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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

MANIPULAÇÃO DA MÍDIA GOLPISTA: FHC e a história de duas capas da Folha

10.10.2012
Do  blog ESQUERDOPATA

No dia 13 de maio de 1997, o deputado Ronivon Santiago confessou ter vendido seu voto para a releeição de FHC por R$ 200 mil; oito anos depois, Roberto Jefferson afirmou que parlamentares vendiam votos ao PT por R$ 30 mil/mês, algo que jamais foi provado, e o resultado é o que se viu ontem no STF; todos são iguais perante a lei?

Brasil 247 – Maio de 1997. Fernando Henrique Cardoso, no terceiro ano do seu primeiro mandato, aprova a emenda da reeleição, esticando o poder presidencial no Brasil de quatro para oito anos – o antecedente histórico, no Congresso, havia sido a compra dos cinco anos para José Sarney, onde congressistas foram presenteados com farta distribuição de concessões de rádio.

Na Folha de S. Paulo, um parlamentar, o deputado Ronivon Santiago (PFL-AC) confessa ter recebido R$ 200 mil para votar a favor da reeleição – uma reforma constitucional articulada por Sergio Motta, que era o braço direito e operador principal de FHC. Autor da reportagem, Fernando Rodrigues vence o Prêmio Esso de Jornalismo.

Maio de 2005. Acossado por uma série de denúncias, Roberto Jefferson concede uma entrevista à jornalista Renata Lo Prete e diz que deputados vendiam seus votos ao PT em troca de uma mesada de R$ 30 mil/mês, o “mensalão”. Anos depois, o delator admite que a palava mensalão era apenas uma figura retórica e jamais foram encontrados saques ou depósitos nos valores denunciados por Jefferson. Os recursos sacados eram correspondentes aos valores dos acordos eleitorais feitos pelo PT e dirigentes de vários partidos – entre os quais, o próprio PTB, de Roberto Jefferson – para pagar campanhas passadas e organizar campanhas futuras.

A única semelhança entre os dois casos é que, assim como Fernando Rodrigues, Renata Lo Prete também venceu o Prêmio Esso de Jornalismo. Em 1997, o procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, era apelidado de “engavetador-geral da República” e ele, naturalmente, não encontrou indícios para abrir uma investigação. Em entrevistas, FHC chegou a dizer que, se alguém tentou comprar votos, não foi ele – a emenda da reeleição poderia vir a beneficiar também prefeitos e governadores.

Hoje, FHC é quem organiza o discurso da oposição. Numa palestra no Itaú Unibanco, disse que a condenação dos réus da Ação Penal 470 é a prova de que as instituições estão funcionando no Brasil. Talvez tenha sido a confissão de que, nos seus oito anos de governo, em que Brindeiro foi reconduzido três vezes para a Procuradoria-Geral da República, elas não tenham funcionado a contento.

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Haddad abre 2º turno com dez pontos de vantagem sobre Serra, diz Datafolha

10.10.2012
Do portal FOLHA DE S.PAULO/PODER
Por PUBLICIDADE   DE SÃO PAULO


O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, aparece dez pontos à frente de José Serra (PSDB) na primeira pesquisa Datafolha realizada sobre a disputa no segundo turno na cidade.Haddad aparece com 47% das intenções de voto, contra 37% de Serra. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.



O levantamento aponta ainda que 8% do eleitorado ainda não sabem em quem vai votar no dia 28, data em que voltarão às urnas para escolher o novo prefeito. Brancos, nulos e eleitores que afirmam que não votarão em nenhum também somam 8%.

Considerando apenas os votos válidos --quando são excluídos brancos, nulos e, no caso da pesquisa, também eleitores indecisos--, a vantagem é ainda maior: Haddad tem 56% e Serra aparece com 44%.
Editoria de Arte/Folhapress

O último levantamento do Datafolha antes do primeiro turno, divugado no dia 6, mostrou vantagem menor do petista em um até então hipotético confronto com Serra. Naquela pesquisa, o candidato do PT tinha 45%, contra 39% do tucano. Não é possível, porém, apontar um crescimento de Haddad, pois as pesquisas foram realizadas em momentos diferentes da disputa.

No primeiro turno, Serra foi o mais votado, com 30,75% dos votos válidos, enquanto Haddad obteve 28,98% dos votos.

Agora, no segundo turno, embora com um período de campanha mais curto, os candidatos terão mais tempo na TV e no rádio. Cada candidato terá 20 minutos diários divididos em dois blocos do programa eleitoral.

Em São Paulo, as propagadas dos candidatos voltarão a ser veiculadas na próxima segunda-feira (15).

A pesquisa foi realizada entre ontem e hoje e ouviu 2.090 pessoas e está registrada no Tribunal Regional Eleitoral com o número SP-01851/2012.

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O que ficou provado e o que não ficou no processo do mensalão

10.10.2012
Do portal da Revista Carta Maior, 08.10.12
Por J . Carlos de Assis (*)

Felizmente, existem as transmissões das sessões de julgamento. A partir dessas sessões, na medida em que se realizam sem interferência de comentaristas da grande mídia, se o telespectador prestar bem atenção e não se deixar levar pelo linguajar empolado dos juízes pode tirar as conclusões inelutáveis sobre mais de 60 mil páginas de um processo revirado de cima abaixo pelo relator e pelo revisor. O artigo é de J. Carlos de Assis. J. Carlos de Assis (*)


Supremo Tribunal Federal é uma abstração. O que existe de concreto são onze homens e mulheres investidos na toga de magistrados com atribuições de julgadores. São suscetíveis a preconceitos, a ideologias, a preferências partidárias, a pressões da mídia. É claro que entre eles existem homens de elevado caráter e grande estatura moral capazes de julgar com isenção de ânimo e com espírito de Justiça. Não são todos. Alguns jogam para as galerias. Buscam sobretudo o reconhecimento da mídia, e não a verdade dos fatos como requer seu juramento funcional.

A grande imprensa é uma abstração. O que existe é um grupo de jornais, revistas e emissoras de televisão que em lugar de funcionarem como um instrumento de mediação de informação e opinião na sociedade faz da manipulação da informação e da opinião um negócio paralelo a fim de promover os próprios interesses. Claro, mesmo na chamada grande imprensa há jornalistas honestos e fieis ao compromisso de servir a notícia, e não servir-se dela. São poucos. E a maioria desses acaba legitimando os pusilânimes e acovardados.

Estamos assistindo a um bailado entre julgadores e mídia no qual alguns deles fazem o que a mídia quer e a mídia, em compensação, lhes promove o culto à personalidade. O relator Joaquim Barbosa, por exemplo, foi elevado por uma revista à condição de menino pobre que mudou o Brasil. Que farsa. Estou torcendo para que essa tentativa de construção de sua candidatura à Presidência (ou outra coisa qualquer) seja apropriada por algum partido de forma que Lula e dona Dilma, na hora oportuna, lhe dêem uma boa surra eleitoral, para que ele tome conhecimento de onde a democracia começa e termina. 

Felizmente, existem as transmissões ao vivo das sessões de julgamento. A partir dessas sessões, na medida em que se realizam sem interferência de comentaristas parciais da grande mídia, se o telespectador prestar bem atenção e não se deixar levar pelo linguajar empolado da metalinguagem dos juízes pode tirar as seguintes conclusões inelutáveis sobre mais de 60 mil páginas de um processo revirado de cima abaixo pelo relator e pelo revisor, e por alguns dos magistrados que não alegaram falta de tempo para dar seu voto:

1. Não houve mensalão, de acordo com conclusão agora unânime;

2. Não houve compra de votos, pois o procurador não conseguiu fazer uma prova inequívoca de correlação entre pagamentos a parlamentares e seus votos no Congresso (há metodologia científica rigorosa para fazer isso, mas parece que não houve espaço para ela no voto do relator);

3. Não houve, portanto, corrupção passiva;

4. Não houve corrupção ativa, já que não houve corrupção passiva.

O que resta, pois, das 60 mil páginas? Restam a inequívoca e confessa prova de pagamento de dívidas de campanha pelo tesoureiro do PT, um crime eleitoral,e os crimes paralelos devidamente tipificados de lavagem de dinheiro e gestão temerária, que resultaram em condenações, a meu juízo, justificáveis.

E quanto a José Dirceu, ele sabia do esquema de pagamento de dívidas de campanha com empréstimos bancários? Pode ter sabido, como disse em seu voto o corajoso Lewandowski. Acontece que não há qualquer prova disso nos autos. Há, sim, a palavra vingativa de Roberto Jefferson, que não só anunciou publicamente seu propósito de destruir Dirceu pessoalmente como se vangloriou de ter livrado (sic) o Brasil do PT. De qualquer forma, é um homem de sorte: encontrou aliados fieis na grande mídia a qual, aparentemente por ódio ao governo do PT, arrastou para seu campo parte significativa dos ministros do STF.

P.S. Uma leitora, Ursula, em comentário sobre artigo anterior meu (Um tribunal que condena por achar que existe crime onde faltam provas), sustenta que é prerrogativa do juiz interpretar fatos. Concordo. Contudo, não é prerrogativa do juiz inventar fatos. Se fosse, o sistema judiciário seria o cemitério da cidadania!

(*) Economista, professor de Economia Internacional na UEPB, autor, entre outros livros, do recém-lançado “A Razão de Deus”, pela editora Civilização Brasileira. Esta coluna sai também nos sites Rumos do Brasil e Brasilianas.


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Lewandowski: Genoino será condenado apenas por ter sido presidente do PT

10.10.2012
Do blog VI O MUNDO, 09.10.12
Por Folha/Uol

DE BRASÍLIA/DE SÃO PAULO

Revisor do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Ricardo Lewandowski afirmou nesta terça-feira que, em sua avaliação, José Genoino foi indiciado e será “eventualmente condenado pelo simples e objetivo fato ter sido presidente do PT na época” do escândalo. O entendimento do ministro foi questionado por Marco Aurélio Mello e pelo presidente do Supremo Carlos Ayres Britto.

O revisor fez uma intervenção no começo da sessão e sustentou que o empréstimo feito pelo PT com o Banco Rural “não serviu para lavagem de dinheiro nem meio para irrigar campanha ou eventual compra de votos”.

O empréstimo foi inicialmente de R$ 3 milhões e chegou a R$ 6 milhões pelas renovações. O Supremo já decidiu que os empréstimos foram fictícios e serviram para a compra de apoio político.

Lewandoski tentou negar a participação de Genoíno no esquema. O ministro disse que ele não participou da negociação do empréstimo, mas apenas das renovações, de acordo com laudos da Polícia Federal.

“Para presidente do partido, renovar empréstimo que já tinha sido fechado, não parece nada de anormal”, disse. “Vejam que tanto na denúncia e nas alegações finais o Ministério Público disse que esse dinheiro não serviu para comprar políticos ou absolutamente nada. Ele só tomou conhecimento quando o empréstimo foi registrado, contabilizado na Justiça Eleitoral e quitado”.

A fala de Lewandowski foi questionada pelo ministro Marco Aurélio, que disse na semana passada entender que Genoíno avalizou os empréstimos.
“O documento a que me referi, a menos que haja falsidade ideológica, é a cédula de crédito bancário que está subscrita com o Genoino e Valério”.

O presidente do STF, Carlos Ayres Britto, concordou com Marco Aurélio. “Quem representou o PT como pessoa jurídica foi o Genoino e o avalista foi Valério”.

Lewandowski insistiu que Genoino apenas renovou os empréstimos, e disse que sentiu a necessidade de trazer essas provas ao plenário porque a imprensa apontou que ele havia errado ao dizer que Genoino não participou da aprovação da transação com o Rural.

Leia também:


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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/lewandowski-genoino-sera-condenado-apenas-por-ter-sido-presidente-do-pt.html

BLOG DO MIRO: Contraponto aos golpistas da SIP

10.10.2012
Do BLOG DO MIRO
Por sítio da campanha Para expressar a liberdade:


São Paulo recebe entre 12 e 16 de outubro a Assembleia Geral da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP). A SIP tem sido, nos últimos anos, a principal porta voz dos donos da mídia no continente, mas suas ações não se limitam à defesa de interesses empresariais. Não por acaso, os momentos em que ela esteve mais em evidência tiveram relação com a busca de desestabilizar governos progressistas da região.


A SIP coloca-se contra qualquer tentativa de regulação democrática, e usa a bandeira da liberdade de imprensa para defender a liberdade das empresas, numa visão que exclui a liberdade de expressão de setores inteiros da sociedade. A Argentina, por exemplo, que aprovou uma legislação considerada avançada por organizações insuspeitas como a Unesco e a OEA, sofre a oposição da SIP para poder colocar a lei em prática. O mesmo acontece com qualquer tentativa de democratização da comunicação em outros países.

É verdade que a liberdade de expressão tem hoje barreiras sérias para se estabelecer no continente, mas a maior parte delas não é abordada pela SIP. Ao contrário, a entidade faz de tudo para preservar o quadro de concentração, e não tem nenhuma ação em defesa do pluralismo e da diversidade na comunicação. A única agenda comum com o conjunto dos movimentos pela democratização da comunicação é o combate a ameaças físicas e a decisões judiciais que calam blogueiros, comunicadores e jornalistas.

Depois de 11 anos, a Assembleia Geral da SIP volta a São Paulo, e não há dúvida de que eles querem transformar o evento em um palco político para suas ideias. Para a abertura, são esperados o Prefeito da cidade, o Governador do estado e a Presidenta da República. Pensando na necessidade de um contraponto, a campanha Para expressar a liberdade, a partir da iniciativa do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e da Frente Paulista pela Liberdade de Expressão e Direito à Comunicação, em parceria com veículos como a pósTV/FdE, a Carta Maior, Revista Fórum, Brasil de Fato e Caros Amigos, vai promover duas atividades:

15/10

10h30 – Ato público pela ampla e verdadeira liberdade de expressão - Rua Alameda Santos, 2233, São Paulo.

15h às 21h – Contraconferência online: Liberdade de expressão na América Latina: de que lado está a SIP?Com a participação de ativistas e especialistas do Brasil e da América Latina.

Se você defende a ampla e verdadeira liberdade de expressão, junte-se a nós!

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E O DANTAS, PRESIDENTE BARBOSA ?

10.10.2012
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

Dizem no PiG (**) que o Presidente Barbosa desmarcou o encontro que havia marcado com Dantas.

Fala ! Por que não falas ?

O amigo navegante deve imaginar, numa crônica de Nelson Rodrigues,  que o passador de bola apanhado no ato de passar bola – segundo o jornal nacional – se deslocasse, à tarde, da sede do Banco Opportunity, sobre a Academia Brasileira de Letras, no centro do Rio, em direção a seu discreto apartamento em Ipanema, em frente ao Oceano.

Trancava-se na biblioteca, com a parede falsa ao fundo, a mesma onde o delegado Protógenes encontrou pilhas e pilhas de CDs, fitas e apontamentos.

Como se sabe, o Ministro Eros Grau entrou para a História Suprema ao tomar duas decisões.

Relatou a anistia à Lei da Anistia, que envergonha o Brasil.

E confiscou do Juiz De Sanctis os achados da parede falsa, neles sentando-se em cima.

Onde estão os achados da parede falsa ?

Denso mistério.

No cofre Supremo ?

Lá onde repousam  as deduções que condenaram o Dirceu ?

Voltemos à doméstica cena litorânea.

Dantas senta-se na poltrona mole e liga sua TV HD.

E ri.

Ri.

Ri muito !

Quá, quá quá !

É de morrer de rir.

Tem cólicas de rir.

O Pizzolatto – ele ri.

O Marcos Valério – ri muito.

A Gilza, coitadinha.

O Ministro (Collor de) Mello não poupou a coitadinha.

Mas, (Collor de) Mello é implacável: não sossegou enquanto não empurrou o Cacciola para Monte Carlo e aplicou-lhe algemas italianas, como as do Totò Rina.

E quando o Gilmar Dantas (*) votava ?

A reação do Dantas nessas horas ?

É de corar frade,  diria o cronista da “vida como ela é”.

Dantas pede chá de boldo ao mordomo.

As cólicas de riso incomodam.

Depois, Dantas liga no jornal nacional.

E aí, ele desaba da mole poltrona.

Não se aguenta de tanto rir.

Perfeito !, diz ele.

Irretocável !

E sente orgulho.

Quando o William Bonner diz “boa noite !”, Dantas se sente como Michelangelo, depois de concluir o Moisés: “Fala ! Por que não falas ?”

Dantas dorme o sono dos gênios incompreendidos, ao som das ondas que se quebram no Arpoador.

Viva o Brasil !

Os supremos “valores” estão preservados !

Navalha
Como se sabe, no mensalão, o único Ministro que chamou Daniel Dantas pelo nome foi Ricardo Lewandowski.
Disse com todas as letras que o Grupo Opportunity e Dantas estavam nas pontas do valeriodantas – na entrada e na saída.
O Presidente Joaquim Barbosa teria um encontro marcado com Dantas,chegou a prever este ansioso blog.
Dizem no PiG (**), porém, que o Presidente Barbosa desmarcou o encontro.
Se, mesmo assim, por acaso, encontrar Dantas, o ansioso blog recomenda a leitura que se segue.
É uma antologia dos melhores momentos da carreira de Michelangelo.
Da Capela Sistina ao Valerioduto:
nova suspeita
Grupo de Dantas deposita R$ 127 mi na DNA
Já é de cerca de R$ 127 milhões a soma dos depósitos das empresas de telefonia das quais é sócio o Grupo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, nas contas da DNA Propaganda. A Telemig Celular, a Amazônia Celular e a Brasil Telecom respondem, juntas, pelo maior volume de depósitos na agência de Marcos Valério de Souza, segundo análise parcial das informações da quebra do sigilo bancário do publicitário. Da Folha de S. Paulo, 28/7..[+]Do Jornal do Brasil, 28/7..[+]

Visanet e teles de Dantas depositaram para DNA
Três empresas de telefonia ligadas ao Opportunity, de Daniel Dantas, e o consórcio controlador dos cartões Visanet foram identificados pela CPI dos Correios como origem de mais de dois terços dos depósitos de terceiros recebidos no Banco do Brasil pela DNA Propaganda Ltda. A DNA é uma das empresas com participação acionária de Marcos Valério Fernandes de Souza, acusado de ser operador do suposto pagamento de propinas a políticos conhecido como “mensalão”. Da Reuters, 27/7..[+]

Telemig e Amazônia Celular divulgam comunicado
A Telemig Celular S.A. e a Amazônia Celular S.A. divulgaram comunicado nesta quarta-feira para esclarecer os pagamentos das empresas à DNA Propaganda e à SMP&B, do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza. Da Reuters, 27/7..[+]

Marcos Valério apresenta mais 79 nomes à CPI
A lista de candidatos que receberam dinheiro das empresas de Marcos Valério na campanha de 1998, entregue ontem pelo publicitário à Procuradoria-Geral da República e à CPI do Mensalão, ampliou o alcance da crise para o PSDB. Do Jornal do Brasil, Folha de S. Paulo, 10/8/2005

Valerioduto deu R$ 9 milhões ao PSDB em 1998 BRASÍLIA.
O empresário Marcos Valério de Souza revelou ontem, em novo depoimento na CPI do Mensalão, detalhes dos empréstimos de R$ 9 milhões feitos para favorecer a coligação do PSDB na campanha pela reeleição do então governador Eduardo Azeredo, em 1998. Valério também centrou fogo no publicitário Duda Mendonça, reafirmando que repassou a ele R$ 15,5 milhões, sendo R$ 4,5 milhões da campanha de Azeredo feita em 1998. O restante teria sido repassado dos empréstimos feitos para o PT. Do jornal O Globo, 10/8..[+]

Quem é quem na conexão mineiro-tucana do Valerioduto
A relação a seguir fornece dados básicos sobre alguns dos políticos envolvidos na “conexão dois” dos saques feitos em empresas do publicitário Marcos Valério de Souza. Enquanto a “conexão um” aponta membros do PT e outros partidos da base do governo Lula, esta envolve os aliados do atual presidente do PSDB, Eduardo Azeredo, em sua campanha, derrotada, ao governo de Minas Gerais em 1998. A nova lista, com 79 nomes, foi apresentada por Marcos Valério à CPI da Compra de Votos nesta terça (9/8). Clique aqui para conhecê-la.

FHC sabia?
SMPB fez doação de R$ 50 mil para reeleição de FHC
A SMPB, agência de Marcos Valério, suposto operador do “mensalão”, fez doação de R$ 50 mil não declarados à campanha para a reeleição de Fernando Henrique Cardoso em 1998. A revelação foi feita em 12 de novembro de 2000 pela Folha, em reportagem que mostrou que o comitê eleitoral de FHC declarou R$ 43 milhões ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), mas recebeu R$ 53,120 milhões. Os números foram obtidos de planilha eletrônica do comitê eleitoral tucano. Da Folha de S. Paulo, 10/8/2005..[+]

Valério aponta para empreiteiras e bancos
Em entrevista exclusiva ao jornal O Tempo, de Minas Gerais, o dono de empresas de publicidade Marcos Valério de Souza Fernandes, apontado como um dos operadores do mensalão, garantiu, em sua casa, que, com as investigações, outros esquemas de financiamento de campanhas semelhantes ao do PT devem vir à tona. Do Jornal do Brasil, 15/8..[+]

campanha de 98
Veja a lista entregue por Valério com saques realizados
A lista abaixo foi entregue pelo empresário Marcos Valério durante seu depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga denúncias de compra de votos no Congresso Nacional. São 75 nomes, que teriam recebido dinheiro das empresas de Valério para a campanha eleitoral de 1998. Da Agência Brasil, 9/8..[+] depoimento

Valério: atuações com PT e PSDB foram similares
O empresário Marcos Valério afirmou em depoimento na CPI da Compra de Votos que considera similares as operações de financiamento de campanhas eleitorais nas quais esteve envolvido em 1998 e em 2004. Da Agência Brasil, 9/8..[+]

PSDB na conta / mg
Valério foi avalista de tesoureiro tucano
O empresário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza e seu sócio na agência de publicidade SMPB Comunicação Cristiano Paz avalizaram um empréstimo de mais de R$ 200 mil do tesoureiro da campanha do tucano Eduardo Azeredo para o governo de Minas Gerais em 1998, Cláudio Roberto Mourão da Silveira. Da Folha de S. Paulo, 29/7/2005..[+]

PSDB na conta
Ex-ministro de FHC teve aval de publicitário
O publicitário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza também foi avalista do advogado Pimenta da Veiga, ex-presidente nacional do PSDB e ex-ministro das Comunicações no governo FHC, num contrato de empréstimo de R$ 152 mil com o banco BMG de Belo Horizonte. Uma cópia do contrato foi entregue pelo próprio Valério à Procuradoria Geral da República, após o depoimento que prestou em 14 de julho ao procurador-geral Antônio Fernando de Souza. Da Folha de S. Paulo, 29/7..[+]




(*) Clique aqui para ver como eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
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Mais de 350 milhões de pessoas sofrem de depressão no mundo

10.10.2012
Do portal da Agência Brasil, 09.10.12
Por Renata Giraldi

Repórter da Agência Brasil
Brasília – Mais de 350 milhões de pessoas sofrem de depressão no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A organização alertou hoje (9), véspera do Dia Mundial da Saúde Mental, para a necessidade de combater o estigma em torno da doença e incentivar que os governos implementem tratamentos para combater o transtorno. Pelos dados da OMS, pelo menos 5% das pessoas que vivem em comunidade sofrem de depressão.

"Temos alguns tratamentos muito eficazes para combater a depressão. Infelizmente só metade das pessoas com depressão recebe os cuidados de que necessitam. De fato, em muitos países, o número é inferior a 10%", disse o diretor do Departamento de Saúde Mental e Abuso de Substâncias, Shekhar Saxena. "É por isso que a OMS está trabalhando com os países na luta contra a estigmatização como ato essencial para aumentar o acesso ao tratamento."
A OMS define depressão como um transtorno mental comum, caracterizado por tristeza, perda de interesse, ausência de prazer, oscilações entre sentimentos de culpa e baixa autoestima, além de distúrbios do sono ou do apetite. Também há a sensação de cansaço e falta de concentração.
A depressão pode ser de longa duração ou recorrente. Na sua forma mais grave, pode levar ao suicídio. Casos de depressão leve podem ser tratados sem medicamentos, mas, na forma moderada ou grave, as pessoas precisam de medicação e tratamentos profissionais. A depressão é um distúrbio que pode ser diagnosticado e tratado por não especialistas, segundo a OMS. Mas o atendimento especializado é considerado fundamental.Quanto mais cedo começa o tratamento, melhores são os resultados.
Vários fatores podem levar à depressão, como questões sociais, psicológicas e biológicas. Estudos mostram, por exemplo, que uma em cada cinco mulheres que dão à luz acaba sofrendo de depressão pós-parto.Especialistas recomendam que amigos e parentes da pessoas que sofrem de depressão participem do tratamento.
Em 1992, a Federação Mundial para Saúde Mental lançou o Dia Mundial de Saúde Mental na tentativa de aumentar a conscientização sobre as questões na área e estimular a discussão sobre os transtornos mentais e a necessidade de ampliar os investimentos na prevenção, na promoção e no tratamento. Mais informações podem ser obtidas no site da OMS.
Edição: Juliana Andrade

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A condenação de José Dirceu

10.10.2012
Do BLOG DO MIRO
Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:


As eleições deste ano foram marcadas por um crescimento espetacular dos partidos de esquerda, em especial PT, PSB e PCdoB. Até o PSOL fez boa figura, elegendo um prefeito numa cidade pequena do Rio e perigando ganhar, no segundo turno, uma capital brasileira.


Declínio dos partidos da direita:



Ascensão dos partidos de esquerda


É nesse contexto que devemos entender a condenação, sem provas, de José Dirceu. O conservadorismo brasileiro o responsabiliza pela crise que vive. O partido da mídia se vê cada vez mais encurralado por um novo país, mais esperançoso, mais democrático, mais socialista. Não lhe resta outra coisa senão ranger os dentes, rancorosamente, e apelar para o judiciário. É bem mais fácil influenciar 11 juízes, a maioria formada na ideologia dominante – mesmo que tenham vindo de estratos humildes, como é o caso de Joaquim Barbosa -, e sem conhecimento suficiente de política, do que manipular a opinião de 140 milhões de eleitores.

Já aconteceu antes no Brasil e tem acontecido, com frequência alarmante, na América Latina. Em Honduras, a corte suprema derrubou o presidente; no Paraguai, chancelou um golpe parlamentar. A condenação sem provas de Dirceu é o que conseguiram fazer por aqui.

Existe toda uma literatura sobre a publicidade opressiva dos meios de comunicação, mas, no caso do mensalão, testemunhamos uma das mais sofisticadas, construída com afinco, dedicação e profissionalismo, por longos sete anos. O poderio da mídia tem declinado junto ao eleitorado, de forma geral, mas cresceu junto às elites. O seu poder de vida ou morte sobre a reputação de empresários, juízes ou políticos continua intacto. Raríssimos conseguem fugir a seus tentáculos. Lula é um caso à parte, e não é a tôa que a mídia tenta destruí-lo diuturnamente, desde 2005.

O espírito machartista, que vigorou de maneira terrível em 2005 e 2006, gerando demissão de centenas de jornalistas, e provocando um endurecimento estarrecedor na mídia, voltou a mostrar as garras no julgamento do mensalão. Juízes que não comungam das opiniões impostas pelos jornalões são espezinhados, humilhados, em notinhas, charges, editoriais. O nível de baixaria não tem limites.

No sábado, eu quase perdi o apetite ao me deparar, perplexo, com essa charge do Chico Caruso, na primeira página do Globo, mostrando Ricardo Lewandowski lendo seu voto num rolo de papel higiênico:

O propalado discurso sobre “respeito às instituições” vai por água abaixo quando se trata de impor o pensamento único da mídia. Ministros do STF que discordam de nossas teses? Pau neles! Sem tergiversação, sem classe, sem hesitar! Anotinha asquerosa de Noblat segue na mesma linha:

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A preocupação de Lewandowski

Diálogo reproduzido por um dos advogados dos réus do mensalão em conversa com outro:

- Meu nome está no lixo. E eu virei lixo. Vocês têm de me proteger – diz Ricardo Lewandowski, ministro-revisor do processo do mensalão.

- Vocês quem? – pergunta o advogado.

- Vocês, advogados – insiste o ministro.

-Mas, ministro, vocês estão condenando todos os nossos clientes. O que podemos fazer?

Lewandowski pediu que agentes de segurança o acompanhassem, ontem, para votar numa escola de São Paulo. Entrou pelos fundos da escola.

Quando vota, o ministro procede de acordo com sua consciência, apenas isso. Não tem por que seguir o voto da maioria se não concorda com ele.

Louve-se sua independência. E respeite-se suas escolhas.

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Não há limites. Inventa-se. Calunia-se. Eu até catei da estante o livro Vigiar e Punir, de Michel Foucault, onde a humilhação pública aparece com muita frequência na ideologia punitiva. Procura-se punir não apenas o réu, mas assustar toda a comunidade com a qual ele se identifica. Por isso a mídia armou um circo tão poderoso: condenando Dirceu, ela se vingou do Partido dos Trabalhadores, de Lula, e de todas as derrotas que a esquerda tem lhe inflingindo, e que continua a lhe inflingir. Derrotas essas que assustam a mídia corporativa, porque ela precisa manter sua ascendência política para sobreviver financeiramente. Publicidade institucional, uma legislação favorável, além dos contratos de compra de assinaturas, são elementos vitais para os barões da comunicação de massa no país, a quem não interessa nenhum debate em torno do papel político da mídia em nossa democracia.

Numa América Latina onde senhores feudais da mídia exercem uma influência poderosíssima sobre as cortes supremas, o risco à democracia ressurge na forma de golpes judiciários, os quais podem se dar de várias maneiras: cassando-se candidaturas, derrubando-se presidentes, chancelando golpes parlamentares, sempre com base, não em autos, não em provas, mas em ilações que nascem na mídia e se retroalimentam: há uma ilação de que houve compra de votos, então com base nisso se induz que o governo corrompeu o Congresso. Agora vemos que, não fosse uma forte mobilização social, a direita, de fato, teria derrubado o presidente Lula, e todos os avanços sociais que vimos nos últimos anos, não teriam acontecido.

A filosofia política poderia explicar esse momento (na minha humilde opinião) como uma reação aristocrática aos “excessos democráticos” que estamos vivendo. É uma coisa orgânica, inconsciente, por parte de setores da elite, que acham estar defendendo, muito justamente, a ética. Um ensaio de Wanderley Guilherme dos Santos, intitulado “Democracia”, versa precisamente sobre esse fenômeno: na transição de um regime oligárquico ou monárquico para um regime democrático, nota-se um crescimento brusco “na quantidade de postos de poder público cuja ocupação é submetida à escolha de um eleitorado universalizado”. E, com isso, há um “aumento nas oportunidades de transações ilegítimas entre público e privado e (…) ausência de restrições aos lugares de poder”. Se somarmos isso ao aumento no acesso à informação, que é concomitante ao processo de aprofundamento de uma democracia, explica-se a sensação desconfortável de aumento da corrupção, e todo o processo psicossocial de reação conservadora junto às elites. Ela nunca se horrorizou quando soube que houve compra de votos para a reeleição, ou que a privatização envolveu dantesca (em vários sentidos) lavagem de dinheiro. Mas ficou histérica quando um membro do PT ganhou um Land Rover de um cliente da Petrobrás…

Para finalizar, um pensamento de Nietzsche que talvez nos ajude a entender os preconceitos que afloram nos altos estratos da sociedade brasileira, que ainda não engoliram as mudanças paradigmáticas e simbólicas trazidas pelas ondas progressistas que tem açoitado a nossa costa:

“O orgulhoso sente despeito mesmo contra aqueles que o fazem avançar: olha maldosamente para os cavalos de sua carruagem”.

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Urnas mostram que povo não culpa PT pelo mensalão

10.10.2012
Do  BLOG DA CIDADANIA, 08.10.12
Por Eduardo Guimarães

Há dois meses que a direita midiática brasileira divulga uma realidade paralela na qual todos os seus sonhos se materializariam. O primeiro desses sonhos se refere a Lula, que teria perdido influência junto ao povo. O segundo sonho envolve o PT, que estaria em vias de extinção política. E tudo isso estaria ocorrendo devido ao julgamento do mensalão.
As pesquisas de intenção de voto também vinham sendo cruéis com os petistas por terem mostrado uma realidade paralela que, ao fim do processo eleitoral em primeiro turno, deixou de ser “realidade” e voltou a ser a fantasia que sempre foi.
Temos, porém, que nos deter nesse capítulo: umas duas dezenas de horas antes de fecharem-se as urnas o instituto Datafolha divulgou quadro sobre a disputa eleitoral em São Paulo que não corroborava a teoria sobre a “morte” do PT que os donos desse instituto, entre outros, vinham alardeando, e idealizava o segundo turno dos sonhos da mídia e do PSDB.
No sábado, horas antes da eleição, o Datafolha afirmava que José Serra e Celso Russomano eram os mais cotados para ir ao segundo turno. Todavia, fechadas as urnas, todos descobriram o que este blog vinha dizendo ser a verdade: o instituto de pesquisas do jornal Folha de São Paulo havia produzido uma realidade em vez de se limitar ao dever de relatá-la.
No Datafolha, durante toda a campanha do primeiro turno, Fernando Haddad nunca ficou em segundo lugar, numericamente. Mas ficou nas urnas, que é o que importa.
Todavia, não foi por outra razão que este blogueiro e o doutor Antonio Donizeti da Costa, diretor-jurídico do Movimento dos Sem Mídia, varamos dias a fio elaborando uma denúncia contra fraudes em pesquisas que envolvia o Datafolha e o instituto que é considerado sua antítese, o Vox Populi. Sabíamos que havia algo errado com as pesquisas de um deles. Agora, todos sabem qual é.
Sobre a realidade paralela que a mídia tucana criou, sobre a pseudo débâcle do PT e de Lula, os fatos falam por si. Sobre “efeitos políticos” que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, o ministro do Supremo Marco Aurélio de Mello e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso torciam para que resultassem do julgamento do mensalão, não se materializaram.
Talvez a melhor tradução do recado do povo à direita midiático-judiciária seja a eleição em primeiro turno do candidato do PT a prefeito de Osasco, Jorge Lapas. Para quem não sabe, ele substituiu o deputado João Paulo Cunha, recentemente condenado (sem provas) pelo Supremo Tribunal Federal.
Pois bem, o STF impediu a candidatura de um petista e o povo, então, elegeu outro petista. O recado do povo de Osasco foi claríssimo: não acreditamos no julgamento que condenou João Paulo e, então, vamos votar no candidato que ficou em seu lugar. Ponto.
Por todo o país, o PT teve um desempenho tão além do que a mídia previa que até (pasmem) Merval Pereira reconheceu, na Globo News, que “o julgamento do mensalão não teve o efeito esperado”. Ora, Merval, se você lesse a blogosfera – ou ao menos este blog – teria descoberto isso antes.
Claro que o PT ainda pode não vencer em cidades-chave como São Paulo, mas isso, se ocorresse, não mudaria a vitória imensa que o partido obteve no primeiro turno. Nas maiores cidades, o PT certamente é o partido que mais recebeu votos a vereadores e prefeitos em primeiro turno. Em breve os números estarão aí para quem quiser comprovar.
Mas, para não dizerem que não falei de flores, vamos ao que julgo que ocorrerá em São Paulo no segundo turno.
Gabriel Chalita já avisou que deve se compor com Haddad – até porque, é inimigo figadal de José Serra. Quanto a Celso Russomano, independentemente do que possa querer os eleitores que estavam consigo devem migrar, em expressiva maioria, para o candidato do PT.
Explico: o eleitorado que votou em Russomano é da periferia, do chamado “cinturão vermelho” de São Paulo, um eleitorado entre o qual o PT sempre vence em qualquer eleição para cargos majoritários, seja para prefeito, governador ou presidente. Esse eleitorado estava com Russomano porque julgava que era ele quem tinha mais chance de derrotar Serra.
Sobre o tucano, sua enorme rejeição reside, em grande parte, sabe entre que eleitorado, leitor? Entre o de Haddad e o de Russomano. Não que não exista quem rejeite Serra entre o eleitorado de Gabriel Chalita, mas a periferia paulistana é que dava base a Russomano porque apostava nele para impedir que o atual modelo de gestão de São Paulo prosseguisse.
Claro que, para Haddad, será muito mais duro enfrentar Serra do que o frágil Russomano, que tinha votos emprestados do petista. Afinal, a mídia cairá matando em cima de Haddad para tentar salvar a carreira política do seu aliado tucano. Todavia, Serra não terá mais a ajudinha do Datafolha, que sai desmoralizado do primeiro turno.
O Datafolha pode até praticar suas bruxarias, mas, desta vez, o eleitorado já saberá que não deve lhe dar muita bola.
Claro que mídia e Serra vão tentar, mais uma vez, oferecer mensalão aos paulistanos em vez de propostas para melhorar a cidade. Contudo, mais uma vez o prognóstico deste blog é o de que colherão o mesmo resultado que colheram em todas as eleições nas quais apostaram nessa “bala de prata”.
Quem enxerga o que a direita midiática tenta fazer no Brasil e percebe quão antidemocrático  é, portanto, tem motivos de sobra para comemorar. Como foi dito incontáveis vezes nesta página, a maioria esmagadora do povo não está nem aí para o mensalão. A direita pode ter a mídia e o STF, mas não tem povo – que, ao fim, é quem manda.

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