segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL É TUCANO ?

03.09.2012
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

Só falta a “propaganda” dizer assim: vote nos “cheirosos” !


O que diria o PiG (*), caso o Tribunal Superior Eleitoral aproveitasse as eleições para ajudar o cidadão a votar em defesa de seus direitos sociais.

E veiculasse maciçamente, na tevê aberta, em horários nobilíssimos, campanhas com os seguintes temas:

“Vote em candidatos que ajudem você a sair da miséria ! Valorize o seu voto !”

“Vote em candidatos que ajudem você a entrar na faculdade ! Valorize o seu voto !”

“Vote em candidatos que ajudem você a entrar na Classe Média ! Valorize o seu voto !”

O que diria o PiG (*), amigo navegante ?

Que o Tribunal Superior Eleitoral “lulou”, dilmou”, que o PT “aparelhou” a Justiça Eleitoral.

Agora, amigo navegante, contemple um outro cenário.

O Supremo Tribunal Federal fez um “Julgamento Canguru”: pulou o mensalão de Minas, onde os tucanos e Daniel Dantas se encontram, muito mais antigo, e passou na frente o mensalão do PT (que ainda está por provar-se).

Diante da pressão da opinião pública e da opinião publicada, o STF marcou o julgamento do mensalão (do PT) para um período que coincide integralmente com as eleições municipais.

Qual é a última arma do tucanismo decadente, aquela derradeira etapa antes do inexorável fracasso, como se percebe no ilimitado tartufismo do FHC ?

Qual é a arma do General Custer de Higienópolis ?

O moralismo udenista, que deposita a tênue esperança na maciça condenação dos mensaleiros (petistas).

E qual é a mensagem inequívoca da (para que o TSE precisa de campanha publicitária, amigo navegante ?) “propaganda” do Tribunal Egrégio para eleições ?

Vote “limpo”.

Não suje as mãos com esses que você vê aí, todo dia, no jornal nacional, lambuzados na sujeira petista, mensaleira.

Só falta dizer assim: vote nos “cheirosos” !

Em tempo: a independência da Justiça Eleitoral no Brasil se espelha no trabalho imparcial, isento, objetivo da Dra Sandra Cureau, que trabalha sob as ordens de Roberto Tênue Gurgel, aquele cercado de incongruências.


Paulo Henrique Amorim

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Fantástico ataca farmácias populares

03.09.2012
Do BLOG DO MIRO
Por Altamiro Borges


O programa Fantástico, da TV Globo, exibiu na noite de domingo uma longa reportagem sobre a corrupção nas farmácias privadas com dinheiro do Sistema Único de Saúde (SUS). As denúncias devem ser apuradas e os criminosos, que desviam recursos públicos e penalizam a sociedade, devem ser exemplarmente punidos. A matéria, porém, faz uma crítica generalizada as chamadas "farmácias populares", criadas no governo Lula para garantir acesso a medicamentos para a população mais carente.

Diante deste ataque, a Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar) divulgou hoje "nota de repúdio à reportagem do programa dominical da Rede Globo" e "em defesa do interesse público, da saúde e dos farmacêuticos". Ela é assinada pelo presidente da entidade, Ronald Ferreira dos Santos. Reproduzo-a na íntegra:

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A categoria farmacêutica, sabedoura de sua responsabilidade com a saúde do povo brasileiro, desde o início da década de 90 do século passado, colocou como sua prioridade máxima a luta pela transformação da Farmácia de comércio em um estabelecimento de saúde.

Em um país aonde o gasto das famílias (privados) com saúde representam 55% de toda a renda - e para as famílias que recebem até quatro salários mínimos os medicamentos representam mais de 60% dos gastos com saúde - medidas na direção de colocar o medicamento em uma posição estratégica na garantia do Direito à Saúde são fundamentais.

Dados de 2011 do SINDUSFARMA-SP demostram que 77% das aquisições de medicamentos se deram por desembolso direto do cidadão nas farmácias e drogarias brasileiras, e o volume de 62 bilhões de reais que circularam no comércio varejista de produtos farmacêuticos, que o IBGE conseguiu identificar, é o mesmo valor do total que o Governo Federal aplicou em ações e serviços de saúde em 2010.

Portanto, o papel do medicamento, dos Farmacêuticos e das Farmácias merecem das autoridades, da imprensa e das organizações da sociedade uma atenção maior e mais responsável. Ao abordarmos os desafios contratados em nossa Constituição Federal - particularmente no que diz respeito à Ordem Econômica, que se fundamenta na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, e que tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados diversos princípios, entre os quais a Função Social da propriedade - verificamos algumas contradições na atual conformação do setor farmacêutico nacional.

No Brasil, a diferença da natureza da atividade econômica Comércio com atividade econômica Saúde ganhou maior destaque a partir da Constituição de 1988 - que elevou a Saúde à categoria de Direito. Porém, infelizmente, o que ainda preside a lógica do acesso aos medicamentos, elemento essencial na garantia do direito à saúde, é o interesse comercial. Interesses que os números revelam serem muito poderosos.

Nós, farmacêuticos, desenvolvemos há mais de 15 anos a campanha “Farmácia Estabelecimento de Saúde. Sua vida não tem preço” . Por mais de três vezes já ocupamos a esplanda dos Ministérios, em Brasília, o Congresso Nacional, centenas de Praças, Universidades, espaços legislativos, e estivemos presentes em eventos diversos para afirmar que os Farmacêuticos Brasileiros, que a Farmácia Brasileira e que o medicamento devem estar inseridos nas ações e estratégias que garantam o direito à Saúde.

Com o advento da Farmácia Popular do Brasil e do Aqui tem Farmácia Popular, testemunhamos importantes avanços, entre eles o estabelecimento do compromisso desta atividade econômica com ações estratégicas de saúde em relação à Hipertensão, Diabetes e Asma. Milhões de brasileiros que antes não tinham acesso aos mediamentos passaram a ter, é claro que em uma atividade na qual predomina o interesse meramente mercantil os riscos de desvios estão sempre presentes.

Nós Farmacêuticos repudiamos e condenamos todo e qualquer malfeito com dinheiro público, mas também todo e qualquer malfeito com o dinheiro privado, particularmente aquele que foi conseguido com muito suor pelo trabalhador brasileiro e é deixado na Farmácia.

Nós farmacêuticos temos buscado nos preparar cada vez mais para as nossas reponsabilidades, temos dado uma grande contribuição para a melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro, voltando a ocupar com maior destaque o espaço das Farmácias, resgatando nosso papel de profissional da saúde, e podemos hoje afirmar com convicção que a sociedade pode confiar em nosso trabalho. Agora, quanto aos comerciantes inescrupulosos que apenas carregam o título de farmacêutico, para eles defendemos o mesmo tratamento que qualquer criminoso merece, lembrando que 66% dos farmacêuticos são empregados.

Não só porque o “Saúde não tem preço” reforça o movimento dos farmacêuticos brasileiros, é que nos manifestamos favoravelmente ao Farmácia Popular, mas principalmente por se tratar de uma iniciativa que permite colocar a discussão sobre o acesso aos mediamentos sob uma ótica não presidida pelo interesse mercantil, e possibilita pautarmos entre outros temas de grande relevância a Farmácia Estabelecimento de Saúde e a tributação sobre medicamentos, o que ao nosso entender significa defender o Interesse Público, a Saúde e os Farmacêuticos.

Ronald Ferreira dos Santos - Presidente da Fenafar - Federação Nacional dos Farmacêuticos

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Governo inicia na próxima semana série de reuniões para regulamentar greve no serviço público

03.09.2012
Do portal da Agência Brasil
Por Marcos Chagas



Brasília - Nos próximos dias o governo inicia uma série de reuniões para elaborar projeto de lei de regulamentação do direito de greve dos servidores públicos. A informação foi passada hoje (3) pelo secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho, Manoel Messias Melo, em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado.

O debate ocorre na semana em que aproximadamente 250 mil servidores públicos federais, ligados à Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef), retornam ao trabalho depois de cerca de dois meses em greve. Eles aceitaram os 15,8% de reajuste propostos pelo governo. O presidente da comissão, Paulo Paim (PT-RS), disse que pode pedir a relatoria do projeto de lei que tramita na comissão para evitar que prosperem tentativas de restrição das conquistas asseguradas pela Constituição Federal de 1988. “Direito de greve é uma coisa, querer proibir direito de greve é outra. Direito de greve é direito de todos e agora não cabe querer retirar essa conquista dos trabalhadores.”

O secretário disse que, durante os debates, serão chamados representantes sindicais para tentar formular um texto compatível com as reivindicações pleiteadas pela categoria. Antes, porém, o governo terá que fechar um texto comum, pois existem duas minutas de projeto de lei apresentadas pelos ministérios do Planejamento e do Trabalho.

Ele reconheceu que “alguns pontos” da proposta de regulamentação serão difíceis de negociar, mas precisam ser enfrentados. O secretário destacou, por exemplo, a necessidade de proibir policiais de usarem armas quando entram em greve.

Outra polêmica que pode gerar debates intensos entre governo e trabalhadores deve ser a regulamentação da greve dos servidores públicos em serviços essenciais. Messias se mostrou contrário ao teor de todos os projetos sobre o tema que tramitam no Congresso desde 1991.

O direito de greve foi defendido por todos os representantes sindicais que participaram da audiência pública. “A maioria dos projetos que tramitam no Congresso restringe o direito de greve”, disse o representante da Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas), Paulo Barela.

O sindicalista acrescentou que o projeto de lei que tramita na Comissão de Direitos Humanos, de autoria do senador Aloysio Nunes Ferreira, restringe a greve no serviço público a 50% do funcionalismo. Além disso, segundo ele, em serviços essenciais, apenas 20% do total dos servidores poderiam paralisar as atividades. “Isso é draconiano”, disse Barela.

Aloysio Nunes, que não estava na audiência, disse que o comunicado da reunião da comissão chegou na sexta-feira (31) a seu gabinete, quando ele já estava em São Paulo. No encerramento da audiência, Paim disse que pedirá ao senador Aloysio Nunes que retire seu projeto de tramitação.

Ao tomar conhecimento das “críticas” ao seu projeto por parte dos sindicalistas, Aloysio Nunes enviou a Paim ofício defendendo a regulamentação da lei de greve. “O que nós, os senadores, temos que fazer é legislar, pois há 24 anos a Constituição Federal e a sociedade reclamam uma lei que estabeleça as modalidades e os limites para o exercício do direito de greve dos servidores públicos."

O presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip), Álvaro Solón de França, destacou que o servidor público “não quer fazer nada que prejudique a população”. Entretanto, ressaltou a necessidade de o governo definir a recomposição das carreiras públicas.

O representante do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) Luiz Henrique Schuch frisou a necessidade de servidores públicos e governo avançarem no debate de reestruturação das carreiras. Ele disse que há uma evidente possibilidade de “retrocesso” no que foi conquistado na constituinte de 1988, com a chancela parlamentar.

Edição: Talita Cavalcante//Matéria alterada às 13h30 para acréscimo de informação.

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PT chegou ao governo, mas não ao poder

03.09.2012
Do BLOG DA CIDADANIA, 01.09.12
Por Eduardo Guimarães
Fico imaginando se o STF, hoje, estivesse julgando a compra de votos para a reeleição de Fernando Henrique Cardoso. À diferença do que ocorre com o processo do mensalão, quando aquele escândalo estourou havia uma quantidade enorme de provas do ilícito.
Era 1997 e o governo tucano, através do então ministro das Comunicações, Sergio Motta, fora acusado de ter subornado deputados daquele Estado para votar a favor da emenda constitucional que permitiu a FHC disputar a própria sucessão em 1998.
Gravações revelaram como o então deputado João Maia (PFL-AC) vendera seu voto. Flagraram aquele e outros deputados confessando que haviam recebido R$ 200 mil do governo federal e outros R$ 200 mil do governo do Acre. O dinheiro usado na operação, segundo as gravações, teria sido providenciado pelo então governador do Amazonas, Amazonino Mendes (PFL), e pelo então ministro das comunicações.
Naquele caso, como em outros vários escândalos de corrupção denunciados durante os dois governos de FHC, havia fartura de provas. Contudo, o poder que o governo federal tinha era imenso e nada foi sequer investigado.
No caso específico da compra de votos, nem uma mísera CPI foi instalada. Imaginem a situação, hoje, se o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, tivesse elementos como os que havia no caso da compra de votos para a reeleição de FHC.
Hoje, a Procuradoria e o STF “flexibilizam” direitos individuais para condenar, enquanto que, àquela época, o procurador-geral, Geraldo Brindeiro, nem sequer se deu ao trabalho de responder aos questionamentos sobre o que faria diante de uma denúncia daquele quilate.
O PSDB, quando governou o Brasil, tinha um poder imenso: no Congresso Nacional passava como um trator sobre a oposição petista, aprovando tudo o que queria, e impedia CPIs e até reportagens na imprensa. FHC chegou a ser flagrado dizendo, nos grampos do BNDES, que o apoio da imprensa a si era até exagerado.
Não se pode defender que qualquer governo tenha o poder que teve o do PSDB quando governou o Brasil – a maioria das desgraças que se abateram sobre o país entre 1995 e 2002 decorreu justamente da falta de contrapesos democráticos ao poder do Estado.
Todavia, a situação inversa, hoje, tampouco favorece a República. A base de apoio dos governos Lula e Dilma no Congresso foi e continua sendo instável e qualquer denúncia fraca gera CPIs, derruba ministros e, após ser alcançado o objetivo político, desaparece.
Ao contrário do que ocorria quando a direita governava o Brasil, os governos do PT atravessaram os últimos dez anos batendo recordes de popularidade, porém sendo fuzilados pelos outros três Poderes: Legislativo, Judiciário e Imprensa (o quarto Poder).
O resultado está aí: nunca antes na história deste país o Supremo Tribunal Federal condenou políticos tendo, para isso, que “flexibilizar” garantias individuais. A história dessa Corte é, justamente, a de ser a instância onde os processos contra políticos sempre davam em nada.
Alguns dirão que é bom o que está acontecendo porque as condenações no âmbito do processo do mensalão “do PT” intimidarão os políticos e lhes mostrarão que, ao se corromperem, se forem flagrados não haverá impunidade.
É uma balela justamente porque outros processos análogos ao do mensalão e que envolvem os adversários do PT estão recebendo, neste exato momento, tratamento inverso. O mensalão “do PSDB” foi desmembrado e engavetado. Muito anterior ao do PT, não há previsão de ser julgado. Além disso, foi miniaturizado pelo desmembramento.
O que cresce exponencialmente no âmbito do inquérito do mensalão, portanto, é o poder da mídia. A pressão que fez e faz sobre o STF enquadrou praticamente todos os ministros daquela Corte, que aceitaram julgar um caso eminentemente político em pleno processo eleitoral.
O que há hoje no Brasil, então, é o completo desvirtuamento da Justiça, de forma que julga políticos com rigor determinado pela filiação partidária, pela opção ideológica e de acordo com os ditames midiáticos.
Dois dos juízes do STF que resistem ao tribunal de exceção que está sendo erigido no mesmo STF são acusados de se corromperem a favor de um partido e de um governo e sequer têm força – ou coragem – para protestar contra o que estão padecendo em termos de detração pública.
Seria muito bom para o combate à corrupção se o tratamento dispensado ao mensalão do PT fosse generalizado independentemente de qual seja a legenda partidária, ainda que caiba discussão sobre garantias individuais que estão em xeque diante da tal “flexibilização” que estão sofrendo.
Contudo, o pior dos mundos vai se materializando. Tudo caminha para que o PT e o governo Lula se tornem exceção em uma história do STF de absolvições muitas vezes suspeitas.
Diante desse quadro, constata-se que o PT chegou ao governo, mas não chegou ao poder. Claro que não seria desejável que tivesse poder como o que teve o PSDB quando governou, pois era grande demais e sem contraponto. Mas o poder débil que tem também não é bom.
O governo Dilma, aliás, politicamente é ainda mais fraco do que o governo Lula, até porque a presidente foge de polêmicas e tenta coexistir pacificamente com o poder midiático cedendo às suas pressões mais decididas.
Muitos se revoltam com a postura pusilânime do governo federal diante dos conservadores e da mídia, mas o fato é que a presidente deve saber onde lhe aperta o sapato, ou seja, sabe que sua base de apoio político no Congresso não é confiável.
Eis que é no Legislativo e no Judiciário que este governo tem seus pontos vulneráveis, mas não por uma razão institucional que valesse para qualquer governo, mas porque a mídia se tornou a bússola desses poderes, que a ela se submetem com temor reverencial.
Se há um lado positivo em tudo que está acontecendo, portanto, é o de revelar a situação político-institucional do país. Haverá que lutar muito, na década que se inicia, para que surja um governo que não se submeta a setores diminutos, porém poderosos, como a mídia.
O Brasil precisa, assim, de um líder político carismático e corajoso que se disponha a enfrentar decididamente essas questões. Contudo, não se vislumbra algum político com capacidade de assumir tal posição.
Em alguma medida, é alentador que o objeto do desejo dos que manipulam o Executivo, o Legislativo e o Judiciário com o joystick midiático não seja alcançado. Até aqui, ao menos, a direita demo-tucana não lucrou eleitoralmente com o julgamento do mensalão.
De forma até surpreendente, a mais vistosa débâcle política está ocorrendo justamente no lado oposto àquele que está na berlinda suprema do STF, com o derretimento lento, gradual e constante da candidatura José Serra, político que se esperava que fosse o grande beneficiário do circo naquela Corte.
A mídia, porém, mantém enorme, imenso, incomensurável poder de manipular as instituições através da chantagem a homens públicos e agremiações políticas que a ela se oponham, chantagem que os ameaça de fazer consigo o que faz com o PT e juízes do STF que a desafiam.
Já o PT, vai ficando provado que conta com o apoio da sociedade, que está ignorando, pelo menos até aqui, a manipulação do julgamento do mensalão. Assim como em 2002, em 2006 e em 2010, os brasileiros seguem dando uma banana à mídia e votando no partido.
Uma vez no poder, governos do PT passam a sofrer o efeito do poder midiático de vetar políticas públicas e dificultar a governança valendo-se de escândalos reais e, sobretudo, forjados.
O drama que se impõe ao país, portanto, é que o STF, ao se converter em tribunal político sob ditames de empresários de comunicação chantagistas e ao tratar desigualmente o mensalão tucano e o petista, faz o país retroceder como nunca do ponto de vista institucional.
O processo civilizatório do Brasil ainda tem muito chão pela frente.

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FHC é falastrão e o "Estadão" não pode ser levado a sério

03.09.2012
Do Blog Palavra Livre
Por Davis Sena Filho


    Eu não sei e creio que ninguém sabe o que se passa na cabeça do ex-presidente neoliberal Fernando Henrique Cardoso quando ele chama o presidente mais popular da história do Brasil, juntamente com o presidente Getúlio Vargas, de “herança pesada”, em artigo nada sociológico no jornal mais conservador da direita brasileira, o Estado de São Paulo.

FHC TEM DOIS PROBLEMAS GRAVES: NÃO CONCATENA AS IDEIAS E TEM INVEJA DO LULA.
       O homem que vendeu o Brasil, aquele que alienou o patrimônio público que ele não construiu, o político que considera o Plano Real do presidente Itamar Franco como de sua autoria, o ex-presidente que quebrou o Brasil três vezes e teve de ir ao FMI de joelhos e com o pires na mão a pedir esmolas, além de ser o responsável pelo apagão de energia que durou mais de um ano, considera, na maior cara de pau possível e total ausência de senso crítico, o presidente Lula uma herança pesada.

    Seria trágico se não fosse cômico o artigo do pseudointelectual “mauricinho”, que sempre teve como aliada a imprensa comercial e privada de São Paulo, além do apoio irrestrito das Organizações(?) Globo, que no momento está a tratar do “mensalão”, como se fosse a última chance de a direita poder, enfim, chegar ao poder depois de três derrotas em eleições para a Presidência da República.

     FHC, o Neoliberal, cuja figura patética é escondida pelos próprios candidatos tucanos quando tem de concorrer às eleições, resolveu, novamente, deitar falação, e a tribuna escolhida foi o carcomido, o vetusto, o direitista, o reacionário “Estadão”, que, se tivesse a força de persuasão que pensa ter, elegeria há muito tempo para presidente da República gente como FHC, Geraldo Alckmin e principalmente José Serra, que perdeu as últimas eleições para a candidata petista Dilma Rousseff, que, até então, nunca tinha participado de qualquer eleição.

LULA GOVERNOU O BRASIL COMO ESTADISTA, O QUE REVOLTA O FHC E A BURGUESIA.


      E aí, o que acontece? O Falastrão do FHC, aquele que afundou a maior plataforma produtora do mundo, a P-36, resolve, em um texto mal escrito e pessimamente articulado mentalmente, chamar o político que mudou o Brasil, bem como o tirou de uma posição subserviente perante os países ricos, como herança pesada de Dilma.
    Para fazer sua ilações perversas e pérfidas, tal figura da burguesia paulistana faz alusões francamente levianas ao estadista Lula e o coloca como o responsável por questões sobre corrupção, desvios de recursos, além de outras “acusações” de menores implicações no que concerne ao caráter e á conduta moral do presidente petista que fez uma revolução silenciosa e melhorou as condições de vida de milhões de brasileiros, bem como elevou o Brasil a um patamar de importância em termos mundiais como nunca se viu antes neste Pais.
      FHC deveria ficar quieto, como o faz Lula em relação ao seu medíocre governo, que vendeu o Brasil e tratou de seu patrimônio com uma irresponsabilidade que, para mim, tal tucano arrogante e vaidoso deveria estar a responder processos como ocorreu com os presidentes neoliberais da Argentina, México, Peru, Chile, Equador, Uruguai e Venezuela. Alguns foram presos, outros fugiram ou estão a responder processos por terem vendido o que não é deles, o que não lhes pertencem, o que evidencia prejuízos de lesa pátria  e, consequentemente, as provas de que tais governantes traíram seus povos.
SERRA PODE SER TUDO, MENOS BOBO. MOSTRAR FHC NA TV SERIA A DERROTA IMINENTE.
        Lula é Dilma e Dilma é Lula. Ponto. Por sua vez, Serra não é FHC e FHC não é Serra e nem Alckmin, porque simplesmente esses tucanos quando são candidatos não deixam o FHC aparecer na televisão, nem falar pelo rádio e muito menos aparecer em outdoors.E porque isto acontece? Porque ninguém é tão ingênuo de colar sua imagem a um governo que ficou conhecido por vender o Brasil, ser leniente com a corrupção, de ir ao FMI três vezes de joelhos e com o pires na mão, de causar o apagão da energia, de fechar estatais, de tentar desmontar a Petrobrás, de afundar a P-36, de não criar empregos, de não distribuir renda, de não criar escolas técnicas e universidades, de não facilitar o acesso dos pobres ao ensino superior, não investir em pesquisas científicas, de não construir casas para a população e de não cuidar da infraestrutura, como rodovias, aeroportos, portos, ferrovias, siderúrgicas, estaleiros, além de deixar a saúde à míngua, no que trata ao orçamento quando, já na oposição ao Governo Lula, retiraram bilhões da CPMF, como forma de combater o mandatário petista.
        Depois o neoliberal FHC vem falar de corrupção e de má administração sem ter, no entanto, nenhum cuidado para se olhar no espelho e ver que seu governo foi um fracasso retumbante, porque nunca cuidou dos pobres e se comprometeu até a medula com os interesses dos ricos. O neoliberal FHC é assim: fala o que quer e não mede quaisquer consequências por que, na verdade, se tal tucano tivesse responsabilidade não teria vendido o Brasil e seu governo não cometeria tantos erros e ilícitos como mostra e demonstra o livro “A Privataria Tucana” do jornalista Amarury Ribeiro.
Quem acredita em FHC ou na grande imprensa de negócios privados são os 6% da população brasileira, que, conforme as pesquisas, consideravam o Governo Lula ruim ou péssimo. São os mesmos que atualmente acham a mesma coisa do Governo Dilma. São os lacerdistas de classe média, tão ressentidos e reacionários quanto os barões da imprensa e seus jornalistas e especialistas de prateleira e de confiança. São pessoas de direita que continuam de direita. Só isso. Ponto. E nada mais.
ALCKMIN GOVERNA SÃO PAULO. JAMAIS APRESENTOU O FHC NA TV.
A questão primordial disso tudo é que apesar de eles serem minoria, evidentemente que essas pessoas e grupos econômicos são barulhentos — altissonantes. E por que se ouve tanto o barulho deles. Porque a direita controla os meios de comunicação privados, que apoiam, sem deixar dúvida, os candidatos, os políticos e os governantes do DEM e do PSDB. Apesar de esse pessoal ser a minoria, o barulho, além de ser alto, é publicado e veiculado todos os dias pelo sistema midiático porta-voz dos interesses empresariais.  
        Muitos cidadãos acreditam que a corrupção aumentou durante o governo Lula. É dessa maneira que a imprensa sistematicamente o mostra. Nada mais falso. O que houve, de fato, foi um aumento brutal, exponencial do número de operações da Polícia Federal contra a corrupção, principalmente os malfeitos que são considerados como crimes do colarinho branco, geralmente cometidos por homens e mulheres de negócios e autoridades de alto escalão, como banqueiros, juízes, políticos, servidores com cargo de mando e empresários.
      O que se vê é uma falácia perpetrada por jornalistas, pois a verdade é que o Governo do FHC, o Neoliberal, em oito anosefetivou 28 operações da Polícia Federal, enquanto o Governo doLula realizou 1.150 operações da PF, o que, sobremaneira, faz com que os números do tucano que deita falação no reacionário Estadãose tornem pífios e ridículos. A PF de Lula se tornou republicana e por isso não foi à toa que o Diretor da PF, Paulo Lacerda, foi afastado e sua moral atacada pela imprensa corrupta e por gente como o senador cassado Demóstenes Torres e o juiz do STF Gilmar Mendes
DE IMPRENSA MANIPULADORA, MENTIROSA E SEM COMPROMISSO COM O BRASIL.
A verdade é que nunca aconteceram tantas investigações e prisões como no tempo de Lula, ao ponto de colocarem algemas no banqueiro Daniel Dantas, o que comoveu e revoltou a imprensa colonialista e hegemônica, bem como certo juiz e certo senador, que acusaram a PF de escuta ilegal, de grampear Gilmar e Demóstenes. Por causa disso, Lacerda também caiu. Só que o áudio de tal grampo nunca apareceu e a verdade é que aquelas duas figuras da República nunca foram gravados pela PF de Lacerda e até hoje o bravo e republicano policial nunca recebeu um pedido de desculpas.
FHC, o Neoliberal, é uma farsa, inclusive como intelectual. E oEstadão não pode ser levado a sério.

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