segunda-feira, 23 de julho de 2012

Série bíblica de TV pretende apresentar as Escrituras para uma “nova geração”

23.07.2012
Do portal GOSPEL PRIME, 20.07.12
Por Jarbas Aragão

O canal History Channel prepara 5 episódios da série “The Bible”


Série bíblica de TV pretende apresentar as Escrituras para uma “nova geração”
O canal History Channel, como o nome indica, dedica-se a programas que contam um pouco da história da humanidade. Mas, apesar das críticas de muitos estudiosos, decidiu encomendar cinco episódios para uma minissérie intitulada “The Bible”.
Cada programa terá cerca de duas horas de duração e mostrará as histórias mais conhecidas das Escrituras, como o Dilúvio, o Êxodo, Daniel na cova dos leões e, claro, a vida de Cristo.
Os roteiros foram feitos por teólogos e estudiosos, que se basearam na chamada Nova Versão Internacional da Bíblia, por ser uma das mais aceitas pela comunidade cristã de todo o mundo.
As filmagens já foram iniciadas no Marrocos e estão sendo produzidas por Mark Burnett, que ficou conhecido por reality shows como “Survivor” e “The Voice”. Sua esposa Roma Downey, da série “O Toque de um Anjo” é a co-produtora.
Evangélico, Mark explica que esta não é apenas mais um trabalho em sua carreira. “A Bíblia é o texto sagrado que continua a me desafiar e inspirar. Estivemos trabalhando neste projeto durante os últimos dois anos. Entendemos humildemente que trata-se de uma oportunidade de dar a esta geração vida nova através das profundas histórias da Bíblia. Sabemos que a Bíblia dá significado e propósito para bilhões de pessoas em todo o mundo, e deverá despertar a curiosidade de alguns milhões de pessoas”, finalizou.
Ele lembra que filmes épicos como “Os 10 mandamentos” até hoje são exibidos nas TVs do mundo todo.
O elenco divulgado não traz nomes de artistas mundialmente conhecidos, mas Diogo Morgado é quem interpretará Jesus Cristo. Roma Downey, além de produzir, interpretará Maria, a mãe de Jesus.
Os programas devem ir ao ar apenas em 2013.

A adaptação de histórias bíblicas certamente atrairá um grande público. As produções do Historyu Channel promete utilizar o que há de mais moderno na computação gráfica, para criar os efeitos.
Para isso, foi fechado um acordo com a Lightworkers Media e a Hearst Entertainment & Syndication.
Nancy Dubuc, presidente e gerente-geral do History Channel, explica: “Não há dúvidas que A Bíblia é um dos livros mais importantes do mundo. Esta série vai trazer as histórias da Bíblia à vida para uma nova geração”. Falando sobre a opção por Burnett, ela comemora: “Ele é um contador de histórias surpreendente. Neste projeto, ele terá a capacidade de fazer o que esperamos que seja a ser maior audiência da história para nosso canal”.
Perguntada sobre como o canal lida com as críticas que as narrativas bíblicas não são consideradas “históricas” pela maioria dos historiadores, ela explica: “Estamos apenas contando as histórias que estão lá [na Bíblia]. Não estamos querendo examinar todos os detalhes e gerar o que os outros chamam de controvérsia.”
A abordagem dessa nova série não deve ter o mesmo tom de investigação dos últimos projetos religiosos exibidos no History Channel, incluindo o polêmico documentário de 2011, “A Verdadeira Face de Jesus?”.
O material já foi lançado no Salão Internacional de Produtos Cristãos, em Orlando, e chamou muita atenção mesmo antes de estar pronto.
Traduzido de Orlando Sentinel

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Ex-Procurador Geral da República, Aristides Junqueira: “Não houve o mensalão”

22.07.2012
Do blog TUDO SOBRE O MENSALÃO, 02.07.12


O ex-procurador-geral da República Aris­tides Junqueira diz ao Jornal Opção que o mensalão, escândalo detonado por Roberto Jefferson (PTB-RJ) que abalou a república petista em 2005, não existiu. “Não pode haver mensalão, já que não há repetição mensal de pagamento. Se houve um ou outro pagamento eles não foram contínuos durante meses”, afirma.
Após criticar o Ministério Público Federal, ele frisa que não houve desvio de recursos públicos para bolsos privados nem para abastecer os cofres petistas e de legendas aliadas. “A denúncia também não consegue provar isso. Não demonstrou nada disso. Evidentemente está provado nos autos que os recursos foram oriundos de empréstimos em bancos particulares”, explica.
Segundo ele, a denúncia do MP é improcedente.”Não se trata de uma crítica ao MP, mas um reconhecimento da improcedência dela quando se leva em conta a defesa feita por esse grupo de advogados, com relação a um réu apenas, já que são 40. Hoje, parece-me que são 38: um morreu e outro foi reconhecido que a denúncia contra ele era improcedente, que é o Luiz Gushiken”.
O advogado exorciza supostos pecados da mídia. “Ele já está condenado pela mídia. Aliás, não é só ele. É um grupo. Eu diria que eles já estão até demonizados. A defesa dele não quer que ele seja santificado, mas que não seja também demonizado eternamente. O fato é que com esse resultado todo falar em Delúbio Soares é um palavrão muito grande que a sociedade não pode admitir.”
Com ironia, o ex-procurador-geral de Justiça diz que o Ministério Público “coloca quadrilha em tudo”. Mais: avalia que não há risco de prescrição. “Não. Em pouco tempo não prescreve não. Isso não é interessante”, adianta. Ele ingressou no auditório do Bloco B da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) escoltado por Delúbio Soares e Marcus Vinícius de Faria Felipe, ex-presidente da Agecom.
Aristides Junqueira participou de fórum, na PUC, Câmpus 5, em Goiânia, ao lado do ex-prefeito de Goiânia Darci Accorsi, hoje secretário Legislativo do prefeito da Capital, Paulo Garcia (PT). O ato era para debater os aspectos jurídicos da denúncia do MP Federal e  da defesa do matemático de Buriti Alegre Delúbio Soares, apontado como um dos chefes do mensalão  do PT.
Qual é o objetivo do debate sobre a defesa jurídica de Delúbio Soares?
O objetivo do debate é saber se juridicamente a defesa apresentada pelos advogados de Delúbio Soares é uma peça satisfatória e que possa levar à improcedência da denúncia. Esse é o objetivo.
A defesa de Delúbio Soares diz que o mensalão não existiu. A tese tem fundamento jurídico?
Primeiro, eu quero saber o que é mensalão. Eu não sei. Nós temos de perguntar ao Roberto Jefferson, que inventou a palavra e não explicou direito o que é isso. E também ao Ministério Público. Para saber o que que é mensalão. A defesa do Delúbio, que não foi feita por mim, estou apenas apreciando, mas por um grupo de advogados capitaneado pelo advogado Arnaldo Malheiros Filho, de São Paulo, demonstra que não pode haver mensalão, já que não há repetição mensal de pagamento. Se houve um ou outro pagamento eles não foram contínuos durante meses.
Não houve pagamento regular pelo governo a deputados federais da base aliada?
Não houve. Não houve. Pelo menos dentro dos autos, a defesa diz que isso não está provado. Dentro dos autos ele não está provado. Não houve pagamento mensal a deputados da base aliada.
Houve desvio de recursos públicos para bolsos privados?
A denúncia também não consegue provar isso. Não demonstrou nada disso. Evidentemente está provado nos autos que os recursos foram oriundos de empréstimos em bancos particulares
Existem provas desse empréstimos?
Os empréstimos estão provados. Empréstimos de bancos particulares. Isso não é negado por ninguém.
Trata-se de uma crítica à denúncia do Ministério Público Fe­deral?
Não. Não diria que é uma crítica à denúncia do Ministério Público, mas um reconhecimento da improcedência dela quando se leva em conta a defesa feita por esse grupo de advogados de Delúbio Soares, com relação a um réu apenas, já que são 40. Hoje, parece-me que são 38. Já que um morreu e outro foi reconhecido que a denúncia contra ele era improcedente, que é o Luiz Gushiken.
A defesa de Delúbio Soares diz que os grandes conglomerados de comunicação querem condená-lo previamente…
Eu penso que ele já está condenado pela mídia. Aliás, não é só ele. É um grupo. Eu diria que eles já estão até demonizados. Penso que a defesa dele não quer que ele seja santificado, mas que não seja também demonizado eternamente como é hoje. O fato é que com esse resultado todo, falar em Delúbio Soares é um palavrão muito grande que a sociedade não pode admitir.
O advogado Luiz Eduardo Green­halgh admite a utilização de recursos não contabilizados.
E daí? Se forem ler a defesa que Arnaldo Malheiros faz de Delúbio Soares, ele confessa isso. Mas trata-se de um crime eleitoral cuja prescrição já ocorreu.
Há indícios de formação de quadrilha, como apontou o Mini­stério Público federal?
O Ministério Público Federal vê e coloca [formação de] quadrilha em tudo.
Existe risco de prescrição?
Não. Em pouco tempo não prescreve, não. Isso não é interessante

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Jornalista afirma que UOL promove raiva contra evangélicos

22.07.2012
Do portal GOSPEL PRIME, 19.07.12
Por Leiliane Roberta Lopes

Para o blogueiro a intenção da reportagem era criar uma guerra religiosa afirmando uma invasão que não aconteceu


O jornalista Marco Antonio Araujo do blog O Provocador, do R7, escreveu um artigo falando sobre a reportagem publicada no UOL sobre o suposto caso de intolerância religiosa em Olinda (PE). Para o blogueiro o portal de notícias estaria promovendo a raiva contra evangélicos ao afirmar uma cena de intolerância que não aconteceu.
Araujo explica que o destaque na notícia continha os dizeres “Intolerância Religiosa” e o título dizia “Evangélicos tentam invadir terreiro em Olinda”. Ao entrar na reportagem o vídeo gravado mostra apenas um grupo de religiosos caminhando pela rua onde está localizado o terreiro em questão, sem qualquer prova de que eles tentavam invadir o local.
Diante disso o jornalista afirma que intolerante foi a forma como o portal UOL noticiou o caso.
“O vídeo, gravado pela suposta “vítima”, não corresponde à notícia”, escreve ele. “Nada justifica o tratamento dado pelo portal. A não ser, claro, que o tal ‘terrorismo religioso’ seja a descarada campanha que o Grupo Folha move contra aqueles a quem elegeu como inimigos”, conclui.
Vale lembrar que a matéria original foi postada no Jornal do Commercio e vários portais de notícia reproduziram o texto, incluindo o Terra que não tem ligação com a Folha.
Leia o texto do blog O Provocador:
UOL promove raiva contra evangélicos
O portal UOL colocou em sua home uma chamada para um vídeo, com o seguinte título: “Evangélicos tentam invadir terreiro em Olinda”. Ao entrarmos na notícia, aparece em destaque: “Intolerência Religiosa”. Porém, ao assistirmos às imagens, só podemos concluir que intolerante é forma como o portal tratou o assunto.
Friamente, só é possível ver um babalorixá lançando palavras inflamadas contra um grupo de pessoas que caminha em procissão à sua frente. Invasão? Nenhuma. Nada. Nem mesmo um esboço. Por que tamanho escarcéu?
O vídeo, gravado pela suposta “vítima”, não corresponde à notícia. Nada justifica o tratamento dado pelo portal. A não ser, claro, que o tal “terrorismo religioso” seja a descarada campanha que o Grupo Folha move contra aqueles a quem elegeu como inimigos.

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MILITARES AINDA ESPIONAM MST E PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA”, DIZ FREI BETTO

23.07.2012
Do portal FAZENDO MEDIA, 20.07.12
Por Ricardo Galharrdo

do IG São Paulo
“É muita ingenuidade nossa pensar que tudo acabou”. A frase é do escritor Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Betto, um dos principais nomes da Igreja Católica brasileira na resistência à ditadura militar (1964-1985). Preso entre 1969 e 1974, acusado de integrar a Ação Popular ao lado do guerrilheiro Carlos Marighella, Frei Betto está convencido de que os militares ainda agem nos bastidores do Planalto espionando as mais altas autoridades do país, inclusive a Presidência da República.
Em entrevista ao iG, Frei Betto, que foi assessor especial da Presidência no primeiro governo Lula, disse ter alertado o então chefe de gabinete Gilberto Carvalho sobre a possibilidade de escutas telefônicas no Palácio do Planalto. “Estou convencido de que isso existe até hoje. Não que eles (militares) estejam me seguindo ou espionando. Mas tenho certeza que o MST e até a Presidência da República, sim”, afirmou.
iG – Como era a atuação da Igreja na proteção dos perseguidos pela repressão? Registros mostram que até bispos de direita como d. Eugênio Salesajudavam a esconder alvos da ditadura.
Frei Betto – A minha pergunta é por que o d. Eugênio (morto no último dia 9, aos 91 anos) fez isso para estrangeiros e não fez para brasileiros? Essa é a minha pergunta.
iG – Existia uma rede de solidariedade na Igreja, uma rota de fuga com conexões no exterior?
FB – Meu trabalho principal foi organizar essa rota de fuga. Mandei umas 10 pessoas. Em geral, sequestradores do embaixador americano (Charles Elbrick). Ninguém acredita, a repressão muito menos, mas a verdade é que eu nunca fui na fronteira. No entanto, eu dominava o esquema da fronteira porque o (Carlos) Marighella tinha me passado como funcionava. Só tinha que receber as pessoas em Porto Alegre e dar a dica. Tinha duas passagens. Uma em Santana do Livramento com Rivera, no Uruguai, e outra em Passo de Los Libres, na Argentina. Então eu tinha que dar as coordenadas e passar um telegrama em código para a pessoa que ia ficar lá esperando e já sabia que alguém ia chegar lá com uma revista na mão, aquelas coisas. E passava. Alguns voltaram. Outros foram presos no Uruguai, Mas havia muita solidariedade em igrejas, conventos etc.
iG – Protestantes e outros grupos religiosos participavam dessa rede de solidariedade?
FB – Muito. O pastor Jamie Wright, por exemplo. O irmão dele foi assassinado, Paulo Wright, líder da AP (Ação Popular). Geralmente em Igrejas históricas como a Batista, Luterana, Presbiteriana, Metodista, judeus. Naquela época quase não existiam as neopentecostais. E todos eles divididos a exemplo da Igreja Católica.
iG – Como era lidar com os infiltrados?
FB – Era muito difícil. Quando estávamos presos no Dops, em 1969, havia lá o delegado Alcides Cintra Bueno que era chamado “delegado do culto” por ser especializado em religiões. Era um homem de formação católica meio carola, mas torturador. Como ele conhecia muito a mecânica das Igrejas era o que mais interrogava religiosos. Nós vimos frades de hábito que eram agentes dele e iam lá dar informação sobre subversão na Igreja. Além do Lenildo Tabosa que era do Jornal da Tarde, assistiu ao interrogatório do Frei Fernando e a vida inteira carregou esta cruz fazendo de tudo para negar. Mas nunca conseguiu convencer, Fernando viu.
iG – Até descobrirem a existência de infiltrados muitas pessoas caíram?
FB – Sim. Era muito difícil descobrir infiltrados. Muitos a gente detectou, mas tem gente que colaborou com a ditadura e vai morrer incólume. A não ser que tenha dado uma mancada. Tem um seminarista dominicano que a gente não sabe se ele já era colaborador quando entrou. Depois, na USP, descobriram que ele era agente da repressão. Ele sumiu do mapa durante uns cinco anos e então recebemos informação de que ele tinha sido levado para um treinamento na escola da CIA no Panamá. Quando eu saí da prisão ele reapareceu todo amiguinho dizendo que estava com saudade e falei para ele, cara a cara, “não sei se você é ou não é, mas não tenho a menor confiança em você e por favor não me apareça mais”.
iG – Essa paranoia durou até depois do fim da ditadura, não?
FB –Quando saí da prisão fui morar numa favela em Vitória e fiquei lá de 1974 a 1979. Já em 1977 comecei a voltar a São Paulo para trabalhar com educação popular. Quando Fernando Henrique, Almino Afonso e Plínio de Arruda Sampaio voltaram para o Brasil eles vieram com a ideia de fundar um partido socialista. Eu, naquele momento, estava no auge da mobilização pelas CEBs (Comunidades Eclesiais de Base) e eles me convocaram para uma reunião na casa de um jornalista, cujo nome não vou citar pois estou subjetivamente convencido que esta pessoa era da repressão mas não tenho prova. Sei que me estranhou o fato de ele ser um repórter e ter um padrão de vida tão alto. E tome vinho, tome vinho, conversamos, eles tentavam me convencer que tinham a forma, um partido socialista, e eu entrava com a massa, as CEBs. Eu respondi que ia surgir um partido de baixo para cima, isso em 1978, por intuição, e depois surgiu o PT em 1980. Marcamos outra conversa, o jornalista insistiu para que fosse novamente na casa dele e isso acabou num impasse. Até que um frade daqui, depois de muitos anos, me perguntou se eu havia participado de uma reunião na casa de fulano, com Fernando Henrique (Cardoso, ex-presidente) e Plínio (de Arruda Sampaio) etc. Perguntei como ele sabia daquilo e o frade respondeu que um general amigo dele ligado ao SNI foi quem contou. Aí caiu a ficha. Tinha muito esse tipo de coisa. Recentemente peguei no arquivo público nacional todo meu dossiê. Ele vai até 1992. E tem coisas absolutamente inverossímeis.
iG – O senhor ainda toma algum cuidado especial?
FB - Estou convencido de que isso existe até hoje. Não que eles (militares) estejam me seguindo ou espionando. Mas tenho certeza que o MST e até a Presidência da República, sim. Seria muita ingenuidade nossa achar que o Planalto não é espionado. É o centro, o coração do poder. Quando trabalhei no Planalto (no primeiro governo Lula) duas coisas me chamaram atenção. Primeiro que todos os garçons eram das Forças Armadas. E o garçom é a pessoa que entra no meio da reunião, que enquanto está servindo o cafezinho fica escutando tudo, fica amigo das secretárias, tem trânsito livre até na sala do presidente. Não entra o ministro, mas entra o garçom. E outra coisa foi num dia em que o Lula estava viajando, subi na sala do Gilberto Carvalho (então chefe de gabinete da Presidência) e vi um pessoal na sala do Lula cheio de equipamentos. Perguntei o que era aquilo e o Gilberto disse que era o pessoal da varredura do Exército. Eu perguntei para o Gilberto qual a garantia de que eles não tiram um equipamento de gravação e colocam outro. Gilberto disse que nunca tinha pensado nisso.
iG – Mas seriam os militares?
FB – Sim. Os militares.
iG – Com qual objetivo?
FB – O objetivo é simples. Informação é poder.
iG – O que se sabe é que existe uma grande rede de espionagem em Brasília mas por razões econômicas, chantagem etc.
FB – Os militares neste ponto são mais… é como nos EUA. A CIA não prende ninguém. Ela só trabalha com informação. Quem prende é o FBI. É muita ingenuidade nossa pensar que tudo acabou.
iG – Os militares teriam um projeto de retomar o poder?
FB – Não. Eles têm o projeto de não serem surpreendidos e eventualmente até de manipular.
iG – Eles são movidos pelo medo?
FB – Não. É uma questão de inteligência militar mesmo.
Colaborou Gisele Silva, iG São Paulo
(*) Entrevista reproduzida do IG.

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Violência explode em São Paulo e confronta Alckmin


23.07.2012
Do blog SINTONIA FINA, 22.07.12

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG- Partido da Imprensa Golpista) não mostra!



TAXA DE HOMICÍDIOS AVANÇA 45%, MAS O GOVERNADOR SE NEGA A ENXERGAR UMA CRISE AGUDA NA SEGURANÇA PÚBLICA, COMANDADA PELO SECRETÁRIO ANTONIO FERREIRA PINTO; GUERRA ENTRE O PCC E A POLÍCIA MILITAR MATOU OITO PMS NO ÚLTIMO MÊS; EM CINCO ANOS, POLICIAIS MATARAM 2.262 PESSOAS NO ESTADO

São Paulo voltou a viver sob o signo do medo. Primeiro, diversos restaurantes foram assaltados na cidade que se vende como uma das capitais mundiais da alta gastronomia. Depois, ônibus foram incendiados. Agora, as estatísticas que começam a ser liberadas pela Secretaria de Segurança Pública, em São Paulo, revelam o que já se sabia: a violência explodiu no estado mais rico do País. Em junho de 2012, o número de homicídios cresceu 45% na cidade de São Paulo. Foram 121 ocorrências, ante 83 no mesmo período do ano passado. Nas 38 cidades que compõem a região metropolitana da Grande São Paulo, o número também saltou de 75 para 88 homicídios, o que representa alta de 17%.

Há uma crise aguda na área de segurança pública, comandada pelo secretário Antonio Ferreira Pinto, mas o governador Geraldo Alckmin se nega a enxergá-la.  Em junho, oito policiais militares foram assassinados e os crimes tiveram características de execuções encomendadas pelo grupo criminoso PCC, o Primeiro Comando da Capital. Além disso, a PM também se envolveu em ocorrências desastradas, como a morte do publicitário Ricardo Aquino, cujo celular foi confundido com uma arma pela polícia.

A execução de Aquino pode ser enquadrada naquilo que a polícia define como “resistência seguida de morte”. São pessoas executadas em supostos confrontos com a polícia. Em cinco anos, 2.262 pessoas morreram desta forma em São Paulo, mais do que o número registrado nos Estados Unidos como um todo. Lá, houve 1.963 mortes em confrontos com a polícia em cinco anos, o que representa uma taxa de 0,63 a cada 100 mil habitantes. Em São Paulo, a taxa foi de 5,51 por 100 mil habitantes.

Resistência seguida de morte é o novo nome técnico da pena de morte à brasileira
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Entrada da Venezuela no Mercosul é tratada com expectativa

23.07.2012
Do portal da AGÊNCIA BRASIL, 21.07.12
Por Luciene Cruz

Repórter da Agência Brasil

Brasília - A adesão oficial da Venezuela no Mercosul, marcada para o dia 31 de julho, tem gerado muita expectativa. Benefícios no intercâmbio comercial são esperados por Brasil, Uruguai e Argentina. No entanto, a persistência da crise econômica pode atrasar essas vantagens.
Para o professor e autor do livro Comércio Internacional e Legislação Aduaneira, Rodrigo Luz, o atual momento de instabilidade financeira deve ser levado em consideração. “A Venezuela está em crise e isso leva a um protecionismo maior. Quando decidiram entrar no Mercosul, estavam em um momento melhor. Talvez o ânimo tenha diminuído no quesito de derrubar barreiras, o que pode gerar atrasos nas destravações comerciais”, analisou.
Um dos maiores interesses do governo brasileiro é a aplicação da tarifa externa comum (TEC) pelo governo venezuelano. Os sócios do bloco têm direito a um número limitado de produtos com tarifas reduzidas. A lista deve ser de 200 itens com taxas menores de importação, com isso, quem está dentro do Mercosul tem vantagem para vender, o que garante acesso de novos exportadores. No entanto, a Venezuela ainda não informou até o momento como irá cumprir os compromissos com o bloco.
O presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex), da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Rubens Barbosa, avalia com cautela a entrada do novo membro. “A Venezuela precisa cumprir o protocolo de adesão, para o Brasil ter efeitos positivos comercialmente. Resta saber quando será cumprido, pode ser rápido ou levar anos”, explica. Segundo ele, ainda não é possível vislumbrar os efeitos das destravações comerciais para o Brasil.
A entrada de um novo membro também traz à tona a discussão da realização de novos acordos bilaterais. No entanto, como toda decisão no Mercosul precisa ser tomada em consenso, ainda há incertezas do apoio do novo sócio aos ideais brasileiros, que por exemplo, sempre acalentou um acordo Mercosul-União Europeia.
Na avaliação do presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto Castro, se depender da pretensão do governo venezuelano, o acordo pleiteado será apenas utópico. “A visão de mundo da Venezuela é limitada, o que vai dificultar acordos bilaterais. Conseguir unanimidade entre cinco países [quando acabar a suspensão do Paraguai] vai ser ainda mais difícil. A Venezuela pode se tornar um complicador a mais”, declarou.
E é essa exigência de consenso que dificulta a tomada de decisões no bloco. Luz ressaltou que o Brasil ganha com um novo mercado, mas ao mesmo tempo perde com negociações emperradas com o resto do mundo. Para ele, com negociações travadas, pode ser que a conta não seja positiva, já que a regra do Mercosul é só negociar em conjunto.
Edição: Fernando Fraga

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Novos diálogos mostram Cachoeira e Demóstenes fazendo negócios em nome de Perillo

23.07.2012
Do DIARIO DE PERNAMBUCO, 21.07.12

Gravações revelam diálogos telefônicos entre o senador e o contraventor citando Marconi Perillo 


Gravações revelam diálogos telefônicos entre o senador e o contraventor citando Marconi Perillo (Antônio Cruz/ABr)Novas gravações divulgadas neste final de semana em reportagem da revista Época revelam trechos de diálogos telefônicos entre o senador cassado Demóstenes Torres, o contraventor Carlos Cachoeira e outros integrantes do esquema citando o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). A reportagem traz trechos inéditos de diálogos que estão no processo que corre em segredo de justiça em uma vara federal de Goiás. Segundo a revista, os diálogos indicam que Perillo teria direcionado a contratação de empresas, sem licitação. As conversas, interceptados pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo, mostram Demóstenes, Cachoeira e outros fazendo negócios em nome do governador.

Nos diálogos, um assessor da administração goiana afirma que o governador “mandou passar” um contrato, que poderia render R$ 1,2 bilhão, à empresa Delta Construção, declarada depois inidônea pelo governo federal.

Em outro trecho, Marconi Perillo é responsabilizado por ordenar, através de Demóstenes que o Detran de Goiás contratasse uma “empresa amiga”. As investigações da Polícia Federal, citadas pela revista, mostram que o presidente do Detran de Goiás, Edivaldo Cardoso, teria sido nomeado para o cargo por indicação de Carlinhos Cachoeira e fora encarregado de garantir que a Delta Construção fosse beneficiada em contratos públicos. Em diálogo, interceptado pela Polícia Federal, Carlinhos Cachoeira acerta com Edivaldo Cardoso a contratação da Politec, segundo eles, a pedido de Marconi Perillo. A empresa de tecnologia prestou serviços ao Detran de Goiás, segundo a revista semanal, sem licitação ou contrato formal.

Em um outro trecho, um assessor do governador de Goiás afirma que o presidente da Agência de Transportes e Obras Públicas, Jayme Rincón, teria dito que Marconi Perillo escolheu a Delta Construção para administrar a instalação em Goiânia de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que deverá fazer a ligação leste-oeste da cidade.

Além dos diálogos que citam Perillo, a reportagem também mostra que um irmão do governador de Goiás, chamado Antônio Pires Perillo, ou Toninho, teria um celular Nextel habilitado nos Estados Unidos para conversar com Cachoeira – e que Toninho prestou serviços a ele.

Procurados pela publicação, Jayme Rincón negou o diálogo e Marconi Perillo disse que não pediu para que a obra fosse repassada para a Delta Construção. O governador de Goiás disse que não tem conhecimento sobre as relações entre Antônio Pires, Perillo e Carlinhos Cachoeira e pediu para peguntar ao seu irmão o motivo de ele portar um celular para conversar com o bicheiro.

A divulgação levou o governador goiano a entrar com representação na Procuradoria Geral da República e pedir investigação do vazamento dos dados sigilos e punição aos responsáveis, segundo nota divulgada neste sábado pela assessoria de imprensa do PSDB da Câmara. O líder do PSDB na Câmara, Bruno Araújo (PE), criticou o que considera vazamento seletivo de dados sigilosos para prejudicar Perillo, demonstrando a politização dos trabalhos da CPI mista do caso Cachoeira. Araújo cobrou que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, tome providências para evitar o uso de setores da Polícia Federal para fins políticos.

"Precisamos ter cuidado para não direcionar a investigação apenas ao governo de Goiás e transformar em tribunal de inquisição. Não entendo a insistência dos adversários políticos do governador em atacá-lo de forma tão violenta e direcionar", afirmou Araújo.

Para o líder do PSDB, as notícias veiculadas neste final de semana não comprovam a ligação do governador com o esquema do bicheiro Carlinhos Cachoeira:

"Mesmo com essa onda de vazamento seletivo, nenhuma gravação mostra conversa do governador com qualquer integrante do esquema. Pelo contrário, fica claro que várias pessoas utilizam o nome de Perillo de forma irresponsável".

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TUCANOS ODEIAM O BOLSA FAMÍLIA: Tucanos têm recaída e chamam Bolsa Família de 'compra de votos'

23.07.2012
Do portal da REVISTA CARTACAPITAL, 21.07.12
Por  Helena Sthephanowitz, especial para a Rede Brasil Atual

Tucanos têm recaída e chamam Bolsa Família de 'compra de votos'
Desinformação ou má fé, site oficial do PSDB segue errando ao atacar política de inclusão social iniciada com Lula (reprodução)
O 'site' oficial do PSDB na internet abriu fogo contra os cidadãos de baixa renda que exercem seus direitos de receber o Bolsa Família, ofendendo-os ao acusar de "vender seus votos" em troca do benefício. A postura do tucanato demonstra uma visão preconceituosa contra a consciência cidadã dos mais pobres. 
Ao contrário da tese tucana, o programa Bolsa Família tem efeito emancipatório do voto, pois reduz a dependência dos mais pobres de favores materiais providos por maus políticos (ao arrepio da lei). Além disso, o cidadão mais pobre também vota com sua consciência e com a avaliação que faz das candidaturas pelo conjunto da obra e das propostas e não apenas por um único programa. E convenhamos que não é uma boa proposta política atacar um programa com resultados comprovados, mundialmente aprovado, copiado, elogiado, e bem avaliado pela população.
Na ânsia de atacar o Bolsa Família, o PSDB repete chavões reacionários quando volta ao tempo em que comparava o programa a esmolas, e volta a dizer que "perpetua a miséria", quando a dinâmica de ascensão social no Brasil desmente categoricamente esse tese, ao longo do tempo. O tucanato apela até a um vídeo usado na campanha de 2010, quando o jurista Hélio Bicudo demonstrava um inexplicável ressentimento contra o governo Lula e dava declarações descontextualizadas e com argumentos frágeis, fora da realidade.
Os tucanos repetem o ranço das velhas oligarquias reacionárias que conspiram contra conquistas sociais históricas do Brasil. São os herdeiros daqueles que se opuseram à lei Áurea, à criação da CLT, ao salário mínimo, aos subsídios à previdência social para idosos de baixa renda. E são os que praticaram o governo neoliberal dos anos 90 que tanto sacrifício trouxe aos trabalhadores e aos brasileiros mais pobres.
Não por acaso, um de seus principais líderes políticos, José Serra (PSDB-SP) foi reprovado com nota 3,75 na Constituinte de 1988 (*), em avaliação feita pelo DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), de acordo com o voto do parlamentar nos temas de interesse social e dos trabalhadores. 
Ele votou:
- contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas;
- contra mais garantias ao trabalhador de estabilidade no emprego;
- negou seu voto pelo direito de greve;
- negou seu voto pelo abono de férias de 1/3 do salário;
- negou seu voto pelo aviso prévio proporcional;
- negou seu voto pela estabilidade do dirigente sindical;
- negou seu voto para garantir 30 dias de aviso prévio;
- negou seu voto pela garantia do salário mínimo real;
- votou contra a implantação de Comissão de Fábrica nas indústrias;
- votou contra o monopólio nacional da distribuição do petróleo.
(*) Do livro "Quem foi quem na Constituinte"

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