Pesquisar este blog

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

SHOPPING CENTER: Lojas Americanas será uma das âncoras do shopping RioMar

29.10.2012
Do BLOG DE JAMILDO
Postado por Jamildo Melo


(Foto: Fábio Jardelino/NE10)
O empresário João Carlos Paes Mendonça revelou, nesta segunda-feira, que o novo centro comercial será aberto com cerca de 75% das lojas inauguradas. Ele contou que, neste conjunto, há 17 lojas que serão reservadas, para serem abertas no próximo ano, por parte de empresas de fora do Estado ou mesmo do país. Não revelou nomes de marcas.
João Carlos também comentou que a praça de alimentação vai operar abaixo da capacidade, inicialmente, porque o mercado ainda não suporta todo o projeto. “Há empresariais em construção e o polo jurídico ainda em construção”, lembrou. “Em Salvador, é uma ilha. Temos empresariais por todos os lados”, comparou, lembrando que já investiu levando em conta esta contingência.
Americanas

Nos dias 29 e 30 de outubro, a Lojas Americanas expande sua atuação em Pernambuco com a abertura de duas novas lojas. Na segunda-feira, a rede abre sua primeira loja na cidade de Timbaúba, com cerca de 700 m². No dia seguinte, a Lojas Americanas abre ao público no RioMar Shopping, novo empreendimento que será inaugurado na mesma data em Recife, com cerca de dois mil m². As duas lojas terão, aproximadamente, 60 mil itens de diversas categorias. 

Para a abertura, as duas lojas terão promoções especiais em produtos dos segmentos de Celulares, Eletroeletrônicos, Informática, Bombonière, Higiene Pessoal, Fraldas, Utilidades Domésticas, Cama, Mesa e Banho e Brinquedos. Com estas inaugurações, a Lojas Americanas soma 29 lojas somente no Estado de Pernambuco. 

A rede já contabiliza 51 inaugurações apenas em 2012. Atualmente, a Lojas Americanas conta com 700 lojas em todo o país, em 25 Estados, mais o Distrito Federal. Desde 2010, a rede chegou a 94 novas cidades brasileiras.


****

MÍDIA & IDEOLOGIA: Por que não responder ao jornalismo fascista

29.10.2012
Do portal OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, 23/10/12
Por Ronaldo Rosas Reis, na edição 717


No curso da longa greve dos professores das IFES em 2012 não foram poucas as assembleias pelo país em que muitos companheiros, revoltados com a “imprensa burguesa”, propuseram uma “chuva de cartas e mensagens para as redações a fim de responder aos seus ataques”. Hoje, face ao ataque nojento à memória do historiador marxista Eric Hobsbawm que Veja publicou recentemente, o assunto do momento entre os companheiros de esquerda é: responder ou não ao fascismo de Veja.
Penso que nos dois casos é uma bobagem, simplesmente porque ao fazerem isso estarão implorando legitimidade para si. Pergunte a um jornalista liberal sobre o seu maior sonho e ele lhe responderá: “Leitores, muitos leitores.” E ainda acrescentará esfuziante: “Meu mercado!” Pergunte a um jornalista fascista sobre o seu maior sonho e ele lhe responderá simplesmente: “Leitores de esquerda, todos eles.”
A matriz do pensamento da imprensa burguesa é liberal. O jornalismo, filho dileto dessa imprensa, nasceu liberal e, rapidamente, ao longo da sua curta história, ganhou muitos irmãos (de sangue) fascistas e alguns poucos (bastardos) intelectuais burgueses de esquerda.
Qualquer resposta é quimera
Numa já longínqua orelha do magistral História da Imprensa no Brasil, de Nelson Werneck Sodré (1966), Janio de Freitas – homem de bem que há décadas encara corajosamente as terríveis contradições da sua profissão, o jornalismo – escrevia assim:
“[...] à medida que vai penetrando na participação política, através do percurso histórico, Nelson Werneck Sodré vai implantando a consciência, tão pouco difundida, da necessidade de lutarmos [...] por uma imprensa que fale ao povo sem o trair, e que viva, não dele, mas para ele.”
Podemos admitir que o objetivo de Sodré – formar consciências do papel histórico da imprensa – e o objeto da luta de Freitas – uma imprensa justa – foram marcados por um idealismo (talvez) datado e impotente para mitigar a virulência das palavras recentes e reincidentes do jornalismo fascista a infestar as bancas de jornais. Porém, prefiro pensar que ambos deixam claro para a nossa reflexão que qualquer resposta ao jornalismo fascista num jornal liberal (que pode, a qualquer tempo, tornar-se fascista) é uma quimera. Uma incoerência que busca legitimidade e brilho na fascinação daquilo que combatemos. O próprio fascismo – diria a ensaísta norte-americana Susan Sontag.
***
*[Ronaldo Rosas Reis é professor da Faculdade de Educação, UFF]

****

Jesus é Deus?

29.10.2012
Do blog Y-JESUS PORTUGUÊS


Você já encontrou uma pessoa que é o centro das atenções onde quer que vá? Alguma característica misteriosa e indefinível o distingue de todas as outras pessoas. Pois foi isso que aconteceu dois mil anos atrás com Jesus Cristo. Porém não foi simplesmente a personalidade de Jesus que cativou aqueles que o ouviam. Aqueles que puderem ouvir suas palavras e observar sua vida nos dizem que existia algo em Jesus de Nazaré que era diferente de todas as outras pessoas
.
A única credencial de Jesus era ele mesmo. Ele nunca escreveu um livro, comandou um exército, ocupou um cargo político ou teve uma propriedade. Normalmente ele viajava se afastando somente alguns quilômetros do seu vilarejo, atraindo multidões impressionadas com suas palavras provocativas e seus feitos impressionantes.

Ainda assim, a magnitude de Jesus era óbvia para todos aqueles que o viram e ouviram. E enquanto a maioria das grandes personalidades históricas desaparece nos livros, Jesus ainda é o foco de milhares de livros e controvérsias sem paralelos na mídia. Grande parte dessas controvérsias envolvem as afirmações radicais que Jesus fez sobre si mesmo, afirmações que espantaram tanto seus seguidores quanto seus adversários.

Foram principalmente as afirmações únicas de Jesus que fizeram com que ele fosse considerado uma ameaça pelas autoridades romanas e pela hierarquia judaica. Embora fosse um estranho sem credenciais ou força política, em apenas três anos Jesus foi capaz de mudar a história dos mais de 20 séculos seguintes. Outros líderes morais e religiosos influenciaram a história, mas não como o filho de um carpinteiro desconhecido de Nazaré.

Qual era a diferença de Jesus Cristo? Ele era apenas um homem de grande valor ou era algo mais?

Essas perguntas nos levam ao cerne do que Jesus realmente era. Alguns acreditam que ele era simplesmente um grande professor de moral, já outros pensam que ele foi simplesmente o líder da maior religião do mundo. Porém muitos acreditam em algo muito maior. Os cristãos acreditam que Deus nos visitou em forma humana, e acreditam que há evidências que provam isso.

Após analisar com cuidado a vida e as palavras de Jesus, C.S. Lewis, antigo cético e professor de Cambridge, chegou a uma espantosa conclusão, que alterou o rumo de sua vida. Então quem é Jesus de verdade? Muitos dirão que Jesus foi um grande professor de moral. Ao analisarmos mais cuidadosamente a história do homem que causa mais controvérsias em todo o mundo, primeiramente devemos perguntar: será que Jesus foi simplesmente um grande professor de moral?


Mesmo os membros de outras religiões acreditam que Jesus foi um grande professor de moral. O líder indiano Mahatma Gandhi falava muito bem sobre a integridade e as palavras sábias de Jesus.[1]

Da mesma forma, o estudioso judeu Joseph Klausner escreveu, “Admite-se mundialmente… 

que Cristo ensinou a ética mais pura e sublime… que joga nas sombras os preceitos e as máximas morais dos mais sábios homens da antiguidade.”[2]

O Sermão do Monte de Jesus foi considerado o maior de todos os ensinamentos sobre ética humana já feito por uma pessoa. De fato, muito do que conhecemos atualmente como “direitos iguais” é resultado dos ensinamentos de Jesus. O historicista Will Durant, que não é cristão, disse a respeito de Jesus: “Ele viveu e lutou persistentemente por ‘direitos iguais’, e nos tempos modernos teria sido mandado para a Sibéria. ‘O maior dentre vós será vosso servo’ é a inversão de toda a sabedoria política, de toda a sanidade.”[3]

Muitos, como Gandhi, tentaram separar os ensinamentos de Jesus sobre ética de suas afirmações a respeito de si mesmo, acreditando que ele era simplesmente um grande homem que ensinava grandes princípios morais. Essa foi a abordagem de um dos Pais Fundadores dos Estados Unidos, o presidente Thomas Jefferson, que editou uma cópia do Novo Testamento retirando as partes que considerava que se referiam à divindade de Jesus e deixando as partes a respeito do ensinamento morais e éticos.[4]Jefferson carregava consigo essa versão editada do Novo Testamento, reverenciando Jesus como o maior professor de moral de todos os tempos.

De fato, as memoráveis palavras de Jefferson na Declaração de Independência tiveram como base os ensinamentos de Jesus de que toda pessoa é de imensa e igual importância perante Deus, independente de sexo, raça ou status social. O famoso documento diz: “Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais, dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis…”.

Mas Jefferson não respondeu uma pergunta: Se Jesus afirmou incorretamente ser Deus, ele não poderia ter sido um bom professor de moral. No entanto, Jesus de fato afirmou sua divindade? Antes de observarmos o que Jesus afirmou, precisamos analisar a possibilidade de ele ter sido simplesmente um grande líder religioso.


Surpreendentemente, Jesus jamais afirmou ser um líder religioso. Ele nunca se envolveu com políticas religiosas ou promoveu agressivamente suas causas, além de atuar quase sempre fora de locais religiosos.

Ao comparar Jesus com outros grandes líderes religiosos, uma notável distinção aparece. Ravi Zacharias, que cresceu na cultura hindu, estudou religiões do mundo todo e notou uma diferença fundamental entre Jesus Cristo e os criadores de outras grandes religiões.

“Em todos esses, existe uma instrução, um modo de viver. Não é Zaratustra quem você consulta, é Zaratustra quem você escuta. Não é Buda que o liberta, são as Nobres Verdades que o instruem. Não é Maomé que o transforma, é a beleza do Corão que o lisonjeia. No entanto, Jesus são somente ensinou ou expôs sua mensagem. Ele era a sua própria mensagem”.[5]

A verdade na afirmação de Zacharias é ressaltada pelas diversas vezes nos Evangelhos em que os ensinamentos de Jesus foram simplesmente “Venha a mim”, “Siga-me” ou “Obedeça-me”. Além disso, Jesus deixou claro que sua principal missão era perdoar os pecados, algo que somente Deus poderia fazer.

Em As maiores religiões do mundo, Huston Smith apontou: “Somente duas pessoas surpreenderam tanto seus contemporâneos a ponto de provocarem a pergunta ‘O que é ele?’ em vez de ‘Quem é ele?’. Essas duas pessoas foram Jesus e Buda. As respostas de Jesus e Buda para essa pergunta foram exatamente opostas. Buda disse claramente que ele era um simples mortal, e não um deus, quase que como se estivesse prevendo futuras tentativas de adoração. Jesus, por outro lado, afirmou… ser divino.”[6]

E isso nos leva à questão do que Jesus realmente afirmou sobre si mesmo: Jesus afirmou ser divino?


Então o que convence muitos estudiosos de que Jesus afirmou ser Deus? O autor John Piper explica que Jesus reivindicou poderes que pertenciam exclusivamente a Deus.
“… os amigos e inimigos de Jesus ficavam espantados constantemente com suas palavras e ações. Ao andar pelas estradas, aparentando ser uma pessoa qualquer, ele virava e dizia coisas como “Antes de Abraão nascer, Eu Sou” ou “Quem me vê, vê o Pai”. Ou, com muita calma, depois de ser acusado de blasfêmia, ele dizia: ‘O Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados’. Para os mortos ele simplesmente dizia ‘Apareçam’ ou ‘Ergam-se’. E eles obedeciam. Para as tempestades ele dizia ‘Acalmem-se’. E para um pedaço de pão ele dizia ‘Transforme-se em mil refeições’. E tudo acontecia imediatamente”.[7]

Mas o que Jesus realmente queria dizer com tais afirmações? É possível que Jesus tenha sido meramente um profeta como Moisés, Elias ou Daniel? Mesmo uma leitura superficial dos Evangelhos nos mostra que Jesus afirmou ser mais do que um profeta. Nenhum outro profeta fez afirmações desse tipo

Alguns dizem que Jesus jamais disse explicitamente “Eu sou Deus”. É verdade que ele jamais disse exatamente as palavras “Eu sou Deus”. No entanto, Jesus também nunca disse explicitamente “Eu sou um homem” ou “Eu sou um profeta”. Ainda assim, Jesus foi sem dúvida humano, e seus seguidores o consideravam um profeta como Moisés ou Elias. Assim, não podemos rejeitar o fato de que Jesus era uma divindade somente pelo fato dele não ter dito exatamente essas palavras, assim como não podemos dizer que ele não era um profeta.

De fato, as afirmações de Jesus sobre si mesmo contradizem a noção de que ele era simplesmente um grande homem ou um profeta. Em mais de uma ocasião, Jesus chamou a si mesmo de Filho de Deus. Quando questionado se acreditava na possibilidade de Jesus ter sido o Filho de Deus, o vocalista da banda U2, Bono, respondeu:

“Não, não é improvável para mim. Veja bem, a resposta secular para a história de Cristo é sempre esta: ele era um grande profeta, claramente uma pessoa muito interessante e com muitas coisas a dizer, assim como outros grandes profetas como Elias, Maomé, Buda ou Confúcio. Porém na verdade Cristo não deixava você fazer isso. Ele não o isentava das responsabilidades. Cristo dizia: ‘Não, não estou dizendo que sou um professor, não me chame de professor. Não estou dizendo que sou um profeta. … Estou dizendo que sou a encarnação de Deus’. E as pessoas dizem: Não, não, por favor, seja apenas um profeta. Um profeta nós podemos aceitar.”[8]
Antes de analisarmos as afirmações de Jesus, é importante entendermos que essas afirmações foram feitas no contexto da crença judaica em um único Deus (monoteísmo). Nenhum Judeu fiel acreditaria em mais de um único Deus. E Jesus acreditava no Deus único, orando para seu Pai como “o único Deus verdadeiro”.[9]

Mas na mesma oração, Jesus falou sobre ter sempre existido com seu Pai. E quando Filipe pediu a Jesus para que ele lhe mostrasse o Pai, Jesus disse: “Você não me conhece, Filipe, mesmo depois de eu ter estado com vocês durante tanto tempo? Quem me vê, vê o Pai.”[10] Assim a pergunta é: “Jesus afirmava ser o Deus hebraico que criou o universo?


Jesus afirmou ser o Deus de Abraão e Moisés?


Jesus continuamente fazia referência a si mesmo de formas que confundiam seus ouvintes. 

Como aponta Piper, Jesus fez uma afirmação audaciosa, “Antes de Abraão nascer, EU SOU.”[11] Ele falou a Marta e a outros ao seu redor: “EU SOU a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá.”[12] Da mesma forma, Jesus fazia afirmações como, “EU SOU a luz do mundo”[13], “EU SOU o único caminho para Deus”[14] ou “EU SOU a ‘verdade’[15]. Essas e muitas outras de suas afirmações começavam coma as palavras sagradas para Deus, “EU SOU” (ego eimi).[16] O que Jesus quis dizer com tais afirmações e qual é a importância do termo “EU SOU”?

Mais uma vez, precisamos voltar ao contexto. Nas Escrituras Hebraicas, quando Moisés perguntou a Deus Seu nome na sarça ardente, Deus respondeu: “EU SOU”. Ele estava revelando a Moisés que Ele era o único Deus atemporal e que sempre existiu. Incrivelmente, Jesus estava usando essas palavras sagradas para descrever a si mesmo. 

A questão é: “Por que”?

Desde os tempos de Moisés, nenhum praticante do judaísmo jamais se referiria a si mesmo ou a qualquer outra pessoa usando “EU SOU”. Com resultado, as afirmações de “EU SOU” de Jesus enfurecerem os líderes judaicos. Certa vez, por exemplo, alguns líderes explicaram a Jesus por que estavam tentando matá-lo: “Porque você é um simples homem e se apresenta como Deus”.[17]

O uso do nome de Deus por parte de Jesus deixou os líderes religiosos muito enfurecidos. A questão é que esses estudiosos do Antigo Testamento sabiam exatamente o que ele estava dizendo: ele afirmava ser Deus, o Criador do universo. Somente essa afirmação poderia ter resultado na acusação de blasfêmia. Ao ler o texto, é claro entender que Jesus afirmava ser Deus, não simplesmente por suas palavras, mas também pelas reações a essas palavras.

C.S. Lewis inicialmente considerava Jesus um mito. Porém esse gênio da literatura, que conheci os mitos muito bem, chegou à conclusão de que Jesus tinha de ter sido uma pessoa real. Além disso, conforme Lewis investigava as evidências sobre Jesus, ele se convenceu que Jesus não somente era real, mas também era diferente de qualquer outro homem da história. Lewis escreveu:

“E aí que vem o verdadeiro choque. Entre esses judeus, de repente surge um homem que começa a falar como se Ele fosse Deus. Ele diz perdoar os pecados. Ele diz que Ele sempre existiu. Ele diz que Ele está vindo para julgar o mundo no final dos tempos”.[18]
Para Lewis, as afirmações de Jesus eram simplesmente muito radicais e profundas para terem sido feitas por um simples professor ou líder religioso (Para obter informações mais detalhadas sobre as afirmações de Jesus a respeito de sua divindade, consulte “Jesus afirmou ser Deus?”). 


Que tipo de Deus?


Alguns dizem que Jesus afirmava ser apenas uma parte de Deus. Porém a ideia de que todos nós fazemos parte de Deus e de que dentro de nós está a semente da divindade simplesmente não é um sentido possível para as palavras e ações de Jesus. Tais pensamentos são revisionistas e não condizem com seus ensinamentos, suas crenças e com o entendimento de seus ensinamentos por parte de seus discípulos.

Jesus ensinou que ele era Deus do modo que os judeus entendiam Deus e que as Escrituras Hebraicas retratavam Deus, e não do modo que o movimento da Nova Era entendia Deus. Nem Jesus nem seu público conheciam Star Wars, então quando falavam de Deus, eles não estavam falando de forças cósmicas. Trata-se simplesmente de uma má história para redefinir o que Jesus queria dizer com o conceito de Deus.

Lewis explica:

Vamos esclarecer isso. Entre panteístas, como os indianos, qualquer pessoa poderia dizer que é parte de Deus, ou um com Deus… Porém este homem, por ser judeu, não poderia dizer que era esse tipo de Deus. Deus, em seu idioma, significava Estar fora do mundo, aquele que criou o mundo e era infinitamente diferente de qualquer outra coisa. Ao entender isso, você verá que o que esse homem disse, de forma muito simples, foi a coisa mais chocante jamais dita por um homem.[19]
Com certeza existem aqueles que aceitam Jesus como um grande professor, porém ainda recusam chamá-lo de Deus. Como deísta, sabemos que Thomas Jefferson não tinha problemas para aceitar os ensinamentos morais e éticos de Jesus e ao mesmo tempo rejeitar sua divindade.[20] Porém como já dito, se Jesus não era quem afirmava ser, então é preciso analisar outras possibilidades, nenhuma das quais faria dele um grande professor moral. 

Lewis disse: “Estou tentando impedir que qualquer um diga a coisa mais insensata, que as pessoas dizem frequentemente, sobre Ele: ‘Aceito Jesus como um grande professor moral, porém não aceito as afirmações de que ele era Deus’. É exatamente isso que não podemos dizer”.[21]

Em sua missão em busca da verdade, Lewis sabia que não era possível aceitar as duas identidades de Jesus. Ou Jesus era quem ele afirmava ser, a encarnação de Deus, ou suas afirmações eram falas. Se fossem falsas, Jesus não poderia ter sido um grande professor moral. Ele estaria mentindo de propósito ou teria sido um lunático com um complexo de Deus.





Jesus poderia estar mentindo?


Mesmos os maiores críticos de Jesus raramente o chamaram de mentiroso. Essa classificação não é compatível com os grandes ensinamentos sobre moral e ética de Jesus. Mas se Jesus não era quem afirmava ser, devemos pensar na possibilidade de que ele estava intencionalmente enganando a todos.

Uma das mais conhecidas e influentes obras políticas de todos os tempos foi escrita por Nicolau Maquiavel em 1532. Eu seu clássico, O príncipe, Maquiavel exalta o poder, o sucesso, a imagem e a eficiência acima da lealdade, da fé e da honestidade. De acordo com Maquiavel, não há problemas em mentir quando isso visa um fim político.

Poderia Jesus Cristo ter construído todo seu império com base em uma mentira simplesmente para obter poder, fama ou sucesso? De fato, os inimigos judeus de Jesus constantemente tentavam o expor como uma fraude ou um mentiroso. Eles o bombardeavam de perguntas, tentando fazer com que ele cometesse erros ou se contradissesse. Ainda assim, as respostas de Jesus eram de uma incrível consistência.

Assim, a questão que temos que fazer é: o que poderia motivar Jesus a tornar toda sua vida uma mentira? Ele ensinava que Deus não aceitava mentiras e hipocrisia, assim ele não poderia estar fazendo isso para agradar ao seu Pai. Ele certamente não mentiu em benefício de seus seguidores, uma vez todos, com exceção de um, foram martirizados em vez de renunciar seu Senhor (consulte “Os apóstolos acreditavam que Jesus era Deus?”  Assim, nos restam apenas duas possíveis explicações, ambas as quais são problemáticas.


*****

NO FIM, O PT LEVOU A MAIOR PARTE DO BOLO MUNICIPAL

29.10.2012
Do portal BRASIL247


****

DITADURA MILITAR BRASILEIRA: “Repare Bem" conta história de uma família perseguida pela ditadura brasileira


29.10.2012
Do portal  Revista Carta Maior, 25.10.12
Por Redação

Filme de Maria de Medeiros mergulha no período da ditadura militar brasileira focalizando a dramática história de uma família perseguida. Documentário, que participa da 36ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, resgata a trajetória da família de Denise Crispim, sua filha Eduarda Ditta Crispim Leite e seu ex-companheiro Eduardo Leite, o “Bacuri” (foto), torturado por 109 dias e assassinado pelos militares.





São Paulo - Como um convite à verdade e ao passado submerso de histórias pessoais atravessadas pelo regime ditatorial brasileiro nos anos 1970, o documentário “Repare Bem”, de Maria de Medeiros, chega às telas de cinema dentro da 36ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. O filme estreou terça (23), no Espaço Itaú de Cinema Frei Caneca, seguindo para a sala 1 da Livraria Cultura na quarta (24), para a Sala BNDES da Cinemateca no sábado (27) e, por último, para o Cinesesc na segunda (29).

O filme, de noventa e cinco minutos, foi gravado no Brasil, Itália e Holanda, entre janeiro e outubro de 2011, resgatando a trajetória da família de Denise Crispim, sua filha Eduarda Ditta Crispim Leite e seu ex-companheiro Eduardo Leite, o “Bacuri”, torturado por 109 dias e assassinado pelos militares. Os relatos e personagens da trama desvelam os aspectos mais cruéis desse período da história brasileira, em um documentário que contribui para os crescentes debates sobre o resgate da memória no Brasil e a reparação das famílias brutalizadas pelo Estado.

Realizado pelo Instituto Via BR com recursos da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça do Brasil, o documentário também expõe a atuação dessa Comissão, seus desafios e prioridades no processo de reparação das famílias das vítimas da ditadura.

“Repare Bem” integra o projeto “Marcas da Memória” da Comissão de Anistia, tem parceria da Cinemateca Brasileira e apoios da Fadepe-JF (Fundação de Apoio e Desenvolvimento do Ensino da Pesquisa e Extensão de Juiz de Fora), CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), Fitee (Federação Interestadual dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino), Sindicomerciários Caxias do Sul (Sindicato dos Empregados no Comércio de Caxias do Sul) e Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região.

Um mergulho profundo na história brasileira
Tratou-se de postar as câmaras diante de Denise Crispim e de sua filha, Eduarda Ditta Crispim Leite, e de receber com enorme emoção os seus extraordinários testemunhos. Foi em Roma e em Joure, no norte da Holanda, bem longe do Brasil. No entanto, as suas palavras, que falam de exílio e de memória, levam-nos a um mergulho profundo na história brasileira, dos anos 70 até a atualidade.

Denise Crispim já nasce clandestina em 1949. Seus pais, extremamente politizados, toda a vida lutaram por uma sociedade mais justa e são por isso perseguidos por sucessivas ditaduras. Aos 20 anos, Denise conhece o jovem guerrilheiro Eduardo Leite, “Bacuri”, famoso por sua valentia e audácia, e com ele entra em uma militância mais arriscada. Denise está grávida de seis meses quando cai nas mãos do aparelho repressivo. Seu irmão Joelson acaba de ser assassinado aos 22 anos pela polícia, sua mãe, Encarnación, está presa. 

Pouco antes do nascimento da pequena Eduarda num hospital militar, rodeada de policiais, Eduardo Leite, seu pai, é também preso, torturado barbaramente durante 109 dias e assassinado. Com a sua criança recém nascida nos braços, Denise consegue asilo político na embaixada chilena e de lá viaja para Santiago, onde reencontra seus pais, ambos exilados nesse momento. Porém, a família é de novo apanhada por um golpe de Estado militar, o de Augusto Pinochet. Cada um se refugia como pode em diversas embaixadas e Denise e Eduarda acabam por fugir para a Itália.

Denise, sobrepondo-se a muito sofrimento, reconstrói sua vida em Roma onde Eduarda cresce como uma jovem italiana. Hoje, ambas foram anistiadas pela Comissão de Anistia e Reparação no Brasil. Eduarda, mãe de duas meninas e residente na Holanda, recebe o valor simbólico desta “Reparação” como o dom de uma nova vida. O relato de suas histórias convida-nos a uma reflexão sobre os movimentos ideológicos e a luta pela justiça entre a “Velha Europa” e as Américas.

O trabalho de Maria de Medeiros

Cineasta, atriz e cantora, a portuguesa Maria de Medeiros, é reconhecida no cinema por estrelar clássicos como Pulp Fiction (1994), Henry & June (1990), por dirigir o premiado Capitães de Abril (2000) e outros quatro filmes. Já recebeu o Globo de Ouro nos Estados Unidos e a Coppa Volpi em Veneza, ambos como melhor atriz.

Interessada no tema dos direitos humanos e das resistências populares, teve Capitães de Abril indicado ao festival de Cannes, vencedor do Globo de Ouro (2001) e da Mostra Internacional de São Paulo (2000) como melhor filme. O longa retrata a Revolução dos Cravos em Portugal. Maria de Medeiros foi nomeada Artista da UNESCO para a Paz em 2008, sendo a primeira portuguesa a assumir este papel.

Serviço

Estréia do documentário “Repare Bem” de Maria de Medeiros 2012, 95 minutos (Brasil – França – Itália)

36ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

23 de outubro às 21h no Espaço Itaú de Cinema – frei Caneca Sala 124
24 de outubro às 17h40 na Livraria Cultura – Sala 1
27 de outubro às 19h50 na Cinemateca – Sala BNDES
29 de outubro às 14h no CINESESC
******

A internet e as eleições

29.10.2012
Do BLog DO MIRO
Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:


“Essa ainda não foi a eleição da Internet”. Essa foi a avaliação de uma pessoa que trabalhou na campanha do candidato do PT em São Paulo. Ela tinha um ponto, e muito bem defendido, sobre uma estratégia que se mostrou vitoriosa, de levar Haddad ao segundo turno partindo de pífios 3%. Com todo respeito, eu respondi que ela estava totalmente enganada. Totalmente. A internet nunca foi tão decisiva. Só aqui no Diário, os posts políticos geram conversa, discussão — e voto, em última análise. Desde o artigo O Atentado Contra Serra, de 2010, tem sido assim. Nós tivemos também uma experiência incrível com o relato sobre Celso Russomanno, cuja repercussão espantosa teve um forte impacto sobre sua candidatura. Mas isso é só aqui.

Há outros sinais eloquentes. O mais visível é o dinheiro que se gasta. Os dois maiores e mais ricos partidos do Brasil, PT e PSDB, nunca investiram tanto em sites, aplicativos etc. Muito desse material acabou não indo ao ar por causa do encaminhamento da campanha.

No desespero, a equipe de Serra partiu para o chute na canela e o dedo no olho. A empresa Soda Virtual, sediada em João Pessoa (PB), recebeu 531 mil reais para a “criação e inclusão de páginas na internet”, segundo o registro no TRE. Uma das barbaridades que perpetraram foi um blog chamado “Propostas Haddad 13”, com o mesmo padrão gráfico e logotipos da campanha petista. Ali estava dito que Haddad aumentaria a alíquota do IPTU, construiria 50 escolas de lata e recriaria a taxa do asfalto.

A Soda também criou uma “rede social” (www.souserra.com.br, fora do ar) e um game no Facebook, “Missão Impossível – Encontre uma Obra de Haddad em São Paulo”, suspenso por ordem da Justiça Eleitoral. O dono da Soda, Huayna Batista Tejo, sumiu desde que a situação se complicou. Em sua página no Facebook, Huayna (para quem se interessa, o nome significa “jovem” no dialeto inca) deixou um recado: “Factoides são criados sempre nessa politica do nosso país e a corda arrebenta sempre pro lado mais fraco… Cabe à justiça investigar os reais responsáveis e indenizar quem não tem culpa no cartório. O maior interessado em esclarecer tudo o que foi publicado sou eu”. Um amigo dele replicou: “Bom mesmo é ficar longe desses fdp!”

O efeito foi colateral: quem ainda tinha alguma dúvida sobre até onde Serra iria deixou de ter.

Nos Estados Unidos, um vídeo postado no YouTube está levantando um debate acalorado. A escritora e atriz Lena Dunham gravou depoimento declarando seu voto em Barack Obama e conclamando as jovens a fazer o mesmo — Obama e Mitt Romney disputam palmo a palmo essa fatia do eleitorado. Lena é autora de um seriado da HBO chamado Girls, espécie de versão mais esperta, pós adolescente e sem peruagem de Sex And The City, com diálogos ocasionalmente brilhantes. Ela sugere que a primeira vez das garotas seja com “um grande cara”, ou seja, Obama. Está se referindo ao primeiro voto, mas é óbvio que há uma conotação sexual.

Ela é simpática, gordinha, falante, inteligente. O vídeo bombou. E os conservadores voaram para cima das dobrinhas de seu pescoço. A revista National Review classificou a declaração de Lena como “totalmente apropriada para o governo que pensa que tudo com que as mulheres se importam é controle de natalidade e aborto”. A colunista de direita Ann Coulter, excelente frasista, bateu mais pesado: “Essa é a perfeita representação dois dois grupos que deveriam ser impedidos de votar: jovens e mulheres”.

O sucesso ou o fracasso do vídeo no YouTube de Lena Dunham podem ter um efeito nas eleições para presidente?

SIM.

Agora, seria engraçado imaginar esse vídeo feito pela coordenação do Serra. Quer dizer, melhor nem pensar nisso.

******

A vitória do PT, do Lula e do povo; a derrota da imprensa, do STF, da PGR e do PSDB

29.10.2012
Do Blog Palavra Livre, 28.10.12
Por Davis Sena Filho 



O deputado federal, Paulo Teixeira (PT/SP), deu dois importantes recados, hoje, durante café da manhã, no Hotel Intercontinental, em São Paulo, do qual participaram o principal líder do PT, o ex-presidente Lula, e o candidato favorito à prefeitura paulista, Fernando Haddad. Teixeira afirmou à imprensa que “Esperamos agora que o STF tenha isonomia no julgamento do mensalão mineiro (tucano)”. E completou: “A Comissão vai encerrar seus trabalhos identificando toda a quadrilha de Carlos Cachoeira”. “Toda” — enfatizou.
O deputado é membro da CPMI do Cachoeira cujo nome mais adequado deveria ser CPMI do Cachoeira-Veja-Época (Globo), porque profissionais de jornalismo dessas duas empresas de oposição sistemática aos governos trabalhistas participaram de tentativas e concretizações de ações golpistas que derrubaram ministros sem a culpabilidade comprovada e boicotaram programas governamentais, a exemplo do Bolsa Família, do ProUni e do Enem, bem como tentaram paralisar, por intermédio de reportagens mentirosas e manipuladas, projetos da envergadura da transposição do Rio São Francisco e da construção da hidrelétrica de Belo Monte, além de, também, quase darem um golpe de estado no governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz.
Os recados, mais do que bem dados, são justos e realistas, porque refletem e resumem, de forma cirúrgica, os acontecimentos políticos, jurídicos e jornalísticos dos últimos meses deste ano. Os ataques ao PT, ao presidente Lula e o superdimensionamento da Ação Penal nº 470 apelidada de “mensalão”, que, apesar dos arroubos midiáticos de tom oposicionista de alguns juízes do Supremo e do procurador Gurgel, da PGR, ainda está por se provar que existiu como mesada, mensal e sistemática, paga a parlamentares para votarem favoravelmente em matérias de interesse do Palácio do Planalto, sendo que o Governo de Lula tinha larga maioria na Câmara, e, portanto, não necessitaria cometer malfeitos para poder governar.
Tribunal midiático, conservador, onde juiz como Marco Aurélio considerou a ditadura mal necessário.
   A verdade é que o tão propalado “mensalão” foi, na verdade, usado, em 2005, como catapulta para um golpe “branco” de estado, e, consequentemente, criar uma atmosfera golpista junto à opinião pública brasileira (leia-se parcela da classe média conservadora e consumidora de notícias do PIG) e para manter esse estado de coisas montaram um canhão de achincalhe, de linchamento moral e de julgamento sumário contra as autoridades do governo e principalmente manter nas manchetes, durante sete anos ininterruptos dois dos políticos mais preparados, experientes e históricos da esquerda brasileira, o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, e o ex-deputado, José Genoíno, militantes dos tempos da luta armada, além de terem sido um dos principais negociadores junto à oligarquia brasileira no que tange à Constituinte nos anos 1987 e 1988, que redundou na elaboração e na publicação da Constituição, uma das mais avançadas e progressistas do mundo.
Percebe-se, contudo, que a imprensa de negócios privados e que veicula e publica o verdadeiro jornalismo de esgoto, além de golpista tenta, de todas as formas e maneiras, pautar a vida nacional, bem com influenciar no que concerne aos ditames das leis. Juízes socialmente e politicamente conservadores, autênticos representantes de uma oligarquia herdeira do sistema econômico da escravidão, esmeram-se a rasgar o Direito Penal e o Direito Constitucional e puniram cidadãos sem se preocuparem com suas relevâncias históricas e muito menos, o que é terrível para o estado democrático de direito, com suas culpabilidades, pois que foram julgados por indícios e acusações “tênues”, como afirmou o direitista e opositor aos governantes trabalhistas, o procurador geral Roberto Gurgel, que tem a mania de ficar de olho no gato e no peixe; de olho no padre e na missa, porque é useiro e vezeiro em sentar em cima dos autos de processos, como os do bicheiro Carlinhos Cachoeira, do senador cassado Demóstenes Torres e liberar e considerar inocente o deputado federal do PPS, Stepan Nercessian, que confessou ter recebido de tal bicheiro sócio e pauteiro chefe da Vejaa bagatela de R$ 175 mil para poder comprar um apartamento.

Assim são as coisas. Só que “Vento que venta lá venta cá também” e “Pau que bate em Chico bate também em Francisco”, e o Francisco que perdeu mais uma guerra tem o sobrenome Mesquita Neto, um paulista que se considera “quatrocentão” cujos ancestrais fundaram o jornal mais direitista do País  — “O Estado de São Paulo”, mais conhecido como “Estadão”. Os Mesquita, bem como as outras famílias do baronato midiático, têm vocação para a derrota quando se trata de política e guerras. Perderam para Getúlio Vargas em 1930, retaliaram com a Revolução ‘Cartola’ Constitucionalista de 1932 e foram novamente subjugados pelo líder revolucionário e trabalhista gaúcho. Apoiaram o Levante Integralista (fascista) de 1938, de Plínio Salgado, que tentou tomar o Palácio do Catete, sede do governo central, mas foram inapelavelmente derrotados.
Entretanto, a obsessão pelo poder, o ódio de classe e o inconformismo por Getúlio Vargas fazer um governo de inclusão social e de perfil nacionalista, levou os generais, com o apoio das oligarquias rurais e urbanas, dentre elas os barões da imprensa, a efetivarem novo golpe, que afastou o estadista do poder e, por conseguinte, ir para o “exílio” em fazenda de sua propriedade em São Borja, no Rio Grande do Sul. Getúlio foi destituído e afastado do processo eleitoral. Só que ele já tinha fundado o PTB, partido popular e vinculado aos trabalhadores e seus sindicatos; e o PSD, agremiação getulista integrada por políticos oligarcas de perfil nacionalista, legalista, sendo que muitos deles no passado foram interventores estaduais nomeados após a vitoriosa Revolução de 1930.
O PSD e o PTB se uniram e derrotaram mais uma vez a direita brasileira de perfil liberal em termos econômicos e conservador em âmbito social e político, porta-voz dos interesses de uma elite entreguista, associada a interesses alienígenas e representantes de interesses colonialistas dos países europeus hegemônicos (Inglaterra e França), e, evidentemente, dos EUA, que, posteriormente, financiaram, acobertaram e ofereceram logística para o golpe militar de 1964, por intermédio de sua embaixada no Brasil. A direita colonizada brasileira se encastelava na UDN, e seu candidato era o brigadeiro Eduardo Gomes, homem com trânsito entre os militares e políticos estadunidenses e pertencente à ala mais conservadora das Forças Armadas. Mesmo assim não deu para eles assumirem o poder tão desejado desde 1930, porque o ex-ministro da Guerra de Getúlio Vargas, o marechal Eurico Gaspar Dutra, venceu as eleições e assumiu a Presidência da República. Getúlio venceu. O trabalhismo venceu para o desgosto dos golpistas. Mais uma vez ficou comprovado que a direita não tem voto e, sim, poder econômico e o controle do sistema midiático privado, mas de concessão pública.
O resto da história de golpes e infâmias da burguesia que luta por um País para poucos todo mundo sabe. Em 1950, o trabalhista gaúcho assume o poder por intermédio do voto; em 1954, Getúlio dá um tiro no coração; em 1955, esses mesmos golpistas tentam impedir a ascensão de Juscelino Kubitschek ao poder; e, em 1960, novamente criam sérios problemas institucionais com o propósito de não permitir que o trabalhista João Goulart — o Jango — assumisse a Presidência da República após a renúncia de Jânio Quadros. Enfim, a direita brasileira, composta por latifundiários, banqueiros, clero, barões da indústria e da imprensa e militares generais associados à CIA e ao Departamento de Estado dos EUA assumem o poder da República de forma ilegal, anticonstitucional, alienígena, golpeiam um presidente eleito legitimamente e finalmente conquistam o poder, e consequentemente, estabelecer a ditadura mais longa e cruel de todos os tempos no Brasil e que durou longos 21 anos.
Os golpistas civis e militares cínicos e levianos, além de violentos, consideravam o Estado Novo uma ditadura. Assim procediam todos os dias por intermédio de manchetes e notícias na imprensa. Era a mesma gente que, posteriormente, apoiou, cooperou e foi cúmplice de perseguições, censuras, repressões, exílios, torturas e mortes para que pudessem levar a efeito o pensamento único e dessa forma se locupletar por meio de benefícios fiscais, empréstimos, tráfico de influência e o controle dos poderes constituídos. Inclusive o Judiciário. Este é o passado das nossas oligarquias. A tradição da intolerância racial, do ódio de classe, da exclusão social e da busca por um País VIP, ou seja, para o bel-prazer de poucos privilegiados pela vida.
De repente e não mais do que de repente, a partir do fim da década de 1970, surge o movimento operário organizado no ABCD paulista, bem como é fundado o Partido dos Trabalhadores, o PT, de ideologia socialista, com alas marxistas, e, sobretudo, trabalhista, a formar a maior frente do campo da esquerda na história do Brasil. O PT, o que governa, é trabalhista e demonstra esse fato e realidade diariamente, por meio do exercício do poder. O histórico e trabalhista PTB foi entregue aos verdugos da direita e sucumbiu nos idos de 1980 quando Ivete Vargas assumiu o controle do partido e o getulista Leonel Brizola somente teve como opção fundar o PDT para dar continuidade ao trabalhismo. Por sua vez, o PT assumiu a representação dos trabalhadores e da população mais pobre em geral, e hoje é o partido trabalhista mais poderoso do Brasil e quiçá da América Latina.
Gilmar usou o mensalão para acusar Lula e assim antecipou a campanha eleitoral na mídia, que atacou o PT , o líder petista, com o olho na campanha de Haddad para benefeciar o tucano Serra.
 Os barões da imprensa e a oligarquia brasileira, especialmente a paulista e a paulistana, foram derrotados. A maioria dos juízes do STF, a exemplo de Marco Aurélio de Mello, Celso de Mello, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, Cezar Peluso, Carmem Lúcia e Luiz Fux foram derrotados, porque transformaram o tribunal mais importante do Brasil em um tributo ao julgamento de exceção, com provas “tênues”, segundo o procurador geral Roberto Gurgel, que deveria responder a um processo de impeachment no Senado por prevaricar, por não dar continuidade às investigações da Polícia Federal quando se trata de malfeitos ou ilegalidades de pessoas ou grupos que ele considera aliados de  empresários e políticos adversários e até mesmo inimigos dos governos e dos governantes trabalhistas.
A maioria dos juízes do STF atacou o PT, seus integrantes, o presidente Lula e grande parcela do povo brasileiro eleitora do maior partido trabalhista do ocidente ao chamá-los de quadrilheiros, mafiosos e corruptos, além de outras pejorações não necessárias à democracia e à preservação das instituições. Todavia, existem, infelizmente, juízes midiáticos, pautados pela vontade de seis famílias que controlam as mídias, pois aliados que não conseguem ficar longe dos holofotes, a se comportarem como verdadeiras divas de capas pretas, repletas de vaidades, que fariam o ex-presidente FHC — o Neoliberal — se sentir o patinho feio da fábula.
Contudo, o maior derrotado foi o PSDB, especificamente o eterno candidato que nunca termina seus mandatos, o tucano José Serra. A imprensa perdeu e, no momento, calou-se, como se estivesse “constrangida”, “melancólica” ou “deprimida”, por fazer tanta propaganda do “mensalão” para ajudar seus candidatos e talvez levar o estadista Lula às barras dos tribunais — o presidente mais popular da história do Brasil, que saiu do poder com 83% de aprovação e que ensinou aos doutores e aos acadêmicos e aos militantes das mídias burguesas como se inclui as pessoas, como se administra a economia, como se conduz um governo, como se transforma um País devedor em credor, e, acima de tudo, como se ganha eleições de um aparato midiático privado poderoso, porta-voz das classes dominantes e ligado a partidos conservadores como o PSDB, o DEM e o PPS, sem esquecer o PV, que é um arremedo de si mesmo.

Procurador midiático e acusado de prevaricar. Pergunte ao Collor o que acha dele.
 O PT foi o partido que mais cresceu. Quase 20 milhões de brasileiros votaram no partido trabalhista nas eleições deste ano. O Partido dos Trabalhadores conquistou cerca de mil municípios, entre eles a megalópole de São Paulo. A imprensa burguesa perdeu. O PSDB perdeu. A PGR perdeu. O STF perdeu, mas, sobretudo, acreditaram, de forma ridícula e sem nexo, que o “mensalão”, o do PT (porque para essa gente cínica os mensalões do PSDB e do DEM nunca existiram, bem como a privataria tucana) fosse influenciar nas eleições. Ledo engano. Alvo errado.
A melhoria, visível, na vida do povo brasileiro foi tão grande, as transformações foram tão radicais, e para melhor, que o povo, o eleitor, descartou os emperdenidos, os insensatos e reacionários e votou naquelas pessoas que no poder optaram pela inclusão social e pela criação de oportunidades para todos os brasileiros, o que foi, indubitavelmente, inquestionavelmente, o caso do PT e dos governantes trabalhistas Lula e Dilma. A resumir: quem derrotou a direita política e empresarial foi o povo, que sempre soube, através da história, quem lhe deu e quem lhe tirou o direito de sonhar por dias melhores. É isso aí.

*****

Os mandatos de Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Lewandowski, Cármen Lúcia e Dias Toffoli têm que ser anulados

29.10.2012
Do blog ESQUERDOPATA
Por J. Carlos de Assis (*)



Já que decisão judicial é para ser cumprida (não obstante o direito dos condenados de continuar lutando para provar sua inocência), o PT terá de aceitá-la. Mas o partido ou outras entidades da sociedade, deveriam levar isso adiante, em nome de uma democracia limpa, à altura do Supremo. Como profundo ato de contrição pelos pecados que cometeu, deveria anular os mandatos de todos os ministros do Supremo nomeados durante o governo Lula. O artigo é de J. Carlos de Assis.

A Corte Suprema prestou imenso serviço à democracia brasileira: jamais na história de nossas eleições, como agora, um partido político ficou sujeito a um tamanho conjunto de injúrias, impropérios e vilipêndios proferidos pelas mais altas autoridades do Judiciário e replicadas ao massacre pela mídia, e inclusive na propaganda eleitoral paga pelo povo. Sem o massacre midiático-jurídico, o PT parecia beneficiar-se da condição hegemônica para enganar o povo. Com o massacre, o partido ficou nu, e assim mesmo a maioria do povo o escolheu.

O veredicto das urnas coincidiu com o que alguns de nós, na mídia alternativa, consideramos na avaliação desse rumoroso processo: havia insultos demais e provas de menos. Quer queiram ou não, o povo também entendeu assim. O que reconhecemos desde o início do processo é que o PT, assim como todos os partidos brasileiros, operam um caixa dois nas campanhas eleitorais. Se isso é um grave desvio, que todos paguem pelo passado e que se reorganize o processo eleitoral para que não volte a acontecer no futuro. Mas que não seja apenas um a pagar por todos.

O fato é que o veredicto político dessas eleições é que não houve provas suficientes para dizer que houve compra ou venda de votos; que tenha havido recursos públicos envolvidos nos pagamentos a parlamentares ou a serviços eleitorais, conforme demonstrou a revista “Retrato”; que os líderes do PT, principalmente Dirceu e Genoíno, tenham chefiado uma quadrilha para realizar crimes financeiros ou de corrupção ativa. Houve provavelmente lavagem de dinheiro, mas fora do campo governamental e parlamentar. Nada que possa justificar essas penas ridículas e descomunais anunciadas.

Entretanto, levemos ao extremo as consequências desse julgamento claramente partidário. Já há juízes de primeira instância considerando nula a reforma da Previdência porque o Supremo entendeu que houve compra de votos para aprová-la. Assim, todas as medidas adotadas a partir da reforma, e com base nela, seriam nulas. Alguns dos ministros, reiterando uma prática que se tornou frequente nesta Corte extraordinária, já se manifestaram insinuando determinadas posições. Com isso, a própria estabilidade das instituições republicanas estaria nas mãos de uns poucos ministros do Supremo.

Já que decisão judicial é para ser cumprida (não obstante o direito dos condenados de continuar lutando para provar sua inocência tanto dentro quanto fora do campo judiciário), o PT, como partido líder da aliança governante, terá de aceitá-la, ajeitando por conta as instituições. Mas o partido, ele próprio ou outras entidades da sociedade civil, deveriam levar isso adiante, em nome de uma democracia limpa, à altura do Supremo. Como profundo ato de contrição pelos pecados que cometeu, deveria promover a anulação dos mandatos de todos os ministros do Supremo nomeados durante o governo Lula. É que seriam também viciados pela corrupção os votos majoritários que os respaldaram.

Continuando nessa marcha, todas as sentenças proferidas pelo Supremo onde os votos de ministros nomeados por Lula tenham sido decisivos teriam também que ser anuladas por vício de origem. Inclusive os do processo do chamado mensalão. É claro que o país mergulharia no caos institucional, mas isso não pode ser levado em conta quando está em jogo a suprema vaidade da toga. No rescaldo disso tudo, a democracia brasileira dos ricos e dos poderosos sairia revigorada, e o homem que mudou o Brasil, segundo “Veja”, poderia acabar sendo o nosso primeiro presidente negro com o encargo da libertação dos brancos dessa escravatura que são governos voltados para a inclusão e o resgate dos pobres.

(*) Economista e professor de Economia Internacional da UEPB, autor, entre outros livros, do recém-lançado “A Razão de Deus”, pela editora Civilização Brasileira. Esta coluna sai também nos sites Brasilianas e Rumos do Brasil, e, às terças, no jornal carioca “Monitor Mercantil”.

****