sábado, 4 de agosto de 2012

O PSDB E A DIREITA REACIONÁRIA:Kassab abriu espaço político para a extrema-direita militar


04.08.2012
Do blog ESQUERDOPATA, 03.08.12

Abre-se agora o jogo dos que deram espaço à extrema direita militar

Conforme coloquei e adverti várias vezes aqui no blog, não era de graça que o prefeito paulistano Gilberto Kassab (ex-DEM-PSDB, agora PSD) - principal aliado de José Serra na disputa eleitoral deste ano - e os tucanos alavancavam carreiras políticas de praças e oficiais da PM paulista. O prefeito, inclusive, nomeando coronéis da reserva da PM para praticamente todas as subprefeituras da capital.

Agora essa movimentação revela a que veio. Encerradas as convenções, fechadas as chapas de candidatos à Câmara Municipal, dois coronéis, um ex-comandante da Polícia Militar, Álvaro Camilo, outro Paulo Telhada, ex-chefe da ROTA - Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar, saíram candidatos a vereador pelo PSD (de Kassab) e pelo PSDB (de José Serra) respectivamente.

A ROTA, nem preciso lembrar, é considerada uma das polícias mais truculentas do país e agora está no centro da crise da insegurança, da chamada "escalada da violência" reconhecida pelo próprio governo estadual em São Paulo.

Truculência marca ações dos policiais candidatos

A Camilo e a Telhada, se juntam mais dois policiais como candidatos a vereador, o ex-sargento PM Abou Anni (PV) e o delegado licenciado da Polícia Civil, Celso Jatene (PTB). Camilo, um dos militares que mais acumularam poder junto a Kassab, indicou ou é o principal avalista da indicação de todos os coronéis que ocupam 30 das 31 subprefeituras de São Paulo nomeados pelo prefeito.

O coronel Camilo esteve à frente de duas das principais - e de mais triste memória - operações policiais realizadas mais recentemente em São Paulo: a ocupação militar da reitoria da USP e a desastrada reintegração de posse de um terreno no bairro do Pinheirinho em São José dos Campos (SP), deixando feridos e milhares de pessoas desabrigadas.

Lembram o modelo espalhafatoso e de violência de Erasmo Dias

Telhada, também, graças à passagem pelo comando da ROTA tem um histórico pra lá de polêmico. Os quatro policiais agora candidatos a vereador na capital paulista têm em comum o fato de seguirem um pouco do estilo espalhafatoso e ameaçador a la Erasmo Dias - o coronel que foi um dos símbolos da repressão da ditadura em São Paulo e que pelas mãos e partidos da direita, depois foi deputado estadual, federal e vereador.

Todos os policiais candidatos orgulham-se de suas ações de truculência e foram intensamente cortejados pelos partidos da extrema direita antes de escolherem as legendas pelas quais agora saem para a Câmara Municipal Se eleitos têm tudo para serem considerados autênticos representantes da direita repressiva, linha dura, com práticas inspiradas na ditadura militar.

Engrossarão as chamadas "bancadas da bala" que costumam atuar na Câmara Municipal paulistana, na Assembléia Legislativa do Estado e na Câmara dos Deputados, na defesa de teses como a pena de morte, a maioridade antes dos 18 anos e contra plebiscitos e consultas à população sobre desarmamento.

Ingressam na política pelas mãos de Kassab e do tucanato

Mas, agora vocês já sabem quem os colocou na política, com quem eles se identificam, quem alavanca suas carreiras: o prefeito Kassab, os tucanos e seus aliados, a extrrema direita mais uma vez em preparação para agir e/ou já em ação, como vemos na crise da polícia paulista.

Muitos dos representantes dessa corrente já exercem influência ou domínio - até o controle absoluto em algumas áreas - sobre a cúpula da PM de São Paulo, o Ministério Público estadual, o Tribunal de Contas do Estado e até na Assembléia Legislativa.

Formam uma oligarquia de novo tipo no Estado, uma oligarquia que passou do controle específico de suas áreas de repressão para outras, até para a política, e que precisa ser removida em 2014, quando teremos eleições estaduais e nacional.
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Futebol Solidário une João Paulo, Humberto, Ferro e Mendonça no mesmo time

04.08.2012
Do BLOG DE JAMILDO
Postado por Gabriela López


oto: divulgação/Sérgio Figueirêdo (Grão Fotos)
 
Foto: divulgação/Chico Bezerra
Mendonça e João Paulo batem bola no aquecimento para o jogo. Foto: Maria Luiza Borges/Especial para o Blog de Jamildo
Políticos, jornalistas e futebol se misturaram na manhã deste sábado (4) em mais uma edição do Futebol Solidário promovido por Jamildo Melo, do Blog de Jamildo, em parceria com Carlos Moraes, editor-chefe da Rádio Jornal. Mais jovens e boleiros, os jornalistas acabaram vencendo por 6x2, no campo do Centro de Treinamento do Náutico, na Guabiraba, Zona Norte do Recife. Mas, como disse o deputado federal Fernando Ferro (PT), atacante do time dos políticos, "para o que a gente tentou, a gente não perdeu". Não teve chuva nem campo pesado que desanimasse os jogadores.

Aliás, o clima de confraternização foi tanto que, para entrar no segundo tempo da partida, o petista vestiu a camisa 10 do candidato a vice-prefeito pelo PT, João Paulo, que só jogou o primeiro tempo. "Se João da Costa tivesse aqui, venceríamos por 5x0", lamentou Ferro. O prefeito está em Londres, acompanhando a Olimpíada.
Foto: Maria Luiza Borges/Especial para o Blog de Jamildo
João Paulo fez questão de jogar o início do tempo na linha para mostrar o entrosamento com o postulante a prefeito, Humberto Costa (PT), que também precisou deixar o campo no fim do primeiro tempo para outros compromissos da campanha. Depois, João Paulo seguiu para o gol. Junto com Humberto, ficaram na linha Mendonça Filho (DEM) - que é adversário do petista no pleito da capital pernambucana apenas fora de campo -, o candidato a prefeito do PT em Paulista, Sérgio Leite, o postulante a vereador do Recife, Henrique Leite, o nome dos tucanos para disputar a Prefeitura de Ipojuca, Carlos Santana e o ex-presidente da OAB-PE e candidato a vereador Jayme Asfora (PMDB).

Jamildo Melo e o repórter do Blog, Vinícius Sobreira, ficaram do lado dos políticos, assim como outros jornalistas, para garantir o fôlego da equipe. O postulante a prefeito do Recife pelo PSB, Geraldo Julio, prestigiou o início da pelada, mas não jogou. Também passou pelo Centro de Treinamento do Náutico sem entrar em campo o vereador Luis Eustáquio (PT).
Foto: divulgação/Aluísio Moreira
Foto: divulgação/Aluísio Moreira
Do lado dos jornalistas, Rembrandt Júnior, da TV Globo, mostrou que, além de narrar, também sabe jogar bola, e marcou dois gols. Rodrigo Asfora, da TV Tribuna, balançou a rede três vezes e teve direito a pedir música, que nem no Fantástico: Eu Quero Tchu, Eu Quero Tcha, de João Lucas e Marcelo. Fechando a goleada, Wagner Sarmento, da editoria Brasil/Internacional do Jornal do Commercio, fez mais um. O artilheiro entre os políticos (com jornalistas infiltrados) foi Flávio Barra, da TV Tribuna, que fez os dois gols do time.
O evento conseguiu arrecadar uma tonelada de alimentos, que já está nas mãos do Comitê de Ação da Cidadania.
Foto: Maria Luiza Borges/Especial para o Blog de Jamildo

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PREVARICAÇÃO: MENSALÃO É O ÚLTIMO ATO DO GURGEL

04.08.2012
Do blog CONVERSA AFIADA, 03.08.12
Por Paulo Henrique Amorim

Dirceu pode preparar sua candidatura a Senador por São Paulo.



O brindeiro Gurgel, que terá que responder ao Conselho do Ministério Público à acusaçao de prevaricador, formulada pelo Senador Fernando Collor, cumpre a coreografia de seu canto do cisne.

Durante as múltiplas horas em que ocupou o Supremo e o jornal nacional, o Tribunal da Inquisição do Kamel Torquemada, o brindeiro Gurgel não ofereceu uma única prova que leve ninguém à cadeia.

São hipóteses.

Sem comprovação nos autos.

Dirceu pode preparar sua candidatura a Senador por São Paulo.

Paulo Henrique Amorim
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A MÍDIA GOLPISTA NÃO DILVULGA ESTA NOTÍCIA:Levantamento revela que relação entre Veja e Gilmar é antiga e de carinhos recíprocos

21.08.2012
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 05.06.12
Por Alexandre Haubrich, Jornalismo B

A relação entre a revista Veja e o ministro do STF Gilmar Mendes, que culminou, na última semana, em acusações contra o ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é antiga, e sempre costumou ser muito amistosa.

A busca no acervo digital da Veja revela 140 menções a Mendes, parte delas trazendo o ministro como fonte, parte apresentando-o como um gênio do meio jurídico brasileiro ou fazendo supor que Gilmar Mendes é um dos grandes frasistas da História do país.
gilmar mendes veja
Imagem: Reprodução
Além disso, a pesquisa traz algumas curiosidades um tanto quanto incômodas para Mendes. Chegaremos a elas.Entre as 140 menções, dezenas delas estão na seção “Veja Essa”, dedicada às mais interessantes – na concepção da Veja – frases da semana.
Todas as citações de Gilmar Mendes são de frases fortes, espirituosas, e carregadas de ataque aos movimentos sociais e a lideranças políticas, como o atual governador do Rio Grande do Sul e ex ministro da Justiça Tarso Genro (PT).
A primeira aparição de Mendes na Veja acontece em 1992. Ele era, então, assessor jurídico do Planalto, subordinado ao ex presidente Fernando Collor, a quem defende na matéria publicada em setembro daquele ano.

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Gilmar Mendes só volta a aparecer na revista dez anos depois, como advogado-geral da União e candidato ao Supremo Tribunal Federal. Ali, como em 1992, Gilmar e a Veja parecem não se entender muito bem. Diz a matéria: “Dono de um estilo agressivo, Mendes é alvo de maledicências no tribunal”.
gilmar mendes vejaAinda em 2002 há o primeiro capítulo da curiosidade citada no primeiro parágrafo desse texto. Lembremos que, agora, em 2012, o ministro do STF acusa Lula de ter tentado interferir nas decisões do Supremo.
Pois, há dez anos, observemos o que nota publicada na Veja relatava: “Quando não se discutia a possibilidade de o advogado-geral da União, Gilmar Mendes, assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal, a relação dele com o Poder Judiciário conheceu momentos de atrito. Certa vez, Mendes enviou uma carta ao STF em que pedia aos juízes que moderassem seu contato com a imprensa”.
Sim, Gilmar Mendes, quando advogado-geral da União, tentou interferir na conduta do STF. E mais: já ministro do STF, tentou interferir na conduta da Polícia Federal. Em nota da seção Radar, da revista Veja, em junho de 2007, o jornalista Lauro Jardim afirma: “O ministro do STF Gilmar Mendes telefonou na semana passada para Tarso Genro. (…) Furioso, Mendes reclamou da atuação da PF, que vazou extra-oficialmente o seu nome como um dos beneficiários dos presentinhos da Gautama (…)”.
Durante toda a crise institucional entre Gilmar Mendes e Tarso Genro, a Veja sempre posicionou-se ao lado do ministro do STF. A divergência chegou ao caso do ativista italiano Cesare Battisti, momento em que a revista aumentou o espaço dado a Gilmar para ecoar a gritaria contra o “terrorista” e seus “comparsas”.
Em julho de 2008, a Veja publicou uma reportagem de quatro páginas atacando o trabalho da Polícia Federal, que estava então sob comando de Tarso.
gilmar mendes veja
Imagem: Reprodução Revista Veja
Em 2009 começou a paixão entre Gilmar e o colunista da revista, Reinaldo Azevedo, que agora o defende aos gritos contra Lula.
gilmar mendes veja
Imagem: Reprodução revista Veja
Em abril daquele ano, a edição impressa destacava nota publicada no blog do colunista, sobre a discussão entre Gilmar e outro ministro do STF, Joaquim Barbosa, em que Azevedo, como de costume, se investe de ares de juiz supremo: “Joaquim Barbosa está obrigado a provar, como ministro do Supremo, que seu colega tem ‘capangas’. Se Gilmar Mendes tem capangas e Barbosa tem as provas, então está prevaricando”.
Dois anos depois, em dezembro de 2011, o mesmo Reinaldo Azevedo publicava na Veja um artigo de duas páginas, intitulado “Ainda há juízes em Brasília”, em que pouco mais faz do que tecer loas a Gilmar Mendes e ao livro publicado pelo ministro. Escreve: “Mendes é juiz num país livre que quer continuar livre. Que faça escola”.
gilmar mendes veja
É claro que, com toda essa trajetória de carinhos recíprocos, a Veja podia contar com Gilmar Mendes quando precisasse desviar a atenção de si mesma, envolvida como está nas ligações gravadas do bicheiro Carlinhos Cachoeira, alvo de uma CPI neste momento.
Ao tentarem lavar-se mutuamente, uma mão suja a outra.

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GOLPE DE ESTADO: Lugo a blogueiros: Quatro medidas de Franco explicam golpe no Paraguai

04.08.2012
Do blog VI O MUNDO, 03.08.12


Foto Wikipedia
Internacional| 03/08/2012 | Copyleft

Esquerda paraguaia nunca esteve num melhor momento, diz Lugo

Em entrevista concedida à mídia alternativa brasileira, o presidente deposto do Paraguai analisa as origens do “golpe parlamentar” executado contra ele e diz que os movimentos e partidos progressistas do país estão se reunindo todos os dias para discutir um projeto nacional, o que antes não acontecia. “Nunca antes 12 partidos e oito movimentos sentaram juntos”, disse Lugo, referindo-se à Frente Guasú, concertação de esquerda e centro-esquerda formada em março de 2010. A reportagem é de Igor Ojeda.

São Paulo – Desde que assumiu o cargo de presidente do Paraguai, em agosto de 2008, Fernando Lugo imaginava que dali a cinco anos, em agosto de 2013, quando terminasse seu mandato, passaria a se dedicar a outras atividades fora da política institucional. Mas o golpe sofrido no final de junho mudou sua vida radicalmente, disse ele à mídia alternativa brasileira em uma entrevista conjunta realizada na noite dessa quinta-feira (2) em São Paulo (SP).

“Mais do que nunca, as pessoas me pedem para que eu deixe de ser bispo e seja mais político”, afirmou Lugo, que garante ter assumido o papel de articulador da unidade da esquerda paraguaia depois de sua destituição. De acordo com ele, hoje, todos os dias há grupos sociais e políticos discutindo uma maneira de construir um projeto nacional para o país. 

“Antes isso não acontecia. A esquerda nunca esteve num melhor momento. Nunca antes 12 partidos e oito movimentos sentaram juntos”, disse, referindo-se à Frente Guasú, concertação de esquerda e centro-esquerda formada em março de 2010.

Nas eleições gerais de abril do ano que vem, a articulação quer jogar seu peso em duas frentes: disputar a Presidência e conquistar o maior número possível de cadeiras no Congresso Nacional. Para atingir o último objetivo, conta com Lugo para encabeçar a lista de candidatos ao Senado, direito garantido a ele recentemente pela Corte Suprema do Paraguai. “Em algumas semanas, saberemos com mais clareza o que é mais conveniente. Penso que se isso for útil à restauração da democracia no Paraguai, sou um soldado”, disse o presidente deposto.

Para Lugo, a próxima eleição será uma disputa entre uma esquerda renovada e uma direita que “não está reciclada”. “Por isso há esperança. A sociedade paraguaia está mais polarizada do que nunca. Se a esquerda também conseguir aglutinar forças não políticas, tem chances.” 

Segundo ele, uma das vantagens da Frente Guasú reside na divisão dos partidos tradicionais do país. “A direita paraguaia passa da euforia à depressão em muito pouco tempo. Acreditava que seria muito mais fácil executar o golpe. Achava que a Unasul [União de Nações Sul-Americanas] não reagiria, que a comunidade internacional aceitaria. É um completo isolamento político”, destacou.

O golpe


Segundo Fernando Lugo, as políticas adotadas por seu governo não foram o principal motivo do julgamento político a que foi submetido no Congresso Nacional, mas sim o potencial de transformação da sociedade paraguaia que a gestão representava. “Não tomei nenhuma medida socialista. 

Aceitamos as regras do jogo. Tinha boas relações com os organismos internacionais e apresentava todos os indicadores conservadores que eles gostam de ver, como economia em crescimento, inflação controlada, multiplicação das reservas internacionais, pagamento das dívidas… éramos bons meninos. Mas havia um perigo. A continuidade do processo de mudanças. Isso sim incomodava. Estávamos economicamente bem, mas politicamente tínhamos articulações com grupos sociais”, analisou.

O presidente deposto foi enfático ao afirmar que o golpe não nasceu da noite para o dia. “Foi pensado por muito tempo”, disse, lembrando-se, principalmente, da recente denúncia do Wikileaks de que os Estados Unidos sabiam dessa ameaça desde 2009. “Quando eu começava na política, me diziam que 70% das decisões eram tomadas fora do país. Não quis acreditar. Hoje, pela minha experiência, não descarto totalmente essa possibilidade”. Segundo Lugo, no Paraguai – assim como na maioria dos países do mundo – o autêntico poder não mostra o rosto. No caso paraguaio, ele citou o narcotráfico, os produtores de soja e as transnacionais do agronegócio.

“O governo golpista tomou já quatro medidas que nos fazem pensar na ingerência desses poderes de fato na política paraguaia. A primeira é o fim do imposto à exportação da soja. A segunda é a permissão da entrada no país de soja transgênica, sendo que nosso governo estava trabalhando pela recuperação das sementes nativas. A terceira medida é o anúncio do pagamento de uma dívida que o Paraguai nunca contraiu. Um empréstimo de 80 milhões de dólares feito durante a ditadura Stroessner e que nunca chegou ao país. A quarta medida é a negociação da instalação da empresa Rio Tinto. Como é possível quererem produzir alumínio no Paraguai se a matéria-prima e o mercado estão no Brasil? Estão negociando que o preço da energia para essa empresa fique por 30 anos sem reajuste, uma perda de 14 bilhões de dólares. Sem dúvida, essas multinacionais têm o poder de fato”, esclareceu.

Por isso mesmo, Lugo defendeu que para que haja mudanças estruturais no Paraguai é preciso a instalação de uma Assembleia Constituinte que tenha como uma das prioridades incidir sobre a propriedade da terra no país. Além disso, disse, outro grande desafio é conquistar um grande respaldo no parlamento.

Sobre uma possível reversão do golpe e volta à Presidência, Lugo explicou que há dois caminhos. Um deles passa pela Corte Suprema, que no momento analisa a constitucionalidade do julgamento promovido pelo Congresso. A segunda via é a política, desde que o Senado reconheça que o processo foi irregular e volte atrás em sua decisão. O presidente deposto, no entanto, embora admita que exista a possibilidade de voltar ao cargo, não está otimista. “Acredito em Deus e nos milagres, mas nesse eu não acredito”, brincou.

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QUEM ACOBERTOU CORRUPTO PODE PEDIR PRISAO DE ALGUÉM? Roberto Gurgel, que acobertou Demóstenes, sobre mensalão: ‘justiça é condenar todos’

04.08.2012
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 02.08.12

Procurador-Geral Roberto Gurgel, que engavetou caso Demóstenes Torres, diz que STF condenará todos os réus do mensalão, cujo julgamento começou hoje


roberto gurgel mensalão
Roberto Gurgel já cansou de provar que não é isento
Chegou o grande dia. Começa, nesta quinta-feira, o “julgamento do século”. E um dos protagonistas desse processo, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que fará a sustentação oral da peça de acusação e será o primeiro a falar, apontou suas baterias contra os réus. “O Supremo fará justiça. E na visão do Ministério Público, justiça é condenar todos”.
Na sustentação oral, ele terá três grandes alvos: José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, José Genoíno, ex-presidente do PT, e Delúbio Soares, ex-presidente do partido. Os dois últimos, segundo ele, tinham uma relação de “submissão” em relação a Dirceu, que será apontado como o “chefe da quadrilha”, no “mais atrevido esquema de desvio de recursos públicos da história do País”.
Na véspera, os réus receberam notícias ruins. O Tribunal de Contas da União abriu espaço para reconsiderar decisão que validava os contratos de publicidade do Banco do Brasil com as agências de Marcos Valério, admitindo um recurso apresentado pelo procurador Júlio Marcelo de Oliveira. De acordo com a ministra Ana Arraes, que teve seu voto acompanhado por outros ministros, os contratos são legais e legítimos.

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Ontem, o Ministério Público Federal também abriu uma ação por lavagem de dinheiro contra Delúbio Soares, que foi acusado de receber R$ 450 mil oriundos de atividades ilegais.
A grande surpresa do primeiro dia poderá ser um pedido de impedimento do ministro Dias Toffoli, que já advogou para o PT, apresentado por Gurgel. “Eu definirei até o início do julgamento… mas já me manifesto que o importante é que o julgamento ocorra”, disse ele ao participar de sessão no STF. Perguntado se a presença de Toffoli poderia causar constrangimento no julgamento, Gurgel afirmou que “este tipo de entendimento é que levará a pedir ou não, a arguir ou não o eventual impedimento ou suspensão do ministro”.
Brasil 247

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BLOG MOBILIDADE URBANA: Confira as 10 edições do Fórum Desafios para o Trânsito do Amanhã

04.08.2012
Do BLOG MOBILIDADE URBANA, 02.08.12
Por  Tânia Passos


O período eleitoral é uma ótima oportunidade para discutir propostas, inclusive na área de mobilidade. Nós estamos trazendo de uma só vez  as edições dos 10 cadernos do Fórum Desafios para o Trânsito do Amanhã, publicados no Diario de Pernambuco. Aqui o internauta poderá conferir a versão flip, imprimir, enviar ou mesmo fazer o download do PDF para ler no e-book do seu tablet. Seja bem-vindo e navegue sobre as discussões dos desafios e alternativas para a nossa mobilidade.


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MÍDIA GOLPISTA PRESSIONANDO O STF: A opinião publicada

04.08.2012
Do blog ESQUERDOPATA, 02.08.12


Sabemos que  os esquemas financeiros da política brasileira são condenáveis por várias razões, a começar pela principal: permitem ao poder econômico alugar o poder político para que possa atender a seus interesses. Os empresários que contribuem com campanhas financeiras passam a ter deputados, senadores e até governos inteiros a seu serviço, o que é lamentável. O cidadão comum vota uma vez a cada quatro anos. Sua força é de 1 em 100 milhões. Já o voto de quem sustenta os políticos é de 100 milhões contra 1.

Por isso sou favorável a uma mudança nas regras de campanha, que proíba ou pelo menos controle essa interferência da economia sobre a política. Ela é, essencialmente, um instrumento da desigualdade. Contraria o princípio democrático de que 1 homem equivale a 1 voto.

Pela mesma razão,  eu acho que todos os fatos relativos ao mensalão petista precisam ser esclarecidos e examinados com serenidade. Casos comprovados de desvios de recursos públicos devem ser punidos. Outras irregularidades também não devem passar em branco.

Não vale à pena, contudo, fingir que vivemos entre cidadãos de laboratório. Desde a vassoura da UDN janista os  brasileiros têm uma longa experiência com campanhas moralizantes para entender um pouco mais sobre elas. Sem ir ao fundo dos problemas o único saldo é um pouco mais de pirotecnia.

No tempo em que Fernando Henrique Cardoso era sociólogo, ele ensinava que a opinião pública não existe. O que existe, explicava, é  a “opinião publicada.” Esta é aquela que você lê.

O julgamento do mensalão começa em ambiente de opinião publicada. O pressuposto é que os réus são culpados e toda deliberação no sentido contrário só pode ser vista como falta de escrúpulo e cumplicidade com a corrupção.

Num país que já julgou até um presidente da República, é estranho falar que estamos diante do “maior julgamento da história.” É mais uma opinião publicada.  Lembro dos protestos caras-pintadas pelo impeachment de Collor. Alguém se lembra daquela  da turma do “Cansei”?

Também acho estranho quando leio que o mensalão foi “revelado” em junho de 2005. Naquela data, o deputado Roberto Jefferson deu a entrevista à  Folha onde denunciou a existência do “mensalão” e disse que o governo pagava os deputados para ter votos no Congresso. Falou até que eles estavam fazendo corpo mole porque queriam ganhar mais.

Anos mais tarde, o próprio deputado diria – falando “a Justiça, onde faltar com a verdade pode ter mais complicações  – que o mensalão foi uma “criação mental”. Não é puro acaso que um número respeitável de observadores considera que a existência do mensalão não está provada.

A realidade é que o julgamento do mensalão começa com um conjunto de fatos estranhos e constrangedores. Alguns:

1. Roberto Jefferson continua sendo apresentado com a principal testemunha do caso. Mas isso é o que se viu na opinião publicada. Na opinião não publicada, basta consultar seus depoimentos à Justiça, longe dos jornais e da TV, para se ouvir outra coisa.  Negou que tivesse votado em projetos do governo por dinheiro. Jurou que o esquema  de Delúbio Soares era financiamento da campanha eleitoral de 2004. Lembrou que o PTB, seu partido, tem origens no trabalhismo e defende os trabalhadores, mesmo com moderação. Está tudo lá, na opinião não publicada. Ele também diz que o mensalão não era federal. Era  municipal. Sabe por que? Porque as eleições de 2004 eram municipais e o dinheiro de Delúbio e Marcos Valério destinava-se a essa campanha.

2. Embora a opinião publicada do procurador geral da República continue afirmando que José Dirceu é o “chefe da quadrilha” ainda é justo esperar por fatos além de interpretações. Deixando de lado a psicologia de botequim e as análises impressionistas sobre a personalidade de Dirceu  é preciso encontrar a descrição desse comportamento nos autos. Vamos falar sério: nas centenas de páginas do inquérito da Polícia Federal – afinal, foi ela quem investigou o mensalão – não há menção a Dirceu como chefe de nada. Nenhuma testemunha o acusa de ter montado qualquer esquema clandestino para desviar qualquer coisa. Nada. Repito essa versão não publicada: nada. São milhares de páginas.  Nada entre Dirceu e o esquema financeiro de Delúbio.

3. O inquérito da Polícia Federal ouviu  337 testemunhas. Deputados e não deputados. Todas repetiram o que Jefferson disse na segunda vez. Nenhuma falou em compra de votos para garantir votos para o governo. Ou seja: não há diferença entre testemunhas. Há concordância e unanimidade, contra a opinião publicada.

4. A opinião publicada também não se comoveu com uma diferença de tratamento entre petistas e tucanos que foram agrupados pelo mesmo Marcos Valério. Como Márcio Thomaz Bastos deve lembrar no julgamento, hoje, os  tucanos tiveram direito a julgamento em separado. Aqueles com direito a serem julgados pelo STF e aqueles que irão para a Justiça comum. De ministros a secretárias, os acusados do mensalão petista ficarão todos no mesmo julgamento. A pouca atenção da opinião publicada ao mensalão mineiro dá a falsa impressão de que se tratava de um caso menor, com pouco significado. Na verdade, por conta da campanha tucana de 1998 as agências de Marcos Valério recebiam verbas do mesmo Banco do Brasil que mais tarde também abriria seus cofres para o PT. Também receberam aqueles empréstimos que muitos analistas consideram duvidosos, embora a Polícia Federal tenha concluído que eram para valer.  De acordo com o Tribunal de Contas da União, entre 2000 e 2005, quando coletava para tucanos e petistas, o esquema de Marcos Valério recebeu R$ 106 milhões. Até por uma questão de antiguidade, pois entrou em atividade com quatro anos de antecedência, o mensalão tucano poderia ter preferência na hora de julgamento. Mas não. Não tem data para começar. Não vai afetar o resultado eleitoral.

É engraçada essa opinião publicada, concorda?

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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2012/08/a-opiniao-publicada.html