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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O VENDIDO Arnaldo Jabor: um serrista histérico

05.09.2012
Do blog SINTONIA FINA
Por Miguel do Rosário

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG- Partido da Imprensa Golpista) não mostra!

Já lhes expliquei que meu trabalho é esse: analisar a mídia. Até gostaria de escrever aqui sobre a Cidade Antiga, de Fustel de Coulanges, clássico que ora leio sobre os hábitos, cultura e revoluções em Roma e Atenas. Mas a vida é dura e eu tenho de ler e analisar a coluna do Arnaldo Jabor.

Depois do blogueiro da Veja declarar seu voto em Serra, agora é a vez do colunista da Globo prestar continência. Deixemos o chapeleiro doido pra lá. O Cafezinho ainda não tem verba para adquirir roupas antiradioativas que o permitam explorar o lixo atômico da Abril.

Do Jabor, porém, não dá para escapar. Ele joga nas onze: faz comentário na CBN, no Jornal da Globo, escreve coluna pro Globo e Estadão. Enfim, analista de mídia é como operário em fábrica de sardinha. Ou se acostuma ao cheiro, ou se demite.

A manifestação de Jabor (assim como a de Reinaldo) mostra o grau de tensão e perplexidade no ninho tucano diante da possibilidade de derrota de José Serra nas eleições municipais de São Paulo. Jabor não é sutil: ataca pesadamente Russomano, o lulismo, e entoa loas descaradas à José Serra. Todos unidos em prol da mesma causa. Que lindo.

Até aí tudo bem. Liberdade de imprensa é pra isso mesmo: assegura o direito de obedecer cegamente aos ditames ideológicos de seus chefes.

Não julgo Jabor, nem sua opção política, partidária e ideológica. O ponto que eu gostaria de abordar é a sua convicção de que possui expertise eleitoral acima dos profissionais que assessoram o PSDB. Essa convicção adquire ares de delírio quando se percebe que ela cresce à medida em que os candidatos apoiados pela mídia acumulam derrotas. Ou seja, quanto mais perde eleições, mais a mídia se considera vencedora. Isso me interessa porque oferece uma interseção entre análise de mídia e análise política.

Analisemos esse trecho do artigo de Jabor:

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Mas Serra também errou. Tudo começou em 2002 quando, diante de meus pobres olhos perplexos, Serra não defendeu o governo de FHC diante dos ataques de Lula no debate. Eu vi a cara do Lula quando percebeu que a intenção do adversário era “não” defender o excelente governo que acabara com a inflação, fez reformas etc… Por estratégia (quem foi a besta que inventou isso?) ninguém podia defender os grandes feitos que o PSDB tinha conseguido… Lula, espertíssimo, deitou e rolou nesse equívoco imperdoável, inesquecível, que começou a derrotar o próprio Serra e o tucanato por tabela. Nunca entenderei isso. Como não demitiram o chefe da campanha e deixaram-no persistir nos erros até hoje? Serra acreditou no marketing em vez de crer em si mesmo e em sua verdade.

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Jabor omite um fator básico. Os estrategistas de Serra esconderam FHC por uma razão simples. O ex-presidente havia se tornado extremamente impopular. O “excelente governo” terminava com desemprego alto, dívida pública descontrolada, carga tributária dez a quinze pontos superior ao início da gestão, serviços públicos desmantelados.

O colunista vai mais longe e pede uma “demissão” retroativa do marketeiro da campanha do Serra em 2002. Ou seja, Lula não ganhou porque o povo se identificou com suas propostas. Lula ganhou porque o marketeiro do Serra não seguiu os conselhos de Arnaldo Jabor.

Em seguida, Jabor afirma que a solução para salvar a campanha de Serra é trazer FHC:

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Teria de assumir isso, enquanto é tempo. Tem de superar seu complexo de Édipo e chamar FHC para a campanha (o que não fizeram até agora), tem de mostrar com clareza, com imagens, o importantíssimo trabalho que fez como ministro da Saúde, e não ficar dando sorrisinhos de Papai Noel na TV. O eleitor respeita gente sincera, cortante, corajosa. Ele tem de mostrar as aventuras populistas e falar das acusações que pesam sobre o Russomano, como as supostas ações de falsidade ideológica, a acusação de seu uso indevido da advocacia, seu suposto envolvimento com o Cachoeira.

E mais: ele errou ao subestimar o papelucho que assinou na TV dizendo que não abandonaria a prefeitura. O povo não perdoa o descaso com que tratou o ridículo juramento. Ele tinha, sim, de chamar testemunhas, até religiosos e juristas e, fazendo um pouco o jogo do populismo “midiático”, jurar solenemente diante de todos que jamais largará a prefeitura.

Serra tinha de cumprir sua melhor promessa, quando se lançou em 2010: “Se vierem com mentiras, responderei com verdades”.

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Aí se interligam, como eu aventei acima, análises de mídia e da política. A fórmula do sucesso que Jabor oferece ao PSDB é, paradoxalmente, justamente aquilo que vem fazendo os tucanos perderem tanto: superestimar a inteligência política dos medalhões da mídia. Ao invés de trocarem ideias e experiência nas ruas, com o povo, o PSDB tenta ler a realidade no mundinho fantasioso da mídia corporativa.

Eu já presenciei, várias vezes, casos de delírio profundo entre pessoas mentalmente saudáveis, porque acreditam mais na mídia do que na realidade. Lembro que quando começaram a pipocar pesquisas mostrando a recuperação meteórica da popularidade de Lula, o Globo vivia repleto de missivistas dizendo que “não acreditavam nessas pesquisas porque não conheciam ninguém que gostava de Lula”. Na verdade, a mídia cultivou bolsões de antilulismo, justamente nas áreas mais nobres das grandes cidades. No caso do Rio, a zona sul carioca.

Não vejo nada demais no antilulismo em si. As pessoas tem o direito de não gostarem de Lula, ou mesmo de odiarem Lula. Faz parte da democracia. O que sempre me espantou foi o descolamento da realidade. Confundir o mundinho fechado e sectário de jornalistas, socialites e empresários conservadores com a pluralidade anárquica e imprevisível do povo brasileiro!

Serra está perdendo voto em São Paulo não por causa da incompetência de seus marketeiros. Jabor inicia seu artigo dizendo que se vende candidato como se vende margarina. Não é bem assim. Possivelmente muitas ferramentas do marketing político coincidem com aquelas da publicidade comercial, mas o produto oferecido é totalmente distinto. A comparação é um clichê neolacerdista para desmerecer a política.

Ninguém conseguirá vender bem o candidato tucano porque ele está queimado junto ao eleitor. Alguém poderia lembrar ao Jabor do livro Privataria Tucana, protagonizado por José Serra. Alguém poderia lembrar Jabor das baixarias da campanha de 2010.

Aí o colunista envereda por um raciocínio contraditório. Diz que Serra subestimou “o papelucho” que assinou, comprometendo-se a permanecer na prefeitura por todo o mandato. Mas ao usar o termo “papelucho”, é o próprio Jabor que o subestima. Afinal, não importa a qualidade do papel, e sim o compromisso do candidato. O que vale é a assinatura e a palavra dada, e não se é um papel timbrado em ouro, com o carimbo do Papa. E a sugestão de Jabor, de que Serra chame juristas, religiosos e testemunhas, apenas para firmar um compromisso tão básico como ficar até o fim da gestão, indica que o candidato é tão desacreditado que é preciso trazer o circo inteiro para que seja dado crédito à palavra do palhaço.

As “sugestões” de Jabor revelam, a meu ver:

* Desespero diante da derrota de Serra, o que poderia pôr em risco a hegemonia tucana também no governo do Estado.
* Arrogância infinita, como se ele, Jabor, entendesse alguma coisa de marketing político e eleitoral.
* Falta de entendimento do processo democrático: não são os marketeiros que escondem FHC. É o povo que não gosta de FHC porque o associa ao ambiente recessivo e sem esperança que vivemos na era tucana.

Tivemos ainda, no domingo, mais um artigo udenista de Fernando Henrique Cardoso. Dessa vez, porém, ele recebeu o troco de quem menos esperava. A própria Dilma Rousseff.

A estratégia do PSDB, de fazer oposição ao ex-presidente em vez de fazê-lo à atual gestão, afigura-se insensata, confusa e covarde. Visa apenas disseminar desinformação na opinão pública, jogando com a sua escassa memória. A reação da presidente, todavia, chamando a briga para si, bota os pingos nos is. Se quiserem fazer oposição ao PT, façam ao governo atual.

Sintonia Fina

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As “entrevistas” inventadas da Veja

05.09.2012
Do BLOG DO MIRO
Por Sylvia Debossan Moretzsohn, no Observatório da Imprensa:


Uma revista publica um pingue-pongue – entrevista em formato de perguntas e respostas – com um jornalista que imediatamente denuncia em seu blog o “engodo”, porque não teria dado entrevista alguma; a revista responde reafirmando a autenticidade do texto e tudo fica por isso mesmo, a palavra de um contra a da outra.

Foi na semana passada. A edição 2284 da Veja Rio, que começou a circular no domingo (26/8), trazia, na coluna “Beira Mar”, uma suposta entrevista com o colunista esportivo Renato Maurício Prado, do Globo, sobre o fim de seu contrato com a SporTV, depois de uma discussão ao vivo com o apresentador Galvão Bueno, durante um programa de debates nos últimos Jogos Olímpicos.

Já na terça-feira (28), na nota “Pingo nos is”, ao pé de seu blog, reproduzida no dia seguinte em sua coluna no caderno de Esportes do jornal impresso, Renato afirmava que não dera entrevista: teria apenas atendido ao telefonema da repórter e explicado que não queria falar, “até por entender que nós, jornalistas, não somos notícia”. Ressaltava inclusive um erro na menção à sua participação num programa de rádio, já extinto havia mais de dois anos, e lamentava a utilização de uma foto sua, feita para sua coluna no Globo, pois, para o leitor, ficava a impressão de que ele teria posado para Veja.

Em nota oficial, publicada na quinta-feira (30/8), a revista rejeitava o desmentido.

O que se diz no contestado pingue-pongue não tem qualquer relevância para além do previsível noticiário sobre “celebridades e personalidades do Rio”, que é o tema dessa seção da revista. A questão do método, sim, é que é de extrema relevância, independentemente do assunto, da importância das fontes ou da parcela do público a que se destina esse tipo de informação. Ou fraude.

A farsa da reportagem

Não é de hoje que Veja é criticada por utilizar artifícios estranhos aos mais elementares princípios éticos do jornalismo. Entre eles, a descontextualização, ou mesmo a pura e simples invenção de declarações. Recordo aqui, apenas para ilustrar, um caso de grande repercussão ocorrido há pouco mais de dois anos: o texto intitulado “A farra da antropologia oportunista“, publicado em maio de 2010, que acusava pesquisadores de forjar a existência de comunidades indígenas ou quilombolas em proveito próprio – das ONGs das quais participavam – e em detrimento das perspectivas de desenvolvimento do país. Para tanto, utilizava supostas afirmações de dois antropólogos, Mércio Pereira Gomes e Eduardo Viveiros de Castro, que argumentariam no sentido pretendido pela revista.

A farsa da reportagem foi denunciada em pelo menos três artigos neste Observatório (ver “Como demonizar populações vulneráveis“, “Reflexão sobre ‘espertinhos’ e ‘espertalhões’“ e “Dados fantasiosos, informações deformadas“) e na resposta do professor Gomes (“Resposta a uma matéria falsa“), que recusava à Veja “o falso direito jornalístico” de atribuir-lhe “uma frase impronunciada e um sentido desvirtuante” daquilo que pensava sobre a questão indígena brasileira. 

O protesto de Viveiros de Castro também circulou amplamente pela internet e provocou uma troca de mensagens entre ele a revista (ver aqui), na qual ficava evidente a inexistência de entrevista e a deturpação dos argumentos do pesquisador, retirados de um artigo seu.

O mais curioso é que Veja concluía sua resposta dizendo que o antropólogo a havia autorizado a utilizar o tal artigo “da forma que bem entendesse”. O que, a rigor, jamais poderia ocorrer, porque evidentemente nenhum texto pode ser utilizado de qualquer jeito: precisa ser citado de acordo com a sua própria coerência interna, conforme o contexto em que foi escrito.

O elogio da fraude

Criada em 1968 por Mino Carta, Veja passou por uma série de mudanças ao longo dessas mais de quatro décadas, e só um estudo detalhado poderia apontar o que a levou a se distanciar progressivamente da prática rigorosa do jornalismo para enveredar por uma política editorial que pretende amoldar a realidade às suas pautas, utilizando quaisquer recursos para a obtenção dos resultados previamente definidos. O recente episódio que envolveu o colunista esportivo seria, portanto, apenas uma derivação social e politicamente irrelevante de um processo incorporado há muito tempo.

Entretanto, nesse processo há um aspecto essencial e aparentemente inocente que deveria chamar a atenção, sobretudo de jovens aspirantes a jornalistas, especialmente agora que a discussão a respeito da adequada formação retorna, com o debate sobre a exigência do diploma universitário: é que as regras elementares do método jornalístico não são tão elementares assim. Pois que mal faz inventar entrevistas, desde que elas sejam simpáticas às fontes?

Em Notícias do Planalto, lançado em 1999 e prestes a ser reeditado, Mario Sergio Conti relata a esperteza de Elio Gaspari, então em início de carreira:

“[Gaspari] estava numa agência de notícias no Galeão. O aeroporto era o ponto de passagem dos poderosos da República. Os políticos, ainda em trânsito da antiga para a nova capital, embarcavam nos voos matutinos para Brasília. No Galeão desembarcavam as celebridades estrangeiras que visitavam o Rio. Como se podia entrar na área da alfândega, os jornalistas circulavam e faziam entrevistas. Os repórteres da agência tinham de falar com os passageiros famosos, redigir as matérias na sala de Imprensa, tirar cópias num estêncil a álcool e mandá-las para os jornais. Gaspari logo constatou que o tempo médio de embarque e desembarque, vinte minutos, era escasso. Enquanto entrevistava um deputado, perdia outros três que entravam no avião para Brasília. Passou a acordar de madrugada para ler os jornais e, com base neles, escrever pequenas entrevistas de políticos comentando os assuntos do dia. Se concordavam com as respostas, passavam a ser os entrevistados de fato e de direito. Assim, podia mandar aos jornais três, quatro entrevistas, em vez de uma. Os entrevistados agradeciam porque, além de estarem nos jornais, às vezes pareciam mais inteligentes ou engraçados do que realmente eram.”

Esses políticos jamais poderiam sonhar que algum dia lhes cairia no colo um assessor tão bom, e ainda por cima gratuito. Conti prossegue, muito divertido:

“Em Veja, o método foi refinado e usado anos a fio. Gaspari inventava um raciocínio para avivar uma matéria, geralmente de madrugada, no calor do fechamento, e mandava um repórter achar alguém famoso que quisesse assumir a autoria. A frase “O povo gosta de luxo, quem gosta de miséria é intelectual” nasceu assim, proposta por Gaspari ao carnavalesco Joãozinho Trinta. O truque era puro Elio Gaspari. Tinha algo de molecagem, mas ficava nos limites das normas jornalísticas, na medida em que ninguém era forçado a encampar uma declaração. O seu fim último era levar um fato novo ao leitor (...)”. (grifo meu).

Então ficamos assim: inventar declarações e atribuí-las a terceiros faz parte das normas jornalísticas, desde que sejam favoráveis a essas fontes. Nada impede, tampouco, que se recorte um artigo e nele se insiram perguntas, para dar a impressão de um pingue-pongue. Terão razão, afinal, certos teóricos que dizem que jornalismo é ficção?

Essas coisas as escolas – pelo menos, as escolas de qualidade – não ensinam. Pelo contrário, refutam e denunciam. No entanto, renomados jornalistas – nos quais, naturalmente, muitos jovens se miram – praticam e enaltecem o que deveriam combater. E a fraude só causa revolta quando contraria os envolvidos.

Mas nem por isso deixa de ser o que é.

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Folha é contra a liberdade de expressão

05.09.2012
Do BLOG DO MIRO
Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Ainda que tarde, fica registrada aqui a estranheza do Diário sobre a morte por asfixia econômica da Falha de S. Paulo.

Soube do caso ao escrever sobre a participação de Diogo Mainardi no Roda Viva. Vi então que um jornalista fora desconvidado pelo programa. Era ele, o editor da cassada e caçada Falha de S. Paulo.

É um caso que mereceria uma discussão na imprensa brasileira, certamente. Mas, pelo que entendo, a mídia tradicional ignorou o assunto.

Era uma sátira da Folha, e o jornal conseguiu nos tribunais tirá-la do ar com argumentos jurídicos de duvidosa qualidade - se pensarmos que a Folha se autoproclama uma campeã da liberdade de expressão. A eles se juntou uma pressão econômica ignominiosa: os irmãos responsáveis pela Falha, Lino e Mário Bocchini, jovens da classe média paulistana, simplesmente quebrariam se não tirassem rapidamente o site do ar.

A mídia brasileira gritou, há pouco, quando o jornalista equatoriano Emilio Palacio foi processado pelo governo de Rafael Correa e condenado a pagar uma multa pesada – afinal perdoada.

Palacio - arquiconservador, uma espécie de Reinaldo Azevedo de poncho, apenas com mais poder, uma vez que tinha o cargo de editor de opinião do principal jornal equatoriano - costuma chamar Correa de Grande Ditador, com maiúsculas, num absoluto desprezo não apenas ao presidente mas aos milhões de equatorianos que o elegeram não uma, mas duas vezes. A administração de Correa é, nos artigos de Palacio, “a Ditadura”.

Sabemos o que é ditadura. Palacio seria bem menos corajoso se estivesse sob uma de verdade. Sob Pinochet, por exemplo. É, como seu duplo brasileiro, o falso herói, aquele que se voluntaria para lutar quando não há guerra. Hoje, Palacio está nos Estados Unidos, de onde continuará, bravamente, a combater a vontade de seu povo como se fosse um mártir da liberdade.

Mas nenhuma voz se ergue em defesa da inofensiva Falha de S. Paulo. Vejo que o argumento para bani-la é que ela é uma ameaça à marca Folha de S. Paulo. Hahaha. Falha de S. Paulo é um apelido carinhoso que os paulistanos deram à Folha há muito tempo. Seus próprios jornalistas muitas vezes se referem assim a ela nas conversas informais. A Falha é, ou era, simplesmente uma paródia, uma brincadeira, uma comédia.

Teria feito sentido o Estado de S. Paulo, em 1921, pedir que a recém-fundada Folha de S. Paulo fosse suprimida pela semelhança do produto e pelo uso de S. Paulo no logotipo? E a AOL deveria tentar liquidar o UOL?

Foi um ato de intolerância e intimidação o que a Folha fez com a Falha, um mau momento que remete à empresa que, na escuridão espessa, sob as ordens de seu dono - Octavio Frias, que Clóvis Rossi adora dizer que era um grande jornalista -, emprestava carros para a ditadura militar perseguir e matar opositores. Se é verdade que as pessoas podem confundir as duas pela semelhança das marcas - uma enorme, outra composta de dois irmãos - então a Folha tem um problema sério de conteúdo e e identidade, e ele não vai ser resolvido com a extinção da Falha.
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NOTA/RESPOSTA DE DILMA ROUSSEFF DEIXA TUCANOS E MERVAL "EMBASBACADOS" E FURIOSOS

05.09.2012
Do BLOG DO SARAIVA

FHC PEDE QUE TUCANOS NÃO O DEIXEM SÓ


O ex-presidente FHC foi chorar as mágoas no ninho tucano. Ele não esperava, e não gostou da resposta de Dilma Rousseff, sobre seu artigo atacando o ex-presidente Lula. FHC foi pedir um tréplica do PSDB à réplica (bastante direta e firme) que Dilma apresentou.

FHC - O tucanato - Merval Pereira e mais alguns, não gostaram da Nota divulgada pelo governo, em que a presidente Dilma defendeu a HERANÇA deixada por Lula, chamando-a de BENDITA, em contraste com o que FHC deixou para LULA, essa sim, uma HERANÇA MALDITA.

O que mais incomodou, porém, a Fernando Henrique Cardoso, foi a referência feita à sua reeleição. É sabido que FHC "RASGOU" a Constituição para poder se candidatar a um segundo mandato. 

Na nota, Dilma elogiou LULA por não ter cedido à tentação de fazer o mesmo, e por ter se comportado como ESTADISTA. Em outras palavras, Dilma chamou FHC de CAUDILHO.

Já o mais tucano dos jornalistas, ficou fulo da vida com a atitude de Dilma. A Nota enterra de vez a campanha que parte da Mídia faz, ( o meio imortal é quem mais gosta de fazer esse tipo de fofoca ) querendo criar uma situação de inimizade e diferenças gritantes entre Lula e Dilma.

É interessante ainda ver, que os tucanos pensam que só eles podem falar o que querem. Quando são contestados e desmascarados, não gostam. 

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Serra em apuros

05.09.2012
Do blog ESQUERDOPATA
Por Marcos Coimbra 


É cedo para dizer o que vai acontecer na eleição de prefeito em São Paulo, mas de uma coisa podemos estar certos: é a mais extraordinária do ano.

Não pela falsa razão de ela funcionar como “ante-sala” da próxima eleição presidencial. A experiência nos ensina que, por mais importante que seja – em função do tamanho da cidade e de seu papel na economia brasileira – saber quem é seu prefeito em nada nos ajuda a prever o rumo que tomará a sucessão no Planalto.

O que ela tem de mais relevante este ano é que exemplifica o modo como funcionam atualmente nossos dois principais partidos. Na eleição de São Paulo, PT e PSDB deixam claras suas diferenças.

Nada indica que Lula tenha pensado na candidatura de Fernando Haddad depois de consultar pesquisas de opinião que mostrassem que era preponderante a vontade de renovação no eleitorado paulistano.

Ao contrário, o que elas indicavam em 2011 era o bom desempenho dos candidatos conhecidos. Como sempre acontece nas pesquisas feitas a grande distância da eleição, lideravam nomes que já haviam disputado outras vezes e eram lembrados pelos entrevistados.

Marta Suplicy e Serra estavam na frente, com a senadora sempre acima do ex-prefeito.

Não foi, portanto, em função de resultados de pesquisa que o ex-presidente optou por Haddad. No máximo, olhou os números da rejeição e avaliou que Marta teria dificuldade para crescer e atrair a maioria necessária a vencer no segundo turno.

Algo que um candidato inteiramente novo poderia conseguir, mesmo se começasse de baixo nas intenções de voto.

Quando se decidiu e levou o PT a apoiá-lo, Lula fez um lance arriscado. Que todos seus desafetos nas oposições, especialmente os observadores políticos na mídia conservadora, consideraram equivocado – para dizer o mínimo.

Montado o tabuleiro do lado petista, os tucanos recuaram da disposição de fazer algo semelhante – que, aliás, estava em curso, no processo já iniciado de prévias partidárias. Não quiseram fazer como os adversários.

Optaram por uma jogada “segura”: achando que davam um xeque mate, foram correndo atrás de Serra – que desejava ardentemente a missão.

Na cabeça dos estrategistas peessedebistas, seria um passeio. De um lado, o inexperiente candidato que Lula tirou da algibeira, do outro, um “campeão de votos”, o líder de todas as pesquisas.

Hoje, passadas as duas primeiras semanas da propaganda eleitoral, parece que a intuição de Lula estava correta. Que a maioria da cidade anseia por renovação.

A expressiva vantagem de Celso Russomano é evidência do sentimento.

Nas pesquisas mais recentes, se somarmos as intenções que tem com as de Haddad e Chalita, vamos a 52% e a 65% dos “votos válidos” (descontando brancos, nulos e indecisos).

Serra não está mal por razões específicas de sua campanha, como alguns afirmam. Sua comunicação não é pior que em eleições passadas.

É igual. E esse é o problema.

Assim como ele é igual. Lamentavelmente igual àquilo em que se tornou.

De onde vem a surpresa de que até eleitores que simpatizam com o PSDB não acreditam na promessa de que, se vencer, governará a cidade por quatro anos? Será de não ter honrado a palavra antes? Ou de ele nunca esconder que só pensa em mais uma candidatura presidencial?

A esta altura, só resta especular sobre qual seria o destino do PT se tivesse feito como os tucanos. Se também tivesse se agarrado ao passado.

Mas falta um mês para a eleição. Quem sabe, até lá, as preces de Serra - às quais se dedica com tanta devoção - o livrem do vexame.

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CNTSS assinou acordo salarial com o Ministério do Planejamento

05.09.2012
Do portal do SINDSPREV.PE, 30.08.12
Por  Edmundo Ribeiro da Redação. do Sindsprev/PE

Acordo entre CNTSS e Ministério do Planejamento assegura devolução dos dias parados durante greve de 2009

Nesta quarta, 29/08,  a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguro Social-CNTSS/CUT assinou em Brasília, acordo com o Governo.

Os servidores que serão alcançados pelo acordo são os da Carreira da Previdência, Saúde e Trabalho, do DENASUS (Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde), da Carreira do Seguro Social e dos Agentes de Combate as Endemias da FUNASA do Estado do Rio de Janeiro.

O acordo prevê entre outras questões, que o diálogo com o Governo será retomado, logo no mês de setembro para que seja dada continuidade do processo de negociação em especial, no que diz respeito à mudança da regra de cálculos das Gratificações de Desempenho quando da aposentadoria.

Durante o debate que antecedeu a assinatura do acordo com o Governo, a direção da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social da CUT, cobrou do Governo a devolução dos dias descontados dos servidores do seguro social, quando da Greve de 2009.

Após o debate realizado com o Secretário Executivo do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e o Secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão Sérgio Mendonça foi incluída uma cláusula no Termo de Acordo, que garante devolução dos descontados aos trabalhadores, mediante a compensação de horas de trabalho.

Outro assunto que foi objeto do acordo são os reajustes da GACEN e da GECEN pagas aos trabalhadores da Fundação Nacional de Saúde  (Funasa) e do Ministério da Saúde que exercem atividades de combate a endemias no campo.

O acordo celebrado com o governo não foi o desejado pelos trabalhadores, mas o que foi possível construir em meio a uma das maiores greves da história do funcionalismo público, que acabou pondo por terra a política de reajuste zero para o funcionalismo público e que trouxe uma importante vitória para os trabalhadores do seguro social no que tange a devolução dos dias parados na greve de 2009, disse Sandro Alex de Oliveira Cezar Secretário de Comunicação da CNTSS/CUT.

Com a assinatura do acordo e o consequente retorno as atividades dos servidores em greve, o Governo compromete-se em devolver os dias parados durante a greve deste ano de 2012, com a liberação imediata de 50 % dos salários retidos, e mediante reposição das horas de trabalho a ser definida pelos órgãos, a devolver os demais valores.

Clique nos links abaixo, leia o termo de Acordo e veja as tabelas de reajustes salariais dos servidores do
PST - Previdência, Saúde e Trabalho e do INSS.








Fonte: www.cntsscut.org.br - 30/08/2012

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Haddad fala ao Blog e desmente blogueiro da Veja

05.09.2012
Do BLOG DA CIDADANIA, 03.09.12
Por Eduardo Guimarães

O blogueiro da revista Veja Reinaldo Azevedo acusou o candidato do PT a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, de mentir quando diz que em sua gestão como ministro da Educação fez o número de creches no país aumentar 14 pontos percentuais.
Segundo Azevedo, “Chega a ser constrangedor para o jornalismo a proteção dispensada ao candidato petista, que fala o que bem entende, no horário eleitoral e nas entrevistas, sem que seja confrontado com os fatos, com os números”.
Ora, ora… É de se perguntar se o tipo de cobertura que a mídia vem dando ao julgamento do mensalão seria a manifestação desse seu “petismo”. Mas vamos em frente.
Azevedo criticou entrevista de Haddad ao SPTV. Diz que o petista mente quando afirma que, em 2000, as creches atendiam a 9% das crianças que delas necessitavam e que, ao deixar o governo Lula, o índice havia saltado para 23%”.
O blogueiro tucano usa como “prova” de que Haddad “mentiu” o fato de que “Existe um programa federal de creches, o tal Pró-Infância, que prometeu criar 6 mil creches e entregou, no máximo, 200”.
Não contente, Azevedo decidiu exaltar o de fato enorme aumento de creches em São Paulo durante a gestão Serra-Kassab afirmando que em oito anos foram criadas 148 mil vagas. Além disso, compara o percentual de cobertura por creches na cidade com a cobertura no Brasil.
Os dados oferecidos pelo blogueiro da Veja impressionam, pois, no Brasil, a cobertura de creches é de 23% e, na cidade de São Paulo, é de 48%. E diz mais: que “Quando Serra chegou à Prefeitura, havia 60 mil vagas apenas”. Sobrou até para Marta Suplicy…
Intrigado com a distância que separa a afirmação de Haddad ao SPTV da afirmação do porta-voz de Serra na blogosfera, resolvi entrar em contato com o candidato petista para lhe pedir explicações. Fui muito bem atendido pelo próprio, que meu deu informações corretas.
É verdade que esse programa complementar do governo federal para criar creches ainda está sendo implantado e não atingiu o número prometido. Azevedo só omite um pequeno detalhe: o programa do governo Dilma Rousseff promete cumprir a meta de 6 mil creches até 2014.
Mais estupefaciente ainda, porém, é a questão da disparada da criação de creches em São Paulo. Azevedo também omite que não foi só nessa cidade que as creches se multiplicaram, pois o fenômeno ocorreu no Brasil todo.
Como foi, então, que da gestão Marta Suplicy para a gestão Serra-Kassab o número de creches disparou tanto em São Paulo?
Em 2007, quando ministro da Educação, Haddad criou o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), e fez inserir em sua regulamentação o apoio à abertura e manutenção de creches. São Paulo, por conta disso, passou a receber 500 milhões de reais do governo federal, produto de convênios desse nível da administração para financiar creches.
Sendo ainda mais claro: São Paulo quase triplicou seu número de creches, sim, mas a grande maioria delas é conveniada com o governo federal no âmbito do Fundeb, criado por… Fernando Haddad.
Por fim, há a comparação que Azevedo fez entre o percentual de cobertura por creches no Brasil e em São Paulo.  No Brasil é de 23% e em São Paulo, 48%. Haddad explica que a comparação é estapafúrdia, pois na região rural e em pequenas cidades não há demanda por creches.
O candidato chegou a brincar dizendo que estava se comparando a necessidade de creches numa metrópole com a necessidade que há – ou que não há, melhor dizendo – na Amazônia, por exemplo.
Haddad também disse, ao telefone, que a argumentação que expus – que é a de Reinaldo Azevedo – é  “uma loucura” e como que ponderou que não vale a pena gastar tempo com ela, mas penso diferente e por isso lhe disse que escreveria este texto.
Escrevo porque Serra e seus áulicos (sobretudo os da mídia) vão tecendo essas distorções e há quem acredite sem, como fiz, buscar saber o que diz o outro lado. Para sorte do eleitor, porém, a internet, hoje, impede que se contem mentiras tão descaradas.
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Eleitor pede propostas e Serra ridiculariza quem as oferece

Post publicado em 3.9.2012 às 14:51 e atualizado às 20:16 com o texto acima
Abaixo, matéria extraída do jornal Folha de São Paulo de 3 de setembro de 2012.
O que a Justiça Eleitoral paulista diz sobre o candidato do PSDB ao governo de São Paulo é, simplesmente, o resumo de sua carreira política. José Serra é um político que prefere desacreditar os adversários a oferecer idéias ao eleitor e discuti-las com ele.
Serra não entende que o eleitor paulistano pede propostas, pede esperança de que possa melhorar de vida, dessa vida dura que leva em São Paulo, sobretudo se for pobre e morar longe do centro expandido.
Além da superlotação e da morosidade dos transportes públicos, da saúde ruim, da educação sofrível, da segurança pública inquietante e assustadora, ainda há o custo do transporte em São Paulo.
Recentemente, em visita ao metrô fora do horário de pico, Serra foi abordado por uma cidadã que o instou a usar aquele transporte “na hora da muvuca”. Era uma passante. Desceu de um trem, passou pelo candidato, disse isso e subiu em outro trem.
Serra, porém, não enxerga. Não vê como vive o povo. E não o respeita ao ponto de lhe reconhecer o sofrimento ao menos propondo novas medidas para problemas que até sua propaganda eleitoral teima em desconhecer.
A decisão da Justiça Eleitoral resume, também, as causas pelas quais o eleitor paulistano vai dizendo não a uma conduta política que o esbofeteia, a de dizer que está tudo ótimo. É como se fosse dito que o eleitor é que não sabe ver quão boa é a administração que rejeita.
Além de Serra não propor nada para melhorar o que o eleitor diz que está ruim – e que o candidato não quer reconhecer –, ainda ataca quem oferece a São Paulo o que a cidade vai demonstrando que deseja: propostas, esperança, novidade.
Esse desejo por novidade foi instilado na alma do paulistano pela péssima qualidade de vida em São Paulo. É por isso que os candidatos identificados como “novos” – ou seja, Fernando Haddad e Celso Russomano – crescem enquanto Serra cai.
Pode-se discutir quem é “novo”, ainda que este blog julgue que Russomano, de novo, não tenha nada. Todavia, a notícia supra reproduzida confirma o que todos já sabem, que é a natureza de Serra que o está conduzindo ao ostracismo.
O “bilhete único mensal” não vai resolver todos os problemas, mas acabará com uma situação que todo trabalhador paulistano conhece muito bem: o crédito do bilhete único convencional termina antes que o mês.
A propaganda de Serra que a Justiça Eleitoral cassou não apenas ridiculariza o adversário, mas o povo. Chama-o de burro ao contar uma mentira como a de que o paulistano pagaria mais pelo que não precisa, pois o bilhete mensal o fará economizar. E só se quiser.
Como pode ser “taxa” permitir que quem gasta ao menos uma condução para ir e outra para voltar do trabalho, pelo mesmo valor possa tomar quantas conduções quiser? Ninguém será obrigado a comprar o bilhete mensal, portanto se a pessoa não sai de casa não pagará nada.
Como distorcer proposta tão cristalina? Só fazendo pouco da inteligência do eleitor. Senti-me ofendido por essa propaganda apesar de quase não usar transporte público, pois trabalho perto de casa. E quem não se sentiu ofendido, mereceu a ofensa.

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Justiça determina indenização a evangélico obrigado a assistir a pornô

05.09.2012
Do portal GOSPEL PRIME, 04.09.12
Por por Leiliane Roberta Lopes


A empresa está recorrendo na Justiça para não pagar o valor de R$50 mil por danos morais

Justiça determina indenização a evangélico obrigado a assistir a pornôJustiça determina indenização a evangélico obrigado a assistir a pornô
O Tribunal Superior de Trabalho (TST) manteve a decisão de que um funcionário da Companhia de Bebidas das Américas (Ambev) da filial de Curitiba (PR) deve ser indenizado por danos morais por ter sido obrigado a assistir filmes pornôs.
Casado e evangélico o funcionário ficou por dois anos tendo que assistir shows de stripper e filmes de conteúdo adulto a mando de seu gerente que usava desses artifícios para alavancar o cumprimento das metas da equipe.
Na ação que foi movida contra a empresa, o funcionário alega que por vezes chegou a ser amarrado em sua cadeira para poder participar dessas atividades. Diante desses relatos a Justiça fixou em R$50 mil o valor da indenização por ele ter passado por situações constrangedoras e vexatórias.
Julgado como procedente em favor do funcionário em primeira e segunda instância, a Ambev recorreu ao TST na tentativa de ter o valor da multa ajustado, pois para eles a indenização é desproporcional ao dano sofrido, mas o relator do processo, ministro Brito Pereira, considerou que as decisões apresentadas no recurso eram inespecíficas.
De acordo com o site G1 as estratégias do supervisor já eram conhecidas pelo Ministério do Trabalho, e a empresa até precisou firmar um Termo de Ajuste de Conduta junto ao órgão para que tais práticas consideradas desrespeitosas não voltassem a acontecer.
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