terça-feira, 9 de outubro de 2012

DER realiza Operação Verão nas rodovias estaduais

09.10.2012
Do blog ESTRADAS DE PERNAMBUCO



 A Secretaria de Transportes, através do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), em conjunto com o Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv), Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Corpo de Bombeiros irão realizar a Operação Verão a partir da próxima quinta-feira (11), que será executada também nos próximos feriados do ano.

A Operação tem como objetivo prevenir acidentes, evitar congestionamentos e garantir um trajeto mais seguro para quem vai passar o feriadão nas praias dos Litorais Norte e Sul.
Entre as ações programadas estão o desligamento das lombadas nas rodovias PE 27, PE 35 e PE60, a partir das 5h00 da quinta-feira (11), que só serão religadas na terça-feira (16), no mesmo horário.

Já estão previstas também a reversão do tráfego nas rodovias a cada duas horas, com duração máxima de 30 minutos, sendo a primeira a partir das 10h.

Além disso, o Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) intensificará a fiscalização nas vias estaduais com o aumento do efetivo de agentes e apoio das policiais Militar e Civil e Corpo de Bombeiros, enquanto a Polícia Rodoviária Federal estará atuando nas rodovias federais.
Enquanto durar a operação, 40 agentes do DER irão distribuir panfletos orientando os motoristas que trafegam pela PE-60 sob as rotas alternativas que podem ser acessadas para reduzir o fluxo na estrada e seguir uma viagem mais tranquila.
 
E importante lembrar que para evitar congestionamentos os motoristas devem escolher horários menos concorridos para dirigir, saindo mais cedo e evitando horários de picos.
 
Confira abaixo as rotas alternativas:



 

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Fonte:http://estradasdepernambuco.blogspot.com.br/2012/10/der-realiza-operacao-verao-nas-rodovias.html

José Dirceu: "prejulgado e linchado"

09.10.2012
Do BLOG DO MIRO

Nota oficial de José Dirceu:

Ao povo brasileiro

No dia 12 de outubro de 1968, durante a realização do 30º Congresso da UNE, em Ibiúna, fui preso, juntamente com centenas de estudantes que representavam todos os estados brasileiros naquele evento. Tomamos, naquele momento, lideranças e delegados, a decisão firme, caso a oportunidade se nos apresentasse, de não fugir.


Em 1969 fui banido do país e tive a minha nacionalidade cassada, uma ignomínia do regime de exceção que se instalara cinco anos antes.

Voltei clandestinamente ao país, enfrentando o risco de ser assassinado, para lutar pela liberdade do povo brasileiro.

Por 10 anos fui considerado, pelos que usurparam o poder legalmente constituído, um pária da sociedade, inimigo do Brasil.

Após a anistia, lutei, ao lado de tantos, pela conquista da democracia. Dediquei a minha vida ao PT e ao Brasil.

Na madrugada de dezembro de 2005, a Câmara dos Deputados cassou o mandato que o povo de São Paulo generosamente me concedeu.

A partir de então, em ação orquestrada e dirigida pelos que se opõem ao PT e seu governo, fui transformado em inimigo público numero 1 e, há sete anos, me acusam diariamente pela mídia, de corrupto e chefe de quadrilha.

Fui prejulgado e linchado. Não tive, em meu benefício, a presunção de inocência.

Hoje, a Suprema Corte do meu país, sob forte pressão da imprensa, me condena como corruptor, contrário ao que dizem os autos, que clamam por justiça e registram, para sempre, a ausência de provas e a minha inocência. O Estado de Direito Democrático e os princípios constitucionais não aceitam um juízo político e de exceção.

Lutei pela democracia e fiz dela minha razão de viver. Vou acatar a decisão, mas não me calarei. Continuarei a lutar até provar minha inocência. Não abandonarei a luta. Não me deixarei abater.

Minha sede de justiça, que não se confunde com o ódio, a vingança, a covardia moral e a hipocrisia que meus inimigos lançaram contra mim nestes últimos anos, será minha razão de viver.

Vinhedo, 09 de outubro de 2012

José Dirceu
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PARA SE VINGAR DO PT, JUDICIÁRIO CONSERVADOR PÔS EM RISCO A SEGURANÇA DO CIDADÃO COMUM: STF e o ‘mensalão’: decisão perigosa para a segurança do indivíduo

09.10.2012
Do portal da REVISTA CARTA MAIOR, 08.10.12
Por  Gilberto de Souza - Correio do Brasil*
(**) Artigo publicado originalmente no Correio do Brasil.


Em nome de seus próprios interesses, sem pensar nas consequências do ato praticado, parcela considerável da elite puxa o gatilho de uma arma carregada de ódios e mágoas na direção da própria têmpora. Uma vez disparada, a bala de prata que deveria matar o “sapo barbudo” e exterminar os “petralhas” estará pronta a ferir de morte o Estado de Direito e a segurança individual dos brasileiros. O artigo é de Gilberto de Souza.

O julgamento da Ação Penal (AP) 470, no Supremo Tribunal Federal (STF), sob os holofotes de setores da mídia comprometidos com os mesmos interesses que mantiveram de pé uma das piores ditaduras já vividas na América Latina, vai muito além das cores fortes com as quais o ministro Joaquim Barbosa, relator do processo conhecido como ‘mensalão’, tenta tingir a realidade ao contar uma história crível até, verossímil como os grandes romances, mas afastada das provas contidas nos autos. 

Se a compra de votos de parlamentares transitar em julgado na mais alta Corte de Justiça do país, com base nos votos consignados por guardiões da Constituição brasileira para que consigam dormir à noite, amparados na experiência de vida de cada um, ou ainda por não ser possível não se saber de algo que não foi dito, nem provado, nas investigações ao longo de quase uma década, a possível prisão do ex-ministro José Dirceu será a menor das consequências. A maior delas estará no risco em que viveremos, todos, diante de uma Justiça que se baseia em conjecturas e condena por presunção.

A repercussão será devastadora se o Supremo materializar sem uma prova sequer, como constatou o revisor da AP 470, ministro Ricardo Lewandowski, os piores fantasmas da imaginária conspiração comunista mais barburda de que já se teve notícia, para perpetuar no poder o grupo liderado por aquele líder sindicalista, Luiz Inácio Lula da Silva, ligado aos ex-guerrilheiros Daniel e Luiza. É aí que começam as incongruências. 

Em primeiro lugar, os livros de História do Brasil precisarão contar que a tentativa do suposto esquema de financiamento da esquerda radical teve seu Joaquim Silvério dos Reis no ex-deputado de extrema direita Roberto Jefferson. Depois, que todas as votações na Câmara dos Deputados e no Senado, durante o período de vigência do esquema do ‘mensalão’, tiveram que ser anuladas por vício de origem, o que desmoralizará de forma indelével o Poder Legislativo nacional. E por último, embora não menos importante, nenhuma prova foi exigida no corpo do processo para que os réus seguissem às galés. O mais grave, porém, estará à frente, com o estabelecimento da jurisprudência.

A partir de então, lá no futuro, qualquer juiz de primeira instância, diante de uma denúncia na paróquia, transformada em processo com base naquela fofoca da D. Candinha que ganhou as manchetes da Folha de Mato Dentro, considerada muito plausível segundo a experiência de vida da comunidade conservadora local, o magistrado condenará o acusado que, por coincidência, era desafeto do dono do jornal e da revista que ora lhe conferem superpoderes de herói na pequena, aprazível e imaginária Gotham City. 

Ainda assim, sem um pingo de culpa por rasgar séculos de lutas e conquistas do indivíduo, colocará a cabeça no travesseiro para uma boa noite de sono. Ao miserável, ainda bem, será possível recorrer da sentença à Corte imediatamente superior, expediente negado aos réus desta ação no STF. Mas, se tal situação hipotética soa como absurdo, o pior na realidade é a sensação que passará a reinar no país, a de que o impensável integra o cotidiano. Ao abandonar o marco de segurança mínima dos direitos individuais, que é a exigência das provas contidas nos autos para que alguém seja condenado à pena privativa de liberdade, alguns integrantes do Tribunal mais importante do país poderão viver no sossego de suas consciências, mas terão transformado em pesadelo a vida de toda uma nação.

Uma vez aceso o estopim da bomba armada por Carlos Augusto Ramos, o contraventor Carlinhos Cachoeira, que explodiu no bolso daquele funcionário dos Correios, junto com o pacotinho de R$ 3 mil, nada mais seguro para o alvo primário das investigações do que se misturar à multidão e acusar o maior número possível de pares na Câmara dos Deputados de se vender ao esquema urdido por comunistas sanguinários instalados no poder. A Igreja se arrepia. A Casa Grande desfia o relho. As condições para um novo golpe de Estado no Brasil se apresentam. Mas a tentativa falha porque o presidente da República detinha, à época, os maiores índices de aprovação jamais vistos na história desse país. Paciência. Teriam nova oportunidade mais à frente, no julgamento do ‘mensalão’.

Os autores da ópera bufa que criava a figura da compra de consciência dos parlamentares haviam plantado a semente transgênica no relatório da PGR. Pasmem. O esquema, disseram, visava a aprovação de duas reformas absurdamente importantes para a implantação do stalinismo no Brasil: da Previdência e a Lei de Falências. Como toda história mal contada, faltam os fundamentos mais pueris. Fossem os textos de ambas um avanço no campo socialista, capazes de abrir caminho para a implantação do comunismo na América do Sul, seria possível apontar o dedo longo dos conservadores na direção do Planalto. Mas, ao contrário, da dissidência do Partido dos Trabalhadores, acusado de manobrar alguns graus à direita, nasceu o Partido do Socialismo e Liberdade (PSOL), integrado por parlamentares insatisfeitos, principalmente, com a alteração no regime previdenciário do país. Esse mesmo texto recebeu o apoio de partidos da oposição, pelas mesmas razões. Se alguém vendeu algo nesse episódio, não foi o voto.

O veneno destilado pela Procuradoria Geral da República (PGR) não foi suficiente para inocular todo o processo. Com isso, parece que todos concordam. Ainda assim, engolido de um trago só pela relatoria, viu-se transformada em lenda a mais pura e simples bandalheira. Ainda que vultoso, trata-se do comezinho furto aos cofres públicos por uma fenda aberta pela quadrilha do então publicitário Marcos Valério, experimentado nessas lides desde o ‘mensalão mineiro’. Este transcorreu sem falhas, a ponto de nenhum tucano do bando ter experimentado, até hoje, o alpiste na gaiola. Mas, ao tornar a estória um fato, sem que as provas contidas nos autos embasassem a argumentação fantasiosa e eletrizante, quase uma novela das oito, estão prestes a lançar o país em um abismo jurídico sem precedentes. Parecem desconhecer que tal jurisprudência será capaz de atingir, indistintamente, a todo e qualquer cidadão deste país.

Ainda mais irresponsáveis são os donos dos jornais diários, revistas e redes de tevê que incensam um disparate de tal envergadura. Esses empresários viram no enredo outra chance de ouro para lustrar, com a língua, as botas do capital internacional que os sustentam. Ao tomar em vão o santo nome da liberdade de imprensa – sagrada e louvada por todo o sempre, salve, salve, amém – os grandes meios de comunicação aplicam seus poderes, imensos, de forma a encostar na parede, de um lado, o governo da presidenta Dilma Rousseff. Com isso, garantem recursos públicos bilionários em contratos de publicidade para seguir mais fortes no encabrestamento do Estado. E, de outro, o Poder Judiciário. Este último parece ser ainda mais simples de manobrar. Basta conceder algumas fotos nas capas, umas campanhas de marketing nas redes sociais e aplausos em aviões e restaurantes para acender o imenso braseiro do ego de alguns magistrados. Assim, conseguem sonhar com carneirinhos, acreditar em contos de fadas e dispensar as provas imprescindíveis para que um cidadão seja encarcerado.

Em nome de seus próprios interesses, e apenas em nome deles, sem pensar nas consequências do ato prestes a ser praticado, parcela considerável da elite puxa o gatilho de uma arma carregada de ódios e mágoas na direção da própria têmpora. Uma vez disparada, a bala de prata que deveria matar o “sapo barbudo” e exterminar os “petralhas” estará pronta a ferir de morte o Estado de Direito e a segurança individual de todos os brasileiros.

*Gilberto de Souza é jornalista, editor-chefe do Correio do Brasil.

(**) Artigo publicado originalmente no Correio do Brasil.

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VOCÊ VOTARIA EM UM CANDIDATO COMPROVADAMENTE MENTIROSO?: José Serra mente. Nós desmascaramos

09.10.2012
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 09.10.12

 
Em um  comunicado no mês de janeiro, Serra re-re-re-reafirmou que não será candidatoá prefeitura de São Paulo.

 Mais uma vez Serra não cumpriu a palavra

Em 14 de fevereiro  do mesmo ano,  José Serra, mudou de idéia e passou a ser candidato do PSDB nas eleições municipais deste ano. Serra não tem  palavra!

Mais mentiras



Em 2004, José Serraprometeu, ao vivo em debate na TV, não renunciar à prefeitura para concorrer a outro cargo . Não cumpriu. Abandonou a prefeitura para se candidatar a governador de S.Paulo. Mais tarde, abandonou o governo paulista com o vice Alberto Goldman para candidatar-se a presidência da República

Serra assinou e registrou em cartório um documento que não cumpriu




Está provado; José Serra é mentiroso
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/10/jose-serra-mente-nos-desmascaramos.html

MANIPULAÇÃO DA MÍDIA GOLPISTA: Zé Dirceu chefe de quadrilha ?

09.10.2012
Do blog MEGACIDADANIA
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Alvaro Dias bica Richa. Racha tucano!

10.10.2012
Do BLOG DO MIRO, 08.10.12
Por Altamiro Borges


Além de levar uma sova na disputa pela prefeitura de Curitiba – o seu candidato, o atual prefeito Luciano Ducci, ficou fora do segundo turno –, o governador Beto Richa ainda terá de aguentar a chatice de senador Alvaro Dias. Os dois são do PSDB, mas vivem se bicando de forma sangrenta. Não há espaço no ninho para ambos. Hoje, o líder tucano no Senado desancou o governador do seu partido. Uma cena grotesca e risível! Merecia até capa na mídia do Paraná. Para ele, a derrota na capital foi “um castigo merecido”.

Em entrevista ao UOL, Alvaro Dias criticou a estratégia de Beto Richa de abrir mão de candidaturas próprias para apoiar postulantes de outras legendas – Luciano Ducci é um tucano infiltrado no PSB. A manobra eleitoral, que visa preservar a desgastada imagem do PSDB e envolveu uma custosa coligação com outros 15 partidos, não deu certo. O segundo turno em Curitiba será disputado por Ratinho Junior, do nanico PSC, e o ex-tucano Gustavo Fruet, hoje no PDT.

"Vexaminoso, deprimente, humilhante"

“É vexaminoso, deprimente, humilhante [perder já no primeiro turno]. Não tinha visto, até então, um candidato à reeleição ficar de fora do segundo turno. O pessoal que comanda o PSDB precisa entender esse recado”, bombardeia Alvaro Dias. Para o senador, um dos mais histéricos críticos do governo federal, a derrota dos tucanos no Paraná vai “fortalecer o projeto nacional da Dilma”. Ele chega a afirma que Beto Richa não é “um homem de partido. Ele não agiu na defesa do projeto nacional do PSDB”.

As corrosivas críticas de Alvaro Dias devem agravar ainda mais o racha dos tucanos no Paraná. A divisão teve início em 2010, quando ambos disputaram a indicação para concorrer ao governo estadual. O senador afirma que foi traído por Beto Richa, na época prefeito de Curitiba. De lá para cá, as bicadas se intensificaram. Alvaro Dias afirma que está “sem espaço” no partido e já sinalizou que deixará a sigla. E Beto Richa, um autoritário que adora censurar blogs e reprimir grevistas, já deu o troco: anunciou que o atual líder do PSDB não terá vaga na chapa para o Senado em 2014.

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A perigosa decisão do STF

09.10.2012
Do BLOG DO MIRO, 08.10.12
Por Gilberto de Souza, no jornal Correio do Brasil:


O julgamento da Ação Penal (AP) 470, no Supremo Tribunal Federal (STF), sob os holofotes de setores da mídia comprometidos com os mesmos interesses que mantiveram de pé uma das piores ditaduras já vividas na América Latina, vai muito além das cores fortes com as quais o ministro Joaquim Barbosa, relator do processo conhecido como ‘mensalão’, tenta tingir a realidade ao contar uma história crível até, verossímil como os grandes romances, mas afastada das provas contidas nos autos. Se a compra de votos de parlamentares transitar em julgado na mais alta Corte de Justiça do país, com base nos votos consignados por guardiões da Constituição brasileira para que consigam dormir à noite, amparados na experiência de vida de cada um, ou ainda por não ser possível não se saber de algo que não foi dito, nem provado, nas investigações ao longo de quase uma década, a possível prisão do ex-ministro José Dirceu será a menor das consequências. A maior delas estará no risco em que viveremos, todos, diante de uma Justiça que se baseia em conjecturas e condena por presunção.

A repercussão será devastadora se o Supremo materializar sem uma prova sequer, como constatou o revisor da AP 470, ministro Ricardo Lewandowski, os piores fantasmas da imaginária conspiração comunista mais barburda de que já se teve notícia, para perpetuar no poder o grupo liderado por aquele líder sindicalista, Luiz Inácio Lula da Silva, ligado aos ex-guerrilheiros Daniel e Luiza. É aí que começam as incongruências. Em primeiro lugar, os livros de História do Brasil precisarão contar que a tentativa do suposto esquema de financiamento da esquerda radical teve seu Joaquim Silvério dos Reis no ex-deputado de extrema direita Roberto Jefferson. Depois, que todas as votações na Câmara dos Deputados e no Senado, durante o período de vigência do esquema do ‘mensalão’, tiveram que ser anuladas por vício de origem, o que desmoralizará de forma indelével o Poder Legislativo nacional. E por último, embora não menos importante, nenhuma prova foi exigida no corpo do processo para que os réus seguissem às galés. O mais grave, porém, estará à frente, com o estabelecimento da jurisprudência.

A partir de então, lá no futuro, qualquer juiz de primeira instância, diante de uma denúncia na paróquia, transformada em processo com base naquela fofoca da D. Candinha que ganhou as manchetes da Folha de Mato Dentro, considerada muito plausível segundo a experiência de vida da comunidade conservadora local, o magistrado condenará o acusado que, por coincidência, era desafeto do dono do jornal e da revista que ora lhe conferem superpoderes de herói na pequena, aprazível e imaginária Gotham City. Ainda assim, sem um pingo de culpa por rasgar séculos de lutas e conquistas do indivíduo, colocará a cabeça no travesseiro para uma boa noite de sono. Ao miserável, ainda bem, será possível recorrer da sentença à Corte imediatamente superior, expediente negado aos réus desta ação no STF. Mas, se tal situação hipotética soa como absurdo, o pior na realidade é a sensação que passará a reinar no país, a de que o impensável integra o cotidiano. Ao abandonar o marco de segurança mínima dos direitos individuais, que é a exigência das provas contidas nos autos para que alguém seja condenado à pena privativa de liberdade, alguns integrantes do Tribunal mais importante do país poderão viver no sossego de suas consciências, mas terão transformado em pesadelo a vida de toda uma nação.

Uma vez aceso o estopim da bomba armada por Carlos Augusto Ramos, o contraventor Carlinhos Cachoeira, que explodiu no bolso daquele funcionário dos Correios, junto com o pacotinho de R$ 3 mil, nada mais seguro para o alvo primário das investigações do que se misturar à multidão e acusar o maior número possível de pares na Câmara dos Deputados de se vender ao esquema urdido por comunistas sanguinários instalados no poder. A Igreja se arrepia. A Casa Grande desfia o relho. As condições para um novo golpe de Estado no Brasil se apresentam. Mas a tentativa falha porque o presidente da República detinha, à época, os maiores índices de aprovação jamais vistos na história desse país. Paciência. Teriam nova oportunidade mais à frente, no julgamento do ‘mensalão’.

Os autores da ópera bufa que criava a figura da compra de consciência dos parlamentares haviam plantado a semente transgênica no relatório da PGR. Pasmem. O esquema, disseram, visava a aprovação de duas reformas absurdamente importantes para a implantação do stalinismo no Brasil: da Previdência e a Lei de Falências. Como toda história mal contada, faltam os fundamentos mais pueris. Fossem os textos de ambas um avanço no campo socialista, capazes de abrir caminho para a implantação do comunismo na América do Sul, seria possível apontar o dedo longo dos conservadores na direção do Planalto. Mas, ao contrário, da dissidência do Partido dos Trabalhadores, acusado de manobrar alguns graus à direita, nasceu o Partido do Socialismo e Liberdade (PSOL), integrado por parlamentares insatisfeitos, principalmente, com a alteração no regime previdenciário do país. Esse mesmo texto recebeu o apoio de partidos da oposição, pelas mesmas razões. Se alguém vendeu algo nesse episódio, não foi o voto.

O veneno destilado pela Procuradoria Geral da República (PGR) não foi suficiente para inocular todo o processo. Com isso, parece que todos concordam. Ainda assim, engolido de um trago só pela relatoria, viu-se transformada em lenda a mais pura e simples bandalheira. Ainda que vultoso, trata-se do comezinho furto aos cofres públicos por uma fenda aberta pela quadrilha do então publicitário Marcos Valério, experimentado nessas lides desde o ‘mensalão mineiro’. Este transcorreu sem falhas, a ponto de nenhum tucano do bando ter experimentado, até hoje, o alpiste na gaiola. Mas, ao tornar a estória um fato, sem que as provas contidas nos autos embasassem a argumentação fantasiosa e eletrizante, quase uma novela das oito, estão prestes a lançar o país em um abismo jurídico sem precedentes. Parecem desconhecer que tal jurisprudência será capaz de atingir, indistintamente, a todo e qualquer cidadão deste país.

Ainda mais irresponsáveis são os donos dos jornais diários, revistas e redes de tevê que incensam um disparate de tal envergadura. Esses empresários viram no enredo outra chance de ouro para lustrar, com a língua, as botas do capital internacional que os sustentam. Ao tomar em vão o santo nome da liberdade de imprensa – sagrada e louvada por todo o sempre, salve, salve, amém – os grandes meios de comunicação aplicam seus poderes, imensos, de forma a encostar na parede, de um lado, o governo da presidenta Dilma Rousseff. Com isso, garantem recursos públicos bilionários em contratos de publicidade para seguir mais fortes no encabrestamento do Estado. E, de outro, o Poder Judiciário. Este último parece ser ainda mais simples de manobrar. Basta conceder algumas fotos nas capas, umas campanhas de marketing nas redes sociais e aplausos em aviões e restaurantes para acender o imenso braseiro do ego de alguns magistrados. Assim, conseguem sonhar com carneirinhos, acreditar em contos de fadas e dispensar as provas imprescindíveis para que um cidadão seja encarcerado.

Em nome de seus próprios interesses, e apenas em nome deles, sem pensar nas consequências do ato prestes a ser praticado, parcela considerável da elite puxa o gatilho de uma arma carregada de ódios e mágoas na direção da própria têmpora. Uma vez disparada, a bala de prata que deveria matar o “sapo barbudo” e exterminar os “petralhas” estará pronta a ferir de morte o Estado de Direito e a segurança individual de todos os brasileiros.

* Gilberto de Souza é jornalista, editor-chefe do Correio do Brasil.

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Para Marcos Coimbra, PT foi o grande vencedor das eleições

09.10.2012
Do portal da REDE BRASIL ATUAL,08.10.12
Por João Peres, Rede Brasil Atual

Diretor do Instituto Vox Populi acredita que Serra se apoiará em bandeira moral, que a essa altura não soma eleitores, ao passo que Haddad ainda precisa se tornar mais conhecido 

Para Marcos Coimbra, PT foi o grande vencedor das eleições
O analista acredita que Serra se equivoca ao julgar que o critério moral é o primordial para definir o voto (Foto: Foto: Celton Oliveira / espacodoconhecimento.org)
São Paulo – Em sua avaliação sobre o resultados das urnas após as votações de 7 de outubro, o diretor do Instituo Vox Populi, Marcos Coimbra, conclui que o partido que mais ampliou sua territorialidade foi o PT, contrariando a expectativa geral, que dava como certa a ascensão do PSB a estrela do cenário político nacional. 
O analista disse também que o julgamento do mensalão a poucos dias do primeiro turno não surtiu o efeito desejado contra o PT, conforme estimado pelos adversários, e que, ao insistir no discurso da moralidade como tese para alavancar sua campanha no segundo turno, o tucano José Serra dificilmente conseguirá conquistar mais votos do que já teve no domingo. No domingo, o PT cresceu 12% em relação a 2008, indo de 558 prefeituras para 624. O partido, além disso, é o que disputa o maior número de municípios em segundo turno: 22.
Ao fim da entrevista, Coimbra afirma ainda que Fernando Haddad não deve contar exclusivamente com o prestígio de Lula e Dilma Rousseff para o sucesso de sua corrida eleitoral. "Ele ainda é um desconhecido da maioria da população e precisa aparecer mais", disse, ao mesmo tempo que avaliou a ampla rejeição ao tucano como vantagem inicial importante em favor do petista.
Em linhas gerais, imaginava-se o PSB como o grande vencedor em termos de capital político. Você acha que já no primeiro turno se confirmou esse crescimento do PSB?
Se formos ver o número de prefeituras que o PSB ganhou, ele ficou numa posição intermediária, com menos de 8% das prefeituras país afora. Ganhou algumas fora do Nordeste, especialmente em Minas Gerais, mas não foi um resultado de grande crescimento. Na eleição passada foi eleito em 300 e poucas prefeituras e agora está com 430. Num total de 5 mil, é pouco. Em termo de resultados em capitais a expansão foi muito aquém do que se imaginava. Ainda há o segundo turno e pode haver algum crescimento.
Uma boa notícia foi a vitória em Recife. E a má notícia foi a não ida para o segundo turno do prefeito do PSB de Curitiba. Não sei o que “vale mais”, pois Recife já é o terreno do PSB, então ganhar lá não é uma grande novidade. Novidade seria manter-se na frente de uma prefeitura da região Sul, o que não aconteceu. A vitória do Marcio Lacerda em Belo Horizonte realmente não foi surpresa. Se houve uma surpresa foi ele ter tido uma votação muito aquém do que se imaginava que poderia ter, considerando que ele estava no exercício, que ele tinha uma boa avaliação e que ele era apoiado por Aécio Neves. Fora isso, o PSB está disputando agora com o PT em algumas capitais, como Fortaleza e Cuiabá, mas é cedo para dizer que é um grande vencedor. É um partido que teve um bom desempenho, mas está longe de ser a estrela em ascensão.
Até agora, o partido que mais teve sucesso nesta eleição foi o PT. Foi o único que cresceu dentre os cinco maiores, fez o número maior de vereadores, foi o que ganhou em maior número de cidades grandes, ganhou em capitais, vai ganhar em mais capitas no segundo turno. Se ganhar São Paulo, será o grande resultado, mas, mesmo não ganhando, o PT é o partido que mais se enraizou e mais mostrou capacidade de crescimento no conjunto do país, ao contrário do que muita gente imaginava.
Já é possível encontrar os fatores para explicar este crescimento?
É um conjunto de fatores, como a organização partidária, o partido tem apresentado bons candidatos num número grande de cidades, são coisas que explicam o resultado quando se olha 5 mil eleições diferentes, não só a de uma cidade. No conjunto da obra, o PT foi aparentemente o melhor sucedido.
O julgamento do mensalão não surtiu nenhum efeito neste sentido ou ficou limitado?
Se isso que eu acabei de falar é verdade, a resposta é não. Não faria sentido imaginar esse desempenho se o fator julgamento fosse decisivo para o universo eleitoral. Não estou dizendo que seja irrelevante, mas que foi provavelmente menos relevante do que se imagina. Limitou o desempenho de Fernando Haddad na cidade de São Paulo? Provavelmente. O suficiente para tirá-lo do segundo turno? Não. A rejeição a ele aumentou, mas ela continua a ser um terço da rejeição do Serra. Tudo isso tem de ser levado em conta na hora de analisar o impacto do julgamento do STF sobre o mensalão.
Nenhuma das pesquisas havia previsto o Serra com intenções de voto acima dos 30% e o Haddad com uma diferença tão tranquila em relação a Russomanno. Por quê?
A base para você comparar pesquisas e resultados da apuração não é a mesma. Então se você “devolver” os números que o Serra obteve para o conjunto do eleitorado da cidade, ele teve os vinte e pouco por cento que as pesquisas estavam indicando. A base das pesquisas não é aquela do voto válido no dia da eleição. Agora, que houve um nicho de movimentos que as pesquisas identificaram nos índices de desistência do Russomanno, houve. E acabou acontecendo o natural, os dois principais partidos vão disputar o segundo turno.
Houve dentro do PT um entendimento de que essa eleição demorou para esquentar. Isso pode ter ajudado o Russomanno a se manter por mais tempo na dianteira?
É provável, mas isso não foi uma peculiaridade dessa eleição. Em geral é isso que acontece. Não nos esqueçamos que em 2008 até o final do primeiro turno, parecia que Marta Suplicy e Geraldo Alckmin disputariam o segundo turno e acabou dando Kassab. Não é a primeira vez que temos uma eleição municipal que só se resolve nos últimos dias.
Entre Serra e Haddad, podemos apontar o favorito no momento?
Eles terminaram esse primeiro turno empatados – a diferença de 1 ponto percentual entre ambos pode ser considerada irrelevante –, e vão para o segundo turno, cada um com seu capital de largada, seus pontos de partidas. E com perspectivas diferentes de ganhar eleitores que não votaram em ninguém ou que votaram em outros candidatos.
O Serra tem contra ele uma rejeição enorme e acaba de ter o pior desempenho da carreira política dele na cidade. Quer dizer que ele vai perder? Não. Mas ele começa o segundo turno na pior posição, de todas as outras eleições que já disputou, pelo tamanho da rejeição que tem.
A essa altura, sendo um político tão conhecido, há alguma coisa que ele possa fazer para reverter essa rejeição?
A única coisa que ele pode fazer é isso que ele começou a fazer ontem, que foi deixar claro como será a campanha dele. Será insistir na ideia de que ele é um sujeito ético e moral e que o PT é um partido corrupto como está sendo mostrado no julgamento do mensalão. Este é o único argumento que ele tem. Se vai funcionar, não sei.
A essa altura ele não tem mais argumentos. Ele vai falar disso todo santo dia até a eleição. E vai contar com o endosso de alguns órgãos de imprensa, que definitivamente não gostam do PT e que darão a ele argumentos para investir neste único argumento.
Numa cidade que se divide entre uma parte do eleitorado mais próximo ao PT e outra parte mais alinhada com candidatos mais conservadores, esse discurso também não acaba sendo limitado?
Sim. Esse discurso leva em consideração que o que Serra chama de valores morais é o critério primordial para definir a opção do eleitor. E leva em conta também que a imensa da maioria das pessoas não tem uma opinião tão elevada sobre a moralidade do “outro lado”.
Esse argumento vai apenas dizer as mesmas coisas para pessoas que já têm esse pensamento. Sinceramente, não acredito que isso faça com que as pessoas ignorem toda a possibilidade de questionamento sobre a sua biografia. Nós estamos sentindo o eleitor dizendo que há um lado “limpo” e um outro lado “sujo”.
Ainda há possibilidade de transferência de popularidade de Lula e Dilma para o Haddad para ir ao segundo turno ou esse fator já está esgotado a essa altura?
Acho que já está sim. Não me parece que isso possa adicionar mais votos ao candidato hoje. Não creio que seja um diferencial a ser decisivo no segundo turno. Esse entendimento é geral.
E o que Haddad ainda pode apresentar para conquistar a preferência do eleitorado?
Ele ainda continua pouco conhecido por um percentual importante da população. Ele deve continuar seu esforço para apresentar suas propostas, porque ele tem um potencial de crescimento em relação ao Serra muito maior, obviamente.

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José Serra não gosta de nordestino

09.10.2012
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA,08.10.12

Em 2006, quando foi candidato a governador de São Paulo, José Serra (PSDB) (cargo que abandonou para se candidatar a presidência),deu entrevista ao jornalista Chico Pinheiro, na Globo de São Paulo. O entrevistador perguntou como o então candidato --atual candidato a prefeito agora-- explicava as notas baixas das escolas públicas de São Paulo – estado que os tucanos controlam há mais de 16 anos.

 A resposta de Serra foi taxativa: a culpa é dos migrantes. "Diferentemente dos Estados do Sul que foram os primeiros colocados na avaliação, São Paulo tem muita migração. Muita gente que continua chegando... Este é um problema", afirmou Serra na ocasião.

 Com a péssima repercussão da entrevista --principalmente entre os nordestinos, que são a maior parte dos migrantes que vivem em São Paulo-- o governador tentou consertar a declaração e passou a elencar inúmeros fatores que também contribuíam para o péssimo desempenho da educação conduzida pelo governo do Estado.

Mesmo depois  de ter assumido o governo de São Paulo, onde ficou por pouco tempo,  a gestão Serra  não encontrou os reais motivos para os problemas da educação e, se encontrou, não tomou providências pois o Enem continua mostrando que a situação educacional vai de mal a pior no maior e mais rico estado da federação. Ou seja, para Serra, o problema da má qualidade da educação em São Paulo é o Nordeste.

 Além de preconceituosa, a avaliação é equivocada. Um nordestino não é mais burro do que um paulista. Só é mais pobre. E para crianças pobres o que São Paulo oferece são escolas públicas indigentes. Um problema que não vai ser resolvido apenas colocando dois professores em cada sala de aula, como prometeu Serra
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Racistas agridem nordestinos no Twitter por votarem em Haddad

09.10.2012
Do BLOG DA CIDADANIA, 07.10.12
Por Eduardo Guimarães

De sábado para domingo, repetiu-se fenômeno que se viu em 2010 na rede social Twitter. Uma horda de paulistanos jovens passou a veicular mensagens racistas insultando nordestinos por votarem no candidato do PT a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.
Na imagem acima, o leitor pode ver uma dessas mensagens. Logo abaixo do texto, dá para ver que foi repassada por incríveis 85 outras pessoas.
O fenômeno é escandaloso e recorrente em São Paulo. O preconceito contra nordestinos é extremamente forte nos bairros ricos da cidade. E não é exatamente um preconceito regional, um tipo de xenofobia, mas preconceito racial puro.
Os paulistanos das classes mais abastadas chamam negros e pardos de “baianos”. Se for loirinho, branquinho, pode até ter sotaque nordestino que é aceito. O preconceito da elite de São Paulo é racial mesmo, dirigido a quem tenha traços de negro. É negro, é “baiano”.
Como todo preconceituoso é também um covarde, a jovem que publicou  no Twitter a mensagem supra reproduzida apagou seu perfil naquela rede social logo após começarem a denunciá-la ao Ministério Público e à Safernet. Todavia, há muitos outros.
Essa é uma das razões pelas quais o voto no PT é muito importante sobretudo aqui em São Paulo. Esses racistas são eleitores declarados de José Serra. Em toda eleição na qual ele está envolvido, quando as coisas não vão bem para ele começam a culpar “nordestinos”.
Aliás, vale dizer que essa gente não se limita a insultos racistas na internet. De 2010 para cá, casos de agressões a nordestinos na internet e até em plena rua vêm se sucedendo.
O ódio que Serra espalha para tentar vencer eleições aumenta a intolerância religiosa, sexual, racial e política. Por isso, você, paulistano, neste domingo de eleição, reflita: é preciso derrotar o PSDB nas urnas para livrar a política dessa infecção moral.
Neste domingo, portanto, eu, minha mulher, meu filho e minhas filhas votaremos em Fernando Haddad por uma São Paulo sã, liberta do preconceito, do ódio, da mesquinharia e da insensibilidade que José Serra representa e estimula.

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BLOG MOBILIDADE URBANA: A carga horária e a mobilidade


09.10.2012
Do blog MOBILIDADE URBANA,08.10.12
Por Tânia Passos


O que a carga horária e o horário de entrada e saída dos trabalhadores, seja da iniciativa privada ou pública, tem a ver com a mobilidade? Na verdade tudo. A discussão sobre o deslocamento dos horários de entrada e saída de funcionários já vem sendo alvo de intervenções para melhoria da mobilidade, mas na prática nada foi feito. Mas já existem reivindicações, pelo menos, na esfera federal, para redução da carga horária, tendo como principal argumento a mobilidade.

A ideia é acabar com a “famigerada” duas horas para o almoço, que divide o dia em duas partes, numa mesma proporção em praticamente todas as categorias. Todo mundo faz tudo ao mesmo tempo. E, na verdade, a maioria não tem condições de mobilidade para ir em casa almoçar, descansar e até tomar banho para retornar ao trabalho. Com exceção de quem usa esse tempo para resolver alguma pendência, são horas onde não se produz e não se descansa.

Uma das propostas de deslocamento dos horários é criar turnos em horários alternados e corridos. Por exemplo, uma parte entraria no trabalho entre 6h ou 7h e largaria entre 13h ou 14h, fora do horário de pico, no caso de uma carga horária de sete horas corridas. Já o outro turno, entraria no horário da tarde e só largaria após o horário de pico. Infelizmente essa ainda é uma parte da discussão de mobilidade, que dificilmente entra em pauta.

Certa vez, o supervisor de Planejamento do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), Reginaldo Reinert, disse que a questão da ausência de deslocamento dos horários dos trabalhadores não é um problema do transporte público, mas de uma política de mobilidade. Outro ponto que poucos empresários ainda não perceberam é que muitos trabalhos podem ser executados em casa. Isso significaria menos deslocamentos, menos trânsito, menos poluição e mais qualidade de vida. Escrever é uma delas…
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