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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Dia do Nordestino: redes sociais para combater o preconceito

08.10.2012
Do portal JANGADEIRO ON LINE
Por  




“O nordestino é, antes de tudo, um forte”. A frase é do escritor Euclides da Cunha, mas o desabafo é de todo o povo do Nordeste brasileiro. No dia 8 de outubro comemora-se o dia de um povo marcado pelo sofrimento histórico, pela pele bronzeada por um intenso calor e pela alegria em transformar a tristeza em esperança. Nesta segunda-feira (8), quem brilha são os nordestinos.
Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Compostos por nove estados, a região Nordeste tem mais de 53 milhões de habitantes. Conhecido pelas belas praias, o local tem o clima quente, com altas temperaturas, além de uma vegetação excêntrica, que mistura a caatinga, mata atlântica e a mata dos cocais.
Além dos atrativos da região, o preconceito é uma das marcas que mais prevalece. Insultos, intrigas e desprezo são distribuídos por moradores de outras regiões. Algumas ofensas já foram casos de processos com repercussão nacional. Ignorância e atraso econômico. Esse pode ser o primeiro pensamento de quem enxerga o Nordeste de fora e que nunca o visitou de verdade.
Nação nordestina nas mídias sociais
Foi a partir da ideia de um cearense do município de Alto Santo – técnico em web-design e design gráfico Bráulio Bessa Uchoa – em 14 de dezembro de 2011, que uma fanpage do facebook tomou grandes proporções. Hoje com 400.955 seguidores, a página da Nação Nordestina proporciona uma viagem pela cultura dessa região, valorizando-a.
Com o lema de Patativa do Assaré – “Eu sou de uma terra que o povo padece, mas não esmorece e procura vencer” –, Bessa esclarece que o objetivo da fanpage é de combater o preconceito.
Ping-pong
Jangadeiro Online: Como e quando surgiu a ideia de fazer um perfil que abordasse a temática de valorização do Nordeste?
Bráulio Bessa: Sempre fui um grande apaixonado pela cultura nordestina. Trabalhei com música e teatro, sempre carregando nossa cultura em minhas obras. No final de 2011, estava acontecendo uma grande onda de ataques preconceituosos contra os nordestinos na internet, e senti a obrigação de pelo menos tentar criar um canal onde o nordestino pudesse, além de mostrar seus valores, se defender de tudo isso. Surgiu então a Nação Nordestina, com o plano de unir pelo menos mil nordestinos para abraçar essa causa. Porém, o fenômeno e o amor ao Nordeste foi tão grande que, hoje, em apenas 10 meses, já temos mais de 400 mil fãs e temos uma média de 12 milhões de pessoas alcançadas por semana.
JO: De que forma a página é administrada?
BB: É administrada apenas por mim. Entrei de corpo e alma nesse projeto. Depois que a Nação Nordestina tomou essas proporções, me dediquei a estudar e conhecer ainda mais nosso povo, nossa culinária, nosso artesanato, nossa música, nossas tradições, e fiquei ainda mais apaixonado. Publicamos diariamente seções que fazem isso acontecer: curso intensivo de nordestinês, guia da sabedoria popular nordestina, pensadores nordestinos, delícias do nordeste, arte nordestina, por exemplo.
JO: O que diferencia o Nordeste das outras regiões do Brasil?
BB: Acho que o próprio nome da página responde isso. Somos uma nação dentro de um grande país. O Nordeste tem a cultura mais rica, a natureza mais bela, o povo mais festeiro, acolhedor e guerreiro. É o maior berço de artistas do Brasil, tem uma religiosidade que chega a ser poética. Ah, e as praias… As manifestações culturais no Nordeste estão vivíssimas: reizados, bumba-meu-boi, quadrilhas juninas, capoeira, cordel, xilogravuras, cantorias, emboladas, frevo, forró pé de serra. Todas essas manifestações culturais estão vivas e presentes no cotidiano do povo nordestino.
JO: Quais expectativas sobre o perfil para os próximos anos?
BB: A expectativa é manter o foco, continuar o trabalho duro, participar de vários eventos de mídias sociais pelo Nordeste, mostrando como podemos usar a tecnologia para valorizar nossa cultura e combater o preconceito, além que conquistar parceiros para nos ajudar nessa luta.
Gente na TV repercute a data
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Fonte:http://www.jangadeiroonline.com.br/ceara/dia-do-nordestino-redes-sociais-para-combater-o-preconceito/

Brasil oficializa acordo com a União Europeia para isenção de vistos em 25 países

08.10.2012
Do portal UOL NOTÍCIAS/COTIDIANO
Por Renata Giraldi Da Agência Brasil, em Brasília


Os interessados em fazer viagens curtas, até três meses, para os países da União Europeia ficarão livres da necessidade de visto. Um acordo entre o governo do Brasil e a União Europeia determina a isenção do documento, exceto para o Reino Unido e a Irlanda. A medida vale para 25 países. Porém, unilateralmente, cada país poderá romper o acordo. As negociações já existentes permanecem em vigência.
O acordo tem nove artigos que se dispõem em temas específicos, como a permanência do estrangeiro no país e o intercâmbio de informações entre as autoridades. Também relaciona as situações nas quais haverá isenção do visto. A medida é recíproca, portanto vale também para os europeus que vierem para o Brasil, por até três meses.
O decreto da presidente Dilma Rousseff  está publicado na edição de hoje (8) do Diário Oficial da União, Seção 1, páginas 1 e 2. O texto completo pode ser acessado na página da Imprensa Nacional.
A União Europeia é um bloco político e econômico formado por 27 países. São eles a Áustria, Bélgica, Bulgária, o Chipre, a República Checa, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, a Lituânia, Luxemburgo, Malta, os Países Baixos, a Polônia, Portugal, a Romênia, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Suécia e o Reino Unido.
Pelo acordo, a isenção é válida para passaportes comuns e viagens até três meses de duração. Mas o texto permite a prorrogação do período desde que negociado com as autoridades de cada país. O fim do visto vale para quem viajar a turismo, visitar parentes e participar de conferências, reuniões e congressos – exceto quando a pessoa recebe recursos públicos para a participação.
O documento diz ainda que o acordo “não afeta” os já negociados bilateralmente entre o Brasil e um  integrante da União Europeia. Os governos podem suspender a vigência do texto se considerarem necessário. Uma comissão técnica formada por brasileiros e europeus será criada para acompanhar o assunto.

O acordo entre o governo do Brasil e a União Europeia foi negociado em novembro de 2010 ainda no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Fonte:http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/10/08/brasil-oficializa-acordo-com-a-uniao-europeia-para-isencao-de-vistos-em-25-paises.htm

Serra, Haddad, Chávez e a fraude nas pesquisas

08.10.2012
Do Blog Palavra Livre
Por Davis Sena Filho

Agora, a pergunta que não quer calar: “Presidenta trabalhista Dilma Rousseff, em qual gaveta se encontra o projeto de marco regulatório das mídias elaborado pelo jornalista Franklin Martins? Com as respostas, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e a Constituição de 1988, que até hoje não teve os artigos sobre os meios de comunicação regulamentados. Do contrário, fica tudo como dantes no quartel d’Abrantes”. 

A única coisa que não é inédita é a cara-de-pau da Folha.
FOLHA E DATAFOLHA: FARSAS DO EMPATE TRIPLO E DA ELEIÇÃO DIFÍCIL PARA CHÁVEZ.

O instituto de pesquisas Datafolha também conhecido comoDatafarsa ou Datafraude, manipulou suas e somente “suas” pesquisas até o dia das eleições. A Folha de S. Paulo, sua e somente “sua” irmã siamesa se encarregou até o último dia das eleições em São Paulo de disseminar a mentira e o crime de fraude contra o povo paulistano. E vai ficar tudo por isto mesmo. E sabe por quê? Porque a imprensa corrompida e privada brasileira, bem como os tais institutos de pesquisas e seus aliados da privataria tucana (PSDB) são simplesmente inimputáveis.
         É dessa forma que a banda toca por esses lados, nesses pagos. A pesquisa fraudada pela Datafarsa e publicada pela Folha de S. Paulo — o jornal cujo dono emprestou os carros para os assassinos e torturadores da repressão na década de 70 — e ampliada pelas Organizações(?) Globo e “seu” instituto cúmplice, o Ibope, davam aos candidatos José Serra 28% dos votos, Celso Russomano com 27% dos votos e em último — este fato é importante — o Fernando Haddad, com 24% dos votos, não fosse ele do PT, um partido trabalhista.
         Outro fator que me chamou a atenção é que o “empate” entre os adversários políticos (Serra considera seus adversários sempre como inimigos) era composto por três candidatos, sendo que somente dois podem ir para o segundo turno, além de o Datafolhaesconder durante três semanas que o petista Fernando Haddad tinha superado o Celso Russomano na preferência do eleitor. É crime ou não é o que os institutos e o sistema midiático empresarial cometem? Eles são a farinha do mesmo saco. Lembro, entretanto, que José Serra tem 42% de rejeição, e este fato é muito importante para a definição das eleições paulistanas.
E quem vai puni-los? O STF do Joaquim Barbosa, do Gilmar Mendes e do Marco Aurélio de Mello? E denunciá-los? A PGR do prevaricador da República, Roberto Gurgel? A TFP da Igreja Católica do José Serra? O bispo Silas Malafaia, que está histérico em só pensar na possibilidade de o PT vencer as eleições em São Paulo? Deus? Não. Nenhuma das respostas anteriores. O Serra vai continuar a fazer o que ele sabe fazer: a conhecida e famosa “campanha negativa”, que atualmente é questionada e criticada, inclusive, por alguns setores conservadores que apoiam o tucano neoliberal e que bateu martelos em leilões que venderam o Brasil.
                                              Almeida Rocha/ Folhapress / Zanone Fraissat/ Folhapress
SERRA "PAZ E AMOR" E HADDAD ENFRENTARÁ O QUE DILMA ENFRENTOU.
Serra já deu a senha em sua entrevista coletiva. Ele vai atuar no segundo turno de forma violenta, como fez na eleição presidencial de 2010. A eleição mais negativa, com muita baixaria que eu tive o desprazer de testemunhar em toda a minha vida. O tucano já anunciou que vai falar do “mesalão”, além, é claro, de mandar distribuir mensagens e panfletos apócrifos que atentam contra a democracia, a cidadania e o Direito Civil e Penal. É assim que o Serra funciona, bem como vai ter o apoio do quarteto endemoniado e de seus asseclas de penas alugadas, que prestam serviços àsOrganizações(?) Globo, à Folha de S. Paulo, ao decadente Estadão e à Veja — a revista porcaria também conhecida como a última flor do fáscio.
Na Venezuela também foi igual ao que aconteceu em São Paulo para pior, porque os datafarsas que cometem delinquências no país bolivariano deram como certa a vitória da oposição, na pessoa do oligarca e direitista Henrique Capriles. Contudo, conforme acontece no Brasil, o povo está vacinado contra mentiras, dissimulações e manipulações dos institutos de pesquisas e dos meios de comunicação comerciais e privados venezuelanos e bateu o recorde de presença nas urnas em toda história eleitoral da Venezuela. Compareceu para votar 80,94% do eleitorado.
Hugo Chávez, que sempre participou de eleições livres e democráticas e que também sempre se sujeitou a referendos e a plebiscitos, teve 54,8% dos votos, enquanto Capriles obteve 43,8% da preferência dos eleitores. Segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, Chávez teve 7,4 milhões dos votos apurados e o derrotado Henrique Capriles teve 6,1 milhões. A imprensa golpista da Venezuela e o empresariado nativo que se beneficiou do petróleo por um século sem dividir com a população renda e riqueza ainda tem o disparate de chamar Cháves de ditador. Seria cômica se não fosse trágica tamanha mentira e ma-fé das classes dominantes.
A diferença foi de 1,3 milhão de votos e mesmo assim osibopes e os datafarsas de lá, como os daqui, “erram” e sempre “errarão” sobre números e índices de tal forma que, evidentemente, deveriam ser totalmente investigados, e, se confirmado que cometeram crimes contra seus países e seus povos, severamente punidos. É assim que funcionam as coisas quando as oligarquias e os direitistas perdem suas mamatas e controle dos estados nacionais. Elas passam a se utilizar de órgãos e instituições privados, de carateres golpistas, porque controlam os meios de comunicação, porta-vozes do establishment, que são as plutocracias nacional e internacional.

CHÁVEZ E CAPRILES: O PRIMEIRO É BOLIVARIANO E O SEGUNDO É OLIGARCA.
Agora, a pergunta que não quer calar: “Presidenta trabalhista Dilma Rousseff, em qual gaveta se encontra o projeto de marco regulatório das mídias elaborado pelo jornalista Franklin Martins? Com as respostas, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e a Constituição de 1988, que até hoje não teve os artigos sobre os meios de comunicação regulamentados. Do contrário, fica tudo como dantes no quartel d’AbrantesÉ isso aí.

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“Votei em Lula e Dilma e não me arrependo”, diz Joaquim Barbosa

08.10.2012
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO

Joaquim Barbosa, relator do mensalão, diz que Brasil evoluiu sob as gestões de Lula e Dilma e critica a imprensa brasileira: “imprensa e empresariado brasileiro estão nas mãos de pessoas brancas e conservadoras”

O “dia mais chocante” da vida de Joaquim Benedito Barbosa Gomes, 57, segundo ele mesmo, foi 7 de maio de 2003, quando entrou no Palácio do Planalto para ser indicado ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A ocasião era especial: ele seria o primeiro negro a ser nomeado para o tribunal.
joaquim barbosa dilma lula
O ministro Joaquim Barbosa em seu gabinete no STF (Supremo Tribunal Federal), em Brasília
“Eu já cheguei na presença de José Dirceu [então ministro da Casa Civil], José Genoino [então presidente do PT], aquela turma toda, para o anúncio oficial. Sempre tive vida reservada. Vi aquele mar de câmeras, flashes…”, relembrava ele em seu gabinete na terça-feira, 2.

A importância de Frei Betto

Barbosa diz que foi Frei Betto, que o conhecia por terem participado do conselho de ONGs, que fez seu currículo “andar” no governo.
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“Eu passava temporada na Universidade da Califórnia, Los Angeles. Encontrei Frei Betto casualmente nas férias, no Brasil. Trocamos cartões. Um belo dia, recebo e-mail me convidando para uma conversa com [o então ministro da Justiça] Márcio Thomaz Bastos em Brasília.” Guarda a mensagem até hoje.
“Vi o Lula pela primeira vez no dia do anúncio da minha posse. Não falei antes, nem por telefone. Nunca, nunca.”
Por pouco, não faltou à própria cerimônia. “Veja como esse pessoal é atrapalhado: eles perderam o meu telefone [gargalhadas].”
Dias antes, tinha sido entrevistado por Thomaz Bastos. “E desapareci, na moita.” Isso para evitar bombardeio de candidatos à mesma vaga.
“Na hora de me chamar para ir ao Planalto, não tinham o meu contato.” Uma amiga do governo conseguiu encontrá-lo. “Corre que os caras vão fazer o seu anúncio hoje!”
Depois, continuou distante de Lula. Não foi procurado nem mesmo nos momentos cruciais do mensalão. “Nunca, nem pelo Lula nem pela [presidente] Dilma [Rousseff]. Isso é importante. Porque a tradição no Brasil é a pressão. Mas eu também não dou espaço, né?”
O ministro votou em Leonel Brizola (PDT) para presidente no primeiro turno da eleição de 1989. E depois em Lula, contra Collor. Votou em Lula de novo em 2002.
“Vou te confidenciar uma coisa, que o Lula talvez não saiba: devo ter sido um dos primeiros brasileiros a falar no exterior, em Los Angeles, do que viria a ser o governo dele. Havia pânico. Num seminário, desmistifiquei: ‘Lula é um democrata, de um partido estabelecido. As credenciais democráticas dele são perfeitas’.”
O escândalo do mensalão não influenciou seu voto: em 2006, já como relator do processo, escolheu novamente o candidato Lula, que concorria à reeleição.
“Eu não me arrependo dos votos, não. As mudanças e avanços no Brasil nos últimos dez anos são inegáveis. Em 2010, votei na Dilma.”

DE LADO

No plenário do STF, a situação muda. Barbosa diz que “um magistrado tem deveres a cumprir” e que a sociedade espera do juiz “imparcialidade e equidistância em relação a grupos e organizações”.
Sua trajetória ajuda. “Nunca fiz política. Estudei direito na Universidade de Brasília de 75 a 82, na época do regime militar. Havia movimentos significativos. Mas estive à parte. Sempre entendi que filiação partidária ou a grupos, movimentos, só serve para tirar a sua liberdade de dizer o que pensa.”

VENCEDOR E VENCIDO

Barbosa gosta de dizer que não tem “agenda”. Em 2007, relatou processo contra Paulo Maluf (PP-SP). Delfim Netto não era encontrado para depor como testemunha. Barbosa propôs que o processo continuasse. Foi voto vencido no STF. O caso prescreveu.
No mesmo ano, relatou processo em que o deputado Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB) era acusado de tentativa de homicídio. O réu renunciou ao mandato e perdeu o foro privilegiado. Barbosa defendeu que fosse julgado mesmo assim. Foi voto vencido no STF.
Em 2009, como relator do mensalão do PSDB, propôs que a corte acolhesse denúncia contra o ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo. Quase foi voto vencido no STF –ganhou por 5 a 3, com três ministros ausentes.
Dois anos antes, relator do mensalão do PT, propôs que a corte acolhesse denúncia contra José Dirceu e outros 37 réus. Ganhou por 9 a 1.

NOVELA RACISTA

Barbosa já disse que a imprensa “nunca deu bola para o mensalão mineiro”, ao contrário do que faz com o do PT. “São dois pesos e duas medidas”, afirma.
A exposição na mídia não o impede de fazer críticas até mais ácidas.
“A imprensa brasileira é toda ela branca, conservadora. O empresariado, idem”, diz. “Todas as engrenagens de comando no Brasil estão nas mãos de pessoas brancas e conservadoras.”
O racismo se manifesta em “piadas, agressões mesmo”. “O Brasil ainda não é politicamente correto. Uma pessoa com o mínimo de sensibilidade liga a TV e vê o racismo estampado aí nas novelas.”
Já discutiu com vários colegas do STF. Mas diz que polêmicas “são muito menos reportadas, e meio que abafadas, quando se trata de brigas entre ministros brancos”.
“O racismo parte da premissa de que alguém é superior. O negro é sempre inferior. E dessa pessoa não se admite sequer que ela abra a boca. ‘Ele é maluco, é um briguento’. No meu caso, como não sou de abaixar a crista em hipótese alguma…”
Barbosa, que já escreveu um livro sobre ações afirmativas nos EUA, diz que o racismo apareceu em sua “infância, adolescência, na maturidade e aparece agora”.
Há 30 anos, já formado em direito e trabalhando no Itamaraty como oficial de chancelaria –chegou a passar temporada na embaixada da Finlândia–, prestou concurso para diplomata. Passou. Foi barrado na entrevista.

DE IGUAL PARA IGUAL

É o primeiro filho dos oito que o pai, Joaquim, e a mãe, Benedita, tiveram (por isso se chama Joaquim Benedito).
Em Paracatu, no interior de Minas, “Joca” teve uma infância “de pobre do interior, com área verde para brincar, muito rio para nadar, muita diversão”. Era tímido e fechado.
A mãe era dona de casa. O pai era pedreiro. “Mas ele era aquele cara que não se submetia. Tinha temperamento duro, falava de igual para igual com os patrões. Tanto é que veio trabalhar em Brasília, na construção, mas se desentendeu com o chefe e foi embora”, lembra Joaquim.
O pai vendeu a casa em que morava com a família e comprou um caminhão. Chegou a ter 15 empregados no boom econômico dos anos 70. “E levava a garotada para trabalhar.” Entre eles, o próprio Joaquim, então com 10 anos.

RUMO A BRASÍLIA

No começo da década, Barbosa se mudou para a casa de uma tia na cidade do Gama, no entorno de Brasília.
Cursou direito, trabalhou na composição gráfica de jornais, no Itamaraty. Ingressou por concurso no Ministério Público Federal.
Tirou licenças para fazer doutorado na Universidade de Paris-II. E passou períodos em universidades dos EUA como acadêmico visitante. Fala francês, inglês e alemão.
Hoje, Barbosa fica a maior parte do tempo em Brasília, onde moram a mãe, os sete irmãos e os sobrinhos. O pai já morreu. Benedita é evangélica e “superpopular”. Em seu aniversário de 76 anos, juntou mais de 500 pessoas.
O ministro tem também um apartamento no Leblon, no Rio, cidade onde vive seu único filho, Felipe, 26. Se separou há pouco de uma companheira depois de 12 anos de relacionamento.

DEVER

Nega que tenha certa aversão por advogados. E nega também que tenha prazer em condenar, sem qualquer tipo de piedade em relação à pessoa que perderá a liberdade.
“É uma decisão muito dura. Mas é também um dever.”
“O problema é que no Brasil não se condena”, diz. “Estou no tribunal há sete anos, e esta é a segunda vez que temos que condenar. Então esse ato, para mim e para boa parte dos ministros do STF, ainda é muito recente.”
Diante de centenas de grandes escândalos de corrupção no Brasil, e de só o mensalão do PT ter chegado ao final, é possível desconfiar que a máquina de investigação e punição só funcionou para este caso e agora será novamente desligada?
“Não acredito”, diz Barbosa. “Haverá uma vigilância e uma cobrança maior do Supremo. Este julgamento tem potencial para proporcionar mudanças de cultura, política, jurídica. Alguma mudança certamente virá.”

MEQUETREFE

O caso Collor, por exemplo, em que centenas de empresas foram acusadas de pagar propina para o tesoureiro do ex-presidente, chegou “desidratado” ao STF, diz o ministro. “Tinha um ex-presidente fora do jogo completamente. E, além dele, o quê? O PC, que era um mequetrefe.”
O país estava “mais próximo do período da ditadura” e o Ministério Público tinha recém-conquistado autonomia, com a Constituição de 1988. Até 2001, parlamentares só eram processados no STF quando a Câmara autorizava. “Tudo é paulatino. Mas vivemos hoje num país diferente.”

PONTO FINAL

Desde o começo do julgamento do mensalão, o ministro usa um escapulário pendurado no pescoço. “Presente de uma amiga”, afirma.
Depois de flagrado cochilando nas primeiras sessões, passou a tomar guaraná em pó no começo da tarde.
Diz que não gosta de ser tratado como “herói” do julgamento. “Isso aí é consequência da falta de referências positivas no país. Daí a necessidade de se encontrar um herói. Mesmo que seja um anti-herói, como eu.”
Mônica Bérgamo, Folha

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PT E PSB SOBEM. PSDB DESABA

08.10.2012
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

O PT cresceu 14% em número de prefeituras; o PSDB, futuro DEMO, elegeu 13% menos prefeitos que em 2008.


O Bom (?) Dia Brasil noticiou assim, com a ligeireza com que trata de engarrafamento em Cascadura.

A Folha (*) destacou o menos importante: 

PMDB É CAMPEÃO EM NÚMERO DE PREFEITOS, PT VENCE EM TOTAL DE VOTOS



Os partidos da base da Dilma e do Lula ganharam a eleição.

A oposição perdeu.

O PSDB ruma ao buraco do DEMO.

Senão, vejamos.

O PMDB ainda é o partido com o maior número de prefeitos, mas caiu 15% em relação a 2008.

O PT cresceu 14% em número de prefeituras. 

E é o partido que recebeu mais votos em todo o país – um aumento de 4% em relação a 2008.

O PSB foi ainda melhor.

Cresceu 51% no total de votos e 41% no total de prefeituras.

O PSDB, futuro DEMO, elegeu 13% menos prefeitos que em 2008.

Em todo o país, o número de eleitores do PSDB caiu 4%.

A soma de PMDB com PT e PSB demonstra que a Presidenta Dilma ganhou a eleição.

O Eduardo Campos, também.

O objetivo do PiG (**), agora, será fabricar a oposição entre Dilma e Campos, como tentou separar Lula de Dilma.

O Fernando Henrique foi quem tentou de forma mais ousada, e recebeu como prêmio uma nota devastadora da Dilma, de que não se recuperou até hoje.

Neste domingo, o Farol de Alexandria, que só aparece no PiG (**), mas o PSDB o esconde do palanque, diz que o PSDB deve tentar se aproximar do PSB:

FHC DEFENDE APROXIMAÇÃO COM PSB EM 2014



Precisa ver se o Eduardo Campos quer segurar a alça da mala do FHC.

Em tempo: Conversa Afiada saúda com entusiasmo a retumbante votação do tucano Marcelo Lunus Itagiba para vereador, no Rio: 9 mil votos, num colégio de 4 milhões 700 mil eleitores. Um jênio. Cerra e Daniel Dantas perdem um Legislador de escol.


Paulo Henrique Amorim


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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VEREADORES ELEITOS DO RECIFE:Veja a relação dos novos vereadores do Recife

GERALDO JÚLIO(PSB): Prefeito eleito declara que não definiu a equipe de secretários municipais

08.10.2012
Do DIARIO DE PERNAMBUCO

Geraldo não definiu a equipe de secretários municipais. Foto: Júlio Jacobina/DP/D.A Press
Geraldo não definiu a equipe de secretários municipais. Foto: Júlio Jacobina/DP/D.A Press 

O prefeito eleito do Recife, Geraldo Julio (PSB), manteve seu estilo discreto durante a entrevista ao programa Super Show, da Rádio Clube AM 720, nesta segunda-feira. O futuro gestor da capital pernambucana preferiu não tecer maiores comentários a respeito da escolha de seu secretariado. Geraldo frisou que todos os partidos que estiveram com o PSB nesta eleição não “condicionaram” o apoio político a cargos no governo. “Isto também é uma discussão. Todos os partidos vão apresentar seus nomes e vamos escolher aqueles que podem contribuir para melhorar a vida de nossa cidade”, completou.
Perguntado se o PT, ou mesmo outro partido de oposição, que pode se alinhar a seu governo, poderia ingressar no time, ele não deu maiores esperanças. “A nossa prioridade é para aqueles que estiveram conosco. Depois disso, aqueles que quiserem contribuir com o nosso trabalho serão muito bem-vindos”, comentou.
Diario chegou a publicar uma lista de possíveis secretários do governo Geraldo Julio. Entre os nomes mais cotados para o núcleo do governo o secretário executivo de Projetos Especiais do governo Eduardo Campos, João Guilherme Ferraz, e do atual presidente da Agência Condepe/Fidem, Antônio Alexandre. A jornalista Marcela Sampaio, que foi assessora de Geraldo no governo, também está sendo cotada, nos bastidores, para assumir a Secretaria de Imprensa.

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