segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Queima de arquivos do escândalo Alstom no Metrô, Alckmin?

03.12.2012
Do blog SINTONIA FINA

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG) não mostra!


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Cinquenta dias depois de entrar em vigor a Lei do Acesso à Informação, que obriga os órgãos públicos a fornecerem cópias de qualquer documento que não seja coberto por sigilo legal, o Metrô de São Paulo (estatal sob comando do governo Alckmin) "descobriu" o sumiço de mais de 15 mil caixas de documentos.

O sumiço foi constatado oficialmente no dia 9 de julho deste ano. Na sexta-feira (30/11), o diário oficial de SP publicou edital informando o extravio de 15.399 caixas com documentos do arquivo da companhia (figura acima). 

São papéis diversos, incluindo contratos assinados entre 1977 e 2011, laudos técnicos, processos de contratação, de incidentes, propostas, empenhos, relatório de acompanhamento de contratos de 1968 até 2009, e vários outros documentos. Suspeita-se que na papelada esteja farto material sobre o mega escândalo internacional do pagamento de propinas da empresa Alstom para tucanos paulistas, em contas secretas na Suíça.

Além de abertura de processo interno, o texto diz que o boletim de ocorrência do desaparecimento dos documentos foi feito no dia seguinte, sob número 1.435.

O Metrô de SP é fonte de diversos escândalos, a começar pelo internacionalmente famoso da Alstom. O Ministério Público Estadual também investiga suspeita de fraude e combinação de resultados na licitação do prolongamento da Linha 5-Lilás. Outra investigação aponta para superfaturamento na contratação de serviços para reformas de trens das linhas já existentes.

Promotores ouvidos pela reportagem, no entanto, disseram não acreditar que o sumiço possa prejudicar as ações - no caso da Linha 5, principalmente, porque o inquérito já foi relatado à Justiça. 

(Com informações da Agência Estado)

Sintonia Fina

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Fonte:http://asintoniafina.blogspot.com.br/2012/12/queima-de-arquivos-do-escandalo-alstom.html

Revista Retrato do Brasil Edições Outubro e Novembros "Herói do Mensalão" e "A prova do erro"

03.12.2012
Do blog XEQUE-MATE

O Blog Megacidadania e Xeque-Que-Mate Noticias disponibilizaram a revista que mostra  a verdade! Ou  veja neste link onde baixar as duas edições sobre o assunto http://xeque-mate-noticias.blogspot.com.br/2012/11/revista-seria-retrato-do-brasil.html e ainda veja http://xeque-mate-noticias.blogspot.com/2012/11/depois-de-violada-pelo-relator-do-pstf.html E http://xeque-mate-noticias.blogspot.com/2012/11/revista-retrato-do-brasil-faz-defesas.html
E http://xeque-mate-noticias.blogspot.com/2012/11/revista-retrato-do-brasil-faz-defesas.html



Revista Retrato do Brasil ed. Novembro from Xeque-Mate-Noticias

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Fonte:http://xeque-mate-noticias.blogspot.com.br/p/picasaslideshow-width-250px-height.html

MANIPULAÇÃO DOS DADOS ECONÔMICOS: Honestidade nas comparações

03.12.2012
Do blog ESQUERDOPATA
Por Delfim Neto

Os críticos da política econômica do governo (que não conseguem esconder o ressentimento diante do terrível sucesso do processo de redução dos juros) voltaram a se animar diante da divulgação dos números do PIB neste fim de ano. Realmente, em 2012, o Brasil não deverá crescer mais que 1,7% ou 1,8%. São taxas medíocres para os nossos padrões históricos, o que é mais do que suficiente para a oposição comemorar a divulgação de um relatório do FMI, destacando o fato que o Brasil crescerá menos que a África do Sul (!) neste ano…

Trata-se de um expediente malandro. Não se faz uma comparação honesta, porque não é apenas o crescimento do PIB que dá toda a informação sobre o comportamento da economia de um país. Basta ver que, apesar do baixo crescimento deste ano, o Brasil não tem praticamente desemprego (algo menos que 5% da força de trabalho), enquanto 25% dos trabalhadores da África do Sul estão desempregados.

Isso nos remete a uma questão interessante: o Brasil está crescendo menos, mas todos os levantamentos internacionais mostram que o Brasil é um país onde a satisfação da sociedade com o governo é das maiores. O que importa é o crescimento econômico com inclusão social. Temos crescido menos, mas a inclusão continuou.

O Brasil tem reduzido dramaticamente os níveis de desigualdade e isso aumenta o bem-estar da sociedade, além do crescimento. Poderíamos ter feito melhor, não há a menor dúvida, ampliado o projeto de inclusão e alcançado um ritmo de crescimento bem maior. É preciso levar em conta, contudo, que a situação mundial continua bastante complicada.

Nossa economia tem ligações externas muito importantes e no início deste ano fomos obrigados a tomar medidas monetárias duras, mecanismos que produziram uma redução muito importante na demanda dos produtos industriais produzidos no Brasil e dificuldades nas exportações. Crescemos muito menos do que poderíamos e deveríamos ter crescido, mas prosseguimos no nosso programa de inclusão social e praticamente chegamos ao pleno emprego, um contraste monumental com as demais economias.

Por isso é preciso relativizar a comparação do FMI, que, aliás, não costuma enxergar além do umbigo e ultimamente passou a pisar muito no tomateiro. Somos dos poucos países do mundo com déficit fiscal igual a 2,2% do PIB, uma relação dívida/PIB em torno de 35%, uma taxa de inflação de 5,5% ao ano, elevada em relação à meta, mas que deve convergir para os 4,5% no centro da meta.

Então é uma política que está funcionando e mais importante do que isso é um país já em outro ritmo de crescimento: neste fim de ano é visível o crescimento no terceiro trimestre sobre o segundo, em torno de 1%, o que concretizará aquilo que vínhamos intuindo há muito tempo: o Brasil vai virar 2012 tendo crescido pouco, mas terminando o ano com a economia “rodando” a 3,5% e 4%.

O crescimento em 2013 será construído por nós. Vai ser construído pelo o que o setor privado brasileiro for capaz de realizar, pelo que o governo for capaz de fazer e pela melhora das relações entre o setor privado e o governo. Há condições para sustentar um crescimento econômico de 4% ou 4,5% no ano que vem (como preveem o ministro Guido Mantega e o secretário-executivo da Fazenda, Nelson Barbosa) e depois pro­curar manter esse nível em média até 2030, digamos.

Isso exigirá, certamente, um investimento bruto anual da ordem de 25% do PIB, com déficit em conta corrente de não mais de 1,5% do PIB ao ano. Exigirá também a continui­dade de uma rigorosa política fiscal, capaz de sustentar a política monetária capaz de produzir o equilíbrio interno e uma aguerrida política cambial, o equilíbrio externo.

Tudo o dito acima e mais: para cooptar o investimento privado indispensável para ampliar o desenvolvimento, o governo precisa insistir em demonstrar ser “pró-mercado” (não “pró-negócio”), ser definitivamente favorável à competição regulada e ágil e não pretender realizar diretamente aquilo que, por sua natureza, o setor privado ­sabe fazer melhor.
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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2012/12/honestidade-nas-comparacoes.html

O CÍNICO FHC: PÉROLAS DE PEREIO SOBRE FHC NO TWITTER

03.12.2012


Respeito até o mentiroso, o debilóide, um cretino com ideia fixa (tipo Serra). Mas não aceito cinismo. Nunca fui cínico e o FHC é um - Um sujeito que faz carreira como sociólogo de esquerda, respeitado e incensado, chega ao poder e pede "esqueçam o que eu escrevi", presta?

- Só a elite paulistana, decadente, ridícula, quatrocentona de merda, pra achar que u
m presidente que quebrou o país vale alguma coisa, porra! - E o avião presidencial, levando o Paulo Henrique Cardoso, mulher e filhas para passear em Punta del Este? Já se esqueceram dessa esbórnia? - Centenas de conversas telefônicas entre Eduardo Jorge, braço-direito de FHC, e o juiz Lalau, aquele corruptaço. 

Eram - Foi, também, no gov. FHC que um grampo mostrou conversas entre ele, André Lara Resende, Mendonção, direcionando a privatização da telefonia - No governo do FHC um grampo pegou o embaixador Júlio César Santos, seu homem de confiança, se corrompendo. 

Foi na CPI do Sivam e caiu - Governo FHC: a mulher, o filho, a filha e o genro. E quem confunde o público com o privado é o Lula, sem um parente no governo. Que cínico! - Luciana Cardoso, a mulher mais mal-educada da República, foi secretaria de qual presidente? Do Lula? Não! Do paizão FHC.E o Lula é o aético?

- FHC diz que Lula confunde o público com privado.Paulo Henrique Cardoso, que torrou + de US$ 20 milhões na Feira de Hannover é filho de Lula?- FHC, aquele senhor simpático que protagonizou três quebradeiras do Brasil, criticando o PIB da Dilma. 

Tá faltando espelho para o Narciso - David Zulberstajn, um esperto que foi presidente-dono da Agência Nacional do Petróleo no governo de FHC, era genro do Lula? Não! Era de FHC!-Recordar é viver: quem revelou as contas escandalosas da Comunidade Solidária, brinquedo da falecida Ruth, foi o tucano Álvaro Dias, porra! - FHC, volta para o seu mausoléu de luxo, volta.

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Fonte:http://www.facebook.com/photo.php?fbid=4018442747622&set=a.1589161617112.2073895.1477984833&type=1&theater

COM LULA E ROSE, MÍDIA QUEBRA UM TABU

03.12.2012
Do portal BRASIL247,02.12.12

: Inaugura-se uma nova etapa no tratamento da mídia sobre casos extra-conjugais de políticos; ou a exceção para a quebra de um protocolo que valeu oito anos para Fernando Henrique e a jornalista Miriam Dutra, da Rede Globo, só está acontecendo porque não envolve o príncipe dos sociólogos mas o operário que era chamado de baiano?

247 – Entre os anos de 1995 e 2003, quando governava o Brasil o príncipe dos sociólogos Fernando Henrique Cardoso, um dos segredos de polichinelo mais bem guardados do, digamos, Reino do Brasil era o antigo relacionamento extra-conjugal que o soberano mantinha com a jornalista Miriam Dutra, da Rede Globo. Com ela compartilhava, dizia-se à boca pequena, sem medo de errar, um filho. Todo o pavor do governante residia na revelação da relação, especialmente na emissora em que ela trabalhava, o que fez dele, na rudimentar geopolítica da corte, refém daquele e de outros grandes meios de comunicação. Com a não revelação do caso, FH ficou na posição de devedor de um favor para empresas como a Organizações Globo, que jamais conheceram tempos de vacas magras em sua governo. 

Nenhum dos espetaculares jornalistas da atual geração, esses sensacionais editores, colunistas e repórteres políticos que buscam incessantemente a verdade jamais escreveu uma linha ao menos sobre aquela situação da qual todos tinham conhecimento. O maior pool do mundo. Talvez fosse demolidor para Fernando Henrique ser pego na chamada vida dupla. Talvez nem fosse, mas o certo é que, durante seu principado, nada foi dito – e o que foi, também foi devidamente abafado. Criou-se uma relação de cumplicidade de mão dupla entre a grande mídia e o presidente. São felizes até hoje.


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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/poder/86752/

Marcos Coimbra: É preciso salvar a oposição; presente difícil, futuro incerto

03.12.2012
Do blog VI O MUNDO, 02.12.12
Porpor Marcos Coimbra, no Correio Braziliense, via Clipping do Planejamento


Por mais fichas que tenham colocado na aposta de que o julgamento do mensalão teria impacto destrutivo, por mais que achassem que o “lulopetismo” sairia dele golpeado de morte, o fato é que os prognósticos para a eleição de 2014 continuam largamente favoráveis ao PT

2012 ainda não terminou, mas já se pode dizer que não foi um bom ano para a oposição. Certamente, não para a oposição institucionalizada, que disputa o jogo político e se expõe às suas incertezas.

Isso é mau para ela, especialmente por estar sendo outro ano desfavorável, depois de vários negativos.

Acresça-se a isso que suas perspectivas de curto e médio prazos também não são alvissareiras.

Passado complicado, presente difícil, futuro incerto.

Tudo isso poderia ser preocupante apenas para ela, mas o problema, para o país, é que suas agruras deixam inquieta e açodada a outra parte da oposição.

Em todos os países democráticos, existe uma oposição fora dos partidos e estranha ao mundo oficial da política. Ela é constituída por entidades de diferentes tipos: grupos de pressão, movimentos sociais e de opinião, associações de interesse, às vezes por sindicatos patronais ou de trabalhadores.

Também pela parcela mobilizada do eleitorado identificado com os partidos oposicionistas, nas elites, classes médias e no povo.

O “lulopetismo” é o inimigo declarado das oposições extra-partidárias e informais de hoje em dia. Elas assim batizaram o fenômeno político mais importante deste começo de século 21 no Brasil, o crescimento e a consolidação de um partido de origem popular, que chegou ao poder, organizou uma ampla coalizão, mostrou-se competente para governar e, por isso, tem chance de lá permanecer por muito tempo.

Enquanto esteve na oposição, o PT tinha suas “bases”, que iam para as ruas e se manifestavam. O governismo da época morria de medo de seus “tentáculos”: a CUT, o MST e assim por diante.

Mas nada de parecido ao que conhecemos hoje existia: quando a oposição era de esquerda, não havia uma “grande imprensa” para auxiliá-la. O PT e seus aliados dispunham, no máximo, de simpatizantes nas redações de alguns veículos da indústria da comunicação ou de pequenas tribunas na imprensa alternativa.

O oposicionismo petista tampouco possuía uma articulação empresarial e institucional significativa. Contavam-se nos dedos os empresários maiores, os integrantes do Judiciário, os poderosos que simpatizavam com a esquerda — e os que o faziam eram ridicularizados por seus pares, como se ser petista, para gente de “alto nível”, fosse risível.

A atual oposição extra-partidária detesta o “lulopetismo”.

Os “anti-lulopetistas” radicais — na opinião pública, nas instituições, nos grupos de pressão e na imprensa — não poupam a tibieza que enxergam nos partidos de oposição. E não confiam em sua capacidade de derrotar o adversário.

Por mais que tenham procurado motivos para se alegrar com a eleição municipal, não há como apagar o que aconteceu em São Paulo. Ou negar que foi a terceira eleição seguida em que a oposição perdeu tamanho.

Por mais fichas que tenham colocado na aposta de que o julgamento do mensalão teria impacto destrutivo, por mais que achassem que o “lulopetismo” sairia dele golpeado de morte, o fato é que os prognósticos para a eleição de 2014 continuam largamente favoráveis ao PT.

Aonde a impaciência e a frustração levarão essas pessoas?

Se fôssemos os Estados Unidos ou outros países democráticos estáveis, a resposta seria fácil. Mas não somos.

O Brasil precisa de uma oposição partidária e institucionalizada sólida. Sem ela, nunca estaremos livres dos que se acham capazes de “resolver a bagunça”, “acabar com a corrupção” e “limpar a política”. No bem bom, dispensando-se de conquistar um só voto.

Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

Leia também:


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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/marcos-coimbra-e-preciso-salvar-a-oposicao-presente-dificil-futuro-incerto.html

PSB julga natural apoio recebido do PT

03.12.2012
Do BLOG DA FOLHA
Por Débora Duque
No Jornal do Commercio desta segunda-feira

Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

Em tom conciliador, o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, afirmou que o partido recebe com "naturalidade" a decisão tomada pela executiva municipal do PT de compor à base do governo Geraldo Julio (PSB). Ao mesmo tempo em que garantiu que os petistas - a despeito do acirramento da campanha eleitoral - serão tratados com a mesma consideração que as demais legendas da Frente Popular, o socialista não assegurou que o partido será convidado para integrar diretamente à administração municipal.

"Informei por telefone a decisão a Geraldo Julio e ele ficou muito satisfeito por ter a Frente unida novamente. Mas ele não externou nada sobre essa questão de cargos. Até porque nem o PT lançou essa discussão. A decisão deles foi política. Se vão compor ou não o governo, é outra questão", disse.

Sileno também procurou minimizar os ataques trocados durante o período eleitoral. Resumiu tudo, inclusive as críticas feitas ao governo do Estado, como no episódio da PPP da Compesa, a questões "circunstanciais" "Foram situações isoladas. O PT volta para onde sempre esteve. Todos os partidos reconhecem os avanços que o PT promove no País e promoveu aqui no Recife. Pela importância que ele tem, vai ser tratado como igual".

Postado por Vinícius Sobreira
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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2012/12/03/psb_julga_natural_apoio_recebido_do_pt_142516.php

Oposição, na Argentina e no Brasil, não consegue agradar e encontrar um líder

03.12.2012
Do portal da REDE BRASIL ATUAL, 02.12.12
Por Por: João Peres, Rede Brasil Atual

Sondagens mostram dificuldade de engrenar um personagem que mostre um discurso alternativo ao dos governos de Dilma Rousseff e Cristina Kirchner 

Oposição, na Argentina e no Brasil, não consegue agradar e encontrar um líder
Macri reuniu-se em 2008 com Serra e Gilberto Kassab. Terá ouvido os conselhos do tucano, derrotado em 2010 e em 2012? (Foto: Eduardo Knapp. Folhapress)
São Paulo – Dados divulgados hoje (2) pelo jornal Clarín, de Buenos Aires, mostram que a oposição ao governo de Cristina Fernández de Kirchner continua com dificuldades de encontrar um líder capaz de galgar a condição de verdadeiro adversário da presidenta. 65,2% dos entrevistados pela consultoria Management & Fit dizem discordar da maneira como atuam os opositores, um dado que casa com a dificuldade encontrada por aqueles que estão contra o governo de Dilma Rousseff no Brasil.
Dos dois lados da fronteira, os opositores não parecem conseguir superar o histórico de governos com alta popularidade e chancelados por recentes eleições. Os momentos, porém, são sumamente diferentes. Enquanto Dilma mantém aprovação recorde, Cristina viu a aceitação despencar de outubro do ano passado, quando foi reeleita com uma das maiores margens de vantagem da história argentina, para cá.  
De acordo com a Management & Fit, 62,9% dizem desaprovar as atitudes da presidenta, 24 pontos a mais que em abril. 30,6% dizem aprovar a gestão da Casa Rosada, ao passo que 6,5% não souberam responder. 
Mas a oposição continua com a mesma dificuldade de 2011, quando não conseguia encontrar um discurso verdadeiramente alternativo à atual gestão. Se a aprovação de Cristina de lá para cá caiu, fruto de medidas econômicas e de campanha contrária a algumas políticas sociais, não se pode dizer que os prováveis adversários ao kirchnerismo em 2015 tenham captado o momento.
Apenas 29,7% dizem nutrir boa imagem do governador de Córdoba, José de la Sota. 29,4% sentem o mesmo em relação ao segundo colocado das eleições do ano passado, o socialista Hermes Binner. 28,1% demonstram apreço por Ricardo Alfonsín, filho do ex-presidente Raúl Alfonsín e um dos poucos quadros de alguma expressão da União Cívica Radical (UCR), antiga adversária do peronismo. O chefe de governo da cidade de Buenos Aires, Maurício Macri, potencial oponente em 2015, chega a 27% de imagem positiva.
Curioso notar que o maior patamar é atingido pelo governador de Buenos Aires, Daniel Scioli, com 37,1%. Embora tenha declarado recentemente a intenção de disputar a presidência, Scioli é do Partido Justicialista, o mesmo de Cristina, e não se sabe o quanto estará disposto a se afastar do governo federal na tentativa de viabilizar seu nome, apesar de atritos recentes.

Quadro brasileiro

A pesquisa argentina suscita comparações com uma sondagem divulgada há uma semana pelo Ibope. Na pesquisa estimulada sobre a disputa pelo Palácio do Planalto em 2014, Dilma tem 58% das intenções de voto, chegando a 64% no Nordeste. Lançado no dia seguinte à derrota de José Serra (PSDB) em 2010 ao pleito presidencial, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) tem apenas 9% da preferência do eleitorado, com pico de 16% no Sudeste. Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco que tem sido encorajado por parte da mídia tradicional a lançar-se à contenda, tem 3%, e a ex-senadora Marina Silva (sem partido), terceira colocada em 2010, chega a 11%. 
Na sondagem espontânea, todos eles são superados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que aparece com 19%, contra 4% de Serra, 3% de Aécio e 2% de Marina Silva – neste cenário, Dilma tem 26%. Detalhe é que Lula já disse algumas vezes que não pretende disputar o Planalto em 2014. 
No caso da Argentina, a oposição tem mais tempo para testar o discurso contra um adversário mais desgastado. Resta saber se conseguirão encontrar o argumento certo para bater o kirchnerismo. No Brasil, pesam a forte aprovação de Dilma e o cenário mais favorável, apesar de uma economia com baixo crescimento este ano.

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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/internacional/2012/12/oposicao-na-argentina-e-no-brasil-nao-consegue-agradar-e-encontrar-um-lider

Prefeita afastada afirma ter sido condenada por 'indícios'

03.12.2012
Do porta do jornal FOLHA DE S.PAULO
Por  RENATA MOURA 
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM NATAL


Afastada da Prefeitura de Natal há um mês sob suspeita de desviar dinheiro público, Micarla de Sousa diz ser um "arquivo vivo" e que foi "condenada moralmente" apenas por "indícios".
Em entrevista à Folha, a jornalista de 42 anos, cuja gestão era reprovada por 92% da população, afirma que seu "martírio" começou após "dizer não" a "poderosos e influentes" do Estado.

Segundo a Promotoria, havia uma "rede de corrupção" na prefeitura, alimentada por verbas da saúde e da educação. Os recursos teriam bancado supermercado, joias e até funcionários pessoais da prefeita afastada.

Com base em documentos e em dados telefônicos e fiscais, o Ministério Público afirma ainda que servidores do primeiro escalão da prefeitura agiam como tesoureiros pessoais de Micarla e do ex-marido.

Dona da afiliada local do SBT, Micarla diz que já vinha de família rica, e que se endividou por ajudar "pessoas necessitadas". Afirma que a crise de gestão em Natal, que enfrenta caos em diversas áreas, é resultado do baixo crescimento do país. Leia a entrevista concedida no último sábado (1º), mesmo dia em que o PV a retirou da presidência estadual do partido:

João Wainer - 9.abr.10/Folhapress
Prefeita afastada de Natal Micarla de Sousa (PV)
Prefeita afastada de Natal Micarla de Sousa (PV)

FOLHA - Como está a rotina desde o afastamento?

MICARLA DE SOUSA - É a primeira vez que sou mãe "full time". É um aprendizado. No começo foi difícil. Porque antes eu acordava às 6h30, tomava café com os meus filhos e ia para a prefeitura. Sempre cheguei tarde, não almoçava em casa. Quando aconteceu isso [afastamento], eu me perguntava: o que eu vou fazer hoje?

O que foi mais difícil nesse período?

Trabalho desde os 16 anos. Estou com 42. Sempre trabalhei fora, como jornalista, executiva, empresária, como política e empresária --porque quando fui deputada continuei cuidando das empresas da minha família-- e depois como política em tempo integral. Mas o mais difícil para mim, o maior aprendizado, não foi a rotina. Foi ver quantas máscaras caíram nesse período e como o poder faz amigos e a falta dele afasta as pessoas. Posso confirmar aquela frase que diz que o poder embriaga porque 90% ou mais das pessoas que me rodeavam desapareceram da noite para o dia.

A sra. recorreu para tentar voltar à prefeitura. Se tivesse obtido decisão favorável, como teria sido esse retorno?

Tenho pensado muito sobre isso. Porque sou a primeira gestora na história do país cassada por liminar judicial. Não fui julgada, não fui denunciada. Não existe nada. Existem, apenas, como é colocado pelo Ministério Público, indícios de que haja alguma coisa. E por indícios eu fui julgada, condenada moralmente e afastada do meu cargo. Isso tem sido doloroso porque fui eleita por 193 mil votos, por 50,8% da população. Fui julgada sem direito à defesa. Nem o pior dos bandidos passou pelo que passei.

Como avalia as acusações?

É muito fácil acusar as pessoas. Queria só lembrar que vim de família que já tinha estrutura financeira que me permitia desde jovem ter acesso a algumas coisas. Agora chegar e dizer que Micarla teve gasto mensal de R$ 140 mil. Onde? [Francisco] Assis, que era secretário-adjunto financeiro da Saúde, trabalhava comigo antes de meu pai falecer. Meu pai faleceu há 14 anos. Ele [Assis] sempre cuidou da minha vida financeira. Encontraram na casa dele uma planilha mostrando quanto eu devia e não quanto eu gastava. Será que o fato de alguém dever, de ter cheque especial estourado, de estar sem cartão de crédito há dois anos, dá a alguém o direito de pensar que é uma pessoa má, que não tem caráter?

Como chegou a essa situação de endividamento?

Por não conseguir dar "não" a pessoas necessitadas. Quantas vezes peguei meu salário, meu cartão de crédito, para ajudar alguém que chegava e dizia: preciso fazer tratamento em São Paulo e preciso de passagem e hospedagem? Quantas vezes reconstruí casas que estavam para cair na cabeça das pessoas. As pessoas podem achar piegas ou duvidar. Mas isso provocou um descontrole financeiro meu. Chegaram ao ponto de dizer que a prefeita usava o dinheiro [público] para pagar a escola dos filhos. A escola está no Imposto de Renda do meu ex-marido. O que querem provar de mim? Até agora o que conseguiram provar é que tenho muito débito.

  • O Ministério Público aponta indícios de que a sra. e seu ex-marido tenham recebido propina em contratos na área de educação.*

Encontrou-se um papel em que estava escrito "M" e "W" [segundo a Promotoria, as iniciais de Micarla e Weber, o ex-marido]. "M" com certeza não é Micarla. Posso provar e afirmar. Querem me transformar em uma bandida e eu não sou.

A sra. usou verba pública para fins pessoais?

Nunca. Durmo com minha consciência tranquila. Pedi ajuda à minha mãe com minhas contas. Isso é crime?

A Promotoria aponta que seus auxiliares se desdobravam para pagar suas contas pessoais. A sra. avalia isso como normal, considerando que ambos ocupavam cargos públicos?

Talvez tenha errado nesse ponto. Deixei a mesma pessoa [Assis] por questão de confiança. Porque ele fazia isso pra mim há mais de dez anos. Mas não acho que tenha algo de obscuro nisso. Ele trabalhava com a minha família há muito tempo. Ele fazia o trabalho dele na Saúde. Desdobrava-se às vezes, sim, mas nunca teve dinheiro público envolvido nisso.

Todos esses indícios são então inverdades, em sua visão?

Todos esses indícios me levam a crer que sou muito temida pelos poderosos. Tenho a sensação de que sei demais, de que sou um arquivo vivo de muitas coisas. O que aconteceu comigo foi uma grande história, uma grande estrutura montada, e não foi da noite para o dia. Acho que havia mais ou menos uma crônica da morte anunciada a partir do momento que comecei a dar "não" a algumas figuras.

Quais figuras?

A partir do momento que comecei a dar "não" às pessoas mais fortes e influentes do Estado minha vida começou a se transformar em um martírio, um calvário. Enquanto alguns sentiam que me tutelavam minha vida era tranquila. Quando viram que eu era um cavalo selvagem, que não tinha como colocar cabresto, a minha vida começou a tomar outro rumo.

Inimigos políticos deram munição ao Ministério Público?

Não posso dizer quem fez ou deixou de fazer isso. Foi uma somatória de questões como interesses quebrados e falta de apoios. Minha vida política foi meteórica. Em quatro anos participei de três campanhas e venci as três. Fui vice-prefeita em 2004, fui a deputada mais votada em Natal em 2006 e em 2008 fui eleita prefeita no primeiro turno contra todas as estruturas de poder da época. Fiz uma parceria com o povo.

Quais foram os frutos dessa parceria?

Entreguei 53 escolas de educação infantil em três anos. Investi muito em saúde. Entreguei três Ames [ambulatórios médicos de especialidades], uma UPA [unidade de pronto atendimento], o Hospital da Criança Sandra Celeste, reinaugurei o Hospital dos Pescadores, o Hospital da Mulher. Entreguei três maternidades. Passei de 2.000 crianças na pré-escola para 16 mil crianças. Três mil e duzentas famílias que moravam em favelas agora têm casa.

Atualmente vemos algumas dessas áreas com problemas. A educação ameaça suspender o ano letivo, há problemas de limpeza pública, ruas esburacadas. Você se sente responsável por essa situação?

Não. Natal não é uma ilha. Está no contexto do Brasil, que quando assumi tinha taxas de crescimento superiores a 8% e que vai crescer 1,9% neste ano. Um país em que para os metalúrgicos da região do ABC paulista, uma das maiores praças eleitorais do PT, não serem demitidos, retirou-se o IPI dos carros. O IPI e o Imposto de Renda são formadores do Fundo de Participação dos Municípios. Todos os municípios enfrentam empobrecimento. Outro ponto agravante é que tivemos nesse último ano bairros com inadimplência de 86% em relação ao IPTU. Alcançamos na média geral 50% de IPTU não pago. Não existe mágica. É igual na nossa casa. Se você tem despesa "X" e começa a ganhar menos, você tem que cortar. E chega uma hora que não tem mais de onde cortar.

O descontrole financeiro pessoal da sra. não se refletiu na prefeitura?

De forma alguma. Que atire a primeira pedra o município brasileiro que diga que não tem problemas. Em Fortaleza, em Recife, as pessoas reclamam de lixo e buraco. Há exemplos positivos, claro. O Rio de Janeiro, por exemplo, onde [o prefeito] Eduardo Paes [PMDB] tem apoio incondicional do governo federal e do Estado. Em Natal falta apoio do Estado. No âmbito do governo federal, quando Dilma assumiu consegui conquistar muitos projetos. Sempre tive apoio dela. Infelizmente nada chegou em tempo por causa de burocracia.

O que explica o índice de rejeição de 92% de sua gestão?

A falta de apoio político fez com que eu fosse um alvo fixo. E o fato de eu não abrir exceções fez com que todos quisessem que eu não estivesse mais ali. Eles precisam de alguém que seja manipulado, algo a que não me propus.

Acredita que pode voltar ao cargo antes do dia 1ë [de janeiro de 2013]?

O mínimo que deveria acontecer seria me darem o direito de voltar e fazer a minha defesa. Se sou colocada como bandida, como sustento depois os meus filhos? Vai ter sempre alguém me olhando e desconfiando se a história é verdade. Isso afeta não só a mim, mas aos meus filhos, minha família. Como cristã, fico pensando quando Jesus estava ao lado de Barrabás e Pilatos perguntou se ele queria se defender. Até ali, do lado do pior bandido, Jesus teve direito de defesa. Eu não tive isso. Temo que isso abra precedente para que outros gestores sejam julgados moralmente, condenados, tenham suas vidas completamente dizimadas antes de um processo judicial ser completamente concluído. Isso abre um precedente perigoso para a democracia do país.

Qual é a Natal que você entrega a Carlos Eduardo [Alves, PDT]?

Uma Natal que por um lado tem possibilidades imensas. Consegui conquistar R$ 338 milhões de recursos para a Copa. Tem um túnel, com mais R$ 140 milhões, que vai acabar com todos os problemas de alagamentos em Natal. Entrego uma cidade com R$ 10 milhões para asfaltamento. Entrego uma cidade com possibilidades mil por conta da Copa, mas também uma cidade que tem problemas sérios que são vivenciados pelos gestores brasileiros, de redução de arrecadação e isso faz diferença grande. Deixei uma Natal com certeza melhor do que quando assumi. E ele [novo prefeito] vai ter a sorte que não tive: a questão dos apoios. 

Eu desejo a ele muita sorte.

Quais são seus planos para 2013?

Eu saí da política. Volto a cuidar do que é meu, minha casa, minha vida como jornalista, minhas empresas. Quero ficar com os meus filhos. Quero escrever um livro, fazer uma trilogia sobre o início da cruz até os dias futuros.

Vai continuar filiada ao PV?

Não. Acho que a Justiça, o Ministério Público, até parte da população que não me conhece podia me tratar de forma distante, desconfiar de mim ou colocar qualquer tipo de questionamento. Mas o meu partido e meus companheiros não tinham esse direito. Durante oito anos fui presidente do partido. 

E agora, no dia que acontece o afastamento, me trataram da mesma forma do que os desconhecidos e a Justiça. Ninguém da direção nacional chegou para me prestar solidariedade, perguntar o que estava acontecendo. Simplesmente decidiram me afastar da presidência do partido. Não fui convidada nem sequer para o ato do novo presidente. O PV me tratou com ingratidão. 

Minha história com o PV sempre foi de amor. Agora esse amor acabou. Essa dor do PV foi infinitamente maior do que a dor da injustiça da Justiça. Vou me desfiliar nos próximos dias e fechar esse ciclo.

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Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/poder/1194862-prefeita-afastada-afirma-ter-sido-condenada-por-indicios.shtml

COLLOR A ODAIR: E O CRIME DO GURGEL E O COITO NA VEJA ?

03.12.2012
Do blog CONVERSA AFIADA, 28.11.12
Por Paulo Henrique Amorim

Collor quer saber o que se passou nos dez dias entre o relatório que incriminava Gurgel e o coito de bandidos instalado na Veja, e versão final, amarelada. Que forças terríveis se manifestaram ?


O Conversa Afiada reproduz discurso que o senador Fernando Collor pronunciou da tribuna do Senado ao saber que o relator da CPMI do Cachoeira (e do Robert(o) Civita) tinha amarelado – clique aqui para ler “O que quer o Odair ?” – ao retirar do relatório final a incriminação ao brindeiro Gurgel e ao Chumbeta, o Caneta, esse Herói da Liberdade de Expresão:

http://www.youtube.com/watch?v=LeQqD2F5DTA

Senado Federal
Secretaria-Geral da Mesa
Secretaria de Taquigrafia

O SR. FERNANDO COLLOR (Bloco/PTB – AL. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente desta sessão, Srªs e Srs. Senadores, a reunião de hoje, dia 28, da CPMI, foi destinada à leitura do relatório pelo Deputado Odair Cunha.

Após uma acalorada discussão sobre os procedimentos regimentais a serem seguidos no tocante à discussão e votação do documento final, S. Exª, o Relator, antes de iniciar a leitura, estranhamente retirou as partes 6 e 7 de seu documento. Esses dois tópicos tratam exatamente do indiciamento do jornalista Policarpo Junior, da revista Veja, e do encaminhamento das provas respectivas ao Conselho Nacional do Ministério Público para apuração da conduta do Procurador-Geral Roberto Gurgel dos Santos perante as investigações da operação Vegas da Polícia Federal.

Digo estranhamente, Sr. Presidente, porque o que se deve questionar hoje é o que de fato acontece ou que de fato aconteceu entre a apresentação inicial do relatório, ocorrido no dia 28 deste mês, portanto há 10 dias somente, tão somente 10 dias, e a leitura resumida feita no dia de hoje. Afinal, que fatos levaram a relatoria a retirar exatamente as principais partes do seu contundente e detalhado relatório, consubstanciado – vale frisar – em mais de 5 mil páginas?

Para demonstrar a importância, a amplitude e o alcance das conclusões em relação a esses dois temas a que chegou o Deputado Odair Cunha, assessorado por uma competente e diversificada equipe técnica, basta reproduzir as palavras do próprio Relator na peça inicial publicada, divulgada e distribuída publicamente na semana passada.

Sobre o núcleo de imprensa – vale dizer –, contido em 349 páginas do relatório – 349 páginas foram dedicadas somente a tratar do chamado núcleo de imprensa –, disse o Relator Odair Cunha e abro aspas: “Não restam dúvidas de que o jornalista Policarpo Junior aderiu à organização criminosa de Carlos Cachoeira, colaborando intensamente para o êxito e a continuidade de suas atividades e a impunidade de seus líderes”. Fecho aspas.

Registrou, ainda, o Relator em seu documento as palavras do Juiz da 11ª Vara da Justiça Federal em Goiás, Dr. Paulo Augusto Moreira Lima, ao decretar a prisão do Sr. Carlos Cachoeira, nos seguintes termos, abro aspas – palavras do Juiz da 11ª Vara da Justiça Federal em Goiás, especificamente em Anápolis: “Ademais…

Ademais, os meios de proteção ao esquema criminoso alcançaram a utilização e manipulação da própria imprensa, sempre mediante pagamento, tudo com o escopo de tentar desqualificar o trabalho desenvolvido por órgãos sérios de persecução e preservar negócios espúrios.

E continua o Sr. Juiz: “Detectou-se, ainda, nas investigações os estreitos contatos da quadrilha com alguns jornalistas para a divulgação de conteúdo capaz de favorecer os interesses do crime.”

Fecho aspas, para continuar novamente com as palavras do juiz citado pelo relator em seu relatório hoje apresentado. “O poderio era tanto que a organização criminosa contava com o apoio de jornalistas para ‘bater’ em trabalhos sérios que poderiam atrapalhar os ‘negócios’.”

Ele aqui coloca entre aspas: “Há provas de que políticos abriram seus gabinetes para os criminosos, jornalistas venderam matérias e empresários apoiaram e contaram com o apoio de membros da quadrilha.” Fecho novamente aspas. Palavras do Juiz da 11ª Vara, em Goiás, Paulo Augusto Moreira Lima, utilizadas no relatório da CPMI.

Além disso, às pp. 4.506 e 4.507, o relator, especificamente sobre Policarpo Júnior, assevera que “nessa urdida engenharia criminosa, que tinha como apoio um braço midiático, Policarpo Júnior foi um dos profissionais da imprensa mais requisitados pelo líder da quadrilha”. E continua: “Carlos Cachoeira não era um informante privilegiado”.

Isto aqui é do texto do relator do primeiro relatório apresentado semana passada aos integrantes da CPMI. Diz ele, continuando:

Carlos Cachoeira não era um informante privilegiado. Não abastecia jornalistas e profissionais da imprensa porque estava enlevado de um espírito cidadão. (…) Ele simplesmente os usava para atingir ou assegurar o êxito de seus objetivos criminosos. (…) Na quadra da realidade que se afirma, exsurge como aviltante da inteligência e da própria dignidade das cidadãs e dos cidadãos deste País justificar os cerca de 8 anos [oito anos!] que sustentam a relação Cachoeira x Policarpo
Apenas como uma singela relação entre fonte e jornalista.

As investigações sobre esse profissional nos permitem divisar que Policarpo Júnior não mantinha com Carlos Cachoeira uma vinculação que se consubstanciava apenas na relação de jornalista e fonte. Estavam unidos em propósitos claros e adrede articulados durante muitos anos.”, palavras do Relator, Deputado Odair Cunha.

Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, pergunto a quem quer que seja se essas constatações são secundárias, como justificou o Relator para retirá-las do documento, apesar da contundência e clareza de sua própria argumentação no relatório. A gravidade desses fatos, vinculando setores da imprensa, mais particularmente a revista Veja, sempre ela, e seus servidores com o crime organizado, é ou não é de interesse da sociedade brasileira? Sobre a conduta do Procurador-Geral da República, o Relator manifestou-se, em seu documento inicial, nos seguintes termos dos quais destaco alguns trechos que, por si só, revelam o crime de prevaricação, improbidade administrativa e crime de responsabilidade, cometido por Roberto Gurgel Santos. Disse o Relator: “apuraram-se fortes indícios de desvios de responsabilidade constitucional, legal e funcional, praticadas pelo Dr. Roberto Gurgel. 
O PGR é livre para formar seu convencimento, mas, obrigatoriamente, ele deve tomar uma decisão fundamentada, seja ela qual for. Ele não pode permanecer inerte, obstando o prosseguimento de uma investigação policial. Sem incorrer no risco de cometer exageros, as razões assinaladas pelo Dr. Roberto Gurgel, para justificar o sobrestamento, nas palavras dele, Gurgel, ao se justificar por escrito à CPMI da Operação Vegas não se sustentam. Em primeiro lugar porque simplesmente não existe o instituto do sobrestamento de inquérito policial; trata-se de um termo inédito no processo penal brasileiro. Em segundo lugar, porque o PGR não efetuou nenhuma ação controlada, como também ele alegara, ele, Procurador-Geral, na sua defesa. Se os autos da Operação Vegas permaneceram paralisados em seu gabinete não houve nenhuma ação, tampouco controlada, aliás, o próprio Dr. Roberto Gurgel.

Aliás, o próprio Dr. Roberto Gurgel admitiu que não fez ação controlada. Porém, ele recorre a esse instituto em seu ofício para justificar, para legitimar o seu discurso, ao alegar que o inexistente instituto do sobrestamento tem fundamentação análoga à da ação controlada. Portanto, o próprio Dr. Roberto Gurgel admitiu não ter feito nenhuma ação controlada, mas, sim, algo parecido com uma ação controlada o qual ele chamou de sobrestamento.

Continuo lendo palavras colocadas pelo Relator Odair Cunha em seu relatório apresentado há cerca de 10 dias.

Em terceiro lugar, ciente de que não estava fazendo nenhuma ação controlada, o Dr. Roberto Gurgel chegou a argumentar que decidiu sobrestar o inquérito no intuito de possibilitar a retomada das interceptações telefônicas e de investigação.
(Interrupção do som.)

O SR. FERNANDO COLLOR (Bloco/PTB – AL) – Obrigado, Sr. Presidente (Fora do microfone.).

Ora, como seria possível retomar a investigação e as interceptações telefônicas, se os autos em que se processava a investigação estavam totalmente paralisados em seu gabinete?

E segue o Relator, com inúmeros outros argumentos e fatos revelados, até concluir em seu relatório:

A suposta falta funcional cometida pelo Dr. Roberto Gurgel consiste, em tese, em uma conduta omissa.

O PGR é livre para convencer-se acerca da existência de indícios de crime ou não, para oferecer denúncia, para solicitar novas diligências, incluindo a instauração de inquérito policial, ou solicitar o arquivamento das peças de informação quanto aos Parlamentares e requerer o retorno dos autos ao juízo de origem. Todavia, ele é obrigado a tomar alguma atitude. Ele é obrigado a tomar alguma atitude.

Em hipótese alguma [diz o Relator], ele poderia ter sobrestado – leia-se interrompido – a investigação em face da organização chefia por Carlos Cachoeira.

Ao interromper as investigações sobre a Operação Vegas, o Dr. Roberto Gurgel deixou que continuassem as ilicitudes cometidas pela organização criminosa liderada por Carlos Cachoeira.

Destarte e diante de tudo que estamos a afirmar, recomendamos o envio das provas respectivas para o Conselho Nacional do Ministério Público.

Fecho aspas, reafirmando que, até aqui, essas são palavras do Relator contidas no relatório apresentado há 10 dias.

E aqui, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, volto a perguntar: será que são esses fatos, essas conclusões do Sr. Relator temas secundários? Nada disso interessa à sociedade brasileira? Nada disso é motivo de discussão e votação na CPMI?

Sinceramente, Sr. Presidente, não é possível compreender, menos ainda admitir, que, para o Relator e alguns membros da CPMI, não haja gravidade ou relevância para se manter no relatório as partes 6 e 7. Alegar que são fatos e circunstâncias que não constituem o ponto central da CPMI, conforme declarou o Relator, me parece que é inverter toda a lógica de uma comissão parlamentar mista de inquérito na seara da representatividade e prerrogativas do Congresso Nacional.

Digo isso, Sr. Presidente Jayme Campos, e aqui solicito a atenção de V. Exªs, por considerar e entender justamente o contrário. Estes dois pontos, a coabitação de setores da imprensa com o crime organizado e a conduta prevaricadora do Procurador-Geral da República, são exatamente o objetivo principal da CPMI, pois tratam de assuntos de âmbito nacional, de caráter federal e natureza constitucional.

Aliás, foram esses dois grandes fatos os principais temas trazidos à luz da população pela CPMI. Foram essas abordagens, sistematicamente por mim abordadas e trabalhadas, as novidades que a Comissão permitiu que fossem descobertas. Lembro que os demais temas e fatos abordados na CPMI já foram objeto de investigação e cujos inquéritos já estão em curso no âmbito da Justiça e do próprio Ministério Público.

O Sr. Carlos Cachoeira até preso e solto já foi, assim como muitos dos outros integrantes de seu grupo. Seus crimes e contravenções, suas relações políticas e empresariais já foram todas desmascaradas antes mesmo de a CPMI iniciar seus trabalhos. Já tivemos um Senador julgado e cassado por esta Casa. Outros Parlamentares Federais já respondem na Câmara por suas supostas ligações com o Sr. Carlos Cachoeira. Os empresários envolvidos e as empresas utilizadas como “laranjas” estão todos mapeados, identificados e a apuração de suas responsabilidades estão em curso na Justiça tanto no âmbito federal quanto nos âmbitos estadual e distrital.

Em relação ao suposto envolvimento de governadores com o grupo contraventor,
trata-se de matéria de cunho e interesse estadual ou, quando muito, regional, que deve ficar a cargo e responsabilidade de apuração das respectivas assembleias legislativas, inclusive por meio de CPIs locais.

Diferentemente, contudo, Sr. Presidente, Jayme Campos, ocorre com autoridades federais, como é o caso do Procurador-Geral da República, Sr. Roberto Gurgel Santos, e com o envolvimento de setores da mídia, cujo interesse é notoriamente de alcance nacional, envolvendo questões até constitucionais. Esses pontos, esses aspectos maiores e personagens nacionais é que devem, sim, ser objeto de investigação de uma CPMI federal, ou seja, do Poder Legislativo da União, pois são de interesse direto de toda a sociedade, de todo o País.

Assim, Sr. Presidente, Sras e Srs. Senadores, se esses dois temas retirados pelo Relator são por ele considerados secundários, é o caso então de perguntar: o que é então prioritário? O que já está sob julgamento da Justiça, e cujos fatos, crimes e personagens todos já conhecem? A verdade é que se as partes 6 e 7 do relatório final não forem reintegradas ao texto, fica demonstrado o que venho, de forma reiterada, alertando: o Congresso Nacional, enquanto Poder da República, não se engrandece. 
Ao contrário, ele se apequena, submetendo-se a um órgão subordinado, como a PGR, e a setores da mídia – e a setores da mídia, Sr. Presidente! – que trabalham sordidamente para manipular a política em torno de seus interesses escusos.

Por isso, nas minhas sugestões a S. Exa, o Senador Odair Cunha, Sr. Presidente, Sras e Srs. Senadores, vou propor a reinserção das duas partes retiradas, bem como a inclusão de outros integrantes do Ministério Público que, com ações deletérias, estão deslustrando o Ministério Público, esse instituto criado para defender a sociedade, e que vem sendo conspurcado pela atuação criminosa do Sr. Roberto Gurgel Santos, e indicar, pedir a inclusão desses outros integrantes do Ministério Público Federal, como também de outros servidores dessa revista Veja, um verdadeiro coito de bandidos que ali se encontram.

Era o que tinha a dizer, Sr. Presidente Jayme Campos, por enquanto, Srªs e Srs. Senadores. Agradecendo a V.Exª pelo tempo extra que me foi concedido.
Muito obrigado.

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/11/28/collor-a-odair-e-o-crime-do-gurgel-e-o-coito-na-veja/?utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=Conversa+Afiada+-+Novembro+12+C