terça-feira, 17 de julho de 2012

SERVIDORES FEDERAIS: Servidores do MS mobilizados contra o arrocho salarial

17.07.2012
Do portal do SINDSPREV.PE
Por Wedja Gouveia

Nesta terça-feira, dia 17/07, no Núcleo Estadual do Ministério da Saúde (Nems-PE), os servidores da saúde realizaram ato público, visando fortalecer a campanha salarial unificada dos servidores públicos federais. O protesto reuniu servidores de todas as unidades do Ministério da Saúde (MS) e também tem o objetivo de construir a greve nacional neste setor.

Durante a mobilização promovida pelo Sindsprev-PE foram explicados os motivos da manifestação, as reivindicações e o andamento das negociações com o Governo Dilma.

Na ocasião, o Grupo de Teatro TV Sindical fez uma encenação mostrando o descaso do governo para com a categoria. Também foi distribuído o LUTOL, um medicamento comprovadamente eficaz para aumentar as energias necessárias ao fortalecimento das lutas dos previdenciários e dos demais trabalhadores.
 
Durante a manifestação o coordenador do Sindsprev, José Bonifácio, destacou a importância de se reforçar a luta e informou que as negociações se arrastam desde o início do ano e até o momento o governo vem rejeitando todas as reivindicações da campanha salarial. Ele lembrou que mesmo com o aumento da arrecadação, o governo não investe o suficiente na melhoria dos serviços públicos e na valorização dos servidores públicos.

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PSDB, O PARTIDO DOS PEDÁGIOS: Para professor, cobrança de pedágio por trecho percorrido tem fim 'arrecadatório'

17.07.2012
Do portal da REDE BRASIL
Por Virginia Toledo, Rede Brasil Atual

São Paulo – A proposta do governo de São Paulo de mudar o sistema de pedágio do estado, passando de um modelo de cobrança manual para o sistema chamado ponto a ponto, levantou discussões sobre possíveis benefícios e prejuízos originados com a alteração. Para o professor de Planejamento Urbano e Regional da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Roberto Braga, o novo sistema é viável por ser um modelo "justo" de cobrança, porém, apenas minimizaria o problema do pedágio paulista, que tem um preço considerado abusivo. "Tenta-se atender a uma demanda econômica, de arrecadação, às custas da qualidade de vida dos cidadãos e da mobilidade. É uma atitude arrecadatória", definiu.
Confira a entrevista:
O que o senhor acha do sistema de pedágio ponto a ponto?

Este, sem dúvida, é um sistema mais justo. Hoje, por exemplo, se você pega um trecho pequeno com poucos quilômetros, paga a tarifa fechada. No interior tem trecho em que o custo do pedágio é mais alto do que o do combustível. Por exemplo, de Araraquara para Matão. E com a cobrança ponto a ponto o usuário pagaria o que ele andou, o que é mais adequado.

Mas esse sistema apenas minimizaria o problema porque o pedágio paulista tem um preço considerado abusivo. Aumenta o custo do deslocamento entre as cidades, aumenta muito o custo do frete, que é a tarifa mais cara do Brasil.

E quando a rodovia tiver trecho dentro ou próximo de centros urbanos? Ou, ainda, que liguem cidades vizinhas de mesma região metropolitana, como ficaria a cobrança?

Isso vai causar um problema muito sério. Dentro de regiões metropolitanas, as rodovias são hoje alternativas aos sistemas viários já saturados. Então, a cobrança de pedágio nesses trechos vai causar um impacto muito sério dentro dessas áreas urbanas.

Isso, para mim, é uma irresponsabilidade do governo estadual, porque ele vai jogar no colo dos governos locais o problema que vai ser criado. Por exemplo, a Anchieta é uma via de acesso muito importante para a região do ABC paulista. Com o pedagiamento desse trecho, a saturação das vias urbanas vai ser agravada, complicando também os problemas de mobilidade da Grande São Paulo.

Ou seja, tenta-se atender a uma demanda econômica, de arrecadação, às custas da qualidade de vida dos cidadãos e da mobilidade. É uma atitude arrecadatória. Teria de se pensar primeiro na política fiscal. A isenção da cobrança nessas áreas urbanas só pode ser feita com a revisão do modelo de concessão. E há perfeitamente uma saída.
As concessionárias não sairiam perdendo com essa mudança?
Com a tarifa ponto a ponto, os usuários das rodovias tendem a pagar menos. Então, a cobrança nesses trechos urbanos seria uma maneira de compensar a concessionária pela diminuição da arrecadação. Hoje tem gente que usa a rodovia e não paga pedágio. E todas essas pessoas passariam a pagar, o que representa um montante expressivo. O governo tem de achar uma fórmula de discutir isso para rever as margens de lucro. Não sei se as pessoas sabem, mas a concessão é onerosa. As concessionárias pagam um percentual alto, mas com lucros mais altos ainda. E continuará assim.
Pedágio hoje é quase um tributo indireto. O governo arrecada muito com isso. Essa decisão é uma compensação da perda de arrecadação. Eu utilizo uma rodovia diariamente para trabalhar e pago pedágio todos os dias com a tarifa cheia, embora eu não percorra toda a rodovia. Com o novo sistema eu pagaria 60% do que eu pago hoje.
E em relação à viabilidade e os custos na aplicação desse novo sistema?

É um pouco dificil porque obrigar todas as pessoas a terem o dispositivo no carro não é simples.  Como você vai obrigar todas as pessoas a comprarem esse equipamento? Será que o governo vai oferecer de graça? Um cidadão que more em uma parte do estado e não use essas rodovias nunca, será que ele teria de colocar esse dispositivo para passar uma vez por ano ou eventualmente?

Eu acho que isso vai piorar as condições de mobilidade da Grande São Paulo por exemplo, e até mesmo na região metropolitana de Campinas, por exemplo.
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Collor na TV Globo. Pipocou?

17.07.2012
Do BLOG DO MIRO
Por Por Marco Aurélio Mello, no blog DoLaDoDeLá:


Minha passagem pelo Jornal da Globo durou três anos. Foi logo após Ana Paula Padrão assumir a bancada do telejornal em 2000, ao substituir Lilian Witte Fibe, com quem também tive a honra de trabalhar interinamente. No início, acumulei as funções de editor de política e economia, aproveitando-me da experiência adquirida no Bom Dia Brasil e fazendo jus à extensão no Curso de Formação de Governantes da Fundação Escola de Governo, curso do qual fui bolsista.

Em 2003, ano em que Lula tomou posse, já tinha alguma tarimba. Foi quando recebi o convite de Marco Antonio Rodrigues, o Bodão, para assumir a vaga de gerente regional de jornalismo em Maceió. (Bodão foi meu primeiro editor-chefe, assim que cheguei a São Paulo, em 1998). O salário de gerente era praticamente o mesmo de editor do JG, mas a oportunidade, segundo ele, era única. Fiquei de pensar e fui consultar minha mulher. Ela foi taxativa: - Demoramos muito para nos estabelecer. Estou seguindo seus passos desde que nós nos casamos. Agora, que compramos nossa casa em Vinhedo e voltei a investir na minha carreira, você fala em mudar? Nem pensar!

Também sabia que não seria um desafio fácil. Afinal, apesar do dono da emissora, Fernando Collor de Mello, viver em Miami a TV seguia sendo o brinquedo preferido nas Organizações Arnon de Mello, da qual ele era o principal herdeiro e acionista. O ano seguinte, 2004, seria ano eleitoral. Prefeitos e vereadores seriam escolhidos em todo o país e, como bem sabemos, a influência de um canal de televisão em momentos assim é muito grande, consequentemente as pressões também.

Bodão comandava um departamento de "controle de qualidade editorial". Na verdade, ele e suas meninas tinham a incumbência de assistir telejornais gravados das emissoras afiliadas para se assegurarem de que as "diretrizes" editoriais estavam sendo seguidas. É que a rede tenta exercer o controle sobre o conteúdo editorial das emissoras associadas. Claro que nem sempre consegue, mas tentar, tenta.

A emissora cabeça de rede estava enfraquecida. Vinha de uma crise econômica sem precedentes, em que foi obrigada a se desfazer de várias participações societárias Brasil afora, e seu candidato, Serra, tinha acabado de levar uma sova do "sapo barbudo". E mais, depois do impeachment, os Collor já não eram mais tão confiáveis assim. Afinal, foi a Abril e a Globo quem levaram Fernando Collor ao poder e também as que o derrubaram num rito sumário com verniz de julgamento político republicano.

Mas como declinar do convite? Como dizer não à Globo? Procurei o Bodão dois dias depois e ponderei sobre a questão familiar e a delicadeza do momento político. Ele, estupefacto, afirmou que eu não deveria dizer não, afinal, teria motorista, apartamento alugado pela empresa com vista para o mar, cota de passagens aéreas e, além do mais, o custo de vida em Alagoas era muito, muito inferior.

Ao final, certo de que não me seduziria, limitou-se a dizer no jargão futebolístico, aliás, sua especialidade: - Pipocou! Dali em diante, sempre que me encontrava nos corredores repetia o jargão. Para aquela vaga seguiu depois outro Marco, o Nascimento, hoje mais uma vez ao meu lado na Record. Sobre o Marco Nascimento e o que a irmã do Aecinho, Andréa, fez com ele em Belo Horizonte há detalhes aqui.

Depois disso, enquanto estive na emissora, sempre acompanhei as notícias de Alagoas por curiosidade. A relação, de fato, nunca foi lá essas coisas com a Globo. Na verdade, o Marco Nascimento, com seu estilo conciliador, deve ter tido papel importante para contornar as crises.

Tudo isso me veio à mente assim que soube, no Sábado, que o Fantástico exibiria uma entrevista com a ex-primeira dama, Rosane, num momento em que, coincidência ou não, Fernando Collor de Mello assume protagonismo na CPI do Cachoeira (enquadrando a "mídia bandida") e cobra do procurador-geral da República explicações sobre supostas violações funcionais.

Estaria a Globo, em parceria com a Abril, tentando intimidar o agora senador? Para quem viu bem de perto como é feito jornalixo, desculpe, jornalismo político naquela emissora, nos últimos 15 anos devo dizer que não duvidaria que a entrevista tenha sido feita sob encomenda para atingir o inimigo. Como a verdade se impõe com o tempo, basta apenas esperar...

E a TV Gazeta de Alagoas, sobreviverá em parceria com a Globo? Quem vai cobrar esta conta depois, e como?

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Muçulmano se converte após sonhar com Jesus e lança DVD com testemunho

17.07.2012
Do portal GOSPEL PRIME, 04.07.12
Por Isaias dos Santos

Essa história está sendo lançada em DVD e se assemelha a outros relatos de conversões

Muçulmano se converte depois de ver Jesus em sonhoNão é raro encontrar muçulmanos que tiveram sonhos com Jesus e passaram a se assumirem como cristãos. Ali é um deles e está lançando um DVD “More Than Dreams” [Mais que Sonhos] contando como isso aconteceu.
Em seu relato para o programa CBN News ele conta que há alguns anos ele estava fazendo uma peregrinação na Meca islâmica conhecida como Hajj para cumprir as exigências religiosas.


Em uma certa noite ele teve um sonho tão real que o fez mudar de religião. “Naquela noite eu vi Jesus em um sonho”, conta Ali. “Primeiro Jesus tocou a minha testa com o dedo. E depois de me tocar ele disse: ‘você me pertence’”, relembra.

Mas o sonho não parou por ai, “Ele então tocou acima de meu coração dizendo: ‘você foi salvo, siga-me. Você me pertence’”. Desse dia em diante Ali resolveu desistir da peregrinação para seguir a Jesus. Nesse DVD essa história foi dramatizada e somada aos relatos de outros muçulmanos.
De acordo com Tom Doyle do 3 Minitries os muçulmanos estão tendo cada vez mais sonhos com Jesus Cristo e optando em mudar de religião. “Talvez eles não tenham uma Bíblia, nem tenham um missionário em sua aldeia, mas eles vão receber a mensagem de Cristo de alguma forma”, diz ele.
Doyle e sua esposa, Joanna, trabalham como missionários no mundo muçulmano, e para contar sobre suas experiências ele está lançando o livro “Dreams and Visions: Is Jesus Awakening the Muslim World?” [Sonhos e Visões: Jesus está acordando o mundo muçulmano?].
O fenômeno sobre sonhos e visões começaram a ganhar destaque no mundo muçulmano na Indonésia. “Na igreja, se você perguntar quantas pessoas vieram a Cristo, 80% vai dizer: ‘Eu O vi em um sonho’”, alega uma mulher da Ásia Central em entrevista para a CBN News, sua identidade não foi revelada por questões de segurança.
Outra testemunha, dessa vez um homem, conta que resolveu procurar a igreja depois de um sonho com Cristo. “No dia seguinte ao meu sonho eu decidi vir a Ele”, disse.
O apresentador do programa “Reflexões”, Hazem Farraj, atração transmitida via satélites para muçulmanos, conta que muitas vezes é contatado por telespectadores que falam sobre esses sonhos. “Teve uma senhora que me escreveu dizendo: ‘Eu liguei a televisão e lá estava você… as palavras que saíam da sua boca eram tão pacíficas que adormeci. Nesse sono acabei tendo uma visão de Jesus’”, relata o apresentador.
Essa telespectadora contou que nesse sonho Jesus lhe dizia que era o Filho de Deus. “Assim que eu olhei eu sabia que Cristo era o sacrifício”, relembra Farraj sobre o que a telespectadora lhe contara.
Doyle confessa que não é de uma hora para outra que um fiel do Islã se torna cristão, mas que essa experiência de sonhos e visões faz com que o muçulmano transpasse barreiras inerentes ao Islã.
Traduzido e adaptado de CBN

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Presidente mais pobre do mundo faz graves denúncias sobre Golpe no Paraguai

17.07.2012
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 14.07.12

O tom das acusações e os elementos apresentados dão cada vez mais valor à denúncia do presidente Mujica sobre a vinculação do famoso narcocoloradismo com o golpe contra Lugo que, concretamente, não é condenado pelos EUA

jose pepe mujica golpe paraguai
Jose Mujica, presidente do Uruguai e Fernando Lugo, presidente eleito do Paraguai. Imagem: Arquivo
Em suas declarações, que causaram um grande impacto no setor político paraguaio, Mujica assinalou que o “narcocoloradismo” foi o autor da conspiração para materializar o golpe parlamentar destinado a tirar o chefe de Estado eleito pela população de seu cargo.
Isso se converteu no sinal para que, em meio a violenta disputa pela candidatura presidencial para as eleições de 2013, na qual o partido está envolvido, todas os olhares se dirigissem para um dos candidatos presidenciais, o opulento empresário Horacio Cartes.
Já o presidente Lugo havia assinalado que Cartes foi o principal organizador do golpe ao realizar um pacto com o então vice-presidente da República, Federico Franco, dirigente do Partido Liberal, que ocuparia a presidência da República até as próximas eleições em troca de apoiar seu plano.

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A direção dos colorados, da qual fazem parte outros dois candidatos, Lilian Samaniego e Ivier Zacarías, exigiu publicamente de Cartes uma declaração na qual esclareça publicamente suas relações com o narcotráfico e com a lavagem de dinheiro.
O pedido de Samaniego e Zacarías, além de fazer parte da luta interna na entidade pela candidatura presidencial, baseou-se em elementos públicos sobre a conduta de Cartes que, imediatamente, voltaram a sair à luz nos debates realizados pelos representantes das duas partes nos meios de comunicação.
Segundo esses dados apresentados pelos adversários de Cartes, este esteve foragido da justiça durante quatro anos acusado de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, até que se entregou na década dos 90, foi condenado em várias instâncias, mas surpreendentemente seu caso foi depois arquivado.
Foi acusado também, disseram seus colegas de partido, de tráfico de cigarros e drogas, enquanto um telegrama difundido pelo Wikileaks o situou sob a mira de agências antidrogas pelo mesmo delito de facilitar através de seu banco Amambay a lavagem de dinheiro.
A polêmica no interior do Partido Colorado subiu de tom nos últimos dias enquanto acerca-se a data estabelecida pelo Tribunal de Justiça Eleitoral para a apresentação oficial da lista de candidatos para as próximas eleições.
O tom das acusações e os elementos apresentados, dos quais Cartes se defende atacando contra seus oponentes, dão cada vez mais valor à denúncia do presidente Mujica sobre a vinculação do famoso narcocoloradismo com o golpe contra Lugo que, concretamente, não é condenado pelos Estados Unidos.
Prensa Latina

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Eugênio Sales: o cardeal da ditadura

17.07.2012
Do BLOG DO MIRO, 16.07.12
Por José Ribamar Bessa Freire*, no sítio Sul 21:


O tratamento que a mídia deu à morte do cardeal dom Eugênio Sales, ocorrida na última segunda-feira, com direito à pomba branca no velório, me fez lembrar o filme alemão “Uma cidade sem passado”, de 1990, dirigido por Michael Verhoven. Os dois casos são exemplos típicos de como o poder manipula as versões sobre a história, promove o esquecimento de fatos vergonhosos, inventa despudoradamente novas lembranças e usa a memória, assim construída, como um instrumento de controle e coerção.

Comecemos pelo filme, que se baseia em fatos históricos. Na década de 1980, o Ministério da Educação da Alemanha realiza um concurso de redação escolar, de âmbito nacional, cujo tema é “Minha cidade natal na época do III Reich”. Milhares de estudantes se inscrevem, entre eles a jovem Sônia Rosenberger, que busca reconstituir a história de sua cidade, Pfilzing – como é denominada no filme – considerada até então baluarte da resistência antinazista.

Mas a estudante encontra oposição. As instituições locais de memória – o arquivo municipal, a biblioteca, a igreja e até mesmo o jornal Pfilzinger Morgen – fecham-lhe suas portas, apresentando desculpas esfarrapadas. Ninguém quer que uma “judia e comunista” futuque o passado. Sônia, porém, não desiste. Corre atrás. Busca os documentos orais. Entrevista pessoas próximas, familiares, vizinhos, que sobreviveram ao nazismo. As lembranças, contudo, são fragmentadas, descosturadas, não passam de fiapos sem sentido.

A jovem pesquisadora procura, então, as autoridades locais, que se recusam a falar e ainda consideram sua insistência como uma ameaça à manutenção da memória oficial, que é a garantia da ordem vigente. Por não ter acesso aos documentos, Sônia perde os prazos do concurso. Desconfiada, porém, de que debaixo daquele angu tinha caroço – perdão, de que sob aquele chucrute havia salsicha – resolve continuar pesquisando por conta própria, mesmo depois de formada, casada e com filhos, numa batalha desigual que durou alguns anos.

Hostilizada pelo poder civil e religioso, Sônia recorre ao Judiciário e entra com uma ação na qual reivindica o direito à informação. Ganha o processo e, finalmente, consegue ingressar nos arquivos. Foi aí, no meio da papelada, que ela descobriu, horrorizada, as razões da cortina de silêncio: sua cidade, longe de ter sido um bastião da resistência ao nazismo, havia sediado um campo de concentração. Lá, os nazistas prenderam, torturaram e mataram muita gente, com a cumplicidade ou a omissão de moradores, que tentaram, depois, apagar essa mancha vergonhosa da memória, forjando um passado que nunca existiu.

Os documentos registraram inclusive a prisão de um judeu, denunciado na época por dois padres, que no momento da pesquisa continuavam ainda vivos, vivíssimos, tentando impedir o acesso de Sônia aos registros. No entanto, o mais doloroso, era que aqueles que, ontem, haviam sido carrascos, cúmplices da opressão, posavam, hoje, como heróis da resistência e parceiros da liberdade. Quanto escárnio! Os safados haviam invertido os papéis. Por isso, ocultavam os documentos.

Deus tá vendo

E é aqui que entra a forma como a mídia cobriu a morte do cardeal dom Eugênio Sales, que comandou a Arquidiocese do Rio, com mão forte, ao longo de 30 anos (1971-2001), incluindo os anos de chumbo da ditadura militar. O que aconteceu nesse período? O Brasil já elegeu três presidentes que foram reprimidos pela ditadura, mas até hoje, não temos acesso aos principais documentos da repressão.

Se a Comissão Nacional da Verdade, instalada em maio último pela presidente Dilma Rousseff, pudesse criar, no campo da memória, algo similar à operação “Deus tá vendo”, organizada pela Policia Civil do Rio Grande do Sul, talvez encontrássemos a resposta. Na tal operação, a Polícia prendeu na última quinta-feira quatro pastores evangélicos envolvidos em golpes na venda de automóveis. Seria o caso de perguntar: o que foi que Deus viu na época da ditadura militar?

Tem coisas que até Ele duvida. Tive a oportunidade de acompanhar a trajetória do cardeal Eugênio Sales, na qualidade de repórter da ASAPRESS, uma agência nacional de notícias arrendada pela CNBB em 1967. Também, cobri reuniões e assembleias da Conferência dos Bispos para os jornais do Rio – O Sol, O Paiz e Correio da Manhã, quando dom Eugênio era Arcebispo Primaz de Salvador. É a partir desse lugar que posso dar um modesto testemunho.

Os bispos que lutavam contra as arbitrariedades eram Helder Câmara, Waldir Calheiros, Cândido Padin, Paulo Evaristo Arns e alguns outros mais que foram vigiados e perseguidos. Mas não dom Eugênio, que jogava no time contrário. Um dos auxiliares de dom Helder, o padre Henrique, foi torturado até a morte em 1969, num crime que continua atravessado na garganta de todos nós e que esperamos seja esclarecido pela Comissão da Verdade. Padres e leigos foram presos e torturados, sem que escutássemos um pio de protesto de dom Eugênio, contrário à teologia da libertação e ao envolvimento da Igreja com os pobres.

O cardeal Eugenio Sales era um homem do poder, que amava a pompa e o rapapé, muito atuante no campo político. Foi ele um dos inspiradores das “candocas” – como Stanislaw Ponte Preta chamava as senhoras da CAMDE, a Campanha da Mulher pela Democracia. As “candocas” desenvolveram trabalhos sociais nas favelas exclusivamente com o objetivo de mobilizar setores pobres para seus objetivos golpistas. Foram elas, as “candocas”, que organizaram manifestações de rua contra o governo democraticamente eleito de João Goulart, incluindo a famigerada “Marcha da família com Deus pela liberdade”, que apoiou o golpe militar, com financiamento de multinacionais, o que foi muito bem documentado pelo cientista político René Dreifuss, em seu livro “1964: A Conquista do Estado” (Vozes, 1981). Ele teve acesso ao Caixa 2 do IPES/IBAD.

Nós, toda a torcida do Flamengo e Deus que estava vendo tudo, sabíamos que dom Eugênio era, com todo o respeito, o cardeal da ditadura. Se não sofro de amnésia – e não sofro de amnésia ou de qualquer doença neurodegenerativa – posso garantir que na época ele nem disfarçava, ao contrário manifestava publicamente orgulho do livre trânsito que tinha entre os militares e os poderosos.

“Quem tem dúvidas…basta pesquisar os textos assinados por ele no JB e n’O Globo” – escreve a jornalista Hildegard Angel, que foi colunista dos dois jornais e avaliou assim a opção preferencial do cardeal:

“A Igreja Católica, no Rio, sob a égide de dom Eugenio Salles, foi cada vez mais se distanciando dos pobres e se aproximando, cultivando, cortejando as estruturas do poder. Isso não poderia acabar bem. Acabou no menor percentual de católicos no país: 45,8%…”

Portões do Sumaré

Por isso, a jornalista estranhou – e nós também – a forma como o cardeal Eugenio Sales foi retratado no velório pelas autoridades. Ele foi apresentado como um combatente contra a ditadura, que abriu os portões da residência episcopal para abrigar os perseguidos políticos. O prefeito Eduardo Paes, em campanha eleitoral, declarou que o cardeal “defendeu a liberdade e os direitos individuais”. O governador Sérgio Cabral e até o presidente do Senado, José Sarney, insistiram no mesmo tema, apresentando dom Eugênio como o campeão “do respeito às pessoas e aos direitos humanos”.

Não foram só os políticos. O jornalista e acadêmico Luiz Paulo Horta escreveu que dom Eugênio chegou a abrigar no Rio “uma quantidade enorme de asilados políticos”, calculada, por baixo, numa estimativa do Globo, em “mais de quatro mil pessoas perseguidas por regimes militares da América do Sul”. Outro jornalista, José Casado, elevou o número para cinco mil. Ou seja, o cardeal era um agente duplo. Publicamente, apoiava a ditadura e, por baixo dos panos, na clandestinidade, ajudava quem lutava contra. Só faltou arranjarem um codinome para ele, denominado pelo papa Bento XVI como “o intrépido pastor”.

Seria possível acreditar nisso, se o jornal tivesse entrevistado um por cento das vítimas. Bastaria 50 perseguidos nos contarem como o cardeal com eles se solidarizou. No entanto, o jornal não dá o nome de uma só – umazinha – dessas cinco mil pessoas. Enquanto isto não acontecer, preferimos ficar com o corajoso depoimento de Hildegard Angel, cujo irmão Stuart, foi torturado e morto pelo Serviço de Inteligência da Aeronáutica. Sua mãe, a estilista Zuzu Angel, procurou o cardeal e bateu com a cara na porta do palácio episcopal.

Segundo Hilde, dom Eugênio “fechou os olhos às maldades cometidas durante a ditadura, fechando seus ouvidos e os portões do Sumaré aos familiares dos jovens ditos “subversivos” que lá iam levar suas súplicas, como fez com minha mãe Zuzu Angel (e isso está documentado)”. Ela acha surpreendente que os jornais queiram nos fazer acreditar “que ocorreu justo o contrário!”, como no filme “Uma cidade sem passado”.

Mas não é tão surpreendente assim. O texto de Hildegard menciona a grande habilidade, em vida, de dom Eugenio, em “manter ótimas relações com os grandes jornais, para os quais contribuiu regularmente com artigos”. As azeitadas relações com os donos dos jornais e com alguns jornalistas em postos-chave continuaram depois da morte, como é possível constatar com a cobertura do velório. A defesa de dom Eugênio, na realidade, funciona aqui como uma autodefesa da mídia e do poder.

Os jornais elogiaram, como uma virtude e uma delicadeza, o gesto do cardeal Eugenio Sales que cada vez que ia a Roma levava mamão-papaia para o papa João Paulo II, com o mesmo zelo e unção com que o senador Alfredo Nascimento levava tucumã já descascado para o café da manhã do então governador Amazonino Mendes. São os rituais do poder com seus rapapés.

“Dentro de uma sociedade, assim como os discursos, as memórias são controladas e negociadas entre diferentes grupos e diferentes sistemas de poder. Ainda que não possam ser confundidas com a “verdade”, as memórias têm valor social de “verdade” e podem ser difundidas e reproduzidas como se fossem “a verdade” – escreve Teun A. van Dijk, doutor pela Universidade de Amsterdã.

A “verdade” construída pela mídia foi capaz de fotografar até “a presença do Espírito Santo” no funeral. Um voluntário da Cruz Vermelha, Gilberto de Almeida, 59 anos, corretor de imóveis, no caminho ao velório de dom Eugênio, passou pelo abatedouro, no Engenho de Dentro, comprou uma pomba por R$ 25 e a soltou dentro da catedral. A ave voou e posou sobre o caixão: “Foi um sinal de Deus, é a presença do Espírito Santo” – berraram os jornais. Parece que vale tudo para controlar a memória, até mesmo estabelecer preço tão baixo para uma das pessoas da Santíssima Trindade. É muita falta de respeito com a fé das pessoas.

“A mídia deve ser pensada não como um lugar neutro de observação, mas como um agente produtor de imagens, representações e memória” nos diz o citado pesquisador holandês, que estudou o tratamento racista dispensado às minorias étnicas pela imprensa europeia. Para ele, os modos de produção e os meios de produção de uma imagem social sobre o passado são usados no campo da disputa política.

Nessa disputa, a mídia nos forçou a fazer os comentários que você acaba de ler, o que pode parecer indelicadeza num momento como esse de morte, de perda e de dor para os amigos do cardeal. Mas se a gente não falar agora, quando então? Stuart Angel e os que combateram a ditadura merecem que a gente corra o risco de parecer indelicado. É preciso dizer, em respeito à memória deles, que Dom Eugênio tinha suas virtudes, mas uma delas não foi, certamente, a solidariedade aos perseguidos políticos para quem os portões do Sumaré, até prova em contrário, permaneceram fechados. Que ele descanse em paz!

P.S: O jornalista amazonense Fábio Alencar foi quem me repassou o texto de Hildegard Angel, que circulou nas redes sociais. O doutor Geraldo Sá Peixoto Pinheiro, historiador e professor da Universidade Federal do Amazonas, foi quem me indicou, há anos, o filme “Uma cidade sem passado”. Quem me permitiu discutir o conceito de memória foram minhas colegas doutoras Jô Gondar e Vera Dodebei, organizadoras do livro “O que é Memória Social” (Rio de Janeiro: Contra Capa/ Programa de Pós- Graduação em Memória Social da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, 2005). Nenhum deles tem qualquer responsabilidade sobre os juízos por mim aqui emitidos.

* José Ribamar Bessa Freire e professor, coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas (UERJ) e pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Memória Social (UNIRIO)
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Fernando Morais: “PDVSA era uma espécie de país amigo. Chávez acabou com isso”

16.07.2012
Do blog VI O MUNDO, 00.07.12
Por Jônatas Campos, de Caracas, para o Opera Mundi e a Radioagência NP

Autor de biografias como “A Ilha”, “Olga” e “Chatô, o Rei do Brasil”, o escritor Fernando Morais participou do 18º Foro de São Paulo, um dos maiores encontros de partidos de esquerda da América Latina. Em entrevista ao Opera Mundi e à Radioagência NP, o escritor falou sobre seu novo projeto, o documentário “A crise dos olhos azuis”.

O filme, que está em fase de captação das imagens, será sobre a crise da economia mundial em 2008 e terá entrevistas com ex-presidentes, empresários, economistas e líderes mundiais. O título do filme, que ainda não tem data para ser lançado, veio de uma frase proferida pelo ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva.

“É ‘roubado’ de uma declaração do Lula no G20, quando a crise estava estourando. Ele disse: ‘Essa crise não é latino-americana, não é asiática, nem africana. Essa crise tem cabelo loiro e olho azul.’”

Aproveitando uma das maiores reuniões de partidos de esquerda do mundo, o escritor conversou com personalidades como o ex-candidato radical à presidência da França Jean Luc Mélenchon, o jornalista espanhol Ignacio Ramonet e a deputada do partido comunista grego Liana Kanelli.

Fernando Morais confirmou que o presidente venezuelano Hugo Chávez Frias será um dos seus entrevistados. O escritor considera-se chavista e explica que na Venezuela há mais liberdade de imprensa do que em muitos lugares do mundo.

“O que os jornais daqui [da Venezuela] falam diariamente do Chávez, no Brasil ninguém fala. É de uma agressividade. E, no Brasil, dizem que não têm liberdade de expressão.”

Para Morais, a partir do governo do presidente Hugo Chávez os recursos do petróleo venezuelano estão sendo usados para o benefício da população.

“A PDVSA era uma espécie de país amigo da Venezuela. Não era propriedade de Estado. Você não podia pegar recurso da PDVSA para fazer escola, estrada, hospital. Não podia porque o estatuto não permitia, mesmo sendo uma empresa estatal, uma empresa pública. E o Chávez acabou com isso.”

Lembrando que hoje a Venezuela tem a maior reserva de petróleo do mundo, o escritor destaca que as obras de infraestrutura, os investimentos nas comunidades e na agricultura dão ao atual mandatário e candidato a reeleição a vantagem nas eleições deste ano.


Leia também:
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PARTIDOS DE OPOSIÇÃO E MÍDIA GOLPISTA MANIPULAM O STF: Mensalão: PSDB abre o jogo

17.07.2012
Do BLOG DO MIRO
Por Altamiro Borges

No desespero para defender o governador Marconi Perillo, que está mais sujo do que pau de galinheiro e corre o sério risco de sofrer impeachment, o PSDB divulgou hoje uma nota oficial em que abre o jogo sobre as suas intenções eleitoreiras no julgamento do chamado "mensalão do PT". Após rechaçar a proposta da CPI do Cachoeira de convocar novamente o tucano de Goiás, com base nas pesadas denúncias publicadas pela revista Época, a direção da sigla confessa que o julgamento no STF visa desgastar eleitoralmente o PT.


"Acuado com a aproximação do julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal, que poderá ter efeitos danosos sobre as candidaturas do partido nas eleições deste ano, o PT usa a CPI do Cachoeira para tentar intimidar a oposição", diz a nota. O PSDB tenta confundir os dois processos, um no STF e outro no Congresso Nacional, e explícita que espera que o julgamento cause "efeitos danosos para as candidaturas" do PT. Daí a forte pressão, amparada pela mídia demotucana, para garantir que o julgamento ocorresse nas vésperas das eleições municipais.

O circo está montado

A partir de 2 de agosto, data do início das sessões no STF, jornalões, revistonas e emissoras de televisão, principalmente a TV Globo, não falarão em outra coisa. Folha e Estadão inclusive já anunciaram que farão uma cobertura especial sobre "o julgamento do maior escândalo de corrupção da história do país". Os "calunistas" amestrados da mídia também já se preparam para o "decisivo" mês de agosto. Os holofotes estarão voltados para o STF, numa cruzada pela condenação dos réus - principalmente do ex-ministro José Dirceu. O oposição de direita, representada pelo partido da mídia, aposta todas suas fichas no julgamento.

Caberá à CPI do Cachoeira não se dobrar ao circo montado. A cassação do ex-demo Demóstenes Torres não encerra as investigações sobre os vínculos do crime organizado com governos e empresas - inclusive da mídia, como é o caso da Veja. A CPI tem muito trabalho pela frente. Os tucanos vão chiar, principalmente se as apurações abaterem Marconi Perillo e chegarem até José Serra, que no governo de São Paulo fechou bilionários contratos com a Delta, a empresa de fachada do mafiosa Cachoeira. Faz parte do show!
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Globo mira Collor e pode acertar tucano


17.07.2012
Do BLOG DO MIRO, 16.07.12
Por Rogério Tomaz Jr., no blog Conexão Brasília-Maranhão:


Boa parte do Brasil parou na noite deste domingo, 15 de julho, para ver a supostamente bombástica entrevista de Rosane Brandão Malta (ex-Rosane Collor) ao Fantástico, a “revista eletrônica” da Rede Globo.

Todos esperavam revelações “fortes” – prometidas nas chamadas do programa – da ex-primeira dama da República. Para usar uma metáfora gasta, a Globo prometeu a lua, mas entregou a seus telespectadores uma paisagem lunar: só crateras vazias e nenhuma substância consistente.

Os rituais de magia negra, a relação com PC Farias, as memórias sobre o processo de impeachment… tudo que Rosane falou e o Fantástico exibiu hoje já era de conhecimento até do reino mineral – expressão de Nelson Rodrigues, não de Mino Carta, como pensam alguns.

Nada, absolutamente nada se salva da entrevista, em termos de novidade. Em termos jornalísticos, a “reportagem” foi um fracasso total. É de se perguntar, aliás, qual o critério jornalístico que levou a Globo a produzir tal entrevista. Não há qualquer fato novo – poderia ser o livro de Rosane, mas não se sabe nada dele, tanto que foi citado apenas superficialmente (*)  – que justifique toda a mobilização da maior emissora do Brasil para tal empreitada com tanto destaque.

O que justifica a reportagem, na verdade, não é nada mais do que a necessidade de atacar o agora inimigo Fernando Collor de Mello.

A eleição de Collor foi uma fraude. Não pelos votos em si, mas pelo candidato, que não passava de um produto midiático preparado e apoiado com todo o poder dos grandes meios de comunicação para ser o anti-Lula de 1989.

Agora, passados vinte anos, Collor deixou de ser aliado e passou a ser inimigo, por compor a base de apoio do governo petista. Para a Globo e para a Veja, a primeira que ungiu Collor como um verdadeiro Messias em 89, é o que basta para ele ser colocado na alça de mira.

Lamentável é ver que profissionais – vou poupá-los de citação nominal – tão respeitados na TV brasileira se prestem a cumprir um papel vexatório como o dessa “matéria”. Aliás, para fingir que o assunto se tratava mesmo de jornalismo, os apresentadores do Fantástico fizeram questão de informar que tentaram ouvir Collor durante toda a semana, mas o senador, que de besta não tem nada, se recusou a falar.

Ótimo seria se Collor publicasse um livro contando como atuavam os donos, diretores e lobbistas da Rede Globo durante o seu governo.

Para ver a entrevista completa, clique no link abaixo:

http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1681379-15605,00.html

Marconi Perillo

O governador tucano de Goiás, que não tem nada a ver com a briga Globo x Collor, deve ter sentido muito incômodo com as referências tão detalhadas do processo que levou à deposição do então presidente.

O Fantástico mirou Collor, mas poderá acabar acertando Perillo, pois colocou em evidência denúncias que derrubaram o presidente e hoje acossam o tucano.

Perillo provavelmente se viu na “reportagem” quando esta falou da CPI que investigou Collor e descobriu cheques-fantasmas, esquemas de caixa 2, um tesoureiro de campanha influenciando no governo (no caso do tucano, este atende por Lúcio Fiúza Gouthier, que foi convocado à CPMI do Cachoeira, mas ficou calado).

A CPMI do Cachoeira está sendo tratada pelos grandes meios de comunicação como se fosse uma novela. Heróis, vilões, figuras exóticas, tramas urdidas nas sombras e outros ingredientes são utilizados para cobrir o cotidiano do órgão.

Para o azar de Perillo, a matéria do Fantástico faz a CPMI do Cachoeira parecer uma “Vale a pena ver de novo”, com o tucano no centro do trama.

* Via Twitter, a jornalista Leda Nagle comentou assim a “matéria” do Fantástico:


Já o humorista Maurício Meirelles, do CQC, foi mais irônico:

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