quinta-feira, 29 de novembro de 2012

"Liberdade de imprensa não se confunde com comportamento criminoso"

29.11.2012
Do blog ESQUERDOPATA, 28.11.12
PorNajla Passos

O deputado Protógenes Queiróz (PCdoB-SP) faz várias críticas ao relatório final da CPMI do Cachoeira, apresentado pelo relator Odair Cunha (PT-MG). Defende o aprofundamento das investigações sobre a empreiteira Delta e avalia que não há elementos que comprometam o procurador-geral da República. Mas não tem dúvidas de que a CPMI acertou ao pedir o indiciamento do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e de cinco jornalistas.

Com 15 anos de experiência como delegado da Polícia Federal (PF), o deputado Protógenes Queiróz (PCdoB-SP) tem várias críticas ao relatório final da CPMI do Cachoeira, apresentado originalmente pelo relator, deputador Odair Cunha (PT-MG), na semana passada. “De todo, não é ruim. Mas faltou dar foco ao esquema que sustentava a organização criminosa. É necessário quebrar o sigilo das 15 empresas laranjas da quadrilha e o do presidente da empreiteira Delta. Carlinhos Cachoeira é ponta menor neste esquema”, afirma.

Apesar da prorrogação da CPMI para o aprofundamento das investigações sobre a Delta ser uma pauta da oposição ao governo, o deputado acredita que ela é crucial para que a comissão cumpra papel relevante. “Desde o início, eu venho me manifestando no sentido de que o grande problema estava fora do cárceres, onde já estavam presos Cachoeira e seus comparsas. O que interessa ao Brasil é saber como se dá o financiamento das campanhas políticas, e isso passa por mais investigações sobre a Delta”, justifica.

Queiróz também não concorda que o relatório solicite ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) investigação sobre o comportamento do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Ele é colocado sob suspeita de prevaricar, ao suspender as investigações da Operação Vegas da PF, quando já havia indícios suficientes da participação de parlamentares federais na organização criminosa. Em especial o do ex-senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO).

“Este pedido é precipitado. Não há elementos suficientes. Não há materialidade da prova de que a paralisação das investigações favoreceram a organização criminosa. Até porque as investigações foram retomadas posteriormente com a Operação Monte Carlo. O próprio capítulo do relatório que trata sobre o assunto ficou bastante confuso”, destaca.

De acordo com sua experiência na PF, o deputado avalia que o prosseguimento de investigações de esquemas complexos de corrupção, muitas vezes, esbarram na falta de estrutura da própria Polícia e do Ministério Público, sem que isso signifique, necessariamente, prevaricação das autoridades envolvidas. “Quando eu investigava o esquema do Daniel Dantas [do Banco Oportunity], enfrentei este mesmo problema. No momento mais importante da operação, no final do ano, ela precisou ser paralisada. A pouca estrutura desses órgãos ocasiona a não continuidade de investigações importantes”, exemplifica.

Concordâncias
As divergências do delegado licenciado com o teor do relatório, entretanto, param por aí. Segundo ele, o indiciamento do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), está corretíssimo, já que os indícios da ligação dele com o esquema criminoso são abundantes. Ele afirma também que as investigações já realizadas não sustentam um possível pedido de indiciamento dos governadores do Distrito Federal, Agnelo Queirós (PT), e do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), como cobra a oposição. “Pode ser que a continuidade das investigações revelem novos indícios, mas com o que foi apurado até agora, não há como”, atesta.

Sobre o pedido de indiciamento dos cinco jornalistas apontados pelo relatório final como responsáveis por colaborar com os propósitos criminosos da organização, incluindo aí o diretor da sucursal da Veja em Brasília, Policarpo Junior, Queiróz é taxativo. “Há elementos mais do que suficientes. Há jornalistas que receberam dinheiro do crime. No caso do Policarpo, há sucessivas ligações entre ele e Cachoeira e seus comparsas. Há todo o comportamento dele em promover o interesse da quadrilha de desviar dinheiro público. Isso não era o comportamento de um jornalista, mas o de um membro de uma organização criminosa”, enfatiza.

O delegado criticou também a postura corporativa da imprensa de se unir para tentar blindar esses profissionais. “Ao condenar o indiciamento desses jornalistas, a imprensa brasileira está seguindo um caminho perigoso de defesa da prática do crime. Liberdade de imprensa e liberdade de expressão não se confundem com comportamento criminoso”, afirmou.

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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2012/11/liberdade-de-imprensa-nao-se-confunde.html

Recife lidera geração de empregos no Brasil, em outubro

29.11.2012
Do BLOG DE JAMILDO,28.11.12
Postado por Vinícius Sobreira


A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) realizada pela Dieese e Fundação Seade em 7 regiões metropolitanas revela o Recife com os melhores números do levantamento. Além da capital Pernambucana, a PED é realizada nas regiões metropolitanas do Distrito Federal, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Salvador e São Paulo.

De acordo com a Seade e o Dieese, o nível de ocupação subiu 2,2% no Grande Recife. Em Fortaleza a alta foi de 0,8%. Salvador vem em seguida com 0,7% de crescimento. No Distrito Federal o nível de ocupação subiu 0,5%. Em Belo Horizonte, 0,3%. E em São Paulo a elevação foi de 0,2%. Na direção contrária, só Porto Alegre, que registrou recuo de 1,1%.


A taxa de desemprego no conjunto das sete regiões metropolitanas caiu no mês de outubro em relação a setembro, passando de 10,9% para 10,5% no período. O nível de ocupação nas regiões apresentou ligeira alta de 0,4% com a criação de 72 mil postos de trabalho.


O rendimento médio real dos ocupados nas sete regiões subiu 1,4% em setembro ante agosto, para R$ 1.546. A renda média real dos assalariados também subiu 1,4% na mesma base de comparação, para R$ 1.578.


Entre os setores avaliados, o nível ocupacional subiu 2,5% na Indústria de Transformação, com 74 mil pessoas, e no de Comércio e Reparação de Veículos (1,1%, ou 43 mil pessoas); mas apresentou recuo nos setores de Serviços (de 0,2%, ou 25 mil pessoas) e Construção (de 0,1%, ou 2 mil pessoas).


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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2012/11/28/recife_lidera_geracao_de_empregos_no_brasil_em_outubro_142281.php

PT sinaliza que marchará alinhado ao PSB no Recife

29.11.2012
Do BLOG DA FOLHA
Por TATIANE ACCIOLY

Vereador Jairo Britto, por exemplo, afirma que essa é a tendência (Foto: Arthur Mota/Arquivo Folha)

No próximo sábado, o diretório municipal do PT vai fazer a quarta e possível última reunião para decidir o posicionamento do partido no Recife, a partir de 2013.  O encontro, que já estava marcada há algum tempo, ganhou mais força depois que o senador Humberto Costa enviou nota à imprensa declarando que o partido deve ficar fora da base aliada do prefeito eleito do Recife, Geraldo Júlio (PSB). Posição que promete colocar ainda mais lenha na fogueira dessa reunião.

De acordo com o vereador Jairo Britto (PT), a discursão de apoiar ou não o PSB no Recife tem que ser feita pelo diretório municipal e não pelo senador. “Acho que, por uma questão de coerência, temos que manter a base como sempre foi. O Recife não é uma ilha para ficar independente. Existe uma aliança com o PSB nacional e estadual, por que não continuar com essa aliança municipalmente? Tem que continua sim”, defendeu o vereador petista.

Já o vereador eleito Henrique Leite (PT) declarou ao Blog da Folha que entende o posicionamento do senador petista, mas prega paciência pelo desfecho dessa história. “O posicionamento de Humberto (Costa) não é de agora. Ele sempre defendeu esse posicionamento e vai fazer isso na reunião do diretório. Agora, vamos esperar o resultado. Não dá para fazer o desenho de quem tem mais força dentro do diretório municipal”, ressaltou.

Henrique Leite lembrou que, apesar de entender o lado do senador, defende a ida do partido para a base de Geraldo Julio. “Entendo que por o PT está ao lado do PSB nos governos Federal e Estadual, estaria também na frente do governo municipal. Espero que o PT  chegue a um consenso e tome um posicionamento único. Tem que ser tomada uma decisão que não exponha o partido”, destacou.

O vereador Jurandir Liberal (PT) preferiu não se posicionar sobre o assunto até que o partido tenha tomado uma decisão. A reunião vai acontecer no SINDPD-PE – Sindicato dos trabalhadores em empresas de informática, processamento de dados e tecnologia da informação de Pernambuco – às 9h do sábado.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/blogdafolha/?p=63564

Concentração de renda caiu no Brasil nos últimos dez anos, aponta pesquisa do IBGE

29.11.2012
Do portal da Agência Brasil, 28.11.12
Por Vladimir Platonow

Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A diferença, no Brasil, entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres ainda é grande, mas tem apresentado uma queda considerável nos últimos dez anos. Entre 2001 e 2011 o rendimento familiar per capitada fatia mais rica caiu de 63,7% do total da riqueza nacional para 57,7%. No mesmo período, os 20% mais pobres apresentaram crescimento na renda familiar per capita, passando de 2,6% do total de riquezas do país em 2001 para 3,5% em 2011.

Os dados fazem parte da pesquisa Síntese de Indicadores Sociais 2012, divulgada hoje (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para Leonardo Athias, pesquisador da Divisão de Indicadores Sociais do instituto, a redução da desigualdade no período deve ser atribuída às políticas de redistribuição de renda no país, com valorização do salário mínimo, expansão do Bolsa Família e ganhos educacionais, que permitem ao trabalhador almejar postos mais altos.
“Nós tivemos um duplo fenômeno. Uma diminuição da desigualdade, por um lado alavancada pelas políticas de renda, valorização do salário mínimo e programas sociais, direcionados à base da pirâmide de rendimentos, além de ganhos educacionais, tornando a população um pouco mais homogênea e ela pode almejar postos mais altos.”
O pesquisador também destacou o crescimento econômico ao longo da década passada como indutor das melhorias sociais. Outro fator importante foi o controle da inflação, iniciado na década de 90 e mantido após 2000, responsável por preservar o salário das classes mais pobres, que não tinham proteção via aplicações no sistema financeiro.
Outro índice mostrado na pesquisa do IBGE que demonstra a redução da desigualdade no país é o coeficiente de Gini, que vem apresentando uma redução constante a cada ano, desde a década de 90, quando atingiu o nível mais alto, de 0,602, chegando a 2011 com 0,508. Quanto menor o número, menos desigual é o país. Os extremos do coeficiente para o ano de 2011, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), foram de 0,586 para Angola e 0,250 para a Suécia.
Edição: Lílian Beraldo

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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-11-28/concentracao-de-renda-caiu-no-brasil-nos-ultimos-dez-anos-aponta-pesquisa-do-ibge

SINDSPREV/PE: Uma retrospectiva histórica

29.11.2012
Do Youtube, 21.11.12
Por r 

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Fonte:http://www.youtube.com/watch?v=D1Icxj_1P-0

PT se acovarda diante da mídia

29.11.2012
Do blog  Cinema & Outras Artes,28.11.12
Postado por 


Determinada pela presidência do PT, a decisão do deputado Odair Cunha (MG), relator da CPI do Cachoeira, de deixar de indiciar cinco jornalistas suspeitos de ligação com o crime organizado – entre eles Policarpo Júnior, editor-chefe da Veja – e de abdicar da sugestão de que o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, seja investigado pelo Conselho Nacional do Ministério Público tem causado indignação entre a militância petista, apoiadores do governo e cidadãos preocupados com o atual estágio das relações entre política, mídia e Justiça no Brasil.

Instalada a duras penas, a CPI representou uma rara oportunidade de promoção de uma investigação séria sobre as ligações entre mídia e crime organizado no país, a partir das para lá de suspeitas relações entre o criminoso condenado "Carlinhos" Cachoeira e a revista Veja. Tal oportunidade está perdida, e, embora a responsabilidade por tal retrocesso deva ser repartida com os demais membros da aliança governista – o PMDB, notadamente -, ele corrobora uma constatação que se difunde entre um número cada vez maior de pessoas: a de que, não importa o que a mídia apronte, o PT está acovardado e não reagirá.

Reação corporativa

Além da saraivada de ataques disparados pela imprensa, nos últimos dias, contra o indiciamento dos jornalistas – categoria profissional que, no Brasil, parece estar acima das leis – e do corporativismo extremado do Ministério Público em defesa de Gurgel, rondam o recuo petista ameaças menos ou mais veladas advindas do potencial supostamente explosivo da divulgação da correspondência entre o ex-presidente Lula e ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, indiciada na última sexta-feira pela Polícia Federal, com estridente alarde, mesmo para os padrões brasileiros.

Ainda que remota, a possibilidade de que Lula venha se candidatar a governador de São Paulo em 2014, com grandes chances de estabelecer hegemonia petista no município, no estado e no país, tem levado a mídia corporativa, linha-auxiliar do tucanato, a recrudescer as manifestações de ódio contra o ex-presidente, num exemplo claro do conflito de classes e de disputa de poder – e da posição que, neles, a mídia, que idealmente deveria buscar a imparcialidade, assume. Isso inclui, como índice de baixeza operacional da mídia, o desprezo pelo tratamento discreto da vida afetiva dos ex-presidentes da República, norma rigidamente seguida em relação a Fernando Henrique Cardoso, mas que as presentes insinuações em relação a Lula e Rosemary mandam às favas. Neste momento, reside no fuçar de e-mails e telefonemas entre eles a "grande esperança branca" do conservadorismo brasileiro – uma aposta, a meu ver, fadada ao fracasso.

O caso Rosemary

Dadas as condições materiais tipicamente de classe média de Rosemary e a vagueza das acusações de tráfico de influência - ainda mais contra uma agente radicada em São Paulo, longe do poder concentrado no Planalto Central - não se deve descartar a hipótese de que, assim como ocorreu com Erenice Guerra, com Luiz Gushiken e com Orlando Silva, trate-se, ao final, de mais um factoide para abastecer a mídia de manchetes escandalosas contra Lula e o PT. O modo como os jornais têm tratado as perfeitamente aceitáveis duas viagens oficiais ao ano efetuadas pela ex-secretária na última década– chamando-as de "a volta ao mundo de Rosemary" – sugere exatamente isso.

Já vimos esse filme várias vezes, e a sensação de déjà vu é inevitável: se, ao final, a acusada for proclamada inocente, como aconteceu com os personagens citados, uma notinha escondida na página 11 será a compensação pela enxurrada de manchetes e reportagens televisivas. Os danos morais, a desqualificação pessoal, o tratamento como criminoso dispensado a quem é apenas suspeito, o direito de resposta, o ouvir o outro lado? São detalhes que, naturalmente, não requerem o instrumento anacrônico da Lei de Imprensa, que a sapiência e o espírito democrático reinantes no STF extinguiram. Deixemos tudo à autorregulação, como sugeria o saudoso Ayres Britto.

Ufanismo fora de lugar

Os entusiastas do governo nas redes sociais dedicam horas e horas, diariamente, a prognosticar um golpe de Estado iminente, a destilar seu ódio contra o STF e a rebater todas as bobagens tendenciosas que Ricardo Noblat e Reinaldo Azevedo escrevem – o que dá mais audiência a tais "blogueiros", provocadores profissionais a soldo dos interesses da plutocracia mediática. Se esses internautas direcionassem uma pequena parte de sua energia a fins mais concretos – como pressionar o governo que apoiam a confrontar a mídia venal e a cumprir os compromissos assumidos em campanha -, não só aspossibilidades de ruptura institucional tornar-se-iam mais remotas, mas, entre outras áreas, seria outra a situação da saúde, da segurança pública e da educação (onde, conforme anunciado ontem, o Brasil ficou em 39o. lugar entre 40 países concorrentes noranking do Índice Global de Habilidades Cognitivas e Realizações Profissionais, evidencia que desmistifica e contraria o discurso ufanista predominante nessa área durante as administrações petistas). Além disso, poderíamos ao menos vislumbrar a possibilidade de regular a ação da mídia de acordo com parâmetros éticos

Ao invés disso, temos um cenário em que, como resume um dos maiores estudiosos da mídia no país, Venício A. de Lima, "Apesar do trabalho desenvolvido há décadas por pessoas e/ou entidades da sociedade civil, e apesar do inegável aumento da consciência coletiva sobre a centralidade da mídia na vida cotidiana, não tem havido resposta correspoindente dos poderes da República no sentido da proposta e/ou implementação de políticas poúblicas que promovam a universalização do direito à comunicação em nosso país".

Paz sem voz não é paz, é medo

O fato de a arena comunicacional do país ser dominada por uma mídia corporativa que age de forma parcial e partidarizada, tendo como métodos rotineiros a desqualificação agressiva, o escândalo e a mentira é uma herança do capitalismo selvagem e do patrimonialismo que por décadas vigeu no país – açulados, na última década, pela perda progressiva de poder e pelo ódio de classes.

Já o fato de tal distorção antidemocrática permanecer ativa e impune durante uma década de administração federal petista é resultado da omissão, pusilanimidade e covardia - e, quem sabe, de interesses não confessos – que têm caracterizado a inação do Partido dos Trabalhadores no que concerne à sua relação com a mídia, na qual não se limita a apanhar calado: continua a encher as burras das editoras e corporações midiáticas que, suspeitas de conluio com o crime organizado, o atacam e à democracia. 

Como assinala Saul Leblon, em artigo de leitura obrigatória, o petismo no poder parece resignado após assinar uma "pax branca que concede ao conservadorismo o pleito da hegemonia intocável na esfera da comunicação". Esse conformismo, que hoje desqualifica reputações, envenena o jogo político e deturpa o debate democrático, pode vir a ter consequências ainda mais graves, institucionalmente traumáticas, para o partido e, pior, para o país. E fica cada vez mais evidente que o PT nada fará contra o inimigo que alimenta.

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Fonte:http://cinemaeoutrasartes.blogspot.com.br/2012/11/pt-se-acovarda-diante-da-midia.html

JOAQUIM BARBOSA E OUTRAS EXCEÇÕES

29.11.2012
Do portal FAZENDO MEDIA, 26.11.12
Por Fabio Nogueira*


Não causa estranheza as opiniões contrárias ao simbolismo da posse de Joaquim Barbosa na presidência do Tribunal Superior Federal, a mais alta corte da justiça brasileira. Quem tem olhos singelos saberá o valor simbólico do primeiro negro a assumir essa instituição, igual à importância da primeira mulher eleita presidente do Brasil.
Desde o começo das políticas de ações afirmativas na última década, quando o negro voltou a ser visível, cortando o ciclo vicioso, o debate em torno do racismo não ganhou maturidade e consistência. Estamos na fase de quem se posiciona contra ou a favor das cotas ser considerado racista. Durante anos os negros somente reclamavam e eram criticados, diziam que deveríamos levantar a cabeça. Hoje, quando finalmente estamos em ação,os críticos de plantão dizem que o negro está com privilégios demais (como se já tivéssemos) e que queremos tirar o direito do próximo.
Joaquim Barbosa merece sim, estar onde se encontra por ser negro. Não queremos exceções,queremos igualdade de oportunidade conforme diz a constituição. Não queremos ver a posse de outro Joaquim Barbosa daqui a 50 anos ou sabe se lá quando, que não seja mais uma exceção que entrará para história como o ÚNICO negro.
Quem olha essas manifestações contrárias ao significado de Joaquim Barbosa, talvez pense que o Brasil e seu povo são imunes a todos tipos de preconceitos. Não somos racistas, nem machistas ou homofóbicos, a primeira mulher eleita presidente sabe disso. Somos um país preconceituoso sim, e o mais grave, hipócrita, travestidos em liberais. Porém, quando as minorias sem voz rompem as barreiras e ocupam os mesmos espaços negados há séculos, aí contra argumentam dizendo um basta para qualquer avanço dessas massas. Ou mesmo para quem desses grupos está dentro do poder, tentam impor o discurso ideológico contra suas massas de origem. Tentam reproduzir o modelo ideológico de exclusão das classes média burguesa, detentora de todo processo de exclusão de nosso país.
Joaquim Barbosa, Dilma Rousseff ,Lula e demais que ousam quebrar o ciclo da exclusão e preconceito. Cometem e cometerão muitos erros como qualquer ser humano.
O ministro Joaquim Barbosa votou a favor das cotas raciais, poderia ser contra argumentando que não precisou de nenhuma política de cotas, mas, em toda sua carreira judiciária, deve ter indagado a si mesmo: “Onde está o meu povo? Por que somente eu? Em toda história do supremo não houve outro negro com as mesmas capacidades que as minhas?
Esperamos que Joaquim Babosa seja bem sucedido na presidência do STF. E não esperamos que seja o único de toda história.
(*) Fabio Nogueira é militante da Educafro e estudante de história da Universidade Castelo Branco. E-mail Fabionogueira95@yahoo.com.br

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Fonte:http://www.fazendomedia.com/joaquim-barbosa-e-outras-excecoes/

Procuradora nega haver áudios entre Lula e Rose


29.11.2012
Do BLOG DA DILMA, 28.11.12
Por Jussara Seixas

Ao contrário do que disse o superintendente da Polícia Federal em São Paulo, Suzana Fairbanks, que coordenou a investigação no MP em conjunto com a PF, diz que não há conversa, nem áudio e nem e-mail entre a ex-chefe de gabinete da Presidência e o ex-presidente da República; "Eu não sei de onde saiu isso"; sobre Dirceu, procuradora diz que "não tem uma relação direta dele" no esquema investigado pela Operação Porto Seguro 247, com Agência Brasil – Ao contrário do que disse nesta quarta-feira o superintendente da Polícia Federal em São Paulo, delegado Roberto Troncon, ao jornal O Globo, a procuradora da República Suzana Fairbanks, que coordenou a investigação no Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo, em conjunto com a PF, negou a existência de áudios entre Rosemary Nóvoa de Noronha, ex-chefe de gabinete da Presidência da República, e o ex-presidente Lula. 

Alvo da Operação Porto Seguro e acusada de participar de um esquema criminoso infiltrado em órgãos federais sobre venda de pareceres técnicos, Rosemary foi exonerada do cargo na última segunda-feira pela Casa Civil, que abriu investigação interna sobre o caso. A Polícia Federal e a Procuradoria da República em São Paulo têm 600 páginas com conteúdo da investigação sobre ela, que teve o escritório e sua casa alvos de ação da PF na última sexta. Apesar da influência da investigada, a procuradora afastou a possibilidade de Rosemary ter negociado com Lula em órgãos públicos. "Conversa dela com o Lula não existe. Nem conversa, nem áudio e nem e-mail. 

Se tivesse, nós já não estaríamos mais com a investigação aqui". Suzana ainda rebateu a informação de que ocorreram centenas de telefonemas entre a ex-chefe de gabinete e Lula. "Eu não sei de onde saiu isso, porque nunca tive acesso a isso. Vocês podem virar de ponta cabeça o inquérito, em toda a investigação". Sobre o ex-ministro José Dirceu, Fairbanks disse que, apesar de ele ter sido citado nos e-mails de Rosemary, não há indícios de sua participação no esquema. "Não tem uma relação direta dele [Dirceu] de sociedade [no esquema] ou de eventual lucro", destacou. A procuradora disse que ainda poderá pedir a prisão de Rosemary "de acordo com a necessidade da investigação", que depende da averiguação do material apreendido. Rosemary responde pelos crimes de tráfico de influência e corrupção passiva. 

Influência De acordo com a procuradora, Rosemary tinha acesso a pessoas com "os cargos mais altos" do governo e vendia sua influência. Ela, explica Suzana, é que teria conseguido a nomeação, em maio de 2010, do diretor de Hidrologia da Agência Nacional de Águas (ANA), Paulo Rodrigues Vieira, e do diretor de Infraestrutura Aeroportuária da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Rubens Carlos Vieira. Os irmãos são acusados de chefiar a quadrilha. "Eles sabiam que ela tinha acesso a gente privilegiada dentro do governo. Tanto que se utilizava desse cargo, e aí é que está o crime, para fazer contatos de interesse deles. Agendamento de reunião com políticos, nomeação deles nas agências reguladoras. Ela ficava lá, pegando no pé do pessoal do alto escalão, porque tinha essa proximidade, tinha proximidade física", disse a procuradora. "Ela debate muito com eles, 'vou falar com fulano, vou falar com sicrano'. 

Mas eu não sei exatamente com quem ela conseguiu isso [as nomeações]. O fato é que estava tentando e ela estava veementemente trabalhando nisso", acrescentou. O pagamento pelas nomeações e outros "favores" dela eram feitos, por exemplo, com dinheiro para cirurgias e novas nomeações, agora realizadas pelos irmãos Vieira, em benefício de Rosemary. "[A nomeação d] a filha dela [Mirelle Nóvoa de Noronha, assessora técnica da Diretoria de Infraestrutura Aeroportuária da Anac], ela enfiou goela abaixo do Rubens [diretor da Anac]. Ele falava: 'ainda vou ter que aguentar essa'. Ele fala isso para o Paulo [Vieira, seu irmão], como um pagamento dos favores dela. 

Eles ficaram pagando o favor dela dos cargos por mais de ano", ressalta a procuradora. Mirelle foi exonerada nesta terça-feira do cargo. "De amizade [entre Rosemary e os irmãos Vieira] não tinha nada, porque era uma cobrança mútua e constante, e bem às claras. A prova dos autos comprova tudo isso", acrescenta Suzana.
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Fonte:http://blogdadilma.com/index.php/politica/1412-procuradora-nega-haver-audios-entre-lula-e-rose

José Arbex: 'Mensalão' revela crise dos partido

28.11.2012
Do portal da REVISTA CARTA AMIGOS, 21.11.12
Escrito Por José Arbex Jr. 
Escrito por  Caros Amigos

“MENSALÃO” REVELA CRISE DOS PARTIDOS

O Lulismo reina, enquanto tucanos, petistas e outros congressistas impotentes encenam batalhas inócuas no parlamento

Coube aos juízes do “mensalão” a tarefa de operar, no campo do direito, aquilo que os políticos da burguesia tentaram, sem sucesso, realizar no mundo da política: punir o PT. Impotentes para impor a sua vontade no âmbito da luta parlamentar, os políticos burgueses foram reduzidos à condição de simples espectadores das ações levadas a cabo pelos juízes do Supremo Tribunal Federal (STF).

O diagnóstico é muito claro: observa-se, no Brasil, uma séria crise de representação política da burguesia. Não há, entre os seus partidos, nenhum capaz de fazer oposição real à “base governista” articulada em torno do PT, ninguém capaz de mobilizar ao menos um setor expressivo do Congresso ou de sensibilizar uma parte da sociedade. Mas a recíproca também é verdadeira: o proletariado tampouco conta com um partido que de fato possa chamar de seu.

O PT, há muito divorciado de suas origens, passou a se auto-denominar “partido dos pobres” – marca reinante nas recentes eleições municipais -, recuperando o pior legado do populismo varguista. O Brasil vive hoje, nesse sentido, uma situação anômala - para adotar um adjetivo neutro -, no que se refere ao poder de representação política das duas classes fundamentais da teoria marxista: burguesia e proletariado estão politicamente órfãos. A “grande mídia” – que, em seu conjunto, forma o mais importante, articulado e consequente partido burguês brasileiro – tratou de dar o máximo de visibilidade ao julgamento.

À falta de lideranças políticas reais, os homens de preto do STF foram elevados por nossos Murdochs à categoria de redentores da pátria, em especial o relator Joaquim Barbosa, cuja vida foi cantada em verso e prosa pelos principais veículos do país. Seu nome começa a aparecer, com certa insistência, como um possível candidato à presidência do Brasil, em 2014. Para uma burguesia carente de alternativas, um juiz nacionalmente respeitado, negro e de origem humilde não é um capital desprezível.

Leia o artigo completo na edição 188 da revista Caros Amigos, nas bancas ou loja virtual
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Fonte:http://carosamigos.terra.com.br/index/index.php/component/content/article/210-revista/edicao-188/2752-jose-arbex-mensalao-revela-crise-dos-partidos

LUÍS NASSIF: O caso Fantástico-UFRJ e o papel do CNJ

29.11.2012
Do portal da REVISTA CARTA CAPITAL,20.11.12
Por Luís Nassif*


O produto notícia sempre explorou a escandalização como um de seus maiores fatores de venda. Não se trata propriamente de serviço público, mas de uma operação comercial, que visa vender mais, atrair mais leitores/espectadores e, em alguns casos, pressionar anunciantes ou tomar partido em disputas empresariais ou políticas.
O escândalo é um produto jornalístico é, como tal, tratado como marketing, da mesma forma que qualquer produto de consumo. E os ingredientes centrais desse marketing são a ampliação de verdadeira dimensão, “esquentar” a notícia, como se diz no jargão jornalístico.
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Em geral, tende-se a analisar a imprensa apenas como contraponto ao Estado, como representante da opinião pública.
Ora, no universo da opinião pública há um sem-número de personagens: o Estado, os grandes interesses econômicos, os partidos políticos, os demais poderes da República e, principalmente, o cidadão, o indivíduo, frágil, vulnerável em relação aos poderes maiores.
É para este cidadão que deveria se voltar a olhar da Justiça. No entanto, sua única forma de defesa, hoje em dia, são as redes sociais, jamais o Judiciário.
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Na semana retrasada o programa “Fantástico” anunciou uma matéria bombástica contra a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Falava-se em desvio de dinheiro, lançavam-se suspeitas de enriquecimento ilícito e por aí afora.
Das redes sociais veio o alerta de que estariam cometendo um  “assassinato de reputação”.  A matéria foi suspensa e transferida para domingo passado, agora com um cuidado jornalístico maior.
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E aí se entra em um dos muitos recursos de manipulação de escândalos utilizados atemporalmente pela mídia: a confusão intencional entre problemas administrativos e desvio de recursos. Ou o superdimensionamento de pequenas infrações, tratadas como se fossem grandes crimes contra a ordem pública.
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De acordo com o site do Fantástico, há 4 anos a UFRJ começou a ser investigada pelo Ministério Público Federal (MPF) – que provavelmente encaminhou ao programa o inquérito sigiloso – e pela AGU (Advocacia Geral da União).
Tirando toda a retórica, o caso fica resumido a isto:
1. A UFRJ firmou convênio com o Banco do Brasil que, em troca da administração das contas, pagaria uma quantia anual à instituição. De 2005 a 2009. Segundo o MPF, deveria ter havido licitação. Mas era um banco público e uma instituição pública.
2. O dinheiro foi repassado para uma fundação, e não para o orçamento da Universidade e não foi incluído no SIAFI (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal). Aí se tem uma irregularidade administrativa, sim. Mas, na própria matéria, especialistas atestam que quase todas as universidades procedem assim, para não cair no emaranhado burocrático da administração pública. De dois anos para cá mudou a legislação. A matéria reconhece que o contrato com o BB é anterior. Sem escândalo.
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O contrato com o BB envolveu a quantia de 43.520.000 de reais em cinco anos.
Os “escândalos”
Identificaram-se, concretamente, as seguintes irregularidades: 1. Um professor utilizou notas frias para justificar despesas (10.083,00 reais). 2. Outro professor recebeu através de uma empresa dele a quantia de 27 mil reais. 3. Contratação de uma empresa para fornecer agendas para a UFRJ (27 mil reais). 4. A concessão de dois restaurantes. 5. o pagamento de 264 mil reais a uma empresa que fornecia coquetéis e lanches.
“Esquentando” o escândalo
A nota da UFRJ mostra que a empresa que emitiu a nota não havia desaparecido, mas apenas mudando de endereço. O reitor recebeu o “Fantástico” e apresentou um balanço do que foi feito com o dinheiro do BB: seminários, congressos e recepções, na manutenção e reformas de prédios, na construção de restaurantes. Em vez de focar nas obras que foram realizadas com os recursos, deu-se destaque para as que não foram.
O vazamento do MPF
O “Fantástico” recebeu o inquérito antes dos indiciados. Com isso, ficou com o poder de julgar e condenar sete pessoas perante dezenas de milhões de telespectadores. As ressalvas às denúncias só foram entendidas por um diminuto número de espectadores, que sabem diferenciar problemas administrativos de malversação graúda de dinheiro. Mesmo com os cuidados da reportagem, perante a opinião pública estão todos condenados.
O papel do CNJ – 1
E aí se entra nessa escandalosa iniciativa do Ministro Ayres Britto, de criar uma comissão permanente, no âmbito do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), para garantir a grande mídia contra as ações propostas pelas vítimas. A comissão será composta por integrantes do poder judiciário e por representantes de órgãos de mídia. Não se cogitou sequer de defensores das vítimas de pequenos e grandes crimes.
O papel do CNJ – 2
Quando Ministro do STF, Ayres Britto, a pretexto de acabar com a Lei de Imprensa, deixou um vácuo jurídico que prejudicou fundamentalmente o direito de resposta. Agiu exclusivamente com o propósito de agradar a mídia, principalmente depois que espocaram denúncias sobre o uso do seu nome por seu próprio genro, em ações que passavam pelo STF e pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Coincidentemente, as denúncias sumiram do noticiário
O cidadão desprotegido
Tem-se, agora, o ensaio de uma briga de gigantes. De um lado, Congresso Nacional, partidos políticos; de outro, o Executivo; na terceira ponta, MPF, STF e mídia. E onde fica o cidadão comum? Em nenhum momento, Ayres Britto – ou o próprio STF – pensou no cidadão comum. Este continua à mercê de um Judiciário que entende a mídia com olhos do governante norte-americano do século 18. Muitos assassinatos ainda serão cometidos.
Luis Nassif é jornalista econômico e editor do site www.advivo.com.br/luisnassif 











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Fonte:http://www.cartacapital.com.br/politica/o-caso-fantastico-ufrj-e-o-papel-do-cnj/?autor=589

Petistas evitam falar sobre Humberto, mas se posicionam sobre apoio ao PSB

29.11.2012
Do DIARIO DE PERNAMBUCO, 28.11.12

A nota do senador Humberto Costa (PT), lançada na noite desta quarta-feira (28), explicitando o posicionamento contrário do parlamentar em relação a um eventual apoio do PT ao futuro governo de Geraldo Julio (PSB) só deve gerar repercussões a partir de amanhã (29) quando os seus colegas de partido no estado tomarem pleno conhecimento do teor do documento.


A equipe do Diario conversou com vários petistas, entre eles, a deputada estadual Teresa Leitão e o deputado federal Fernando Ferro, ambos defensores do atual prefeito João da Costa (PT), além do deputado federal e presidente estadual da sigla, Pedro Eugênio (PT). Em comum, os três evitaram falar sobre a posição de Humberto, que foi o candidato petista derrotado nas eleições para a Prefeitura do Recife, e preferiram expor suas próprias convicções quanto ao possível realinhamento entre PT e PSB no Recife.

Fernando Ferro disse não ter lido a nota do senador mas não demonstrou surpresa ao ser informado de seu conteúdo. “O período de eleição passou e a população decidiu um destino político. Não li a nota, mas acredito que Humberto deva ter suas razões. Ele tem alguns ressentimentos ainda. O PT deve fazer uma reflexão. É incoerente fazer oposição estando no governo a nível estadual”, afirmou.

Teresa Leitão afirmou que o debate deveria ser feito de modo interno no partido e não através de opiniões isoladas. “Não podemos resumir a decisão com posicionamentos individuais. O PT tem que olhar para a frente”, falou. A deputada, no entanto, disse não concordar em fazer parte de uma oposição municipal, dominada por partidos que são oposição no plano federal, PPS, DEM e PSDB.

Pedro Eugênio também enfatizou a necessidade de um diálogo interno para definir os rumos do partido. Apesar de ter se posicionado contra a reeleição do atual prefeito e apoiado a candidatura de Humberto, o deputado tem opinião semelhante à defendida por aliados de João da Costa. “Nós tivemos uma disputa muito acirrada. Penso que deveríamos apoiar o governo através da bancada municipal pois é caminho natural. Não vamos fazer oposição”, declarou.

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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2012/11/28/interna_politica,410145/petistas-evitam-falar-de-humberto-mas-se-posicionam-sobre-apoio-ao-psb.shtml

JOSÉ DIRCEU: O irresponsável envolvimento de meu nome em escândalos


29.11.2012
Do BLOG DO DIRCEU, 28.11.12
Por José Dirceu
zé dirceu - um espaço para discussão no brasilPor várias vezes em anos recentes, a imprensa vinculou-me a escândalos que, depois de concluídas as investigações, denunciados os responsáveis e finalizados os inquéritos, comprovou-se que eu nada tinha a ver com tais episódios. Meu nome nem sequer figurou como testemunha nestes processos.

Foi assim pelo menos seis vezes: nos casos Celso Daniel; MSI-Corinthians; Eletronet; Operação Satiagraha; Carlos Alberto Bejani, ex-prefeito de Juiz de Fora (MG), do PTB; e Alberto Mourão, ex-prefeito de Praia Grande (SP), do PSDB.

Em alguns desses casos – como Bejani, Eletronet e Satiagraha –, meu nome foi parar no noticiário das TVs. Repito: encerradas as investigações, denunciados os responsáveis e finalizados os inquéritos, comprovou-se que eu nunca tive ligações com nada disso.

Agora, a história se repete

A partir de declarações de Cyonil Borges, ex-auditor do TCU sob investigação da Polícia Federal na Operação Porto Seguro, que apura denúncias relacionadas a Paulo Vieira (ex-diretor da Agência Nacional de Águas-ANA), de novo sou envolvido. Gratuitamente. Irresponsavelmente, como das outras vezes. As investigações ainda estão em curso e meu nome já é escandalosamente noticiado como relacionado ao caso.

Não custa recordar que Francisco Daniel, irmão do ex-prefeito assassinado de Santo André, Celso Daniel, fez o mesmo: acusou-me de beneficiário de esquema de corrupção que teria havido em Santo André. Quando o processei por calúnia, ele afirmou em juízo que ouvira de terceiros que eu era o destinatário de recursos financeiros ilegais para campanhas eleitorais do PT.

Francisco Daniel retratou-se, de forma cabal e indiscutível na Justiça. Mas isso praticamente não foi noticiado pela imprensa. E continua sem ser noticiado quando a mídia com frequência volta ao caso Celso Daniel. Ela repete a acusação que me foi feita por Francisco, sem registrar – ou fazendo-o sem o menor destaque – que ele se retratou.

Assim foi em todos os demais casos que lembrei. Envolvem meu nome no noticiário com o maior estardalhaço, mas encerrados a "temporada" e o sucesso midiático do escândalo, silenciam quanto ao fato de nada ter se provado contra mim – pelo contrário, as investigações terem concluído que eu não tive o menor envolvimento com o caso em pauta.
Publicado em 28-Nov-2012
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Fonte:http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=16911&Itemid=2