeyer

08.12.2012
Do blog DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO, 06.12.12
Por Paulo Nogueira*


Uma coisa é certa: a foto não vai para o álbum de nenhum dos dois
Sorriso unilateral
De uma coisa não se pode acusar Dilma: de hipocrisia. É flagrante, é torrencial, é irreprimível o mal estar que a figura de Joaquim Barbosa provoca nela, como mostra a foto que o fotógrafo Gustavo Miranda, da Agência Globo, captou no velório de Oscar Niemeyer.
É o olhar de alguém que está oscilando entre o desprezo e o ódio, e que provavelmente se tenha visto na contingência de calar o que sente.
Que detalhes conhecerá Dilma das andanças de Barbosa por apoio político para ser nomeado para o STF?  Ou será que ela não perdoa o que julga ser deslealdade e ingratidão de JB perante o homem a quem ambos devem o cargo, Lula?
Interessante examinar o rosto de JB no encontro. Ali está um sorriso de quem espera aprovação, compreensão, atenção – ou pelo menos um sorriso de volta, ainda que protocolar e falso.
Mas não.
O que ele recebe de volta é um olhar glacial, uma mensagem clara da baixa opinião de Dilma sobre ele. Parece estar acima das forças de Dilma fingir que não sente o que sente, ainda que por frações de segundo. A fotografia não vai para o álbum de lembranças de nenhum dos dois.
A franqueza por vezes desconcertante é uma característica de quem, como ela, não fez carreira na política. Fosse uma política, esta foto não existiria, não pelo menos deste jeito singular,  e seria uma pena porque esta é uma das imagens que decerto marcarão a República sob Dilma, de um lado, e Barbosa, de outro.
Paulo Nogueira é jornalista e está vivendo em Londres. Foi editor assistente da Veja, editor da Veja São Paulo, diretor de redação da Exame, diretor superintendente de uma unidade de negócios da Editora Abril e diretor editorial da Editora Globo
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Fonte:http://www.diariodocentrodomundo.com.br/?p=18044