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quarta-feira, 25 de julho de 2012

GRANDE RECIFE // MOBILIDADE: Pernambuco dá um passo para navegabilidade do Capibaribe

25.07.2012
Do portal NE10
COTIDIANO
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O documento foi assinado às 16h, na sede provisória do governo do Estado, no 
Centro de Convenções, em Olinda
Foto: Divulgação

Diante dos inevitáveis problemas de mobilidade urbana que o Estado vem enfrentando, qualquer alternativa é válida para aumentar as opções de transitar em Pernambuco.
Nesta quinta-feira (25), o governador Eduardo Campos assinou edital de licitação para a dragagem do Rio Capibaribe, projeto que possui o intuito de tornar o rio navegável. O documento foi assinado às 16h, na sede provisória do governo do Estado, no Centro de Convenções, em Olinda.

Dezessete quilômetros do Capibaribe serão dragados, percorrendo as proximidades da BR-101, passando pelos bairros do Parque Santana, Torre, Derby e centro do Recife, chegando na divisa entre Recife e Olinda.

A iniciativa, que faz parte do programa “Rios da Gente”, totaliza um investimento de R$ 289 milhões e vai ter capacidade para transportar 335 mil passageiros por mês.

“É o primeiro projeto desse tipo em todo o PAC da Mobilidade nacional. A dragagem do Capibaribe vai ser feita em 18 meses e teremos 12 barcos e sete estações. Isso vai ajudar as pessoas a chegarem de forma mais rápida aos seus destinos”, garantiu o governador.

Durante o trabalho de dragagem, que custará R$ 102 milhões, todas as restrições existentes à navegação no Capibaribe serão removidas, como é o caso de lixo, escombros de antigas construções e parte da vegetação. 

De acordo com o anúncio feito nesta quarta (25), quando entrar em operação, o transporte fluvial vai passar pelos bairros de Santana, Torre, Derby, área central do Recife e Tacaruna. Cada bairro desses terá uma estação instalada para embarque e desembarque de passageiros. 

“Pagando uma única passagem, as pessoas serão integradas com os ônibus. 13,9 km do Capibaribe vão ser navegáveis, com duas rotas: a Oeste, com 11 km de extensão, e a Norte com 2,9 km”, destacou Eduardo Campos.

A previsão é que o “Rios da Gente” fique totalmente pronto até março de 2014. O edital de licitação será publicado no Diário Oficial do Estado e nos jornais desta quinta (26).

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SERRA, O VÍRUS DA NET: Serra é o 'troll mor' na internet, diz Donato

25.07.2012
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA



O coordenador da campanha do PT em São Paulo, vereador Antônio Donato, falou ao Poder Online sobre a declaração de José Serra (PSDB-SP), comparando a atuação dos petistas na internet à tropa de assalto dos nazistas.

Donato lembrou que a internet é livre e militantes ou não expressam suas opiniões por conta própria. Disse que só a psicanálise explica essa declaração do tucano: "Serra projeta nos adversários aquilo que pratica, ele é o TROLL mor” (internautas que tumultuam e causam brigas nas redes sociais), lembrando da tropa de choque montada na campanha de baixarias contra Dilma em 2010.

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Aniversário do golpe no Paraguai é marcado por ato de imigrantes e movimentos populares


25.07.2012
Do portal  da Revista Carta Maior, 22.07.12
Por Bia Barbosa

Para marcar a data e se somar a uma série de protestos que ocorreram neste final de semana no Paraguai e em diversas cidades do continente, organizações que representam imigrantes paraguaios no país, além de partidos políticos, sindicatos e movimentos populares, realizaram um ato na tarde deste domingo. O local escolhido foi a Praça Nicolau Morais de Barros, conhecida como Praça dos Paraguaios.

São Paulo - Há um mês, o Congresso do Paraguai iniciava o processo de julgamento político do presidente eleito Fernando Lugo, que horas depois culminava em mais um golpe de Estado na América Latina. Para marcar a data e se somar a uma série de protestos que ocorreram neste final de semana no Paraguai e em diversas cidades do continente, organizações que representam imigrantes paraguaios no país, além de partidos políticos, sindicatos e movimentos populares, realizaram um ato na tarde deste domingo (22/06), em São Paulo. 

O local escolhido foi a Praça Nicolau Morais de Barros, conhecida como Praça dos Paraguaios, no bairro da Barra Funda. Ponto de encontro tradicional das famílias de paraguaios que vivem em São Paulo, a praça, neste domingo ensolarado, foi palco não apenas do futebol, tão praticado pelos latinos, mas de muito protesto e indignação.

"Precisamos acordar para o que está acontecendo agora em nosso país. Não podemos permitir que somente alguns enriqueçam explorando o Paraguai. Trabalhamos dia após dia aqui no Brasil para apoiar nossas famílias, que estão lá. Temos uma história a defender", afirmou Cristina Romero, da Associação Japayke, que significa "despertar" em guarani.

Também integrante da Japayke e do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos em Luta pela Paz. (Cebrapaz), o jovem Leo Ramirez, estudante de Relações Internacionais aqui no Brasil criticou o golpe, praticado "por setores políticos que historicamente se matavam pelo poder em guerras civis e que agora decidiram se unir para derrubar um governo eleito pelo voto popular".

Ele lembrou que o povo paraguaio vem resistindo ao golpe e se manifestando diariamente no país, em cidades como Villa Rica, Caaguazú, Cidade de Leste, Encarnación, Concepción e, principalmente, Assunção. Mas os protestos são invizibilizados pela imprensa, e parte da população tem medo de se manifestar porque pesa no país a "cultura do garrote" (da "porrada"). Apesar de achar que as chances de Fernando Lugo voltar ao poder são remotas, Ramirez acredita que o descontentamento da população está crescendo e que a esquerda, por mais contraditório que pareça, está passando por seu melhor momento.

"Os grupos progressistas no Paraguai estão dando seus primeiros passos. Foram inocentes no começo, apesar da experiência política que tinham. Historicamente, democracia no Paraguai só funciona para quem tem dinheiro. O que temos que fazer agora é politizar as pessoas, explicar as consequências do golpe para o povo. Acredito que nosso melhor momento ainda vai vir. Mas dependemos de ajuda para que o Paraguai não caia de novo numa ditadura", acredita. 

"Se a esquerda não se unir para as próximas eleições, de 2013, não vai conseguir se eleger. É preciso discutir política de Estado, para que o povo saiba diferenciar esquerda e direita. No Paraguai, orientação política é algo que vem de família, como time de futebol. Mas acredito que a geração que nasceu pós-ditadura vai fazer diferença, se tiver coragem e sair às ruas por seus direitos", afirmou Leo Ramirez.

Solidariedade internacional 

Um mês após o golpe, a solidariedade internacional com a esquerda paraguaia e o governo eleito democraticamente do Presidente Lugo continua. Desde este sábado, até a próxima terça-feira, acontece no Paraguaia uma jornada de atividades de apoio promovidas por partidos de esquerda da América Latina que integram o Foro de São Paulo. Neste final de semana, representantes do Brasil, Argentina, Uruguai e Chile se reuniram com parlamentares da Frente em Defesa da Democracia e Frente Guasu. Eles também terão reuniões com o movimento campesino, que esteve no centro do conflito que antecedeu ao golpe, liderado pelos políticos do Partido Liberal, Partido Colorado, PPQ e UNACE. 

"O latifúndio está no centro do golpe no Paraguai. Lá, 85% das terras estão nas mãos de 2% de latifundiários. Ganham do Brasil no índice de concentração de terra. Sabemos que a luta dos trabalhadores sem terra no Paraguai foi usada como pretexto para o golpe; assassinaram os trabalhadores para culpar o governo Lugo. Mas a culpa é do latifúndio, que impediu, durante todo o governo Lugo, os avanços progressistas. Basta lembrar do papel da Monsanto para desestabilizar o governo. Foram o latifúndio, o imperialismo e os partidos corruptos de direita, que há tempos dominam a política do Paraguai, os responsáveis por este golpe", afirmou Igor Felippe Santos, do MST. 

O MST, assim como diversas organizações presentes ao ato, cobraram do governo brasileiro medidas mais firmes contra os golpistas e o governo Franco. Para os imigrantes paraguaios, apesar das sanções econômicas poderem prejudicar a população local, seria necessário que elas fossem impostas pelo Mercosul, pois só assim o regime de Franco seria atingido.

Neste domingo, o Tribunal Permanente do Mercosul rechaçou o pedido do governo Federico Franco para tornar sem efeito a suspensão decidida pelos demais integrantes do bloco, por conta da destituição de Lugo. Franco apresentou o recurso por conta da sanção e da decisão de incluir a Venezuela como membro pleno do bloco que inclui ainda Brasil, Argentina e Uruguai.

O tribunal afirmou que não estavam "presentes todos os requisitos de admissibilidade do processo de urgência excepcional" e que era "inadmissível, nesta instância, a medida provisória solicitada (pelo Paraguai) sob demanda" para reverter a decisão dos seus integrantes, segundo laudo divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores paraguaio.

"Este foi um golpe como todos os outros; temos os mesmos inimigos que os irmãos paraguaios. Por isso esta é uma luta de todos os trabalhadores, da América Latina e do mundo, que lutam contra o imperialismo", disse Ana Luíza Figueiredo, candidata à Prefeitura de São Paulo pelo PSTU.

"Há um novo ciclo político na América Latina. O que passou no Paraguai é uma fase deste ciclo, que pode se repetir em outros países. Vivemos neste momento a batalha pela segunda e verdadeira independência da nossa Pátria Grande. Houve uma derrota temporária. Mas a luta de restituir a democracia no Paraguai também é noss", concluiu Ricardo Abreu (Alemão), diretor de Relações Internacionais do PCdoB.

(*) Com informações da Agência Reuters.
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MÍDIA INFAME E ASSASSINA DE REPUTAÇÕES: A MENTIRA DA VEJA DERRUBA - A VERDADE DOS FATOS LEVANTA - ERENICE GUERRA ESTÁ DE PÉ

26.07.2012
Do blog 006BONDeblog, 25.07.12


MÍDIA CANALHA SOFRE MAIS UMA DERROTA

A ex-Ministra da Casa Civil do governo Dilma Rousseff, Erenice Guerra, foi inocentada pela Comissão de Ética Pública e teve ARQUIVADO POR FALTA DE PROVAS, o processo contra ela que corria no TRF. Curiosamente, a parte da MÍDIA canalha, que tem por "norma de conduta" destroçar a vida alheia com acusações e campanhas difamatórias, sem o devido cuidado de averiguar a veracidade das informações e sem ter a decência de propiciar aos "suspeitos" o sagrado direito de defesa, não vai noticiar agora o fato.

Nem a centésima parte das linhas e páginas publicadas para atacar Erenice lhe será disponibilizada agora, em jornais e revistas, colunas assinadas por jornalistas VAMPIROS HIPÓCRITAS ou em matérias de TV  no horário nobre, dando a ela o direito à reparação, noticiando a sua absolvição.

Lamentável que boa parte da nossa imprensa esteja à serviço de grupos financeiros e "latifúndios de poder", sem compromisso com a boa informação, verdade dos fatos e combate verdadeiro à corrupção.

Coma mesma cara "deslavada" que se prestam a borrar o papel impresso com ataques precipitados,  covardes e sem sustentação nos fatos, eles se fingem agora de "mortos" para passar batidos de ter que reconhecer que erraram ou agiram com pura má fé.

Não há de ser nada. Terão que por ordem judicial, se desculpar ou pagar multa à título de indenização por injúria / calúnia / difamação. De um jeito ou de outro, o seu patrimônio combalido em credibilidade e recursos financeiros será afetado.

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FHC e as fraudes do Santander e HSBC

25.07.2012
Do BLOG DO MIRO, 24.07.12
Por Mauro Santayana, em seublog:


Entre outros legados de Fernando Henrique Cardoso, se encontra a desnacionalização de alguns bancos, estatais e privados. Os casos mais emblemáticos são o do Banco do Estado de São Paulo, o Banespa, e o do Bamerindus, então controlado pelo Sr. José Eduardo de Andrade Vieira. O banco estatal paulista foi vendido ao espanhol Santander por 7 bilhões de dólares. A importância era muito inferior aos seus ativos reais.


A venda do Bamerindus, na calada da noite, ao HSBC, ainda parece mais grave. O seu controlador fora ministro do governo Itamar Franco e um dos principais financiadores da campanha de Fernando Henrique à Presidência, de cujo governo também participou. Segundo se informou, na época, o HSBC pagou um dólar pelos ativos bons do Bamerindus, e o Banco Central assumiu os ativos duvidosos, ou seja, suas dívidas e seus créditos junto ao mercado.

O Santander se transformou hoje no instrumento de transferência de recursos brasileiros para a matriz espanhola. Associado, ali, aos interesses do governo, hoje acossado pela mais grave crise econômica e social do país das últimas décadas, o Santander sobrevive com a forte participação da sucursal brasileira, responsável por um quarto dos lucros obtidos em suas operações mundiais.

O HSBC foi denunciado, por um comitê do Senado norte-americano, de associação criminosa com os narcotraficantes do México e com fontes financiadoras dos militantes muçulmanos no Oriente Médio. De acordo com a denúncia, que os controladores do banco atribuem à negligência de seus executivos, o HSBC realiza a lavagem de dinheiro dos cartéis mexicanos da droga, e serve de apoio a um banco da Arábia Saudita ligado à Al Qaeda. É possível que esse mesmo envolvimento seja descoberto na Colômbia, com os traficantes de cocaína, e no Afeganistão, o maior produtor mundial da papoula, de onde se extrai o ópio que, refinado, produz a heroína.

O HSBC ( Hong-Kong and Shangai Banking Corporation) apesar do nome, é uma instituição britânica, fundada em 1865, em Londres, que continua a ser sede. De todos os negócios feitos pelo governo Fernando Henrique com bancos estrangeiros, este permanece o mais misterioso. Segundo se sabe, ele foi concluído pelo então Ministro Pedro Malan em viagem sigilosa a Londres, e fechado ali durante a noite. Só então, depois de concluída, a negociação foi divulgada no Brasil.

O novo escândalo se soma aos demais, e a cada dia cresce a pressão da opinião pública mundial a fim de que os governos façam uma devassa nos grandes bancos internacionais e imponham regras rigorosas para o seu funcionamento. Um apelo neste sentido está sendo divulgado pela internet http://www.avaaz.org/po/bankers_behind_bars_f/?tfGaodb), e se espera que, nas próximas horas, ele atinja um milhão de assinaturas.

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MINO CARTA: Efeitos da pregação midiática

25.07.2012
Do site da Revista CartaCapital, 04.11.2011
Por Mino Carta


A velhacaria parte do anonimato da internet mas não esconde os herdeiros da Casa-Grande. Foto: Yuri Cortez/AFP
No princípio era e é a mídia. A primazia vem de longe, mas se acentua com o efeito combinado de avanço tecnológico e furor reacionário. De início a serviço do poder até confundir-se com o próprio, um poder ainda medieval de muitos pontos de vista, na concepção e nos objetivos.
Ao invocar o golpe de Estado de 1964, os editorialões receitavam o antídoto contra a marcha da subversão, obra de pura fantasia, embora os capitães do mato, perdão, o Exército de ocupação estivesse armado até os dentes. Marcha da subversão nunca houve, sequer chegou a Revolução Francesa.  Em compensação tivemos a Marcha da Família, com Deus, pela Liberdade.
Há tempo largo a mídia cuida de excitar os herdeiros da Casa-Grande ao sabor de pavores arcaicos agitados por instrumentos cada vez mais sofisticados, enquanto serve à plateia, senzala inclusive instalada no balcão, a péssima educação do Big Brother e Companhia. Nem todos os herdeiros se reconhecem como tais, amiúde por simples ignorância, todos porém, conscientes e nem tanto, mostram se afoitos, sem a percepção do seu papel, em ocasiões como esta vivida pelo presidente mais popular do Brasil, o ex-metalúrgico Lula doente. E o estímulo parte, transparentemente, das senhas, consignas, clichês veiculados por editorialões, colunonas, artigões, comentariões.
Leia também:


Celebrada colunista da Folha de S.Paulo escreve que Lula agora parece “pinto no lixo”, cuida de sublinhar que “quimioterapia é dureza” e que vantagens para o enfermo existem, por exemplo, “parar de tomar os seus goles”. Outra colunista do mesmo jornal, dada a cobrir tertúlias variadas dos herdeiros da Casa-Grande, pergunta de sobrolho erguido quem paga o tratamento de Lula. Em conversa na Rádio CBN, mais uma colunista afirma a culpa de Lula, “abuso da fala, tabagismo, alcoolismo”. A cobra do Paraíso Terrestre desceu da árvore do Bem e do Mal e espalhou seu veneno pelos séculos dos séculos.
Às costas destas miúdas aleivosias, todas as tentativas pregressas de denegrir um presidente que se elegeu e reelegeu nos braços do povo identificado como o igual capaz de empenhar-se pela inclusão de camadas crescentes da população na área do consumo e de praticar pela primeira vez na história do País uma política externa independente. Trata-se de fatos conhecidos até pelo mundo mineral e no entanto contestados oito anos a fio pela mídia nativa. E agora assistimos ao destampatório da velhacaria proporcionado pelo anonimato dos navegantes da internet, a repetirem, já no auge do ódio de classe, as tradicionais acusações e insinuações midiáticas.
Há uma conexão evidente entre as malignidades extraordinárias assacadas das moitas da internet e os comportamentos useiros do jornalismo do Brasil, único país apresentado como democrático e civilizado onde, não me canso de repetir, os profissionais chamam o patrão de colega.
Por direito divino, está claro. E neste domínio da covardia e da raiva burguesotas a saraivada de insultos no calão dos botecos do arrabalde mistura-se ao desfraldado regozijo pela doença do grande desafeto. Há mesmo quem candidate Lula às chamas do inferno, em companhia dos inevitáveis Fidel e Chávez, como se estes fossem os amigões que Lula convidaria para uma derradeira aventura.
Os herdeiros da Casa-Grande até mesmo agora se negam a enxergar o ex-presidente como o cidadão e o indivíduo que sempre foi, ou são incapazes de uma análise isenta, sobra, de todo modo, uma personagem inventada, figura talhada para a ficção do absurdo. De certa maneira, a escolha da versão chega a ser mais grave do que a própria, sistemática falta de reconhecimento dos méritos de um presidente da República decisivo como Lula foi. Um divisor de águas, acima até das intenções e dos feitos, pela simples presença, com sua imagem, em toda a complexidade, a representar o Brasil em tão perfeita coincidência.

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MOBILIDADE URBANA:Jornalista TÂNIA PASSOS compara cidades-sede da Copa em relação à mobilidade urbana

25.07.2012
Do DIARIO DE PERNAMBUCO, 24.07.12
Por Tânia Passos, no Youtube


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Fonte:http://www.youtube.com/watch?v=DeXv-HY7RZo&feature=player_embedded

Paulo Nogueira: Internautas antevêem o futuro de Serra

25.07.2012
Do blog  VI O MUNDO, 24.07.12
Por PAULO NOGUEIRA, no Diário do Centro do Mundo, via Nassif

Nazismo na militância do PT na internet?

Serra cometeu um exagero. O que existe, essencialmente, é uma antipatia dos internautas por Serra. Não especificamente por ele, mas por tudo o que represente o sistema, o estabelecimento, a ordem tradicional.

Serra se enquadra aí.

O internauta é apenas um pedaço da sociedade. Mas o que lhe falta em quantidade sobra em ‘qualidade’. Ele é a vanguarda: está duas curvas adiante da manada. Você pode ver hoje, pelo internauta, o que a média dos brasileiros vai pensar e vai fazer amanhã. Ele antecipa as tendências. É o clássico formador de opinião.

Muitas vezes ele dá sustos. A Globo provavelmente foi surpreendida pelo vigor de uma campanha no twitter contra Galvão Bueno na Copa de 2010. É difícil imaginar que em qualquer pesquisa da Globo houvesse sido registrada uma aversão tamanha a Galvão – até porque, se a empresa tivesse ciência disso, ele não teria sido escalado para narrar a Copa.

A maior parte dos telespectadores gostava, ou gosta, de Galvão. Mas aquela fração do twitter era e é a parte mais exigente e influente entre os telespectadores. A minoria do twitter que mandou Galvão calar a boca fatalmente se transformará em maioria.

O internauta desconfia do que não pertence à internet. No universo da mídia, isso torna especialmente complicada a travessia das grandes empresas rumo ao futuro digital. O internauta desconfia delas. Prefere o Wikileaks, ou o Huffington Post.

Acredita mais neles do que no conteúdo das grandes corporações, nas quais enxerga “interesses inconfessáveis”, ou coisa que o valha.

Não é a militância petista na internet que não gosta de Serra. É o internauta. Isso não quer dizer muito em termos eleitorais. A eleição para prefeito de São Paulo não vai ser decidida na internet. Mas a mensagem é clara: a parcela mais ativa, mais informada e mais conectada da sociedade – os internautas – não vai com a cara de Serra.

Paulo Nogueira é jornalista e está vivendo em Londres. Foi editor assistente da Veja, editor da Veja São Paulo, diretor de redação da Exame, diretor superintendente de uma unidade de negócios da Editora Abril e diretor editorial da Editora Globo
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/paulo-nogueira-internautas-anteveem-o-futuro-de-serra.html

Mídia tenta intimidar Lula e o PT para proteger Serra da CPI

25.07.2012
Do BLOG DA CIDADANIA, 24.07.12
Por Eduardo Guimarães

Na semana passada, este blogueiro participou de um lauto almoço em que o prato principal foi a CPI do Cachoeira. O repasto veio com um ingrediente especial: picadinho de José Serra ensopado com molho de Paulo Preto e Delta.
O que posso relatar é que vai se tornando inevitável que a CPI se debruce sobre os maiores contratos da Delta em todo país, os contratos de São Paulo, os quais estão sob escrutínio do Ministério Público.
A ocultação do escândalo pela mídia, aliás, é criminosa.  Um escândalo dessas proporções não aparece em parte alguma devido ao envolvimento de alguns veículos que, inclusive, estão cada vez mais próximos de ser acusados.
A convocação de Serra seria, também, um desastre eleitoral para a sua cambaleante candidatura a prefeito de São Paulo, recentemente ferida de morte pela crescente desmoralização da administração Gilberto Kassab.
É nesse contexto que entra Roberto Jefferson, o golden boy da mídia tucana, o patrono de toda a sua cruzada contra o PT desencadeada em meados da década passada e que até hoje constitui a grande aposta da oposição para ao menos se manter viva.
Jefferson, que teve seu mandato de deputado cassado por não ter conseguido comprovar a existência do mensalão e que, à época de sua denúncia, inocentou Lula, agora muda a versão e tenta envolver o ex-presidente acusando-o de ser o mentor de tudo.
A acusação de Jefferson está sendo fermentada pela mídia apesar de ser um nada, inverossímil e descartável, pois, à época da denúncia do mensalão, a Polícia Federal e todos os órgãos de controle investigaram Lula exaustivamente e nada encontraram.
A denúncia contra Lula é tão débil que nem a peça delirante do ex-procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza, construída exclusivamente sobre suposições, ousou sequer se aproximar do então presidente.
Todavia, como se sabe, o mundo midiático não precisa de fatos para construir suas campanhas difamatórias. É incontável o contingente de acusados pela mídia tucana que depois foram inocentados pela Justiça, mas que foram punidos antes do julgamento.
Um dos exemplos mais candentes é o ex-ministro do Esporte Orlando Silva, literalmente chacinado pela mídia e contra quem a Justiça nada encontrou que justificasse a sua demissão além das opiniões de pistoleiros midiáticos.
Como de costume, portanto, não faltaram esses pistoleiros de Serra na mídia a saírem disparando contra Lula por conta de uma declaração mal-explicada e sem qualquer elemento probatório, amparada apenas nas palavras vazias de Jefferson.
Pelo que sabe este blogueiro, porém, o esforço midiático é vão. O envolvimento de Serra e de outros paulistas no escândalo do Cachoeira, serão inevitáveis. A própria oposição, diante de fatos que ainda vão se tornar públicos, não terá como sequer reclamar.
O mês de agosto de 2012, assim, ficará marcado como um dos períodos mais conturbados da história política recente do país. Globo, Folha, Estadão e Veja já posicionaram seus principais pistoleiros para abrirem guerra contra Lula e o PT a partir da semana que vem.
Apesar do noticiário massacrante, porém, o fato é que a direita midiática está às portas de descobrir que o que começará a fazer a partir de agosto já era esperado e que, por conta disso, seus alvos se prepararam muito bem.
Aguardem.

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JORNAL O GLOBO: A manipulação dos números

25.07.2012
Do portal do OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, 24.07.12
Por Sylvia Debossan Moretzsohn*, na edição 704


Exatamente na data marcada para nova reunião entre os representantes dos professores federais em greve e o secretário Sérgio Mendonça, do Ministério do Planejamento, O Globo volta à carga e anuncia, em manchete de primeira página da edição de segunda-feira (23/7): “PT pagou o dobro da inflação a servidores – Em nove anos de Lula e Dilma, gasto com o funcionalismo subiu 120%”. E, na página 3, o título principal: “Gasto com servidores nas alturas – Entre 2003 e 2011, com Lula e Dilma no Planalto, quase todas as categorias tiveram aumentos reais”. Com destaque para o quadro com gráficos supostamente explicativos, sob o título “Conheça os números”.
Conhecer é importante, ainda mais quando se trata de números, sempre apresentados como a verdade factual e indiscutível, embora possam ser manipulados à vontade, como tentei esclarecer no artigo “O jornalismo cego às armadilhas do discurso oficial“, publicado neste Observatório.
A falácia dos índices
Neste breve artigo, não tenho condições de entrar nos detalhes que demonstrariam a situação dos servidores ao longo das últimas décadas. Mas é imprescindível apontar a falácia que o jornal pretende impor. Não só por essa tática tão comum quanto capciosa de se falar em “reajuste médio” e “custo médio” do servidor público, pois há gritantes distinções de remuneração conforme a categoria a que se pertence. (Para ficarmos apenas no caso das universidades federais, os funcionários – técnico-administrativos – não tiveram qualquer reajuste no ano passado nem têm previsão de reajuste para agora.) Mas também porque, espertamente, o jornal destaca os percentuais ocorridos “nos governos do PT”, e esquece da situação existente nos anos FHC, de absoluto congelamento salarial e redução do quadro de servidores.
Para quem souber (e tiver tempo para) ler, esta redução fica evidente no segundo gráfico, sobre a “evolução do quantitativo de servidores ativos da União por poder”, que demonstra uma queda vertiginosa dos servidores do Executivo (entre 1995 e 2002), de 951.585 para 809.975, e depois a recomposição gradual desse efetivo até os atuais (em 2011) 984.330. É mais ou menos lógico que essa recomposição representasse mais despesa com pessoal.
O “outro lado” escondido
A única contrapartida à avalanche de dados que demonstrariam inequivocamente a grande vantagem de ser funcionário público federal (mais ainda: funcionário do Executivo) está num breve parágrafo na metade final da reportagem: o argumento do secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Púbico Federal (Condsef), Josemilton Maurício da Costa, ainda assim desqualificada pela estratégia discursiva no uso da adversativa, a sugerir que esses barnabés são mesmo insaciáveis: “[ele considera que] mesmo com os aumentos dados no governo Lula é preciso nova correção”. Diz o sindicalista, porém:
“Foram 12 anos de congelamento, não tivemos aumento nenhum no governo Fernando Henrique. Lula só deu aumento no segundo mandato. E o importante é ver quanto o governo gasta de receita corrente líquida com pessoa. Há dez anos, eram 52% da receita, agora são 30%”.
O jornal sempre pode dizer que ouviu “o outro lado”. Que ele apareça escondido no meio da reportagem, é uma outra história.
Uma perspectiva jornalisticamente esclarecedora deveria trabalhar com os números de forma a mostrar como eles podem significar uma coisa e o seu contrário, dependendo do enfoque e das variáveis adotadas. Seria o mínimo a se exigir, em respeito à qualidade da informação oferecida ao público. Porém, não se pode considerar o jornalismo fora do jogo de interesses de quem trabalha com a notícia. E O Globo, sistematicamente, vem procurando desqualificar as reivindicações dos servidores. Neste caso, com um notável requinte: consegue ao mesmo tempo defender e atacar o “governo do PT”, que ao mesmo tempo teria razão em endurecer com os grevistas e seria o responsável pela remuneração extraordinária dos seus funcionários.
Nada surpreende, para quem conhece o alinhamento político-ideológico do jornal ao longo da história. Por isso mesmo, entretanto, apontar a manipulação continua a ser uma tarefa essencial da crítica.
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*Sylvia Debossan Moretzsohn é jornalista, professora da Universidade Federal Fluminense, autora dePensando contra os fatos. Jornalismo e cotidiano: do senso comum ao senso crítico (Editora Revan, 2007)
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LEANDRO FORTES: A BLOGOFOBIA DE CERRA


25.07.2012
Do blog CONVERSA AFIADA, 24.07.12
Por Paulo Henrique Amorim

Um candidato de direita, apoiado pelos setores mais reacionários, homofóbicos, racistas e conservadores da sociedade brasileira a chamar seus opositores de nazistas. Antes fosse só uma piada de mau gosto.



Saiu na Carta Capital:



A BLOGOFOBIA DE JOSÉ SERRA


A blogosfera e as redes sociais são o calcanhar de Aquiles de José Serra, e não é de agora. Na campanha eleitoral de 2010, o tucano experimentou, pela primeira vez, o gosto amargo da quebra da hegemonia da mídia que o apóia – toda a velha mídia, incluindo os jornalões, as Organizações Globo e afins. O marco zero desse processo foi a desconstrução imediata, online, da farsa da bolinha de papel na careca do tucano, naquele mesmo ano, talvez a ação mais vexatória da relação imprensa/política desde a edição do debate Collor x Lula, em 1989, pela TV Globo. Aliás, não houvesse a internet, o que restaria do episódio do “atentado” ao candidato tucano seria a versão risível e jornalisticamente degradante do ataque do rolo de fita crepe montado às pressas pelo Jornal Nacional, à custa da inesquecível performance do perito Ricardo Molina.

A repercussão desse desmonte midiático na rede mundial de computadores acendeu o sinal amarelo nas campanhas de marketing do PSDB, mas não o suficiente para se bolar uma solução competente nas hostes tucanas. Desmascarado em 2010, Serra reagiu mal, chamou os blogueiros que lhe faziam oposição de “sujos”, o que, como tudo o mais na internet, virou motivo de piada e gerou um efeito reverso. Ser “sujo” passou a ser um mérito na blogosfera em contraposição aos blogueiros “limpinhos” instalados nos conglomerados de mídia, a replicar como papagaios o discurso e as diatribes dos patrões, todos, aliás, alinhados à campanha de Serra.

Ainda em 2010, Serra tentou montar uma tropa de trolls na internet comandada pelo tucano Eduardo Graeff, ex-secretário-geral do governo Fernando Henrique Cardoso. Este exército de brucutus, organizado de forma primária na rede, foi facilmente desarticulado, primeiro, por uma reportagem de CartaCapital, depois, por uma investigação do Tijolaço.com, blog noticioso, atualmente desativado, do ministro Brizola Neto, do Trabalho.

Desde então, a única estratégia possível para José Serra foi a de desqualificar a atuação da blogosfera a partir da acusação, iniciada por alguns acólitos ainda mantidos por ele nas redações, de que os blogueiros “sujos” são financiados pelo governo do PT para injuriá-lo. Tenta, assim, generalizar para todo o movimento de blogs uma realidade de poucos, pouquíssimos blogueiros que conseguiram montar um esquema comercial minimamente viável e, é preciso que se diga, absolutamente legítimo.

Nos encontros nacionais e regionais de blogueiros dos quais participo, há pelo menos três anos, costumo dar boas risadas com a rapaziada da blogosfera que enfrenta sozinha coronéis da política e o Poder Judiciário sobre essa acusação de financiamento estatal. Como 99% dos chamados blogueiros progressistas (de esquerda, os “sujos”) se bancam pelo próprio bolso, e com muita dificuldade, essa discussão soa não somente surreal, mas intelectualmente desonesta. Isso porque nada é mais financiado por propaganda governamental e estatal do que a velha mídia nacional, esta mesma que perfila incondicionalmente com Serra e para ele produz, não raramente, óbvias reportagens manipuladas. Sem a propaganda oficial do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e da Petrobras, todos esses gigantes que se unem para defender a liberdade de imprensa e expressão nos convescotes do Instituto Millenium estariam mendigando patrocínio de açougues e padarias de bairro para sobreviver.

Como nunca conseguiu quebrar a espinha dorsal da blogosfera e é um fiasco quando atua nas redes sociais, a turma de Serra tenta emplacar, agora, a pecha de “nazista” naqueles que antes chamou de “sujo”. É uma estratégia tão primária que às vezes duvido que tenha sido bolada por adultos.

Um candidato de direita, apoiado pelos setores mais reacionários, homofóbicos, racistas e conservadores da sociedade brasileira a chamar seus opositores de nazistas. Antes fosse só uma piada de mau gosto.
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Para Eliana Calmon, mudança no modelo de judiciário deixaria elites 'desprotegidas'

25.07.2012
Do portal da Rede Brasil, 24.07.12
Por Paulo Donizetti de Souza, Revista do Brasil


Para Eliana Calmon, mudança no modelo de judiciário deixaria elites 'desprotegidas'
Eliana Calmon encerra dois anos de mandato no Conselho Nacional de Justiça no início de setembro (Foto: Conselho Nacional de Justiça)
São Paulo – A corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, afirmou ontem (23), que o sistema judiciário brasileiro foi criado para favorecer as elites políticas e econômicas. “Não tenha dúvida. Todo o sistema é para essa proteção. Nós não mudamos o sistema de uma hora para outra, porque se mudarmos, as elites ficarão desprotegidas”, afirmou em entrevista para a Revista do Brasil.
A ministra esteve na sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo a convite da Escola Judiciária Eleitoral Paulista. Depois de ser homenageada por sua atuação à frente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e proferir palestra, Calmon concedeu entrevista exclusiva para a edição de agosto da revista.
Ao saudá-la antes da palestra, a desembargadora federal Diva Malerbi, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, disse que a “competência, o talento e a coragem” de Eliana Calmon representam uma nova face do Poder Judiciário: “Dizem que o século 19 foi a vez do Executivo; que o século 20, do Legislativo; e o século 21 é o século do Judiciário. E o Judiciário que nós queremos ver já uma cara neste início de século”, afirmou.
Após o evento, a reportagem mencionou a violenta reintegração de posse no assentamento Pinheirinho, em São José dos Campos (SP). E questionou se o episódio ainda não está mais para século 19 do que para 21. A ministra concordou, e alertou que cabe ao Judiciário, mais que interpretar “a letra fria da lei”, ter ativismo o suficiente para julgar com bom senso e levando em conta os interesses da sociedade.
Ouça o áudio:

Bandidos de toga

Em novembro do ano passado, a corregedora do CNJ havia causado polêmica no ambiente da magistratura ao afirmar que o corporativismo ideológico no Judiciário favorece a infiltração de "bandidos de toga". "O corporativismo é uma visão ideológica. Ideologicamente você parte para defender o Poder Judiciário, e você começa a não ver nada que está ao seu redor. Você não vê sequer a corrupção entrando nas portas da Justiça, porque você acha que, para defender o Judiciário, você tem que manter o magistrado imune às críticas da sociedade e da imprensa".
A declaração foi feita às vésperas do julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal, que decidiria, entre outros pontos, se o CNJ teria poder de “concorrer” com as corregedorias estaduais, isto é, investigar procedimentos suspeito nos tribunais regionais mesmo que não tenha sido objeto de apuração pela corregedoria local. Por 6 votos a 5, prevaleceu a autoridade do CNJ.

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