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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

A farsa que JB montou para condenar o PT

17.10.2012
Do blog MEGACIDADANIA

TRANSPARÊNCIA É TER ACESSO PLENO ÀS INFORMAÇÕES
Em tempos de intensa utilização da internet como o que vivemos, a busca pela informação verdadeira tornou-se um autêntico paradigma.
Diante de um angustiante cenário no qual predomina a voz do “pig”, o Partido da Imprensa Golpista, encontrar uma fonte de acesso documental é um diferencial.
A missão deste blog é ser um vertedouro por onde escoe somente informações amparadas em documentos autênticos, DOA A QUEM DOER.

Missão do MEGACIDADANIA


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PIG - PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA: Golpismo à brasileira

Vereadores petistas sinalizam apoio a Geraldo Julio

17.10.2012
Do portal do JORNAL DO COMMERCIO

Há um ditado que consagra o adesismo na política ao dizer que “terno branco, sapato de duas cores e oposição só é bonito nos outros”. O dito, que pode ser fartamente comprovado, sempre encontrou no PT um contraponto. O partido ficou famoso por seu talento como oposicionista nos anos em que o País foi governado pelo tucano Fernando Henrique Cardoso. Entretanto, desde a ascensão de Lula ao poder, em 2003, os petistas vêm perdendo o gosto pelo papel de oposicionista.

No Recife não será diferente. Depois da virulenta disputa com o PSB na eleição municipal, com intensa troca de farpas, o derrotado PT parece ter se resignado. No que depender da bancada de vereadores eleita para a próxima legislatura, o novo prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), terá vida fácil na Câmara Municipal, assim como acontece com o governador Eduardo Campos (PSB), que navega em águas mansas na Assembleia Legislativa.

Dono da segunda maior da Câmara, com cinco nomes, perdendo apenas para o PSB, o PT deve apoiar as decisões tomadas pelo prefeito socialista a partir de janeiro de 2013. Mesmo que o diretório estadual do partido determine que o posicionamento deva ser o de “independência propositiva”, os vereadores Luiz Eustáquio (foto ao lado), Henrique Leite, Jairo Britto, Osmar Ricardo e Jurandir Liberal devem seguir a base governista na hora do voto, com raríssimas exceções de projetos que, por ventura, criem enfrentamento com a opinião pública.

Oficialmente, os vereadores afirmam que seguirão as determinações da bancada. Na última segunda-feira, a deputada estadual Teresa Leitão, em entrevista ao JC, afirmou que haveria uma tendência do PT ocupar uma posição independente. Nos bastidores, porém, o que se diz é que seria complicado fazer oposição ou manter-se neutro a uma gestão que já chega sob as bênçãos de um governador que tem a simpatia de mais de 90% do eleitorado pernambucano.


Afirmando ser um “homem de partido”, o vereador e presidente da Casa, Jurandir Liberal, disse que aguardará a posição do PT. “Mas não há nenhum indicativo formal de que estaremos na oposição ou na situação”, afirmou ele, esquivando-se de qualquer polêmica.

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Haddad abre 16 pontos de vantagem para Serra, aponta Ibope

17.10.2012
Do DIARIO DE PERNAMBUCO


Pesquisa Ibope divulgada na noite desta quarta-feira mostra que aumentou para 16 pontos a vantagem do candidato Fernando Haddad (PT) sobre o adversário, José Serra (PSDB). O petista tem 49% das intenções de voto, contra 33% do tucano. No último levantamento do Ibope, divulgado na quinta-feira passada, o candidato do PT tinha 48% das intenções de voto, contra 37% de Serra, uma diferença de 11 pontos. O levantamento foi encomendado pela TV Globo.

Quando computados apenas os votos válidos, Haddad venceria com 60% contra 40%.

O Ibope ouviu 1.204 eleitores entre os dias 15 e 17 de outubro na capital paulista. A margem de erro da pesquisa é de três pontos para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), sob o número 0 1864/2012.

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CRÔNICAS DO MOTTA: Nau sem rumo

17.10.2012
Do blog CRÔNICAS DO MOTTA



A estratégia da campanha eleitoral de José Serra neste segundo turno parece coisa de maluco.

Ao mesmo tempo em que o candidato ofende jornalistas que fazem as perguntas que não gostaria de ouvir, estimula o preconceito e a intolerância contra as minorias e, por meio de apoiadores dissemina o ódio, pouco se importando em debater as soluções para os gravíssimos problemas da capital, tenta aparecer como o "tiozão" bonzinho que tudo sabe e tudo fará em prol dos mais necessitados.

A ilustração acima é uma espécie de "santinho" preparado pela sua equipe de campanha. 

Além deles, há uma série de adesivos com esses e outros personagens, simpáticos, quase todos brancos. Nos dois exemplos que ilustram esta crônica as frases do verso são "Ser prefeito de São Paulo é cuidar com carinho de seus muitos filhos. Não permitir que nada roube deles a beleza da infância" e "O prefeito tem de cuidar das pessoas para que elas possam cuidar de si mesmas e melhorar de vida".

As "pílulas de otimismo" da Seleções do Reader's Digest não fariam melhor.

O jornal digital Brasil247 informou que os marqueteiros de Serra não gostaram nem um pouco da intromissão do "pastor" Malafaia na campanha e que, por isso, o candidato passou a ouvir os conselhos de marketing do colunista da revista Veja Reinaldo Azevedo, ícone da extrema-direita brasileira.

Se isso for mesmo verdade, é mais uma prova que a campanha tucana está completamente à deriva, sem saber exatamente o que fazer para diminuir a rejeição de mais de 40% do eleitorado.

Mas, convenhamos, fazer discursos para essa porção nazifascista do eleitorado não vai acrescentar um voto a Serra - é o mesmo que falar para os membros de um clube exclusivo.
Por outro lado, distribuir "santinhos" e adesivos de personagens infantis tampouco fará com que os eleitores de Haddad ou os indecisos mudem de lado.

Para que isso ocorra, Serra terá de fazer muito mais, a começar por convencer as pessoas que não usará novamente da prefeitura como trampolim para voos mais altos, e apresentar propostas factíveis para a cidade, em vez de prometer construir 25 km e 23 estações de metrô, quando todos sabem que tal prodígio não é da competência do prefeito, mas sim do governador, outro personagem que tem se mostrado de notável incompetência no que se refere à área dos transportes urbanos.

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Extrema-direita se une contra Haddad

LUÍS NASSIF: A descarada falta de pudor do Supremo

17.10.2012
Do blog ESQUERDOPATA,

Longa vida a Duda Mendonça

É acachapante a diferença de tratamento dos Ministros do STF a um membro da indústria midiática - publicitário Duda Mendonça - e aos demais réus do julgamento.

Com Duda Mendonça, um rigor absoluto em relação a supostos erros da peça acusatório do Procurador Geral da República. Admite-se que houve processo de lavagem de dinheiro mas que o PGR não logrou trazer as provas para os autos. Como errou - segundo os Ministros -, eles se atem aos autos e absolvem o réu.

Com os demais, compreensão absoluta quanto à falta de provas e inconsistências das acusações.

Nem defendo absolvição dos demais nem a penalização de Duda Mendonça. Mas há um discricionarismo próximo da falta de pudor no comportamento de alguns ministros.
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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2012/10/a-descarada-falta-de-pudor-do-supremo.html

SERRA, CAMPEÃO DE ARROGÂNCIA CONTRA OS PROFISSIONAIS DA IMPRENSA: Serra em campanha: Confrontos com cinco jornalistas em apenas 19 dias

17.10.2012
Do blog VI O MUNDO, 16.10.12
Por Conceição Lemes

O tucano José Serra, candidato à Prefeitura de São Paulo, comporta-se como se fosse um político blindado pelos patrões midiáticos. Do contrário não seria tão deselegante com jornalistas. Basta um repórter perguntar algo que não lhe agrade ou não tenha interesse em responder, para Serra tratar o perguntador de forma ríspida.

O candidato tucano é, sem dúvida, um homem poderoso. Foi deputado, senador, ministro, prefeito e governador. Duas vezes candidato a presidente da República. É uma das lideranças mais importantes do PSDB. Os repórteres que fazem perguntas a ele são assalariados. Ao ousar, correm o risco de desagradar os patrões e perder o emprego.

Perguntas desagradáveis fazem parte da vida de candidatos. Uma resposta agressiva também é parte do jogo. Porém, o tucano se comporta como se fosse blindado pelo patronato midiático e, na prática, intimida os perguntadores.
Serra pede a cabeça de jornalistas?

Em 2010, Heródoto Barbeiro, que na época comandava o Programa Roda Viva, da TV Cultura, fez uma pergunta “desagradável” a Serra sobre pedágios. Coincidentemente, não durou muito na emissora. Hoje está na Record News.

Já imaginou o que os barões da mídia fariam se Fernando Haddad, candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, chamasse um repórter de “sem-vergonha”, como Serra fez em 28 de setembro deste ano durante campanha no bairro da Moóca?

Ou se o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma tachassem um jornalista de disseminar propaganda do adversário, como Serra fez hoje com o jornalista Kennedy Alencar, na CBN, a quem acusou de espalhar “trololó petista”?

Não é preciso bola de cristal para saber que isso seria denunciado ao mundo pelos patrões. A mídia global se encarregaria de tornar o caso um escândalo internacional.

Já que os chefões da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) ainda estão por aqui, resolvemos fazer um levantamento de incidentes de José Serra com jornalistas brasileiros, que, na prática, representam intimidação ao livre exercício da nossa profissão.

Na campanha de 2010, por exemplo, colegas da RBS, Heródoto Barbeiro, Márcia Peltier e até Miriam Leitão foram alvo do seu desrepeito profissional:

Também em 2010, Serra se irritou com a pergunta de um repórter em São Luís, no Maranhão. 
Blog do Décio registrou:

Durante entrevista coletiva em São Luís nesta terça-feira 13 de julho, o tucano José Serra se chateou com pergunta do jornalista Mário Carvalho sobre sua rejeição no Nordeste. As fotos do vídeo são de Biaman Prado.

Ao longo da campanha à Prefeitura de São Paulo, em 2012, levantamos cinco episódios.
No desta terça-feira 16, o mais recente, Serra se superou. Acusou Kennedy Alencar, comentarista político da rádio CBN de espalhar “trololó petista”.

Alencar perguntou sobre um kit gay semelhante ao que esteve em estudos no Ministério da Educação e que o tucano havia implementado na sua gestão enquanto governador. Queria saber se o tucano tinha dado uma guinada conservadora, já que em 2010 Serra baseou parte de sua campanha na questão do aborto. O tucano não respondeu à pergunta.
Em vez disso, bateu boca, disse que o jornalista estava mentindo e o acusou de fazer campanha para “outro candidato”. ”Kennedy, você não pode fazer campanha eleitoral na CBN”, incriminou.

A acusação de que um jornalista está usando o emprego para fazer campanha para um partido é gravíssima: pode causar demissão.

O primeiro ataque de Serra a jornalista na eleição de 2012 aconteceu em 28 de setembro.
Em campanha no bairro da Moóca, Serra, ao ser questionado por repórter da Rede Brasil Atual,  sobre onde os eleitores poderiam encontrar o seu plano de governo, disparou: “Eu não respondo pergunta de sem-vergonha”.

Ouça, aqui, a íntegra da gravação feita pela Rede Brasil Atual:


http://www.viomundo.com.br/denuncias/serra-em-campanha-confrontos-com-cinco-jornalistas-em-apenas-19-dias.htmlNo dia 11 de outubro, a vítima foi a repórter da TVT.  Serra ignorou a pergunta dela e deu as costas à equipe da TV dos Trabalhadores. Foi durante coletiva para anunciar o apoio do PDT paulista à candidatura tucana no segundo turno.

No 12 de outubro, Serra repetiu a “dose” contra a TVT.

O tucano tem a mania de, antes de responder, querer saber o veículo representado pelo entrevistador.

Aparentemente, é assim que decide entre “amigos” e “inimigos”.

Praticado por um petista, tal comportamento seria denunciado como tentativa de “controlar” a mídia.

Ontem, 15 de outubro, Serra destratou a repórter do UOL, do Grupo Folha. Após caminhada no bairro Cidade Ademar,  no extremo da Zona Sul da capital, ela perguntou-lhe  se o tom agressivo do primeiro programa eleitoral do segundo turno, que recorreu  ao mensalão, seria uma estratégia da campanha tucana para diminuir a vantagem de Haddad nas pesquisas de intenção de voto.

Serra não gostou e reagiu: “Não sei, eu não vi. Vai lá para o Haddad. É a pauta dele. Não precisa ter uma assessora a mais para ele. Vai lá direto”.

Para quem diz defender a liberdade de imprensa e de expressão, são cinco episódios de agressividade com profissionais da imprensa em apenas 19 dias.

Não encontramos críticas do candidato aos patrões midiáticos no mesmo período.

PS do Viomundo:  Quem tiver outros flagrantes do estilo Serra de desrespeitar os jornalistas, por favor, poste nos comentários.  A democracia agradece.

Leia também:

Bia Barbosa: Dilma não comparece à reunião da SIP; diretor do Grupo Estado compara-a a Collor
Emiliano José: O pesadelo interminável do urubu
David Leigh: Uma taxa mensal para sustentar os jornais
Bia Barbosa: SIP elege Equador e Argentina como alvos principais
Janio de Freitas: A mentira da mesada de Roberto Jefferson
Comparato: Pretos, pobres, prostitutas e petistas
Rosane Bertotti: Lula e Dilma, muito a desejar na área da comunicação
Altamiro Borges: A SIP vai condenar a censura à Folha Bancária?
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/serra-em-campanha-confrontos-com-cinco-jornalistas-em-apenas-19-dias.html

Jornalista critica editorial da Folha de SP

17.10.2012
Do portal GOSPEL PRIME
Por por Michael Caceres

Jackson Rangel é evangelista e presidente do Ministério IDE da Igreja Batista.


Jornalista critica editorial da Folha de SPJornalista critica editorial da Folha de SP
Após as críticas do editorial do jornal Folha de São Paulo sobre a aproximação de José Serra (PSDB), candidato à prefeitura de São Paulo, com segmentos religiosos, principalmente com relação aos evangélicos, o jornalista Jackson Rangel, da Folha do Espírito Santo, escreveu um texto criticando a postura do editorial que definiu como sendo “incongruente e discriminatória”.
A Folha de São Paulo publicou a matéria no último sábado (13). O texto criticava a aproximação entre igrejas evangélicas da capital paulista e o candidato tucano. O texto também critica o candidato José Serra (PSDB) sobre seu posicionamento contrário ao chamado “Kid Gay” criado pelo seu adversário Fernando Haddad (PT), julgando como linha conservadora dos evangélicos e a pauta fora da órbita do interesse público.
Jackson destacou que o texto “não apresenta nem paradoxo, mas completa falta de análise sociológica e antropológica da sociedade, sem mencionar que a discussão sobre a ‘união homoafetiva’ , aprovada pelo STF, promove alterações comportamentais de caráter coletivo e, por sua vez, de interesse público” escreve.
“O editorial almeja se mostrar liberal e tem o direito de fazê-lo sem, contudo, tratar o tema como se o homem fosse apenas animal político com capa de corpo, sem alma e espírito, gestando subjetividade sobre crenças absolutas de quem desaprova o comportamento antinatural, assim descrito na Bíblia como regra de conduta e fé dos cristãos. Vale respeito!”, afirma Rangel.
O jornalista é presidente do Ministério IDE, que tem como objetivo implantação de Igrejas Batistas e Evangelista, com programa diário denominado “Em Nome de Jesus”, na emissora “Rádio Sim Cachoeiro”.
Leia na íntegra:
“A Folha do S. Paulo produziu editorial incongruente e discriminatório para o eleitor paulistano. Critica o candidato José Serra (PSDB) sobre seu posicionamento contrário ao chamado “Kid Gay” criado pelo seu adversário Fernando Haddad (PT), julgando como linha conservadora dos evangélicos e a pauta fora da órbita do interesse público.
Admiro a Folha e respeito a opinião em tela, contudo não apresenta nem paradoxo, mas completa falta de análises sociológica e antropológica da sociedade, sem mencionar que a discussão sobre a “união homoafetiva” , aprovada pelo STF, promove alterações comportamentais de caráter coletivo e, por sua vez, de interesse público.
Sobre conservadorismo sobre o mesmo tema, a Igreja Católica, com maior número de fiéis, é mais fundamentalista do que os evangélicos, se assim se é necessário comparar para melhor entendimento sobre editorial equivocado por ausência de conhecimento doutrinários e dogmáticos do sentimento religioso inerente ao ser humano.
O editorial almeja se mostrar liberal e tem o direito de fazê-lo sem, contudo, tratar o tema como se o homem fosse apenas animal político com capa de corpo, sem alma e espírito, gestando subjetividade sobre crenças absolutas de quem desaprova o comportamento antinatural, assim descrito na Bíblia como regra de conduta e fé dos cristãos. Vale respeito!
Como eleitor eu tenho o direito de conhecer todas as raízes holísticas do candidato. O homem é o que pensa e pratica. Pode-se ter um homossexual eleito, e tem-se pelo quadrante universal, e capaz. Porém, a maioria que lhe concede a procuração de representá-la a fez sabendo, sem apresentação implícita a pretexto da chamada corrente politicamente correta.
Considero uma desfaçatez o editorial da Folha de S. Paulo que, aproveitando-se de formadores de opinião sobre o mercado político e a eleição plebiscitária em segundo turno, faz a indução de transformar o errado em certo e o certo em errado. Não existe homofobia neste tema – que significa agressão aos homossexuais -. Há uma opinião partidária!
Está existindo, sim, por parte da grande Imprensa a falta de respeito com a maioria dos universais religiosos ou cristãos aos colocá-la às margens de conhecer as convicções morais, sociais, culturais e religiosas de quem pleiteia vida pública.”

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REPERCUSSÃO DA ARROGÂNCIA DE JOSÉ SERRA: Mídia se deixa manipular e apanha

17.10.2012
Do portal do OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
Por  Mauro Malin, na edição 716


José Serra usou novamente o ataque à imprensa (já o fizera em outras campanhas) como arma para se defender de estocadas adversárias. Em entrevistas à rádio CBN e ao portal UOL, acusou os repórteres de facciosismo ao ser questionado a respeito da distribuição pela Secretaria Municipal de Educação, quando era prefeito, de material orientador para discussões sobre preconceito, entre eles a homofobia.
Esse tópico emergiu por iniciativa de seus adversários petistas, como antídoto contra os ataques que a campanha de Serra fizera ao “kit-gay” produzido, mas não distribuído, na gestão de Fernando Haddad no Ministério da Educação.
O assunto foi comentado por Renato Janine Ribeiro no Facebook:
“Ninguém pode me acusar, salvo se for mentiroso, de prevenção contra José Serra. Defendi antes do 1º turno o voto nele, caso fosse o finalista contra Russomanno. Mas sua entrevista à CBN é espantosa. Não responde às perguntas. Desqualifica o jornalista, chamando-o de petista, quando quem lê a Folha sabe que não pode chamar assim a Kennedy Alencar. Com isso, foge da pergunta. Usa a palavra ‘PT’ como palavrão, o que não é argumento. Provavelmente, com isso, perde eleitores que estejam indecisos e que vejam méritos e deméritos dos dois lados. Mas não importa, na discussão ética, se assim ele ganha ou perde votos. Importa que nada justifica lidar com a res publica com tanto desrespeito ao outro. (...)”
Pelo menos três aspectos merecem atenção, nesse caso.
Primeiro,  pessoas que lutaram pela redemocratização, como tucanos (não todos) e petistas (idem), hoje não hesitam em atacar de modo não republicano a mídia jornalística.
Todo assunto comporta discussão. A veemência é uma escolha do debatedor. Mas apontar ou insinuar segundas intenções é golpe baixo. Se o assunto está na mesa, cabe ao jornalista suscitá-lo. Questionar esse direito é questionar o exercício do papel da imprensa em regime democrático. É um ataque, mesmo sem recurso a leis de exceção, intimidações, perseguições, assassinatos.
Manipulações
Segundo, jornais e jornalistas precisam lutar o tempo todo contra manipulações. O modo de funcionamento da imprensa, a cada etapa de sua trajetória, é deslindado por pessoas suficientemente espertas ? ou inteligentes, vá lá ? para usar esse conhecimento a seu favor, mas contra a verdade (cognoscível) dos fatos. Quando estava ainda em seu primeiro mandato, Fernando Henrique Cardoso explicou em livro-entrevista a Roberto Pompeu de Toledo o modus operandi dos plantadores de notas. Pouca coisa mudou desde então.
Terceiro,  jornal tem posição, sim, em cada centímetro do que publica. Admita-se que a preocupação com o “kit-gay” reflita o modo de pensar de uma parcela da população. (A denominação deveria ser rejeitada, mas oferece a jornalistas a conveniência de ser curta, o que talvez tenha sido malandramente percebido por seus criadores.) Isso pode justificar que se pondere a validade da pauta (não necessariamente que essa pauta se imponha). Mas não é disso que se trata.
A rejeição ao material anti-homofóbico do Ministério da Educação (sem entrar no mérito de sua concepção e de sua qualidade editorial) foi feita para desqualificar o tema, a necessidade de combater, no terreno educativo, discriminações e preconceitos. Essa foi a démarche de igrejas protestantes e da igreja católica.
Trevas ou luzes
É uma pregação reacionária, embora congruente com o papel que as igrejas têm. A mídia, em relação a essa faceta, precisa decidir se cede espaço a trevas ou se se pretende filha das luzes.
Muito pior, entretanto, é a exploração eleitoral do tema, mediante a qual os partidos (melhor dito, as coligações) praticam a mais deslavada manipulação, que só prospera porque a mídia lhe dá espaço.
Se as redações tivessem um pouco mais de juízo, pensando no presente e no futuro do país, e não tanto em “vender jornal”, desqualificariam a pauta, ou a reduziriam ao ridículo, bastando para isso ouvir pessoas capazes de desmontar argumentações medievalescas (e hipócritas, em tantos casos).
Padres e pastores continuariam usando seus púlpitos e sua mídia para pregar o atraso, mas ele não entraria na corrente sanguínea do “grande debate público”, instância por excelência das repúblicas democráticas.

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PRETOS E PARDOS VÃO À UNIVERSIDADE. QUE HORROR !

17.10.2012
Do blog  CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

Onde já se viu o filho da empregada tirar o diploma de engenheiro ? Isso não pode continuar !


Saiu na Agência Brasil:

MATRÍCULAS NO ENSINO SUPERIOR CRESCEM 5,7% EM 2011


Brasília – O número de matrículas na educação superior subiu 5,7% no período 2010-2011. Os dados incluem a rede pública e privada e fazem parte do Censo do Ensino Superior divulgados hoje (16) pelo Ministério da Educação (MEC). O número de alunos matriculados em cursos de graduação ultrapassou 6,7 milhões no ano passado.

No período, a matrícula na rede federal cresceu 10%, que tem atualmente mais de 1,032 milhão de alunos matriculados em todo país. Entre as áreas de formação, o maior crescimento é nos cursos tecnológicos, que tiveram aumento de 11,4% na procura. Os cursos de licenciatura registraram o menor interesse e ficaram praticamente estagnados, com 0,1% de crescimento. A demanda do mercado de trabalho é a causa do aumento, segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

Mercadante ressaltou o crescimento no percentual de alunos pretos e pardos que frequentaram ou concluíram o ensino superior que alcançou 20% dessa população. No ano de 1997, o percentual era apenas 4%. O grupo de universitários, de 18 a 24 anos, com menor renda cresceu 4,2% na graduação. (Ênfase minha – PHA)


“O ProUni [Programa Universidade para Todos], o Fies [Fundo de Financiamento Estudantil] e agora a política de Cotas, que vai dar metade das vagas em quatro anos para os alunos das escolas públicas, com recorte por renda e por raça, são formas de a gente abrir cada vez mais oportunidades. Quem estuda, escolhe o que vai ser da vida”, disse Mercadante.

(…)

Navalha
Isso é intolerável.
Onde já se viu o filho da empregada tirar o diploma de engenheiro ?
Isso não pode continuar !
Precisamos acabar com essa raça !
O Supremo saberá cumprir o seu dever nesse processo de eugenia política.
Viva o Brasil !



Paulo Henrique Amorim

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STF RE-EDITA O DEBATE COLLOR X LULA

17.10.2012
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

O Tribunal Supremo desempenhará em 2012 o papel da edição do debate do Lula contra o Collor, em 1989.


Saiu na Folha:

STF QUER FINALIZAR JULGAMENTO DO MENSALÃO NA PRÓXIMA SEMANA


FELIPE SELIGMAN
MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA 

Os ministros do Supremo Tribunal Federal trabalham, nos bastidores, para agilizar as sessões do julgamento do mensalão. A ideia é tentar julgar os dois capítulos da denúncia que faltam e fazer a discussão sobre o tamanho das penas até o fim da próxima semana.

Navalha
A eleição do Haddad será no dia 28, domingo sem ser este o outro.
A conclusão do julgamento de exceção será na sexta-feira dia 26, quando, certamente, pontificará no jornal nacional aquele que defende o Golpe (de 1964).
O PiG (*) vai reverberar a notícia no sábado, dia 27.
Ou seja, o Tribunal Supremo desempenhará em 2012 o papel da edição do debate do Lula contra o Collor, em 1989.
O debate foi na sexta.
O jornal nacional da fraude, com o editorial do Alexandre Maluf Garcia, foi no sábado.
E o Collor ganhou a eleição no domingo.
Perfeito !
Para completar, só falta soltar o Abílio Diniz e espalhar nas redes sociais, no sábado, que os sequestradores usavam camiseta com o rosto do Lula estampado.
O mensalão tucano será julgado em outubro de 2014 ?
E a Lista de Furnas ?
E a Privataria ?




Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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Emiliano José: O pesadelo interminável do urubu

17.10.2012
Do blog VI O MUNDO, 

… Aquelas mãos pegajosas e fortes, aquele dedo faltando, os braços, e ele chamando-o para acompanhá-lo, seguir sua trajetória. Que horror aquele homem… E maior horror ainda era aquela corte de andrajos que o acompanhava. Pobres e mais pobres, negros e mais negros, a escória da sociedade. Um nojo, um horror, um horror…(“Os encontros noturnos de Herval Sobreira”)

Assalta-me a referência a Marx, acho que em O Manifesto Comunista – um espectro ronda a Europa, o espectro do comunismo. Isso vem a propósito do tormento representado por Lula para a velha mídia brasileira. Esta vive sobressaltada pela liderança do operário que emergiu da luta sindicalista, tornou-se o maior líder popular de nossa história, em seguida o melhor presidente que o país tivera, uma das lideranças mais respeitadas do mundo, que está hoje fora do poder, e ainda assim, independentemente de sua vontade, acicatando os nossos vetustos e vetustas colunistas.

Creio que Lula, tal a obstinação com que cuidam dele, a insistência com que tentam diminuí-lo, de fato invade as noites de muitos jornalistas. Invade quando pensam nele para inventar as pautas desqualificadoras, quando tem de opinar de modo enviesado para diminuir a presença dele na cena política, invade quando o caluniam conscientemente, e Lula deve também invadir o sono deles e delas, coitados, e essa invasão, como acontece com o personagem Herval Sobreira, deve sempre aparecer como pesadelo, tal o ódio, o horror, o nojo que todos tem, de fato, desse operário-invasor, porque nunca antes na história desse País um nordestino pobretão, retirante famélico, encarnação das vidas secas de outrora, ousara sequer tentar a presidência da República.

E o operário suarento, com sua barba ora negra, ora branca, quase espumava em sua cara, quase sujava seu bigode bem aparado, querendo que o acompanhasse em sua rebelião contra os ricos, logo ele, que nada tinha contra os ricos, até gostava muito deles, e se não podia dizer que tinha nojo, queria os pobres à distância, quanto mais distantes melhor…

Não é bem que Lula invada as noites das nossas e dos nossos nobres colunistas. Corrijo-me. A velha, conservadora mídia brasileira é que não consegue se livrar de Lula, nunca o tira da cena, e sempre pretende destruí-lo, sem que até agora o tenha conseguido. Talvez até o ajudem manter-se à tona, mesmo que ele não queira.

Lula parece para ela, para o consciente e o inconsciente, o espectro de que falava Marx, só que ele é de carne e osso, e foi Lula que Hobsbawm disse ter sido o inventor da democracia recente no Brasil por combinar de modo rigoroso crescimento econômico com distribuição de renda, embora isso fosse uma metáfora já que a recente democracia brasileira é resultado da luta de milhões de brasileiros.

Inegavelmente, no entanto, depois de 2003, a democracia enlaçou os aspectos formais dela com a melhoria real das condições de vida do povo brasileiro.

Quando acordou, suava aos borbotões, assustado. Soltou uma exclamação, um sonoro puta-que-pariu libertador, se surpreendeu alegre por escapar daquele pesadelo, que não acabava, extirpar de si a lembrança do operário-barbudo e daquela multidão de maltrapilhos a tocá-lo, também, como se fosse um deles. Não era. O dia já despontava, e ele se indagando sobre quando se livraria daquele operário que se intrometera na vida política já havia tantos anos, e não saía dela, e o pior, sempre adorado pelo povo, esse povo tão ignorante…

Será que esse ódio quase visceral de nossa velha mídia vem de um sentimento ancestral, carga acumulada de racismo da sociedade branca, atormentada por quase 400 anos de escravidão? Será que a nossa velha mídia não é a encarnação recente da Casa-Grande, inconformada sempre com quaisquer intromissões indevidas, com quaisquer insubmissões dos de baixo?

São perguntas que me assaltam para tentar explicar a perseguição da velha mídia a Lula e quem sabe os tormentos e delícias do personagem Herval Sobreira. Será que vem da raiva sulista, de parte dos sulistas brancos, à ralé nordestina, que imagina os nordestinos como mão-de-obra barata, destino que o presidente operário resolvera mudar com suas políticas sociais ousadas? – vou refletindo, perguntando e dizendo a mim mesmo que deve ser por tudo isso e muito mais.

Barbeou-se cuidadosamente. Aparou o bigode. Pensou em glórias recentes, na autoridade que lhe foi conferida ao receber o galardão da Academia dos Sábios das Letras, e quase riu agora ao lembrar-se do pesadelo. Novamente, aquele sujeito o incomodava. Falaria dele hoje, novamente. Como ousara chegar novamente à presidência da República, depois de tudo pelo que passou? Pena que o câncer não o tenha vencido, lamentou-se irritado, abandonando o esboço de sorriso e cortando levemente o rosto…

Creio, no entanto, que tal combate, esse combate tão feroz por parte da velha mídia, tão insistente, tão organizado, tão concertado, tão programático, enlaça tudo o que disse no combate a um projeto político, esse que se tornou governo em 2003, quando Lula assumiu.

A mídia tem posição política – insisto nisso para que não nos enganemos. A mídia, isso não se pode negar, tem consciência de que Lula é o principal símbolo desse projeto político em andamento no Brasil, e por isso quer destruí-lo, usando para isso todas as armas de que dispuser, evidentemente sem quaisquer considerações por aquilo que conhecemos como bom jornalismo.

… A rede de televisão em que trabalhava, as outras redes, as revistas, os jornais estavam unificados no combate àquela figura. Lembrava-se novamente do pesadelo, e não atinava por que Lula ocupava tanto sua mente, porque invadia suas noites. Alguns sonhos leves já o tinham embalado – como quando Lula falava para multidões embevecidas, mas era interrompido por uma benfazeja chuva de ovos jogados não se sabe por quem. Outros, nem tanto, como o último, pesadelo interminável…

Desde que a presidenta Dilma assumiu, a velha mídia, valendo-se do noticiário e de seus abnegados colunistas, envolveu-se numa operação que só podia enganar ingênuos: vamos momentaneamente poupar Dilma, e vamos detonar Lula e o PT. E, ao fazer isso, tentemos sempre separar Lula e Dilma, e esta do PT.

Vamos envolver a presidenta, fazer de conta que ela é tão boazinha, que está se livrando da herança maldita de seu antecessor, e que os demônios são Lula e o PT.

Era o seu programa tático – se podemos expressar assim.

A mídia tem disso: subestima a inteligência dos outros, despreza a capacidade do chamado campo de recepção, como diriam os teóricos da comunicação, achando que os seus movimentos não são percebidos. E acredita que quaisquer lealdades são desmontadas com afagos em suas redes e páginas. Às vezes, dá certo. Imaginou fazer isso com Dilma…

Quase se lamentava não fosse mais o tempo de golpes, quase se lembrava com saudades dos tempos da ditadura. Não ficava bem dizer isso, pensar, bem, pensar era o livre pensar. Tinha convicção: de um jeito ou de outro, Lula sairia do poder. Seu combate, sua missão, e o de toda a mídia, pelo menos das grandes redes, das revistas mais importantes e dos jornais, os poucos que ainda resistem, tudo isso haveria de produzir resultados.

Um dia cai, diante de tanta artilharia. Se não é possível tirá-lo pelo voto, que seja por algum tipo de golpe, naturalmente menos violento do que o nosso, de 1964, mais institucionalizado, com aparência de legalidade…

Ao pretender separar Dilma de Lula, a velha mídia quebrou a cara. Protestou com o fato de a presidente, além de tudo, falar em herança bendita de seu antecessor – e ela estava fazendo justiça, como fez justiça, na mesma ocasião, quando desmontou o governo FHC. A velha mídia pensa ter a palavra final sobre o mundo.

Perdeu nessa proposta de dividir Lula e Dilma, mas continuou a forçar a mão para que o julgamento da Ação Penal 470, cunhada por ela de mensalão, acontecesse exatamente no período eleitoral para cumprir o objetivo (dela) de detonar o PT e de modo especial assegurar a vitória de José Serra em São Paulo. Nisso, para além do que se especule sobre as razões do STF, sem dúvida foi bem-sucedida, ao menos quanto ao período do julgamento.

A mídia pretendia, como suas sentenças prévias condenatórias o revelavam, e como o Procurador-Geral Roberto Gurgel também revelou querer em entrevista à Agência Estado no dia 3 de outubro, impactar as eleições, e por impactar leia-se prejudicar o desempenho eleitoral e estratégico do PT. Era o que se pretendia e de cambulhada pretendia-se, também, desgastar ao máximo a figura de Lula, por uma operação discursiva que divulgaria seu provável envolvimento com o mensalão (recente matéria, daquelas, da revista Veja, se insere nessa estratégia), junto com a erosão de sua liderança, especialmente pela loucura de ter lançado Fernando Haddad como candidato a prefeito.

Naquela noite, Herval Sobreira deitou-se com muito medo e a mulher sentiu o terror em seus olhos. Perguntou. Aquele homem, disse quase ciciando, as lágrimas vindo aos olhos, aquele homem, tenho medo que volte esta noite. E demorou muito, muito pra dormir. E sentiu o terror de um novo e terrível pesadelo…

Durante algum tempo, diante dos resultados das pesquisas, a mídia celebrou Russomanno como uma novidade. Depois passou a combatê-lo para garantir a ida de Serra para o segundo turno, e dando como certo que Haddad não iria. Lula não conseguira fazer o milagre, devido à sua decadência. Só faltou combinar com o povo de São Paulo.

No domingo, 7, vi como estavam encabulados, perplexos, perdidos os comentaristas da Globo News, especialmente o pretensioso Merval Pereira, um dos principais escribas daquela operação. Estava até mais contido. Ninguém referiu-se a Lula quanto se tratava de São Paulo, salvo esparsamente, senão teria que concordar com o jornalista Paulo Moreira Leite, que dissera que Lula fora o grande vitorioso do primeiro turno por conseguir, junto com o PT e seus aliados, levar o ex-ministro da Educação para o segundo turno contra José Serra, tudo que Lula estabelecera nos  seus objetivos iniciais.

…Forte, não. Lula parecia ter um tamanho descomunal. E continuava acompanhado daquela malta esfarrapada de mendigos, de trabalhadores sujos de graxa, de desempregados, as roupas andrajosas, as barbas grandes ou por fazer, e os olhos deles cheios de raiva, prontos para uma revolução, e todos eles o obedeciam quase cegamente. E então, Lula veio pra cima dele com aquele braço que mais parecia um guindaste pronto para esmagá-lo, e Herval tinha convicção de que bastava um golpe para matá-lo, e a salvação, se se pode chamar de salvação, é que Herval se metamorfoseou num pomposo, garboso, urubu, a voar pelo mundo à procura das melhores carniças, a desfrutar a liberdade dos que não devem satisfações a ninguém. O trágico é que se sentiu bem na pele e no corpo do urubu…

No momento em que escrevo, o STF ainda julga a Ação Penal 470, não sei os resultados, não sei se impactará ou não as eleições do segundo turno. No primeiro, não o fez, como se pôde ver. O que não quer dizer que não provoque conseqüências para o PT, que é outra discussão. O que sei é que até este momento, Lula segue sendo o contrário do que a mídia quer: continua a ser o principal líder popular de nossa história, líder atual, que influencia decisivamente nossa vida política, que tem uma unidade inquebrantável com a presidenta Dilma, e seus acertos continuam a ser muito maiores do que os seus erros.

…Na manhã seguinte, no café a mulher perguntou como estava, embora o estado dele já o confessasse. “Um urubu”, respondeu outra vez ciciando, melancólico. “Meu destino é o de ser um urubu”. Não parecia ter acordado ainda. A barba, ainda por fazer. E a murmurar: um urubu, um urubu, um urubu… e ciciando de novo, melhor assim… melhor assim… melhor assim… (O protagonista desse livro em gestação, ainda inédito, nasceu dos esforços literários de um amigo que prefere só se revelar no momento mesmo de sua publicação. Embora ambientado em 2019, me parece conter algumas lições para os dias de hoje. Fui autorizado por ele a publicar alguns trechos. Esperemos a publicação).

Emiliano José é jornalista, escritor e deputado federal pelo PT da Bahia.
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