domingo, 2 de dezembro de 2012

A DIREITA REACIONÁRIA e a intimidade de Lula


02.12.2012
Do blog CRÔNICAS DO MOTTA

Uma das coisas mais interessantes dessa operação Porto Seguro foi a informação de que a Polícia Federal estaria de posse de mais de 100 telefonemas entre a ex-chefe de gabinete da presidência em São Paulo, Rosemary Noronha, e o ex-presidente Lula. A notícia foi dada pelo inexpressivo jornal "Metro" e amplificada por todas as publicações da chamada "grande imprensa". Uma bomba, perfeita para apressar o processo de destruição moral de Lula, que se arrasta desde que ele se tornou uma pedra no sapato para o projeto de poder de tucanos e assemelhados.

A "bomba" durou apenas um dia, até que a procuradora da República Suzana Fairbanks, que coordenou a investigação no Ministério Público Federal em São Paulo, em conjunto com a PF, desmentiu a informação: “Eu não sei de onde saiu isso, porque nunca tive acesso a isso. 

Vocês podem virar de ponta cabeça o inquérito, em toda a investigação.” E foi além: sobre o ex-ministro José Dirceu, ela disse que, apesar de ele ter sido citado nos e-mails de Rosemary, não há indícios de sua participação no esquema. “Não tem uma relação direta dele [Dirceu] de sociedade [no esquema] ou de eventual lucro”, destacou.

Claro que a informação da procuradora mereceu pé de página.

Por enquanto, a imprensa ainda não encontrou a tal "bala de prata" contra Lula nesse caso. 

Há apenas muitas insinuações, maledicências, diz que diz, referências implícitas ou veladas, sobre as relações entre Lula e Rosemary.

Mas eles vão chegar lá.

E justificar as acusações pretextando que o "público" tem o direito de saber o que se passa na vida pessoal de uma personalidade como Lula.

Tem mesmo?

Para essas pessoas, tudo o que cerca Lula é importante.

Tudo. Tudo.

Menos o fato de que, sob o seu governo, mais de 40 milhões de pessoas tiveram a oportunidade de sair da pobreza e começar a vida em condições de mínima dignidade.

Ou que outros milhões foram tirados da miséria absoluta.

Ou que os pobres finalmente puderam ter acesso ao ensino universitário.

Ou que o famoso "mercado" e suas maravilhas finalmente abriram suas portas a eles.

Ou que o Brasil, depois de décadas e mais décadas ostentando o título de campeão mundial da desigualdade, em poucos anos conseguiu passar para outro essa ignominiosa marca.

É que isso, para elas, não significa nada.

Um comentário:

jegue disse...

É incrível que a tal Rosemery foi alçada a condição de mulher do Lula, em tempos não tão distantes, um Presidente da República teve caso com uma jornalista, a coitada grávida foi exilada na Espanha, onde teve e criou o filho. Nunca, nem uma linha foi escrita ou palavra foi dita sobre o caso na grande imprensa, descobriu-se posteriormente, que este ícone da administração pública havia terceirizado a produção do rebento, más só isto, apenas una nota de rodapé por ocasião da descoberta do chifre.

Quanto à Lula, sua vida pública e privada é revirada, como se ele fosse o maior fodão da República.

lula sim é o cara, é massa de pão, quanto mais apanha mais cresce, exemplo digno de Estadista com "e" maiúsculo.
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Fonte:http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/2012/11/a-intimidade-de-lula.html

O CALDEIRÃO DA LEI SECA - HUCK É PEGO NA BLITZ E FOGE DO BAFÔMETRO

02.12.2012
Do blog 007BONDEBLOG

Como acontece com quase todos os ricaços e famosos globais e não globais quando pegos pela BLITZ da Lei SECA, o apresentador do Programa da TV Globo, Luciano Huck, negou-se a fazer o teste do BAFÔMETRO, para assim não produzir provas contra si.

Por conta da negativa, que é forte indício de que "há algo de podre no reino do CALDEIRÃO, digo Dinamarca' o Huck perdeu a carteira de motorista,VAI PAGAR UMA MULTINHA MIXURUCA (+/- R$ 950) e teve de chamar um amigo sóbrio, para dirigir a sua LATA VELHA até sua mansão.

O fato ocorreu na madrugada de hoje, na Zona Sul da Cidade do Rio de Janeiro.

Como diria aquele jornalista que um dia já foi jornalista, essa TURMA DO ANDAR DE CIMA só faz vergonha e dá mal exemplo para a "ralé".

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Fonte:http://007bondeblog.blogspot.com.br/2012/12/o-caldeirao-da-lei-seca-huck-e-pego-na.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+blogspot/NIKX+(007BONDeblog)

Luiz Fux confirma que não vale nada e conta como enganou todo mundo


02.12.2012
Do blog ESQUERDOPATA, 01.12.12

Fux conta à Folha como iludiu José Dirceu

Numa entrevista em que abre seu coração, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, revela à jornalista Mônica Bergamo os caminhos que percorreu para chegar à corte máxima do País; ele próprio diz que fez lobby junto a Delfim Netto, Antonio Palocci, João Pedro Stédile e… pasmem… José Dirceu; Fux diz ainda que não se lembrava que o ex-ministro da Casa Civil era réu e seria julgado por ele, embora admita ter pronunciado a expressão "mato no peito"; dá para acreditar?

Brasil 247 - Corre em Brasília que, antes de ser indicado para o Supremo Tribunal Federal, o ministro Luiz Fux cunhou uma frase emblemática. "Mensalão? Eu mato no peito", com jeitão típico de carioca. Se é verdade ou não, pouca gente sabe. Mas o fato é que Fux pediu ao próprio José Dirceu, apontado como "chefe de quadrilha" pelo procurador-geral Roberto Gurgel, para ser indicado ao STF. Sobre matar no peito… bom, aí é outra história. Fux sempre votou pela condenação e, em quase todos os casos, alinhado com o relator Joaquim Barbosa.

Se Fux mentiu na sua caminhada rumo ao STF, é uma questão para administrar junto ao seu travesseiro. Mas ele concedeu uma entrevista à jornalista Mônica Bergamo, que circula neste domingo na Folha, no mínimo desastrosa. Fux revela como fez lobby e se humilhou para chegar à suprema corte. Pediu favores a todos que poderiam lhe ajudar – inclusive ao próprio Dirceu, a quem teria a missão de julgar. Sobre isso, ele conta uma história pouco crível. "Eu confesso a você que naquele momento não me lembrei [que Dirceu era réu]", disse Fux a Bergamo. "Porque a pessoa, até ser julgada, é inocente".

Fux revela que sonhava com o STF desde 1983, quando foi aprovado num concurso para juiz em Niterói (RJ). E afirma que estava lutando para chegar à suprema corte desde 2004. "Bati na trave três vezes", disse.

Sentindo-se preterido, ele partiu para o "tudo ou nada". E se aproximou de todos que pudessem ajudá-lo. O primeiro foi Delfim Netto. "Fizemos amizade em um debate. E aí comecei a estreitar. Alguém me disse: 'Olha, o Delfim é uma pessoa ouvida pelo governo'. Eu colei no pé dele", revela Fux, no seu ato de "sincerídio".

O ministro também pediu ajuda a João Pedro Stédile, líder dos sem-terra, e a Antonio Palocci, o queridinho dos mercados financeiros. "Houve confronto e eu fiz uma conciliação no STJ entre fazendeiro e sem-terra. Depois pedi ao Stédile para mandar fax me recomendando. Ele mandou", conta. Em relação a Palocci, Fux revela que deu um voto que ajudou o governo a poupar US$ 20 bilhões. "Você poupar 20 bilhões de dólares, o governo vai achar o máximo. Aí toda vez que eu concorria, ligava para o Palocci."

O mais surpreendente, no entanto, é ele ter procurado o próprio Dirceu, que era o principal réu na Ação Penal 470. Fux diz que não se lembrava dessa situação e que imaginava não haver provas. Mas afirma que, quando leu o processo, encontrou evidências assustadoras. "Eu tinha a sensação 'bom, não tem provas'. Eu pensei que realmente não tivesse. Quando li o processo, fiquei estarrecido".

A entrevista da Folha revela um juiz vaidoso. Que fala do seu próprio implante capilar e da preocupação estética. "Quando a roupa aperta, neurotizo". Fux não se incomoda em demonstrar que fez de tudo para chegar ao STF – inclusive, tomando decisões que pudessem agradar alguns padrinhos, como Palocci e Stédile. Ao ser confirmado, numa ligação do ministro José Eduardo Cardozo, Fux diz que se emocionou como uma criança. "Foi aí que eu chorei. Extravasei".
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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2012/12/luiz-fux-confirma-que-nao-vale-nada-e.html

O futuro do PT no Recife, sem o efeito Haddad


02.12.2012
Do jornal Diario de Pernambuco, 01.12.12
Por Aline Moura 

Derrotados na eleição passada, quando ficaram apenas no terceiro lugar, Humberto e João Paulo devem mergulhar e perder cada vez mais espaço no partido. Os nomes que mais brilharam na legenda perderam a força política no Recife e em Pernambuco. A corrente liderada por Humberto, Construindo um Novo Brasil, é um apanhando de pessoas que hoje pensam diferentes. Está cada vez mais rachada entre os grupos de Teresa Leitão e Jorge Perez, os órfãos de Maurício Rands, e os que são aliados ao secretário de Transportes estadual, Isaltino Nascimento. A CNB tem 19 nomes no diretório municipal, cujo total é 45. Mas não é mais o que foi no passado.

O PT também não é mais o mesmo. Ficou mais conhecido nos últimos anos pela divisão interna e terminou se afastando dos movimentos populares. Saiu da eleição menor, perdendo o segundo lugar para o deputado estadual Daniel Coelho (PSDB), que disputou a eleição majoritária pela primeira vez. 

A sigla tem agora o desafio de se reciclar, à sombra do PSB, e de ver onde errou e onde acertou. Algo que não parece possível até agora porque não há o mínimo de unidade. As principais lideranças partidárias deixaram de falar a mesma língua, estão magoadas umas com as outras e ninguém desponta como “o novo”. 

O efeito Haddad, que tirou o PSDB do poder em São Paulo, está longe de acontecer no Recife. A sigla deixou de representar a mudança e a esperança e isso é admitido, em reserva, pelos próprios diretorianos. Seja os mais ligados a João Paulo, ou a João da Costa, os Joões que, de perto, só tem agora nomes semelhantes.
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/app/outros/ultimas-noticias/46,37,46,14/2012/12/01/interna_politica,410705/o-futuro-do-pt-no-recife-sem-o-efeito-haddad.shtml

EM DEFESA DOS SERVIDORES: Direção do SINDSPREV/PE e lideranças políticas se reúnem com a ministra do TCU, Ana Arraes


02.12.2012
Do portal do SINDSPREV.PE, 27.12.12
Por Edmundo Ribeiro, imprensa Sindsprev

Reuniões em Brasília discutem retirada de rubrica referente a decisões judiciais


Da direita para esquerda: secretário geral do Sindsprev-PE, Luiz Eustáquio, Deputado Isaltino Nascimento, assessor do TCU, Ministra Arraes, assessor jurídico do Sindsprev, Dr. Cláudio Ferreira, Sandro Cézar, dirigente da CNTSS-CUT e Irineu Messias.

Dirigentes do Sindsprev-PE e da CNTSS/CUT reuniram-se nesta terça-feira, dia 27/11, em Brasília, com a ministra do Tribunal de Contas da União (TCU), Ana Arraes.

Foi discutida a decisão do TCU de cumprimento do Acórdão nº 1.135/2011, que orienta os órgãos a retirarem dos contracheques as rubricas decorrentes deplanos econômicos e decisões judiciais.

Diante dos questionamentos apresentados, a ministra do TCU solicitou que o Sindicato ingressasse como parte interessada no processo, apresentando sua defesa.

A reunião foi agendada pelo deputado estadual Isaltino Nascimento que participou juntamente com os dirigentes do Sindsprev-PE, Irineu Messias, Luiz Eustáquio, José Bonifácio e o assessor jurídico, Cláudio Ferreira.

Ministério da Saúde

No mesmo dia, a representação do Sindsprev reuniu-se também com a coordenação geral de Recursos Humanos do Ministério da Saúde (MS), representada por Elisabete Matheus e Heloisa Marcolino.

Da esquerda para direita: Irineu Messias, Secretário Isaltino Nascimento, Dr. Cláudio Ferreira, Sandro Cézar(CNTSS/CUT), Elisabeth Matheus( Coordenadora Geral de Recursos Humanos do Min. da Sáude) José Bonifácio, coordenador geral e Luiz Eustáquio, secretário geral do Sindsprev.

O Sindicato requereu ao MS que apresentasse uma planilha, mostrando que os valores dos 47,11% foram deduzidos de forma antecipada de 2011 para 2009. Esta decisão foi adotada através da Lei 11.355/2006, após acordo entre sindicalistas e governo sobre a  reestruturação da carreira.

Nosso objetivo é demonstrar ao governo que os ganhos a partir de 2009 foram decorrentes de novas conquistas e não de planos econômicos.

Notificações 

Em Pernambuco, diversos servidores federais vinculados ao Ministério da Saúde receberam notificação por parte do gerente de recursos humanos. Nas correspondências foi informado que verbas remuneratórias deferidas em seus contracheques com a rubrica Planos Econômicos/ Decisão Judicial seriam supostamente adequadas.

Na prática, a adequação significa corte nas remunerações dos servidores notificados, independente de abertura de procedimento administrativo individualizado para cada servidor atingido pela medida.

O Sindicato, através da sua assessoria jurídica, já está tomando as medidas cabíveis para impedir que esta ação seja implementada. As parcelas remuneratórias conquistadas pelos servidores já estão incorporadas ao patrimônio e a sua retirada significa ilegalidade e autoritarismo contra os trabalhadores.
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Fonte:http://www.sindsprev.org.br/index.php?categoria=noticias_principais_01&codigo_noticia=0000002519&cat=noticias

LUIZ FUX E O STF: Para que? Pra nada!

02.12.2012
Do blog ESQUERDOPATA
Por "Gaúcho", de Ascenso Ferreira:


Riscando os cavalos!
Tinindo as esporas!
Través das cochilhas!
Saí de meus pagos em louca arrancada!
— Para que?
— Pra nada!

Sobre Fux, Dirceu e o STF
A louca cavalgada do juiz Luiz Fux por uma vaga no sonhado Supremo Tribunal Federal


Ia usar a palavra perplexidade para descrever o sentimento que toma conta do leitor ao ver, na Folha de hoje, a entrevista que o juiz do STF Luiz Fux concedeu à jornalista Mônica Bergamo.

Mas recuei ao me lembrar de que grandes filósofos como Sêneca e Montaigne defenderam a tese de que a perplexidade é atributo dos tolos, tanto os coisas de repetem ao longo dos tempos.

Então ficamos assim: é uma entrevista altamente reveladora sobre o próprio Fux, o STF e as ligações imorais entre a justiça e a política no Brasil.

No último ano do governo Lula, Fux, em busca da nomeação para o STF, correu sofregamente atrás do apoio de quem ele achava que podia ajudá-lo.

Está no texto de Bergamo: “Fux “grudou” em Delfim Netto. Pediu carta de apoio a João Pedro Stedile, do MST. Contou com a ajuda de Antônio Palocci. Pediu uma força ao governador do Rio, Sergio Cabral. Buscou empresários. E se reuniu com José Dirceu, o mais célebre réu do mensalão. “Eu fui a várias pessoas de SP, à Fiesp. Numa dessas idas, alguém me levou ao Zé Dirceu porque ele era influente no governo Lula.”

Paulo Maluf, réu em três processos no STF, também intercedeu por Fux, segundo o deputado petista Cândido Vacarezza, ouvido na reportagem de Mônica. Vacarezza era líder do governo Lula.

Palavras de Vacarezza, na Folha: “Quem primeiro me procurou foi o deputado Paulo Maluf. Eu era líder do governo Lula. O Maluf estava defendendo a indicação e me chamou no gabinete dele para apresentar o Luiz Fux. Tivemos uma conversa bastante positiva. Eu tinha inclinação por outro candidato [ao STF]. Mas eu ouvi com atenção e achei as teses dele interessantes.”

Fux afirmou ao jornal que jamais viu Maluf.

O contato mais explosivo, naturalmente, foi o com Dirceu. Na época, as acusações contra Dirceu já eram de conhecimento amplo, geral e irrestrito. E Dirceu seria julgado, não muito depois, pelo STF para o qual Lux tentava desesperadamente ser admitido.

Tudo bem? Pode? É assim mesmo que funcionam as coisas?

Fux afirma que quando procurou Dirceu não se lembrou de que ele era réu do Mensalão. Mesmo com o beneficio da dúvida, é uma daquelas situações em que se aplica a grande frase de Wellington; “Quem acredita nisso acredita em tudo”.

A entrevista mostra um Fux sem o menor sentido de equilíbrio pessoal, dono de uma mente frágil e turbulenta. Considere a narração dele próprio do encontro que teve com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, no qual acabaria recebendo a notícia de que atingira o objetivo: estava no STF.

“Aí eu passei meia hora rezando tudo o que eu sei de reza possível e imaginável. Quando ele [Cardozo] abriu a porta, falou: “Você não vai me dar um abraço? Você é o próximo ministro do Supremo Tribunal Federal”. Foi aí que eu chorei. Extravasei.”

Fux, no julgamento, chancelou basicamente tudo que Joaquim Barbosa defendeu, para frustração e raiva das pessoas que ele procurara para conseguir a nomeação, a começar por Dirceu.

Se foi justo ou injusto, é uma questão complexa e que desperta mais paixão que luz. Talvez a posteridade encontre uma resposta mais objetiva.

O certo é que Fux é, em si, uma prova torrencial de quanto o STF está longe de ser o reduto de Catões que muitos brasileiros, ingenuamente, pensam ser.

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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2012/12/para-que-pra-nada.html

Rosemary e a mão que balança o berço


02.12.2012
Do BLOG DO MIRO
Por Renato Rovai, em seu blog:

Durante todo este ano a mídia tradicional jogou duro para que o julgamento do mensalão viesse a coincidir com o período eleitoral. O Supremo Tribunal Federal (STF), que não se move por pressões (que fique bem claro!), construiu um calendário perfeito. Todos os principais casos da Ação Penal 470 foram julgados na boca do primeiro ou do segundo turno. E a mídia se esbaldou na cobertura, fazendo de tudo para que a operação implicasse em prejuízo para candidaturas petistas.


Não se pode dizer que a operação foi completamente mal sucedida. Em algumas cidades, essa cobertura tirou votos de candidatos petistas que foram suficientes para derrotas eleitorais. Mas na principal cidade do país, São Paulo, a operação deu com os burros n´água.

Por isso, após o julgamento da Ação Penal 470, havia quem esperasse que o STF se voltasse para o mensalão tucano e que, mesmo contrariada, nossa mídia tradicional tupiniquim desse algum destaque ao assunto.

Robin não perdoaria: “Quanta ingenuidade, Batman!”

O caso da vez é a Operação Porto Seguro, que envolve a ex-chefe do escritório da Presidência em São Paulo, Rosemary Noronha. Ainda não existem provas suficientes para responsabilizá-la pelo que ocorreu no esquema de desvio de verbas que envolveria os irmãos Paulo e Rubens Vieira. Mesmo assim, sem provas e com uma operação que precisa ser investigada, os colunistas que são recebidos com honras e pompas nos gabinetes do Palácio do Planalto e cujos veículos são beneficiados com grande volume de verbas publicitárias pela Secretária de Comunicação, já deram o veredicto. Rose é amante de Lula. Este é o crime a ser investigado.

A matéria de hoje na Folha de S. Paulo republicada pelo Azenha com um bom comentário ao final escancara a história.

E agora éticos como Augusto Nunes e Reinaldo Azevedo não têm motivos para não tripudiarem.

O amigo acha que se deveria esperar algo diferente? Alguma ilusão? A mídia tradicional quer reescrever a biografia de Lula. Ela não aceita que o ex-operário passe para a história como o presidente que mudou o país, tirando-o da histórica subserviência internacional e melhorando imensamente a vida de milhões de pessoas. E para atingir seus objetivos, esses veículos não têm limites. A mesma Folha já publicou artigo de um tal César Benjamim que acusava Lula de ter estuprado um “garoto do MEP” na prisão.

Ou seja, Lula é a bola da vez. Zé Dirceu já é passado e só falta a foto com algemas. Se Lula não for completamente desmoralizado não será possível acabar com essa raça, como registrou Jorge Bornhausen num tempo não tão distante.

A questão que intriga é que mesmo com tudo isso, os governos petistas tanto no plano federal quanto em nível estadual e municipal continuam balançando o berço da mídia tradicional. A Secretaria de Comunicação (Secom) do governo federal, por exemplo, enviou diversos sinais de que a vida mansa desses veículos não será alterada. Ao contrário, as mensagens que chegam é de que os veículos independentes é que terão que arrumar outras formas de sustento, porque a tal “mídia técnica” não nos entende como merecedores de publicidade.

A “mídia técnica” adotada no Brasil de técnica não tem nada. Há no mundo inteiro diversas formas de distribuição dos recursos de publicidade que levam em consideração a ampliação da diversidade informativa. E mesmo no Brasil há experiências, como a da compra de alimentos para a merenda escolar, onde 30% são destinados para a agricultura familiar, que poderiam inspirar novos modelos na Secom. Mas que nada. Tanto no governo federal quanto em outras instâncias o PT e alguns de seus aliados preferem investir nos algozes. São esses veículos que têm perdido audiência e leitores que mantém seus quinhões inalterados na distribuição de receitas.

O fato é que está cada dia mais difícil fazer jornalismo que não seja de adulação ao mercado e de detonação ao petismo. Este jornalismo consegue ter os anúncios privados e ao mesmo tempo os recursos governamentais. Os que insistem em fazer jornalismo em defesa dos movimentos sociais e em se relacionar com governos petistas de forma independente, mas sem entendê-los como células de uma grande organização criminosa, ficam sem os recursos do mercado e são punidos por esses mesmos governos que entendem que fazemos “jornalismo político”.

Veja, Globo, Folha e Estado não fazem jornalismo político. Por isso, a Folha pode publicar uma matéria sem que haja uma fonte sequer falando em on e mesmo assim afirme que Rosemary Noronha é amante de Lula. Eles são limpos, nós sujos.

A verdade é que não há nada mais político do que quando alguém impõe um limite técnico para sustentar seu discurso. Até para defender a escravidão havia um certo discurso “técnico”.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2012/12/rosemary-e-mao-que-balanca-o-berco.html