domingo, 26 de agosto de 2012

Fernando Ferro: Será que existem deputados ou senadores ameaçados por dossiês do Cachoeira?

26.08.2012
Do blog VI O MUNDO, 23.08.12


Ferro critica “pacto de silêncio” e pede convocação de jornalista

O deputado Fernando Ferro (PT-PE) manifestou, no Plenário da Câmara, seu “estranhamento” com o “pacto de silêncio” na CPMI do Cachoeira para convocar representantes do Grupo Abril e o jornalista Policarpo Júnior. “Sob o discurso de liberdade de imprensa, vemos uma proteção a uma delinquência jornalística, em parceria com o crime organizado. Não há outro nome”, disse o deputado.

Fernando Ferro enfatizou que as recentes informações dando conta de que a namorada do Cachoeira ameaçou um juiz com um dossiê produzido pelo jornalista Policarpo “revelam a extensão desse problema e a ousadia desse grupo mafioso”. Para o deputado, “essas são práticas da máfia, de grupos criminosos, perigosos e altamente articulados: dossiês para chantagear juízes, produzidos por jornalistas a serviço de criminosos, como o sr. Carlos Cachoeira”, enfatizou.

O deputado considerou ainda que esse silêncio deixa outra dúvida: “Será que existem deputados ou senadores da CPMI ameaçados por dossiês do Cachoeira?”. Para Fernando Ferro, ao se recusarem a convocar o jornalista, “eles estão dando claramente sinais de que ou têm medo ou são cúmplices desses delinquentes”.

Na avaliação de Ferro, isso é extremamente preocupante. “Sugiro ao presidente da CPMI que inquira, que pergunte se está havendo alguma chantagem contra algum desses parlamentares”, completou.

Fernando Ferro lembrou que, por muito menos, na Inglaterra foi aberto um processo que culminou no fechamento de um jornal de grande expressão daquela nação devido a problemas de espionagem política patrocinada por esquemas que utilizaram jornalistas.

“Apelamos aos parlamentares que participam da CPMI para que convoquem o jornalista Policarpo, o Grupo Abril, para que falem sobre suas relações com Carlos Cachoeira. Isso é bom para a democracia e para desmascarar certo tipo de jornalismo que faz associação com o crime organizado para promover dossiês, ameaças e escândalos, como temos visto neste país”, finalizou o deputado.

“Código de Silêncio”

O silêncio do ex-tesoureiro da campanha do tucano Marconi Perillo (PSDB) ao governo de Goiás Jayme Eduardo Rincón e do ex-corregedor da Polícia Civil Aredes Correia Pires, convocados para depoimento à CPMI do Cachoeira nesta quarta-feira (22), reforça a tese sustentada pela procuradora Léa Batista da existência de um “código de silêncio” que protege a organização.

“A quadrilha age de forma articulada e unitária, onde ninguém entrega ninguém e todos são protegidos pelo chefe Carlos Cachoeira”, enfatizou o relator da CPMI, deputado Odair Cunha (PT-MG).

Ambos compareceram à comissão protegidos por habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para permanecerem em silêncio. Em depoimento na terça-feira (21) à comissão, a procuradora disse que “o silêncio é um direito de todos, mas o código de silêncio adotado nos depoimentos à CPMI e à Justiça Federal é típico de organizações mafiosas”, declarou.

De acordo com o relator, os depoentes perderam a oportunidade de esclarecer as denúncias que pesam sobre eles. No caso do Jaime Rincón, presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop), áudios da Polícia Federal apontam denúncias graves de “acerto” de licitações.

“Os áudios evidenciam que há interesse da Delta Construções na Agetop. Esse interesse foi materializado quando dois lotes de empresas que concorriam com a Delta foram desclassificados. Essa desclassificação ocorreu seis dias após pedido do Vladimir Garcez, braço político da organização criminosa”, denunciou Odair Cunha.

Além disso, as investigações da PF revelam um depósito do grupo de Cachoeira no valor de R$ 600 mil na conta da empresa Rental Frota Ltda, que tem Rincón como um dos sócios.
Da Redação em Brasília
Com agências


O SR. FERNANDO FERRO (PT-PE. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quero manifestar meu estranhamento em relação ao pacto de silêncio que estamos verificando na chamada CPMI do Cachoeira no que se refere à convocação de representantes do Grupo Abril e do jornalista Policarpo Jr.

Sob o discurso de liberdade de imprensa, vemos a tentativa de se proteger uma delinquência jornalística praticada em parceria com o crime organizado. Não há outra definição.

As recentes informações dando conta de que a namorada do Sr. Carlos Cachoeira ameaçou um juiz com um dossiê produzido pelo jornalista Policarpo Junior revelam a extensão do problema e a ousadia desse grupo mafioso. Sim, porque é uma prática da máfia, de grupos criminosos, perigosos e altamente articulados a feitura de dossiês para chantagear juízes – dossiês produzidos por jornalistas a serviço de criminosos, como o Sr. Carlos Cachoeira.

Esse silêncio me deixa com outra dúvida: será que existem Deputados ou Senadores da CPMI também ameaçados por dossiês do Cachoeira? Porque, ao se recusarem a convocar esse elemento, claramente dão sinais de que ou têm medo ou são cúmplices desses delinquentes. 

E isso é extremamente preocupante. Sugiro ao Presidente da CPMI que inquira, que pergunte aos membros da Comissão se está havendo alguma chantagem.

Não encontro, Deputado Vieira da Cunha, explicações para esse silêncio, para esse medo de convocar o referido jornalista. Por muito menos, na Inglaterra foi aberto um processo que culminou no fechamento de um jornal de grande expressão, devido a problemas de espionagem política patrocinada por esquemas que utilizaram jornalistas.

Prefiro não crer que os Parlamentares da CPMI contrários à convocação estejam sob a ameaça de um dossiê. Prefiro até acreditar que seja uma blindagem de boa-fé, sob o argumento de que ainda não seja hora de convocá-lo. Mas paira-me uma dúvida neste momento em que há uma grande preocupação em se dar maior dimensão ao chamado escândalo do mensalão e praticamente se retira de cena fatos de tamanha gravidade.

Uma senhora chegou ao cúmulo, ao extremo de ameaçar um juiz com um dossiê, para tentar a liberação do seu comparsa! Isso é inaceitável em uma democracia!

Apelo, então, para os Parlamentares que participam da CPMI no sentido de que convoquem o Sr. Policarpo e o Grupo Abril, para que falem sobre suas relações com Carlinhos Cachoeira. Isso será muito bom para a democracia e para desmascarar certo tipo de jornalismo que faz associação com o crime organizado para promover dossiês, ameaças e escândalos, como temos visto ocorrer neste País.

É bom para a democracia e para a cidadania deste País reconhecermos que não há privilégios e que não se pode utilizar o argumento da liberdade de para impedir uma investigação. A liberdade de imprensa é garantida constitucionalmente – e a defendemos. 

Queremos uma imprensa livre e com capacidade de fazer investigações, mas não podemos admitir a associação e parceria da imprensa com o crime organizado. Isso, sim, merece investigação. E é o caso de Policarpo Jr, da revista Veja e do Grupo Abril.

Portanto, Sras. e Srs. Deputados, a CPMI tem a obrigação de fazer essa convocação para trazer os devidos esclarecimentos ao País e enfrentar esses criminosos. Caso contrário, a Comissão vai passar para a história como cúmplice ou como medrosa.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

Leia também:


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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/fernando-ferro-sera-que-existem-deputados-ou-senadores-ameacados-por-dossies-do-cachoeira.html

Servidores recorrem ao STF para evitar desconto salarial por dias

26.08.2012
Do portal CNTSS/CUT, 23.08.12

Servidores recorrem ao STF para evitar desconto salarial por dias

Reclamação (RCL 14397) ajuizada por entidades sindicais, no Supremo Tribunal Federal (STF), pede a concessão de medida liminar para determinar ao governo federal a suspensão do corte de ponto e do desconto salarial dos servidores públicos federais referentes à participação da greve da categoria, determinados pela Secretaria de Relações de Trabalho no Serviço Público e pela Secretaria de Gestão Pública da Administração Federal.
As entidades alegam que a medida afronta a autoridade das decisões prolatadas pela Suprema Corte nos Mandados de Injunção (MIs) 670, 708 e 712. No julgamento desses MIs, o STF declarou a omissão legislativa quanto ao dever constitucional em editar lei que regulamente o exercício do direito de greve no setor público e, por maioria, decidiu aplicar ao setor, no que couber, a lei de greve vigente no setor privado (Lei 7.783/89).
As entidades representativas dos servidores sustentam, também, violação do enunciado da Súmula 316 do STF, no sentido de que a mera adesão do trabalhador à greve não constitui falta grave. E isso, de acordo com os autores da RCL, “está a sinalizar, bem entendido o enunciado jurisprudencial, a vedação de qualquer retaliação punitiva (sob a forma de demissão ou de dedução dos vencimentos) em razão de participação em movimento grevista”.
Alegações
A Reclamação relata que, em 04 de junho deste ano, assembleia da entidade decidiu pela deflagração de greve geral, por tempo indeterminado, a partir de 18 de junho, alegando negativa do governo federal em atender as reivindicações da Campanha Salarial Unificada de 2012 e não cumprimento de termos de acordo. A decisão foi comunicada, em 12 de junho, ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, informando, segundo as entidades, que seriam mantidos os serviços essenciais em 30%.
A categoria alegou, também, descumprimento do artigo 37, inciso X, da Constituição Federal (CF), que prevê revisão geral e anual dos salários dos servidores públicos, e, também, não pagamento de valores de exercícios anteriores, reconhecidos administrativamente, que são, segundo as entidades, considerados salários atrasados.
Entretanto, segundo a RCL, o secretário de Relações de Trabalho no Serviço Público e a secretária de Gestão Pública da Administração Federal expediram, em julho e agosto, mensagens orientando os gestores de recursos humanos de órgãos federais no sentido de que fosse feito o “lançamento dos descontos remuneratórios referentes aos dias de paralisação e/ou greve, antes da homologação da folha de pagamento”, tanto de julho quanto de agosto. E orientou no sentido de essas deduções serem registradas com “o efeito de falta injustificada ao serviço”.
Direito
A defesa dos servidores autores da RCL afirma que, embora o direito à negociação coletiva, no âmbito do serviço público, não esteja expresso na Constituição Federal (CF), “está indissociavelmente relacionado com o direito de greve, preceituado no artigo 37, inciso VII, da CF. E o direito de greve, conforme seu entendimento, leva à conclusão de que “o direito à negociação coletiva está contemplado, embora não expressamente, no dispositivo constitucional que assegura aos trabalhadores o direito à greve”.
Portanto, entende que as determinações do secretário de Relações de Trabalho no Setor Público e da Secretaria de Gestão Pública “afrontam a autoridade das decisões prolatadas pelo STF nos MIs 670, 708 e 712”. Alega, ainda, que a submissão dos servidores públicos à Lei de Greve do setor privado (Lei 7.783/89) “impõe às partes envolvidas no litígio coletivo o dever de submissão ao diálogo negocial”. E tal imposição está contida também, conforme sustenta, no artigo 8º da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), do qual o Brasil é signatário.
As entidades citam, ainda, julgamento de embargos declaratórios no Recurso Extraordinário (RE) 456530, relatado pelo ministro Joaquim Barbosa, em que a Segunda Turma do STF admitiu a alternativa da compensação da jornada de trabalho por dias de participação em greve da categoria de servidores.
Os servidores alegam, ademais, que não há, até o momento, decisão judicial que tenha declarado a ilegalidade da greve da categoria. Por isso, afirma a sua defesa, a Administração Federal “não pode adotar meios impeditivos ou constrangedores ao pleno exercício de greve pelos servidores”. Cita, neste contexto, medida cautelar concedida pelo ministro Joaquim Barbosa, em 02 de março deste ano (2012), nos autos da RCL 13364. Naquele caso, o ministro suspendeu decisão de desembargador do Tribunal de Justiça de Rondônia que determinou o fim de uma greve de servidores no setor de educação. Isso porque o ministro entendeu que aquela decisão “não observou a necessidade de esgotamento das possibilidade de solução jurídica do conflito – inclusive o julgamento do dissídio coletivo – antes de concluir pelo caráter abusivo da greve”.
Por fim, os servidores sustentam, ainda, que o caso da greve em curso da categoria se ajusta à decisão do STF nos Mandados de Injunção 670, 708 e 712, nos quais ficou expresso que os salários dos dias de paralisação deverão ser pagos nos casos em que a greve tenha sido provocada justamente por atraso no pagamento aos servidores públicos civis, ou por outras situações excepcionais que justifiquem, o afastamento da premissa da suspensão do vínculo funcional, considerando a disposição contida no artigo 7º, parte final, da Lei de Greve (Lei 7.783/89).
A Reclamação, distribuída para a relatoria do ministro Marco Aurélio, foi ajuizada pela Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (CONDSEF), pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS/CUT) e pelo Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Estado do Pará.
FK/EH

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URUBÓLOGA SEGUE O RUMO DO PSDB: FUNDO DO POÇO

26.08.2012
Do blog CONVERSA AFIADA, 25.08.12
Por Paulo Henrique Amorim

Como se sabe, a Urubóloga é o que de melhor o neolibelismo (*) produziu no Brasil.


Saiu no Globo:



O ministro Ricardo Lewandowski ameaçou sair do plenário e não ouvir a réplica do ministro Joaquim Barbosa, na semana que vem, caso o presidente do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Britto, não dê a ele o direito de tréplica. Foi desconcertante esse bater de pé no chão do revisor. Precisou ser lembrado pelo presidente da Casa de que o relator tem papel de “centralidade”.

Na votação, todos se igualam. Cada ministro, um voto. No entanto, a relatoria foi conferida a Joaquim Barbosa. O ministro Lewandowski pode e deve fazer seu trabalho de contraponto, pesponto ou complemento, mas o que não pode é revogar o fato de que o relator tem esse papel central. Os papéis são diferentes. Os dois trabalharam arduamente no processo, só que Joaquim, por cinco anos, Lewandowski, por seis meses. Se as palavras — relator e revisor — já não bastassem, os dois tempos iluminam a diferença de papéis.
(…)

Navalha
Como se sabe, a Urubóloga é o que de melhor o neolibelismo (*) produziu no Brasil.

Seu obra intelectual e doutrinária supera tudo o que se concebeu no Millenium e no Instituto Esgarça.

A trajetória intelectual da Urubologa contém a história do pensamento neolibelês (*) no Brasil – e sua derrocada.

A Urubóloga celebrizou-se como “jornalista de Economia”.

Segundo Delfim Netto (ele nega peremptoriamente ter dito isso), no Brasil, jornalismo de Economia não é um nem outro.

(Já o Mino confirma ter dito que, no Brasil, os jornalistas são piores que os patrões.)

Foi aí, na Ciência (sic) Econômica que ela se projetou.

A ponto de o Mino Carta defender a tese de que os filhos do Roberto Marinho – eles não tem nome próprio – se esborracharam numa concordata, porque acreditaram na Urubologa: ela jurava que o Fernando Henrique não ia desvalorizar o Real.

E se encheram de divida em dólar.

Eleito com essa bandeira, dias depois o Farol de Alexandria desvalorizou o Real, porque o FMI mandou – e os filhos do Roberto Marinho quase quebram.

Nos Governos Lula e Dilma, a Urubologa dedicou seu talento acadêmico e verve publicista a anunciar o Caos.

Porque os trabalhistas são uns incompetentes.

Não tem a expertise dos mestres do Instituto Esgarça, por exemplo.

Lula a desmentiu, inclusive no tsunami de 2008.

E agora a Dilma a desmente todo santo dia.

A Urubologa, rapidamente, deslocou-se para outra arena de combate aos trabalhistas.

O verdismo.

A sustentabilidade.

Para demonstrar que a Dilma não era Verde – e seria fragorosamente derrotada na Rio + 20.

O problema é que as causas Verdes são um conjunto tautológico: a sustentabilidade é o que sustenta a economia sustentável.

E só interessa a meia dúzia de fiéis seguidores da Bláblárina.

O Verdismo foi uma rota de fuga na eleição de 2010.

O Ataulfo de Paiva Merval e o Padim Pade Cerra apropriadamente adotaram certa coloração Verde, quando se tratava de derrotar um candidato trabalhista (Dilma).

Mas, isso se provou mais leve que uma garça à beira do lago.

Bonitinha e ordinária – diria o celebrado ultra-direitista (e genial) tricolor Nelson Rodrigues.

Nos governos Lula e Dilma (sem a Bláblárina) o desmatamento caiu significativamente.

Qual foi, então, a trajetória de sobrevivência da Urubologa e seus discípulos tucanos ?

Sim, porque ela tem mais relevância politica do que toda a bancada tucana no Congresso.

(Alguém lá vai prestar atenção ao que diz o presidente do partido, um Gigante do Orçamento ?)

( A bem da verdade, a relevância deve ser conferida à Globo, que entrega um bem público – o espectro eletro-magnético – a  furiosos editorialistas que o utilizam para derrubar o Governo constitucionalmente eleito – como fizeram em 1964.)

Agora, a caminho da inexorável irrelevância intelectual e política, a Urubóloga desembarca, como os tucanos, na nau do mensalão – que, perigosamente se aproxima dos tucanos, pois se configura o crime deCaixa Dois, como prevê Marcio Thomaz Bastos.


O mensalão que não se provará é a última bala da Urubóloga e, portanto, dos tucanos.

É o “moralismo de ocasião”, a que se refere o Mauricio Dias.

Condenar o José Dirceu.

É a isso que se resume toda a “ideologia” da Urubologa: condenar o Dirceu e, portanto, desconstruir o Lula e derrubar a Dilma, num Golpe paraguaio.

Essa também é a “ideologia” que sobrou de seus descendentes e antecedentes, como o “Teórico da Dependência”, o Farol de Alexandria.

O que fará a Urubologa quando o Dirceu for absolvido, com o voto do Ministro Peluso ?

Vai abrir uma ONG para defender o financiamento público e exclusivo das campanhas eleitorais ?

Voltará ao “jornalismo de Economia“ ?

Entrará para a Academia Brasileira de Letras ?

Ou melhor, para o Instituto Esgarça ?

Como se sabe, a sede do Instituto Esgarça fica em Bel Harbour, Miami.

São aqueles cubanos que se reúnem todo mês de dezembro para combinar o réveillon em Havana, com a queda do Fidel.

Paulo Henrique Amorim

(*) “Neolibelê” é uma singela homenagem deste ansioso blogueiro aos neoliberais brasileiros. Ao mesmo tempo, um reconhecimento sincero ao papel que a “Libelu” trotskista desempenhou na formação de quadros conservadores (e golpistas) de inigualável tenacidade. A Urubóloga Miriam Leitão é o maior expoente brasileiro da Teologia Neolibelê.


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Somos irmãos siameses, diz Paulo Preto


26.08.2012
Do blog SINTONIA FINA, 25.08.12
Por Altamiro Borges

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG- Partido da Imprensa Golpista) não mostra!

Em seu sítio, o controvertido jornalista Cláudio Humberto divulgou nesta semana uma notinha que explica o desespero do PSDB com o depoimento do famoso Paulo Preto na CPI do Cachoeira, já agendado para 29 de agosto. 

Segundo revela, o ex-diretor da Dersa e um dos principais “arrecadadores” da campanha tucana em 2010, comentou: “Minha ética é a ética do Serra... Afinal de contas, nós somos como irmãos siameses”. A mensagem foi encarada por muitos com uma ameaça, uma coisa típica dos mafiosos em perigo.

Hoje, na Folha, ele voltou a avisar “aos tucanos que dirá à comissão que seus atos à frente da empresa eram de conhecimento do ex-governador e hoje candidato à prefeitura de São Paulo, José Serra (PSDB). Paulo Preto, como é conhecido, foi convocado pela CPI para esclarecer suspeitas de superfaturamento na obra de ampliação da marginal Tietê. A ampliação era responsabilidade de consórcio liderado pela construtora Delta - empresa da qual o empresário [sic] Carlinhos Cachoeira é sócio oculto, de acordo com a Polícia Federal”.

Dividir as responsabilidades com Serra

Ainda segundo o jornal tucano, “o engenheiro antecipou a interlocutores a disposição de afirmar que Serra era sua ‘bússola’ no Dersa e que, para comprovar, dispõe de documentos assinados por ele. Paulo Preto estaria também disposto a admitir que se valeu do trânsito entre empresários para ajudar a arrecadar, de forma legal, recursos para a campanha de Serra à Presidência, em 2010. Além de se defender das acusações de que é alvo, o engenheiro decidiu dividir a responsabilidade de suas ações com o tucano”.

O depoimento de Paulo Preto – um “líder ferido” que foi largado na estrada, segundo ele mesmo lamentou em 2010 – é visto como um grave risco pelos tucanos paulistas. O curioso é que a sua convocação teve o apoio do líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias, “sob a orientação do senador Aécio Neves, desafeto de José Serra”, segundo intriga da mesma Folha. Paulo Preto falará à CPI um dia depois de Luiz Antonio Pagot, ex-diretor do Dnit, outra testemunha que pode complicar a vida do tucano em São Paulo.

Sintonia Fina
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Fonte:http://asintoniafina.blogspot.com.br/2012/08/somos-irmaos-siameses-diz-paulo-preto.html