quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Sarney diz não ser tão importante divulgar salários com nomes dos servidores

02.08.2012
Da AGÊNCIA BRASIL, 01.08.12
Por Ivan Richard, repórter 

Brasília - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse hoje (1º), na volta dos trabalhos legislativos após o recesso, que a Casa cumpriu seu papel ao divulgar os salários dos servidores, mesmo que não tenha sido nominal. Apesar de aguardar decisão definitiva sobre a divulgação nominal dos servidores, Sarney ponderou que não vê tanta importância na divulgação dos nomes.
“Cumprimos com a data marcada, apenas não divulgamos como previsto por causa de uma decisão judiciária, que limitou a divulgação dos dados. Vamos esperar o que a Justiça vai decidir. Já é público [a informação] porque tem o número da matrícula, os vencimentos e todas as informações. Elas já estão públicas. Só vai dar um pouquinho mais de trabalho para a pessoa que quer saber”, argumentou Sarney.

“Eu acho que não tem nenhuma importância divulgar nome ou não divulgar nome”, acrescentou o presidente do Senado. Ele ressaltou que caberá à Advocacia-Geral da União (AGU) recorrer ou não da liminar que impediu a divulgação nominal dos vencimentos. “Essa decisão de recorrer é da AGU. A AGU já está tomando conhecimento da decisão”, frisou.
Perguntado sobre o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente do Senado ponderou que a decisão deve ocorrer sem “influências políticas”. “O que toda a nação está esperando é que seja um julgamento isento, justo, que atenda às expectativas nacionais. Mas, ao mesmo tempo, que seja feito sem pressão e sem emoção”, disse Sarney.
“A Justiça é feita para ela não ter influência política nenhuma. Justiça significa independência. Que ela possa julgar todos nós cidadãos baseados nas leis e garantias constitucionais”, acrescentou.

Sobre o calendário de votações no Senado em meio ao período eleitoral, Sarney ressaltou a importância das eleições municipais para a democracia do país, mas lembrou que as lideranças firmaram acordo para realização de um “esforço concentrado” para votar projetos importantes, como as medidas provisórias do Código Florestal e as que criam o Programa Brasil Maior.
Segundo ele, a ideia é concentrar as votações durante duas semanas por mês, deixando os senadores liberados nos outros dias para participar da campanha eleitoral. Neste mês, as votações estão previstas para os dias 6, 7 e 8 e na última semana de agosto.
“A intenção é realmente não fazer sessões deliberativas para que os senadores possam participar das campanhas municipais. Sabemos perfeitamente que as eleições municipais são a base de toda a eleição”, argumentou Sarney.
Edição: Carolina Pimentel
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OLÍMPIADAS DE LONDRES: Uma desfeita ao Brasil


02.08.2012
Do blog ESQUERDOPATA, 01.08.12

A senhora Marina Silva é um caso típico de como as virtudes enganam. Ela surgiu na vida pública brasileira como a pobre menina da floresta, que se torna ativa militante da causa ambiental, entra para a política ainda muito jovem, dentro do PT; é eleita senadora pelo Acre; torna-se Ministra, e chega a candidatar-se, sem êxito, à Presidência da República. Trata-se de uma biografia virtuosa. Marina é militante de uma causa vista como nobre, a da defesa da natureza. Mas não se pode dizer, com o mesmo reconhecimento, de que se trata de uma boa brasileira. Marina é hoje, e é preciso dizer, uma patriota do mundo. Nenhum brasileiro, vivo ou morto, foi tão homenageado pelos mais poderosos governos estrangeiros e organizações não governamentais do que esta senhora, ainda relativamente jovem.

Ela, ao militar pela natureza universal, não tem servido realmente ao Brasil e à sua soberania. O Brasil, com o apoio, direto ou indireto, da senhora Silva, tem sido acusado de destruir a natureza. Quando seu companheiro de idéias, Chico Mendes, foi assassinado em Xapuri, o New York Times chegou a dizer que o mundo iria respirar pior, a partir de então. A tese do jornal, já desmentida pela ciência não engajada, era a de que a Amazônia é o pulmão do mundo. Assim, a cada árvore abatida, menos oxigênio estaria disponível para os seres vivos.

Marina Silva transita à vontade pelos salões da aristocracia européia e norte-americana. É homenageada, com freqüência, pelas grandes ongs, como a WWF, que contava, até há pouco, com o caçador de ursos e de elefantes, o Rei Juan Carlos, da Espanha, como uma de suas principais personalidades. Na melhor das hipóteses, a senhora Marina Silva é ingênua, inocente útil, o que é comum nas manobras políticas internacionais. Na outra hipótese, ela sabe que está sendo usada para enfraquecer a posição da nação quanto à defesa de sua prerrogativa de exercer plenamente a soberania sobre o nosso território.

Ainda agora, a ex-candidata a Presidente acaba de ser homenageada pelos organizadores londrinos dos Jogos Olímpicos, como convidada de destaque, ao lado de outras personalidades mundiais, a maioria delas diretamente ligadas às atividades esportivas, o que não é o seu caso. Para quem conhece os códigos da linguagem diplomática, tratou-se de uma desfeita ao Brasil, como país soberano, e, de forma bem clara, à Presidente Dilma Roussef. Dilma, com elegância, declarou-se feliz pela homenagem à sua adversária nas eleições presidenciais de 2010, e que permanece militando na oposição ao atual governo. A Chefe de Estado, que ali representava a nação inteira, e não ongs interessadas em retardar o desenvolvimento autônomo do Brasil, não assinou recibo pela aleivosia de uma Inglaterra decadente, contra um Brasil que cresce no respeito do mundo.
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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2012/08/uma-desfeita-ao-brasil.html

PARTIDO DA MIDIA GOLPISTA( PIG) USA A MESMA TÁTICA DA DIREITA REACIONÁRIA QUE DERRUBOU GETÚLIO VARGAS: 23 DE AGOSTO DE 1954

02.08.2012
Do blog CONVERSA AFIADA, 01.08.12
Por Paulo Henrique Amorim

 É porque o Brasil mudou. O PiG (**) é o mesmo.



A elite e a barriga que alugou – o PSDB de São Paulo – tentam reconstituir na véspera do julgamento do mensalão (o que está por provar-se) a noite que precedeu o suicídio de Vargas.

O Catão de Higienópolis, aquele que aparece no mensalão tucano – o mesmo que teria presenteado Gilmar Dantas (*) – o melhor que a Elite conseguiu produzir vai à internet –http://www.cartacapital.com.br/politica/fernando-henrique-opiniao-publica-deve-influenciar-o-stf – defender a pressão do Zé Mané da esquina, da turba para condenar o José Dirceu.

Fernando Henrique revesita o Tribunal de Exceção que seus patrocinadores montaram na República do Galeão.

E aparece como uma vestal.

O Presidente da maior roubalheira numa Privataria latino-americana, tenta transformar Dirceu no Gregório Fortunato.

E Lula em Vargas.

Só que o Sociólogo da Dependência não tem 1/100 do talento do maior de todos os Golpistas, Carlos Lacerda.

Nem os mervais são o Chateaubriand.

Qual pressão a que ele  prefere ?

A mervalica pressão ?

A que acha que o Peluso vai condenar o Dirceu ?

Quantos mervais votos ela tem ?

É porque o Brasil mudou.

O PiG  (**) é o mesmo.

Mas o Zé Mané da esquina, a turba ficou mais sabida.

Tanto que mantem a elite fora do poder há doze anos.

E se depender da retórica moralista do Farol de Alexandria, mais doze anos ficará.

O que “vai dar m…”, como disse aquele notável tucano da Privataria, o Mr Big, o que “ vai dar m…” vai ser o mensalão tucano, vai ser a Lista de Furnas.


A UDN está à morte.

A elite paulista – que é por definição separatista – terá que alugar outra barriga.

Essa perdeu a validade.

Paulo Henrique Amorim

(*) Clique aqui para ver como eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.


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JUDICIÁRIO COMEÇA A DAR UM BASTA NO JORNALISMO CRIMINOSO DA REVISTA VEJA: Veja é condenada por denúncia falsa

02.08.2012
Do blog ESQUERDOPATA, 01.08.12



Revista Veja perde ação judicial e terá que pagar R$ 200 mil para petista 
Priscila Fonseca, Comunique-se

A 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do estado do Sergipe condenou, por unanimidade, a revista Veja. A sentença é por conta de uma reportagem veiculada na semanal em maio de 2006, que acusava o governador Marcelo Déda (PT), de ter usado dinheiro público para promover sua campanha eleitoral. O resultado do julgamento saiu nesta quarta-feira, 1°, e a publicação terá que pagar R$ 200 mil para o petista.

Com o título ‘Micareta picareta’, a reportagem de 2006 gerou repercussão e consequências para o governador, que na época era prefeito de Aracajú. A reportagem fazia uma falsa denúncia contra Déda, na qual o acusava de usar dinheiro público para realizar duas micaretas (carnavais fora de época) com o propósito de se promover. A primeira festa teria sido o Pré-Caju e a outra a Veja chamou PTCaju.

O Tribunal havia definido uma indenização de R$ 80 mil em 1ª instância, entretanto, ambas as partes não concordaram com a decisão. Devido à insatisfação, encaminharam recursos à instância superior. A Veja foi julgada parcialmente e teve redução de 20% do valor da causa para 15%. Já a petição de Marcelo Déda obteve provimento para ampliar, de R$ 80 mil foi para R$ 200 mil.

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Bolinha de papel 2 fracassa: Globo tem que dar mesmo tempo para Serra e Haddad no SPTV

02.08.2012
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDETE LULA, 01.08.12

Deu na Carta Capital:
A tevê Globo fechou um acordo com os candidatos à Prefeitura de São Paulo sobre como será a cobertura das eleições municipais neste ano. A emissora voltou atrás na proposta anterior, na qual somente os dois primeiros nas pesquisas apareceriam diariamente na televisão. Com o novo acordo, seis candidatos devem aparecer diariamente no jornal noturno regional da emissora, o SPTV segunda edição, e no Bom Dia SP.
A reunião que selou o acordo ocorreu nesta terça-feira 31 com representantes dos oito candidatos que possuem representantes no Congresso Nacional. Os dois candidatos que estiverem na sétima e oitava colocações na pesquisa devem aparecer uma vez por semana com imagens e, nos dias restantes, sem.
(...)

Serra e Globo sofrem segunda derrota, ao não conseguir melar debate

A Globo também cedeu na organização do seu debate, que deve ocorrer na semana anterior à eleição. Inicialmente, a emissora disse que só aceitaria cinco candidatos, mas cedeu e agora deve fazer com seis deles.
A negociação é necessária porque a televisão é uma concessão pública e é proibida de dar tratamento privilegiado a candidatos segundo a lei eleitoral.
Comento:

Os marqueteiros de José Serra (PSDB) querem "congelar" a eleição do jeito que está, com Serra e Russomano (PRB) na frente nas pesquisas. Por isso querem esfriar a campanha, para o eleitor não pensar, não refletir, não discutir, não debater, não conhecer em profundidade os candidatos, as propostas, o que representam e as diferenças entre as candidaturas.


Desejam expurgar Fernando Haddad (PT) da TV o máximo possível.

Não desejam discutir a cidade, pois a gestão Serra-Kassab está mal avaliada. Não desejam polêmicas porque Serra só tem a perder, tanto na quebra da promessa de 2004 para não renunciar, como nos escândalos de corrupção envolvendo a Privataria Tucana, o caso Paulo Preto, a doação milionária de José Celso Gontijo, a nomeação de Hussain Aref Saab, acusado de cobrar propinas para licenciar obras, e tantas outras.

Leia também: - Operação Bolinha de papel 2: Globo quer expurgar Haddad do noticiário

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CERRA SOFRE 1ª DERROTA APÓS TENTAR CENSURA Procuradoria recomenda arquivar pedido do PSDB sobre patrocínio a blogs.

02.08.2012
Do blog CONVERSA AFIADA, 01.08.12
Por Paulo Henrique Amorim

Conversa Afiada reproduz texto do Blog da Maria Frô, com informações da Folha (*):

PRIMEIRA DERROTA DOS QUE TENTAM CENSURAR A BLOGOSFERA


Procuradoria recomenda arquivar pedido do PSDB sobre patrocínio a blogs


Por: ERICH DECAT DE BRASÍLIA, Folha (*)

Em parecer apresentado nesta terça-feira (31), a Procuradoria Geral Eleitoral pede o arquivamento da representação apresentada pelo PSDB na qual o partido levanta a suspeita sobre o financiamento com dinheiro público de sites e blogs políticos.

Segundo a representação tucana, a Caixa Econômica Federal, a Petrobras e o Ministério da Saúde estariam entre os patrocinadores de páginas na internet caracterizadas “por elogios excessivos ao PT e ao governo federal e por ataques à oposição”.

O pedido para que a Procuradoria Eleitoral avaliasse suposta ilegalidade foi apresentado pela cúpula tucana na última segunda-feira (23). O parecer de hoje é de autoria do procurador regional da República Adjunto, José Jairo Gomes.

“A representação também não se fez acompanhar de começo de prova hábil a ensejar qualquer investigação de que houve desvio de recursos públicos em prol de blogueiros ou titulares de páginas na internet para que estes atuassem em prol ou contra candidaturas”, diz Gomes em trecho do parecer.

Segundo Gomes, o PSDB fundamentou o pedido de investigação apenas em notícias vinculadas em jornais e revistas que não chegaram nem a ser anexadas junto ao requerimento encaminhado à PGE.

“Sequer se fez acompanhar de cópia das citadas notícias ou mesmo de informações completas de suas fontes”, diz o procurador.

Clique aqui para ler “Venício: falsos paladinos da liberdade de expressão”. 



(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

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Fazer do mensalão processo político é grande erro judiciário

02.08.2012
Do BLOG DO SARAIVA, 01.08.12


Marcelo Semer, Blog do Marcelo Semer
“A grande imprensa está se deliciando com o espetáculo. A política partidária promete converter espectadores em membros de torcida organizada.

Até o ex-presidente Fernando Henrique deu o seu pitaco jurídico e disse que o STF deve ouvir a “opinião pública”, enquanto a corregedora Eliana Calmon, para não perder o hábito, advertiu os ministros que eles também seriam ‘julgados’ por sua decisão.

Tudo está pronto na Corte, dizem os jornais. Mas há um grande perigo nessa empolgação: transformar o processo criminal em julgamento político é um enorme erro judiciário.

O julgamento político tem seus próprios campos: das comissões de inquérito às de ética, das demissões de ministros às cassações de mandatos.

No julgamento criminal, no entanto, não há espaço algum para se decidir “do jeito que a opinião pública espera”. Seja lá qual for a opinião que se diz pública.

Qualquer juiz que se atreva a julgar um réu, preocupado com o que outros podem estar pensando dele, abre mão do seu dever constitucional.

Todos os juízes se deparam, mais hora, menos hora, com um processo de réus conhecidos ou de crimes famosos. São processos trabalhosos, em geral difíceis e cansativos. Às vezes, até ingratos.”

Artigo Completo, ::AQUI::

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TRIBUNAL DE EXCEÇAÕ MIDIÁTICO QUER CONDENAR SEM PROVAS E USURPA O PAPEL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL:JN dá 19 minutos à acusação do mensalão e 8 segundos à defesa

02.08.2012
Do BLOG DA CIDADANIA, 01.08.12
Por Eduardo Guimarães
O colunista da Folha de São Paulo Janio de Freitas usou em artigo de sua lavra publicado na Folha de São Paulo na terça-feira (31.07) uma alegoria da qual este blog tem se valido à exaustão. Os leitores desta página identificarão a semelhança de trecho daquele artigo – trecho que reproduzo abaixo – com o que aqui tem sido dito.
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O julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal é desnecessário. Entre a insinuação mal disfarçada e a condenação explícita, a massa de reportagens e comentários lançados agora, sobre o mensalão, contém uma evidência condenatória que equivale à dispensa dos magistrados e das leis a que devem servir os seus saberes (…)”
Jânio de Freitas, O julgamento na imprensa, Folha de São Paulo, 31.07.12
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Os pistoleiros pagos a peso de ouro pela mídia oligopolista para assassinarem reputações de desafetos políticos dos patrões nem poderão dizer que esse jornalista é “mensaleiro”, pois é membro do conselho editorial do jornal Folha de S. Paulo.
Frase de Freitas sobre a imprensa, imortalizada na Wikipedia, resume a razão pela qual essa imprensa está promovendo legítimo linchamento de todos os réus do mensalão indistintamente, de forma que, como bem disse o jornalista, subentende-se que o julgamento será mera formalidade para uma condenação já decidida.
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Os meios de comunicação brasileiros nunca deixaram de ser parte ativa nos esforços de conduzir o eleitorado. Sua origem e sua tradição são de ligações políticas, como agentes de facções ou partidos
Janio de Freitas
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A comprovar a opinião do eminente jornalista de que a imprensa corporativa e oligopolista atua como agente de facções e partidos está o massacre que o principal telejornal da Globo, o Jornal Nacional, está promovendo contra os réus do mensalão desde segunda-feira, quando anunciou e principiou a ocupar imenso espaço com o julgamento que começa nesta quinta-feira.
Nos primeiros dois dias desta semana, o Jornal Nacional vem entrando no ar com extensas matérias sobre o mensalão. Na segunda-feira, rememorou o caso ao longo de 11 minutos e 30 segundos; na terça, a matéria ocupou 7 minutos e 41 segundos. Desses quase vinte minutos de acusações, o telejornal contrapôs inacreditáveis 8 segundos – e só na terça-feira – à defesa de um dos réus, José Dirceu, exibindo frase de seu advogado.
À primeira vista, fica difícil afastar a sensação de que essa meia dúzia de grandes órgãos de imprensa conseguirá que o Supremo Tribunal Federal se submeta aos seus ditames e condene, sem mais delongas, todos os 38 réus por todas as acusações que lhes foram assacadas. Todavia, já surgem indícios de que a Justiça pode não compactuar com a farsa.
O indício de que assim será vem do ministro do STF José Antonio Dias Toffoli, que vem sendo questionado pela mídia por ter servido ao governo Lula e advogado para petistas assim como o ministro Gilmar Mendes serviu ao governo Fernando Henrique Cardoso e advogou para tucanos.
O caso de Gilmar é mais sério, pois, há pouco, envolveu-se em polêmica com o ex-presidente Lula ao denunciar tardiamente, após longo período da ocorrência do fato, que se encontrou com ele e que, naquele encontro, teria sofrido pressão para absolver réus do mensalão. Além disso, a atuação de Gilmar ao longo do governo Lula foi marcada por reiteradas acusações a ele.
O indício de que o STF poderá dar nos autos a resposta à pressão injusta, ilegal e antidemocrática que vem sofrendo da mídia para condenar os réus como ela quer se encontra na decisão de Toffoli de participar do julgamento do mensalão à revelia do que pregam esses órgãos de imprensa.
Aliás, vale relatar que a Folha de São Paulo questionou Toffoli e este nem lhe deu resposta. Ainda assim, é pouco. Esse é só um indício, pois outros juízes podem ceder.
O cerceamento do direito de defesa dos réus do mensalão é flagrante. A mídia tenta criar um clima de fato consumado como o que estabeleceu em outros julgamentos que não passaram de mera formalidade, mas que, ao menos, tinham contra os réus daqueles processos não politizados, como por exemplo o casal Nardoni, provas inquestionáveis, o que inexiste contra parte dos acusados pelo mensalão.
Um blogueiro da Globo chegou a escrever que o STF “apressou” o julgamento do mensalão porque o ex-presidente Lula teria criado a CPI do Cachoeira. E asseverou que não se apressa um julgamento para absolver réus. Ou seja, acusou a Corte de ter agido por motivações políticas quando seu dever é o de atuar de maneira estritamente técnica.
Como se não bastasse, a Globo e seus satélites na grande imprensa vêm tratando o ex-presidente Lula em suas reportagens como se fosse um dos indiciados. O Jornal Nacional chegou a fazer uma montagem gráfica em que uma ficha do ex-presidente sai de um arquivo de onde estavam saindo fichas dos réus de fato no inquérito do mensalão.
A mera hipótese de a Suprema Corte de Justiça do país ser encurralada para decidir como querem grupos empresariais de comunicação constitui grave ameaça à democracia. Como aceitar que empresários, por mais poderosos que sejam, possam obrigar um dos três Poderes a tirar a liberdade e a destruir a honra de cidadãos que, até prova em contrário, são inocentes?
De onde virá a resistência a esse ataque inaceitável à democracia? Quem se levantará em defesa do Estado Democrático de Direito?
Sem imprensa para dar a acusados e acusadores as mesmas oportunidades, só restam as ruas aos setores da sociedade que não aceitam que seja levado a cabo o linchamento de todos os réus do mensalão, até porque quem conhece o caso sabe que, entre os 38 acusados, há prováveis culpados, sim, mas também há prováveis inocentes.
Em 2007, nasceu neste blog a ONG Movimento dos Sem Mídia. Esse Movimento foi criado justamente por conta da pressão da mídia contra o STF evidenciada por espionagem do jornal Folha de S. Paulo contra o ministro Ricardo Lewandowsky, que o jornal relatou que disse ao telefone que a Corte que integra aceitou o inquérito do mensalão sob pressão da mídia.
Infelizmente, por ter inscrito em seu Estatuto que não se financiaria com dinheiro público, a ONG não adquiriu musculatura para enfrentar um momento como este. Não temos condição de levar às ruas mais do que algumas centenas de cidadãos.
Todavia, essas pessoas que tantas vezes já acorreram ao chamado deste blog certamente estarão dispostas a integrar esforços que envolvam outros movimentos sociais como, por exemplo, a CUT, que já declarou que irá às ruas contra a manipulação do julgamento do mensalão.
Na opinião deste blog – e de todos os mais de 500 filiados ao Movimento dos Sem Mídia –, não há mais o que esperar. A manipulação já está ocorrendo. A imprensa oligopolista que age a serviço de facções, como diz Janio de Freitas, está promovendo um linchamento, retirando dos acusados pelo mensalão, indistintamente, o direito de defesa.
Custará muito caro ao país e a todos os que anseiam pela continuidade de seu soerguimento do buraco em que foi atirado pela direita demo-tucano-midiática a inação diante dessa barbaridade que está entrando todos os dias em nossas casas através de concessões públicas de televisão aberta.
Mesmo que os agentes de facções políticas citados por Janio de Freitas não atinjam seus objetivos eleitorais, assim como foi em 2006 e em 2010, condenar cidadãos brasileiros só porque meia dúzia de donos de jornais, revistas e televisões querem fará este país retroagir séculos, institucionalmente.
Para concluir, este blog exorta a todos os que entendem a gravidade do momento que vive o país a não se acomodarem e a se engajarem na resistência à mídia. A injustiça que se pretende fazer a alguns é ameaça que está sendo feita a todos, inclusive àqueles que querem conseguir na Justiça o que não conseguiram nas urnas.
Às ruas, brasileiros!
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FHC PRESSIONA STF A JULGAR DE ACORDO COM A "OPINIÃO PÚBLICA"...DA VEJA, DA GLOBO?

02.08.2012
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 31.07.12

No Youtube, FHC pede decisões baseadas nos autos, mas sugere que STF ouça ‘opinião pública’. Segundo ele, Brasil está diante de um julgamento histórico. Vídeo suscita algumas questões: (1) Quem define o que é opinião pública? (2) Quando o povo decide linchar? Assista e comente

fhc mensalão youtube
FHC conclama ministros do STF a considerarem 'opinião pública' no julgamento do mensalão. Foto: Reprodução
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso postou, no YouTube, um vídeo temerário. A seu modo, também colocou pressão sobre os ministros do Supremo Tribunal Federal, ao pedir que julguem a Ação Penal 470, do chamado mensalão, com base nos autos, mas que também ouçam a “opinião pública”. Segundo ele, o Brasil está diante de um “julgamento que pode marcar a história”.
FHC adota um discurso aparentemente moderado, ao pedir decisões ancoradas na lei. “O que for correto, absolve; o que for crime, castiga”, diz ele. Mas ele também afirma que, embore julgue pela lei, o juiz também deve saber que ela tem relação com a vida, ou com aquilo que ele imagina ser a “opinião pública”.
O vídeo, portanto, suscita algumas questões. Quem define o que é a opinião pública? É a opinião, por exemplo, da revista Veja ou de Carta Capital? Do jornal O Globo ou da revista Retrato do Brasil, cujo editor, Raimundo Rodrigues Pereira, lança hoje livro em que disseca o caso do mensalão?
Além disso, como devem se portar juízes nos casos em que o povo, incitado por terceiros, decide linchar os réus? Deve prevalecer a lei ou o “direito achado na rua”, conceito que até ontem era condenado pelos que hoje pedem um julgamento de acordo com a opinião pública?

Leia mais

Assista, abaixo, ao vídeo de FHC e comente:
Brasil 247

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