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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Bolsa Família não desestimulou busca por emprego

18.10.2012
Do blog de Rodrigo Vianna


Bolsa Família não desestimulou procura por emprego, diz estudo


Desde que foi lançado, há cerca de oito anos, o programa federal Bolsa Família ajudou a retirar cerca de 30 milhões de brasileiros da pobreza absoluta. Em meio às muitas críticas recebidas, conseguiu derrubar previsões simplificadoras, como a de que estimularia seus beneficiários a manterem-se desempregados para receber ajuda estatal. É o que mostra a segunda rodada de Avaliação de Impacto do programa, realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) com 11.433 famílias, beneficiárias ou não, em 2009.

De acordo com o levantamento, quem recebe repasses do governo federal não deixa de procurar emprego. Ao considerar uma faixa de 18 a 55 anos de idade, a parcela de pessoas ocupadas ou procurando trabalho em 2009 era de 65,3% entre os beneficiários e 70,7% para os indivíduos fora do programa. Analisando pessoas entre 30 e 55 anos, a porcentagem é de cerca de 70% para ambos os grupos.

O índice de desemprego também é semelhante. Em 2009, 11,4% dos não beneficiados entre 18 e 55 anos estavam sem trabalho, contra 14,2% dos auxiliados pelo Bolsa Família. Na faixa de 30 a 55, a diferença é menor: 7% para as pessoas sem benefícios, ante 8,9% do outro grupo. “Em 2009, a busca por trabalho entre beneficiários é um pouco mais elevada que os não beneficiários. Esses resultados revelam, pois, não haver evidências de que haja desincentivo à participação no mercado de trabalho por parte dos beneficiários do PBF”, diz o documento.

O programa também ajudou a atrasar a entrada de jovens entre 5 e 17 anos de idade no mercado de trabalho, o que geralmente ocorre pela necessidade de auxiliar no sustento da família. Apesar desta faixa etária possuir níveis baixos de ocupação, houve avanços e quedas em geral.

Em 2005, 3,6% das meninas fora do Bolsa Família entre 5 e 15 anos trabalhavam, contra 2,2% das que recebiam auxílio. Entre os meninos nesta faixa, 5,5% sem apoio tinham emprego, contra 4,3% dos beneficiários. Quatro anos mais tarde, a porcentagem caiu para 1,9% das meninas e 3,2 dos meninos sem repasses federais para 2% das mulheres e 3,7% dos homens com ajuda financeira do programa.

Na faixa de 16 e 17 anos, 17,6% das adolescentes e 30,4% dos rapazes sem benefícios trabalhavam em 2005, contra 15,4% das mulheres e 32,6%, respectivamente, com benefício. Em 2009, 11,6% das meninas e 21,7% dos meinos sem benefício tinham emprego, ante 9,7% e 19,3 dos beneficiados.

O recebimento dos repasses do Bolsa Família varia de 32 a 306 reais mensais, segundo critérios como a renda mensal per capita da família e o número de crianças e adolescentes de até 17 anos. O programa, que tem orçamento de 20 bilhões de reais para 2012 – cerca de 0,5% do PIB -, está condicionado ao cumprimento de diversos fatores pelos beneficiários. Entre eles, a frequência mínima de 85% às aulas para crianças de 6 a 15 anos e 75% para jovens de 16 e 17 anos.

Os dados mostram uma série de avanços sociais proporcionados pela ação. Entre eles, a melhora ao acesso à educação entre os jovens pobres. O levantamento aponta que a frequência na escola entre crianças de 8 a 14 anos de idade é de 95%, mas o resultado vai piorando nas faixas etárias de 7 a 15 anos e entre 16 e 17 anos. Segundo informações obtidas por CartaCapital junto ao MDS (não pertencentes ao levantamento), entre 2009 e 2011 somente 4% dos beneficiários tiveram baixa frequência nas escolas. Em 2011, 95,52% deles cumpriram a cota mínima de presença exigida.

Apesar de os níveis de comparecimento às salas de aula estarem dentro do esperado, em 2009 a taxa de aprovação dos alunos com auxílio financeiro no ensino fundamental foi de 82% contra 83,8% da média, com melhora no ano seguinte: 83,1% contra 85,3%. A taxa de abandono, no entanto, foi menor que a média: 3,4% em 2009, ante 4,1; 3% em 2010, contra 3,5%.
Mas no ensino médio público os resultados são melhores para os integrantes do Bolsa Família. Em 2009, eles alcançaram nível de aprovação de 79,9%, contra 73,7% da media. No ano seguinte, o resultado foi de 80,8% contra 75,1% em favor dos beneficiários. A evasão escolar também foi menor que a da média: 7,5% em 2009 para os alunos do programa, contra 12,8%; 7,2% contra 11,5% em 2010.

Os resultados do levantamento ainda trazem avanços na área da saúde. Em 2005, as grávidas entrevistadas afirmaram ter ido, em média, a 3,1 consultas de pré-natal, um número que saltou para 3,7 quatro anos depois. Sendo que as mulheres com beneficio passaram de 3 visitas para 3,7 visitas, com a evolução de 3 para 3,5 das não auxiliadas. No mesmo período, caiu de 20% para 7% o total de gravidas entrevistadas que relataram não ter realizado pré-natal, com quedas significativas em ambos os grupos.

O tratamento dado às mães surtiu efeitos nos filhos. A prevalência de desnutrição aguda, crônica e baixo peso entre menores de cinco no período de 2005 a  2009 teve, em geral, queda semelhante para crianças de membros do Bolsa Família e de não beneficiados.

A proporção de crianças com desnutrição crônica caiu de 14,7% para 9,7% entre os beneficiários e 15,8% para 11% no outro grupo analisado. O baixo peso teve queda de 7,8% para 5,8% entre os não auxiliados e 7,2% para 5,9% nos beneficiários. A diferença nos casos de desnutrição aguda, no entanto, é grande: enquanto os entrevistados fora do Bolsa Família viram um aumento de 8% para 9%, os auxiliados registraram diminuição de 7,7% para 7,4%.

Outro dado elevado é a taxa de vacinação entre as 4,1 milhões de crianças acompanhadas no primeiro semestre de 2012: com o programa,  98,89% delas seguiram o calendário vacinal.

Leia outros textos de Outras Palavras

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TV Globo manipula edição do JN

18.10.2012
Do BLOG DO MIRO: 
Por José Dirceu, em seu blog:


As Organizações Globo - à frente a Rede Globo, que nunca é demais lembrar, é uma concessão de serviço público - contrataram a pesquisa Ibope que saiu ontem, sobre o 2º turno em São Paulo, mas relegaram os resultados apenas ao seu noticiário local, o SPTV da noite. Não disseram uma palavra a respeito em seu mais importante telejornal, o Jornal Nacional.

É porque a pesquisa dá 49% das intenções de voto para o candidato Fernando Haddad, do PT e partidos aliados contra 33% atribuídas ao concorrente tucano José Serra? É porque, se considerados apenas os votos válidos (excluídos brancos, nulos e indecisos), Haddad chega a 60% e José Serra fica com 40%? É porque José caiu quatro pontos percentuais em relação ao Ibope anterior e Haddad continua subindo na preferência do eleitorado?

Ao não noticiar a pesquisa Ibope ontem, a despeito da importância política e econômica dessa eleição de São Paulo e de sua dimensão nacional, o JN dá provas de que está, na prática, fazendo campanha para o Serra. A ponto de não noticiar pesquisa que a própria Rede Globo contratou.

Manobra coloca o julgamento do STF colado à propaganda do PT

E fazendo campanha, inclusive pelo espaço que dá para o julgamento da Ação Penal 470 (o chamado mensalão), e a sequência em que o veicula, colocando o noticiário a respeito colado à propaganda eleitoral petista. Vão negar, mas é mais uma daquelas manobrinhas ridículas da cúpula da Globo.

Neste caso da pesquisa Ibope divulgada ontem (não pelo JN...) cabe inclusive uma ação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para fazer valer o principio constitucional, artigo 220 parágrafo 2º, que estabelece ser vedada toda censura de natureza politica, ideológica e artística.

Ao não noticiar a pesquisa que mostra seu candidato o tucano José Serra com 33% das intenções de votos e Fernando Haddad com 49% a TV Globo viola abertamente a Constituição e impõe censura a uma notícia pública que ela mesmo contratou e que veicula, em horário nobre no JN, desde o início da campanha eleitoral desse ano. Menos ontem.

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MARX DIRIA: STF SERVE ÀS ELITES, ESTÚPIDO!

18.10.2012
Do  portal BRASI247
Por MARCUS VINÍCIUS

Por que Duda Mendonça não foi condenado com base no "Fato Motivador", como foram os réus do núcleo político diante da ausência completa de provas da PGR?
Marcus  Vinícius
Além de filósofo, economista e "pai do comunismo",  Karl Marx batia um bolão como jornalista. No próximo 25 de outubro completa-se 151 anos de uma das análises mais contundentes sobre a Guerra da Secessão. 

O texto foi escrito por Marx para o Die Presse, um diário austríaco burguês de tendência liberal, e mostra como a Corte Suprema dos Estados Unidos se tornou o último bastião das elites escravistas do Sul contra os brancos livres do Norte.

As elites sulistas se valiam de seu domínio sobre o Congresso Norte-Americano para manter e ampliar o regime escravagista. Esse poder, no entanto, erodia-se devido ao crescimento acelerado da população dos estados do Norte e Nordeste, não escravistas. Como a representação na Câmara dos Representantes é ligada à população dos estados, e as populações dos estados livres cresciam acima daquela dos estados escravistas, as elites escravistas perdiam gradativamente o controle da Câmara e dependiam cada vez mais do Senado, onde cada estado, independente da população, tinha dois representantes.
Ocorre que, os senhores de escravos também estavam perdendo o controle do Senado e para manter o status quo se valeram da JUDICIALIZAÇÃO DA POLÍTICA. Notou aí semelhanças com as elites do Brasil? Sim, as elites norte-americanas recorreram à Corte Suprema dos EUA para garantir seus privilégios, e foram os Juízes Supremos, que segundo Marx, deram veredicto pela escravidão:
"Ela (Corte Suprema) decidiu, em 1857, no notório caso Dred Scott, que todo cidadão americano possui o direito de levar consigo para qualquer território qualquer propriedade reconhecida pela Constituição. Consequentemente, com base na Constituição, os escravos poderiam ser forçados pelos seus donos a trabalhar nos territórios. E assim todo senhor de escravos estaria individualmente habilitado a introduzir a escravatura em territórios até agora livres conta a vontade da maioria dos colonos. O direito de eliminar a escravidão foi tirado das legislaturas territoriais e o dever de proteger os pioneiros do sistema escravagista foi imposto ao Congresso e ao governo da União (pela Corte Suprema)".
Luta de classes
No Brasil, desde a eleição do presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT), as elites conservadoras, que se valeram do Golpe Militar de 1964 para chegar ao poder, têm perdido gradativamente espaço na Câmara Federal e no Senado. O DEM (ex-PFL, ex-PDS, ex-Arena), desmilinguiu-se. No período(1995-2002) de governo do presidente Fernando Henrique Cardoso(PSDB) o partido chegou a ter 105 deputados federais e 17 senadores na legislatura de 1999. Os eleitos em 2010 foram 4 senadores e 43 deputados, número que reduziu-se a 28, pela migração para outras siglas como o PSD. Em 2004 o PFL tinha 6.460. 
Em 2012 o DEM reduziu-se a 3.271, ou seja 3.189 vereadores a menos! Em 1996, o PFL elegeu 934 prefeitos, saltou a 1.028 no ano 2000 e em 2012, o DEM elegeu somente 271, ou seja 757 prefeitos a menos!
Até o segundo mandato do presidente Lula, o equilíbrio de forças no Senado era desfavorável ao petista. Com a eleição de sua sucessora, a aliança trabalhista formada por PT-PMDB-PSB-PC do B-PDT e outros partidos, passou a ter domínio no Congresso Nacional. A presidenta Dilma Roussef assumiu com uma bancada de 311 votos(de 513)  na Câmara Federal e de 50(de 81) no Senado. Assim como Karl Marx testemunhou a JUDICIALIZAÇÃO DA POLÍTICA via Corte Suprema nos EUA, numa reação conservadora a perda de comando no Legislativo, o Brasil assiste movimento similar, no STF que se expressa com mais vigor no julgamento da Ação 470, o dito, "Julgamento do Mensalão".
Exagero? Não.
O que justifica que no julgamento do publicitário Duda Mendonça os ministros do Supremo Tribunal Federal tenham considerado lícito o pagamento de seus serviços na campanha de 2002, com recursos oriundos do Banco Rural, mas em relação aos empréstimos feitos no mesmo banco, para pagamento de despesas de campanha no PR, de Waldemar Costa Neto, no PP, de Pedro Henry, ou pelo PT de Delúbio Soares e José Genoíno, o mesmo dinheiro do Banco Rural transformou-se em "corrupção passiva" e lavagem de dinheiro?
Não houve, nos dois casos, pagamento de despesas de campanha?
Por que apesar da ausência completa de provas no relatório da Procuradoria Geral da República, os chamados "réus do núcleo político" foram condenados com base no "Fato Motivador", no entanto, apesar do esculacho do ministro Joaquim Barbosa contra o procurador Roberto Gurgel, pela PGR não ter produzido provas contra Duda Mendonça, o empresário não foi enquadrado no mesmo "Fato Motivador"?
O Fato Motivador só se aplica a Puta, Preto, Pobre e Petista, como diria o ator José de Abreu?
Por que o caixa dois do PSDB, o chamado "Mensalão Tucano", efetivado na tentativa de reeleição do governador Eduardo Azeredo em 1998, teve seu processo desmembrado para julgamento em 1ª e 2ª instâncias, enquanto o "mensalão do PT" teve direito a apenas uma instância de julgamento?
Por que o ministro relator, que colheu as provas na fase de inquérito, também participa do julgamento, tal e qual nos Tribunais da Inquisição?
As respostas estão novamente na análise cento-cinquentenária de Karl Max: as elites, quando perdem o poder popular, recorrem aos últimos nacos de poder que controlam: seus pares no judiciário e às armas.
Em 1860 foram à guerra contra Lincoln. Em 1964, ao golpe contra Jango. E em 2012, ao STF contra Lula e o PT.
Nos EUA, os aristocratas do Sul, no Brasil, os Barões da Mídia a comandar a Corte Suprema.
Ah, diriam alguns, mas o relator da Ação 470, Joaquim Barbosa é um filho do povo, um ministro cujo pai era pedreiro, que veio do interior do país, de Paracatu-MG. Sim, de lar humilde, mas, ao que tudo indica, sem compromissos com sua classe de origem, pois somente isto justifica sua frase: "Presidente, o Supremo Tribunal Federal não tem que dar satisfação a ninguém!"
Se o Supremo como Poder da República, segundo o ministro Barbosa, não deve satisfações ao povo, é porque do povo está divorciado. Se a Corte Suprema Brasileira não está casada com o povo que banca neste ano de 2012, com impostos, os R$ 614,073 milhões aprovados na LDO para manutenção do STF, cumpre a este povo perguntar: a quem serve o STF?
Marx responderia: "Serve às elites, estúpido"!

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O fracasso subiu à cabeça dos barões da mídia

18.10.2012
Do BLOG DA CIDADANIA, 17.10.12
Por Eduardo Guimarães


O julgamento do mensalão assanhou (muito) os barões da mídia. Desde então, os homens e mulheres desprovidos de consciência profissional que a “nobreza” midiática recrutou para estuprarem cotidianamente os fatos em prol de seus interesses políticos passaram a decretar que agora, finalmente, o PT e Lula perderiam o apoio eleitoral da sociedade.
A imagem é pueril, mas cai como uma luva para o caso em questão. Lembro de personagens dos quadrinhos que me embalaram a infância: quem não leu as aventuras da “Turma da Mônica”, de Maurício de Souza? Quem não se lembra dos “planos infalíveis” do “Cebolinha” para “derrotar” a personagem inspirada na filha desse autor?
Pois é, o último “plano infalível” do Partido da Imprensa Golpista, à exemplo dos de “Cebolinha”, mais uma vez fracassou miseravelmente. É isso, pelo menos, o que mostram as eleições municipais de 2012.
Pense comigo, leitor: você acha que algum brasileiro, seja de que parte do país for, conseguiu escapar do tsunami “noticioso” sobre o julgamento do mensalão? Que mais a grande mídia poderia ter feito para criminalizar o Partido dos Trabalhadores e o ex-presidente Lula?
Desde o início de agosto que a mídia vem se valendo das frases de efeito proferidas sob encomenda por juízes do Supremo, frases que atribuíram “ao PT” as acusações que pesam contra alguns membros do partido, acusações que até já lhes valeram condenações.
Até histórias em quadrinhos para crianças foram feitas sobre o tema julgamento do mensalão, num esforço jamais visto para enlamear um partido e um líder político. Programas humorísticos, novelas, telejornais, jornais, revistas semanais, portais de internet, blogs, sites… Não há como se esconder do noticiário sobre o julgamento.
Ao mesmo tempo, Lula foi tratado como réu no processo. Muitos devem ter ouvido de pessoas mal informadas sobre política que o ex-presidente também estava sendo julgado. O tom do noticiário leva quem não se informa corretamente a essa conclusão.
Retornaram com força total os emails falsos sobre o patrimônio de Lula, com fotos de fazendas, mansões, iates, aviões e o que mais se possa imaginar que ele teria. Há até boatos sobre Lula ser dono de uma ilha (!).
A quase totalidade dos brasileiros já teve contato com acusações e difamações como essas. Em qualquer parte do país que tenha uma televisão ou uma rádio que sintonize a Globo – e a Globo é a única emissora de rádio e tevê que alcança cada rincão do país – a população local viu ou ouviu o PT e Lula sendo acusados.
Se esse descomunal aparato difamante contasse com um mínimo de credibilidade, o PT deveria ter sido varrido eleitoralmente. Antes do primeiro turno já havia uma condenação informal do partido por “corrupção”, “peculato”, “formação de quadrilha”, “lavagem de dinheiro”, ao menos.
Nem é preciso que termine o segundo turno para concluir que a parcela do eleitorado que vota no PT e apóia Lula não acredita que o partido inteiro e o ex-presidente foram condenados de alguma forma pelo Supremo Tribunal Federal. Aliás, dado o crescimento do eleitorado do PT em 2012, pode-se dizer que mais gente passou a confiar no partido.
Apesar da arrogância da mídia, das colunas e editoriais triunfantes, essa gente, pelo menos até o momento, não tem o que comemorar. E, aliás, corre o risco de terminar outubro tendo, isso sim, motivos de sobra para lamentar.
Ainda que seja prematuro dizer, até aqui está para acontecer uma das maiores vitórias do PT no século XXI: a metrópole em que o partido vinha tendo desempenho persistentemente fraco desde meados da década passada pode fazer com que ele saia muito mais forte das eleições municipais de 2012 do que saiu das de 2008.
É ridículo atribuir esse quadro a desconhecimento dos brasileiros sobre o julgamento do mensalão. É escandalosamente óbvio que uma parcela imensa da sociedade brasileira não acredita na mídia. Até porque, a tentativa de desmoralizar Lula e o PT não começou com o julgamento do mensalão – é um processo que começou em 1989.
O máximo que se pode conceder a essa máquina de propaganda política disfarçada de imprensa é ter conseguido impedir que a oposição demo-tucana se desintegrasse de vez na eleição deste ano. Dessa maneira, toda essa campanha bilionária de desmoralização conseguiu, apenas, reduzir a redução da direita no país.
A euforia dos barões da mídia e de seus teleguiados, portanto, está sendo superfaturada. Até porque, o julgamento do mensalão terminará em poucos dias e não há, no horizonte, mais nenhum factóide dessa dimensão para usar contra o PT. Os barões da mídia jogaram a sua bomba atômica e ela, ao final, revelou-se um traque.

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Cidadã desafia Serra a ir no hospital público e dá esporro: 'sem-vergonha e mentiroso'

18.10.2012
Do BLOG DO SARAIVA, 17.10.12
Por Zé Augusto 


Uma cidadã mal atendida em um hospital público de São Paulo, deu um esporro em José Serra e o desafiou a ir até o hospital naquele momento para mostrar que a propaganda eleitoral de Serra na TV era enganosa.

José Serra pedia votos por uma rua comercial na região do Ipiranga (zona sul). A pensionista Nilza Franzé, 58 anos, quando viu o candidato, o parou aos gritos, reclamando do descaso no Hospital Heliópolis: 

"Isso é uma sem-vergonhice. Filma o hospital. Vamos lá comigo agora", disse para o tucano, que refutou a ideia de ir ao local.

Fiel escudeiro de Serra, o deputado estadual Orlando Morando (PSDB-SP) tentou chamar a discussão para si, e disse que a cidadã estava fazendo "show". 

"Show não. Mande a sua mãe ir no hospital e pergunta para ela", disse a senhora Nilza. 

O tucano afirmou que ela estava sendo "mal educada". "Principio elementar de educação é um político atender a gente bem", argumentou ela.

Ela afirmou que estava irritada porque na última segunda-feira (15) levou uma amiga “com princípio de AVC” (Acidente Vascular Cerebral) ao Hospital Heliópolis.

— Eu queria que vocês vissem. O inferno é muito melhor do que aquilo. O descaso com o ser-humano.

Ela disse que avisou uma enfermeira que uma pessoa sob efeito de drogas ia embora apesar de estar com o dedo cortado:

— Ela respondeu, ‘deixa, é um a menos’. Você não quer que eu fique brava? Vai dizer que estou fazendo show? Eu não estou fazendo show, estou relatando a realidade brasileira.

Depois que José Serra fugiu dali, a senhora Nilza falou com a reportagem do R7 e mostrou-se desiludida com a política após anos de gestão demotucana:

— Eu dei uma passadinha no banco e, infelizmente, cruzei com ele aqui porque se eu pegasse qualquer político hoje e tivesse uma arma, eu juro por Deus, eu ia presa! Qualquer político é sem-vergonha. Todo o político é corrupto.

Questionado por repórteres após o incidente, Serra tentou desqualificar as reclamações de dona Nilza de forma arrogante. Disse que "naquele mesmo dia havia recebido uns 15 elogios a questões da saúde, mas isso não é registrado”.

Alertado que a resposta só confirmava o descaso com a população, reclamado por Dona Nilza, Serra tentou remendar jogando a culpa em Kassab e Alckmin, como se ele não tivesse nada a ver com os dois:

— Teve uma mulher que reclamou, e eu, sinceramente, não sei o que dizer. Tem de olhar isso. Mas pode ter problema, sem dúvida não tem um sistema perfeito. Eu respeito as reclamações. Se eu fosse prefeito… Se bem que [o hospital] é do Estado. Da mesma maneira que têm pessoas maravilhadas, têm pessoas indignadas, eu respeito e se pudesse averiguaria na hora.

Isso é José Serra. (com informações do Terra e do R7)

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BLOG DO MIRO: Globo esconde Ibope. Crime eleitoral?

18.10.2012
Do BLOG DO MIRO
Por  Altamiro Borges


A pesquisa Ibope, encomendada pela própria TV Globo, não foi exibida ontem no Jornal Nacional, o principal telejornal da emissora. O que houve? Ali Kamel, diretor de jornalismo do império midiático, não gostou do resultado da sondagem, que aponta o aumento da vantagem do petista Fernando Haddad sobre o tucano José Serra? Mas uma empresa que explora uma concessão pública pode sabotar informações aos telespectadores? Isto não caracteriza crime eleitoral? O que o Supremo Tribunal Federal (STF) tem a dizer sobre isto?


A Globo só exibiu o resultado da pesquisa no seu telejornal local, o SPTV. O Jornal Nacional, ancorado por Heraldo Pereira e Renata Vasconcelos, simplesmente não citou a sondagem do Ibope. A eleição na capital paulista, em decorrência da sua importância política e econômica, tem dimensão nacional. A emissora da famiglia Marinho é famosa por suas sacanagens nos processos eleitorais. Ela adora manipular debates e fazer outras maldades. Mas esconder uma pesquisa encomendada pela própria empresa é muito descaramento.´

A pesquisa Ibope evidentemente desagradou os barões da mídia, que desde o início da campanha previram uma fragorosa derrota das forças de esquerda nas eleições municipais. Eles apostaram tudo no julgamento midiático do chamado mensalão do PT para dar uma sobrevida à oposição demotucana e, até agora, eles se deram mal. A sondagem divulgada ontem mostra Fernando Haddad com 49% das intenções de voto, contra 33% do eterno candidato do PSDB, que caiu quatro pontos desde a pesquisa anterior.

Pelos dados do Ibope, José Serra já deveria começar a pensar na sua aposentadoria política. Seria o caso, também, da TV Globo rever seu manual de jornalismo, um amontoado de platitudes sobre “imparcialidade e neutralidade”. A famiglia Marinho podia acabar logo com a falsidade e solicitar ao Tribunal Superior Eleitoral o registro como partido político. Uma sugestão singela de nome: PIG (Partido da Imprensa Golpista).

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Isaltino Nascimento garante PT no Governo

17.10.2012
Do BLOG DA FOLHA
Por Tatiane Accioly
(Foto: Arthur Mota/Arquivo Folha)
“Nomeado” pelo governador Eduardo Campos (PSB) para apaziguar as ‘brigas’ entre o PT e o PSB, o secretário de Transportes, Isaltino Nascimento (PT), que se empenhou na campanha para eleger o senador Humberto Costa (PT) para prefeito, na tentativa de desbancar o afilhado político do governador, Geraldo Julio, alegou que já está fazendo seu papel junto ao partido. De acordo com o petista, o seu partido  é um aliado histórico dos socialistas nacionalmente e não seria uma disputa municipal que inviabilizaria a continuidade dessa relação.

Segundo Isaltino Nascimento, o sentimento da maioria dos petistas no Recife e nacionalmente é  o de que exista uma relação tranquila com o PSB. “O PSB sempre esteve junto ao presidente Lula, a presidente Dilma, ao prefeito João da Costa e, agora, não seria diferente. Temos que ter maturidade na maneira que estamos liderando”, lembrou Isaltino, em entrevista ao Blog da Folha.
Sobre o posicionamento que a Câmara Municipal vai tomar, a partir de 2013, quando Geraldo Julio tomar posse na Prefeitura, Isaltino disse que vai existir uma independência na Casa José Mariano. Porém, fez questão de deixar claro que os petistas vão procurar votar no que for melhor para a população e não contra o PSB.
“Os vereadores e deputados estaduais vão estabelecer uma relação de diálogo com o PSB. Não vai existir oposição. Vamos procurar votar junto com o governo no que for estratégico. A ideia é ter uma independência dentro da Câmara, mas vamos votar no que for importante para a cidade”.
Segundo Isaltino, só não existe a possibilidade do PT se juntar ao PSDB e ao DEM para fazer oposição. “O que não existe é o PT se unir ao PSDB e ao DEM, até porque nossos interesses são outros”, revelou, lembrando que a derrota do PT no Recife não significa que o partido esteja sem força em Pernambuco e no Brasil. “O PT tem um bom número de prefeituras no Estado e cresceu ainda mais no Brasil. Somos um partido forte”, finalizou.
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AGÊNCIA BRASIL: Horário de verão evitará gasto de R$ 3 bilhões com construção de usinas térmicas

18.10.2012
Do portal da Agência Brasil, 17.10.12
Por Sabrina Craide
Economia

Brasília – O horário de verão, que começa no próximo domingo (21), poderá evitar gastos estimados em R$ 3 bilhões na construção de novas usinas térmicas a gás, que seriam necessárias para garantir a segurança do suprimento de energia no horário de pico, se não houvesse a medida. “Se não houvesse redução da demanda, o país teria que instalar usinas para atender às necessidades. Então, não instalando usinas, os investimentos deixam de ser feitos”, disse hoje (17) o secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Ildo Grüdtner.

Segundo ele, a mudança de horário proporciona um ganho considerável para a segurança do sistema elétrico brasileiro. “Menor demanda implica maior segurança para o sistema, que não fica tão 'estressado'. Há também maior flexibilidade operativa para liberar instalações para manutenção e redução da geração de energia térmica para atender a esse consumo”, explicou o secretário.

De acordo com expectativas do governo, com a adoção do horário de verão, será evitado um gasto de R$ 280 milhões com o acionamento de usinas térmicas neste ano para suprir a demanda no horário de pico. Segundo Grüdtner, a redução da demanda de energia no horário de pico neste ano deve ser de cerca de 4,5%, o que representa 2,2 mil megawatts. A redução total de consumo deverá ser de 0,5%.

Neste ano, o estado do Tocantins adotará o horário de verão pela primeira vez. A Bahia, que aderiu ao sistema no ano passado, vai ficar de fora. Segundo Grüdtner, o governo baiano pediu a retirada por causa da rejeição da medida pela sociedade. O horário de verão é adotado em todos os estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

O horário de verão começa no próximo domingo (21), quando os relógios deverão ser adiantados em uma hora, e termina no dia 17 de fevereiro. A medida é adotada sempre nesta época do ano, quando os dias são mais longos por causa da posição da Terra em relação ao Sol, e a luminosidade natural pode ser mais bem aproveitada.

Edição: Nádia Franco
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DIREITA REACIONÁRIA FRAUDOU O ENEM DE 2009, CONFIRMA JUSTIÇA FEDERAL: Enem, Serra e a fraude da Folha

18.10.2012
Do BLOG DO MIRO, 17.10.12
Por Altamiro Borges

José Serra ainda vai criar constrangimentos para o seu grande amigo Otávio Frias, chefão da Folha. No seu programa na rádio e tevê, o eterno candidato tucano tem insistido em retomar a discussão sobre as fraudes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como forma de fustigar Fernando Haddad, ex-ministro da Educação e seu rival na disputa pela prefeitura paulistana. Ocorre que este assunto é um trauma para os donos do Grupo Folha. Afinal, a fraude ocorreu na gráfica da empresa, que já foi multada pelo crime.



Na semana passada, a Justiça Federal determinou que o consórcio formado pela Gráfica Plural, do Grupo Folha, pague ao governo R$ 73,4 milhões em função do vazamento das provas do Enem em 2009. O valor deverá ser encaminhado ao INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) e o ressarcimento servirá para indenizar o órgão que na época precisou contratar emergencialmente outra instituição para repetir a aplicação da prova. 


A Justiça Federal de Brasília concluiu que a Gráfica Plural, sediada em Santana do Parnaíba, na região metropolitana de São Paulo, foi a principal culpada pelo vazamento. Na época, inclusive, correu o boato de que o crime teria motivação política, como forma de desgastar o governo federal – mas nada foi comprovado. A Justiça deu um prazo de cinco dias para que a empresa pague a multa. Se a decisão não for cumprida, o consórcio poderá sofrer pena de penhora de bens para garantir que a dívida seja paga.

A Folha evita tratar do assunto por motivos óbvios. E os seus concorrentes são solidários na desgraça. O silêncio sobre a decisão da Justiça Federal é impressionante. Ninguém fala da condenação e da multa de R$ 73,4 milhões. Exatamente nesta hora, quando o pacto dos mafiosos da mídia é tão forte, José Serra decide explorar o tema no horário eleitoral de rádio e tevê. Otavinho deve estar uma fera! 
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REINO UNIDO: David Cameron aprova referendo sobre independência da Escócia

18.10.2012
Do portal OPERA MUNDI, 15.10.12
Por  Redação | São Paulo

Parlamento escocês possui prerrogativa para organizar consulta popular até o final de 2014

O chefe do governo regional escocês, Alex Salmond (esq.), e o premiê britânico, David Cameron, eassinam acordo em Edimburgo

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, e o chefe do governo regional escocês, Alex Salmond, assinaram nesta segunda-feira (15/10) um acordo que garante a realização de referendo de independência da Escócia até o final de 2014. 

“O documento abre o caminho para a decisão mais importante dos últimos séculos de nosso país. É, nesse sentido, um dia histórico para a Escócia e um grande passo à frente em direção a Escócia independente”, disse Salmond.

A partir das negociações, o parlamento de Edimburgo recebe poder legal temporário para organizar a consulta popular sobre a sua separação do Reino Unido. “Eu sempre quis mostrar respeito pelo povo da Escócia. Eles votaram em um partido que quer o referendo. E eu fiz este referendo possível”, afirmou Cameron. 

Ambas as partes tiveram que fazer concessões para a finalização do acordo. O Reino Unido aceitou que a idade mínima para votação seja de 16 anos e que a consulta seja realizada em 2014, e não imediatamente. A Escócia, por sua vez, aceitou que o referendo possua uma única pergunta e desistiu de incluir questão sobre o aumento do poder do Parlamento escocês.

“O que temos é o que eu sempre quis, que é uma única pergunta e não duas, uma questão muito simples que terá que ser colocada antes do fim de 2014 e então, essa incerteza será encerrada”, disse o premiê britânico. 

O acordo, assinado nesta segunda (15/10) na sede do governo escocês em Edimburgo, foi baseado em meses de negociações entre as autoridades e liderado pelo vice-premiê da Escócia, Nicola Sturgeon, e o secretário Michael Moore.

O documento garante que a vontade da população escocesa será atendida e respeitada por ambos os governos, que possuem posições distintas acerca da questão. Enquanto que Cameron reiterou sua vontade de que a Escócia permaneça no Reino Unido, Salmond reafirmou seu desejo independentista.

“Eu acredito plenamente que a Escócia será melhor com o  Reino Unido, mas, principalmente, que o Reino Unido será melhor com a Escócia. Nós somos melhores, mais fortes e mais seguros juntos”, disse Cameron. Já Salmond: “Eu acredito que vamos vencer, estabelecendo uma visão positiva de um futuro melhor para o nosso país economicamente e também, fundamentalmente, socialmente”. 

Agora, cabe aos legisladores escoceses estabelecerem as regras do referendo: a data, as palavras da questão, o financiamento da campanha, entre outras. Segundo o acordo assinado, a consulta popular terá que seguir “aos mais altos padrões de justiça, transparência e legalidade, informada por consulta e aconselhamento de peritos independentes”. 


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