sexta-feira, 27 de julho de 2012

Robert Pattinson está ''humilhado'' após traição de Kristen Stewart

27.07.2012
Do portal TERRA, 26.07.12

O casal Kristen Stewart e Robert Pattinson passa por crise no relacionamento após a traição da atriz com o diretor de A Branca de Neve. Foto: Getty Images
O casal Kristen Stewart e Robert Pattinson passa por crise no relacionamento após a traição da atriz com o diretor de A Branca de Neve Foto: Getty Images

O galã Robert Pattinson ficou surpreso quando descobriu que sua parceira de quatro anos, Kristen Stewart, foi flagrada beijando o diretor Rupert Sanders - com quem ela trabalhou em Branca de Neve e o Caçador - e pessoas próximas afirmam que ele está lutando para lidar com a notícia.

Uma fonte - que viu Rob e Kristen discutindo nos bastidores do Teen Choice Awards, em Los Angeles, neste último domingo (22) - disse: "Rob e Kristen estavam tendo uma conversa longa e intensa nos bastidores, e ele parecia infeliz, desolado e humilhado. Ela estava implorando..."


Outra fonte acrescentou ao jornal New York Post: "Rob é profundamente apaixonado por Kristen e é muito ciumento quando outros homens chegam perto. Isto veio como uma punhalada".

Depois que as fotos de Kristen e Rupert surgiram, a atriz de 22 anos emitiu uma declaração dizendo o quanto ela estava triste.

"Estou profundamente triste pela dor e constrangimento que causei às pessoas próximas a mim e todos afetados. Esta indiscrição momentânea comprometeu a coisa mais importante na minha vida, a pessoa que eu amo e respeito muito, Rob. Eu o amo, eu sinto muito", disse a atriz, que começou a namorar Robert no set do primeiro filme da série Crepúsculo.

Rupert também fez seu discurso: "eu estou totalmente abalado com a dor que eu causei à minha família. Minha linda esposa e meus filhos são tudo que tenho nesse mundo, eu os amo com todo meu coração. Eu estou orando, podemos passar isto juntos".
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CHÁVEZ APRESENTA O ROSTO MESTIÇO DO LIBERTADOR SIMÓN BOLÍVAR

27.07.2012
Do portal FAZENDO MEDIA, 25.07.12
Por Jadson Oliveira, 25.07.2012


Bolívar: imagem digitalizada a partir da reconstrução facial do seu crânio (Foto: Prensa Web RNV)
De Caracas (Venezuela) - O presidente Hugo Chávez apresentou aos venezuelanos ontem, terça-feira, dia 24, o rosto do Libertador Simón Bolívar – a imagem digitalizada a partir da reconstrução facial do seu crânio, um trabalho feito por especialistas desde a exumação de seus restos mortais em 2010. A investigação científica inclui estudos feitos inclusive na Inglaterra para se determinar a causa da morte, aos 47 anos (1783-1830). Sobre isso, porém, não se chegou a uma conclusão. Há conclusões parciais, como o anúncio de que a morte não foi causada por tuberculose, por exemplo, a causa mais difundida na literatura histórica. Perduram suspeitas de que o Pai da Pátria, como é considerado oficialmente na Venezuela, tenha sido vítima de envenenamento.
Em solenidade de cerca de duas horas, no Palácio Miraflores – com transmissão ao vivo em cadeia nacional de rádio e TV e telões e concentrações nas praças Simón Bolívar e O Venezuelano, no centro histórico da capital, nas proximidades da casa onde viveu Bolívar – foi exibido o rosto, agora tornado oficial, do Libertador: é parecido com as imagens mais conhecidas de seus retratos, mas com traços mestiços bem acentuados.
Chávez no telão da Praça Simón Bolívar apresentando a nova foto do Libertador (Demais fotos: Jadson Oliveira)
Chávez não perdeu a oportunidade de criticar a burguesia e as oligarquias do país, que, conforme frisou, se esmeram em distorcer a história e até os traços físicos dos próceres nacionais, para emprestar-lhes aparência de brancos, dentro do figurino idealizado dos europeus colonizadores.
Ontem foi feriado na Venezuela: o 229º. aniversário de nascimento de Bolívar, oficialmente nascido em Caracas. Há a versão de que ele tenha nascido num povoado nas proximidades da capital. Chávez aproveitou para falar de inúmeros detalhes sobre a vida pessoal, política e militar do homem que liderou na América do Sul, no início do século 19, a guerra pela independência contra o império espanhol: libertou a Colômbia, Equador, Peru e Venezuela, fundou a Bolívia e criou a chamada Grande Colômbia (incluía o Panamá), depois retalhada nos diversos países por conta dos interesses das oligarquias locais. Em 1813 recebeu o título de Libertador.
Muita emoção podia-se notar nos olhos marejados de lágrimas das centenas de pessoas que se aglomeraram num dos cantos da Praça Bolívar, em frente ao Teatro Principal, em cuja fachada foram estendidos dois enormes cartazes com o rosto mestiço do Pai da Pátria. Junto foi instalado o telão, por onde as pessoas acompanharam toda a solenidade e aplaudiram seu presidente, o qual, ao discursar, leu trechos de cartas de Bolívar, recitou poemas e até apareceu cantando e “sambando” com músicos que se apresentaram perto do Miraflores.
Monumento a Bolívar com as coroas de flores

A praça Bolívar, que no dia-a-dia já é um reduto dos chavistas, nesta terça vivia um de seus dias especiais. Muitos venezuelanos se espalhavam por todo o local, em torno do grande monumento no centro, onde coroas de flores testemunhavam as homenagens militares. A chamada “esquina caliente”, ponto de encontro de todos os dias dos chavistas, chamados também bolivarianos, estava lá, como sempre (apresentei com detalhes a “esquina” em postagem recente deste blog).
E por volta das 2 horas da tarde (umas 15:30 horas aí pelo Brasil), depois de encerrada a solenidade oficial e a cadeia de rádio e TV, grupos musicais comandaram a festa: os caraquenhos, em tais oportunidades, tanto fazem política como cantam e dançam (ou “bailam”, como eles dizem).
Quem parece não ter gostado dos eventos de 24 de julho, data do nascimento de Bolívar, foi Henrique Capriles, governador licenciado do estado de Miranda, que disputa com Chávez as eleições presidenciais de 7 de outubro. De acordo com matéria da estatal Agência Venezuelana de Notícias (AVN), o candidato da oposição teria se referido às comemorações com o seguinte comentário: “O governo celebra tantos disparates. Não percamos tempo com circos”.
(*) Jadson Oliveira é jornalista baiano e vive viajando pelo Brasil, América Latina e Caribe. Atualmente está em Caracas (Venezuela). Mantém o blog Evidentemente (blogdejadson.blogspot.com).

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SE CAIXA 2 É MENSALÃO, A REVISTA VEJA ESTÁ ENVOLVIDA NO MENSALÃO DOS TUCANOS:Até Abril, de Civita, entrou no valerioduto mineiro

27.07.2012
Do portal BRASIL247,26.07.12

Até Abril, de Civita, entrou no valerioduto mineiro
Foto: Edição/247

REPORTAGEM DE CARTA CAPITAL MOSTRA DESTINAÇÕES À MÍDIA DE DINHEIRO DO CAIXA DOIS DA CAMPANHA DE REELEIÇÃO DE  EDUARDO AZEREDO, EM 1998; ABRIL, DE ROBERTO CIVITA, TERIA RECEBIDO DUAS DE R$ 49,5 MIL CADA; JORNAIS MINEIROS E DE BRASÍLIA NA LISTA

247 – O "Relatório de movimentação financeira da campanha à reeleição do governador Eduardo Brandão de Azeredo", publicado na edição da revista Carta Capital que circula a partir desta sexta-feira 27 e entregue na véspera à delegada Josélia Braga da Cruz, na Superintência da Polícia Federal em Belo Horizonte, cita empresas e órgãos de mídia. O documento vem acompanhado de uma declaração do publicitário Marcos Valério, que se coloca, no papel registrado em cartório, como principal coordenador financeiro do caixa dois da campanha, desenvolvida em 1998.
Na lista do valerioduto a Editora Abril, de Roberto Civita, aparece como destinatária de R$ 49,3 mil. Noutra linha, o Grupo Abril surge como beneficiário de outros R$ 49,5 mil. Prossegue a reportagem de Carta Capital: "Há ainda um registro de 300 mil reais para a Bloch Editores, assim como um de R$ 5 mil para o Correio Braziliense. O principal jornal de Brasília não é o único beneficiário do Grupo Diários Associados. O jornal o Estado de Minas recebeu 7 mil reais, assim como o jornal  mineiro O Tempo (76 mil reais)."
Leia, abaixo, a lista que inclui os órgãos de mídia:

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/72037/At%C3%A9-Abril-de-Civita-entrou-no-valerioduto-mineiro-At%C3%A9-Abril-Civita-entrou-valerioduto-mineiro.htm

Olimpíadas 2012 :As lições de Londres

27.07.2012
Do portal da Revista CARTACAPITAL, 26.07.12
Por Dionara Melo, em Londres


Na Oxford Street, no coração de Londres, operários trajando reluzentes uniformes cor de laranja retocavam o asfalto a poucos dias da abertura da Olimpíada. O trânsito em meia pista provocava uma fila dos tradicionais ônibus vermelhos de dois andares. Um turista desavisado poderia ficar com a impressão de que a cidade ainda era um canteiro de obras. Mas a realidade da capital da Inglaterra é completamente diferente.
Mascote das Olimpíadas é fotografado a poucos dias dos Jogos em Londres. Foto: Leon Neal/AFP
Em um país em que a pontualidade é questão de honra, onde existe hora marcada até para beber chá e os metrôs saem pontualmente em horários quebrados – às 9h02 -, a preparação para sediar os Jogos não poderia fugir à regra. 
Londres está pronta para receber a 30ª Olimpíada da era moderna e mais de 5 milhões de visitantes. Está pronta há bastante tempo. As principais obras foram entregues um ano atrás. Ao fazer o dever de casa ao estilo britânico, cumprindo à risca os prazos do calendário de obras do Caderno de Encargos entregue ao Comitê Olímpico Internacional (COI) em 2005, a capital inglesa se encaminha para fazer os melhores Jogos Olímpicos de todos os tempos.
O sucesso pré-evento fez Londres inspiração para o Rio, a próxima sede. Mais de 100 funcionários do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 estão na cidade. São quatro frentes de trabalho para acompanhar toda a operação do evento. Um grupo passará por treinamentos oferecidos pelo COI. Outro participará apenas como expectador, como se fosse um torcedor que comprou ingresso. O terceiro verá na prática como profissionais do comitê londrino desempenham as mesmas funções que eles desempenham no Brasil. O quarto grupo irá colocar a mão na massa trabalhando de fato nos Jogos, os chamados “secondees”, profissionais brasileiros que foram submetidos a seleções no Brasil e na Inglaterra.
“Nunca duas cidades trabalharam tão próximas para a realização da Olimpíada”, comemorou o presidente do Comitê Organizador da Olimpíada de Londres, Sebastian Coe, ao falar da troca de informações entre as duas cidades.
Londres tem mesmo muito a ensinar. Os cinco complexos permanentes ficaram prontos há mais de um ano. O Parque Aquático, o último a ser inaugurado, foi entregue no dia 27 de julho de 2011, data da festa para começar a contagem regressiva de um ano para os Jogos. Os outros quatro – o Estádio Olímpico, o velódromo, a arena que receberá os jogos de handebol e o centro de imprensa – já haviam sido finalizados. O complexo se estende por uma área de 2,5 mil quilômetros quadrados (equivalente a 350 campos de futebol). Os 42 eventos testes nos 28 locais de competições foram um sucesso. No fim de março, o COI fez sua 10ª e última visita de inspeção e considerou a cidade pronta. “Londres está preparada para receber o mundo”, declarou Denis Oswald, presidente da comissão de inspeção do COI.
Os britânicos também concluíram a tempo as obras de infraestrutura. As principais foram no bairro de Stratford, no leste, onde está o Parque Olímpico. Era uma antiga área industrial degradada que passou por uma transformação com a construção de pontes, linhas de energia e ruas. Os maiores investimentos foram para construir a estação de trens e de metrô de Stratford, que concentrará a segunda maior quantidade de conexões de transporte em toda a capital britânica. Na região, graças aos Jogos, foi erguido o shopping center Westfield, operação que abriu 10 mil novos empregos. Após a competição, os apartamentos da Vila Olímpica serão transformados em moradias e as ruas serão reconfiguradas para atender a população. O governo bate na tecla de deixar um legado para a cidade, o mesmo desejo do Rio.
“A região passou por 30 anos de recuperação em apenas cinco anos”, orgulha-se Dennis Hone, diretor-executivo da Olympic Delivery Authority (ODA).
Mas a capital britânica não vive só de afagos. Como no Brasil, o estouro no orçamento também gera questionamentos. Em março, a comissão de contas públicas do Reino Unido divulgou um relatório chamando a atenção para a possibilidade da fatura dos Jogos bater nos 11 bilhões de libras (35,2 bilhões de reais), acima dos 9,3 bilhões de libras (29,7 bilhões de reais) anunciados. Parte da diferença é por conta dos gastos que o governo terá para modificar o Parque Olímpico após o evento, até então não-contabilizados.
O que mais pesou na conta, no entanto, foi o custo com segurança, a principal neurose dos organizadores, que classificaram o evento como “de alto de risco de ataque terrorista”. O investimento para tentar evitar tragédias passou de 282 milhões de libras (902 milhões de reais) para 553 milhões de libras (1,7 bilhão de reais) – o número de profissionais nessa área saltou de 10 mil para 23 mil.
Justamente para alcançar a meta estipulada que duas semanas atrás o governo convocou 3,5 mil soldados, medida muito criticada. O Ministério da Defesa justificou a ação pelo temor de que a empresa privada de segurança G4S não conseguisse cumprir o contrato com os organizadores dos Jogos de treinar 10 mil homens.
O temor ao terrorismo justifica-se pelos atentados contra três estações de metrô e um ônibus na capital britânica um dia após o anúncio do COI de Londres como sede dos Jogos, em julho de 2005. Ao menos 52 pessoas morreram e mais de 700 ficaram feridas. Soma-se a isso a atuação no passado do IRA (Exército Republicano Irlandês).
Jon Coaffee, professor da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, diz que a preocupação com terrorismo é justificável. Um dos autores do livro “Securing and Sustaining the Olympic City”, que estudou a segurança em sedes olímpicas, Coaffee lembra que os Jogos fornecem oxigênio e dão publicidade ao terrorismo, dois pontos que justificam tais ações.
“A principal ameaça para Londres vem de grupos terroristas internacionais. No Rio, as ameaças são crimes como roubo, mas dado ao alto nível dos Jogos os organizadores terão de planejar prevenção também a ataques terroristas. O Rio se comprometeu em utilizar o CPTED (Prevenção ao Crime através do Desenho Ambiental), técnica para criar espaços urbanos mais seguros. Este é um esquema pioneiro no Reino Unido e que está sendo utilizado amplamente nos Jogos de 2012”.
Outro problema de Londres foi a falta de mobilização com o evento. Até as vésperas da abertura a cidade ainda parecia alheia aos Jogos. A não ser pelo relógio da contagem regressiva inaugurado com festa na Trafalgar Square (um dos principais pontos turísticos) pode-se dizer que o clima olímpico não contagiou os londrinos. Um dos motivos de antipatia local é a criação de 50 quilômetros de vias exclusivas para o uso da “família olímpica” (VIPs, atletas, patrocinadores e a mídia) durante o evento. Os moradores temem o caos. O Governo sabe disso e está pedindo para a população andar a pé ou de bicicleta durante as competições. A empresa responsável pelo transporte público na capital britânica admite que poderá ocorrer atrasos e superlotação nos 400 quilômetros de linhas do metrô.
Mas como até agora as notícias na Terra da Rainha são mais positivas do que negativas, as autoridades brasileiras sabem que a comparação com Londres será inevitável. E as alfinetadas já começaram. Na primeira semana de junho, em visita ao Rio, a chefe da comissão de coordenação do COI, Nawal El Moutawakel, demonstrou preocupação com os prazos de entrega de instalações olímpicas para 2016. A luz amarela está acesa no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, e no complexo esportivo de Deodoro. Em ambos os casos, as obras ainda não começaram.
“Está ficando claro que o tempo para entregar está bastante apertado e a quantidade de trabalho é bastante considerável”, declarou Nawal, durante a visita de três dias na cidade.
Apesar da pressão, a Prefeitura do Rio diz estar tranquila em relação aos prazos. A presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Silvia Bastos Marques, afirma que as obras de infraestrutura de responsabilidade estão seguindo o cronograma e algumas foram até antecipadas. Ela cita o caso do Sambódromo, ponto de partida e de chegada da maratona e da competição de tiro com arco. A reformulação prevista para 2015 foi entregue em fevereiro, para o Carnaval.
Um dos motivos da preocupação do COI começou a sair do papel somente no início de julho, o Parque Olímpico. O projeto é o da empresa inglesa Aecom, a mesma responsável pelo desenvolvimento do Parque Olímpico de Londres.
“O trabalho está sendo feito com profissionalismo e planejamento. Por isso, confiamos que o Rio de Janeiro cumprirá todos os requerimentos do COI e, assim como Londres, realizará Jogos Olímpicos de grande qualidade técnica. Mas é importante ressaltar que, mais do que organizar o evento em si, o objetivo da Prefeitura é tornar o Rio de Janeiro um lugar melhor para seus moradores, com mudanças estruturais de transporte, infraestrutura urbana, meio ambiente e desenvolvimento social”, declarou Maria Silvia.
Criada em 2011 pelo prefeito Eduardo Paes, a Empresa Olímpica Municipal será responsável por coordenar a execução dos projetos municipais voltados para os Jogos de 2016, semelhante ao modelo criado por Londres. A palavra de ordem é legado. A empresa também estará presente em Londres.
Assim com os representantes do Comitê Rio 2016, a intenção é fazer o jeitinho brasileiro ser contagiado pela disciplina britânica.

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SERVIDORES FEDERAIS: Servidores do Ministério da Saúde fazem paralisação de 24 horas no dia 30 de julho


27.07.2012
Do portal do SINDSPREV/PE,  22.07.12
Por Edmundo Ribeiro, imprensa do Sindsprev/PE


O Sindsprev-PE está chamando todos os servidores do Ministério da Saúde (MS) em Pernambuco a paralisarem suas atividades no dia 30 de julho em protesto contra a intransigência do governo Dilma.

A concentração será no Núcleo Estadual do MS (NEMS), no prédio da SUDENE, a partir das 8 horas da manhã.

A MP 568/12 impôs reajustes insignificantes para a categoria, que tem um dos mais baixos salários entre as várias categorias dos servidores federais.

Na terça passada, 17/07, no NEMS-PE, os servidores da saúde realizaram ato público, onde foi ressaltado o descaso do governo com as reivindicações da categoria e a importância de se reforçar a luta.  

Apesar do aumento da arrecadação, o governo não investe na valorização dos servidores públicos e na melhoria dos serviços públicos essenciais.

(Foto: Marcha dos Servidores Federais a Brasília, no dia 18/07/12) 
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SERRA CENSURA, COMO NA DITADURA: SERRA ESCORREGA DE NOVO. E DESTA VEZ TOMBA SOBRE SEU PASSADO

27.07.2012
Do blog NÁUFRAGO DA UTOPIA, 25.07.12
Por Celso Lungaretti


José Serra perdeu o equilíbrio de novo.

Fez triste figura mais uma vez.

Desonrou novamente os ideais de outrora.

Embora tenha terceirizado o ataque jurídico e verbal contra o blogueConversa Afiada  (do Paulo Henrique Amorim) e o site Luís Nassif OnLine, as responsabilidades política e moral são dele, Serra. Só dele. Pessoais e intransferíveis.

Pois foi em benefício de sua candidatura que o PSDB fez uma representação à Procuradoria Geral Eleitoral, pedindo investigações... com o evidente objetivo de promover intimidações!

E foi para evitar que Serra aparecesse como paladino da imposição da censura na internet, qual um  velho cavalheiro indigno  (1)a clamar pela volta da Dª Solange (2), que o presidente tucano Sérgio Guerra incumbiu-se de tentar justificar o injustificável nos papos com a imprensa.

Assim como era seu vice, Índio da Costa, quem cortejava os eleitores de extrema-direita durante a campanha eleitoral de 2010, poupando o ex-presidente da UNE da  saia justa  de aderir ele próprio à retórica de quem fechou a UNE.

Que moral tem para falar em "atentado à democracia brasileira" o dirigente máximo do partido de Geraldo Alckmin?!

A barbárie no Pinheirinho e a ocupação militar da USP não passam de balões de ensaio golpistas, para aferir a resistência da sociedade brasileira a uma recaída totalitária, a um novo 1964. 

Ou seja, estes episódios sim merecem ser qualificados de atentados à democracia --pois são reais, bem reais, tanto que houve até uma vítima fatal (ver aqui). Não virtuais e supostos.

Pior do que escorregar do skate é vacilar em relação ao próprio passado, perdendo a identidade que o sustentava e esborrachando-se no chão dos oportunistas.
  1. aos patrulheiros do politicamente correto, informo que não se trata de afronta aos idosos, mas sim de alusão irônica ao título de uma peça do Brecht, A velha dama indigna
  2. Solange Teixeira Hernandes, a censora-símbolo da ditadura militar.

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ACABOU A BLINDAGEM. ESSE É O DESESPERO DO CERRA Antes, os tucanos da Província de São Paulo davam três telefonemas e controlavam a opinião pública.

27.07.2012
Do blog CONVERSA AFIADA, 26.07.12
Por Paulo Henrique Amorim


Em 2002,o Padim Pade Cerra se disse perseguido pelo que chamava de “Eixo do Mal”.

Era composto de Mônica Bergamo, na Folha (*); Bob Fernandes,  na Carta Capital; Ricardo Noblat, no Correio Braziliense; e este ansioso blogueiro no UOL e na TV Cultura.

Em 2010, a furia cerrista se dirigiu aos “blogueiros sujos”.

Agora, quando se aproxima a derrota para a Prefeitura de Sao Paulo, são os “nazistas”, com este ansioso blogueiro e o Nassif na linha de frente.

Este ansioso blogueiro sempre disse que, não fosse o PiG (**), os tucanos da Chuíça (***), onde a PM mata epidemicamente, não fosse o PiG os tucanos de São Paulo não passariam de Resende.

(Depois, em homenagem ao Grão-Tucano Naji Nahas, a expressão passou a ser “não passavam de Pinheirinho”, que, na via Dutra, fica um pouco antes de Resende.)

Amigo navegante, medite sobre que contribuição o Padim Pade Cerra deu ao Brasil, em 25 anos de vida pública.

25 anos na ribalta, presente a TODAS as eleições disponíveis.

Uma obra, um gesto, uma frase, uma metáfora !

Nada !

Algo que se possa inscrever no verbete “Padim Pade Cerra” .

Nada !

Não passa de uma Deidade Provincial.

Ele e o Farol de Alexandria se instalaram na plataforma de lançamento que, desde Vargas e JK, se construiu no Brasil: São Paulo.

Quando Nunca Dantes começou a instalar outras plataformas, que permitem a ascensão na vertical e na horizontal, o Brasil de 20 milhões de pessoas que sustentou a UDN/PRP no poder, esse Brasil começou a mudar.

Com ele, entrou uma nova tecnologia, a da blogosfera.

Que é criação e ajuda a criar (modestamente) essa nova situação.

Antes, os tucanos da Província de São Paulo davam três telefonemas e controlavam a opinião pública.

Bastava ligar para o Dr Roberto, para o Ruy Mesquita e o “seu” Frias, que dedicava igual atenção ao Cerra e ao dileto amigo Paulo Maluf.

(Não era necessário ligar para o Rupert Civita, porque ele vinha no vácuo dos outros três.)

E assim, eles controlavam o que 150 mihões de brasileiros deveriam saber.

Em 15 minutos de telefonemas.

Assim, ficou fácil se tornar inimputável.

Assim, era fácil ser a “barriga de aluguel” da elite.

E é o que eles foram e são, porque de lá não conseguiram sair.

Mas, inimputáveis não ficarão por muito tempo, até que o Paulo Preto comece a cuspir os feijões e o Casal Gontijo apareça para jantar.

Esta é a origem do desespero do Padim com o ansioso blogueiro, o Nassif e todos os blogueiros “nazistas”.

É a “blogofobia” que o Leandro Fortes já tinha mencionado.

O Leandro, que deve saber por onde andam os outros membros do “Eixo do Mal”.


Paulo Henrique Amorim


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(***) Chuíça é o que o PiG (**) de São Paulo quer que o resto do Brasil ache que São Paulo é: dinâmico  como a economia Chinesa e com um IDH da Suíça.

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Procurador diz que PM ensina a usar violência e pede mudanças ao governo de São Paulo

27.07.2012
Do portal UOL NOTÍCIAS, 26.07.12
Por Larissa Leiros Baroni 
Do UOL, em São Paulo


Em audiência pública realizada na tarde desta quinta-feira (26) na sede do Ministério Público Federal de São Paulo, o procurador da República Matheus Baraldi Magnani disse que aguarda uma imediata resposta do governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), para reprimir a violência de policiais na segurança. Caso contrário, Magnani afirma que irá protocolar um pedido para que o comando da Polícia Militar seja substituído. Para ele, a corporação ensina a usar a violência e alguns policiais usam a violência "por prazer".
Ontem, o MPF já adiantou que pretendia entrar com uma ação civil pública pedindo o afastamento do comando alegando “perda do controle da situação”. Questionado sobre prazos, Magnani disse que o pedido deve ser feito até a próxima quinta ou sexta-feira




Foto 22 de 23 - 26.jul.2012 - Policiais inspecionam lava-rápido e estacionamento onde cinco pessoas foram baleadas. Três pessoas morreram, na noite de quarta-feira (25), em uma chacina na rua Morro do Livramento, na Vila Nova Galvão, zona norte de São Paulo Mais Eduardo Anizelli/Folhapress
Em 13 de junho deste ano teve início uma onda de violência no Estado, com registro de ataques a ônibus e bases da polícia, chacinas e confrontos entre policiais e suspeitos. Nos últimos dias, a PM tem participado de uma série de ocorrências violentas que levantaram polêmicas sobre a atuação da corporação.
Dados divulgados ontem pela Secretaria de Segurança Pública mostraram que o número de crimes violentos, entre eles homicídios dolosos e roubos de veículos, aumentou no Estado, na comparação entre o segundo trimestre de 2012 com o mesmo período de 2011. Na capital paulista, o aumento da violência foi maior: o número de ocorrências de homicídios dolosos aumentou 27,2% no segundo trimestre de 2012, na comparação com o mesmo período do ano passado.
“A Polícia Militar perdeu o controle dos praças, ensinando-os a usar a violência”, afirmou Magnani. O procurador pretende fazer uma representação para que o MPF possa acompanhar, por 12 meses, a situação da segurança pública no Estado e sugeriu ainda que sejam protocolados pedidos de federalização dos crimes não esclarecidos pelo Estado. “O que mais indigna o Ministério Público é o uso da violência por mero prazer por parte dos PMs”, completou o procurador, após citar o caso de um suspeito que não tinha antecedentes criminais e foi espancado e morto por policiais na frente da mãe, na zona norte da capital paulista.
Comparação com a ditaduraEm nota oficial, a Secretaria de Segurança Pública considerou a ação do MPF "absurda" e insinua que há motivação eleitoral no pedido.
Para a defensora pública Daniela Skromov de Albuquerque, a solução é o Estado criar um comando forte que coíba o uso da violência que, segundo ela, é superior à usada durante o período da ditadura militar (1964-1985). “Na ditadura militar, 475 pessoas foram mortas em todo o país. No Estado de São Paulo, em contrapartida, de 500 a 600 pessoas morrem por ano.”
A defensora também citou o índice das mortes de civis por legítima defesa para retratar a “degradação” da segurança do Estado. “As organizações internacionais consideram normais que, entre as mortes violentas, 3% sejam em legítima defesa. Em São Paulo, o índice é de 20%”, afirmou. O índice, segundo ela, comprova o “descontrole absoluto” da PM, o fortalecimento da cultura de que o bom policial é aquele que motiva a violência e a omissão dessa violência tanto por parte do Ministério Público Estadual, quanto da PM e do Estado.
Albuquerque sugeriu o fim da capitalização da "resistência seguida de morte", o cumprimento das recomendações internacionais, a desmilitarização da polícia, a regulamentação e o controle das armas não letais, o fortalecimento da polícia preventiva e investigativa, a transparência da informação, um plano claro de afastamento dos policiais envolvidos em mortes, a gratificação aos policiais que não tenham envolvimento com mortes, a efetivação da lei de improbidade administrativa e a criação de uma comissão permanente de indenizações administrativas para que os familiares de vítimas recebam auxílio do governo em até 30 dias e "não em 20 anos como acontece hoje".

Policiais criticam MPF


Também presentes na audiência, associações policiais criticaram o MPF. O coronel Jairo Paes de Lima, da Associação dos Policiais Militares, relaciona o alto índice de letalidade no Estado ao aumento da criminalidade e à profissionalização dos criminosos que, segundo ele, são cada vez mais violentos e mais bem armados.
“Só neste ano, aproximadamente 500 policiais foram mortos. Não tem fundamento o Ministério Público Federal pedir a troca do comando da PM. Essa ação não compete ao órgão, isso é espetaculoso, uma forma de aproveitar incidentes para ganhar promoção”, afirmou.
Um dos majores que defenderam a atuação da Polícia Militar de São Paulo chegou a compará-la com a PM do Rio de Janeiro e afirmou que a polícia fluminense registra uma morte a cada 91 prisões, enquanto a polícia paulista tem uma morte para a cada 365 prisões.
"Não toleraremos o achincalhamento de toda uma instituição por causa de casos isolados", enfatizou o major Olímpio Gomes, presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Segurança Pública. "A polícia não estimula a violência como muitos insinuaram nesta audiência pública e qualquer ato ilegal deve ser apurado e tem sido apurado."

Segundo o sargento Elcio Inocente, presidente da Associação dos Policiais Militares  Portadores de Deficiência do Estado de São Paulo, muitos policiais, assim como ele, se arriscam para defender a sociedade. "Perdemos a integridade física para defender o povo que nos vaia", disse ele, que acredita que o problema da violência não é exclusividade do Estado, mas sim do país. "O grande problema está no povo brasileiro."

"Meses difíceis"


Hoje, Alckmin afirmou que os meses de junho e julho estão sendo "difíceis" em relação à criminalidade. Ele destacou que o aumento da violência ocorre como uma resposta dos traficantes à intensificação da ação da polícia em pontos de tráfico. O governador disse ainda que o índice de criminalidade na capital é melhor hoje do que há dez anos, mas ressaltou que colocará mais PMs nas ruas.
Em sua página no Facebook, o coronel Roberval Ferreira França, comandante da Polícia Militar de São Paulo, que não tem se pronunciado publicamente sobre os últimos episódios envolvendo a corporação, divulgou uma carta sobre o trabalho da tropa. No texto, o oficial cita que a PM "é uma das mais bem preparadas e ativas polícias do país". Diz, ainda, que neste ano a corporação teve mais de 50 policiais assassinados "covardemente" e outros 5.000 estão inválidos. O coronel termina o comunicado dizendo que a corporação não vai se acovardar.

PM VAI À CASA DE PAIS DE PUBLICITÁRIO MORTO E PEDE DESCULPAS

Onda de violência


Desde os ataques que começaram em junho, a violência aumentou consideravelmente na capital e no resto do Estado. Entre a noite de ontem e a madrugada desta quinta-feira, seis pessoas foram assassinadas em três pontos da zona norte de São Paulo. Outras duas pessoas ficaram feridas e estão internadas. Nenhum suspeito foi preso pelos crimes.
Ações desastrosas da polícia foram registradas nos últimos dias. Na noite do dia 18, o publicitário Ricardo Pridente de Aquino, 38, foi morto com tiros na cabeça por dois soldados e um cabo. A equipe afirmou que houve uma perseguição pelas ruas de Pinheiros, na zona oeste, e que o publicitário não teria obedecido a ordem de parada, já que trafegava em alta velocidade. 
Na mesma noite, Bruno Vicente de Gouveia, 19, foi baleado e morto por PMs em Santos, na Baixada Santista. Ele e mais cinco amigos passavam de carro pelo morro da Nova Cintra, onde era feita uma abordagem policial, quando o motorista decidiu acelerar e fugir porque não tinha carteira de habilitação. A atitude deu início a uma perseguição que só acabou com bloqueio policial no morro São Bento. Os PMs deram mais de 25 tiros no carro em que os jovens estavam. 

Audiência pública


A audiência pública que aconteceu hoje foi organizada pelo MPF, pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo, pelo Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana e pelo Movimento Nacional dos Direitos Humanos. Estiveram presentes autoridades públicas estaduais e instituições policiais.
"Precisamos discutir as medidas e a reação da sociedade diante da violência que estão sendo praticadas por quem deveria proteger o cidadão", explicou o procurador Matheus Baraldi Magnani. (Com Agência Estado)

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Rio Capibaribe: Hidrovia será corredor exclusivo para transporte de passageiros

27.07.2012
Do DIARIO DE PERNAMBUCO, 26.07.12

Canal para o tráfego das embarcações terá 2,50 metros de profundidade e 36 metros de largura

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A hidrovia toda será sinalizada, informou Ana Suassuna.
Foto:Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

O corredor hidroviário do Rio Capibaribe, cuja dragagem deve começar em outubro, será exclusivo para o transporte público de passageiros.

Com isso, o projeto de navegabilidade do rio, no Recife, terá características semelhantes às do BRT (sigla em inglês que significa Transporte Rápido por Ônibus).

O BRT, projetado para a Avenida Agamenon Magalhães, terá via e paradas exclusivas, o que garante rapidez e regularidade nas viagens e conforto aos passageiros.

“A hidrovia toda será sinalizada”, informou a secretária-executiva de Articulação Institucional e Captação de Recursos da Secretaria Estadual das Cidades, Ana Suassuna. 

Para sinalizar os 13,9 quilômetros do corredor, devem-se investir R$ 3 milhões nas duas rotas de transporte.

A maior parte dos investimentos será para a Rota Oeste, com 11 quilômetros, e que ligará a BR-101 ao Centro do Recife. 

A Rota Norte, destinada a interligar o Centro do Recife a Olinda, nas proximidades do Shopping Tacaruna, medirá 2,9 quilômetros.

O corredor hidroviário, quando pronto, por exemplo, funcionará como opção para quem enfrenta os frequentes engarrafamentos da Avenida Rui Barbosa.

Pelo cronograma, o projeto deve ficar pronto em abril de 2014, devendo as embarcações entrarem em operação antes da Copa do Mundo.

Até lá, muito terá que ser feito. A meta é fazer um canal no Capibaribe com, no mínimo, 2,50 metros de profundidade. Essa medida vale para os períodos de maré baixa.

Por orientação da Marinha, o canal terá pelo menos 36 metros de largura, o que possibilitará o tráfego das embarcações com segurança.

O projeto da hidrovia, incluindo a dragagem e a construção de sete estações, está orçado em R$ 289 milhões, valor oriundo dos governos estadual e federal.

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O general francês que veio ensinar a torturar no Brasil

27.07.2012
Do portal da Revista Carta Maior, 22.07.12
Por Eduardo Febbro - Paris


O general francês Paul Aussaresses, promotor do uso da tortura na guerra colonial da Argélia, foi adido militar no Brasil entre 1973-1975 e instrutor no Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), em Manaus, criado por oficiais brasileiros formados na não menos famosa Escola das Américas. Amigo do ditador João Figueiredo e do delegado Sérgio Fleury, Aussaresses já admitiu em livros e entrevistas a morte de um mulher sob tortura em Manaus, que teria vindo ao Brasil para espionar Figueiredo, e que a ditadura brasileira participou ativamente do golpe contra Allende. O artigo é de Eduardo Febbro.



Paris - “A tortura é eficaz, a maioria das pessoas não aguenta e fala. Depois, da maioria dos casos, nós os matávamos. Por acaso isso me colocou problemas de consciência? Não, a verdade é que não”. O autor dessa “confissão” é uma peça-chave da estratégia repressiva de prisões, torturas e desaparecimentos aplicada no sul da América Latina a partir dos anos 70. Trata-se do general francês Paul Aussaresses, ex-adido militar francês no Brasil (1973-1975), chefe do batalhão de paraquedistas, ex-combatente na Indochina, ex-membro da contra espionagem francesa, herói da Segunda Guerra Mundial, fundador do braço armado dos serviços especiais, promotor do uso da tortura durante a guerra colonial na Argélia e, sobretudo, instrutor das forças especiais norte-americanas em Fort Bragg, o famoso centro de treinamento da guerra contra insurgente, e no Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), em Manaus, criado por oficiais brasileiros formados na não menos famosa Escola das Américas, onde se formaram todos os militares latino-americanos que cobriram de sangue os anos 60, 70 e 80.

Paul Aussaresses é uma das espinhas dorsais da exportação da tortura e dos desaparecimentos, dois modelos herdados da guerra da Indochina a da Argélia e difundidos depois em todo o continente americano por um compacto grupo de oficiais francesas do qual Aussaresses foi um dos mais ativos representantes. Paul Aussaresses abriu muitos de seus segredos em várias ocasiões: em 2000, em uma explosiva entrevista publicada pelo Le Monde, onde reconheceu o uso da tortura; em três livros, “Não disse tudo, últimas revelações a serviço da França” (2008), “Serviços especiais, Argélia 1955-1957, meu testemunho sobre a tortura” (2001), “Por França, serviços especiais 1942-1954” (2001); e ainda em um documentário filmado em 2003 por Marie-Monique Robin, “Esquadrões da Morte, a escola francesa” (ver vídeo acima).

O fio condutor desta internacional da tortura da qual Aussaresses é um dos braços começa na Indochina, segue na Argélia e termina com o Plano Condor, cuja gestação, através de uma longa série de reuniões entre os militares da América do Sul e os instrutores franceses, se gestou entre 1960 e 1974. Sua primeira estrutura se chamou Agremil. O general francês expandiu pelo mundo os ensinamentos de um dos papas da guerra moderna: o tenente coronel Roger Trinquier, o maior teórico da repressão em zonas urbanas: torturas, incursões noturnas, desaparecimentos, busca da informação por todos os meios, operações de vigilância, divisão das cidades em zonas operacionais. 

Em seus anos de adido militar no Brasil, Paul Aussaresses foi, segundo suas próprias palavras, um “bom amigo” de João Baptista Figueiredo, ex-ditador e ex-chefe dos serviços secretos, o SNI, e também de Sérgio Fleury, chefe dos “esquadrões da morte”.

Em seu período como instrutor no CIGS, em Manaus, ensinou aos oficiais brasileiros e latino-americanos que faziam formação ali tudo o que havia feito na Argélia. Segundo o general francês o embaixador francês daquela época, Michel Legendre, estava perfeitamente a par do que ele fazia em Manaus. 

Segundo precisou Aussaresses, no CIGS se formaram “oficiais brasileiros, chilenos, argentinos e venezuelanos porque era um centro único na América Latina”. Como prova disso, no documentário de Marie-Monique Robin “Esquadrões da Morte, a Escola Francesa”, o chileno Manuel Contreras, chefe da DINA, reconheceu ter enviado a cada dois meses contingentes inteiros de agentes da DINA para o centro de treinamento brasileiro em Manaus. Paul Aussaresses também trabalhou na Escola de Inteligência de Brasília, onde formou muitos oficiais.

Entrevistado pela Folha de São Paulo em 2008, o general se mostrou mais loquaz do que quando o juiz francês Roger Leloir o interrogou a propósito de seu conhecimento do Plano Condor e das atividades dos conselheiros militares franceses na Argentina, Uruguai, Paraguai e Brasil. Na entrevista à Folha de São Paulo, Aussaresses reconhece que o Brasil participou ativamente do golpe militar contra o presidente chileno Salvador Allende mediante o envio de armas e aviões. Também evoca o que já havia contado em seu último livro, “Não disse tudo, últimas revelações ao serviço da França”, a saber, a morte sob tortura, em Manaus, de uma mulher que, segundo João Figueiredo, havia vindo ao Brasil para espioná-lo. O general francês assegura que a morte daquela mulher foi “um ato de defesa”.

Para Aussaresses, “a tortura se justifica se pode evitar a morte de inocentes”. Aussaresses não foi o único militar de alta patente que confessou o recurso sistemático da tortura durante a guerra colonial da Argélia e, particularmente, no que ficou conhecido como “A Batalha de Argel”. Esses episódios de tortura foram amplamente narrados pelo jornalista e político franco-argelino Henri Alleg em vários livros, entre eles “Guerre d’Algérie: Mémoires parallèles”. O que Alleg conta ocorreu quando o general Jacques Massu foi enviado para a Argélia e começou a aplicar a estratégia do terror. Massu foi o segundo oficial a confessar o que mais tarde se expandiria pelo sul da América.

Tradução: Katarina Peixoto
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