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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Sem medo de afirmar, que o ministro do STF Joaquim Barbosa Mente!

31.08.2012
Do blog SINTONIA FINA, 30.08.12
Por Marcelo Bancalero

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG- Partido da Imprensa Golpista) não mostra! 


É um absurdo o BBB do STF!
A cada dia aparecem mais provas de que  tem angu nesse caroço!
Quando é que  quem se diz representante da justiça, vai tomar a justiça como base de sua atuação.
Nesse constante duelo de  vaidades, que está sendo prejudicado  é o povo brasileiro. Pois assistido pelo mundo, nosso STF  começa a ser motivo de  piadas por erro grosseiros que tem cometido.

Só ministro do STF  Joaquim Barbosa não se lembra destas campanhas, MAS o povo brasileiro LEMBRA!

A MENTIRA:
Assim, HENRIQUE PIZZOLATO agiu com o
dolo de beneficiar a agência representada por
MARCOS VALÉRIO, que não havia prestado qualquer
serviço em prol dos cartões do Banco do Brasil de
bandeira Visa (pg 69 voto de JB)
O Min. Joaquim Barbosa, MENTE, ao afirmar que “a agência DNA de Marcos Valério não havia prestado qualquer serviço em prol dos cartões do Banco do Brasil de bandeira Visa”.


A VERDADE:
Diversas campanhas foram realizadas em prol dos cartões do Banco do Brasil OUROCARD-VISA (com recursos PRIVADOS do Fundo Visanet):

*VOLEI DE PRAIA: Circuito Banco do Brasil de Volei de praia por mais de 20 cidades (2003, 2004, 2005)


 



*DUPLA DE VOLEI DE PRAIA: Ricardo e Emanuel (medalha de broze em Atenas/2004)



*DUPLA DE VOLEI DE PRAIA
Shelda e Adriana (medalha de prata em Atenas/2004)



*PARTICIPAÇÃO DO VOLEI DO BRASIL NOS JOGOS PANAMERICANOS (Santo Domingos/República Dominicana em 2003)



*PATROCÍNIO DO TENISTA GUGA

*TORNEIOS DE TÊNIS – COSTA DE SAUÍPE (2003, 2004, 2005)



COMPLEXO TENÍSTICO BANCO DO BRASIL - COSTA DO SAUÍPE, BRASIL


A PERGUNTA É: QUEM NÃO LEMBRA????????????

E se lembram...
Só resta um triste fato...
O ministro do STF Joaquim Barbosa mentiu!
E isto envergonha nosso Brasil!
A troco de quê?
Acusam se baseando em supostas vantagens recebidas pelos réus do processo...
Então eu pergunto...
Quais vantagens  estão sendo oferecidas por mentiras  tão  grotescas feitas por quem  se diz representar a justiça?


Sintonia Fina

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Fonte:http://asintoniafina.blogspot.com.br/2012/08/sem-medo-de-afirmar-que-o-ministro-do.html

Voto de Peluso deixa um furo: quem decidiu pagar R$ 2,7 milhões do mensalão à TV Globo?


30.08.2012
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

No julgamento do chamado "mensalão", o ministro Peluso alegou que a agência de publicidade no contrato com a Câmara dos Deputados fez apenas papel de office-boy ao pagar R$ 7 milhões do valor do contrato para a TV Globo, Editora Abril, Grupo Folha, Estadão, Zero Hora, etc.

Alguém decidiu como dividir essa verba entre os veículos de comunicação. Geralmente é a agência de publicidade que faz esse papel. Se não foi, então quem foi? Será a própria Globo?

Essa pergunta tem que ser respondida, pois se o objetivo do contrato fosse só desviar dinheiro, como alegou o ministro, então, seguindo o caminho desse dinheiro, o grosso foi para a Globo e as demais empresas de mídia.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/08/voto-de-peluso-deixa-um-furo-quem.html

A Folha tenta enganar seus leitores idiotizados

30.08.2012
Do blog TERROR DO NORDESTE, 29.08.12

 
A Folha Online publica, hoje, esta matéria.
 
"O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou a aliados frustração e abatimentos com o resultado parcial do julgamento do mensalão, principalmente com o voto de Cármen Lúcia, Rosa Weber e Luiz Fux.
 
Nos bastidores do partido(PT) e em setores do governo havia expectativa de que esses ministros votassem pela absolvição dos petistas, entre eles o ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha, que pode ser condenado hoje por dois crimes.
 
Petistas também avaliavam que os três enfraqueceram a tese de que o mensalão não passou de um esquema de caixa dois eleitoral.
 
O diagnóstico foi feito após a sessão de anteontem, quando João Paulo Cunha ficou a dois votos apenas da condenação por peculato (desvio de dinheiro por funcionário público) e corrupção passiva.
Além de votarem pela condenação do réu, Cármen Lúcia, Fux e Weber foram fundamentais contra a tese do caixa dois, dizem petistas.
 
A defesa de vários réus sustenta que o dinheiro que receberam do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza era para gastos de campanha que não foram incluídos na contabilidade oficial. O próprio Lula, à época, corroborou a tese do caixa dois.
 
Já a acusação feita pelo Ministério Público diz que o dinheiro era para compra de apoio político."
 
Com esta matéria a Folha tenta enganar seus leitores idiotizados(e vai enganar, afinal, todos são analfabetos).
 
Em primeiro lugar, duvido muito que Lula tenha confessado a algum interlecutor que está preocupado com o julgamento do mensalão.Isso é delírio do autor da matéria, é o tal se colar colou.Lula e Dilma já foram, várias vezes, vitimas deste expediente torpe e venal por parte do PiG.
 
Depois, nada foi e nem será provado que houve mensalão.Isso é mais um delírio do sabujo da Folha.
 
Nenhum dos ministros que proferiu voto no mencionado processo  falou sobre compra de apoio político, todos se ativeram ao caso da VisaNet e do BV.Nada mais que isso.E nem poderia falar, uma vez que João Paulo Cunha, que é acusado de receber R$ 50 mil reais, recebeu tal valor em decorrência de contrato entre a Câmara dos Deputados e a DNA de Marcos Valério.Ora, se João Paulo Cunha recebeu R$ 50 mil reais em decorrência de um contrato firmado com uma empresa de publicidade de Marco Valério como poderia ele ter recebido mensalão? Só na cabeça infértil do jornalista que escreveu a matéria está provado o mensalão.
 
A Folha acha que, tão-somente porque a verba era pública(ainda afirmo que não, a Visa Net é uma empresa privada, daqui a pouco alguém vai dizer que a Vale do Rio Doce é uma empresa pública, só porque o governo tem ações nela, como tem na Visa Net), estaria provado o mensalão.Nada a ver.Mesmo tendo havido recursos públicos no esquema isso não afasta a existência do caixa dois.Do jeito que há caixa dois com recursos privados há com recursos públicos. A diferença é que, em havendo recursos privados, a competência para julgar o delito é do Juízo Eleitoral.No caso em questão, como os ministros entenderam que houve uso de recursos públicos no esquema caberia(e cabe) ao STF julgar a tipificação penal cometida pelos réus(peculato, corrupção passiva, corrupção ativa), já que parte deles tem foro privilegiado.
 
De todo modo, o que me deixa triste, chateado, indignado é que um cidadão que recebeu uma ninharia em propina foi condenado a seis anos de prisão, enquanto os verdadeiros ladrões de recursos públicos (cito Gilmar Dantas, Ricardo Sérgio, Verônica Serra, Daniel Dantas, Collor de Mello, Maluf, Azeredo, Demóstenes Torres, Leonel Pavan, José Serra, Cícero Lucena, Roberto Arruda, Antônio Carlos Lereia) estão livres para roubar.

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Movimentos Sociais devem ir à rua denunciar rendição do STF

30.08.2012
Do BLOG DA CIDADANIA, 29.08.12
Por Eduardo Guimarães

O visível nervosismo da ministra do STF Rosa Weber ao proferir seu voto pela condenação do ex-presidente petista da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha denuncia um fato inédito na República – ao menos ocorrendo de forma tão desabrida: a Suprema Corte de Justiça do país se transformou em marionete de meia dúzia de mega empresários do setor de comunicação.
A perplexidade dos meios jurídicos com os motivos alegados pelos ministros que condenaram João Paulo com base em “verossimilhança” que dizem enxergar nas acusações que lhe foram feitas é tão grande que na edição de hoje (29.08) da Folha de São Paulo saiu artigo de um professor de Direito Penal que assinala “risco à Justiça” por conta dessa condenação.
Antes de prosseguir, reproduzo artigo do professor de Direito Penal da FGV do Rio Thiago Bottino
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FOLHA DE SÃO PAULO
29.08.2012
Relativizar exigência de prova põe justiça em risco
OS CRITÉRIOS QUE ORIENTAM ESSA ANÁLISE PROVÊM DA FORMAÇÃO JURÍDICA E DA TRAJETÓRIA DE CADA JULGADOR
THIAGO BOTTINO
ESPECIAL PARA A FOLHA
O Código de Processo Penal diz que o juiz deve condenar um acusado com base nas provas. No caso do mensalão há uma gama enorme de provas: documentos, depoimentos, perícias e laudos. Todos os julgadores olham o mesmo enorme mosaico de elementos e a partir dele tomam uma decisão. Esse processo é feito em etapas.
Em primeiro, buscam provas que tenham um “certificado de origem” (não podem ser obtidas de forma ilícita, devem ser produzidas segundo as regras processuais).
Uma vez admitidas, podem passar à próxima etapa. Ainda assim, são milhares de provas de consistência e natureza diferenciadas.
A segunda etapa é da seleção. Alguns ministros terão seu olhar atraído para determinadas provas e nesse processo não verão outras. Daí os debates entre eles acerca de um fato ter sido provado ou não. Foi o que aconteceu quando o ministro Ricardo Lewandowski mudou seu voto ao considerar o que Joaquim Barbosa arguiu quanto ao bônus de volume.
Na terceira etapa, as provas são confrontadas. Entre aquelas selecionadas, ainda há contradições. As provas “brigam”: testemunhas dizem coisas opostas.
Desse confronto sai uma decisão: a versão convincente para o julgador. Os critérios que orientam essa análise são ocultos, provêm da formação jurídica e da trajetória profissional e pessoal de cada julgador, de sua avaliação sobre a força de cada prova.
Mas a decisão está sempre apoiada em provas. Barbosa escolheu o laudo dos peritos do TCU. Lewandowski, a decisão dos ministros do TCU.
Não se deve condenar com base em indícios, probabilidades, estranhezas, coincidências ou presunções. São como areia movediça na qual afunda a própria justiça da decisão. Diminuem a impunidade, mas aumentam o risco de condenações injustas.
O processo do mensalão comprova isso. O ministro Luiz Fux disse que é possível flexibilizar garantias. Mas dizer que é preciso relativizar a exigência de provas é diminuir o esforço que relator e revisor fizeram para indicar as bases de sua convicção.
Cada um selecionou, valorou e escolheu elementos diferentes, pois há provas para todos os gostos. Mas ambos apontam exatamente quais depoimentos, laudos e decisões servem de apoio para as decisões. E assim legitimam e explicitam suas posições.
THIAGO BOTTINO é professor de direito penal da FGV Direito, do Rio
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A perplexidade que vai se espalhando com a rendição escancarada da maioria dos ministros do Supremo aos ditames midiáticos deriva não apenas da condenação de João Paulo Cunha. Antes, vêm a escandalosa ultrapassagem do julgamento do “mensalão tucano” (mais antigo) pelo julgamento do “mensalão petista” e a negativa de desmembramento do processo “petista” que foi concedido pelo STF ao processo “tucano”.
Vai se confirmando acusação que o ministro Ricardo Lewandowski fez em privado ao STF em 2007 e que acabou se tornando pública porque o juiz estava sendo espionado pela Folha de São Paulo em sua intimidade. Repórter daquele jornal o ouviu dizer ao telefone em um restaurante que a Corte aceitou indiciar José Dirceu porque a mídia lhe pôs “faca no pescoço”.
Temos então no Brasil, hoje, uma Justiça para petistas e outra para tucanos. Ou, melhor dizendo, uma Justiça para os amigos e outra para os inimigos da Globo, da Folha, do Estadão e da Veja.
No caso dos amigos da mídia, a Justiça concede tudo, amacia, absolve, engaveta; no caso dos inimigos, condena sem provas e inverte o instituto In Dubio Pro Reo (na dúvida, a favor do réu). Como se sabe, o Direito reza que se só existem indícios contra alguém não se pode condená-lo com base no que parece que fez, com base em subjetividade absoluta.
A voz trêmula e hesitante de Rosa Weber ou o malabarismo retórico de Luiz Fux deixaram claro que eles sabiam o que estavam perpetrando e tentaram, clara e excessivamente, explicar o inexplicável.
Pouco antes de começar o julgamento do mensalão, houve troca de presidente da Central Única dos Trabalhadores. O presidente que assumiu, o sindicalista Wagner Freitas, naquela oportunidade afiançou que a CUT e outros movimentos sociais iriam às ruas caso o STF cedesse à mídia e fizesse um julgamento político. Pois bem: a mídia acaba de se assenhorar da Justiça brasileira, adquirindo, assim, o poder de condenar seus inimigos e absolver seus amigos, como se vê nos mensalões “petista” e “tucano”.
É óbvio que não se vai conseguir mudar os votos do STF. Está claro que, à exceção de Lewandowski e de José Antônio Dias Tóffoli, os outros ministros vão atuar como marionetes das famílias Marinho, Frias, Civita e Mesquita e não haverá manifestação que os recoloque na trilha do Direito.
Para que ir à rua, então? Simples: para denunciar. CUT, MST, UNE e tantos outros movimentos sociais têm meios de fazer explodirem manifestações por todo país. Nesses atos, deve-se explicar à sociedade nas ruas o casuísmo do STF e por que ele está ocorrendo.
Mas não é só. Esse deve ser o primeiro passo de um amplo movimento político de reação ao verdadeiro golpe de Estado que está em curso no Brasil.
As condenações sem provas de cidadãos pela mais alta Corte de Justiça do país têm que gerar uma reação política de peso, do contrário se instalará no Brasil a primeira ditadura midiática formal de que se tem notícia, onde inimigos da mídia são mandados para a cadeia por determinação de editorialistas, colunistas e âncoras de telejornal.

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Serra desaba, Haddad sobe e Russomanno lidera

30.08.2012
Do blog ESQUERDOPATA, 29.08.12


Russomano vira líder isolado, Serra cai e Haddad sobe em SP, mostra Datafolha 

O candidato do PRB, Celso Russomanno, assumiu a liderança isolada na disputa pela Prefeitura de São Paulo. Ele manteve 31% das intenções de voto depois da primeira semana de propaganda eleitoral em rádio e TV, aponta o Datafolha.

José Serra, do PSDB, caiu cinco pontos percentuais e agora aparece em segundo lugar com 22%. Fernando Haddad, do PT, subiu seis pontos e ocupa a terceira posição com 14%.

Gabriel Chalita, do PMDB, oscilou para 7%, e Soninha Francine, do PPS, para 4%. Paulinho da Força (PDT) tem 2%. Ana Luiza (PSTU) e Carlos Gianazzi (PSOL) aparecem com 1%, e os demais não pontuaram.

A pesquisa mostra que a rejeição a Serra subiu cinco pontos e alcançou o maior índice desde o início da campanha: 43% dos eleitores dizem que não pretendem votar nele "de jeito nenhum".

Nas últimas duas eleições paulistanas, em 2004 e 2008, só o ex-prefeito Paulo Maluf (PP) superou este patamar de rejeição.

SURPRESAS

Há uma semana, antes do início do horário eleitoral, Russomanno já aparecia 4 pontos à frente de Serra (31% a 27%), mas os dois estavam tecnicamente empatados na liderança.

Tucanos e petistas apostavam numa queda do candidato do PRB, que tem pouco mais de dois minutos de TV, mas isso não ocorreu.

A queda de Serra surpreende até os petistas, que não esperavam vê-lo com menos de 25% das intenções de voto. Há dois anos, a cidade deu a ele 40% dos votos para presidente no primeiro turno.

Entre os motivos mais citados para a alta da rejeição do tucano, estão o desgaste com a derrota de 2010, a reprovação ao prefeito Gilberto Kassab (PSD) e o fato de ele ter renunciado à prefeitura em 2006, após ter prometido cumprir todo o mandato.

A alta de Haddad já era esperada com a exposição do ex-presidente Lula em seu programa eleitoral. Mesmo assim, os petistas contavam com uma subida mais modesta nesta primeira semana.

KASSAB

A avaliação de Kassab registrou ligeira melhora em relação à sua última medição, feita há um mês. O percentual de eleitores que consideram a gestão ótima ou boa passou de 20% para 24%. A avaliação ruim e péssimo oscilou de 39% para 36%, e a regular, de 39% para 38%.

O prefeito apoia Serra e, nos últimos dias, fez duras críticas a Haddad, que tem atacado sua administração. Kassab ensaiou aliar-se o petista no início do ano, mas declarou apoio ao tucano quando ele se lançou na disputa.

O Datafolha ouviu 1.069 eleitores entre os dias 28 e 29. O levantamento foi realizado em parceria com a TV Globo e foi registrado na Justiça Eleitoral sob o nº 582/2012. A margem de erro é de três pontos para mais ou para menos.

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A associação da mídia com o crime

30.08.2012
Do blogo TUDO EM CIMA, 27.08.12
Por Luis Nassif, em seu blog

O esquema Veja-Cachoeira-Demóstenes foi um jogo criminoso, um atentado às instituições democráticas. 

Os varões da ética da Veja: piada pronta

Está na hora de se começar a investigar mais a fundo a associação da Veja com o crime organizado. Não é mais possível que as instituições neste país - Judiciário, Ministério Público - ignorem os fatos que ocorreram.

Está comprovado que a revista tinha parceria com Carlinhos Cachoeira e Demóstenes. É quase impossível que ignorasse o relacionamento entre ambos - Demóstenes e Cachoeira.

No entanto, valeu-se dos serviços de ambos para interferir em inquéritos policiais (Satiagraha), para consolidar quadrilhas nos Correios, para criar matérias falsas (grampo sem áudio).

Até que a Polícia Federal começasse a vazar peças do inquérito, incriminando Demóstenes, a posição da revista foi de defesa intransigente do senador, através dos mesmos blogueiros das quais se valeu para tentar derrubar a Satiagraha.

Aproveitando a falta de coragem do Judiciário, arvorou-se em criadora de reputações, em pauteira do que deve ser denunciado, em algoz dos seus inimigos, valendo-se dos métodos criminosos de aliados como Cachoeira. Paira acima do bem e do mal, um acinte às instituições democráticas do país, que curvam-se ao seu poder.

O esquema Veja-Cachoeira-Demóstenes foi um jogo criminoso, um atentado às instituições democráticas. Um criminoso - Cachoeira - bancava a eleição de um senador. A revista tratava de catapultá-lo como reserva moral, conferindo-lhe um poder político desproporcional, meramente abrindo espaço para matérias laudatórias sobre seu comportamento. E, juntos, montavam jogadas, armações jornalísticas de interesse de ambos: do criminoso, para alijar inimigos, da revista para impor seu poder e vender mais.

Para se proteger contra denúncias, a revista se escondeu atrás de um macartismo ignóbil, conforme denunciei em "O caso de Veja".

Manteve a defesa de Demóstenes até poucas semanas atrás, na esperança de que a Operação Monte Carlo não conseguisse alcança-lo. Apenas agora, quando é desvendada a associação criminosa entre Cachoeira e Demóstenes, é que resolve lançar seus antigos parceiros ao mar.

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Kátia Abreu e o resgate de escravos

30.08.2012
Do BLOG DO MIRO
Por Altamiro Borges

"A Superintendência Regional de Trabalho e Emprego do Tocantins (SRTE/TO) libertou 56 pessoas de condições análogas à escravidão da Fazenda Água Amarela, em Araguatins (TO). A área reflorestada de eucaliptos, que também abrigava 99 fornos de carvão vegetal, estava sendo explorada pela RPC Energética. De acordo com apurações da fiscalização trabalhista, ainda que registrada em nome de um 'laranja', a empresa pertence a Paulo Alexandre Bernardes da Silva Júnior e André Luiz de Castro Abreu, irmão da senadora Kátia Abreu (PSD-TO), liderança ruralista que também é presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)".


A informação acima foi publicada nesta semana pelo sítio Repórter Brasil. Segundo a reportagem, assinada por Bianca Pyl, Guilherme Zocchio e Maurício Hashizume, a empresa flagrada produzia matéria-prima para a siderúrgica Fergumar (Ferro Gusa do Maranhão Ltda.). "Instalada em Açailândia (MA), a Fergumar é dona da fazenda e recebeu os 18 autos de infração lavrados na operação - que foi concluída na semana passada. Esta não é a primeira vez que a empresa foi implicada em caso de trabalho escravo".

Servidão por dívida, jornada exaustiva e aliciamento

A fiscalização constatou a existência de condições degradantes nas frentes de trabalho e nos alojamentos, de servidão por dívida, de jornada exaustiva e de aliciamento, o que fundamentou a caracterização do trabalho análogo à escravidão. "Uma das vítimas não tinha sequer 18 anos completos, confirma o auditor fiscal do trabalho que coordenou a inspeção, Humberto Célio Pereira". Os trabalhadores não dispunham de banheiros em condições de uso nem de água potável. 

"O aliciamento foi verificado por meio da atuação do 'gato' (intermediador de mão de obra) Maurício Sobrinho Santos, que atraiu e recrutou trabalhadores nos municípios de Vargem Grande (MG), São João Paraíso (MG) e Boa Sorte (MG), além de Açailândia (MA), cidade que abriga a própria planta da Fergumar. A promessa, como de costume, era de condições de trabalho decente, evidentemente com a perspectiva de pagamento de fartos salários".

Condições degradantes de trabalho

"A rotina os trabalhadores começava às 4h da manhã, quando eles pegavam o transporte fornecido pelo empregador para a Fazenda Água Amarela. A labuta na propriedade rural começava por volta das 6h e seguia até 16h, com uma pequena pausa de 15min para o almoço. O retorno aos alojamentos só se dava depois das 17h. Quando da libertação, eles estavam trabalhando no local há cerca de três meses. O motorista do ônibus que recolhia os empregados não era habilitado e o transporte entre as frentes de trabalho era feito em caminhões e tratores de carga, de modo completamente irregular".

Todo o carvão vegetal produzido na área tinha como destino a usina da siderúrgica Fergumar, que informa em seu site que escoa 80% de sua produção para os EUA, especialmente para as indústrias de automóveis. Os 18 autos de infração foram direcionados à Fergumar, que não atendeu aos pedidos de esclarecimento. "A reportagem tentou contato com os responsáveis pela RPC e pela Reflorestar, mas não conseguiu parecer dos mesmos sobre o ocorrido. Também a senadora Kátia Abreu, que está temporariamente em licença médica do cargo parlamentar, não deu retorno até o fechamento desta matéria", conclui a Repórter Brasil. 
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