domingo, 28 de outubro de 2012

A retórica do ódio na mídia

28.10.2012
Do BLOG DO MIRO, 27.10.12


Por Jaime Amparo Alves, no jornalBrasil de Fato:

Os brasileiros no exterior que acompanham o noticiário brasileiro pela internet têm a impressão de que o país nunca esteve tão mal. Explodem os casos de corrupção, a crise ronda a economia, a inflação está de volta, e o país vive imerso no caos moral. Isso é o que querem nos fazer crer as redações jornalísticas do eixo Rio - São Paulo. Com seus gatekeepers escolhidos a dedo, Folha de S. Paulo, Estadão, Veja e O Globo investem pesadamente no caos com duas intenções: inviabilizar o governo da presidenta Dilma Rousseff e destruir a imagem pública do ex-presidente Lula da Silva. Até aí nada novo.

Tanto Lula quanto Dilma sabem que a mídia não lhes dará trégua, embora não tenham – nem terão – a coragem de uma Cristina Kirchner de levar a cabo uma nova legislação que democratize os meios de comunicação e redistribua as verbas para o setor. Pelo contrário, a Polícia Federal segue perseguindo as rádios comunitárias e os conglomerados de mídia Globo/Veja celebram os recordes de cotas de publicidade governamentais. O PT sofre da síndrome de Estocolmo (aquela na qual o sequestrado se apaixona pelo sequestrador) e o exemplo mais emblemático disso é a posição de Marta Suplicy como colunista de um jornal cuja marca tem sido o linchamento e a inviabilização política das duas administrações petistas em São Paulo.

O que chama a atenção na nova onda conservadora é o time de intelectuais e artistas com uma retórica que amedronta. Que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso use a gramática sociológica para confundir os menos atentos já era de se esperar, como é o caso das análises de Demétrio Magnoli, especialista sênior da imprensa em todas as áreas do conhecimento. Nunca alguém assumiu com tanta maestria e com tanta desenvoltura papel tão medíocre quanto Magnoli: especialista em políticas públicas, cotas raciais, sindicalismo, movimentos sociais, comunicação, direitos humanos, política internacional… Demétrio Magnoli é o porta-voz maior do que a direita brasileira tem de pior, ainda que seus artigos não resistam a uma análise crítica.

Agora, a nova cruzada moral recebe, além dos já conhecidos defensores dos “valores civilizatórios”, nomes como Ferreira Gullar e João Ubaldo Ribeiro. A raiva com que escrevem poderia ser canalizada para causas bem mais nobres se ambos não se deixassem cativar pelo canto da sereia. Eles assumiram a construção midiática do escândalo, e do que chamam de degenerescência moral, com o fato. E, porque estão convencidos de que o país está em perigo, de que o ex-presidente Lula é a encarnação do mal, e de que o PT deve ser extinguido para que o país sobreviva, reproduzem a retórica dos conglomerados de mídia com uma ingenuidade inconcebível para quem tanto nos inspirou com sua imaginação literária.

Ferreira Gullar e João Ubaldo Ribeiro fazem parte agora daquela intelligentsia nacional que dá legitimidade científica a uma insidiosa prática jornalística que tem na Veja sua maior expressão. Para além das divergências ideológicas com o projeto político do PT – as quais eu também tenho -, o discurso político que emana dos colunistas dos jornalões paulistanos/cariocas impressiona pela brutalidade. Os mais sofisticados sugerem que a exemplo de Getúlio Vargas, o ex-presidente Lula cometa suicídio; os menos cínicos celebraram o “câncer” como a única forma de imobilizá-lo. Os leitores de tais jornais, claro, celebram seus argumentos com comentários irreproduzíveis aqui.

Quais os limites da retórica de ódio contra o ex-presidente metalúrgico? Seria o ódio contra o seu papel político, a sua condição nordestina, o lugar que ocupa no imaginário das elites? Como figuras públicas tão preparadas para a leitura social do mundo se juntam ao coro de um discurso tão cruel e tão covarde já fartamente reproduzido pelos colunistas de sempre? Se a morte biológica do inimigo político já é celebrada abertamente – e a morte simbólica ritualizada cotidianamente nos discursos desumanizadores – estaríamos inaugurando uma nova etapa no jornalismo lombrosiano?

Para além da nossa condenação aos crimes cometidos por dirigentes dos partidos políticos na era Lula, os textos de Demétrio Magnoli , Marco Antonio Villa, Ricardo Noblat , Merval Pereira, Dora Kramer, Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes, Eliane Catanhede, além dos que agora se somam a eles, são fontes preciosas para as futuras gerações de jornalistas e estudiosos da comunicação entenderem o que Perseu Abramo chamou apropriadamente de “padrões de manipulação” na mídia brasileira. Seus textos serão utilizados nas disciplinas de ontologia jornalística não apenas com o exemplos concretos da falência ética do jornalismo tal qual entendíamos até aqui, mas também como sintoma dos novos desafios para uma profissão cada vez mais dominada por uma economia da moralidade que confere legitimidade a práticas corporativas inquisitoriais vendidas como de interesse público.

O chamado “mensalão” tem recebido a projeção de uma bomba de Hiroshima não porque os barões da mídia e os seus gatekeepers estejam ultrajados em sua sensibilidade humana. Bobagem! Tamanha diligência não se viu em relação à série de assaltos à nação empreendidos no governo do presidente sociólogo! A verdade é que o “mensalão” surge como a oportunidade histórica para que se faça o que a oposição – que nas palavras de um dos colunistas da Veja “se recusa a fazer o seu papel” – não conseguiu até aqui: destruir a biografia do presidente metalúrgico, inviabilizar o governo da presidenta Dilma Rousseff e reconduzir o projeto da elite ‘sudestina’ ao Palácio do Planalto.

Minha esperança ingênua e utópica é que o Partido dos Trabalhadores aprenda a lição e leve adiante as propostas de refundação do país abandonadas com o acordo tácito para uma trégua da mídia. Não haverá trégua, ainda que a nova ministra da Cultura se sinta tentada a corroborar com o lobby da Folha de S. Paulo pela lei dos direitos autorais, ou que o governo Dilma continue derramando milhões de reais nos cofres das organizações Globo e Abril via publicidade oficial. Não é o PT, o Congresso Nacional ou o governo federal que estão nas mãos da mídia.

Somos todos reféns da meia dúzia de jornais que definem o que é notícia, as práticas de corrupção que merecem ser condenadas, e, incrivelmente, quais e como devem ser julgadas pela mais alta corte de Justiça do país. Na última sessão do julgamento da ação penal 470, por exemplo, um furioso ministro-relator exigia a distribuição antecipada do voto do ministro-revisor para agilizar o trabalho da imprensa (!). O STF se transformou na nova arena midiática onde o enredo jornalístico do espetáculo da punição exemplar vai sendo sancionado.

Depois de cinco anos morando fora do país, estou menos convencido por que diabos tenho um diploma de jornalismo em minhas mãos. Por outro lado, estou mais convencido de que estou melhor informado sobre o Brasil assistindo à imprensa internacional. Foi pelas agências de notícias internacionais que informei aos meus amigos no Brasil de que a política externa do ex-presidente metalúrgico se transformou em tema padrão na cobertura jornalística por aqui. Informei-lhes que o protagonismo político do Brasil na mediação de um acordo nuclear entre Irã e Turquia recebeu atenção muito mais generosa da mídia estadunidense, ainda que boicotado na mídia nacional. Informei-lhes que acompanhei daqui o presidente analfabeto receber o título de doutor honoris causa em instituições europeias, e avisei-lhes que por causa da política soberana do governo do presidente metalúrgico, ser brasileiro no exterior passou a ter uma outra conotação. O Brasil finalmente recebeu um status de respeitabilidade e o presidente nordestino projetou para o mundo nossa estratégia de uma America Latina soberana.

Meus amigos no Brasil são privados do direito à informação e continuarão a ser porque nem o governo federal nem o Congresso Nacional estão dispostos a pagar o preço por uma “reforma” em área tão estratégica e tão fundamental para o exercício da cidadania. Com 70% de aprovação popular, e com os movimentos sociais nas ruas, Lula da Silva não teve coragem de enfrentar o monstro e agora paga caro por sua covardia.Terá a Dilma coragem com aprovação semelhante, ou nossa meia dúzia de Murdochs seguirão intocáveis sob o manto da liberdade de e(i)mprensa?

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Funcionário de Serra é suspeito de iniciar boatos sobre cancelamento do ENEM

28.10.2012
Do portal PRAGMATISMO POLÍTICO, 27.10.12

Ministério da Educação pede para Polícia Federal investigar funcionário da campanha de José Serra


serra enem haddad eleições
Funcionário de Serra teria iniciado boatos nas redes sociais sobre cancelamento do ENEM 2012.
A reta final das eleições municipais em São Paulo, com a disputa entre Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB), esquentou a tal ponto que o Ministério de Educação pediu que a Polícia Federal abra uma investigação contra um funcionário da campanha do tucano.
De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, o MEC fez a solicitação diretamente ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a quem a PF está subordinada. O MEC acusa Eden Wiedemann, integrante da campanha de Serra nas redes sociais, de ser responsável por divulgar a falsa informação de que apróxima edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) teria sido cancelada. De acordo com o Estadão, Wiedemann postou no Twitter às 20h11 de quarta-feira 24 a mensagem “Vai Haddad!!! MEC confirma cancelamento das provas do Enem” seguida de um link para uma reportagem de 2009 que anunciava o cancelamento da prova.
Há três anos, a prova foi cancelada depois do vazamento de algumas questões.
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Na quinta-feira 25, o Twitter registrou uma série de mensagens que usavam a hashtag (palavra-chave)#EnemCancelado e muitas pessoas acreditaram que a prova de 2012 realmente estava cancelada. Ainda segundo o Estadão, no início da tarde de quinta-feira 25, o site do MEC teve um volume de tráfego anormal, com mais de 1 milhão de acessos. Em sua conta oficial no Twitter, o MEC negou os boatos de cancelamento.
Em entrevista ao Estadão, Wiedemann negou ser o responsável pelo boato. “Querem criar um factoide. Escrevi um tuíte que dizia que o Haddad foi um ministro incompetente e publiquei a notícia do Terra. Nos meus tuítes pessoais, não escrevo nada em nome da campanha”, afirmou o publicitário. Em mensagens mais recentes, Wiedemann continuou se defendo, dizendo não ter relação com os boatos.
CartaCapital

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Mauricio Dias: O mensalão tucano está ligado ao processo eleitoral nacional e à reeleição de FHC

28.10.2012
Do blog VI O MUNDO, 27.10.12
Por  Mauricio Dias, em CartaCapital


Em breve, como se espera, o Supremo Tribunal Federal, após o julgamento do chamado “mensalão petista”, se encarregará do Inquérito 3.530, conhecido, mas ainda não popularizado, como mensalão tucano, igualmente originado em Minas Gerais e até agora ainda sob a relatoria do ministro Joaquim Barbosa, que assumirá a presidência do STF em novembro, pelo princípio do rodízio. Não se sabe se abrirá mão da tarefa. Provavelmente, sim.

O mensalão tucano, e não mineiro, como às vezes se diz e se escreve, ora por descuido e, principalmente, por má-fé, montado a partir de Belo Horizonte, em 1998, para a reeleição do então governador mineiro Eduardo Azeredo, está intimamente ligado ao processo eleitoral nacional e, por consequência, à reeleição de Fernando Henrique Cardoso.

Marcos Valério, o publicitário, ou operador financeiro, como é caracterizado, passou a ser o fio condutor de todo esse moderno processo de formação de caixa 2 que ainda norteou, em 2002, a primeira eleição de Aécio Neves para o governo de Minas Gerais (na revista ilustração da lista de Furnas). O dinheiro gerado em Minas se espalhava pelo País.

Nada pode ser entendido e for descartado, por exemplo, o livro “O Voo do Tucano”, do deputado petista Durval Ângelo, publicado em 1999. Praticamente circunscrito ao fechado mundo mineiro, onde tudo acontece e nada transpira, a obra ganhou alguma notoriedade na CPI dos Correios (2005), após as denúncias de Roberto Jefferson.

Valério era somente consultor financeiro quando se envolveu no processo de salvação da empresa de publicidade SMP&B. Por intermédio dele, o hoje senador Clésio Andrade aportou recursos na agência. Integrante, como vice, da chapa de Aécio Neves, ele repassou as ações para Valério numa operação cuja legalidade é discutida.

A sequência dessa história, que passa pela famosa Lista de Furnas, que a mídia tentou desqualificar, é conhecida e comprovada pelo advogado Dino Miraglia Filho, uma voz sem repercussão em Belo Horizonte.

Miraglia se ofereceu como assistente do Ministério Público na ação do mensalão tucano. Ele articula a esse processo a figura controvertida de Nilton Antônio Monteiro e a complexa história do assassinato de uma modelo que transitava com desenvoltura pelos caminhos abertos pela elite política e empresarial de Belo Horizonte.

Miraglia é uma acusador implacável e que não usa meias palavras quando trata do que chama de “crimes de corrupção praticados pelos ocupantes do governo de Minas desde 1987 e que perduram até hoje”. Ele não sonega nomes: Eduardo Azeredo, hoje deputado, ex-governador de Minas, e Dimas Toledo, ex-presidente de Furnas, ambos envolvidos na construção de caixa 2 na campanha de Aécio Neves.

“Diante da robustez das provas e após perícias que comprovaram serem autênticos os documentos apresentados por Monteiro, o grupo criminoso montou um riquíssimo esquema jurídico e midiático para desacreditá-lo perante a opinião pública”, argumenta.

Miraglia tem em seu poder “muitos originais” aguardando a intimação do STF para depositar no cofre da secretaria, especialmente o documento aqui reproduzido parcialmente. Os tucanos, na ausência de barba, devem botar o bico de molho.

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PIG USA O APAGÃO PARA AJUDAR CERRA

28.10.2012
Do blog CONVERSA AFIADA, 27.10.12
Por Paulo Henrique Amorim

 Mas, no Sudeste, especialmente em São Paulo, onde o Haddad trucidou o Cerra e em que os tucanos morrem abraçados ao mensalão (o do PT) , a repercussão foi devastadora.


Na foto, Lula no jornal nacional na vespera da eleição de 2014. Quem manda nao ter uma Ley de Medios ?

O jornal nacional da sexta-feira começou com o “apagão” - http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/10/apagao-interrompe-energia-por-ate-4-horas-em-todo-ne-e-parte-do-norte.html.

O “apagão” é a manchete da Folha, do Estadão e título forte na capa do Globo.

A GloboNews e os jornais diurnos da Globo se refastelaram no “apagão” de quatro horas, em trechos do Nordeste e Norte.

Mas, no Sudeste, especialmente em São Paulo, onde o Haddad trucidou o Cerra e em que os tucanos  morrem abraçados ao mensalão (o do PT) , a repercussão foi devastadora.

Nenhuma referência ao “pai de todos os apagões”, o do Fernando Henrique que durou seis meses, custou dois pontos do PIB, e ajudou a eleger o Lula em 2002.

“Apagão” é outro bicho.

Não para o PiG (*), que é o Operador Nacional do Sistema de Informação do país.

Bem feito !

Quem manda não ter uma Ley de Medios ?

Diante de uma questão de ordem pública, um evento inesperado que mexe com a vida da população, o Governo Federal não tem meios de informar e orientar a população.

Fica de joelhos, à espera de uma inexistente imparcialidade da Globo e suas “publi-reportagens”.

E se invasores de Marte ocuparem a Praça dos Três Poderes ?

Como a Dilma vai mobilizar o pais ?

Alertar, acalmar, orientar ?

Vai chamar o Orson Welles ?

Se o o Haddad ganhar a eleição, como demonstram os científicos tréquins aqui divulgados, a vitória terá efeitos multi-planetários.

O mensalão foi julgado a tempo e a hora de eleger o Cerra.

Só faltou o Dirceu ser algemado para entrar no jornal nacional deste sábado.

Foi uma falha imperdoável no relógio do Presidente Ayres Britto. (Que agora não tem mais pressa, porque o mal está feito)

Houve a sucessão de baixarias perpetradas pelo Cerra, já que “Cerra é o outro nome de baixaria

O falso cancelamento do ENEM.

O falso portal do Haddad.

E agora o “apagão” devastador (por quatro horas e, não, por seis meses.)

Só falta soltar o Abílio Diniz e mostrar os sequestradores com a camiseta do Lula.

Isso em que ser feito às quatro da tarde, para dar tempo de o jornal nacional preparar uma “publi-reportagem” de 18

Sim, o que seria do Supremo Tribunal de Salém sem 18′ no jn ?

(Clique aqui para ler “Edu vai à Justiça contra os 18′ do jornal nacional”)

Jamais a Elite jogou tão sujo contra o PT quanto nesta eleição do Haddad.

Porém, isso tudo não passa de uma prévia para 2014.

Quando o Supremo Tribunal de Salem deve julgar as acusações que o Procurador-Generalissimo Ataulfo Merval de Paiva faz ao Lula.

Pelos cálculos, Lula deve ser algemado bem a tempo de pegar dois dias seguidos do jornal nacional, antes da eleição.

Aí, não serão 18′.

Mas 36′.

O Lula algemado, empurrado dentro de um camburão vai abrir a novela das oito.

Corte seco e entra a Adriana Esteves em close-up.


Quem manda não ter uma Ley de Medios  ?

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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PT DO RECIFE: Eustáquio: “É preciso aprofundar as discussões”

28.10.2012
Do BLOG DA FOLHA, 27.10.12
Por José Accioly


Dono da “surpresa” que culminou com a mudança no roteiro da reunião do diretório do PT do Recife, o vereador reeleito Luiz Eustáquio negou qualquer orientação para incluir na pauta de discussão o encaminhamento pedindo o adiamento do debate sobre a posição do partido em relação ao futuro governo do prefeito eleito Geraldo Julio (PSB). Embora integre as hostes da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB) – capitaneada pelo senador Humberto Costa -, Eustáquio compõe a ala mais próxima ao secretário de Transporte, Isaltino Nascimento, nome que, nos últimos dias, vem trabalhando para reconstruir as pontes dentro da legenda.

“É preciso aprofundar as discussões internas antes de tomar qualquer posição sobre o futuro do partido”, considerou Luiz Eustáquio, em conversa com o Blog, logo após divulgação do resultado da votação de seu encaminhamento. O petista interpôs o pedido antes de o diretório por decidir sobre a resolução apresentada pelo secretário-geral do PT municipal, Rosano Carvalho, que pleiteava a independência de legenda na Câmara de Vereadores, isolando ainda mais a sigla no processo pós-eleitoral.
“Achei que deveríamos deixar para resolver essa questão depois que sair o resultado do segundo turno. O que fiz foi atender um pedido aqui, que era pela não votação do documento neste momento”, afirmou Luiz Eustáquio, ressaltando que o texto produzido pela CNB do Recife não refletia o melhor para o partido no que tange a relação com as demais siglas no município. “Não era um texto que seria o melhor para o PT no Recife. Já tinha dito isso em uma das reuniões da CNB que a gente deveria aguardar mais para se manifestar”, concluiu.

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