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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Primeira via da carteira de identidade será gratuita em todo o país

19.07.2012
Do portal da Agência Brasil
Por Yara Aquino

Repórter da Agência Brasil


Brasília – A partir de hoje (19), a emissão da primeira via da carteira de identidade será gratuita em todo o território nacional. A determinação está na lei sancionada pela presidenta Dilma Rousseff e publicada nesta quinta-feira no Diário Oficial da União.

A emissão da segunda via do documento, porém, pode ser cobrada e a taxa, determinada pela legislação de cada estado. Atualmente, alguns estados já isentam o cidadão do pagamento da primeira identidade como o Rio de Janeiro e o Acre, além do Distrito Federal.

Para requerer a carteira de identidade é preciso apresentar certidão de nascimento ou de casamento. Brasileiros natos ou naturalizados e o português beneficiado pelo Estatuto da Igualdade podem obter o documento.

A lei sancionada pela presidenta Dilma e pela ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, modifica a Lei no 7.116, de 29 de agosto de 1983, que não traz expresso o direito à gratuidade.

Edição: Talita Cavalcante

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CORRUPÇÃO TUCANA: Será que o deputado Sergio Guerra vai entender?

19.07.2012
Do BLOG DO SARAIVA, 18.07.12
Por Jussara Seixas

O deputado Sergio Guerra, presidente do PSDB, não  entende ou finge que não entende  as operações da PF batizadas de Monte Carlo  e Saint- Michel.  Essas duas operações  tinham um objetivo: desarticular uma organização criminosa  que  explorava  jogos de azar no estado de Goiás. Essas operações da PF  basearam-se em escutas  telefônicas  com autorização da justiça.  O principal alvo da operação  foi o contraventor Carlinhos Cachoeira. 

O que deve ter  sido surpresa até para a PF  foi  o grande número de políticos, policiais, juízes, promotores, empresários,  ligados ao esquema de poder e de corrupção do contraventor Carlinhos  Cachoeira.  Ora, deputado Sergio Guerra, as escutas telefônicas  gravaram  as conversas do  ex-senador, cassado, Demóstenes Torres com Carlinhos Cachoeira, gravaram as tramoias da tal compra e venda da casa  do governador Perillo.  Gravaram as conversas e recebimento de propina de secretários do governador Perillo. 

O  Núcleo de Inteligência da Polícia Federal remeteu à Procuradoria-Geral da República um relatório sigiloso contendo todas as evidências de envolvimento do governador Marconi Perillo com o esquema da construtora Delta e do bicheiro Carlinhos Cachoeira.  Nessas  interceptações telefônicas da PF aparecem, além do governador Perillo,  deputados e prefeitos  do PSDB, PPS, PTB, PP, PT, PMDB, DEM. Mas o seu protegido, o governador de Goiás Marconi Perillo, foi pego com a boca na botija, com a mão  grande na corrupção, na propina.

A revista Época desta semana traz revelações  de gravações feitas  pela PF que são uma verdadeira bomba para o seu protegido. O que o nobre deputado acha? A PF está mentindo? Essas gravações são falsas? Essas  gravações não existem?  Essas duas operações da PF foram realizadas só  com a intenção de pegar o seu protegido, o governador Marconi Perillo?  Tenha a santa paciência, nobre deputado, acha que somos todos um bando de bobos, de idiotas,  para acreditar  na defesa  do seu protegido, que isso tudo é uma armação por conta do julgamento do tal mensalão?  

Pelo andar da carruagem, o governador Marconi Perillo já era, já foi, além de ter muito o que explicar para  a justiça.   Está ficando feio para o nobre deputado tentar defender o indefensável,  culpando quem nada, absolutamente nada, tem com isso. O PT não é culpado pelas mazelas, pela corrupção, pelas propinas  que foram  descobertas pela PF,  mas  sim seu protegido governador Marconi Perillo. Entendeu, nobre deputado Sergio Guerra, presidente do PSDB,  ou quer que eu desenhe?

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Revista Veja tem mais uma matéria contestada

19.07.2012
Do portal CORREIO DO BRASIL, 18.07.12
Por Redação, com Portal Vermelho - de Brasília


Operação Monte Carlo
Gontijo doou R$ 8,2 milhões para campanha de Serra em 2010
José Celso Gontijo, dono da JC Gontijo, surge nos grampos da Operação Monte Carlo como o responsável pela entrada da Delta no Distrito Federal. Em 2010, sua esposa, Ana Maria Baeta Valadares Gontijo, doou R$ 8,2 milhões, como pessoa física, à campanha presidencial de José Serra. Em vídeo, empreiteiro ainda aparece pagando propina.
No dia 7 de maio de 2011, a revista Veja publicou uma reportagem chamadaO segredo do sucesso, atribuindo a José Dirceu as peripécias da Delta no País. Graças à suposta influência do ex-ministro da Casa Civil, a empreiteira de Fernando Cavendish estaria se tornando uma das maiores do País. A reportagem se revela agora, foi mentirosa, como é pratica daquela publicação.
Agora, novos grampos da Polícia Federal, colocam em xeque essa versão. São conversas entre Carlos Cachoeira e Claudio Abreu, em que tratam dessa reportagem mentirosa. No diálogo 19, dos 73 que foram vazados pelo jornalista Paulo Henrique Amorim, do site Conversa Afiada, Cachoeira e Abreu deixam claro que Dirceu não tem qualquer relação com os negócios da Delta.
Dizem ainda que o responsável pela entrada da empreiteita no governo do Distrito Federal foi um construtor local: o empresário José Celso Gontijo, da JC Gontijo, que é uma das maiores incorporadoras de Brasília.
A conexão entre Gontijo e José Serra, candidato a prefeito de São Paulo pelo PSDB, é uma doação de R$ 8,2 milhões feita pela esposa do empreiteiro, Ana Maria Baeta Valadares Gontijo, à campanha presidencial do tucano, em 2010.

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TIM, Oi e Claro terão vendas suspensas em vários estados a partir de segunda-feira

19.07.2012
Do portal SUL21, 18.07.12

TIM, Oi e Claro terão vendas suspensas em vários estados a partir de segunda-feira

Da Redação
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) anunciou hoje (18) que a partir de segunda-feira (23) estará suspensa a comercialização de linhas de telefonia celular e internet em 19 estados para a operadora TIM, cinco estados para a Oi e três para a Claro. A liberação da venda está condicionada à apresentação de um plano de investimentos em até 30 dias para a Anatel, que deve tratar principalmente da qualidade da rede, completamento de chamada e diminuição de interrupção de serviços.
Leia mais:

“Embora seja medida extrema, é importante para fazer uma arrumação do setor. Queremos que empresas deem atenção especial à qualidade da rede”, disse o presidente da Anatel, João Rezende. Ele também argumentou que o aumento do número de clientes deve ser acompanhada do aumento da qualidade dos serviços. As empresas que não cumprirem a decisão de suspensão das vendas deverão pagar multa de R$ 200 mil por dia.
Cada estado terá apenas uma operadora suspensa. Para a Claro, haverá suspensão em Santa Catarina, Sergipe e São Paulo. Para a operadora Oi, a proibição vai ser nos estados do Amazonas, Amapá, de Mato Grosso do Sul, Roraima e do Rio Grande do Sul. Na Tim, não poderão ser feitas novas vendas no Acre, em Alagoas, na Bahia, no Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, em Goiás, no Maranhão, em Minas Gerais, Mato Grosso, no Pará, na Paraíba, em Pernambuco, do Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, em Rondônia e no Tocantins.
As operadoras Vivo, Sercomtel e CTBC também deverão apresentar plano nacional, mas sem a suspensão dos serviços. Caso contrário, poderão sofrer uma ação da Anatel que, em último estágio, acarretará a suspensão dos serviços.
As empresas poderão recorrer ao Conselho Diretor da Anatel para pedir a suspensão da decisão. A Anatel deve receber as empresas a partir de amanhã (19) para tratar da questão.
Com informações da Agência Brasil

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Cerco sobre Serra e Paulo Preto se fecha após doação milionária

19.07.2012
Do blog de FERNANDO HADDAD, 18.07.12

Serra
O cerco à ligação entre o esquema criminoso do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, apoiado por um grupo de empresários de vários Estados brasileiros, começa a se fechar sobre o candidato tucano à administração municipal de São Paulo, José Serra. Ele e assessores próximos têm sido pressionados a explicar a série de ligações com integrantes do grupo acusado de fraude, contravenção e formação de quadrilha, liderado pelo contraventor goiano. 

Em 2010, durante a campanha derrotada ao Palácio do Planalto, o grupo de Serra recebeu uma doação de R$ 8,2 milhões, feita pela esposa do empreiteiro José Celso Gontijo, Ana Maria Baeta Valadares Gontijo. O valor foi um ponto fora da curva para uma pessoa física, uma vez que a lei eleitoral permite apenas que se doe 10% do valor ganho num determinado ano. A situação se agrava devido ao fato de Gontijo aparecer em um dos vídeos gravados por Durval Barbosa, ex-secretário do governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, no qual ele paga propina para manter seus contratos de tecnologia no Distrito Federal. Arruda e Serra eram da mesma facção dentro do PSDB e foi cogitado para ser companheiro de chapa do tucano na corrida presidencial, descartado após o escândalo.

A doação milionária de Ana Gontijo para a campanha tucana de 2010, como pessoa física, é comparável somente às doações dos grandes bancos e grandes empreiteiras e, naquele ano, bateu todos os recordes. Ana Gontijo precisaria ter ganhado cerca de R$ 7 milhões por mês de salário bruto ou renda ao longo de 2009 (cerca de R$ 82,5 milhões de renda anual). Um processo em curso na Receita Federal verifica a autenticidade da fortuna doada pela Srª Gontijo, cujo marido foi filmado entregando maços de dinheiro para o esquema conhecido como Mensalão do DEM, desvendado pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal (PF). No relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o escândalo, produzido pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, vale destacar o tópico inteiro dedicado a Celso Gontijo:

“O Sr. JOSÉ CELSO GONTIJO figura ainda como proprietário da empresa CALL TECNOLOGIA E SERVICOS LTDA, de CNPJ no 05003257/0001-10, empresa citada no Inquérito n° 650/STJ como financiadora do esquema de corrupção, e que possui contratos com a CODEPLAN e o DEFRAN, totalizando repasses no valor de R$ 109.347.709,17 (cento e nove milhões, trezentos e quarenta e sete mil, setecentos e nove reais e dezessete centavos) entre os anos de 2000 a 2010.


“O Sr. JOSÉ CELSO GONTIJO aparece em gravação feita pelo Sr. DURVAL BARBOSA, entregando-lhe dois pacotes contendo diversas notas de R$ 100,00 (cem reais). Esse vídeo compõe o inquérito nº 650/STJ e foi gravado na gestão do governador José Roberto Arruda, conforme foto do ex-governador disposta na parede oposta da gravação. Segundo o Sr. DURVAL BARBOSA, esse encontro ocorreu no dia 21 de outubro de 2009 na Secretaria de Assuntos Institucionais (v. 4, p. 528). Ainda segundo o declarante esse encontro tinha como objetivo fazer um “acerto” do recurso arrecadado como propina de um contrato com a empresa CALL TECNOLOGIA E SERVICOS LTDA (v. 4, p. 529). A propina era entregue diretamente pelo Sr. JOSÉ CELSO GONTIJO, por seus funcionários, e em uma ocasião pelo Sr. LUIS PAULO DA COSTA SAMPAIO. Ressalta ainda o delator que essa propina era paga desde o governo passado, equivalendo a um percentual entre 7% (sete por cento) e 8% (oito por cento) do total pago à empresa, já descontado o valor dos impostos. Esse dinheiro era inclusive arrecadado à época da campanha do Sr. JOSÉ ROBERTO ARRUDA ao governo do DF”.


Gontijo e Paulo Preto

A CPMI do Cachoeira visa os depoimentos de José Gontijo e Paulo Vieira de Souza, ou Paulo Preto, como é conhecido o ex-captador de recursos para as campanhas eleitorais de Serra, em São Paulo, agendados para o mês que vem. Coincidência ou não, assim que soube da convocação de Paulo Preto, o senador tucano paulista Aloysio Nunes, responsável pelo caixa de campanha em 2010, pediu para se afastar da Comissão, sendo substituído por Cyro Miranda (PSDB-GO). Fernando Cavendish, ex-presidente da Delta Construções; e Luiz Antonio Pagot, ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) do Ministério dos Transportes; além de Adir Assad, empresário de São Paulo que atua nos segmentos de construção civil e eventos também falarão aos senadores.

Call Center


Ao todo, o Estado de São Paulo fez contratos de quase R$ 1 bilhão com a Delta; R$ 178, 5 milhões, celebrados nas gestões Alckmin (2002 a março de 2006 e de janeiro de 2011 em diante) e R$ 764,8 milhões no governo Serra (janeiro de 2007 a abril de 2010). Paulo Preto assinou o maior parte deles. A Dersa contratou a Delta, em 2009, para executar a ampliação da marginal do Tietê por R$ 415.078.940,59 (valores corrigidos). Pela Delta, assinou Heraldo Puccini Neto, que teve a prisão preventiva decretada em abril e continua foragido.

– A CPMI está complementando esse trabalho que, aliás, foi muito bem feito. Está dissecando todo o fluxo de recursos da organização criminosa: quais empresas alimentavam-na e quais ela alimentava. Ou seja, origens, destinos, valores… A CPMI tem agora uma equipe grande de técnicos do Banco Central, Controladoria Geral da União (CGU), Tribunal de Contas da União, Polícia Federal, Senado, que está analisando os dados. São técnicos fazendo uma análise financeiro-contábil da circulação do dinheiro. Nós queremos ter um diagnóstico rápido da organização e provas consistentes para levar a julgamento célere as pessoas envolvidas – disse o vice-presidente da CPMI do Cachoeira, Paulo Teixeira (SP), ao site Viomundo.


A presença de José Celso Gontijo na administração tucana de São Paulo também foi identificada desde 2006, quando a empresa Call Tecnologia, também conhecida como Call Contact Center, passou a administrar as chamadas para os serviços dispostos pela prefeitura de SP, durante a gestão de José Serra. À época, os pagamentos mensais para a empresa chegavam a R$ 1,2 milhão, algo próximo dos R$ 30 milhões por dois anos de serviço. Na atual gestão do prefeito Gilberto Kassab, o contrato foi prorrogado.


Em abril de 2009, a Call Tecnologia fechou outro contrato, desta vez com o governo estadual de São Paulo, com Serra no Palácio dos Bandeirantes, um ano antes dele se candidatar à Presidência da República, pelo partido que recebeu os R$ 8,25 milhões da mulher de Gontijo.

Correio Do Brasil

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Mulher fica mais atraente em período fértil, diz pesquisa da USP

19.07.2012
Do portal UOL NOTÍCIAS/SAÚDE,18.07.12
Por Bruna Romão
Da Agência USP de Notícias


Na fase mais fértil do ciclo menstrual, mulheres são consideradas mais atraentes pelos homens do que quando estão na fase menos fértil. Isto é o que indicam os resultados de um estudo desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Psicobiologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP pela psicóloga Lina María Perilla-Rodríguez.
Durante a pesquisa, duas fotos da face de 18 mulheres em fase reprodutiva (dos 18 aos 42 anos), obtidas nas fases fértil e infértil do ciclo, eram apresentadas a 64 julgadores voluntários do sexo masculino, maiores de 18 anos, que deviam apontar a mais atraente e indicar um nível de atratividade para cada retrato.
Em uma das etapas do estudo, 62% dos rostos fotografados na fase fértil foram escolhidos como mais atraentes, contra 38% na fase infértil. Em outra etapa, na qual foram excluídos da foto elementos externos, como cabelos e orelhas, o resultado alterou-se para 58% na fase fértil, contra 42% na infértil.
Anticoncepcional anula diferença
O estudo também envolveu uma comparação entre a variação da atratividade de mulheres que não faziam uso do anticoncepcional hormonal (AH) e outras que o utilizavam. Para isso, foram avaliadas as faces de mais 18 mulheres, estas usuárias de AH, fotografadas nos períodos correspondentes à Fase Folicular Tardia (FFT) e à Fase Lútea (FL) de um ciclo menstrual ovulatório normal.
A partir disto, um importante achado da pesquisa foi a diferença não significativa no julgamento da atratividade entre as faces destas mulheres nas duas etapas do ciclo: houve 52% de preferência pelos rostos fotografados na fase fértil (FFT), contra 48% pelos rostos da infértil.
Lina María explica que nessas mulheres não ocorrem as mudanças hormonais características da transição de fase menstrual, conforme a ovulação, e essa pode ser uma das razões pelas quais não são detectadas alterações na atratividade. “O uso ou não do anticoncepcional pode influenciar na atratividade da mulher”, conclui.
O que muda na mulher?

Após a finalização da pesquisa, a psicóloga também fez uma observação das faces das mulheres em nível qualitativo, percebendo certas alterações nos rostos daquelas que não usam anticoncepcionais. “Basicamente, o que muda são os tecidos moles do rosto: os lábios ficam um pouco mais volumosos, e o rosto fica mais arredondado na região das bochechas. Mas são mudanças muito sutis”, relata.

Apesar disso, para melhores conclusões sobre essas diferenças seriam necessários novos estudos voltados especificamente para a identificação das características do rosto e outras partes do corpo feminino que sofrem alterações conforme o ciclo menstrual.
Segundo Lina María, essas constatações respaldam estudos que afirmam que o ser humano, mesmo inconscientemente, é hábil para perceber pequenas mudanças no outro, entre elas a fertilidade, neste caso, relacionada ao julgamento de maior atratividade facial da mulher.
Como seres biológicos, ela explica, o objetivo de toda espécie é a reprodução. Logo, esta capacidade de percepção seria conveniente para a escolha da melhor parceira para procriação.

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O pesadelo da imobilidade urbana: até quando?


20.07.2012
Do portal da Revista Carta Maior, 04.07.12
Por  Marcos Pimentel Bicalho*

O sonho de modernidade se transformou no pesadelo da imobilidade e, mesmo para a minoria que tem acesso aos automóveis, este modelo dá sinais claros de esgotamento. O Brasil pratica uma política de Robin Hood às avessas: há mais subsídio para a produção de automóveis do que de ônibus; o preço da gasolina é mantido congelado, enquanto sobe o do óleo diesel, que move a quase totalidade do transporte coletivo ; e bilhões são gastos em obras direcionadas para a inalcançável meta de “desafogar o trânsito”, enquanto que investimentos em metrôs e corredores de ônibus não saem do papel. O artigo é de Marcos Pimentel Bicalho.

No final do ano passado, na abertura da reunião do Fórum Nacional de Secretários de Transporte, em João Pessoa, o Governador da Paraíba, em sua fala, disse, mais ou menos literalmente a seguinte frase: “as políticas do Governo Federal de incentivo à indústria automobilística, ainda que tenham tido efeito benéfico para a economia, foram desastrosas para as cidades brasileiras”.

De fato, a concessão de incentivos fiscais para a produção de automóveis foi uma das principais medidas do Governo para enfrentar, com sucesso, a crise econômica mundial de 2009, e continua sendo peça importante das ações que visam manter aquecida a economia nacional. Porém, a que custo?

O Governador se referia aos congestionamentos, a parte mais visível do problema. Perdas econômicas, para as cidades, e deterioração da qualidade de vida, para a população, antes sentidas apenas nas grandes metrópoles, se tornaram parte do cotidiano de todas as cidades médias, e até de menor porte, guardadas as devidas proporções, é claro.

Outros graves problemas também decorrem do modelo de transporte abraçado pelo país, mais intensamente a partir da segunda metade do século passado: consumo de energia, poluição e acidentes de trânsito também são externalidades das políticas de mobilidade que moldaram o Brasil para e pelo transporte rodoviário, e as cidades para os automóveis.

O sonho de modernidade do século XX se transformou no pesadelo da imobilidade e, mesmo para a minoria que tem acesso aos automóveis, este modelo dá sinais claros de esgotamento. Se, no início, ter um carro conferia ao seu proprietário pleno acesso a todas as oportunidades da vida urbana, em comparação com as condições dadas àqueles que usam os meios de transporte coletivo, hoje, esta garantia não existe mais. Ainda que em condições mais vantajosas, os usuários do transporte individual também sofrem hoje para se deslocar, presos nos congestionamentos que eles mesmos provocam.

Se sofrem os privilegiados, padecem ainda mais aqueles que dependem do transporte público, preteridos nos incentivos fiscais, ignorados nos investimentos públicos e abandonados na gestão cotidiana do espaço público de circulação.

O Brasil pratica uma política de Robin Hood às avessas: há mais subsídio para a produção de automóveis do que de ônibus; o preço da gasolina, que movimenta os automóveis, é mantido congelado, enquanto sobe o do óleo diesel, que move a quase totalidade do transporte coletivo urbano; e bilhões são gastos em obras viárias (duvidosas) direcionadas para a inalcançável meta de “desafogar o trânsito”, enquanto que investimentos em metrôs e corredores de ônibus não saem do papel.

Esforços inúteis! Obras viárias faraônicas, cada vez mais caras, prometidas como solução para os problemas do trânsito, têm vida útil cada vez mais curta, quando já não são inauguradas saturadas, em função do vertiginoso crescimento da frota de automóveis, e, mais recentemente, de motocicletas, em circulação.

Não há solução para o deslocamento diário de grandes quantidades de pessoas que não seja o transporte público, de qualidade e a preços acessíveis, para a população. Mais do que nunca são necessários investimentos continuados, dos três níveis de governo, na expansão da infraestrutura destinada ao transporte coletivo urbano. A recente retomada dos investimentos federais no setor, com os PACs da Copa e da Mobilidade em Grandes Cidades (acima de 700 mil habitantes), deve ser louvada, mas é modesta e insuficiente para atender as necessidades de um país cada vez mais urbano.

E, por fim, não basta investir na melhoria do transporte público, ainda que isto seja necessário e urgente. Serão necessárias, em paralelo, crescentes restrições econômicas (pedágio urbano) e operacionais (rodízio), destinadas a reduzir o uso do transporte individual. Como o espaço viário é escasso, ele precisa ser destinado para o uso dos meios mais eficientes de transporte, isto é, aqueles que transportam um maior número de pessoas ocupando menos espaço e com menores custos sociais. 

(*) Marcos Pimentel Bicalho é urbanista, consultor em planejamento de transportes e assessor técnico da Associação Nacional de Transportes Públicos – ANTP.
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PSOL, FALSO MORALISMO DE ESQUERDA: PSOL aceita ser vice dos partidos de Maluf, Sarney, Renan, Collor e Kassab

19.07.2012
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 18.07.12

Quando os deputados e senadores do PSOL falam em frente aos holofotes do Jornal Nacional, condenam alianças dos outros partidos de esquerda com partidos de centro e de centro-direita. Chegam a chamar de alianças "espúrias".

Mas no escurinho dos bastidores a conversa é outra. O PSOL participa de centenas de alianças municipais, praticamente com todos os partidos (inclusive o DEM), indiferente de cores e ideologias partidárias (pode-se consultar aqui).

Alguns arranjos bizarros (quando confrontados com o discurso) chamam atenção, porque o PSOL em vez de ser apoiado, apoia o cabeça de chapa de outro partido a quem costuma chamar de "espúrio".

Na cidade de Sete Lagoas (MG), o PSOL ofereceu-se como vice de um candidato a prefeito do PMDB de Renan Calheiros e José Sarney:


Na cidade de Sento Sé (BA), o PSOL ofereceu-se como vice de uma candidata a prefeita do PP de Maluf:


Na cidade de Aguanil (MG), o PSOL ofereceu-se como vice de um candidato a prefeito do PTB de Collor e Roberto Jefferson: 

Na cidade de Tefé (AM), o PSOL ofereceu-se como vice de um candidato a prefeito do PSD de Kassab e Kátia Abreu:


O PSOL tem direito de fazer suas alianças conforme achar que deve, de acordo com cada realidade municipal e regional, mas não deveria continuar fazendo "propaganda enganosa" como se fosse a última virgem de ferro, sem ser.

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PSDB monta tropa de choque para blindar Perillo e Serra

19.07.2012
Do portal  da REDE BRASIL ATUAL, 18.07.12
Por  Helena Sthephanowitz, especial para a Rede Brasil Atual


PSDB monta tropa de choque para blindar Perillo e Serra
Foi um acinte à nação a entrevista coletiva com toda a cúpula do PSDB para blindar seus governadores envolvidos com Cachoeira, no mesmo dia em que um agente da Polícia Federal que participou das investigações da Operação Monte Carlo foi executado por dois assassinos.
O crime ainda não está esclarecido, mas obviamente há suspeitas de envolvimento da organização criminosa ligada a Carlinhos Cachoeira no assassinato do policial, já que o juiz de Goiânia que cuidava do caso pediu afastamento por ameaça de morte; e a Procuradora do Ministério Público Federal também foi ameaçada.
A nação brasileira exige desbaratar a organização e punir exemplarmente os mandantes, porque não é possível aceitar a Polícia Federal ser desafiada e intimidada dessa forma por organizações criminosas infiltradas em órgãos de estado, controlando amplos setores da Secretaria de Segurança Pública, e corrompendo policiais, como aconteceu em Goiás.
Na coletiva tucana, em vez de chamar seu governador Marconi Perillo (PSDB-GO) à responsabilidade, os tucanos foram prestar apoio e "reafirmar confiança", mesmo com todas as evidências que pesam sobre ele.
Os tucanos usaram, sem sucesso, o velho golpe de, quando são pegos com a boca na botija em escândalos de corrupção, quererem se passar por vítimas de complôs petistas. 
Antigamente acusavam os adversários de fazer dossiês contra eles. Agora os acusam de fazer a própria CPMI do Cachoeira e ainda usaram o surrado argumento da revista Veja de que seria para fazer cortina de fumaça no julgamento do chamado "mensalão".
Questionado por repórteres se o relatório da Polícia Federal que apontava propina para Perillo na compra da casa era perseguição petista, o presidente do partido, Sérgio Guerra (PSDB-PE), chegou ao absurdo de acusar a PF de conspirar politicamente contra os tucanos. E essa ofensa justamente no dia em que o agente da PF foi executado, talvez, por gente ligada à organização criminosa.
Ora, a Polícia Federal apenas seguiu o caminho do dinheiro, que saiu da Delta, passou pelas contas do esquema Cachoeira e foi parar nas contas de Perillo. E as conversas telefônicas indicam que o tucano estava condicionando uma propina de R$ 500 mil para liberar os pagamentos à Delta. O Brasil inteiro viu isso na TV. Sérgio Guerra queria o quê? Que os policiais fechassem os olhos para todas essas evidências que indiciam Perillo?
Politicamente, a entrevista foi desastrosa perante a opinião pública. O telespectador viu uma tropa de choque querendo abafar sua própria corrupção. Nem a edição para reduzir danos do "Jornal Nacional" da TV Globo conseguiu salvar. Perillo já está queimado, e nenhum político em sã consciência coloca a mão no fogo por ele sem motivo. No entanto, toda a cúpula tucana resolveu queimar a mão de propósito: Sérgio Guerra, o líder no Senado Álvaro Dias (PSDB-PR), o líder na Câmara Bruno Araújo (PSDB-PE) e os membros da CPI deputados Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Vanderlei Macris (PSDB-SP).
Essa imolação política coletiva só tem uma explicação: blindar José Serra (PSDB-SP), para onde a CPI avança mais rápido do que o esperado. Os nomes de José Serra, de Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, e do empreiteiro José Celso Gontijo (*) foram proibidos no vocabulário tucano durante a entrevista, mas estava subentendido a todo momento, inclusive com os tucanos falando de "coisas que saem na internet".
O recado nas entrelinhas dos tucanos foi para que os petistas deixassem Paulo Preto e Gontijo de lado, não mexessem com José Serra, porque senão deflagrariam uma guerra explorando o julgamento do mensalão com apoio das oligarquias midiáticas que estavam cobrindo a entrevista em peso. Grande novidade. Por acaso a pressão para marcar o julgamento coincidindo com a campanha eleitoral não foi justamente para fazer isso?
(*) Doador, através de sua mulher, de R$ 8 milhões e 250 mil, como pessoa física, ao PSDB nacional na campanha eleitoral 2010. Apareceu em diálogos da Operação Monte Carlo como intermediário de negócios da empreiteira Delta.

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TORTURADORES DA DITADURA MILITAR BRASILEIRA, IMPUNES: O valor irrenunciável da dignidade humana


19.07.2012
Do blog ESQUERDOPATA, 18.07.12
Po rBlog do Marcelo Semer
Dignidade humana impõe punição a nazista e torturadores 


A semana que passou trouxe um tenebroso passado de volta à tona.

O criminoso nazista mais procurado do mundo foi encontrado em Budapeste aos 97 anos.

Responsável pela morte ou deportação de mais de quinze mil judeus para campos de extermínio, Laszlo Csatary, mesmo idoso, pode ser levado aos tribunais e à prisão, como, aliás, já pressiona o governo francês.

Na mesma semana, a Justiça argentina condenou o ex-ditador Rafael Videla a cinquenta anos de cadeia pela responsabilidade na apropriação de bebês de militantes mortos pela ditadura argentina, inseridos em famílias que apoiavam o governo militar.

Quando um passado macabro como esse bate à nossa porta, é fundamental abri-la, por mais constrangedora e dolorida que seja sua descoberta.

Certas atitudes são imperdoáveis. E o esquecimento delas é o principal combustível de sua repetição.

Hitler tinha ciência disso ao mencionar a seus generais que ninguém mais se preocupava com o genocídio armênio –por que afinal se preocuparia com o judaico?

Os judeus se comprometeram a não permitir que o Holocausto caísse no esquecimento ou na impunidade.

Consagraram um dia para lembrar seus mortos e ergueram monumentos e museus para que as novas gerações conhecessem as atrocidades que as antigas foram capazes de praticar.

A humanidade pode até ter dificuldade de olhar para seus crimes bárbaros e se reconhecer ela mesma no terror. Mas é a única forma de evitar que tais absurdos se tornem banais, parte integrante do nosso cotidiano.

Por aqui, também tivemos nossa cota de atrocidades do Estado e não temos motivos razoáveis, seja jurídicos ou políticos, para fugir às responsabilidades, muito menos esquecê-las.

Não faz um mês que se tornou público o depoimento do ex-delegado do DOPS Cláudio Guerra, admitindo o envolvimento em um sem-número de mortes na ditadura e até a incineração de corpos em uma usina de açucar.

O assassino confesso foi ouvido sigilosamente pela Comissão da Verdade e a imprensa não se interessou em nada daquilo que ele tinha para dizer.

Não é à toa.

No Brasil, conhecidos torturadores não precisam se esconder como Laszlo Csatary tem feito há décadas.

Ao contrário, assinam artigos em colunas de prestígio de grandes jornais defendendo seus feitos.

Militares reformados e até da ativa festejam todos os anos a ditadura a que torpemente chamaram de revolução.

E muitos dos que se afirmam defensores incondicionais da liberdade de expressão, se opuseram a simples ideia de instalar uma comissão de verdade para descortinar os anos de chumbo.

A jurisprudência das Cortes Internacionais já se pacificou no sentido de que crimes contra a humanidade (como a ação sistemática de agentes do Estado a populações civis) são imprescritíveis e nenhum país tem o direito de decidir não julgá-los, anistiando seus praticantes.

Mas razões políticas prevaleceram para que o Supremo Tribunal Federal, tão liberal e vanguardista em questões morais, optasse por dar valia a uma anistia promulgada ainda no governo militar.

Os tribunais internacionais, que herdaram o legado de Nuremberg, justamente para julgar crimes como o de Laszlo Csatary, estão se solidificando para impedir que as barbaridades se escondam por detrás de normas supostamente legais ou proteções nacionalistas.

Afinal, a humanidade tem vínculos entre si que superam as fronteiras e as línguas e o legalismo muitas vezes se impõe apenas para ocultar o justo.

Não devemos esquecer que o regime alemão de intensa discriminação, que antecedeu ao extermínio nas câmaras de gás, era composto por normas tão formalmente legais quanto às do apartheid africano ou da segregação racial do sul norte-americano.

O positivismo jurídico nos condicionou a dar exagerado valor às leis, conformando-se com o fato de terem sido produzidas por quem tinha a competência de editá-las.

Mas depois que a barbárie nos ensinou o valor irrenunciável da dignidade humana, é por essa lente que passamos a ter a obrigação de construir e enxergar o direito.
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A hora e a vez do tucano Marconi Perillo (Globo o abandona)

19.07.2012
Do BLOG DA DILMA, 18.07.12
Por Davis Sena Filho  Blog Palavra Livre



          O governador do PSDB e de Goiás, Marconi Perillo, começou a ser fritado em óleo quente pelos órgãos privados de comunicação deste País. A verdade é que as Organizações(?) Globo, por intermédio da TV Globo, da Globo News, do jornal O Globo, da rádio CBN e da revista Época, cujo o ex-diretor e editor Eumano Silva “supostamente” se envolveu com a quadrilha do bicheiro Carlinhos Cachoeira, que está preso em Mossoró, no Rio Grande do Norte.

Percebe-se, pelo o andar da carruagem, que o tucano Perillo esta envolvido até a medula com a organização criminosa de Cachoeira, por intermédio de lavagem de dinheiro, tráfico de influência, empresas fantasmas, nomeações de pessoas no Governo de Goiás, a pedido e até mesmo mando do bicheiro, concessão de prestação de serviços públicos por meio de licitações fraudulentas ou marcadas, além de um sem número de intervenções da quadrilha no governo goiano, cujo governador é acusado também de negociar mansão e receber vantagem pecuniária por meio de empresa fantasma.

Agora, descobres-se, por intermédio das fitas da PF, que vários secretários do senhor governador tucano Marconi Perillo também recebiam dinheiro de Carlinhos Cachoeira, além de outras vantagens. Cachoeira não é um bicheiro comum, pois é homem articulado, inteligente, que tem liderança e por isso controla ou controlava com mão de ferro seus negócios, que se infiltraram nas três esferas do estado, a atingir o MP de Goiás, o Senado (Demóstenes Torres), a PM, a Policia Civil, o governo goiano e até alguns setores de âmbito federal, bem como de outros estados, como o DF, o Tocantins e, evidentemente, a nossa imprensa comercial e privada (privada nos dois sentidos, tá?), que luta desesperadamente para que alguns de seus pupilos fiquem livres de depor na CPMI do Cachoeira/Veja/Época.

Entretanto, os valorosos repórteres e editores da “imprensa investigativa” — assim que eles se autodefinem — se aliaram a espiões (arapongas) conhecidíssimos por atuarem no submundo, à quadrilha de Cachoeira e a membros do Ministério Público, que vazavam para os intrépidos jornalistas processos e inquéritos que corriam em segredo de Justiça. Essa mistura de TNT, sordidez e patifaria deu no que deu: caíram seis ministros de Dilma Rousseff, o governador do DF, ao que parece, foi vítima de uma quadrilha que quis desestabilizá-lo para derrubá-lo, além de fazer com que a população brasileira, sentindo-se indignada e impotente, passasse a questionar autoridades e governantes, pois as informações as quais tinha e tem acesso são disseminadas e repercutidas pelo sistema midiático privado brasileiro, o mesmo que apoiou golpe de estado no passado, bem como apoiou, recentemente, golpes no exterior (Honduras, Venezuela e Paraguai) e que há dez anos combate, sistematicamente, os governos trabalhistas de Lula e de Dilma, porque se tornou oposição política de fato, por perceber que os partidos oposicionistas como o PSDB e seus congêneres (DEM, PPS e PV) estão derrotados e despidos de programa de governo, pois sequer possuem um projeto para apresentar ao povo brasileiro.
Diferente de Agnelo Queiroz (DF), Marconi Perillo (GO) não abriu suas contas.
 A imprensa burguesa e, consequentemente, de negócios, “esquece”, todavia, que conspirou, boicotou, desestabilizou o Governo Federal e derrubou ministros, nas pessoas de Orlando Silva, Carlos Lupi, Alfredo Nascimento, Pedro Novais e Wagner Rossi. Para desestabilizar governos trabalhistas, a imprensa empresarial atacou até ministros de perfil conservador, como o Alfredo Nascimento, o Wagner Rossi e o Pedro Novais, que são empresários e, portanto, ideologicamente “próximos” aos ditames que os barões da imprensa defendem e pregam. Evidentemente, os partidos desses ministros formam a base do governo, porque sem alianças não se governa um Pais continental como o Brasil e que as contradições e os antagonismos regionais e estaduais são sempre avaliados e considerados pelos políticos que formam alianças em qualquer tempo e governo. Ponto.

Contudo, o PSDB, o DEM, os conglomerados midiáticos de direita, setores do Ministério Público, da Procuradoria Geral da República (alô, alô procurador Roberto Gurge!), alguns ministros conservadores do STF (alô, alô juízes Gilmar Mendes, Antônio Cezar Peluso e Marco Aurélio de Mello!) se aliaram e passaram a fazer uma política de afronta ao Governo, de desestabilização, de boicote e até mesmo de subversão à ordem estabelecida pelos Poderes da República garantida pela Constituição de 1988. São esses fatos que devem ser compreendidos pela população e principalmente pela parte da classe média de perfil conservador que, quando compreende o jogo político muitas vezes rasteiro dos bastidores, dá de ombros, pois ressentida, preconceituosa e não deseja que outros grupos políticos, sociais e econômicos ascendam ao poder no tange ao político, ao partidário, ao de classe social, ao acesso ao cosumo, à educação e, enfim, a uma melhor qualidade de vida. Mas não vai ser possível, porque são irreversíveis as conquistas do povo brasileiro nos últimos dez anos.

Marconi Perillo está com a vez e a hora marcada para sair do Governo de Goiás, pois senão vai transformar em um cadáver político, como seu aliado político Demóstenes Torres. A velha imprensa de direita já percebeu isso e entregou sua cabeça, por intermédio de notícias, pois percebeu que o caso Perillo é jogo perdido e por isso não vale à pena gastar energia com alguém que se envolveu até a medula com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira, de acordo com os autos de inquérito e com as gravações da PF, que são veiculadas a conta-gotas pela imprensa de oposição. Agora resta esperar pelo jogo de xadrez, que se tornou o caso do governador tucano Marconi Perillo.
Gurgel é lento como uma preguiça para o Perillo. Quanto ao Agnelo... rápido.
 O senador Randolfe Rodrigues (PSOL/AP), membro da CPMI do Cachoeira-Veja-Época, pediu a reconvocação de Perillo por causa dos diálogos gravados entre Cachoeira e um de seus cúmplices sobre pagamentos para secretários de estado do governo goiano. Os tucanos, nas pessoas do senador Álvaro Dias e do deputado Sérgio Guerra, abriram a boca e acusaram o PT de estar por trás das acusações contra o governador de Goiás, o que é um absurdo e que visa causar confusão e dúvida ao público. Eles sabem que a CPMI do Cachoeira-Veja-Época foi um tiro pela culatra e sofrem e lamentam porque no fundo eles queriam se valer, se aproveitar do Mensalão para poder enfrentar as eleições de outubro.

Acontece que o PSDB e o DEM estão a chafurdar na lama, porque são esses partidos que estão realmente envolvidos com todo tipo de corrupção e tráfico de influência no que concerne às questões de Brasília, Goiás e quiçá outros estados da Federação. Lembro ao leitor que a Delta do senhor Fernando Cavendish (leia-se bicheiro Cachoeira também) formalizou seus maiores contratos com o Estado e a cidade de São Paulo. E adivinhe, prezado navegante, quem são os políticos que governam aquele estado há cerca de 30 anos? Obviamente, você acertou: os tucanos e o pessoal do DEM, que fora para o PSD.

Por isso e por tudo isso é que os tucanos estão desesperados e os barões da imprensa golpista também. E a ser assim, os senhores Sérgio Guerra e Álvaro Dias ficam a falar quase um mantra: “é o mensalão! É o mensalão!”. Haja paciência com tanta desfaçatez e hipocrisia! Não foi o PT que pressionou para que o mensalão seja julgado em agosto, e sim a imprensa e o PSDB. Ponto. As lideranças do PT no Senado e na Câmara querem que os documentos da CPMI relativos ao Marconi Perillo sejam enviados, de imediato, à Procuradoria-Geral da República do senhor procurador Roberto Guregel para que ele possa reforçar as investigações que já estão em andamento na Justiça. Ponto.

Além disso, o relator da CPMI, deputado Odair Cunha (PT/MG) afirmou que o processo passa também pelo STJ após as investigações sobre o escândalo Cachoeira pela Comissão. A partir daí, os documentos serão repassados para a Assembleia Legislativa de Goiás, que, então, vai decidir se vai formalizar um pedido de impeachment para o governador goiano. Porém, os fatos estão ai para quem quiser saber deles em todos os âmbitos. A outra verdade é que a imprensa hegemônica e monopolista resolveu abandonar Marconi Perillo. Os barões da imprensa são duros, insistentes, coerentes ideologicamente, mas não são burros.
Dizia Nelson Rodrigues: "a vida como ela é". A verdade sempre vem à tona.
          Em tempo: O ex-ministro do Esporte, Orlando Silva, que cooperou para trazer as Olimpíadas e a Copa do Mundo para o Brasil (além de outros ministros) afirmou que está a processar certas publicações que conspiraram para fomentar golpes e elaboraram o verdadeiro jornalismo de esgoto, com o propósito de desestabilizar o Governo. Orlando Silva foi inocentado pelo órgão independente que é a Comissão de Ética da Presidência da República quanto às denúncias sobre supostas irregularidades no Programa Segundo Tempo. As acusações tiveram como origem a “Veja” — a revista porcaria. Contudo, nada foi comprovado, não ser que a “Veja” usou de artifícios que deixariam o Rupert Murdoch com um sentimento de vergonha e de amadorismo. É isso aí.

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