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sábado, 3 de novembro de 2012

Obadias: o princípio da retribuição

03.11.2012
Do blog BELVEREDE, 30.10.12
 Postado por 

Obadias é nome hebraico que significa "servo de Deus", nome comum na época do profeta.  Pouco se sabe da vida desse escritor nas páginas bíblicas. Ele foi o quarto dos Profetas Menores da Bíblia Hebraica, e o quinto na ordem apresentada pela Septuaginta.

Dos homônimos do escritor que agora tratamos, com certeza o mais célebre foi o mordomo do palácio do rei Acabe (1 Reis 18.3-16). Desde a juventude ele era temente a Deus, durante a perseguição de Jezabel aos profetas, ele escondeu 100 deles em duas cavernas. Durante a seca, saiu a procurar pasto para os cavalos e mulas de Acabe e encontrou-se com o profeta Elias, e então arranjou o encontro que provocaria a competição entre os profetas de Baal e o único Deus verdadeiro, Criador de todas as coisas.

A tradição babilônica alega que Obadias, escritor do livro, seria o hebreu que trabalhou para o rei Acabe ou o terceiro capitão dos cinquenta (2 Reis 1.13). Mas, cronologicamente, é impossível identificá-lo assim, pois os fatos históricos apontam à existência de um século inteiro separando essas duas pessoas.

O escritor era contemporâneo de Jeremias. 

Obadias e o livro

Obadias usou linguagem poética cheia de vivacidade e contundência ao escrever o livro que tem seu nome, o menor entre os livros do Antigo Testamento - um capítulo com vinte e um versículos. Ele escreveu procedendo do particular para o geral, do julgamento de Edom para o julgamento universal, da restauração de Israel para ao estabelecimento do Reino de Deus.

Embora o livro seja pequeno, a obra possui o mesmo valor espiritual dos demais livros e cartas contidas na Bíblia Sagrada, pois é parte da Palavra de Deus.. A data em em que o livro foi escrito deve estar relacionada com a época da tomada de Jerusalém, à qual se faz referência no versículo 11. Pelas circunstâncias indicadas, o profeta deveria estar presente em Jerusalém quando ocorreu a investida babilônica, e a conquista da Cidade Santa, durante o reinado de Nabucodonosor.

O livro de Obadias contém a mesma profecia do livro de Jeremias, encontrada no capítulo 49. As mensagens são dirigidas contra os edomitas, antigos inimigos de Israel, aos quais o profeta acusa de ofensas graves.

O perfil dos edomitas

Os mais antigos e maiores inimigos dos israelitas eram os edomitas (Números 20.14.21). Eles eram descendentes de Esaú e dos heteus, que por sua vez foram descendentes de Cão, um dos três filhos de Noé, aquele filho que foi amaldiçoado por ver a nudez do pai e não cobri-la, mas sair e contar aos outros irmãos (Gênesis 9.22-27; 26.34-35).

Edom era povo soberbo. Estava situado em uma região de montanhas rochosas. Vivia em cidades com irrigação farta e pastos mais que suficientes para o rebanho e manadas, a localidade era inexpugnável. Os edomitas sentiam uma falsa segurança por morar ali porque o local era de fácil defesa e de difícil ataque por parte dos inimigos. Por causa disso eram orgulhosos, ao invés de serem gratos a Deus por receber o benefício de viver em local de segurança geográfica (versículos 3 e 8).

Edom versus Israel

Para entender o livro de Obadias é preciso olhar para o contexto em que o profeta estava inserido. Ele trata das relações de duas nações, mas se refere a ambas usando o nome de seus antepassados.

Edom (Esaú) era ancestral do edomitas. Esaú era irmão gêmeo de Israel. A luta começou antes do nascimento deles. Gênesis 25.21-22 relata que “Rebeca (...) concebeu, e os filhos lutavam no ventre dela”. Anos depois, houve entre os irmãos o caso da troca da primogenitura de Esaú por um prato de lentilhas. Esaú após negociar com Jacó seu direito à primogenitura, desprezou não apenas a herança, mas a boa convivência com seu irmão, que foi obrigado a fugir para longe da família (Gênesis 25.24-34).

Séculos antes de Obadias nascer, Israel e Esaú, os dois filhos de Isaque, tiveram descendentes que formaram as nações de Judá e Edom (os edomitas). E Deus ordenou a Israel que não aborrecesse seu irmão, o edomita (Deuternonômio 23.7).

Apesar do parentesco, ambos os povos guerrearam entre si.

Os edomitas tinham ânimo pronto para ajudar todos os inimigos de Israel a destruí-los: 2 Crônicas 21; 25, 28, 36.

Quando os edomitas souberam que Nabucodonosor atacaria Jerusalém, alegraram-se, e viram o ataque como oportunidade de vingança e auxiliaram o exército babilônico. Com o objetivo de humilhar seus adversários históricos, eles incitaram Nabucodonosor a exterminar os israelitas e participaram de um ataque bem-sucedido contra Israel, que destruiu a Cidade Santa. Atuaram cruelmente nos massacres e depois ajuntaram despojos (Salmos 137.7; Obadias 11).

O profeta deve ter sido testemunha ocular das atrocidades cometidas pelos babilônicos e edomitas contra Israel, testemunhou o momento em que os "irmãos" dos israelitas aproveitaram-se da vulnerabilidade deles, viu os maus tratos cometidos, as armadilhas montadas, e ajudou os sobreviventes.

Cumprimento profético

O cálice de iniquidades dos descendentes de Esaú transbordou e Deus sentenciou por meio de Obadias a nação a ser aniquilada para sempre. Cinco anos depois de Nabucodonosor atacar Jerusalém, o próprio Nabucodonosor colocou o exército babilônico contra os edomitas e os expulsou de suas terras. O dia da retribuição chegou para eles: “como tu fizeste, assim se fará contigo”, escreveu Obadias (verso 15).

As predições com respeito a Edom foram completamente cumpridas, provavelmente esse processo começou entre 588 a 586 a.C.. Quanto aos israelitas, a nação foi restaurada, teve suas terras de volta e possuíram as terras de seus inimigos também. O caráter completo da restauração de Israel é expresso pela especificação de sua expansão nas quatro direções cardeias (versículos 19 e 20).

Depois da restauração de Israel, Ciro massacrou milhares de edomitas. Eles também foram esmagados pelos judeus nos tempos dos Macabeus. E séculos depois, após a crucificação de Cristo, eles desapareceram para sempre, cumprindo-se o que disse Obadias: “ninguém mais restará da casa de Esaú” (versículo 18).

Herodes, contemporâneo de Cristo, era da linhagem dos edomitas.

O profeta declarou que os edomitas seriam um povo como se nunca tivessem existido, desaparecerim completamente. Esta profecia se cumpriu à risca. Após a destruição de Jerusalém, no ano 70 d.C., o povo edomita desapareceu da história mundial. 

Conclusão

Obadias é um livro pequeno, mas que apresenta uma grande verdade. Deus retribui as ações desumanas e arrogantes dos homens em seu devido tempo. Não importa quanto tempo se passe, a pessoa que agir de maneira perversa contra o próximo, seus atos não ficarão impunes diante de Deus.

As linhas escritas por Obadias assinalam que na vitória de Israel o Reino de Deus seria estabelecido, caracterizado pelo livramento e santidade (versículos 17 e 21). Essa ideia é ampliada no Novo Testamento. 

E.A.G.

Veja artigo paralelo: Você sabe quem foram os edomitas?
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REACIONÁRIA: A verdadeira elite do país

03.11.2012
Do blog APOSENTADO INVOCADO


Enquanto os EUA fundaram sua primeira faculdade em 1740, antes da própria independência do país, a nossa ‘elite’ chafurdava na ignorância, no extrativismo e, principalmente, nos recursos públicos do Estado.

A nossa história é pródiga em ciclos, do pau Brasil, da cana de açúcar, do café, etc., sendo todos eles sustentados pela escravidão do povo negro e tendo seus poucos frutos caídos nas bolsas abarrotadas dos donos do país. Para o povo sobrou, como sempre, a miséria.   
  
Até o ano de 2003, não víamos saída para essa triste armadilha onde o povo permanecia subdesenvolvido, sem educação formal e sem renda. Nesses tempos tristes, a imprensa brasileira, como hoje, defendia a aristocracia retrógada e escravocrata.

Todos os presidentes, como Getúlio e JK, que tentaram trazer um pouco de progresso ao país foram atacados, um se suicidou e o outro foi assassinado pelos herdeiros das Capitanias Hereditárias.

Hoje tentamos, mais uma vez, uma vida digna, estudando mais, trabalhando mais, comprando mais, viajando mais e, com isso, faz crescer o consumo das famílias, que no fundo é o que interessa para o povo brasileiro.

A imprensa brasileira nada mais é que um instrumento de pressão da aristocracia brasileira contra o desenvolvimento do povo brasileiro, travestida de democrática, fingindo defender a liberdade de expressão essa instituição ataca o governo do partido dos trabalhadores, na esperança de tornar inócuo o voto popular e fazer valer os seus interesses acima dos interesses da nação.

Tudo isso nos trouxe o terceiro mundismo, onde ao compararmos nossa história com a dos EUA, só nos traz vergonha. Enquanto o povo estadunidense chegou à lua em 1969, nós não conseguimos nem enviar um satélite geoestacionário para monitorar nosso próprio território.

Toda iniciativa para desenvolver o país é vendida pela imprensa brasileira como megalomania, como se estivéssemos condenados a ser um povo de terceira classe para todo o sempre, mas, na verdade, por trás de tudo isso, está a mesquinhez de uma ‘elite’ que deveria pensar o Brasil como uma nação cada vez mais desenvolvida e com um povo partícipe da riqueza nacional.    

A luta, a nossa luta, será dura, mas de vitórias nas batalhas que travaremos chegaremos ao lugar que sempre merecemos porque nós, o povo brasileiro somos a verdadeira elite do país.  
Helio de Souza Borba

Lula, pode contar comigo, saio da minha zona de conforto e vou para as ruas te apoiar. É só pedir.

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Os tucanos corruptos estão em todas


03.11.2012
Do blog ESQUERDOPATA

“Em gravação de 2011, Marcos Valério afirmou que nunca esteve com Lula

Fonte: Gravações em grupos operacionais clandestinos do PSDB

 O PSDB de Minas Gerais, segundo denúncia do MPE/MG, é acusado de montar Grupos Operacionais clandestinos e criminosos, envolvendo práticas de: subtração de documentos em processos judiciais, suborno, corrupção, falsificação, denunciação caluniosa, assassinato, ameaça de morte e “Crimes contra a Incolumidade Pública | Incêndio”, conforme consta no Inq 3530 do STF, cujo relator é o Min. Joaquim Barbosa. Confira em: http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoDetalhe.asp?incidente=4302755

Um dos participantes de grupo operacional – Advogado Joaquim Engler Filho – gravou pelo menos 21 das reuniões de que participou. A 20ª gravação teve a participação de Marcos Valério, na sua parte final.

Em parte da 20ª gravação ocorreu o diálogo abaixo.

O advogado Joaquim Engler pergunta a Marcos Valério:

- E o Lula, tem falado com ele?

Marcos Valério respondeu:

- Também não, nunca conversei com ele. Aliás, eu nunca estive com ele pessoalmente, mas sou seu admirador.

Foi então que Claudio Roberto Mourão da Silveira, que participava da reunião, insistiu, afirmando:

- O Roberto Jefferson disse que você esteve várias vezes com o Lula.

Valério respondeu:

- Pela felicidade de meus filhos, eu nunca estive pessoalmente com o ex-presidente Lula. O Roberto Jefferson não passa de um tremendo mentiroso.

Os réus já arrolados no Inq3530 STF pelas iniciais dos nomes, que supostamente contrataram bandidos para atear fogo na casa da família de Nilton Antônio Monteiro, são citados como mandantes do crime, na mesma 20ª gravação, que seriam:

C S DE A – Clésio Soares de Andrade – Senador

E B A – Eduardo Brandão Azeredo – Deputado Federal

J E F – Joaquim Engler Filho – Advogado

M B E – Maurício Brandão Ellis – Perito do Instituto de criminalística MG

J I F M – José Inácio Francisco Muniz – Advogado

A C V G – Andréa Cássia Vieira Guerra – Ex-sócia de Monteiro

R D DA R – Ricardo Drumond da Rocha – Advogado

W S DOS M G – Walfrido Silvino dos Mares Guia – Empresário e ex-ministro


Acompanhamento Processual :: STF - Supremo Tribunal Federal
www.stf.jus.br


Lambido do mural de Eduardo Guimarês, no Facebook

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FALSO MORALISMO: Super-heróis dos nossos dias

03.11.2012
Do blog ESQUERDOPATA




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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2012/11/super-herois-dos-nossos-dias.html

Quando “teorias conspiratórias” se revelam conspirações reais

03.11.2012
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

Os leitores deste Blog sabem muito bem o quanto ridicularizaram “por aí” os avisos que venho dando há anos de que o golpismo a la 1964 vem marchando no Brasil desde 2005, na melhor das hipóteses.
E não foram só os adversários políticos que fizeram pouco dos meus avisos. Congêneres político-ideológicos também juravam que não haveria “clima” para golpismo hoje em dia.
A minha premissa era – e continua sendo – muito simples: uma vez golpista, sempre golpista. Ou seja: por que uma direita que até hoje defende o golpe de 1964 e continua chamando a resistência a ele de “terrorismo” não estaria “aberta” a novas aventuras daquele naipe?
Por muito menos do que os governos Lula e Dilma fizeram em termos de distribuição de renda a direita midiática – que continua congregando militares, “imprensa”, Judiciário e elites econômicas e étnicas – deu golpe há 48 anos.
E as coincidências não param por aí. Como bem lembrou em artigo o colega de blogosfera Luiz Carlos Azenha, o presidente deposto Jango Goulart desfrutava de alta popularidade quando Globo, Folha de São Paulo, Estadão, empresários e militares deram o golpe.
Matéria da Folha de São Paulo de 2003 revelou que pesquisas Ibope feitas às vésperas do golpe de 1964, e nunca divulgadas, mostravam que Jango contava com amplo apoio popular ao ser deposto.
O Ibope dizia que 15% consideravam o governo Jango ótimo, 30% bom e 24% regular. E, a exemplo de hoje, para míseros 16% era ruim ou péssimo. Além disso, 49,8% dos pesquisados admitiam votar nele contra 41,8% que rejeitavam a possibilidade.
Qualquer semelhança com o que está ocorrendo hoje não é mera coincidência.
Por que são feitos golpes de Estado? Ora, porque quem golpeia não tem perspectiva de chegar ao poder pelas urnas. Os golpes são a radicalização contra a política.
Ou você acha que a mídia vendeu à toa a farsa de que a abstenção nas últimas eleições cresceu muito? Cresceu coisa nenhuma. Em verdade, deveu-se a cadastros desatualizados da Justiça Eleitoral que contam até os mortos.
Foi preciso o Supremo Tribunal Federal jogar a Constituição no lixo mandando políticos para a cadeia por “verossimilhança” das acusações oposicionistas-midiáticas contra eles para que, ao menos entre a esquerda, praticamente desaparecessem os que diziam que eu construía “teorias conspiratórias”.
Note-se que quando me refiro à esquerda não incluo partidos como o PSOL, que teve dois de seus principais expoentes declarando apoio ao político mais conservador e reacionário do país.
Plínio de Arruda Sampaio, candidato a presidente pelo PSOL em 2010, e Chico de Oliveira, sociólogo, fizeram juras de amor a José Serra e praticamente se engajaram em sua campanha, além de serem bonecos de ventríloquo da mídia.
Sim, psolistas ficaram ao lado do candidato que inventou o “kit-gay” e que se agarrou nas barras das batinas e nas bíblias que pôde desde 2010 até hoje. Sem falar que disputam a tapa os favores do Partido da Imprensa Golpista.
Não é à toa que a militância do PSOL nas redes sociais esteve à frente até da ultradireita ao classificar meus avisos quanto ao golpismo como “teorias conspiratórias”. E não é à toa que essa militância vem atuando no sentido de criminalizar a política.
E para que criminalizar a política? Ora, porque se o povo não sabe escolher políticos, o jeito é deixar alguma instituição escolhê-los e lhes impor limites à atividade – ontem, foram os militares; hoje, é o Judiciário.
Vejam que o cronograma do golpe vai sendo seguido. Primeiro, José Dirceu; agora, Lula; em breve, Dilma.
Ora, o STF e o Procurador-Geral da República deveriam ser os primeiros a nem sequer considerar as supostas acusações de Marcos Valério contra Lula. Ou será que eles ignoram que o ex-presidente os indicou sem tomar o menor cuidado em saber suas posições políticas?
Pergunta: um político que estivesse “roubando” indicaria pessoas “independentes” para cargos que lhes permitiriam pegá-lo no pulo?
Disse e repito: teorias conspiratórias só existem porque as conspirações reais também existem. Como essa em curso. Tão clara que só não vê quem não quer e que cada vez mais gente a enxerga.
—–
PS: em viagem de trabalho aos Andes, aproveitarei o que resta do fim de semana para escalar um vulcão – a cavalo, porque, fumante que sou, a pé não ando escalando nem escada. Uma boa alma irá cuidar dos comentários para mim. Na volta leio tudo o que for comentado. Prometo.

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A armação da mídia contra Lula

03.11.2012
Do BLOG DO MIRO, 02.11.12


Editorial do sítioVermelho:

A nova campanha, iniciada pelo panfleto direitista da família Civita, a revista Veja, e ampliada pela imprensa conservadora, em torno das alegadas “novas revelações” que o empresário Marcos Valério poderia fazer em torno do chamado “mensalão”, tem um forte cheiro de armação.

Quem se beneficia com essa campanha de maledicências? De um lado, Marcos Valério, que pretende barganhar tais novas, e bombásticas, revelações, beneficiando-se, de maneira imprópria e ilegal, pelo programa de proteção a testemunhas e tentando um acordo de delação premiada. Ora, Valério não é testemunha, mas réu, afirmou um famoso advogado criminalista, não cabendo a ele o benefício de um programa voltado a testemunhas. Valério pretenderia também reduzir a pena a que já foi condenado no processo em curso no STF (mais de 40 anos de prisão) ou mesmo a mudança do regime de sua execução, de fechado para semiaberto.

De outro lado, a mídia golpista e os setores conservadores, descontentes com os desdobramentos do processo do “mensalão”, mal escondem o desejo de tumultuar o processo em curso no STF e dar uma sobrevida ao ataque contra as forças democráticas e progressistas e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A campanha começou com a edição da revista da Editora Abril que chegou às bancas no dia 15 de setembro que, baseada em declarações de terceiros (embora tenham sido apresentadas pela revista como sendo de autoria de Marcos Valério), tentou envolver o nome de Lula no julgamento em curso no STF apontando-o como o “chefe” do alegado esquema de corrupção. 

Se esperavam que tivesse um reflexo direto na eleição municipal, sobretudo na eleição paulistana, onde a derrota do arquicardeal tucano José Serra desenhava-se como inevitável, fracassaram fragorosamente.

Daí, com certeza, a volta ao ataque, pelos mesmos jornais conservadores e pela revista abriliana, na edição que circula esta semana. Com a pretensão de reabrir a investigação dos fatos em julgamento pelo STF envolvendo o nome do ex-presidente Lula e tentando agravar a acusação com insinuações de “revelações” levianas e absurdas envolvendo inclusive as circunstâncias do assassinato do prefeito Celso Daniel, em 2002.

A chance desta nova tentativa de escandalizar o processo do chamado “mensalão” ter êxito parece pequena. Há notícias de declarações de ministros do STF e de procuradores do Ministério Público que minimizam esse noticiário, desconfiam de seus motivos, e chegam mesmo a sugerir que ele pode tumultuar o fim do julgamento da ação penal 470. 

É paradoxal que este risco de tumulto, nos últimos dias do julgamento, tenha origem justamente nas páginas da mesma imprensa conservadora que insistiu no julgamento político dos acusados pelo chamado “mensalão” mas que, ante a pequena repercussão popular (e eleitoral) de seus resultados, volta à carga numa clara tentativa de prejudicar a esquerda, os partidos da base do governo e o próprio Lula. 

Se o julgamento do chamado “mensalão” mirou, infrutiferamente, a eleição municipal de 2012, os olhares da direita e da mídia conservadora voltam-se agora para 2014 e 2018, quando estarão em jogo a presidência da República, governos estaduais e mandatos legislativos. A eleição deste ano revelou um claro declínio eleitoral dos conservadores e uma tendência à esquerda, progressista e democrática, no eleitorado. 

A direita mal esconde seus temores na avaliação que fazem dos resultados da última eleição. Estão preparando a "tomada do Palácio de Inverno", disse em um debate pela internet um notório, e raivoso, comentarista da direita, comparando as vitórias eleitorais progressistas no Brasil à tomada revolucionária do poder pelos bolcheviques, na Rússia, em 1917.

Daí, com certeza, o esforço da mídia golpista para tentar inviabilizar que Lula volte a ser, outra vez, a grande estrela e o grande eleitor de eleições futuras. A direita vem tentando isso desde 2005 quando, no escândalo do chamado “mensalão”, tentou obter do presidente da República o compromisso de que não se candidataria à reeleição, oferecendo a ele, em troca, um alívio nas pressões feitas no Congresso Nacional e através da mídia golpista.

Não deu certo naquela época; Lula foi vitorioso na disputa pela reeleição, vitória repetida em 2010 com a eleição de Dilma Rousseff. Há um caminho atapetado para as forças progressistas, democráticas e populares, rumo a 2014 e mesmo 2018, e este é o fantasma que assombra a direita e a mídia golpista.

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JORNALISMO DIFAMATÓRIO: Veja associa Lula a assassinato e "estupra" o jornalismo

03.11.2012
Do blog PALAVRA LIVRE, 02.11.12
Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre
Civita viveu na Itália, nos Estados Unidos e na Argentina. Mal visto, veio para o Brasil para dar golpes.

 Veja — a revista porcaria  continua a pavimentar, com denodo e dedicação, sua trilha de sujeira, a chafurdar em seu próprio esgoto e a injuriar, a caluniar e a difamar aqueles que ela considera seus inimigos ideológicos, políticos e comerciais, ainda mais que a Editora Abril certamente não vai ter um aliado na Prefeitura paulistana a partir de 2013, com a vitória do petista Fernando Haddad e a derrota de seu aliado tucano, José Serra, nas últimas eleições.
Tal semanário continua, incessantemente, a praticar o verdadeiro e o autêntico jornalismo de esgoto. É sua marca, índole e essência, e não importa para o capo Roberto Civita e seus capitães do mato, travestidos de jornalistas, se a credibilidade da Veja, conhecida também como a Última Flor do Fáscio, vá para o espaço ou para a lixeira, lugar apropriado à publicação e que eu sempre a coloco quando a tenho em mãos. Asco!
A verdade é que apenas interessa a tal pasquim de péssima qualidade editorial macular o nome dos políticos e autoridades que não se submetem aos ditames políticos e empresariais do dono de uma empresa que vive comercialmente à sombra do poder público controlado há 20 anos pelos tucanos do PSDB, em São Paulo, bem como sustentada pela publicidade oficial do Governo Federal.

É a ditadura da imprensa de negócios privados a agir por meio do pensamento único e a querer submeter seus leitores e as pessoas desavisadas ou incautas a seus interesses mercantis e políticos, por intermédio de matérias criminosas, pérfidas e maliciosas, com características declaratórias, sempre em off e de conotação golpista. É a Veja, à la Murdoch, que publica um jornalismo bandido e se associa, durante anos, ao seu principal pauteiro e editor — o bicheiro preso Carlinhos Cachoeira.
Veja bandida, mafiosa e desditosa. O pasquim de extrema direita não tem limites e nem senso do que é real e irreal; justo e injusto, porque as autoridades políticas, inclusive as do PT, não efetivam o marco regulatório das mídias, bem como o Judiciário é complacente com o jornalismo declaratório, cujos advogados aproveitam a ausência de regras para os meios de comunicação, bem como usam as brechas da lei para impedir que seus clientes jornalistas, bem como seus chefes, os donos de propriedades cruzadas dos meios de comunicação, não sejam punidos pela Lei, além de evitarem que eles paguem multas e os custos dos processos daqueles que os processaram.
Enquanto países vizinhos do Brasil estão a regulamentar os negócios dos barões midiáticos, os brasileiros ficam à mercê de empresários e jornalistas compromissados com os interesses mercantis das elites econômicas brasileiras e internacionais, a boicotar governantes trabalhistas e a derrubar autoridades constituídas sem acusações formalizadas e culpas comprovadas, como ocorreu com os ministros Carlos Lupi e Orlando Silva, somente para citar esses, além de terem quase conseguido derrubar o governador do PT do Distrito Federal, Agnelo Queiroz.

Mais vale a imagem do que mil palavras ou Unidos daremos um golpe nos trabalhistas.
É a ditadura da imprensa e do pensamento único cujo produto — a notícia — é consumido e repercutido por parte de uma classe média retrógada, preconceituosa e reacionária, pois age como um vetor do conservadorismo, porque seus princípios e valores são os mesmos das classes dominantes controladoras de terras e dos meios de produção, que geram poder econômico e político e, consequentemente, causam a tolerância e a impunidade por parte do Judiciário (STF, STJ, TJ, PGR e MP) com os jornalistas e seus patrões.
A imprensa oligarca que publica e veicula matérias nitidamente oposicionistas aos governos trabalhistas, do jeito e da forma que quer, sem se preocupar, todavia, com a veracidade dos fatos e dos acontecimentos. A mídia de profissionais que não temem serem punidos, ao menos questionados sobre suas ilações, acusações e agressões, porque sabem que não existe lei de imprensa (não confundir com censura), regulamentação do setor midiático, conforme a Constituição, além do enfraquecimento da classe trabalhadora dos jornalistas cujos diplomas ainda existem, mas não são mais exigidos para que as empresas que pertencem basicamente a dez famílias possam ter um maior controle do sistema de trabalho, das políticas de contratações e salariais e dessa forma diminuir o poder de reivindicação dos trabalhadores.
Com isso, os empresários conseguiram enfraquecer o papel dos sindicatos e da Fenaj, federação de jornalistas que se aproximou da ANJ (associação patronal), na primeira década deste século. Consequentemente, a Fenaj levou uma punhalada pelas costas. Até hoje, a entidade laboral, envergonhada e desmoralizada, corre atrás do diploma no Congresso, a fim de restabelecê-lo, pois perdeu a credibilidade perante a categoria. Bem feito, quem mandou representante de classe trabalhadora puxar o saco de patrão. E logo dos barões da imprensa, os patrões mais atrasados e reacionários de toda a classe empresarial, que foi atendida nesse caso pela maioria dos juízes burgueses do STF. Deu nisso: a Fenaj foi humilhada. Um fiasco.

Frias, Marinho e Civita: eles pensam que o Brasil é o quintal da casa deles.
  Por sua vez, a Veja, a revista da marginal, resolve, em prazo máximo de um mês e por intermédio de duas publicações, incluir o presidente mais popular e respeitado no exterior da história do Brasil no episódio da morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, bem como envolvê-lo no caso do “mensalão”, que, apesar dos juízes oposicionistas e de direita do STF, está ainda para ser provado. As duas matérias emporcalhadas da revista porcaria citam o presidente Lula, mas o acusador ou denunciante não tem nome, as frases (aspas) são em off e evidentemente o material jornalístico não foi gravado (é a praxe), porque aVeja pode ser um detrito sólido de vaso sanitário, mas a rapaziada que trabalha lá não dá ponto sem nó e procede assim porque sabe que ser jornalista de empresa de comunicação grande e rica no Brasil é a mesma coisa do que estar livre de punições, multas, processos ou cadeia. É como se a cidadania dessas pessoas fosse à parte do conjunto da população brasileira.
Por isto e por causa disto, o presidente Lula, o maior líder popular das Américas e que saiu do poder com 83% de aprovação (índice maior do que o do mito Nelson Mandela) tem de aguentar ofensas, ignomínias e acusações desabonadoras de uma corja de sacripantas movidos pelo ódio de classe, interesses econômicos e pelo preconceito ideológico, combustíveis da intolerância e da violência. São esses golpistas que detestam afirmações do líder trabalhista, como esta: “Optamos pelo desenvolvimento aliado à distribuição de renda. Nos últimos anos, o meu País integrou a agenda social à agenda econômica, numa equação em que toda a sociedade ganha. Nos últimos anos, 28 milhões de brasileiros saíram da pobreza e quase 40 milhões entraram na classe média” — comentou. Por fim, Luiz Inácio Lula da Silva alertou os gestores públicos que a opção pelo desenvolvimento e pelos investimentos tem um custo político, mas é recompensadora, e envolve “muito mais do que dar comida a famintos”. E concluiu: “O dinheiro na mão dos pobres transforma-se rapidamente em comida, roupa e material escolar, e dinamiza o conjunto da economia, num círculo virtuoso”.
Precisou um operário, intelectual orgânico, migrante de Pernambuco, que conhece o povo, sem curso superior, mas sabedor da dor da fome, da pobreza e da ausência de condições de vida dignas para viver, ensinar os “doutores” compromissados com o status quo e com o establishmentsobre economia, sociologia, direito, psicologia, engenharia, finanças, filosofia e, principalmente, sobre solidariedade, respeito e consideração pelo povo brasileiro e pela autonomia, independência e autodeterminação do Brasil. Lula foi um presidente republicano, democrata e justo, pois defensor do estado democrático de direito. Enquanto isso, os “doutores” venderam o País, submeteram-se ao FMI, não criaram condições de emprego e renda e mostraram, de forma subalterna, o imenso complexo de vira-lata que toma conta das almas e das mentes colonizadas das classes dominantes brasileiras de princípios alienígenas.
EM SEU DEVIDO LUGAR!
 O mandatário Lula, ao contrário dos governantes “doutores”, jamais reprimiu qualquer classe trabalhadora, movimento social ou sindical, recebeu no Palácio do Planalto os catadores de lixo, respeitou a Constituição e as regras do jogo democrático. E mesmo assim foi acusado por uma mídia mentirosa e corrupta até de ditador e censor. Absurdo incomensurável e má-fé na veia da imprensa comercial e privada (privada nos dois sentidos, tá?), de alguns juízes do STF nomeados por ele e do procurador geral Roberto Gurgel, o prevaricador da República do Cachoeira, do Demóstenes Torres e dos empregados da Veja e da Época, Policarpo Jr. e Eumano Silva. O procurador midiático, de direita e aliado daVeja, autora de reporcagens fascistas. A minha desconfiança me leva a pensar que quem está por trás das matérias em offde tal pasquim é o tal procurador, que para mim e para o senador Fernando Collor deveria sofrer um impeachment por parte do Senado. Nada mais emblemático e sintomático do que o Collor questioná-lo duramente, por ter renunciado a Presidência e por isso ter também conhecimento o suficiente quando afirma que Gurgel prevaricou e “protege os bandidos da Veja”.
São essas coisas que acontecem ainda no Brasil. Bem feito! Quem manda não criar o marco regulatório para as mídias. Quem manda não existir lei específica com o objetivo de garantir o direito de resposta de forma rápida e com espaço igual à vítima de acusações levianas e mentirosas. Os contrários afirmam que já existe a lei penal etc. e tal. Mas não adianta, porque os juízes tendem dar causa ganha ao agressor, à máquina midiática. Tem de ter lei específica e que acelere a punição ao caluniador e difamador e assegure o direito de defesa de quem foi injustiçado. O que esses barões de imprensa fazem  com o Lula é hediondo. É a covardia que remonta o que eles fizeram, através das décadas, com o Getúlio, com o Jango e com o Brizola. A direita conhece os trabalhistas de longe, bem como sabe quem é o líder político carismático e o “dono” dos votos. Lula é mais do que a Dilma e o Haddad. Foi ele que os elegeu. A direita política e empresarial não reconhece a realidade ao tempo que sim, pois, do contrário, não se incomodariam e não perseguiriam tanto o operário, fundador da CUT e do PT, além de algoz dos conservadores. A Veja e seus coirmãos tem seu lugar na história: a lixeira. É isso aí.

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O alvo agora é Lula na guerra sem fim

03.11.2012
Do blog O TERROR DO NORDESTE, 02.11.12

lula ok O alvo agora é Lula na guerra sem fim
Pouco antes do segundo turno do segundo turno das eleições presidenciais de 2006, o sujeito viu a manchete do jornal na banca e não se conformou.
 
 
"Esse aí, só matando!", disse ao dono da banca, apontando o resultado da última pesquisa Datafolha que apontava a reeleição de Lula.
 
 
Passados seis anos desta cena nos Jardins, tradicional reduto tucano na capital paulista, o ódio de uma parcela da sociedade _ cada vez menor, é verdade _ contra Lula e tudo o que ele representa só fez aumentar.
 
 
Nem se trata mais de questão ideológica ou de simples preconceito de classe. Ao perder o poder em 2002, e não conseguir mais resgatá-lo nas sucessivas eleições seguintes, os antigos donos da opinião pública e dos destinos do país parecem já não acreditar mais na redenção pelas urnas.
 
 
Montados nos canhões do Instituto Millenium, os artilheiros do esquadrão Globo-Veja-Estadão miraram no julgamento do chamado mensalão, na esperança de "acabar com esta raça", como queria, já em 2005, o grande estadista nativo Jorge Bornhausen, que sumiu de cena, mas deixou alguns seguidores fanáticos para consumar a vingança.
 
 
A batalha final se daria no domingo passado, como consequência da "blitzkrieg" desfechada nos últimos três meses, que levou à condenação pelo STF de José Dirceu e José Genóino, duas lideranças históricas do PT.
 
 
Faltou combinar com os eleitores e o resultado acabou sendo o oposto do planejado: o PT de Lula e seus aliados saíram das urnas como os grandes vencedores em mais de 80% dos municípios brasileiros. E as oposições continuaram definhando.
 
 
Ato contínuo, os derrotados de domingo passado esqueceram-se de Dirceu e Genoíno, e mudaram o alvo diretamente para Lula, o inimigo principal a ser abatido, como queriam aquele personagem da banca de jornal e o antigo líder dos demo-tucanos.
 
 
Não passa um dia sem que qualquer declaração de qualquer cidadão contra Lula vá para a capa de jornal ou de revista, na tentativa de desconstruir o legado deixado por seu governo, ao final aprovado por mais de 80% da população _ o mesmo contingente de eleitores que votou agora nos candidatos dos partidos por ele apoiados.
 
 
Enganei-me ao prever que teríamos alguns dias de trégua neste feriadão. Esta é uma guerra sem fim.
 
Quanto mais perdem, mais furiosos ficam, inconformados com a realidade que não se dobra mais aos seus canhões midiáticos movidos a intolerância e manipulação dos fatos.
 
 
O país em que eles mandavam não existe mais.
 
 
Balaio do Kotscho

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Valério tem medo de virar Abel Pereira. Segredos de 1999 a 2002 ainda são caixa-preta

03.11.2012
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 02.11.12

Jornalão especula, mas segredos de Valério que sobraram
são sobre tucanos, sobretudo entre 1999 e 2002

Deu no Estadão:
Empresário condenado como o operador do mensalão, Marcos Valério Fernandes de Souza prestou depoimento ao Ministério Público Federal no fim de setembro. Espontaneamente, marcou uma audiência com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Fez relatos novos e afirmou que, se for incluído no programa de proteção à testemunha - o que o livraria da cadeia -, poderá dar mais detalhes das acusações.
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Dias depois do novo depoimento, Valério formalizou o pedido para sua inclusão no programa de testemunhas enviando um fax ao Supremo Tribunal Federal. O depoimento é mantido sob sigilo. Segundoinvestigadores, há menção ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao ex-ministro Antonio Palocci e a outras remessas de recursos para o exterior além da julgada pelo Supremo no mensalão - o tribunal analisou o caso do dinheiro enviado a Duda Mendonça em Miami e acabou absolvendo o publicitário.
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Ainda no recente depoimento à Procuradoria, Valério disse já ter sido ameaçado de morte e falou sobre um assunto com o qual parecia não ter intimidade: o assassinato em 2002 do então prefeito de Santo André, Celso Daniel.
Mais abaixo falo da real necessidade de proteção à Valério. Mas antes não há como deixar de falar sobre o jornalão. Ninguém merece esse tipo de jornalismo!

O que o jornalão quis dizer com "segundo INVESTIGADORES", se está noticiando um depoimento sigiloso ao Procurador-Geral? Por acaso o jornalão está dizendo que o gabinete do Procurador-Geral está grampeado por investigadores?

É claro que a "fonte" do jornal vem da parte da defesa do próprio Marcos Valério, querendo usar o jornalão como garoto de recados para criar confusão e pressionar menos os petistas (que já foram devassados e até condenados sem provas) do que o alto tucanato (que sequer foi denunciado).

Logo abaixo, o jornalão se trai e entrega o jogo, sob o subtítulo "RESSALVAS". Depois de dizer que desde o início da investigação Valério vem blefando como um jogador, oferecendo informações que não levam a lugar nenhum, o Estadão dá o recado que o advogado quer para beneficiar Valério no Programa de Proteção a Testemunhas:

O advogado de Valério não quis comentar o assunto num primeiro momento. Depois, disse: "Se essa matéria for publicada e o meu cliente for assassinado terei que dizer que ele foi assassinado por causa dessa matéria. Não tenho outra opção".
Hoje no Brasil, todo mundo sabe que se quiser plantar nota em jornal, basta mencionar o nome do presidente Lula associado a qualquer coisa negativa, ou nome de Palocci (antes era Dirceu), ou o assassinato de Celso Daniel (que virou de 1001 utilidades aos propósitos oposicionistas). Funciona tão bem para plantar notas em jornais como jogar açúcar para atrair formigas.

Se a defesa de Valério citasse o nome de FHC, Aécio Neves, Geraldo Alckmin, Marconi Perillo, José Serra ou a morte do empresário Abel Pereira (ligado aos tucanos de Piracicaba no caso sanguessuga) nada seria publicado, sem uma "rigorosa apuração jornalística" (que jamais seria feita), conforme comprova a forma como como o livro "A Privataria Tucana" foi abafado na velha imprensa.

Mas o bom jornalismo não é o que publica apenas o que a fonte diz em interesse próprio. É o que sabe extrair as pistas do contexto em que são ditas e corre atrás delas.

Segundo o jornalão os "investigadores" falam que Valério disse saber de outras remessas para o exterior, por exemplo. Não chega a ser novidade. Só o Estadão que ainda não leu o relatório do delegado Zampronha, da PF divulgado pela revista Carta Capital. Nele consta movimentações financeiras de empresa de Valério, supostamente com doleiro, rastreadas como recursos da Visanet no ano de 2001, no governo FHC.

É uma constatação de que o mensalão tucano não se resume à campanha de Eduardo Azeredo (PSDB/MG) em 1998. Ele continuou rolando até 2002.

Há uma caixa-preta a ser aberta entre 1999 e 2002, que ainda não há notícia de que foi investigada. 

Houve investigação e devassa em 1998 e de 2003 em diante, mas o período de 1999 a 2002 é um segredo ainda não revelado, e é esse período que poderia haver interesse em uma delação premiada. Outro interesse pode ser nos contratos com o governo de Minas durante a gestão de Aécio Neves (PSDB), a partir de 2003.

A princípio, Marcos Valério cumpriria pena em um presídio de Minas Gerais, administrado pelo governo tucano. E aí ele pode de fato correr risco de ser queimado como arquivo, para enterrar os segredos que ele guarda sobre o tucanato. Daí a necessidade de Valério necessitar de proteção.

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CHUMBO GROSSO CONTRA LULA

03.11.2012
Do blog NÁUFRAGO DA UTOPIA
Por Celso Lungaretti

Na análise que fiz sobre o 2º turno da eleição paulistana (veraqui), pensei em incluir um alerta ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recomendando que reforçasse sua segurança.

A vitória de Fernando Haddad, aposta temerária de Lula que deu certo, praticamente afastou qualquer possibilidade de não ser ele o candidato do PT à eleição presidencial de 2014, com enorme chance de conquistar o terceiro mandato.

Ora, há direitistas dispostos a tudo para quebrarem o círculo virtuoso do lulismo.

As analogias históricas não podem ser descartadas, pois as repetições das tragédias ocorrem amiúde --e nem sempre como farsas. 

Em 1945, as forças retrógradas pensaram que bastaria uma pequena ajuda estadunidense para se livrarem de Getúlio Vargas, a pretexto da supressão de uma ditadura semelhante às derrotadas nos campos de batalha da II Guerra Mundial. 

O objetivo imediato foi conseguido, com o pressionado Vargas abdicando do poder e de concorrer à eleição presidencial imediata. Contudo, ele apoiou o poste Eurico Gaspar Dutra, fazendo com que fosse eleito; depois, sucedeu-o pela via democrática.
Desde setembro a "veja" tudo faz para
que seja aceita a barganha a delação
Os reaças contra-atacaram com a articulação (capitaneada pela UDN) para forçar o seu impeachment, por corrupção, em 1954. 

Se tal cartada também tivesse falhado, qual seria o passo seguinte? Sabe-se lá. O certo é que quem vai tão longe, não volta atrás; joga cada vez mais pesado.

O lulismo já está no terceiro mandato presidencial e a conquista do quarto parece ser favas contadas. O escândalo do mensalão  não produziu o mesmo resultado do  mar de lama, assim como o Cansei! não conseguira bisar a Marcha da Família, com Deus, pela Liberdade.

Então, minha sensibilidade política, no próprio domingo da eleição, era de que alguma ação mais contundente seria tentada pela direita, já que nas urnas ficou bem difícil barrar Lula. Mas, como muita gente confunde  reflexão com  torcida, acabei deixando pra lá. Estou cansado de ser mal interpretado.

A notícia d'O Estado de S. Paulo, de que o condenado Marcos Valério Fernandes de Souza oferece-se para incriminar Lula em troca de uma vaguinha no programa federal de proteção à testemunha (o que o livraria do xilindró), mostra uma alternativa à  opção Kennedy, com a vantagem de não deixar para trás  perguntas que não querem calar.

Seria baterem de novo na tecla  mar de lama, só que agora com pata de elefante, envolvendo Lula inclusive na morte de um ex-prefeito de Santo André, o arquivo queimado Celso Daniel.

Vamos ver o que decidirão o procurador-geral da República e o Supremo Tribunal Federal. Pode-se depreender que a proposta indecente do traira tendia a não ser aceita, daí terem-na vazado para a imprensa, visando constranger Roberto Gurgel e o STF. Já há ministros do Supremo admitindo que Valério seja protegido. 

O certo é que Lula tem um caminho pedregoso pela frente, até a eleição de 2014. Se ainda usasse barbas, deveria botá-las de molho...

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Fonte:http://naufrago-da-utopia.blogspot.com.br/2012/11/chumbo-grosso-contra-lula.html