sábado, 20 de outubro de 2012

DESESPERO DE UMA DIREITA REACIONÁRIA: Soninha xinga Haddad. Surtou de vez!

20.10.2012
Do BLOG DO MIRO
Por Altamiro Borges

Soninha Francine, candidata que obteve 2,6% dos votos no primeiro turno da eleição para a prefeitura de São Paulo, surtou de vez! Ela precisa ser internada com urgência. Em seu blog, ela chamou Fernando Haddad de “filho da p...”. A agressão foi postada hoje: “Esses imundos [petistas] vem dizer que nunca ninguém fez nada pelos pobres, e que eles fizeram muito pelos pobres. Repetem, repetem, repetem... E aí vem no debate [da Band] dizer ‘vamos assinar um protocolo para que a campanha não tenha agressões’. Filho da p...”.

Alertada por um internauta sobre o conteúdo do seu texto, a ex-vereadora petista, que ingressou no PPS e virou uma tucana hidrófoba, ainda correu para alterar a postagem e deixou um aviso aos leitores: “Pra quem veio aqui procurando um palavrão xingando o Haddad: apaguei. Estava com muita raiva e escrevi como falo [falo muito palavrão]. Podia ter dito simplesmente ‘sujo’. No fim, substituí por ‘muito cinismo’. Era lá que estava o ‘filha da p’”. A sua desculpa esfarrapada não evitou a chacota e a indignação nas redes sociais.

As intimas ligações com José Serra têm levado Soninha Francine a cometer erros infantis, jogando no lixo o que ainda havia de respeito ao seu passado militante. Desesperada com o fiasco do eterno candidato do PSDB, ela perdeu o senso de ridículo. Na semana passada, a jornalista e ex-apresentadora da MTV afirmou que Lula seria “um admirador de Hitler” (leia a resposta à desonestidade de Soninha). A sua turma também se envolveu numa polêmica com a jornalista Barbara Gancia, da Folha. Reproduzo trechos da baixaria no twitter:

PPS São Paulo: Sabatina teve Barbara Gancia atacando Soninha Francine e Celso Russomanno e lambendo as botas de José Serra e Fernando Haddad. VERGONHA!

Barbara Gancia: Você me acusa de lamber botas. Já a sua candidata parece que lambe outras partes de candidato, né? Conta pra gente! 

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Sabujo da Folha joga a toalha

20.10.2012
Do blog TERROR DO NORDESTE 

Divulgação_Folhapress
Colunista da Folha, que antes apontava a quase impossibilidade de virada de Fernando Haddad, hoje fala em hegemonia do PT na política brasileira
 
Brasil 247

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O FENÔMENO “MALUSSERRA”: 52% DE REJEIÇÃO, COM A IMPRENSA A FAVOR

20.10.2012
Do portal BRASIL247
Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre


Edição/247: reinaldo malafaia serra/
"Para se enforcar alguém, precisa-se de corda. Reinaldo Azevedo é a corda do José Serra; e o Silas Malafaia seu cadafalso", escreve o jornalista Davis Sena Filho

247 - A dupla Reinaldo Azevedo e Silas Malafaia não fez bem a José Serra (PSDB), avalia o jornalista Davis Sena Filho em seu blog, Palavra Livre. Leia o texto abaixo:

"José Serra e Reinaldo Azevedo: Juntaram-se a fome com a vontade de comer; o ódio com o desprezo; a falta de respeito com a violência; a desfaçatez com a estupidez; e o egoísmo com a iniquidade".
Nunca escrevi sobre o direitista Reinaldo Azevedo. Sempre o considerei, antes de tudo, um pulha, nada mais do que isto. Também nunca o levei a sério, apesar de considerá-lo perigoso se o Brasil estivesse, por exemplo, a reprisar a crise institucional e política nos anos pré 1964, que fomentou as ações golpistas para que os militares e também os empresários conquistassem o poder sem passarem, todavia, pelo crivo de uma eleição direta garantida pelas leis constitucionais de um estado democrático de direito.
Reinaldo Azevedo sabe disso e mesmo assim finge não saber, tergiversa, porque para tal jornalista o que vale são os fins e não os meios praticados por quem ele apoia para chegar ao poder, de forma que sua volúpia ou ferocidade verbal se confunde com seu próprio pensamento político e sociológico, pois que, na prática, defende um estado patrimonialista, que atenda os interesses das classes dominantes, porém, pequeno, enxuto, o que propicia a submissão do estado aos ditames da iniciativa privada, que necessita dos impostos pagos pelo contribuinte brasileiro como os seres vivos precisam de oxigênio em forma de empréstimos e financiamentos, que garantem ao empresariado ter recursos para efetivar seus empreendimentos e, consequentemente, concretizar seus negócios.
Eu sou a favor dos empreendedores, pois eles criam empregos e desenvolvem o País. Entretanto, a economia não pode e não deve se ater apenas a números e índices, porque tem de, antes de tudo, servir ao ser humano como fonte de seu desenvolvimento social em uma existência de bem-estar, pois que os entes vivos morrem e por isso devem receber do estado as condições para que vivam uma vida plena e, por conseguinte, ter a consciência de que as gerações futuras, os seus descentes também precisam viver em um País para todos e não apenas para alguns privilegiados, como quer o jornalista da Veja — a revista porcaria associada a bicheiro preso — Reinaldo Azevedo.
Um dos pitbulls da Veja, semanário também conhecido como a última flor do fáscio, transformou-se em principal conselheiro do candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, o tucano José Serra, o "pai" da baixaria política, o protagonista da campanha presidencial de 2010, a mais infamante que eu tive a infelicidade e o desprazer de testemunhar em toda a minha vida. Juntaram-se a fome com a vontade de comer; o ódio com o desprezo; a falta de respeito com a violência; a desfaçatez com a estupidez; e o egoísmo com a iniquidade.
Serra há muito tempo age como um reacionário de origem e desprestigiou o publicitário Luiz Gonzalez, responsável pelo comando das ações de marketing político, bem como enfraqueceu o Edson Aparecido (PSDB/SP), coordenador de sua campanha. Os dois contestaram a opção do candidato tucano em dar ênfase a questões sexuais de conotações homofóbicas, além de incluir temas religiosos, em um procedimento que repete o que ele fez nas eleições para presidente em 2010. Serra não tem jeito, porque político sem proposta, programa de governo e que há muito tempo chutou para escanteio a ética e o respeito à diversidade humana, cultural, racial e social. É nisto que o PSDB se transformou, principalmente o paulista, com alguns nichos reacionários no Paraná do senador papagaio da imprensa golpista no Congresso, o tucano Álvaro Dias.
Reinaldo Azevedo tomou a vez e a hora e repercute sem noção de dolo ou ofensa as ferinas palavras do religioso evangélico ultraconservador, Silas Malafaia, que, ardorosamente, ataca os homossexuais, o candidato do PT à prefeitura paulistana, Fernando Haddad, a ter como arma o "kit gay", material educacional formulado no Ministério da Educação (MEC) quando Haddad era ministro. O kit tinha o propósito de combater a homofobia (preconceito e violência) nas escolas públicas e era o resultado de um convênio entre o MEC, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e a ONG Comunicação em Sexualidade (Ecos).
Ao saber do material do MEC sobre o assunto, a direita brasileira, à frente o candidato José Serra e religiosos do conservadorismo de Silas Malafaia, apelidou o material de kit gay e começou a fazer campanha digna dos fascistas dos tempos de Benito Mussolini, Francisco Franco e Antônio Salazar. O Governo Lula,  em geral, e a candidata Dilma Rousseff e o ministro Fernando Haddad, em particular, tiveram que "comer um dobrado", porque a campanha serrista não propunha soluções e melhorias para o Brasil, pois se dedicava, exclusivamente, a atacar da maneira mais ignominiosa, difamatória e injuriosa possível a candidata trabalhista do campo da esquerda.
Só que tem uma coisa: Serra assumiu nesta semana que também lançou um kit gay quando governou São Paulo. E, como é de seu caráter e de sua índole, tergiversou, dissimulou, irritou-se e somente assumiu tal fato porque essa realidade foi divulgada na imprensa e nas redes sociais. O guarda-chuva do tucano neoliberal que vendeu o patrimônio do Brasil juntamente com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal — é furado, e em todos os sentidos. Serra não tem jeito e ao verificar que as pesquisas dão 11 pontos percentuais a mais para o petista Fernando Haddad, decidiu mais uma vez apelar para a baixaria e novamente se juntar à extrema direita, a ter como bate-paus os senhores Reinaldo Azevedo, a cara da mídia conservadora; e Silas Malafaia, a cara das igrejas radicais, que fazem da intolerância e do medo uma fórmula para conquistar e se manter no poder terreno, porque o poder de Deus, de acordo com a Bíblia, é outra coisa, que talvez um dia o Malafaia, o Azevedo e o Serra possam compreender e explicar... Seus atos.
Ora, o tempo passa, e José Serra, o "pai" da baixaria política, o "engenheiro" de campanhas negativas, ouve Malafaia e o mezzo facista da Veja — a revista porcaria —, Reinaldo Azevedo. O escriba defensor das minorias ricas e brancas, obrigadas a viver em um País dominado por petistas que resolveram distribuir renda e riqueza, sem, no entanto, impedir que os ricos continuassem ricos e que os barões da imprensa golpista de negócios privados achincalhassem e até mesmo linchassem autoridades políticas e funcionários públicos sem reprimi-los e censurá-los.
É dessa forma que a banda toca por esses pagos. Os ricos, os milionários e os seus empregados de luxo, como tal o é e se orgulha de sê-lo o Reinaldo Azevedo, choram de barriga cheia e reclamam não do lucro, do dinheiro que recebem por intermédio do crescimento econômico e financeiro do povo brasileiro, como aconteceu e acontece nas eras Lula e Dilma. Essa direita cruel, racista, colonizada, com imenso complexo de vira-lata chora lágrimas de crocodilo e por apenas três motivos: ela quer novamente o País somente para sua casta, o estado a seu serviço e dispor, e os privilégios conquistados por meio de sua riqueza e da exploração de seus empregados intactos, inclusive com direito a sonegar impostos, remeter lucros ilegais para o exterior, além de, se possível, voltar a lucrar com os impostos mais cruéis cobrados durante décadas do povo brasileiro: a inflação e os juros altos.
Reinaldo Azevedo se traduziu na cara da direita. Ele, diariamente, mostra seus dentes de tubarão, mas é peixe pequeno. Peixe de luxo, mas de ideias curtas, diminutas como as de seu chefe, o ítalo-americano Roberto Civita, o dono da revista porcaria. Serra o ouve... E vai dar com os burros na água. Quem ouve Reinaldo Azevedo e seu aliado de campanha tucana, Silas Malafaia, é porque não tem propostas. Mais do que isto: não tem e não quer ter propostas para o povo paulistano, bem como para o brasileiro, afinal o Serra foi candidato a presidente duas vezes. Reinaldo Azevedo sabe do seu papel na imprensa. O problema é que tem muita gente da imprensa, inclusive a de esquerda, que dá muita importância a tal jornalista. Importância que ele não tem.
Para se enforcar alguém, precisa-se de corda. Reinaldo Azevedo é a corda do José Serra; e o Silas Malafaia seu cadafalso. É isso aí.

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Crônica da morte anunciada do PSDB

20.10.2012
Do blog CONGRESSO EM FOCO, 19.10.12

 “Os tucanos chegam a esta eleição jogando toda a sua sobrevivência em São Paulo, com o grave risco de, se perderem, ter decretada sua desaparição política”



Faltando doze dias para o 2º turno das eleições para a prefeitura de Sampa, e somente após críticas massivas pela omissão, o tucano José Serra aveccorreligionários (leia-se comparsas) lançou esta semana, numa livraria da cidade, seu programa de governo. Segundo editorial da Carta Maior, o evento foi na verdade uma espécie de “programa de lazer tucano”, uma encenação de seriedade para ser filmada e tapar buraco na propaganda eleitoral.
A contrapelo das pesquisas e do elevado teor de hipocrisia de um candidato que, após criticar a cartilha anti-homofóbica idealizada pelo MEC, foi obrigado a admitir que, em 2009, quando governador de SP, distribuiu material idêntico na rede estadual – ambos produzidos pela mesma ONG, a Ecos – Serra exerceu sua especialidade: a simulação.
A propósito do exercício supostamente democrático de “discutir a cidade com os cidadãos”, suas propostas mal-ajambradas – afetando um falso rigor técnico e ocultando metas, custos, recursos e a probabilidade de cumpri-las – se resumem a apenas um item, assim descrito pela insuspeita UOL: “Em um dos poucos momentos em que dedicou sua fala às suas propostas, Serra lembrou a promessa de construir 30 AMAs (Assistência Médica Ambulatorial). ‘Mas não a ponto de detalhar onde vamos fazer’ (ressalvou). ‘Isso seria impossível (sic). Mas tem o compromisso”(????????).
Planejamento incrível! Um compromisso exemplar com o eleitor!
A propósito e quase na mesma pauta, ressalto aqui o artigo dessa semana de Emir Sader, “Os tucanos do começo ao fim”, plenamente sintonizado com o que vem repisando esta colunista há séculos. Observa Emir que “os tucanos nasceram de forma contingente na política brasileira, apontaram para um potencial forte, tiveram sucesso por via que não se esperava, decaíram com grande rapidez e agora chegam a seu final”.
Mas ele mata a cobra e mostra o pau, prosseguindo com sua retrospectiva política ao relatar que os tucanos nasceram de setores descontentes do PMDB, sobretudo de Sampa, sob o domínio de Orestes Quércia (de triste memória), tentaram a eleição de Antonio Ermírio de Morais, em 1986, pelo PTB, mas Quércia os derrotou. Daí articularam-se para sair do PMDB e formar um novo partido que, apesar de contar com Franco Montoro, um democrata–cristão histórico, optou pela sigla da social- democracia e escolheu o símbolo do tucano para dar-lhe um toque de brasilidade, isto é, made in Brazil.
Assim como os macacos, as araras, as cobras, abacaxis e bananas devidamente incorporados ao nosso Inconsciente Colonial e a nunca por demais esquecida Carmem Miranda: yes, nós temos tudo isso.
O grupo, essencialmente paulista, foi incorporando alguns dirigentes nacionais como Tasso Jereissati, Álvaro Dias, Artur Virgilio, entre outros. Mas o núcleo central sempre foi paulista – Mario Covas, Franco Montoro, FHC. A candidatura de Covas à presidência foi sua primeira aparição pública nacional. Oculto atrás do perfil de candidatos como Collor, Lula, Brizola, Ulysses Guimarães, Covas tentou encontrar seu nicho com um lema que já apontava para o que definiria os tucanos – “Por um choque de capitalismo”.
A propósito de choques, não deixar de ler A doutrina do choque – a ascensão do capitalismo de desastre, de Naomi Klein, Rio, Nova Fronteira, 2008. Esgota o assunto e elucida de uma vez por todas a doutrina e a prática política do tucanato.
O segundo capítulo da sua definição ideológica inscreveu-se a partir do namoro com o governo Collor, concretizando a entrada de alguns tucanos no governo – Celso Lafer, Sergio Paulo Rouanet: revelava-se a fascinação que a “modernização neoliberal” exercia sobre os tucanos. O veto de Covas impediu que os tucanos fizessem o segundo movimento, isto é, o ingresso formal no governo Collor – o que os teria feito naufragar com o impeachment e talvez tivesse fechado seu caminho posterior para a presidência, via FHC.
Mas o modelo que definitivamente eles seguiram veio da Europa: da conversão ideológica e política dos socialistas franceses de Mitterrand e do governo de Felipe Gonzalez na Espanha. Como corrente ideológica, esta social-democracia (que já não era mais social e muito menos democracia) optava pela adesão ao neoliberalismo, lançado inicialmente pela direita tradicional européia até ser abraçado pelas elites latino-americanas. Aliás, na AL ocorreu um fenômeno similar: introduzido por Pinochet sob ditadura militar, o modelo foi recebendo adesões de correntes originariamente nacionalistas – o MNR da Bolívia, o PRI do México, o peronismo da Argentina – e de correntes social democratas – o Partido Socialista do Chile, a Ação Democrática da Venezuela, o Apra do Peru, o PSDB do Brasil.
Na década de 90, como outros governantes de correntes neoliberais – a exemplo de Menem (Argentina), Carlos Andres Peres (Venezuela), Ricardo Lagos (Chile), Salinas de Gortari (México) – no Brasil, os tucanos puderam chegar à presidência, porquanto a América Latina se transformava na região do mundo com governos neoliberais em suas modalidades mais truculentas.
O programa do FHC foi apenas uma triste adaptação ancilar do mesmo programa ao qual o FMI engessou todos os países da periferia em geral, e a América Latina em particular. Ao adotá-lo, o FHC reciclava definitivamente seu partido a ocupar o lugar no centro do bloco de direita no Brasil, uma vez que os partidos de origem na ditadura – PFL, PP – tinham se esgotado. Quando Collor foi derrubado, Roberto Marinho disse que a direita não voltaria jamais a eleger um candidato seu, dando a entender que teriam que buscar alguém fora de suas fileiras – o que ocorreu com FHC.
A princípio, sua gestão teve o mesmo “sucesso espetacular” que os demais governos neoliberais da América Latina no primeiro mandato: privatizações, corte de recursos públicos, desregulamentações, abertura acelerada do mercado interno, flexibilização laboral. Contava com 3/5 do Congresso e com o apoio em coro da mídia. Também como outros governos, mudou a Constituição para ter um segundo mandato. E da mesma forma que outros, conseguiu ser reeleger já com dificuldades, porque seu governo havia mergulhado a economia numa profunda e prolongada recessão.
Negociou de novo com o FMI, foi se desgastando cada vez mais, uma vez que a estabilidade monetária não levou à retomada do crescimento econômico, nem à melhoria da situação da massa da população e acabou banido, sem apoio, vendo seu candidato derrotado.
Sader sentencia: “Aí os tucanos já tinham vivido e desperdiçado seu momento de glória. Estavam condenados a derrotas e à decadência. Se apegaram a São Paulo, seu núcleo original, de onde fizeram oposição, muito menos como partido – debilitado e sem filiados – e mais como apêndice pautado e conduzido pela mídia privada.
Derrotado três vezes sucessivas para a presidência, perdendo cada vez mais espaços nos estados, o PSDB chega a esta eleição aferrado à prefeitura de São Paulo, onde as brigas internas levaram à eleição dum aliado com péssimo desempenho.”
No caso, o nunca por demais rejeitadíssimo Kassab (meus sais!). Assim, os tucanos chegam a esta eleição jogando toda a sua sobrevivência em São Paulo, com o grave risco de, se perderem, ter decretada sua desaparição política. Até porque ninguém acredita em Aécio como candidato com possibilidades reais à presidência. E Alckmin, ainda menos.
Concluo, repetindo, mais uma vez, o meu “delenda Cartago”: PSDB, requiescat in pace.

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Folha de São Paulo: o desprezo pela democracia

20.10.2012
Do blog UNIPRESS, 19.10.12

O editorial da Folha de São Paulo de hoje sobre a eleição de São Paulo é o mais completo atentado da Folha contra si mesma.


Depois de reconhecer que a eleição está perdida na capital paulista e que Fernando Haddad, do PT, sairá vitorioso das urnas, de modo inapelável, a Folha começa a embalar o seu mantra venenoso.

Primeiro, porque se é evidente que Lula é importante na disputa, assim como Dilma, Fernando Hadda não pode ser pensado como um fantoche desqualificado e inerte. Nem o PT. A Folha não aceita dar crédito algum nem a Haddad nem ao PT paulistano pela vitória estupenda que eles vão alcançar no dia 28 de outubro.
Ora, Haddad é um excelente quadro político, militante partidário desde sempre, vigoroso enquanto intelectual mas mais ainda, dado seu trabalho intenso nos governos petistas, um formulador e administrador das políticas públicas elaboradas no seio do partido, tanto na esfera municipal quanto federal.

A maciça votação da Haddad nas regiões tradicionalmente eleitoras do PT foi que o levou ao segundo turno, no patamar historicamente atribuído ao partido nas votações da cidade de São Paulo, o que significa dizer que o PT levou seu “desconhecido” candidato ao potencial de votos habituais do partido. Logo, um candidato do PT.

Depois disso, então a Folha completa sua argumentação em que revela o absoluto desprezo à democracia.

Por fim, como esse futuro prefeito da maior cidade do país, com cerca de 60% dos votos válidos da eleição, segundo as atuais estimativas, da própria Folha (Datafolha) é um “desconhecido”, a Folha nega-se a “passar-lhe um cheque em branco”.Perdido por perdido, admite ela, opta por começar a dedicar-se a conhecer esse “desconhecido” que vai governar a cidade. Ora, Ministro da Educação por mais de 6 anos, o ministério que detém mais de 18% de todo o orçamento federal, que inaugurou mais de 200 instituições federais de ensino técnico e várias universidades novas e campus universitários, dentre tantíssimas outras realizações, como o Prouni. Um “desconhecido”?
Quem a Folha pensa que é?

Milhões de eleitores decidindo o voto após meses e meses de campanha intensa e é a Folha que deve dar aval ou não ao futuro prefeito eleito?

É o aval dela, Folha de São Paulo, que legitima ou deslegitima um candidato eleito segundo as regras eleitorais, aprovadas pelo Congresso Nacional e vigentes sob estrita organização da justiça eleitoral, com o voto soberano dos eleitores?

Mas, é evidente que o veneno destilado visa opor o jornal à Lula: a alegoria do cheque em branco foi usada por ele, em favor de Roberto Jefferson, que depois revelou-se o mentiroso e corrupto envolvido nos crimes do episódio julgado na Ação Penal 470, do mensalão.

Além da prepotência e do autoritarismo total, da Folha arvorar-se em juíza da legitimidade política da eleição, há um ódio irracional contra Lula, que segue incólume a isso, ajudando, como verdadeiro militante e líder, o PT a crescer em todo o Brasil. Eis o que a Folha não tolera.

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