segunda-feira, 13 de agosto de 2012

IRINEU MESSIAS: Em Recife, eu voto em Luís Eustáquio 13500

13.08.2012
Do blog do VEREADOR LUIZ EUSTÁQUIO, 08.08.12
Neste vídeo, você pode conhecer as ações do vereador Luiz Eustáquio durante o seu mandato na Câmara Municipal do Recife. Além disso, a história e a luta do parlamentar antes de exercer o cargo é marcada pela luta contra as drogas, dentro dos princípios cristãos e dos valores da família. Ele também tem uma atuação destacada na área da saúde pública, defendendo, inclusive, os trabalhadores da categoria.
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NOTA DO BLOG: Nessas eleições, em Recife, peço o voto a todos meus amigos  para LUIZ EUSTÁQUIO. Luiz é meu amigo pessoal.Conheço-o  a mais de 20 anos e tem feito um mandato brilhante e comprometido com as lutas sociais, com os trabalhadores e principalmente no combate às drogas. O meu e o seu voto será bastante honrado na Câmara Municipal do Recife.

Capitalismo de esgoto continua a mil

13.08.2012
Do blog ESQUERDOPATA, 12.08.12


JP Morgan & Canalhas Associados: detonando valores humanos 

“Enquanto na Europa e nos Estados Unidos a economia real se afunda numa profunda recessão, os bancos subverteram a vontade popular através do lobby”

Mesmo após a tremenda crise de 2008 e de ter virado até piada de desenho animado hollywoodiano (em Meu Malvado Favorito, o JP Morgan é o banco que empresta dinheiro para os bandidos e no qual se entra sugestivamente pelo banheiro),o capitalismo financeiro de esgoto continua a mil, detonando o dinheiro do contribuinte – que o “salvou” do dilúvio há cinco anos – e tome mais ajustes estruturais e mais “austeridade” (para quem,cara pálida?), mais desregulação, mais cortes de programas sociais e mais desemprego ou subemprego ou exclusão de mão-de-obra excedente ou os três. E novamente só pra favorecer o sistema financeiro. (Cruzes! Parece piada. E daquelas que mordem o rabo).

A economia mundial enfrenta o risco de uma nova queda e a crise atual poderá ser apenas o preâmbulo de novo e monstruoso crash, segundo Alejandro Nadal de La Jornada. O exemplo mais recente é o da perda de mais de 2 bilhões de dólares JP Morgan, em maio, em razão de “erros flagrantes”, segundo declaração de seu arrogante presidente Jamie Dimon.O fato é que o poder do mercado financeiro continua evitando a adoção de regras para conter a especulação. Há cinco anos na pior crise das últimas décadas, o mundo financeiro continua sem mudanças significativas. Aqui se localiza o epicentro do terremoto: nas reformas do seu sistema de regulação que deteriam um novo desastre. Mas o poder do setor financeiro e bancário impede que se apliquem restrições à sua atividade especulativa.

O mercado mundial de derivados é estimado em 1,2 trilhões de dólares. A maioria das transações nesse gigantesco mercado, desde swaps [um contrato de compra ou venda a prazo] de dívida e de taxas de juro até exóticos veículos sintéticos de investimento, escapam a qualquer sistema de regulação. Este mercado não cumpre qualquer função social ou económica. A sua razão de ser é a pura especulação.

A volatilidade, o comportamento de rebanho e as expectativas não realizadas são traços característicos deste capitalismo de cassino e a instabilidade é a palavra chave neste terreno de apostas perigosas. Nem os agentes que participam desse mercado entendem seu funcionamento. Os seus modelos de valorização de risco são enganadores porque reduzem a incerteza a um “cálculo de probabilidades”. Aí, o exemplo do JP Morgan não passa duma tediosa reincidência para pior.

Mas a terminologia oficial serve para ocultar o fato do banco ter feito apostas insensatas e absurdas que correram mal (assim como quem brinca com um dinheiro que não é seu, mas cuja fonte é inesgotável). Porém, este episódio encerra um presságio sinistro: os principais bancos do mundo têm níveis de exposição muito fortes neste mercado, onde tudo pode acontecer com graves consequências para a economia real.

No entanto, até agora não se estabeleceu um novo regime de regulação para mudar este estado de coisas. Em 2010, Obama promulgou a lei Dodd-Frank. É um documento de 2.300 páginas com regras que já se aplicam aos riscos que os bancos podem assumir e às atribuições das entidades reguladoras. Porém, os seus dois componentes mais importantes não entraram em vigor. Trata-se das restrições ao mercado de derivados e a chamada regra Volcker.

O artigo VII da lei estabelece que “as operações sobre derivados deverão levar-se a cabo em mercados públicos, para que os preços sejam conhecidos e se garanta o cumprimento dos contratos”. Mas muitas regras desse artigo são obliteradas pelo lobby dos bancos e servis amigos na Securities Exchange Commission e na Commodities and Futures Trading Commission. Em especial, as definições sobre os contratos de swaps constituem terreno fértil para abrir janelas através das quais se pode contornar a regulamentação.

O outro componente chave é a chamada Regra Volcker, que “proíbe os bancos de realizarem operações para seu próprio benefício com recursos dos seus clientes”. Esta peça de regulação é do senso comum, mas para os bancos é uma grave ameaça: afeta uma das maiores (senão a maior) fontes de seus lucros especulativos. Razão pela qual não entra em vigor, porque a sua regulamentação está sendo insistentemente debatida: o poderoso lobby bancário já acrescentou 300 páginas, das 10 originais, na Regra Volcker, isto é, uma infinidade de exceções e advertências que permitirão aos bancos contornar tal proibição.

Segundo a Bloomberg, só no primeiro trimestre deste ano os nove principais bancos de investimento do mundo obtiveram lucros de 55 bilhões de dólares. É evidente que para estes bancos o mercado de derivados é um espaço vital ao qual não estão dispostos a renunciar. Um novo descalabro no mercado de derivados afetaria todos os mercados financeiros na Europa, começando pelo dos títulos soberanos. Por isso, é urgente livrarmo-nos da ditadura do capital financeiro.

Enquanto na Europa e nos Estados Unidos a economia real se afunda numa profunda recessão, os bancos subverteram a vontade popular através do lobby. Os seus cúmplices são os partidos políticos: nos Estados Unidos, o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara de Representantes é o mais numeroso, porque se converteu num instrumento para recolher fundos do complexo financeiro-bancário e financiar campanhas eleitorais. E os governos em quase todo o mundo continuam se dobrando perante o mercado financeiro, paralelamente a um eleitorado indiferente e/ou apático, e uma opinião pública que, influenciada por uma mídia hegemônica, “normalizou” o estado de crise.

A situação é de impasse, contudo é preciso lembrar que, a longo prazo, não são apenas valores monetários que estão em jogo, mas sim valores humanos.E com estes não se negocia. A menos que uma queda geral na barbárie já não importe à humanidade.

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Leandro Fortes: Globo tenta salvar Policarpo Jr. com matéria plagiada de CartaCapital

13.08.2012
Do blog  VI  O MUNDO
Por Leandro Fortes, em CartaCapital


Foto Ana Volpe, Agência Senado

Desde sábado, depois que começou a circular fortemente pelas redes sociais a capa de CartaCapital sobre o consórcio Veja & Cachoeira, a TV Globo desencavou uma notícia velha, dada em primeira mão também por CartaCapital, sobre a suspeita de um sequestro levado a cabo pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira.

O plágio tardio foi uma maneira desesperada de tentar neutralizar a única notícia que realmente ainda interessa sobre o tema, desde a cassação de Demóstenes Torres: as ligações de Policarpo Jr., diretor da Veja em Brasília, com o bicheiro, a quem pediu para grampear um deputado federal.

Botaram a matéria velha no Fantástico e obrigaram O Globo, cada vez mais o primo pobre das Organizações, a repercutir a história. Miserável sina, esta, do velho diário carioca, obrigado a repercutir notícia sequestrada de páginas alheias.

Na edição 698, de 18 de maio passado, CartaCapital trouxe a capa “No mundo de Cachoeira”, uma reportagem de Cynara Menezes sobre os múltiplos esquemas criminosos do bicheiro. Na matéria interna, intitulada “Senhor do submundo”, um dos pontos tratados pela repórter foi, exatamente, o sequestro que a Globo passou o fim de semana apresentando como novidade.

Leiam o texto de CynaraMenezes, escrito e publicado há três meses:

“Na quarta-feira 9, o também delegado da PF Raul Alexandre Souza, titular da Operação Vegas, havia relatado à CPI uma “ampla sorte de crimes de natureza grave” cometidos pelo grupo de Cachoeira. Segundo o federal, em determinado momento chegou a temer pela integridade física de um dos membros da quadrilha. Em abril de 2009, narrou o delegado, um funcionário “foi sequestrado e mantido em cárcere privado” pelo fato de Cachoeira desconfiar que o assecla estivesse envolvido no roubo de dinheiro apurado nas máquinas caça-níqueis. Os autores do sequestro teriam sido Jairo Martins e Idalberto Martins de Araújo, o Dada, os arapongas que aparecem nas escutas como fontes constantes do jornalista Policarpo Jr., diretor da sucursal de Brasília da revista Veja.”

Ou seja, vivem num fantástico mundo de bobos e cegos, certos, entre outras alucinações, de que as pessoas só entram na internet para rever os capítulos da novela da Carminha e as gracinhas do Globo Esporte.

Amanhã, terça-feira, dia 14 de agosto, o deputado Dr. Rosinha (PT-PR) vai ao plenário da CPI do Cachoeira pedir a convocação de Policarpo Jr. e dar início à única investigação que realmente precisa ser feita na comissão, já que todo o resto já foi apurado pela Polícia Federal.

Veja sustentava o esquema criminoso de Cachoeira, e vice-versa.

O único sequestro dessa história é o sequestro da verdade, da ética e do jornalismo.

Veja também:

Livrando o policial Aredes e espionando o deputado Jovair
A foto que deu o que falar
CPI toma decisões importantes no dia 14
Collor acusa Gurgel de chantagear Demóstenes
CPI já convocou jornalista. E ele abastecia a mídia
Mulher de Cachoeira ameaçou usar dossiê contra juiz
O dia em que o “empresário de jogos” cassou o mandato de deputado bandido
Carta Maior: A quadrilha, a revista e as escolas chinesas
Venício Lima: Por que não?

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Mensalão foi mentira de Roberto Jefferson para derrubar José Dirceu, admite advogado

13.08.2012
Do portal  CORREIO DO BRASIL, 12.08.12
Por Redação - de São Paulo

Jefferson
Roberto Jefferson teria inventado a história para se vingar de Dirceu
O julgamento da Ação Penal 470, apelidado de ‘mensalão’ pela mídia conservadora, sofrerá nesta segunda-feira a sua maior reviravolta. Advogado do deputado cassado RobertoJefferson, autor da denúncia de compra de votos por parte de um esquema audacioso, montado para que o Partido dos Trabalhadores (PT) permanecesse indefinidamente no poder, segundo a tese do ‘mensalão’, Luiz Francisco Corrêa Barbosa dirá à Superma Corte que tudo não passou de uma mentira, de uma invencionice de seu cliente. Os recursos entregues pelo PT ao PTB, no total de R$ 4 milhões, eram, na verdade, o cumprimento de um acordo para financiamento de campanhas municipais em 2004.
Corrêa Barbosa adiantou a sua linha de defesa do cliente em uma entrevista publicada neste domingo em um portal da internet. O advogado confessa que a tal mesada, supostamente paga a parlamentares, foi “objeto de coação”. Jefferson, que se dizia pressionado pelo partido, criou a palavra como figura retórica para se vingar de seus algozes. O segundo conceito é o caixa 2, como já admitido por réus, como Delúbio Soares. Com essa confissão pública, Jefferson derruba a tese central da peça de acusação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, estruturada em mais de cinco horas de leitura, no início do julgamento, sobre as mentiras do ex-parlamentar petebista.
Barbosa criticou, ainda, as falhas na denúncia de Gurgel. Segundo ele, a defesa do operador do ‘mensalão’, Marcos Valério, feita pelo advogado Marcelo Leonardo conseguiu desconstruir a tese do procurador-geral.
– A casa caiu! – exclamou, em entrevista ao portal iG.
Jefferson
Corrêa Barbosa, advogado de jefferson, seguirá a mesma linha da defesa de Delúbio Soares, de que o esquema não passava de caixa 2
Segundo o advogado, “ele (Leonardo) indicou provas em juízo, ao crivo do contraditório, que não são aquelas que indicou o procurador-geral (da fase pré-processual e em tese sem validade, conforme a defesa dos réus no processo). Essa ação penal vai terminar com um festival de absolvições porque não tem provas contra quase ninguém”. Barbosa também ratificou que Roberto Jefferson de fato recebeu R$ 4 milhões do PT. Na época, o PTB negociou com o PT a concessão de R$ 20 milhões. Segundo a defesa do petebista, esse dinheiro serviu para o custeio das campanhas municipais de 2004. A defesa de Jefferson nega que o depósito de R$ 4 milhões foi utilizado para a compra de apoio político do partido visando a aprovação da reforma da previdência.
– Não há um elemento de prova no processo a não ser a palavra dele (Roberto Jefferson) de que ele recebeu esses R$ 4 milhões – revela.
Na entrevista em vídeo concedida ao iG, Barbosa confirma que também vai defender, em favor de Jefferson, a mesma tese apresentada pela defesa do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, entre outros, segundo a qual o pagamento de congressistas denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR) não passou de um mero esquema de Caixa 2 (pagamento de despesas de campanha não declaradas à Justiça Eleitoral).
Na semana passada, o presidente do PTB já fez essa revelação ao dizer “José Dirceu me derrubou, mas livrei o Brasil dele”. Essa “vingança” mobiliza o debate político no Brasil há sete anos e boa parte da acusação de compra de votos está ancorada no testemunho de um personagem que, agora, desdiz tudo o que havia dito.

Matérias Relacionadas:
Advogado do ex-deputado Roberto Jefferson diz que denúncia do mensalão foi usada para calar acusadores

Roberto Jefferson tem alta de hospital no Rio


Defesa de José Dirceu contesta acusações do Ministério Público no processo do mensalão

‘Não há prova que incrimine José Dirceu’, sustenta advogado no STF


Ex-deputado Roberto Jefferson é operado para retirada de tumor no pâncreas e passa bem
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JANIO DE FREITAS: CADÊ AS PROVAS CONTRA DIRCEU ?

13.08.2012
Do blog CONVERSA AFIADA, 12.08.12
Por Paulo Henrique Amorim

Deduz-se da leitura do Janio que nem o Ministro Peluso condena o Dirceu.




Saiu na Folha (*) – não perca a leitura sobre a fraude do Datafalha, que julga o mensalão – artigo de Janio de Freitas.

Ele faz uma pergunta ao Ataulfo Merval de Paiva: cadê as provas contra o Dirceu ?

Deduz-se da leitura do Janio que nem o Ministro Peluso condena o Dirceu.

Clique aqui para ler “PiG (**) quer que Peluso condene Dirceu por vingança”.

Quem disse que o mensalão se prova ?


ACUSAÇÃO E DEFESA


Numerosas contestações pareceram muito mais convincentes do que as respectivas acusações

Os advogados que até agora atuaram no julgamento do mensalão não merecem menos aplauso e defesa do que têm recebido, com fartura, o procurador-geral e acusador Roberto Gurgel. Não bastando que sua tarefa seja mais árdua, os defensores são alvos, digamos, de uma má vontade bem refletida na imprensa, por se contraporem à animosidade da opinião pública contra os seus clientes.

Ainda que não assegurem, necessariamente, a inocência de tal ou qual acusado, numerosas contestações pareceram muito mais convincentes, em pontos importantes, do que as respectivas acusações.

Na maioria desses casos, a defesa se mostrou mais apoiada do que a acusação em testemunhos e depoimentos tomados pelo inquérito, assim como em documentos e fatos provados ou comprováveis.

Com isso, outros pontos importantes da acusação estão ainda mais em aberto. É o caso, crucial, do mensalão como múltiplos pagamentos para assegurar votos ao governo na Câmara ou como dinheiro para gastos de campanha eleitoral.

A acusação não comprova a correspondência entre as quantias entregues a deputados e os votos na Câmara. Nem, sobretudo, a relação entre os pagamentos com valores tão diferentes e os votos que teriam o mesmo peso na contagem.

Não fica resolvida também, na acusação, a afirmada finalidade de compra de votos na Câmara e o dinheiro dado, por exemplo, aos leais deputados petistas Professor Luizinho e João Paulo Cunha, entre outros bem comportados aliados do governo também agraciados.

E houve, ainda, dinheiro destinado a seções partidárias estaduais, que nada tinham a ver com votações de interesse federal.

A afirmação de compra de votos, sustentada pelo procurador-geral Roberto Gurgel, foi tomada à CPI dos Correios por seu antecessor, Antonio Fernando de Souza, para formular a denúncia ao Supremo Tribunal Federal, há cinco anos.

A afirmação prevaleceu na CPI, porém, por conveniência política da oposição, e não porque os fatos apurados a comprovassem. Acertos de campanha eram muito mais coerentes com o constatado pela CPI. E já figuravam nas acusações de Roberto Jefferson, quando admitiu também haver recebido do PT, para o PTB e para candidatos petebistas.

Outro exemplo de afirmação fundamental e em aberto, porque construída de palavras e não de comprovações, está na acusação agora apresentada por Roberto Gurgel ao STF: “Foi José Dirceu quem idealizou o sistema ilícito de formação da base parlamentar de apoio ao governo mediante pagamento de vantagens indevidas” -e segue.

Seriam indispensáveis a indicação de como o procurador-geral soube da autoria e a comprovação de que José Dirceu “idealizou” o “sistema ilícito”. Não só por se tratar de acusação com gravidade extrema.

Ocorre que o “sistema ilícito” foi aplicado já em 1998 por Marcos Valério, com suas agências de publicidade, e pelo Banco Rural para a frustrada reeleição de Eduardo Azeredo ao governo de Minas. Foi o chamado “mensalão do PSDB”, descrito pela repórter Daniela Pinheiro, como já indicado aqui, na revista “piauí” deste mês.

Logo, para dar fundamento às palavras do procurador-geral Roberto Gurgel, só admitindo-se que José Dirceu “idealizou” tudo uns cinco anos antes do mensalão do PT. E, melhor ainda, que “idealizou” o “sistema ilícito” para beneficiar o PSDB de Eduardo Azeredo, hoje senador ainda peessedebista.

Os votos dos ministros do Supremo não suscitam expectativa só por carregarem consigo a absolvição e a condenação, mas pela maneira como encarem as divergências perturbadoras entre acusação e defesas. 


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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MENSALÃO E A MANIPULAÇÃO DA MÍDIA GOLPISTA: Datafolha sobre mensalão é farsa para influenciar STF e eleições

13.08.2012
Do BLOG DA CIDADANIA, 12.08.12
Por Eduardo Guimarães

Não é preciso ser muito inteligente para perceber que é uma fraude a pesquisa Datafolha, divulgada neste domingo, que afirma que 82% dos brasileiros querem que o STF condene os réus do mensalão. Uma fraude com fins político-eleitorais.
Essa pesquisa, vale dizer, sugere um nível de consciência política da sociedade que não deve existir nem na Suíça.
A farsa estatística do instituto de pesquisas da Folha de São Paulo é um ataque político  que pretende pressionar o STF a condenar indistintamente os réus do julgamento e influenciar o processo eleitoral deste ano.
A própria reportagem do jornal paulista que dá conta dessa nebulosa sondagem carrega os elementos para se concluir que está sendo distorcida sob as razões supracitadas.
A manchete principal de primeira página da Folha é a de que “Maioria quer condenação, mas não crê em prisões”. A matéria, porém, mostra que essa maioria apenas respondeu de forma genérica a uma questão sobre corrupção.
Diz a matéria que 82% ligam o mensalão a corrupção, o que até uma criança de dez anos pode concluir no âmbito de um noticiário infatigável no sentido de colocar o assunto em pauta.
A pesquisa usa o senso comum e a desinformação da sociedade sobre o caso para construir uma tese política com objetivos escancaradamente político-eleitorais. Quem responderia que não quer a condenação de corruptos?
Aliás, a própria pesquisa mostra que o brasileiro está desinformado sobre o caso. Segundo o relato do jornal, 81% dos entrevistados dizem ter tomado conhecimento do mensalão, mas só 18% se consideram bem-informados.
Ora, como é possível que quem se considera mal-informado sobre um assunto já tenha opinião formada sobre ele? Como é possível que 82% tenham dito que houve compra de votos no Congresso se só 18% se dizem bem informados sobre o caso?
Se, como diz a matéria, 46% dos entrevistados pelo Datafolha julgam que a cobertura do mensalão pela imprensa é parcial e só 39% julgam imparcial, esse dado desmonta a tese de que a maioria já se decidiu pela tese jornalística sobre o mensalão.
A pergunta do Datafolha sobre a influência do caso nas eleições mostra objetivo político-eleitoral. E a ausência de transparência na divulgação dessa pesquisa ao não reproduzir o questionário submetido aos entrevistados, sugere manipulação.
Faz-se necessário, portanto, que os partidos políticos afetados pela divulgação nebulosa dessa pesquisa representem à Procuradoria Geral Eleitoral exigindo a divulgação imediata do questionário submetido aos entrevistados e a auditória da sondagem.
Aliás, nem é preciso que partidos políticos passem recibo e invoquem a Justiça Eleitoral. Qualquer cidadão pode fazer isso.
Nas eleição de 2010, por exemplo, a ONG Movimento dos Sem Mídia conseguiu abrir investigação de pesquisas na Polícia Federal. O Datafolha, inclusive, está sendo investigado. Não custará nada, portanto, fazer nova denúncia à PGE.
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Filho de ex-ministro do STF diz que blogueiro da Globo mente sobre Dias Tóffoli
Eduardo Pertence, filho do ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence, desmente blogueiro da Globo Ricardo Noblat, que acusa ministro do mesmo STF José Antônio Dias Tóffoli de tê-lo insultado com palavrões
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MENTIU DURANTE SETE ANOS PARA TODA SOCIEDADE BRASILEIRA:A confissão de Jefferson: mensalão foi coação ao PT

13.08.2012
Do blog ESQUERDOPATA, 
Por BRASIL247



Nesta segunda-feira, com a retomada da apresentação das defesas na Ação Penal 470, haverá uma grande surpresa. O advogado Luiz Francisco Corrêa Barbosa, que defende Roberto Jefferson, dirá que os recursos entregues pelo PT ao PTB, R$ 4 milhões ao todo, diziam respeito a um acordo para financiamento de campanhas municipais em 2004. Ou seja: ele negará a tese do mensalão e da compra de votos de parlamentares, que havia sido denunciada pelo próprio Jefferson.

O ponto mais surpreendente foi antecipado pelo advogado de Jefferson, numa entrevista ao portal iG. Corrêa Barbosa afirmou que existem dois conceitos de mensalão. A mesada, supostamente paga a parlamentares, foi, segundo ele, um “objeto de coação”. Ou seja: Jefferson, que se dizia pressionado pelo partido, criou a palavra como figura retórica para se vingar de seus algozes. O segundo conceito é o caixa dois, como já admitido por réus, como Delúbio Soares.

Na semana passada, o presidente do PTB já fez essa revelação ao dizer “José Dirceu me derrubou, mas livrei o Brasil dele”. Essa “vingança” mobiliza o debate político no Brasil há sete anos e boa parte da acusação de compra de votos está ancorada no testemunho de um personagem que, agora, desdiz tudo o que havia dito.

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JORNALISMO CRIMINOSO DA REVISTA E VEJA E SUA RELAÇÃO COM CACHOEIRA: Cachoeira e Policarpo: relações íntimas

MÍDIA GOLPISTA ATUAL APOIOU A DITADURA MILITAR QUE MATOU MUITA GENTE: Professora da USP morta pela ditadura pode ter demissão anulada

13.08.2012
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 11.08.12

Ana Rosa foi sequestrada com seu marido, o físico Wilson Silva, em 22 de maio. Segundo relata o professor e jornalista Bernardo Kucinski, irmão dela, eles foram raptados no momento em que celebravam quatro anos de casamento

ana rosa usp ditadura
Movimento quer anular demissão de Ana Rosa, professora morta pela ditadura. 
Foto: desaparecidospoliticos.org.br
O Fórum Aberto pela Democratização da USP deseja que a universidade anule a demissão por “abandono de função” de Ana Rosa Kucinski Silva, sequestrada e assassinada em 1974 pelos órgãos de repressão da ditadura (1964-85).
Ana Rosa era professora do Instituto de Química (IQ) da Universidade de São Paulo e integrante da Ação Libertadora Nacional (ALN), uma organização de guerrilha urbana que lutava contra o regime. Em 1975, a congregação do instituto em que ela lecionava a demitiu, ignorando seu desaparecimento forçado.
O fórum, que reúne a Associação de Docentes da USP (Adusp), o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) e 26 entidades estudantis e associações, vai realizar uma manifestação na segunda-feira (13) em frente ao instituto exigindo uma revisão do caso de Ana Rosa.

Leia mais

A professora da Faculdade de Letras, Filosofia e Ciências Humanas da USP Elisabetta Santoro, vice-presidenta da Adusp, afirmou que a demissão simboliza como a universidade age em relação ao seu histórico com a ditadura. “É emblemático. Até hoje, a universidade não reverteu uma atitude que foi baseada em mentira”, disse ela. Para Elisabetta, a manifestação busca informar os atuais estudantes que não conhecem o passado da instituição sobre o envolvimento dela com a ditadura.
Queremos fazer jus à memória e à verdade, precisamos saber o que de fato ocorreu e avaliar a postura da universidade, que condescendeu com a repressão. Se revermos suas atitudes desse período, podemos fazer luz ao passado, avaliar nosso presente e planejar nosso futuro”. Ela ainda comentou que a manifestação deseja que o IQ seja batizado com o nome de Ana Rosa.
Ana Rosa foi sequestrada com seu marido, o físico e também guerrilheiro Wilson Silva, em 22 de maio. Segundo relata o professor e jornalista Bernardo Kucinski, irmão dela, eles foram raptados no momento em que celebravam quatro anos de casamento.
Graduada em química e doutora em filosofia, ela era uma das mais jovens professoras do IQ e desapareceu aos 32 anos. Ela e o marido teriam sido raptados pelo delegado do Departamento de Órdem Política e Social (Dops) Sérgio Pastranhos Fleury, passado um dia presos em São Paulo e então transferidos para a chamada “Casa da Morte” em Petrópolis, no Rio de Janeiro, onde, após serem torturados, teriam sido assassinados pouco dias depois, de acordo com um depoimento feito pelo ex-cabo do Exército José Rodrigues Gonçalves à jornalista Mônica Bergamo, para uma reportagem da revista Veja, em 1993.
A reportagem de Mônica nunca foi publicada, mas Bernardo obteve dela uma cópia do material, segundo relatou à Rede Brasil Atual em maio deste ano, quando comentou a confissão do ex-delegado Cláudio Guerra, publicada no livro Memórias de uma guerra suja, dos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros. Guerra afirmou que o corpo de Ana Rosa foi incinerado na Usina Cambahyba, no Rio de Janeiro.
Em 1995, a Lei 9.140 incluiu o nome de Ana Rosa na lista oficial das 136 pessoas que se encontravam desaparecidas em razão de participação, ou acusação de participação, em atividades políticas, entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, e detidas por agentes públicos. A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), instituída pela mesma lei, declarou que Ana Rosa foi vítima do Estado brasileiro. No entanto, até agora a USP não tomou qualquer medida para reverter a demissão por justa causa de Ana Rosa.
O Fórum Aberto pela Democratização da USP procura instaurar uma Comissão da Verdade na universidade para investigar a relação da instituição com a Ditadura. “Há ainda coisas na USP que são heranças de um passado submerso, enterrado por muitos”, comentou Elisabetta.

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