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domingo, 5 de agosto de 2012

MOBILIDADE URBANA:Por mais respeito às bicicletas

05.08.2012
Do DIARIO DE PERNAMBUCO
Por  Juliana Colares

Com apenas 28,4 km de vias exclusivas para pedalar, o Recife tem uma malha cicloviária muito aquém de seu potencial. Plano prevê novos 424 km. Poderia ser muito mais  

Grupo
circula desprotegido, na
contramão da ciclorrota (TERESA MAIA/DP/D.A PRESS)
Grupo circula desprotegido, na contramão da ciclorrota 


Não, o título desta reportagem não é jargão de campanha política - por mais que tudo quanto é candidato tenha resolvido levantar a bandeira, pelo menos no discurso, da “valorização” das bicicletas como alternativa ao caos no trânsito. A capital pernambucana só tem 28,4 km de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas. Número irrisório quando se sabe o potencial cicloviário da cidade. O Plano de Mobilidade do Recife prevê a instalação de 424 km de estrutura para o trânsito de bicicletas. E poderiam ser muito mais: em 2 mil km de vias é possível reduzir a velocidade dos carros para permitir um convívio amigável entre motoristas e ciclistas, segundo dados do Instituto da Cidade Pelópidas Silveira, vinculado à Prefeitura do Recife. 

Se assim fosse, reduziria-se o perigo que tanto afasta “simpatizantes” das bikes desse tipo de transporte e endossa o discurso da “ciclovia” como alternativa máxima à viabilização do tráfego de bicicletas. Discurso tão adotado pelos políticos e tão debatido entre aqueles que, de fato, querem uma cidade mais amiga dos ciclistas. Entenda-se: a ciclovia é separada das faixas destinadas aos carros por obstáculos físicos. As ciclofaixas e ciclorrotas não. 

No Recife, apesar de não haver estatísticas que comprovem o aumento do número de bicicletas nas ruas (a média nacional de consumo de bikes é de 5 milhões de unidades por ano, pelo menos desde 2006), essa é a percepção de muitos. Caso do presidente do Instituto Pelópidas Silveira, Milton Botler. No entanto, não há estatísticas publicadas que comprovem que esteja havendo aumento no número de acidentes graves envolvendo bicicletas. 

A quantidade de atendimentos a ciclistas no Hospital da Restauração caiu de 788 em 2007 para 185 no ano passado. No caso do HR, outras variáveis podem ter contribuído para redução tão drástica das estatísticas, incluindo a construção das UPAs. Mas, no estado, o número de mortes de ciclistas apresentou leve redução entre 2007 (60) e 2011 (49). O Samu Recife também registrou queda gradativa de atendimentos a ciclistas: Foram 675 em 2007, 364 em 2010 e 224 em 2011. A Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) também registrou redução no número de acidentes com ciclistas no Recife, passando de 229 feridos e 14 mortos em 2008 para 154 feridos e cinco mortos em 2010, último ano com dados fechados. 

Mais: muitos especialistas defendem que a lógica do senso comum é inversa à realidade. Dizem que quanto mais bicicletas nas ruas, menos acidentes. A justificativa está na premissa de que quanto mais bikes circulando, mais o motorista se acostuma a dividir o espaço com esse tipo de veículo. Mas existem outras tentativas de explicar a queda no número de acidentes com ciclistas. Uma delas é a troca da bicicleta pela moto no caso daqueles que trabalham sobre duas rodas. Outra é a própria lentidão não-proposital do trânsito do Recife, reflexo, entre outras coisas, do excesso de carros nas vias. 

“Eu tenho um ponto de venda de água mineral em casa, em Santo Amaro, e faço as entregas de bicicleta principalmente no bairro do Espinheiro. Nunca sofri um acidente. Com cuidado, a gente chega lá”, disse Rivaldo Carlos dos Santos, 54. Ele é o que muitos chamam de ciclista “invisível”. Não é de classe média nem cicloativista. Faz entregas usando a bicicleta há 15 anos. Mas não é nele que os políticos defensores das bicicletas estão pensando. Se fosse, o discurso da bike já teria saído do papel há muito tempo.
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JUSTIÇA TRATA DE MODO DIFERENTE O MENSALÃO DO PSDB: Dois pesos e dois mensalões

05.08.2012
Do blog ESQUERDOPATA
Por Janio de Freitas 

A premissa de serem crimes conexos os atribuídos aos réus do mensalão do PT não valeu para o mensalão mineiro

Na sua indignação com o colega Ricardo Lewandowski, o ministro Joaquim Barbosa cometeu uma falha, não se sabe se de memória ou de aritmética, que remete ao conveniente silêncio de nove ministros do Supremo Tribunal Federal sobre uma estranha contradição sua. São os nove contrários a desdobrar-se o julgamento do mensalão, ou seja, a deixar no STF o julgamento dos três parlamentares acusados e remeter o dos outros 35, réus comuns, às varas criminais. De acordo com a praxe indicada pela Constituição.

Proposto pelo advogado Márcio Thomaz Bastos e apoiado por longa argumentação técnica de Lewandowski, o possível desdobramento exaltou Barbosa: "Essa questão já foi debatida aqui três vezes! Esta é a quarta!" Não era. Antes houve mais uma. As três citadas por Barbosa tratavam do mensalão agora sob julgamento. A outra foi a que determinou o desdobramento do chamado mensalão mineiro ou mensalão do PSDB. Neste, o STF ficou de julgar dois réus com "foro privilegiado", por serem parlamentares, e remeteu à Justiça Estadual mineira o julgamento dos outros 13.

Por que o tratamento diferenciado?

Os nove ministros que recusaram o desdobramento do mensalão petista calaram a respeito, ao votarem contra a proposta de Márcio Thomaz Bastos. Embora a duração dos votos de dois deles, Gilmar Mendes e Celso de Mello, comportasse longas digressões, indiferentes à pressa do presidente do tribunal, Ayres Britto, em defesa do seu cronograma de trabalho.

A premissa de serem crimes conexos os atribuídos aos réus do mensalão petista, tornando "inconveniente" dissociar os processos individuais, tem o mesmo sentido para o conjunto de 38 acusados e para o de 15. Mas só valeu para um dos mensalões.

Os dois mensalões também não receberam idênticas preocupações dos ministros do Supremo quanto ao risco de prescrições, por demora de julgamento. O mensalão do PSDB é o primeiro, montado já pelas mesmas peças centrais -Marcos Valério, suas agências de publicidade SMPB e DNA, o Banco Real. Só os beneficiários eram outros: o hoje deputado e ex-governador Eduardo Azeredo e o ex-vice-governador e hoje senador Clésio Andrade.

A incoerência do Supremo Tribunal Federal, nas decisões opostas sobre o desdobramento, é apenas um dos seus aspectos comprometedores no trato do mensalão mineiro. A propósito, a precedência no julgamento do mensalão do PT, ficando para data incerta o do PSDB e seus dois parlamentares, carrega um componente político que nada e ninguém pode negar.

A Polícia Federal também deixa condutas deploráveis na história do mensalão do PSDB. Aliás, em se tratando de sua conduta relacionada a fatos de interesse do PSDB, a PF tem grandes rombos na sua respeitabilidade.

Muito além de tudo isso, o que se constata a partir do mensalão mineiro, com a reportagem imperdível de Daniela Pinheiro na revista "piauí" que chegou às bancas, é nada menos do que estarrecedor. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, com seu gosto de medir o tamanho histórico dos escândalos, daria ali muito trabalho à sua tortuosa trena. Já não será por passar sem que a imprensa e a TV noticiosas lhes ponham os olhos, que o mensalão do PSDB e as protetoras deformidades policiais e judiciais ficarão encobertas.

É hora de atualizar o bordão sem mudar-lhe o significado: de dois pesos e duas medidas para dois pesos e dois mensalões.
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"Mensalão" e o mês do cachorro louco

05.08.2012
Do BLGO DO MIRO, 02.08.12
Por Izaías Almada, no blog Escrevinhador: 


Não sei se ainda se usa a frase que dá título a este artigo para expressar a ansiedade com que, por muitos anos no passado, o país enfrentava o oitavo mês do calendário. Crendice internacional e que no Brasil se sustentava em alguns fatos emblemáticos e infaustos que ajudaram a criar a superstição, particularmente em políticos e jornalistas, sempre na expectativa de que agosto não traria boas notícias ao mundo e ao país.


Posso citar três deles: a subida de Hitler ao poder em agosto de 1934, o suicídio de Getúlio Vargas em 1954 e a renúncia de Jânio Quadros em 1961. Coincidências históricas, mas que o imaginário humano gosta de transformar em crendices e superstições.

Nessa perspectiva e para não fugir à regra, mas apenas como exercício intelectual de falsa futurologia, o calendário político brasileiro nesse ano de eleições municipais, selecionou o emblemático mês de agosto para início da campanha eleitoral e o julgamento do tal “mensalão” criado nos laboratórios de arapongas tupiniquins e políticos sem caráter em conluio com insuspeitas redações de nossa democrática e também insuspeita imprensa.

Sim, porque o caixa dois usado por todos os partidos políticos brasileiros em suas campanhas eleitorais transformou-se em uma semana, com a ajuda de um medíocre cantador de ópera que alegou ter sido corrompido sem jamais devolver o dinheiro da corrupção aos cofres públicos, numa folha de pagamentos de propina a políticos de vários partidos para a aprovação de matérias de interesse do governo.

Como a memória política do brasileiro é curta, seletiva e oportunista, naquela altura o país já havia se esquecido da compra de votos, essa sim comprovada, no governo do – com licença do palavrão – sociólogo FHC – em proveito próprio, diga-se de passagem.

Mas se o temor da “maldição” preocupava os progressistas aqui no país, pois agosto não lhes trazia bons augúrios, parece que o pêndulo da balança empurra a apreensão para os conservadores e avessos à mudança e ao avanço social.

No Equador, por exemplo, o presidente Correia anunciou o fim da publicidade de órgãos do governo na imprensa privada; na Bolívia, O Mc Donalds foi à falência e fechou suas lojas no país. Sinal dos tempos? E a entrada da Venezuela no Mercosul, atendendo a um anseio da maioria dos países latino americanos?

De fato, o cachorro louco que atacava o quintal dos EUA, a América Latina, parece que agora começa a atacar a frente da casa, espantando os antigos “donos”. A Venezuela disposta a fechar um contrato de 900 milhões de dólares com a Embraer? Esse Chávez…

Não deixa de ser até reconfortante, nestas circunstâncias, ver que o “mensalão” do PIG começa a sua temporada sob os holofotes da mídia venal em dois de agosto de 2012, talvez em um mês que acabe entrando para a história do Brasil contemporâneo como o mês que abriu as janelas do país para entrar um pouco de ar fresco e verdadeiramente democrático em algumas redações que já não conseguem distinguir os odores que respiram à sua volta, o miasma da mentira, da arrogância, da impunidade e do comportamento hipócrita diante da liberdade de opinião e de informação.

O mês do cachorro louco…

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Marisa Lobo comenta decisão da Justiça sobre resolução do CFP

05.08.2012
Do blog  GOSPEL PRIME, 04.08.12
Por Jussara Teixeira


Psicóloga cristã acredita que resolução 001/99 pode ser manipulada e impedir que homossexuais escolham deixar opção sexual


Marisa Lobo comenta decisão da Justiça sobre resolução do CFPMarisa Lobo comenta decisão da Justiça sobre resolução do CFP
O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (Rio de Janeiro)negou o pedido do Ministério Público Federal (MPF) para antecipar a anulação parcial da Resolução do Conselho Federal de psicologia (CFP) nº 001/99, que estabelece normas de atuação para os psicólogos em relação à questão da orientação sexual.
Na prática, a resolução 001/99 impede que os profissionais de psicologia proponham tratamentos de cura da homossexualidade. A questão da “cura gay” é atualmente uma grande polêmica entre líderes evangélicos, ativistas homossexuais, conselhos de psicólogos e até o Ministério Público.
A psicóloga cristã e especialista em psicologia da sexualidade Marisa Lobo, falou ao Gospel Primesobre como vê a questão.
“Sempre achei necessária a resolução 01-999. Penso porém, que o texto deixa dúvidas, pois se o homossexual buscar essa ajuda eu posso atender suas dúvidas e seu sofrimento psíquico ainda que seja para mudar sua orientação condição e ou opção sexual”. Segundo ela, muitas vezes a resolução é manipulada por pessoas que dizem que ela proibiria tal mudança.
Para Marisa, a homossexualidade não pode ser classificada como distúrbio ou doença. “Esta não é desta forma que deve ser tratada, não é incapacitante, é um desejo sexual que a pessoa tem por outra do mesmo sexo”, esclarece.
A profissional ainda diz que o CFP pode estar restringindo a liberdade profissional dos psicólogos e mesmo o livre arbítrio dos homossexuais.
“O nome disso seria usurpação de poder. (…) Eles não se preocupam com a verdade científica e muito menos com a intenção do pedido do MP, que é realmente promover o direito à liberdade humana.”
Marisa alerta, porém para a tendência dos ativistas homossexuais de atribuir à religião o rótulo de homofóbica. “Nunca jamais devemos aceitar isso. Se querem direitos respeitem os direitos dos outros”, rebate.
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DANIEL DANTAS, A ÉTICA, REZEK E TOFFOLI

05.08.2012
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim


Rezek, ex-ministro do Supremo e ex-Chanceler, acha que Toffoli não deve julgar o mensalão (aquele que está por provar-se e que o brindeiro Gurgel não provou)

Saiu no UOL, da Folha (*):


Rezek, ex-ministro do Supremo e ex-Chanceler, acha que Toffoli não deve julgar o mensalão (aquele que está por provar-se e que o brindeiro Gurgel não provou)

Navalha
Rezek é um especialista nessa matéria, a Ética.
Como advogado, ele foi de escritório que defendeu Daniel Danatas – um dos 3003 advogados do apanhado no ato de passar bola, no jornal nacional.
Aí, surgiu um litigio entre o Bradesco e o Daniel Dantas.
A questão foi para Arbitragem.
Rezek foi indicado árbitro.
Só depois de ter dito que não tinha conflito de interesse – ou seja, depois de omitir que seu escritório defendia Dantas.
Este Conversa Afiada mostrou os documentos – quando Rezek disse que não havia conflito de interesse e a prova de que havia.
Rezek foi devidamente destituido do cargo de Árbitro.
Agora, ele se considera árbitro do Toffoli.
Um especialista em Ética, esse Rezek !
Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

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MOBILIDADE E CICLISMO: Brasilienses comemoram com passeio ciclístico os 25 anos do título de Patrimônio Cultural Mundial

05.08.2012
Do portal da Agência Brasil
Por Renata Giraldi,repórter

Brasília - Em comemoração ao título de Patrimônio Cultural da Humanidade de Brasília, ciclistas fizeram hoje (5) um passeio pelos principais cartões-postais da cidade. Um dos locais de concentração foi a Praça da República onde estão a Catedral de Brasília e a sede da Biblioteca Nacional. O título é concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Protótipos gigantes de triciclos e quadriciclos foram expostos durante o passeio.


Pelo conceito de Patrimônio Cultural da Humanidade, os locais que recebem o título pertencem a todos independentemente do território em que estejam localizados. Brasília é considerada marco da arquitetura e urbanismo modernos e é a maior área tombada do mundo – 112,25 quilômetros quadrados. A cidade está na lista de bens do Patrimônio Mundial desde 1987.

O Patrimônio Cultural de Brasília é formado por monumentos, edifícios e sítios que tenham valor histórico, estético, arqueológico, científico, etnológico ou antropológico. Em junho, o governo do Distrito Federal (GDF) recebeu as recomendações feitas pela Unesco para a manutenção do título, como assegurar as características originais do projeto urbanístico de Brasília e proibir construções em áreas verdes.

Segundo o GDF, todas as recomendações estão no Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília, em fase de elaboração. As iniciativas em andamento incluem a revitalização da W3 Sul e dos setores hoteleiros, a construção da Esplanada dos Museus, a implantação de jardins e outras obras no canteiro central do Eixo Monumental.

Em fevereiro de 2013, o governo do Distrito Federal apresentará um relatório de atividades à Unesco, indicando os avanços na política de preservação da capital como Patrimônio Cultural da Humanidade. A próxima avaliação do Comitê do Patrimônio Mundial será em junho de 2013.

Edição: Talita Cavalcante
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