Pesquisar este blog

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

MENSALÃO: STF DÁ CHEQUE EM BRANCO À ELITE

09.11.2012
Do blog CONVERSA AFIADA
Por  Paulo Henrique Amorim

O “domínio do fato” jamais se aplicará à Privataria Tucana. Assim como o “ato de ofício” voltará a ser exigido quando o réu for o Eduardo Azeredo.


Se o Supremo confirmar a condenação do chamado “núcleo político” do mensalão (o do PT), a primeira consequência não será uma “reforma dos costumes”, como imagina o Farol de Alexandria, para quem o PSDB não precisa olhar o próprio rabo.

As inovações do Supremo no julgamento do PT são a exceção, como observa o professor Wanderley Guilherme.

Exceção não faz jurisprudência.

“Inovação” de um julgamento só não tem vida longa.

E no julgamento do mensalão do (PT), a jurisprudência se faz a cada réu.

O “domínio do fato” jamais se aplicará à Privataria Tucana.

Assim como o “ato de ofício” voltará a ser exigido quando o réu for o Eduardo Azeredo.

O dinheiro da CEMIG jamais foi público (não deixe de ler o Maurício Dias sobre a Visanet).

A Telebrás, como se sabe, era uma empresinha há muito tempo de uma mesma família, decadente, sucateada,  que se vendeu num leilão da Corte de Falências, para salvar os herdeiros da miséria.

“In dubio pro reu”.

No devido tempo, esse latinismo, por ora em desuso, voltará a subir a rampa do Supremo, para julgar o Azeredo.

O Banco do Brasil e a Caixa jamais irão à Globo buscar o “bônus por  volume”.

Essa “quimera” só vale para o “dinheiro público” da Visanet.

Parece que o Ministro Joaquim Barbosa lamentou, um dia, que o PiG (*) não dê bola para o mensalão tucano de Minas.

Sim.

E, por isso, não vai prosperar.

O mensalão tucano resultará na absolvição em massa dos tucanos.

As mesmas “alegações” e “deduções” que condenam petistas – pobres, pretos e p … – serão aplicadas para absolver tucanos e a elite que sublocou os tucanos.

“Flexível” pra lá, “flexível” pra cá.

O julgamento do mensalão do PT no Supremo tranquilizou a elite brasileira com muito mais profundidade do que os dois HCs Canguru que o Gilmar Dantas (**) deu ao Daniel Dantas.

Mais do que o tiro no peito do Vargas.

A única jurisprudência que se escreveu, até agora, no mensalão do PT,  foi essa: a Justiça no Brasil é para pobre, preto, p… e petista.

E branco de olho azul, membro da elite, só vai em cana se encostar no PT.

Se o Supremo foi capaz de inovar para pegar o PT, a elite “deduziu” – é o verbo da moda -  que o Supremo será capaz de inovar com a mesma elasticidade para poupar a elite.

As intervenções que rasgaram o centro nervoso da elite – a Privataria, a Satiagraha, a Castelo de Areia e o Eduardo Azeredo – jamais chegarão ao Supremo.

E, se chegarem, ali se confundirão com nuvens do Planalto Central.

E, se tiverem alguma utilidade, será irrigar o Lago Paranoá com uma chuva fina e passageira.

Para regar o jardim da Casa Grande.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Clique aqui para ver como eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…

****

GILMAR: PROVAS SÃO FARTAS. E CONTRA O DANTAS, MINO ?

09.11.2012
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

Os estupros do Dr Roger eram fartos ou falsos?


Saiu no Estadão:

‘HÁ FARTURA DE PROVAS’, AFIRMA GILMAR MENDES SOBRE MENSALÃO

Para ministro, foi criada ‘lenda urbana’ de que não havia provas suficientes para condenar os réus

SÃO PAULO – O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, afirmou nesta sexta-feira, 9, ao ser indagado sobre a dimensão do esquema que ficou conhecido como mensalão, investigado pela Corte, que “o que está submetido ao STF é talvez um pequeno porcentual do que ocorreu”. Na avaliação de Mendes, mesmo assim há “uma fartura de provas, como raramente se tem”, no processo e foi criada uma “lenda urbana” de que não havia provas suficientes para condenar os réus.

Mendes, que participa em São Paulo de um evento da Escola da Advocacia Geral da União (EAGU), admitiu que o julgamento do processo no STF – na fase de dosimetria de penas – não deve terminar antes da aposentadoria do presidente da Corte, Ayres Britto. Ele deixará a casa compulsoriamente no dia 18, após completar 70 anos. “Nós temos só duas sessões e, por milagre, pode ocorrer (o fim do julgamento)”, ironizou. A expectativa de Mendes, contudo, é que o julgamento termine ainda este ano.

Passaportes. Questionado sobre as críticas feitas pelo ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, sobre a retenção de passaporte dos condenados no processo, Mendes defendeu a decisão, tomada pelo ministro relator Joaquim Barbosa, e defendeu a cautela adotada pelo colega. “Até porque o juiz que conduz o processo depois fica com a responsabilidade sobre esse tema”, afirmou o ministro.

Mendes citou como exemplo o caso do médico Roger Abdelmassih, a quem ele próprio concedeu uma liminar para que pudesse em recorrer em liberdade da condenação por estupro e atentado violento ao pudor. Abdelmassih fugiu no início de 2011, segue desaparecido e procurado pela Interpol e supõe-se que ele tenha saído do País.

Ainda sobre as manifestações de Dirceu acerca de um possível cerceamento da liberdade de expressão e sobre a realização de um julgamento político do STF, Mendes rebateu: “não há nenhum julgamento político, o julgamento tem sido extremamente cuidadoso. Raramente vai haver um caso examinado com tanto cuidado”, concluiu.

Navalha
Se tem um juíz que entende de “fartura” é Gilmar Dantas(*).
Nem um vídeo do jornal nacional é fartura suficiente.
E os estupros comprovados do Dr Roger ?
Não eram estupros “fartos”?
Cadê o farto áudio do grampo ?
E quando foi “chantageado”, por que o Supremo Ministro não denunciou o chantagista à Polícia ?
Ou as provas não eram fartas ?
Hein, Mino ? (Clique aqui para ler o editorial da Carta desta semana .)
Logo o Ministro Supremo, que o Leandro Fortes e o Mauricio Dias localizaram na farta generosidade do governador tucano Eduardo Azeredo.
O Supremo Presidente Supremo considera que o mensalão (o do PT) é só a ponta do iceberg
Ali embaixo ainda tem muito angu.
Será o “safo” ? Qual dos “safos” ?
O Ministro de fartas provas vai incriminar os tucanodantas ?
Ou não será preciso, como disse o nobre Senador Demóstenes, “mandar subir” ?
Ou ele vai se dar por “impedido”?
( Será que o Ministro Supremo pensa que o amigo navegante é um parvo ?)
Paulo Henrique Amorim
(*) Clique aqui para ver como eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…

****

Gimar Mendes é muito cínico

09.11.2012
Do blog TERROR DO NORDESTE 


Em palestra dada ao ciclo de debates na Escola da Advocacia-Geral da União, disse Gilmar Mendes: 
"A dimensão das provas nos autos da Ação Penal 470 dá uma ideia da ousadia dos acusados".. "Não esqueçamos, o que está judicializado, submetido ao Supremo, é talvez um pequeno porcentual do que ocorreu".


Mas  que cara mais cínico, mais hipócrita.Um sujeito que é acusado de receber R$ 175 mil reais do mensalão mineiro, que, por motivos inconfessáveis, concedeu dois HC ao bandido Daniel Dantas, que é acusado de sonegação fiscal, que mandou arquivar um processo(PROER) onde Serra era acusado de meter as mãos em R$ 200 milhões de reais não tem moral para dizer uma coisa dessas.
******

MÍDIA GOLPISTA ESCONDE OS CORRUPTOS DA OPOSIÇÃO:


09.11.2012
Do FACEBOOK de Mil Ton, 07.11.12


Reinaldo Azevedo deve saber! Provavelmente será reportagem de capa da Veja, na próxima semana. Os repórteres da Grande Imprensa são muito perspicaz! É claro que eles vão anunciar em horário nobre, 20 minutos no JN, essa relação. Augusto Nunes deve está esbaforido com o “engano” do procurador. 

Os crimes foram os mesmos mas, aos 79 foi feito a leitura de Caixa Dois... E os do PT, mesmo ato... Consideraram corrupção. Dois Pesos e Duas Medidas. Chego até ver o título do comentário de Jabor. E a Castanhêde, na folha. Dora Kremer vai soltar os cachorros nessa procuradoria geral. 
------------------------------------------------------------
É fácil perceber multreta, marmelada, artimanhas, jogo sujo... A imprensa mostra! De uma forma ou de outra!
*****

GOLPE DE 64: O mensalão ianque

09.11.2012
Do BLOG DA CIDADANIA, 08.11.12
Por Eduardo Guimarães

O que este país mais precisa, neste momento histórico, é de doses cavalares de… Memória.  Só revendo o passado é que poderemos avaliar o presente e projetar o futuro. Para tanto, porém, teremos que retroceder no tempo. Voltaremos, neste texto, a cerca de meio século.
Em um momento em que só se fala em “mensalões” – petistas, tucanos etc. –, um documento histórico nos propiciará enxergar o que até hoje permanece nas sombras: o maior mensalão de todos os tempos, bem como coincidências impressionantes entre o ontem e o hoje, as quais continuam a nos roubar a tranqüilidade quanto à democracia que, a duras penas, ainda pelejamos para construir no Brasil.
O documentário “O Dia que Durou 21 anos” (2011) é uma produção da TV Brasil com a Pequi Filmes, com direção de Camilo Tavares, filho de uma das vítimas da ditadura. O material apresenta os bastidores da participação do governo dos Estados Unidos no golpe militar de 1964.
Sim, muitos já assistiram, mas a esmagadora maioria dos brasileiros infelizmente não viu, o que explica a ignorância e a perenidade de tantas mentiras sobre aquele período histórico, que, meio século depois, a grande mídia brasileira mantém vivas.
Esse material imprescindível, que deveria figurar em todos os currículos escolares dos quatro cantos do país, mostra como e por que os Estados Unidos decidiram interferir na política interna do Brasil.
Documentos inéditos e oficiais, amparados em depoimentos de acadêmicos norte-americanos e brasileiros, revelam como, sob o pretexto do avanço comunista em Cuba, os Estados Unidos vieram ao Brasil e compraram, literalmente, políticos, governos estaduais e, acima de tudo, meios de comunicação, que enriqueceram graças à intervenção americana.
Uma frase dos golpistas manipulados pelo governo norte-americano abre o documentário: “Aqueles que não amam a revolução, ao menos devem temê-la”.
Era a senha para o terror que sobreviria por mais de duas décadas, durante as quais verdadeiros facínoras, travestidos de militares, roubaram a nação ao custo de seqüestros, torturas e assassinatos.
Uma rica coleção de documentos oficiais e confidenciais norte-americanos, que vazaram há poucos anos, comprovam cada letra do parágrafo anterior, narrando, minuto a minuto, a estratégia ianque desde pouco antes do golpe militar de 1964 até o dia 2 de abril daquele ano.
O documentário não trata do desenrolar da ditadura, mas de como os Estados Unidos, através do seu então embaixador no país, Lincoln Gordon, ao custo de incontáveis milhões de dólares compraram consciências e colocaram como seus empregados todos os atores do golpismo que seqüestrou e manteve cativo um país inteiro durante mais de duas décadas.
O Brasil, então uma potência emergente, a maior da América Latina, entregava aos ianques o sangue e o suor de seu povo. Homens como Jango Goulart e Leonel Brizola, porém, ameaçavam os “interesses” da potência estrangeira. E o que era “pior”: eram apoiados pelo povo.
Para eliminar a ameaça “comunista” aos seus “interesses”, sob a crença insana de que a América Latina lhes pertencia os EUA fizeram de seu embaixador no país um agente secreto, alguém que se tornou um dos mais relevantes personagens da história brasileira.
Gordon chegou ao Brasil ainda no governo Jânio Quadros, que renunciaria e deixaria o vice-presidente, Jango Goulart, em seu lugar. O objetivo da nomeação desse “diplomata” fluente em português era, escancaradamente, o de transformar a embaixada norte-americana em um mero departamento da CIA.
Gordon abraçou a causa com ardor. E foi através de seu empenho, das idiossincrasias de um único homem, que a maior potência militar e econômica daquela época transformou em um inferno as vidas de dezenas de milhões de brasileiros.
Para seduzir a elite branca, dona de imensidões de terra, de indústrias e, sobretudo, de jornais, rádios e televisões, as idéias de Jango e Brizola sobre reforma agrária cairiam como uma luva.
Os ianques pouco se importavam com os interesses econômicos dessa elite, mas tais interesses lhes seriam úteis para evitar que uma nação do porte do Brasil se tornasse “Não uma Cuba”, como diziam, mas “Uma China”, dada a já imensa população nacional.
O que mais impressiona em “O Dia que Durou 21 Anos” é o depoimento de Robert Bentley, então assistente de Gordon. Grande parte das afirmações que você acaba de ler foram confirmadas e até relatadas por esse homem.
Se você leu, nos últimos anos – talvez em jornais como Estadão ou Folha ou em revistas como a Veja –, que o governo Lula teria inaugurado uma “república sindicalista” no Brasil, saiba que a expressão nasceu nos momentos que antecederam o golpe de 1964.
Eis a primeira das muitas coincidências que sobrevirão.
Em documentos oficiais do governo norte-americano de então, é dito, explicitamente, que o que deveria desencadear o golpe não seria o interesse dos brasileiros, mas o dos Estados Unidos – ou seja: o golpe foi dado por brasileiros com a finalidade de satisfazer outro país.
O presidente norte-americano era John Fitzgerald Kennedy. Esse que alguns até hoje consideram herói cometeu crimes inomináveis contra nosso país de forma a roubá-lo, nem que, para isso, milhões de brasileiros tivessem que pagar o preço. Para tanto, fez com que a agência de inteligência ianque, a CIA, começasse a expandir suas ações no país, começando por São Paulo.
Empresas norte-americanas concessionárias de serviços como energia ou telefonia tinham suas concessões vencendo em um quadro em que não tinham cumprido as exigências do Brasil para que se instalassem aqui. Dependia do governo brasileiro, portanto, renová-las ou não. Era nosso direito. Mas os norte-americanos só aceitariam uma decisão…
Com efeito, o combate midiático ao tamanho do Estado que se vê ainda hoje começou muito antes. Quando você lê num desses veículos supracitados o inconformismo de editorialistas com essa questão, na verdade está dando uma mirada no passado.
As televisões norte-americanas, então, apresentavam longos programas sobre o risco de o Brasil se insurgir contra seus interesses. E avisavam: “Para onde o Brasil for a América Latina irá junto”.
Abertamente, portanto, Kennedy falava à sua nação que seu governo “não aceitaria” uma decisão eleitoral do povo brasileiro que contrariasse seus interesses. E ameaçava: “Temos recursos, habilidade e força para proteger nossos interesses”.
Os Estados Unidos, porém, não precisariam de tanto. Bastaria usarem a carteira.
Primeiro, os norte-americanos tentaram comprar o povo brasileiro – e os de outros países da América Latina – despejando na região quantidades imensuráveis de dinheiro através de um programa que intitularam “Aliança para o Progresso”.
Segundo Bentley declarou em “O Dia que Durou 21 Anos”, eram gastos em Educação, agricultura, infra-estrutura: “Fale em um setor e ali estava o dinheiro da Aliança”, disse ele.
Não foi suficiente. O dinheiro norte-americano não comprava nem o governo João Goulart nem o povo, que continuava apoiando aquele governo.  Assim, sob recomendação de Gordon, os Estados Unidos decidiram que era preciso “organizar as forças militares e políticas contra o governo”.
Kennedy, então, passou a literalmente comprar os opositores de Goulart no Congresso brasileiro, em governos estaduais e, sobretudo, na imprensa. Veículos como o jornal o Estado de São Paulo e O Globo passaram a ser receptáculos de quantidades pornográficas de dólares desembolsados pelos Estados Unidos.
Os beneficiários da dinheirama ianque, em contrapartida, tinham que organizar uma campanha de “enfraquecimento” e de “desestabilização” do governo federal.  Para esse fim, a arma mais importante foi a… Imprensa.
Para que os recursos chegassem aos destinatários, uma trama criminosa foi engendrada. O mensalão ianque, que corromperia a imprensa, parlamentares e governadores de Estado como Carlos Lacerda, chamava-se Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais (IPES). Escritórios dessa agência do golpe foram abertos em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Porto Alegre.
A imprensa, subsidiada pelo IPES, passou a fazer campanha anticomunista relatando os “horrores” da União Soviética, de Cuba etc. O empenho anticomunista domou Estadão, Globo e Folha, primeiro, através do bolso.
Esses veículos passaram a verter, dia após dia, acusações e críticas de “descalabro administrativo” e de “corrupção” contra o governo brasileiro. Não passava um único dia sem que torrentes de matérias nesses veículos, entre outros, fossem despejadas sobre o povo.
Informações falsas ou manipuladas eram plantadas na mídia, que, como hoje, pouco admitia uma mísera opinião divergente ou dava destaque a desmentidos. E, se dava, era sempre em proporção absurdamente desigual. Sem falar que muitos assuntos eram simplesmente vetados.
A grande mídia de então inundava tudo que podia com propaganda contra o governo. Cinemas, jornais, rádios, novelas. Tudo. Não havia como escapar de coberturas como as que o Jornal Nacional fez diariamente contra o governo Lula e continua fazendo contra o governo Dilma.
Tudo muito bem pago por dinheiro subtraído ilegalmente do erário norte-americano e repassado, mensalmente, aos escritórios do IPES, que, por sua vez, repassavam, além de a meios de comunicação, também a parlamentares, que passavam a votar no Congresso como queria o presidente… Dos Estados Unidos.
Qualquer semelhança com o que se passa hoje não é mera coincidência.  Se você acredita em mim, pode parar por aqui. Do contrário, assista, abaixo, à primeira parte do documentário “O Dia que Durou 21 Anos”. Já vai bastar, pois o resto da história você conhece.
O DIA QUE DUROU 21 ANOS

******

CPI do Cachoeira: duelo entre Veja e sociedade se acirra

09.11.2012
Do blog LÓTUS EGÍPCIO


Em entrevista ao "Seu Jornal", da TVT, Paulo Vannuchi desmascara o desespero da mídia para enterrar a CPI do Cachoeira e clama por mobilização, dos partidos e movimentos sociais, para garantir o depoimento de Policarpo Júnior, editor da revista Veja, na CPI. "Há uma grande unidade da mídia para não deixar convocar. Ou seja, governador pode, senador pode, então jornalista seria um poder protegido contra qualquer investigação? Em nenhum lugar do mundo é assim", questiona Vannuchi.


*****

STF NÃO ESTÁ À ALTURA DO MENSALÃO (O DO PT)

09.11.2012
Do blog CONVERSA AFIADA, 08.11.12
Por Paulo Henrique Amorim

O tribunal não tem critério para coisa alguma no julgamento penal.



Saiu na Folha (*):

O IMPROVISO COMO JUIZ



Janio de Freitas 

Outra vez, o STF mostrou que a lei mais imperativa, nas suas circunstâncias, é a do improviso 

Foi a mais comum das perguntas em um tribunal colegiado. Dirigida, no caso, à ministra Rosa Weber: “Como vota Vossa Excelência?” O Supremo retomava a condenação do sócio de Marcos Valério, Ramon Hollerbach, para estabelecer a pena, depois de uma diatribe mais de promotor que de juiz por parte do ministro Joaquim Barbosa.

Ao pedir para ser tão coerente quanto em seus votos anteriores, esclarecimento sobre que critério, afinal de contas, vigoraria para os agravantes de pena, a ministra Rosa Weber escancarou sem querer: o tribunal não tem critério para coisa alguma no julgamento penal. Em vez de uma resposta pronta e segura, que nem deveria ser necessária, o desentendimento das precariedades ocupou o tribunal e o tempo.

Outra vez o Supremo demonstrou que a lei mais imperativa, nas suas circunstâncias, é a do improviso. Para a fixação dos acréscimos às penas-base, por força de fatores agravantes na conduta do réu, foi adotada uma combinação entre os pares: qualquer que seja sua convicção sobre a pena merecida -o que seria então a pena considerada justa-, depois de apresentá-la o ministro abre mão dela. E a substitui pela mais próxima, entre as do relator Joaquim Barbosa e do revisor Ricardo Lewandowski. É o improviso pelo jeitinho brasileiro.

Durante a viagem do ministro Joaquim Barbosa ao exterior, mas não por isso, os demais ministros fizeram o esforço que deveria ocorrer antes de iniciar-se o julgamento. A ideia era dar um chão menos movediço ao seu trânsito entre fatos, hipóteses de fatos, acusações, defesas e penas. Além de reconhecimento à própria perplexidade, foi também uma concessão ao espanto provocado pela balbúrdia da fase precedente do julgamento. E, com isso, um reconhecimento às angustiadas e quase isoladas críticas ao desempenho aquém da estatura de um tribunal supremo.

Com o jeitinho para a conturbada fixação das penas, o plano de arrumação buscou também apressar o julgamento, para concluí-lo antes da aposentadoria do presidente Ayres Britto no dia 18. A chave identificada para melhor ritmo foi a sintetização dos votos de Joaquim Barbosa, excluindo-lhes as longas e repetitivas exposições sobre a participação de cada réu. Era uma ideia atrevida, e assim se provou.

Joaquim Barbosa iniciou sua volta com a leitura de longo texto fora do programa, como fora de propósito. Útil, talvez, para esquentar o motor pessoal com que, já na exposição do seu voto para a pena de Ramon Hollerbach, retomou suas afrontas a ministros dele discordantes. Foi o começo de renovada sessão de balbúrdia. E confrontações até em nível pessoal.

O que quer que esteja sob o nome de mensalão não ameaçou a democracia nem o regime, como Joaquim Barbosa voltou a enfatizar. Mas é um retrato grave das complexidades deformantes que compõem o sistema e a prática da política brasileira. No seu todo adulterado e não só na particularidade de um caso tornado escândalo, contrária ao aprimoramento do regime e ao desenvolvimento da democracia. Daí que o mal denominado julgamento do mensalão merecesse um Supremo Tribunal à altura do seu significado presente e futuro. E não o que está recebendo. 



Clique aqui para ler “(Collor de) Mello, pune ! Agora tem que punir com o máximo rigor !”.

aqui para ler “Requião quer um mandato para ministro do Supremo”.


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

******

É PRECISO ALGEMAR DIRCEU PARA O JN !

09.11.2012
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

Globo se rejubila com o “populismo jurídico”. O que seria um sem o outro ?


Dirceu, mostra as algemas de novo. O jn te espera !

A manchete dos tele “jornais” da Globo e a edição impressa do representante local da SIP – que não muda – , seguiram o passo do minueto do mensalão (o do PT).

O Globo brada na manchete: “Fronteiras fechadas – PF alerta aeroportos para evitar fuga de mensaleiros – Após Barbosa reter passaportes, réus entram no Sistema de Procurados e Impedidos”.

E, como se não bastasse a fúria justiceira, esse incansável combate à deslavada corrupção (a do PT), logo em seguida se sabe:

“Procurador-Geral (aquele na mira do Senador Collor – PHA) avisa que vai insistir na prisão imediata dos 25 condenados”.

Navalha
Não basta !
Não está na hora de pensar na História.
Mais vale uma Globo na mão do que duas notas de pé de página na História (escrita por petistas).
“populismo jurídico” atingiu os Meios de Comunicação de Massa, como pressupoem populismos em geral.
Conversa Afiada insiste em que a bancada do Golpe no Supremo desrespeite a Súmula Vinculante dos Brancos de Olhos Azuis, de autoria do Ministro (Collor de ) Mello, que, na prática, restringiu o uso de algemas a pobres, pretos, p …, e petistas.
E o imaculado brindeiro Procurador permita que Dirceu seja algemado diante das múltiplas câmeras do tele-”jornalismo” da Globo.
Só assim a Justiça será feita !
Audácia, mais audácia, Procurador.
Sempre audácia !



Em tempo: a seguir, o pescoço do Lula. Depois, o da Dilma. Quem manda não ter uma Ley de Medios ?


Paulo Henrique Amorim

*****

Aécio entra no seleto clube de José Serra, ao declarar guerra de ódio a Lula

09.11.2012
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA


O senador Aécio Neves (PSDB) fez jogo duplo. Por um lado colocou uma tropa de choque tucana para fustigar o golpe paraguaio em cima do presidente Lula. Por outro, ficou escondido atrás da moita para se preservar. Se desse certo, apontaria a cabeça, colhendo os louros. Se desse errado, apontaria a cabeça dizendo que "não avalizou" a tropa de choque.

Na terça-feira (6), a tropa de choque tucana, composta pelo senador Álvaro Dias (líder do PSDB no Senado, que fala pelo partido), o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), o deputado Mendes Thame (PSDB-SP) e Vanderley Macris (PSDB-SP), marchou junto com o PPS até a Procuradoria-Geral da República, para entregar uma representação pedindo ao Procurador-Geral para investigar o presidente Lula, por conta de uma "reporcagem" da revista Veja sobre um depoimento de Marcos Valério ao próprio Procurador-Geral.

Do ponto de vista jurídico tal representação é até uma ofensa ao Ministério Público, pois seria como pedir para não prevaricar. Afinal, se houvesse alguma denúncia fundamentada de Valério, contra quem quer que seja, o dever da Procuradoria seria investigar.

Por isso o gesto foi mera declaração de guerra à Lula, para demarcar o apoio político do PSDB a um golpe paraguaio, que consiste em cassar Lula no tapetão do judiciário. Dessa forma a única candidata a ser derrubada em 2014 pela oposição seria a presidenta Dilma, sem Lula no "banco de reservas".

Não existe a menor possibilidade disso tudo ter sido feito dentro do PSDB sem o sinal verde de Aécio, pois se fosse contra a vontade dele, ele teria se manifestado publicamente contra, antes.

As digitais de Aécio dando sinal verde à declaração de guerra contra Lula, ficaram expostas com a publicação na véspera (dia 5), de um artigo no site do PSDB mineiro, cobrando a investigação sobre o presidente Lula.
http://www.psdb-mg.org.br/agencia-de-noticias/mensalao-muito-ainda-a-investigar

Passada a euforia do porre, vem a ressaca.

Nos dias seguintes houve uma reviravolta no noticiário. Primeiro viu-se que não há consistência nos ataques ao presidente Lula. O nome dele é apenas citado e usado por advogados para provocar confusão, e pela oposição para incitar o golpismo e o ódio. Nunca encontraram nada contra ele, apesar das exaustivas investigações desde 2005, porque não existe. 

Por outro lado, apesar de poucos jornalistas publicarem, todo mundo já sabe que aquilo que Marcos Valério teria a oferecer de interesse para uma delação premiada são fatos entre 1999 e 2002, ainda obscuros, e que atingem tucanos. Foi devassada a atuação de Valério na campanha tucana de Azeredo em 1998 e depois pulou para 2003, com o governo do PT já eleito. Falta esclarecer a atuação no governo FHC e na eleição de 2002, quando Aécio elegeu-se governador. Também nunca foi investigado os contratos de Valério com o governo Aécio, já eleito, que vigoraram até 2005.

Vendo que o golpe paraguaio contra Lula tentado pela revista Veja se esvaziou, e os holofotes voltaram-se para as ligações de Valério com o próprio Aécio, o tucano percebeu o tiro no pé e recuou:
http://goo.gl/3wkun
Agora parece ser tarde demais para se arrepender. 

Aécio entrou no seleto clube de José Serra (PSDB). 

Aquele clube de quem faz política de perseguição e ódio, voltada para os 4% do povo brasileiro que odeia Lula. Além disso atraiu para si a cobrança dos lulistas por investigações sobre o mensalão tucano no período Aécio, após 1998.

*****

OPOSIÇÃO RAIVOSA: DIRCEU VÊ "IGNOMÍNIA" DA OPOSIÇÃO CONTRA LULA:

09.11.2012
Do portal BRASIL247, 08.11.12

:

Ex-ministro da Casa Civil diz que sua condenação "sem provas" abre caminho para que o mesmo aconteça com o ex-presidente da República; representação protocolada por Roberto Freire e quatro parlamentares está ancorada em reportagens de Veja, segundo Dirceu, "que sequer são confirmadas"; para Dirceu, que está prestes a receber uma das mais duras penas da história judicial no País, trata-se de iniciativa desesperada de uma oposição derrotada sucessivas vezes nas urnas

247 - Prestes a receber uma das maiores penas da história judicial no País e a poucas horas de ter que entregar seu passaporte às autoridades, o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, publicou um duro artigo em que acusa a oposição de judicializar a política no Brasil e tramar um golpe contra o ex-presidente Lula. "Traduzindo: se o ex-chefe da Casa Civil do presidente Lula, mesmo sem provas, foi condenado com base na teoria do domínio do fato, a oposição pede ao STF que o ex-presidente seja julgado e condenado igualmente sem provas. Minha condenação, apesar das provas de minha inocência nos autos, abriu caminho para a oposição ter a ousadia e tentar essa ignomínia contra o ex-presidente Lula", diz ele. Leia:

Derrotada sucessivas vezes nas urnas, oposição judicializa o embate político

José Dirceu

O pedido do PSDB e do PPS para que a Procuradoria Geral da República (PGR) investigue o ex-presidente Lula revela mais uma vez o desespero da oposição. A representação é baseada em supostas declarações do publicitário Marcos Valério no pedido de delação premiada que sua defesa encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Não há consistência no pedido. Na semana passada, o próprio PSDB havia alertado que era preciso esperar para verificar se as supostas declarações de Valério procediam ou não. De lá para cá, nada mudou, mas os tucanos resolveram encampar a representação mesmo assim.

O pedido encaminhado à PGR não é assinado pelo comando do PSDB, mas por alguns de seus senadores. No entanto, uma vez que o partido não desautoriza seus líderes, na prática apoia a iniciativa de assinar com o PPS a representação. O DEM se recusou a subscrevê-la.

Oposição fundamenta ação em reportagens que sequer são confirmadas.

A oposição fundamenta o seu pedido em reportagens da Veja e de O Estado de S.Paulo, colocadas em dúvida até pelo advogado de Marcos Valério ao afirmar: "Se alguém ‘vazou’ de forma seletiva, parcial e  ilicitamente alguma providência jurídico-processual que está sujeita a sigilo, eu não tenho absolutamente nada a dizer, a confirmar ou não confirmar". Ou seja, as versões antagônicas da revista e do jornal sobre o depoimento de Valério nas quais se baseia a ação da oposição, não  podem sequer ser confirmadas.

Chama atenção na representação o argumento central da oposição: “À época dos fatos, existia uma íntima ligação política e pessoal entre o representado e o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, entendido como o chefe da quadrilha pelo STF. Nesta perspectiva, indaga-se: a teoria do domínio do fato, que foi utilizada para a condenação de José Dirceu, não poderia ser aplicada – e com muito mais razão – ao chefe do próprio José Dirceu?”.

Traduzindo: se o ex-chefe da Casa Civil do presidente Lula, mesmo sem provas, foi condenado com base na teoria do domínio do fato, a oposição pede ao STF que o ex-presidente seja julgado e condenado igualmente sem provas. Minha condenação, apesar das provas de minha inocência nos autos, abriu caminho para a oposição ter a ousadia e tentar essa ignomínia contra o ex-presidente Lula, que eu espero seja rechaçada pela PGR.

Intenção é vincular Lula e o PT ao assassinato de Celso Daniel.

Derrotada nas urnas, a oposição apela para um pedido tecnicamente inconsistente e desesperado.  A intenção infame é ligar o PT e Lula ao brutal e covarde assassinato do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel. Exatamente quando o povo daquela cidade reconduziu o partido ao governo municipal.

E isso quando dois inquéritos policiais conduzidos sob a direção política do governo tucano de São Paulo – e a despeito da ação abertamente dirigida e pré-concebida pelo Ministério Público do Estado (MPE-SP) – concluíram que o crime foi comum e os réus já foram, inclusive, condenados.

Exceção dentre estes é só julgamento de Sérgio Gomes, paralisado por uma ação de sua defesa que questiona junto ao STF - com razão - a atuação do MPE-SP no caso. Um questionamento, aliás, que coincidentemente consta na pauta da Corte nesta semana.

Acusado por Francisco Daniel – irmão do ex-prefeito – de ser o destinatário de recursos ilegais para campanhas eleitorais, eu o processei por crime contra a minha honra e ele se retratou na Justiça. Mas, com raras exceções, toda a mídia continua repetindo sua acusação injuriosa, caluniosa e difamante. Mesmo depois que o próprio STF decidiu por sua improcedência.
******