terça-feira, 6 de novembro de 2012

STF E O GOLPE CONTRA LULA E A DEMOCRACIA: Aos que acham que o golpe não virá

06.11.2012
Do blog ESQUERDOPATA


O golpe já veio, se você não notou é porque está esperando tanques nas ruas e prisioneiros sendo levados de caminhão para campos de concentração, ou seja, você vive nos anos 60. Milicos fechando o congresso e fuzilando os inimigos da pátria é coisa do passado, démodé, o chique hoje é a mídia repetir mil vezes uma "denúncia" e um bando de juízes assinar embaixo. Foi assim em Honduras, foi assim no Paraguai, está sendo assim no Brasil. Exagero? Presunção de inocência é coisa do passado, partidos que pretendam coligar-se para exercer o governo são chamados de quadrilha, partidos que tenham como objetivo ganhar eleições, chegar ao governo e nele ficar o máximo tempo possível são chamados de golpistas e de organizações criminosas pelo STF e comparados ao PCC. Que parte você não entendeu?

Dilma continua sendo presidenta e os eleitos vão tomar posse em janeiro, você poderia me dizer, mas, mais uma vez, que parte você não entendeu? Dirceu e Genoino vão para a cadeia em breve, receberão penas maiores que assassinos brutais, Lula está sendo acusado e continuará a ser até que uma acusação qualquer torne-se viável mediante a teoria fascistóide do "domínio dos fatos" e com Lula condenado quanto tempo demorará para ser pedida a cassação do registro do PT? Depois disso alguém duvida que será julgada a validade dos mandatos conseguidos por candidatos de um partido cujo registro foi cassado?

Tudo dentro da lei e com amplo direito a recorrer sob as gargalhadas de Joaquim Barbosa.

Competência do TSE - Processar e julgar originariamente: a) o registro e a cassação de registro de partidos políticos, dos seus diretórios nacionais e de candidatos à Presidência e vice-presidência da República.

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Analistas da imprensa estão perplexos: o povo dominou a democracia

06.11.2012
Do portal  PRAGMATISMO POLÍTICO, 31.10.12
Por Bruno Altman

Os analistas da mídia hegemônica estão, assim, desacorçoados com a indiferença do povaréu diante do espetáculo no qual empenharam todas as suas energias

Os resultados das eleições municipais, concluído o segundo turno, evidenciam sólido avanço do Partido dos Trabalhadores. Apesar de alguns importantes insucessos localizados (como Salvador, Recife e Fortaleza), a agremiação atingiu vários objetivos estratégicos.
O PT sagrou-se como a legenda mais votada do primeiro turno, com 17,3 milhões de sufrágios e um crescimento de 4% sobre 2008. Aumentou em 15% o número de prefeituras que irá governar (634 contra 550). Deu salto de 16% para 20% no total do eleitorado sob sua gestão municipal. Acima de tudo, pelo peso político e simbólico, reconquistou o governo da cidade de São Paulo.
democracia voto urna eleições 2012
Quem tem domínio do fato, na democracia, é o povo. (Foto: divulgação)
Apesar de aparente dispersão da hegemonia sobre o poder local, com o surgimento do PSD de Kassab e a expansão do PSB de Eduardo Campos, a pedra de toque das eleições concluídas nesse domingo foi o fortalecimento do maior partido da esquerda, em contraposição ao encolhimento de seu principal antagonista à direita, o PSDB.
Os tucanos perderam massa de votos (queda de 5,02%, de 14,5 para 13,8 milhões), além de número de prefeitos (de 787 para 704) e vereadores (de 5,9 para 5,2 mil). Foram surrados no sul e sudeste do país, que antes consideravam sua fortaleza. E foram duramente golpeados na sua principal cidadela: além de perderem a capital paulista, estão cercados pelo cinturão vermelho que se consolidou na área metropolitana de São Paulo.
Muitos analistas da imprensa tradicional estão atônitos. Tentam atropeladamente fugir às óbvias conclusões sobre o processo eleitoral. Ora ensaiam dar ênfase a uma suposta fragmentação do voto, ora dirigem olhos para uma eventual terceira via na polarização nacional, com a ascensão do PSB. Não passam de manobras diversionistas. A aposta que faziam era derrotar o PT e diminuir gravemente seu peso político. Perderam, e feio.
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A estratégia antipetista repousava no julgamento do chamado “mensalão”. Estabeleceu-se acosso midiático jamais visto sobre a corte suprema, para buscar a degola de líderes históricos da sigla governista, apresentados à opinião pública, diuturnamente, como bandidos com sentença transitada em julgado pelos mais impolutos homens e mulheres da nação.
O espetáculo de exceção foi além de seu limiar processual. Os votos de vários ministros, ao vivo e em cores, constituíram-se em declarações moralmente condenatórias contra o PT e o governo Lula.
À oposição de direita e aos grandes veículos de comunicação, somou-se, no palanque das denúncias contra dirigentes petistas, a maioria do STF. O centro da disputa política, com o julgamento, trasladou-se para o tribunal, com a expectativa de sacramentar institucionalmente a existência do esquema para compra de apoio parlamentar entre 2003 e 2005. Desde as vésperas do golpe militar não se via tamanha operação de desgaste contra um partido.
O que se esperava, quando a deliberação togada chegasse às ruas, era o derretimento do PT. Na pior das hipóteses, ao menos um sensível encolhimento e a derrocada na tentativa de conquistar a maior cidade brasileira. No auge da ofensiva, não faltaram vozes que vaticinavam o ocaso da liderança de Lula. Mas as forças de direita viram ruir seus sonhos e tomaram uma tunda histórica.
Os áulicos do reacionarismo ainda não entendem o que se passou. O porquê da patuleia não dar bola para o julgamento na hora de votar. A mídia corporativa é obrigada a engolir, pela terceira vez, o fel de sua progressiva insignificância na formação de almas e mentes. Não conseguem aceitar que os pobres da cidade e do campo, secularmente condenados pela oligarquia à ignorância, ao desespero e à exclusão cultural, sejam capazes de forjar sua própria consciência de classe.
Os dez anos de governo petista, com seus altos e baixos, mudaram a vida de milhões. De dezenas de milhões. Pela primeira vez a multidão de miseráveis viu sua vida melhorar, de forma estável e duradoura. Aumentaram a renda, a oferta de trabalho, o acesso à educação e moradia, o sentimento de autoestima. Os vínculos de identidade com o partido responsável por essas mudanças, e principalmente com seu maior líder, foram se consolidando.
Os despossuídos, que antes eram majoritariamente reserva de mercado para distintos projetos políticos das elites, vão passando a ter lado, o seu próprio lado. A identificar amigos e inimigos, lógicas em conflito, a verdade dos fatos. Esse processo dolorido, mas enraizado, fabrica um escudo contra a manipulação midiática. E serviu de vacina contra o julgamento do “mensalão”.
Enormes massas de eleitores, apesar de expostos à chacina contra líderes petistas na corte suprema, não compraram gato por lebre. Não aceitaram a agenda que a direita lhes quis impor. Mesmo sensibilizados com o discurso anticorrupção, intuem sua falsidade nesse episódio, sua utilização como instrumento político-eleitoral.
De múltiplas formas, compreenderam que seria algo contrário a seus interesses, que poderia ameaçar o partido e o governo que abriram as portas para a emergência dos pobres como protagonistas do desenvolvimento.
Os conservadores estão, assim, desacorçoados com a indiferença do povaréu diante do espetáculo no qual empenharam todas as suas energias. De alguma maneira, ao menos simbolicamente, foi o julgamento do julgamento. Como disse um eleitor essa madrugada, na rede social: quem tem o domínio do fato, na democracia, é o povo.

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GURGEL, O MENSALÃO SAIU-LHE CARO !.

06.11.2012
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

 O MP tomou partido. Tem lado. Não defende a sociedade. Mas, um lado. A minoria


O brindeiro Gurgel não se coçou para pegar o Demóstenes na Operação Vegas.

Não respondeu adequadamente às perguntas do senador Fernando Collor – clique aqui para ver o último discurso no plenário do Senado, sem qualquer repercussão na colona (*) do Ataulfo de Paiva Merval  – a respeito da participação de seus subordinados no conluio com a Veja e o crime organizado de Goiás.

Com a dupla de heróis do PiG (**): o chumbeta, ou Caneta, e o Carlinhos …

Aqueles que o Michel Temer prometeu aos filhos do Roberto Marinho e ao Robert(o) Civita que jamais pisariam na CPI, como demonstrou o Leandro Fortes.

(Como diria o delegado Protógenes, jornalista bandido bandido é.)

A Corregedoria do Ministério Público deve à sociedade uma apuração rigorosa da denúncia do senador Collor contra o brindeiro Gurgel.

E a sociedade deve cobrar do Ministério Público um “choque de gestão”. 

O comportamento do brindeiro Gurgel no mensalão rompeu todos os limites da sobriedade e da isenção.

Sua última cartada foi torcer para que a condenação do Dirceu influísse na eleição da São Paulo – e,  portanto, na derrota do Lula.

Desde o Procurador-Geral Antonio Francisco, autor da obra memorável dos “40 ladrões”,  a isenção e o espírito republicano do Ministério Público se afastaram dos cânones da Constituição de 1988.

O MP tomou partido.

Tem lado.

Não defende a sociedade.

Mas, um lado.

A minoria.

O mensalão não saiu barato para o MP.

Se o Supremo entrou na agenda, o MP também.

Uma nova agenda, mais ampla, que agora inclui, definitivamente, a Ley de Medios, que o Dirceu e o PT passaram a querer.

E se o Dirceu e o PT querem …

Depois vem a caixa preta da Justiça.

(E do MP.)

O mensalão (o do PT) terá um preço.

Em tempo: é bom não esquecer que no STJ, o Procurador da República foi a favor de engavetar a Operação Satiagraha. E se aposentou em seguida. Por falar nisso, quando o Supremo devolverá legitimidade à Satiagraha ? Ou o Supremo vai tirar o impoluto banqueiro da cadeia pela terceira vez ?

Em tempo2: por falar em Ministério Público e em Marcos Valério, leia “Promotores de SP querem ouvir Marcos Valério”. Como se sabe, Celso Daniel é o D. Sebastião da Elite da Chuiça (***): quando a porca torce o rabo e a elite leva uma tunda, como na eleição em São Paulo, eles desencarnam o Celso Daniel.


Paulo Henrique Amorim


(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (**) que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta  costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse  pessoal aí.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(***) Chuíça é o que o PiG (**) de São Paulo quer que o resto do Brasil ache que São Paulo é: dinâmico  como a economia Chinesa e com um IDH da Suíça.

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DIREITA REACIONÁRIA: CQC e o humorismo reacionário


06.11.2012
Do BLOG DO M IRO,05.11.12
Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

O Brasil, conforme constatou agudamente um leitor do Diário, tem uma esquisitice humorística: os comediantes são reacionários. Não vou entrar no fato de que são essencialmente sem graça. Me atenho apenas ao conservadorismo. Comediantes, como artistas em geral, costumam, em todo o mundo, ser progressistas. Eles quase sempre têm uma forte consciência social que os leva a criticar situações de grande desigualdade e a ser antiestablishment.

Os comediantes brasileiros fogem da regra, e esta é uma das razões pelas quais são tão sem graça. Marcelo Madureira é um caso extremo de conservadorismo petrificado e completo alinhamento com o chamado “1%”. Marcelo Tas é outro caso. De Londres, não o acompanhei, mas ao passar algumas semanas no Brasil, agora, pude ver – sem sequer assistir a um episódio de seu programa – o quanto ele é mentalmente velho.

O que o CQC fez a Genoíno em nome da piada oscila entre o patético, o ridículo e o grotesco. Não me refiro apenas ao episódio em si de explorar o drama de Genoíno. Também a sequência foi pavorosa. Vi no YouTube Tas ter uma disenteria verbal ao falar de Genoíno. Corajosamente, aspas, chamou-o repetidas vezes, aos gritos, de “mequetrefe”.

Não sou petista.

Jamais votei uma única vez em Genoíno.

Mas Tas tem condições morais — e conhecimento, pura e simplesmente — para julgar e condenar Genoíno? Várias vezes ele diz que Genoíno foi condenado pela justiça. E daí? Quem acredita na infabilidade da justiça brasileira acredita em tudo, como disse Wellington.

O que me levou a procurar Tas no YouTube foi uma mensagem pessoal que recebi de Ana Carvalho. Ela estava no local em que houve a confusão entre o humorista Oscar Filho e amigos de Genoíno. Ana acabou sendo citada num texto que OF escreveu, e ficou tão indignada que decidiu escrever sua versão dos fatos numa carta aberta que ela, cerimoniosamente, me pediu que lesse. Li. Primeiro, ela esclarece: ao contrário do que OF escreveu, ela não é militante do PT. Estava apenas votando, com a família, no lugar do tumulto, e tentou ajudar a serenar os ânimos, como boa samaritana.

Ana relata o que ouviu, na refrega, do produtor do CQC e de Genoíno. Do produtor, berros que diziam que os “mensaleiros filhos da puta” iam ser punidos: em vez de um minuto, o programa falaria horas do caso. De Genoíno, ela ouviu: “Calma, calma, sem bater, sem bater”. Mas quem publicaria o que ela ouviu? Essa pergunta Ana fez a si mesma, e é um pequeno retrato da maneira distorcida com que a grande mídia trata assuntos de política no Brasil. A resposta é: ninguém. Nem Folha e nem Estadão e nem Veja e nem Globo publicariam o relato de Ana – embora ela fosse testemunha privilegiada da confusão.

Há formas e formas de violência. O que o pessoal do CQC fez foi uma violência mental, uma tortura. Não faz muito tempo, o mundo soube que presos nos Estados Unidos tinham sido torturados com sessões de música ininterrupta da série Vila Sésamo. Vinte e quatro horas, sete dias por semana. (O autor ficou perplexo com o uso dado a sua canções tão inocentes.)

O que o CQC fez tem um nome: tortura moral. Humor não é isso. Citei, em outro artigo, os repórteres do Pânico que invadiram o funeral de Amy Winehouse para fazer piada. Tivessem sido pilhados, terminariam na cadeia – e teriam formidável dificuldade para convencer a justiça londrina de que a liberdade de expressão, aspas, os autorizava a fazer o que fizeram.

Humor sem graça, como o feito no Brasil, é um horror. Mas consegue ficar ainda pior quando à falta de espírito se junta um reacionarismo patológico, uma completa desconexão com o povo brasileiro, e este é o caso de Marcelo Tas e seu CQC.
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MOBILIDADE URBANA: Projeto do metrô de Curitiba é adiado por um ano


06.11.2012
Do BLOG MOBILIDADE URBANA, 01.11.12
Por Tânia Passos

A viabilização do metrô, discutido há cerca de 15 anos na cidade, é propagandeada como uma conquista do atual prefeito, Luciano Ducci (PSB).

No ano passado, a presidente Dilma Rousseff esteve na cidade para anunciar o repasse de R$ 1 bilhão para a obra, o que viabilizou sua construção. Até agora, porém, o edital de licitação para o início das obras não foi publicado.

Fruet defende o adiamento para “definir qual o melhor projeto, trajeto e custo financeiro”. “Não é uma vontade pessoal. Tem uma questão técnica, econômica, financeira. Isso é muito sério”, disse, em entrevista à RPC TV, na última segunda-feira (29)

O pedetista critica que apenas uma audiência pública tenha sido feita, e diz que quer debater o projeto com entidades de classe e com a população.

De acordo com o Ministério do Planejamento, apesar de haver uma aprovação prévia ao projeto atual, é possível que o prefeito eleito faça alterações até dezembro de 2013, prazo final para o início do repasse dos recursos federais.

“[O adiamento] é para ter clareza do que se está assumindo para os próximos 30 anos”, diz o economista Fabio Scatolin, coordenador da equipe de transição de Fruet. “É uma discussão técnica; não tem nada com o atual prefeito fazer ou não fazer [a obra].”

O pedido para que o edital não seja lançado será feito à prefeitura na semana que vem.
O secretário municipal de Planejamento, Carlos Homero Giacomini, diz que a nova gestão tem “todo o direito de analisar o projeto”, embora ressalte que isso vá atrasar a obra em um ano. “É um outro governo”, afirma. “Mas a nova equipe vai ter que enfrentar a discussão toda outra vez.”

O Crea (Conselho Regional de Engenharia) diz ser favorável à rediscussão do edital de licitação, para esclarecer alguns parâmetros da obra que “não estão muito claros”, mas não a revisão do projeto.

“A gente vê isso com certa preocupação, porque pode retardar ainda mais o início da obra”, diz o engenheiro Joel Krüger, presidente do Crea. Fonte: Portal Mobilize

 
 Por Tânia  Passos

Pioneira no transporte rápido por ônibus e uma das referências desse sistema no país, Curitiba chega ao século 21 sem nenhuma linha de metrô. Mas não por falta de projeto. O primeiro desenho para o metrô da cidade é de 1968, mas sem recursos e com a demanda que estava sendo atendida pelo modelo dos ônibus, em pistas exclusivas, a ideia foi sendo adiada. Em 1990 chegou a ser desenhado um projeto com linhas de bonde, mas não saiu do papel.

Em 2009, a cidade quase teve um monotrilho no trecho onde foi instalada a Linha Verde, com pistas exclusivas para os ônibus do sistema integrado. Também por questões econômicas, o projeto foi deixado para trás. “Mesmo não implantando agora o sistema ferroviário na Linha Verde, já deixamos a estrutura pronta quando houver necessidade de troca de modal”, explicou Reginaldo Reinert, supervisor de planejamento do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC).

A expectativa era que o edital de licitação da obra do metrô fosse lançado ainda em 2012, mas com a posição do prefeito eleito o cronogama agora é incerto.  O tempo estimado para implantação do projeto é de quatro a seis anos. A futura linha do metrô da cidade irá substituir o primeiro eixo de linha exclusiva de ônibus implantado na cidade na década de 1970. O eixo Norte/Sul, que tem hoje uma demanda de 230 mil passageiros por dia.

Aumentar a capacidade do transporte com o sistema ferroviário não é a única preocupação. O que vem ditando a mudança é principalmente o conforto para atender um público bastante exigente e que está migrando para o transporte individual. “Não basta apenas aumentar o tamanho dos ônibus. Por maior que ele seja, a percepção do usuário ainda é de um ônibus”, afirmou o coordenador do curso de engenharia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC), Ricardo Bertin.

O supervisor de planejamento do IPPUC, Reginaldo Reinert concorda que a percepção do usuário influencia na escolha. “Quando se pensa em metrô, se pensa na estação e quando se pensa no ônibus, se pensa no ônibus”, comparou Reinert.

O projeto do metrô de Curitiba tem exatamente o desafio de atrair o usuário do carro, da moto, da bicicleta e o pedestre. Pelo projeto, haverá três andares. O segundo deles será para estacionamento. Cada quadra terá capacidade para 180 vagas de estacionamento. “O usuário pode vir de carro e deixar estacionado. Ele pode precisar do carro depois do trabalho para ir ao supermercado, por exemplo, e no metrô ficaria mais difícil. O importante é oferecermos opções de diferentes modais ao longo dos deslocamentos”, explicou Reinert.

O metrô de Curitiba terá 24 km de extensão com uma estação por quilômetro e quatro terminais de integração. A capacidade estimada é de 760 mil usuários Três vezes mais do que o atual sistema. “Nós fizemos uma projeção de um milhão de passageiros em 2044″, revelou Reinert. A entrada do metrô não irá eliminar as linhas exclusivas de ônibus. Os modais são complementares. Mas no caso do corredor Norte/Sul, mesmo sendo subterrâneo a maior parte da linha ferroviária, os ônibus sairão desse eixo. 

A pista central ficará livre para pedestres e ciclistas. Os carros irão circular nas mesmas faixas destinadas para eles atualmente. Na requalificação da paisagem estão previstas ciclovias, calçadas para o pedestre, quiosques, bilheterias, áreas de convivência e acesso às estações e estruturas operacionais. A Linha Azul, como será chamada, promete reduzir poluentes, ruídos, o tempo de viagem, além de aumentar a capacidade e oferecer mais conforto ao usuário. “Acho que Curitiba está precisando mesmo de um metrô. Já passou do tempo da cidade ter um”, afirmou o estudante Marlon Henrique, 21 anos.

Fonte: Diario de Pernambuco
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João Paulo e Humberto não falam mais em expulsar João da Costa, afirma Granja


06.11.2012
Do BLOG DO JAMILDO
Postado por Vinícius Sobreira


Apesar do mal-estar entre o prefeito João da Costa e o grupo petista liderado pelo senador Humberto Costa e pelo deputado federal João Paulo, o petista Eduardo Granja disse que os supostos pedidos de expulsão de João da Costa do partido não existem mais.

"Essas manifestações para a expulsão de alguns membros só são requentadas por interlocutores isolados, que ficaram mais doídos com a não adesão de João da Costa à campanha de Humberto. Os próprios Humberto e João Paulo não protocolam isso na pauta do PT."

Para ele, o clima no PT é cada vez mais de paz e reconciliação. "Há grupos que estão lutando pelo apaziguamento dentro do partido. O deputado Isaltino Nascimento, o vereador Luiz Eustáquio, eu e o próprio prefeito João da Costa estamos trabalhando nisso", defendeu, antes de reclamar - de maneira discreta - da declaração de Fernando ferro na última segunda-feira (5) no Debate CBN.

"Infelizmente algumas declarações vão na contramão desse apaziguamento, como a declaração do deputado ontem", pontuou.

O grupo de Humberto e João Paulo conta ainda com os vereadores Jurandir Liberal, Josenildo Sinésio e Múcio Magalhães. Nenhum dos três apareceu no aniversário do prefeito.
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Alckmin vende "gato por lebre"

06.11.2012
Do Contexto Livre


Alckmin vende "gato por lebre"

Há exatamente um ano, Alckmin anunciou investimento na ferrovia


Promessa de aporte de R$ 4,1 milhões foi feita em 2 de novembro de 2011.
Recursos seriam para a compra de máquinas e equipamentos.
Alckmin, em 2 de novembro passado, anuncia investimento de mais de R$ 4 milhões na Estrada de Ferro de Campos do Jordão (Foto: Divulgação/Governo do Estado de SP)
Há exatamente um ano, o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou em Pindamonhangaba, a recuperação da Estrada de Ferro Campos do Jordão. A promessa foi de que seriam investidos R$ 4,1 milhões na ferrovia por meio da Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM). Os novos recursos seriam destinados à compra de máquinas e equipamentos necessários à manutenção das vias.
Na ocasião, em 2 de novembro de 2011, Alckmin declarou que a intenção era revitalizar o corredor ferroviário. "Nós vamos dar uma revitalizada na Estrada de Ferro Campos do Jordão dentro da proposta de trens turísticos", declarou.
Em maio de 2011, a ferrovia já havia recebido R$ 2,9 milhões para obras emergenciais que quais foram concluídas em outubro do mesmo ano. As obras permitiram o restabelecimento das viagens turísticas que atendem os roteiros Campos do Jordão-Pindamonhangaba e Campos do Jordão-Santo Antônio do Pinhal.
Nenhum representante da Secretaria dos Transportes foi localizado na noite deste sábado (3) para esclarecer quanto do total anunciado chegou a ser empregado em reformas na ferrovia.
Em 2014, a Estrada de Ferro Campos do Jordão comemorará 100 anos de atividade.

Bondinho já havia descarrilado no mês passado

Bondinho descarrilou em outubro deste ano- Uismara Oliveira Cardoso/ Foto do Leitor

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ELEIÇÕES NOS ESTADOS UNIDOS: Dez curiosidades sobre as eleições nos EUA

06.11.2012
Do portal  da BBC BRASIL, 02.11.12


Você já ouviu bastante sobre as políticas de Obama e Romney para melhorar os Estados Unidos, mas... e outras questões menos comuns da eleição americana?
O que significa o gesto estranho que Obama faz com seu polegar? Por que os políticos são chamados de "Sr. Presidente" e "Sr. Governador" para o resto da vida, mesmo quando já deixaram os cargos?

1) Por que a eleição é sempre na terça-feira?
Confira dez curiosidades sobre as eleições presidenciais americanas e sobre a atual campanha.
O comparecimento às urnas nos Estados Unidos está entre os mais baixos entre as democracias. Mais de um quarto das pessoas não vota alegando estar ocupadas demais. Apesar disso, o esforço para mudar o pleito para os fins de semana fracassou, e a tradição é mantida até hoje.
A terça-feira após a primeira segunda-feira de novembro é a data oficial das eleições americanas desde 1845. Em meados do século 19, os Estados Unidos eram uma nação agrária, e os fazendeiros precisavam de muito tempo para ir aos locais de votação.
Sábado era dia de trabalho, domingo era dia de descanso obrigatório, quarta-feira era dia de mercado. Com isso, a escolha para a votação foi a terça-feira.

2) Os óculos escuros

Joe Biden
Joe Biden faz campanha usando óculos escuros. Por que isso é tão incomum?
Existe algo de peculiar nesta foto? Sim, o vice-presidente Joe Biden está usando óculos escuros em plena campanha eleitoral.
Políticos quase nunca são fotografados usando óculos escuros, especialmente durante atos eleitorais.
Obama desafia o sol forte sem ajuda de óculos escuros quando joga golfe diante das câmeras, e Romney foi retratado recentemente a bordo de um jet-ski também sem o aparato visual.
O consultor de imagem pública Parker Geiger, de Atlanta, diz que as pessoas tendem a confiar menos em alguém se não conseguem ver seus olhos.
"Você simplesmente não consegue ter uma sensação sobre o indivíduo. Não existe contato visual, e é assim que se constroi a confiança. Óculos escuros colocam uma barreira entre você e os demais. Se costuma dizer que os olhos são a janela para a alma, e se eu não consigo ver sua alma, como posso confiar em você?"

3) Em Nevada, é possível votar em "nenhum dos candidatos"

Se você não gosta de um artigo em uma loja, é só não comprá-lo.
O Estado de Nevada é o único que possui a opção "Nenhum destes candidatos" na cédula. A opção está lá desde 1976, e muitos eleitores a escolhem.
A opção é curiosa no sistema eleitoral americano porque – ao contrário do Brasil – o voto não é obrigatório. Caso não queiram votar em ninguém, os eleitores não precisam nem compararecer às urnas.
Apesar disso, em 2010, após uma acirrada campanha eleitoral por uma vaga no Senado, 2,25% dos eleitores escolheram "nenhum" na cédula. O democrata Harry Reid acabou derrotando o republicano Sharon Angle.

4) O gesto do polegar

Romney e Obama
Obama faz seu peculiar gesto com o polegar em debate com Romney
Uma presença constante nos três debates presidenciais foi o polegar de Obama. Em todos os eventos, o presidente falava gesticulando com seu punho firmemente fechado, e o polegar levemente acentuado.
A especialista em linguagem coroporal Patti Wood afirma que o gesto – que pode parecer pouco natural – provavelmente foi ensinado a Obama, em um esforço para tentar fazê-lo parecer mais seguro.
"É uma arma simbólica", diz Wood. "Os oradores recebem aulas de como parecer forte e poderoso, e como conquistar a atenção da plateia."
Em um nível inconsciente, ela diz que o gesto é até mesmo fálico.
"É um gesto sexual masculino. Homens mostram seus polegares e isso diz: 'Eu sou um homem'."

5) Cargos são para a vida toda

Mitt Romney foi governador do Estado de Massachusetts por quatro anos, mas já deixou o cargo há seis anos. Ainda assim, ele é chamado de governador Romney por onde passa, como se fosse um título de nobreza, e não um cargo eletivo.
Os Estados Unidos só têm um presidente por vez, mas mesmo assim George W. Bush e Bill Clinton ainda são chamados de presidente, mesmo quando incluídos em uma frase com Obama.
Por mais estranho que possa ser ouvir a frase "presidentes Clinton e Obama" no noticiário, o "título vitalício" é amplamente aceito, tradicional e até mesmo adequado, segundo Daniel Post Senning, especialista em etiqueta política.
"Isso mostra o apreço que temos por esses cargos – que isto é uma democracia, e que posições importantes viram algo como títulos profissionais", diz Senning.
"É como quando um médico ou um juiz se aposenta. Eles investiram tanto na sua identidade profissional que muitos mantém seus títulos profissionais."

6) O "perdedor" da eleição pode ser o eleito

George Bush e Rutherford B. Hayes
George W. Bush, em 2000, Rutherford B. Hayes, em 1876, foram eleitos sem maioria dos votos
Em quatro ocasiões na história dos Estados Unidos, o candidato com menor número de votos acabou sendo eleito presidente.
Isso acontece porque o vencedor da eleição presidencial precisa conquistar a maioria dos votos no Colégio Eleitoral, composto por delegados alocados aos Estados de acordo com o tamanho da população. Na maioria dos Estados, o vencedor da maioria acaba levando todos os delegados do Estado no Colégio Eleitoral.
A eleição presidencial americana pode ser vista, na verdade, como 51 pleitos separados (em 50 Estados e na capital, Washington). Quem ganhar 270 votos no Colégio Eleitoral é eleito presidente.
Recentemente, em 2000, George W. Bush recebeu meio milhão de votos a menos do que Al Gore, mas conquistou 271 delegados no Colégio Eleitoral, e acabou vencendo.
É totalmente aceito o fato de que isso pode acontecer novamente agora. Um cenário previsto por analistas indica que Obama conquistaria a maioria dos votos no Colégio Eleitoral e se reelegeria, mas Romney seria o vencedor do "voto popular nacional", ao conquistar muitos eleitores em lugares populosos como Texas e Geórgia.

7) Presidente Romney e vice-presidente Biden. É possível?

Mitt Romney
Um governo com o presidente Mitt Romney e o vice Joe Biden. É possível?
Analistas costumam dizer que a política americana está em seu momento mais dividido em mais de um século. Mas a coisa pode, em tese, piorar muito ainda, com o republicano Romney eleito, e o vice-presidente democrata Joe Biden "reeleito".
Pela Constituição americana, se o pleito terminar empatado no Colégio Eleitoral (algo que acontece em diversas simulações), a decisão sobre o presidente caberia à Câmara dos Representantes.
A maioria nesta casa do Congresso deve permanecer na mão dos republicanos, que escolheriam Romney para a Presidência.
Mas pela mesma cláusula, o vice-presidente é indicado pelo Senado, que deve continuar nas mãos dos democratas, que elegeriam Biden.
"Um empate histórico – que provocaria manifestações que fariam a briga recente sobre o programa de saúde do governo parecer uma parada de Dia de Ações de Graças – parece uma conclusão lógica da paralisia partidária", escreveu na terça-feira a colunista do New York Times Maureen Dowd.

8) Por que essa obsessão com a palavra "folks" ("pessoal" ou "caras", em português)?

"O 'pessoal' ('folks', em inglês) aqui em Iowa entende isso – você não pode fazer a economia crescer de cima para baixo", disse Obama, no dia 17 do mês passado.
"Eu sei que o pessoal está sofrendo", disse Romney no dia 10.
Obama e Romney usam bastante a palavra informal e popular "folks" – muito mais do que se esperaria, considerando o nível cultural e econômico dos dois candidatos.
A palavra é antiga no vocabulário inglês e é mais usada no sul dos Estados Unidos. Essa região é, de acordo com os esterótipos, mais "pé no chão" e menos "metida" do que o resto do país. Mas nem Obama, nem Romney são do sul.
Grant Barrett, editor do dicionário Oxford de gírias políticas americanas, diz que "folks" é uma palavra mais acolhedora e inclusiva do que "people" ("povo" ou "pessoas"), apesar de ter um significado quase idêntico.
"A política americana é um jogo de sulistas", diz Barrett. "É um jogo de falantes, e os sulistas são falantes. No cenário nacional, muitas vezes fomos dominados pelos sulistas."

9) Só um terço dos EUA decide o pleito

Mapa
Estados em azul mostram vitória de Obama; vermelho, vitória de Romney; os demais estão em aberto
No dia 6 de novembro, a eleição americana será decidida por menos de um terço da população. O resultado na maioria dos Estados do país, incluindo quatro dos cinco mais populosos, é tão previsível que candidatos republicanos e democratas sequer se dão ao trabalho de visitá-los durante a campanha.
Eles preferem garantir o apoio nos Estados onde já lideram e concentrar a campanha nos "Estados pêndulo", os indecisos que acabarão decidindo quem obterá 270 votos no Colégio Eleitoral.
A eleição acaba sendo decidida mesmo pelos "Estados pêndulo", onde vivem 30% dos americanos. Para os 70% dos americanos em lugares como Califórnia, Texas, Geórgia e Nova York, seus votos são importantes para confirmar o resultado previsto nas pesquisas, mas dificilmente mudarão o rumo do pleito.

10) Na Dakota do Norte, é possível votar sem se registrar

Dakota do Norte
A Dakota do Norte é o único Estado que não exige que o eleitor se registre. Apesar de ter sido um dos primeiros a fazer o registro de eleitores, no século 19, o sistema foi abolido em 1951.
"O sistema de votação da Dakota do Norte, e a ausência de registro, é baseado no caráter rural do Estado, que tem pequenos pontos de votação", afirma o site do governo do Estado.
"Os pequenos pontos de votação têm o objetivo de garantir que os mesários conheçam quem aparece para votar no dia das eleições, e possam facilmente identificar quem não deveria estar votando ali."
Os eleitores precisam ter mais de 18 anos e estar vivendo na região há pelo menos 30 dias. E ainda assim precisam apresentar documentos de identificação.

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BAJULADORES DOS EUA: SUCURSAL DA AMÉRICA

06.11.2012
Do blog ANAIS POLÍTICOS



Meus amigos jornalistas ficam no veneno toda vez que eu critico o imprensalão e a vendilhança de quase uma classe trabalhadora inteira, aos interesses alienígenas. Pois é.

Primeiro vamos às explicações deste quadro que você enxerga logo acima da postagem. Na parte maior, você vê a capa absolutamente estadunidense feita pelo diário oficial da tucanolândia de São Paulo. Tudo bem que os EUA são um país importante na geopolítica mundial, mas nem nas eleições brasileiras fizeram uma capa tão caprichada. Depois, você vê circundado em amarelo, a manchete do colunista Clovis Rossi, e novamente circundado em amarelo, seu ato falho (falho?) que é a palavrinha "por".

Em seguida, mais abaixo, você vê circundado em verde, uma imagem qualquer retirada do google, que mostra como se escreve "vote EM Obama" em inglês.

Quando você quer dizer que vai votar em alguém, e se você está falando a língua do Brasil ou de Portugal, você dirá justamente, votar EM alguém. E não, votar POR alguém.

Mas no inglês americano e do Reino Unido, quando você quer dizer a mesma coisa, você fala votar POR alguém ("vote for"), e não, EM alguém.

São tipos linguísticos que costumeiramente traem a língua para a qual você pretende traduzir a frase. Como fugir da arapuca? Traduzir de acordo com o que é costume no país que lerá a tradução, para que a frase fique dentro do contexto local. Ou seja, para que o leitor saiba do que você está falando.

Mas temos um tipo de gente que adora parecer o que não é. A literatura da psicologia ensina que quando você usa o sotaque de uma região que não é a sua, que você se veste imitando um costume que não é do seu local ou país, você pretende na verdade, emular aquela situação. Em resumo, você queria ser, mas não é. E normalmente não se dá conta que fica passando ridículo porque todo mundo nota que você está se esforçando para simular uma realidade que nem de longe se faz presente.

Clovis Rossi, um escrevedor da Folha, deu mostra de seu "wanna be" (querer ser) neste dia de eleições dos EUA. Falou que Dilma votaria POR Obama.

Não, Clovis, você está fazendo isso errado!

Se Dilma votasse lá, ela poderia votar EM Obama. E não POR ele. Votar POR ele, como diria o Pasquale, seria algo como falar que Dilma vota porque Obama pediu, ou por uma causa nobre. No Brasil, Clovis, votamos EM pessoas e não POR pessoas.

É que não basta escrever no D.O. do PSDB, que tentou vender a integralidade do Brasil ao interesse externo (e infelizmente conseguiu muita coisa). Tem que tentar parecer americaninho, também.

O chato é ser visto de fora, passando ridículo. Um amigo nascido nos EUA, que mora no Texas e que vem sempre ao Brasil me falou há alguns anos (no auge da época da privataria que o engavetador geral da República não vai denunciar nunca) que achava realmente estranho um país, especialmente sua imprensa que em tese, deveria refletir o que pensa o povo, ser tão submisso à América. Isso não seria visto jamais lá pra cima e só transforma os submissos em bajuladores patéticos. Lhes retiraria o pouco de respeito que eventualmente poderiam ter.

Mas nosso imprensalão está repleto de "wanna be". Querem ser o que não serão jamais. Amigo Clovis. Nasceu no Brasil, você é brasileiro, não há o que fazer. Se não está contente, há solução jurídica pra isso. Primeiro, tente a cidadania estadunidense. SE conseguir, renegue a cidadania brasileira, que uma vez deferida, é irrevogável.

Até lá, evite passar por bobo na frente dos leitores. 

É dos atos falhos e das tentativas de parecer chique, que nascem os grandes bobos da corte.

Clique aqui para saber o quê o MP não vai investigar em um crime flagrante.
Clique aqui para ver a futilidade que infesta o imprensalão.
Clique aqui para ver o governador que adora corrida de carro.
Clique aqui se você também quer a punição de FHC e de seus mensaleiros.
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JUSTIÇA TENDENCIOSA: Ditadura foi menos arbitrária que o Supremo

06.11.2012
Do blog ESQUERDOPATA, 05.11.12
Por PAULO MOREIRA LEITE

A dosimetria da ditadura e o mensalão

Se você já viu pessoas preocupadas com o tamanho das penas do mensalão, é bom prestar atenção numa coisa.

Tanto Dirceu como Genoíno já foram presos durante a ditadura militar. Eram considerados perigosíssimos por um regime que não respeitava as liberdades nem os direitos fundamentais.

Nenhum cumpriu pena semelhante às que podem receber agora, nesta semana em que o STF volta a definir as penas dos réus do mensalão.

Temos réus, como Marcos Valério, condenados a 40 anos. Um de seus sócios, Ramon Hollerbach, já chegou a 14 anos. Não sabemos até onde isso vai chegar.

(Francamente: nem Suzana Richthofen, que matou o pai e a mãe e fugiu com o namorado para o motel pegou pena tão larga. Nem o Nardoni, condenado por jogar a filha da janela do sexto andar.)

A maioria dos estudiosos calcula que as penas de José Dirceu podem chegar ao infinito. Ele foi condenado 9 vezes por corrução ativa. Se pegar a pena mínima 9 vezes, já são 18 anos. Dirceu também foi condenado por formação de quadrilha. No ambiente de quem condena mais que tem animado debates que poderiam ser mais sóbrios, é difícil imaginar até onde os ministros podem ir.

Muitos observadores calculam que José Genoíno pode ser condenado a 12 anos.

São penas duríssimas, como você já deve ter reparado. Estamos falando da privação de liberdade de pessoas contra as quais não há assim provas “robustas”, para empregar uma linguagem de quem é especialista. Estamos no mundo do plausível, do acredito, do só pode ser assim.

Mas também estamos numa democracia, onde todos tem direito a uma defesa e merecem ser considerados inocentes até prova em contrário, não é mesmo?

Não deixa de ser curioso reparar o que aconteceu com Dirceu e Genoíno, quando foram presos pelo regime militar.

Acusado de integrar o “núcleo político” do mensalão, Genoíno tinha lá sua hierarquia em 1972, quando foi preso na guerrilha do Araguaia. Foi acusado de ser “coordenador e chefe do grupo de guerrilheiros” da região da Gameleira. Esperou três anos para ser julgado e, no fim, recebeu a pena máxima. Sabe quanto? Cinco anos.

Na sentença, os juízes militares ainda tiveram o cuidado de explicar que uma pena tão elevada se devia à “periculosidade do criminoso e não do crime.” Contribuiu para a severidade da pena o fato de que Genoíno denunciou ter sido torturado na prisão.

Considerou-se que isso ajudava a definir Genoíno como “fanático guerrilheiro e político perigosíssimo.”

Depois de cumprir três anos de cadeia, Genoíno tentou transformar a pena restante em liberdade condicional. Não conseguiu e ficou preso até o último dia.

José Dirceu foi preso no Congresso da UNE, em Ibiúna, e só recuperou a liberdade porque, no ano seguinte, foi incluído no grupo de presos políticos trocados pelo embaixador Charles Elbrick. Até então, já havia ficado um ano na prisão, sem julgamento.

Não interessava a ditadura levar Dirceu para o banco dos réus. O plano era que ficasse ali, no puro arbítrio.

O único crime de que poderia ser acusado era de tentar reorganizar “entidade extinta”, o que não era grande coisa pelos parâmetros da ditadura. Teve gente condenada por isso que pegou seis meses de prisão. Era tão pouco tempo, na época, que a maioria já tinha cumprido a pena antes do julgamento.

A pena de banimento de Dirceu, anunciada depois que foi trocado pelo embaixador, durou nove anos.

Metade da pena que poderá receber caso o STF aplique a pena mínima para as nove condenações por corrupção ativa – apenas.

E é claro que, no STF, estamos assistindo a um julgamento político.

Como os julgamentos da auditoria militar, num tempo em que o Supremo convivia subjugado com um tribunal que usurpava a mais nobre das funções de um juiz, que é fazer o justo sem ameaçar a liberdade.

Não acho que a Justiça militar seja exemplo de coisa alguma para alguma coisa. Tolerava a tortura, fingia não enxergar execuções, agia com docilidade perante a ditadura. Julgava com provas sem valor legal, pois obtidas sob tortura.

Mas é lamentável constatar que nem um regime que não tinha o menor compromisso com a democracia, considerando-se no direito de suspender as liberdades públicas para combater a “subversão e a corrupção,” aplicou penas tão duras. Uma ditadura, como sabemos, trabalha na lógica da presunção da culpa.

E vamos combinar. De armas na mão, vivendo no meio de agricultores miseráveis do interior do Pará, não havia como negar que Genoíno estivesse envolvido na guerrilha.

Dirceu era candidato a presidente da UNE, fora presidente da UEE. Sua prisão, em Ibiúna, foi um flagrante, digamos assim. A lei era arbitrária, pois proibia uma entidade legítima. Mas a prova existia, certo?

E aí chegamos ao Supremo, em 2102. Temos penas máximas, contra provas mínimas.

Nenhuma história contra José Dirceu fechou. Até agora estão investigando o Banco Central para ver se aparece alguma coisa a mais na atuação de Marcos Valério. Já se passaram sete anos…

Contra José Genoíno, tem-se a dedução de que o pedido de empréstimo que assinou era fajuto. Mas o empréstimo estava lá, registrado, foi renovado, mais uma vez, e outra.

Um ministro já comparou os envolvidos no mensalão com o Comando Vermelho e com o PCC. Outro, falou que eles queriam dar um golpe de Estado. Mais de uma vez, entre uma sentença e outra, ouviram-se ironias sobre o Partido dos Trabalhadores, e até insinuações que envolviam Dilma Rousseff.

Que dosimetria, não?

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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2012/11/ditadura-foi-menos-arbitraria-que-o.html