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sábado, 14 de julho de 2012

Wilder Morais: outro demo no inferno

14.07.2012
Do BLOG DO MIRO, 13.07.12

Por Altamiro Borges

Nem bem o ex-senador Demóstenes Torres, o “cão sarnento”, limpou o gabinete em Brasília, e o empresário Wilder Morais, o seu suplente do DEM de Goiás, já tomou posse. Segundo a Agência Brasil, ele foi empossado hoje (13) “em uma sessão esvaziada com apenas quatro parlamentares no plenário”. Mas, pelo jeito, a sua vida no Senado não será tão tranquila assim. O novo demo já se encontra no inferno. Pesam contra ele inúmeras denúncias de envolvimento com a mesma quadrilha de Carlinhos Cachoeira.

Ele mesmo confessou que ingressou na política pelas mãos do mafioso, segundo escutas telefônicas da Operação Monte Carlo. Na conversa grampeada pela Polícia Federal, Cachoeira afirma: “Fui eu que te pus na suplência, nessa secretaria, fui eu. Você sabe muito bem disso”. E o demo responde servilmente: “Carlinhos, deixa eu te falar um negócio procê. Pensa um cara que nunca teria, enfim, encontrado um governo, que nunca teria sido bosta nenhuma, cara. Você tá falando com esse cara”.

Íntimas relações com o mafioso

As íntimas relações entre o empresário e o mafioso afetaram inclusive as suas vidas conjugais. Andressa Mendonça se separou de Wilder Morais, após seis anos de matrimônio, para se casar com Carlinhos Cachoeira. Principal acionista da Orca Construtora, que possui shopping centers em Goiânia, Anápolis, Uberaba e Medellín (Colômbia), ele doou R$ 700 mil para a eleição de Demóstenes Torres em 2010. Segundo a Justiça Eleitoral, ele foi o segundo maior doador de campanha do ex-senador.

Com patrimônio declarado de R$ 14,4 milhões e sócio-proprietário de 24 empresas, o rico empresário também é muito ligado ao governador tucano Marconi Perillo, outro suspeito de envolvimento com a máfia de Cachoeira. Em janeiro de 2011, Wilder foi nomeado secretário de Infraestrutura do governo do PSDB. Ainda pesam contra ele acusações de ter omitido parte dos seus bens na prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo reportagem do jornal O Globo.

Até o DEM está preocupado

As revelações destes vínculos já causaram constrangimento em Brasília. Para o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), “o fato de ter sido indicado para a suplência por Cachoeira é uma suspeição evidente. Não acho justo prejulgar, mas os fatos falam mais alto. Na hora que você toma posse, se submete à luz do sol”. Já para o líder do PT no Senado, Walter Pinheiro, os indícios são graves. “A nossa obrigação é colher explicações na CPI ou no Conselho de Ética, se necessário for”.

Até o DEM, mais sujo do que pau de galinheiro, está escaldado. O presidente do partido, senador Agripino Maia (RN), já disse que cobrará explicações do empresário. O demo também quer que ele esclareça as denúncias de que omitiu bens em suas declarações ao Tribunal Superior Eleitoral e à Receita Federal. Estas cobranças inclusive já incomodaram o novo senador. Circulam boatos de que Wilder Morais até poderá deixar o DEM para ingressar no PSD de Gilberto Kassab. Os demos realmente estão no inferno!

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VOCÊ É MANIPULADO PELA MÍDIA:: As 10 Estratégias de Manipulação Midiática

14.07.2012
Do blog SINTONIA FINA,12.07.12
Por Noam Chomsky, linguista do MIT

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG- Partido da Imprensa Golpista) não mostra! 


1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')".

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.


Este método também é chamado "problema-reação-solução". Cria-se um problema, uma "situação" prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.


Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, bastaaplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo "dolorosa e necessária", obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura.É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? "Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver "Armas silenciosas para guerras tranqüilas")".

6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos...

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. "A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')".

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.

Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto...

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.

Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.

No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos. 


Sintonia Fina

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Folha defende Demóstenes e seus crimes


14.07.2012
Do blog ESQUERDOPATA, 12.07.12

Colunista da Folha argumenta em favor de Demóstenes 

Demóstenes e seus advogados 
Miguel do Rosário
O Cafezinho

A imprensa amanheceu hoje com manchetes garrafais sobre a cassação de Demóstenes Torres. Colunistas, secretários de redação, editorialistas, todo mundo deu pitaco. Chamou-me a atenção, contudo, a interpretação da Folha, expressa em dois textos, um de Alan Gripp, secretário-assistente de redação, outro de Janio de Freitas, colunista.

Ambos amenizam descaradamente os crimes de Demóstenes Torres, e abribuem sua cassação antes à uma espécie de vingança corporativa do Senado.

Em sua análise, Alan Gripp diz o seguinte:

O que fica é a conclusão de que este foi um caso diferente. E que o Senado não teve um arroubo ético. Parlamentares mais enrolados que ele continuarão a se salvar.

Longe de mim pretender que não haja outros bandidos no Senado brasileiro, mas a interpretação de Gripp é leviana. Torres foi cassado porque havia áudios, documentos e relatórios da Polícia Federal mostrando que Demóstenes era um despachante de luxo de Carlinhos Cachoeira. O mafioso menciona inclusive o pagamento de milhões de reais de propina para o senador. “O milhão do Demóstenes”, diz Cachoeira a um de seus secretários.

Janio de Freitas, por sua vez, tem se caracterizado por uma estranha defesa do Clube Nextel. Em sua coluna de hoje, volta a se posicionar em favor do grupo, ao amenizar as acusações contra Demóstenes.

Freitas faz uma bizarra defesa de Demóstenes, atacando inclusive o relator do seu processo de cassação. E ataca mais ainda Renan Calheiros, que não estava sendo julgado.

Diz Freitas, defendendo o senador bandido:

Não há dúvida de que no rol de acusações a Demóstenes Torres há afirmações infundadas, e não por equívoco.

(…)

Ainda assim, o relatório do senador petista Humberto Costa foi mais político do que objetivo. E com erros de informação e afirmação inadmissíveis, como Demóstenes Torres demonstrou.

Eu gostaria de saber que erros foram esses. Entretanto, mesmo que o relatório de Costa tenha erros, quem acompanhou o escândalo Cachoeira desde o início sabe que as provas de que Demóstenes era um bandido a serviço de outro bandido são fartas, múltiplas e estas sim, incontestáveis.

Inadmissível, a meu ver, é ver um jornalista probo e respeitável como Janio de Freitas defendendo um crápula nojento como Demóstenes Torres, que recebia dinheiro de Carlinhos Cachoeira, e integrava um esquema mafioso, envolvendo a Veja, a Delta e o jogo do bicho em Goiás.

Curiosas também são as asserções sobre o reflexo da cassação de Demóstenes na CPI do Cachoeira. Em editorial, O Globo diz que a cassação “pressiona a CPI do Cachoeira”, enquanto a Folha diz, com base em fontes anônimas do Congresso, que a CPI “tende a perder força”. A matéria não explica o porque, todavia. É uma asserção misteriosa.

Também senti falta, nos jornalões, de uma reflexão sobre as consequências partidárias da cassação de Demóstenes. Com a queda do senador, o DEM – e por tabela toda a oposição – sofre mais um duro golpe.
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MANIPULAÇÃO DA MÍDIA GOLPISTA: Imprensa, bancos, juros, inadimplência... E o marco regulatório?

14.07.2012
Do Blog Palavra Livre , 13.07.12
Por Davis Sena Filho 




        “Impressionante, tem gente da Comunicação do Governo, da Casa Civil e do Ministério das Comunicações que ainda se dá o direito de não compreender o que está a acontecer, no que é relativo a responder de pronto a ataques injustos e infundados que derrubaram ministros, a exemplo de Orlando Silva e Carlos Lupi, bem como não efetivam o marco regulatório para as mídias, cujo projeto do jornalista Franklin Martins está empoeirado em alguma gaveta do Ministério das Comunicações. Alô, alô Paulo Bernardo! Alô, alô Gleisi Hoffmann! Alô, alô Helena Chagas! Alô, alô presidenta Dilma Rousseff! Com lobos golpistas não se brinca. Se os senhores duvidam, comecem a ler a nossa história”.

Há cerca de duas semanas o sistema midiático golpista brasileiro aposta tudo na inadimplência dos brasileiros que, supostamente, para os barões da imprensa e seus sabujos, estão com a corda no pescoço por causa da ampla oferta de crédito, de empréstimos, além dos juros mais baixos proporcionados pelo Governo Dilma Rousseff, por intermédio dos bancos estatais, que, irremediavelmente, forçou os bancos privados a também baixar seus preços aos correntistas e consumidores. 

O Copom, do Banco Central, decidiu no dia 11 cortar a taxa básica de juros (a Selic) em 0,5% ponto percentual, que de 8,5% baixou para 8% ao ano.  É a menor taxa que o Brasil teve desde a criação da Selic, em 1986. Exatamente isto que causa dores aos barões midiáticos, aos banqueiros que eles representam, aos jornalistas que abraçam essa causa desditosa e aos “especialistas” de prateleira geralmente aboletados na Globo News, no Jornal Nacional e no Bom(?) Dia Brasil.

A nova realidade para esse mercado fez com que o sistema midiático privado e controlado a ferro e fogo por meia dúzia de famílias passasse a defender os interesses dos banqueiros nacionais e internacionais, pois que são seus principais parceiros e clientes, no que tange ao dinheiro propiciado pela publicidade, bem como no que concerne à luta para manter intactos os status quo de grupos que frequentam o pico da pirâmide mundial e que combatem quaisquer políticas púbicas que visam a distribuição de renda e riqueza.

Acontece que os telejornais da Globo, da Globo News, da Bandeirantes, do SBT e seus congêneres, além das rádios a exemplo da CBN, da Tupi, bem como os “jornalões” e “revistões” impressos não disseminam à totalidade da verdade dos fatos e, por meio desse processo, manipulam e distorcem a realidade, que está muito longe do desejo da imprensa comercial e privada (privada nos dois sentidos, tá?) de ver o Brasil fracassar em suas políticas públicas efetivadas com a finalidade de melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro.

Governos trabalhistas lutam para que o País deixe de ser emergente e se transforme em uma Nação desenvolvida, democrática, justa e que dê oportunidades a todos que querem crescer, estudar e trabalhar. Não é inteligente e muito menos sensato deixar que apenas a classe social abastada, preconceituosa, violenta, racista e com um imenso complexo de vira-lata, pois colonizada a várias gerações, controle as rédeas do desenvolvimento conforme seus interesses, bem como paute os poderes da República, por intermédio de matérias direcionadas com o propósito de abater autoridades, que não atenderam pedidos, desejos e interesses de grupos corporativos que até hoje não se conformam com a democracia, as mudanças e as reformas acontecidas neste País nos últimos dez anos.

Digo e repito novamente: os empresários proprietários dos meios de comunicação privados são contra o Brasil e desprezam seu povo, porque são parte intrínseca do imperialismo e do colonialismo internacional e por isso não se importam com o destino do País. Por se conduzirem e se mostrarem dessa forma, necessário se torna criar estratégia de contrainformação aos veículos privados, por intermédio do fortalecimento da EBC, TV Brasil, da Rádio Nacional (praticamente abandonada, o que para mim é desleixo e insensatez), Rádio MEC, Agência Brasil, além dos sítios e portais do Governo Federal, das estatais, das agências reguladoras, órgãos e autarquias
A imprensa mente e quando é desmascarada não assume a responsabilidade.

 Somente o fortalecimento dos meios de comunicação do estado, bem como atrair para esses meios a publicidade e a propaganda privada faria com que houvesse uma equiparação dos valores e propósitos noticiosos, já que o sistema de mídia privado é de oposição e, por conseguinte, recusa-se a mostrar as obras e os avanços sociais conquistados pelos governos trabalhistas e pelo povo brasileiro. Tal sistema, além de não informar, boicota o Governo e se transforma no Partido da Imprensa Golpista — o famigerado PIG.

Impressionantemente tem gente da Comunicação do Governo, da Casa Civil e do Ministério das Comunicações que ainda se dá o direito de não compreender o que está a acontecer, no que é relativo a responder de pronto a ataques injustos e infundados que derrubaram ministros, a exemplo de Orlando Silva e Carlos Lupi, bem como não efetivam o marco regulatório para as mídias, cujo projeto do jornalista Franklin Martins está empoeirado em alguma gaveta do Ministério das Comunicações. Alô, alô Paulo Bernardo! Alô, alô Gleisi Hoffmann! Alô, alô Helena Chagas! Alô, alô presidenta Dilma Rousseff! Com lobos golpistas não se brinca. Se os senhores duvidam, comecem a ler a nossa história.

Além disso, o Governo tem de prestigiar a “Voz do Brasil”, protegê-la e considerar a proposta de transformá-la em patrimônio cultural, de comunicação e informação do povo brasileiro. A direita midiática sempre quis extinguir a “Voz do Brasil”, porque sempre lutou pelo monopólio da notícia e pela liberdade de expressão e de publicação dela e nunca a liberdade dos outros. Para muitos jornalistas, radialistas, apresentadores e os chamados “especialistas” de prateleira a liberdade de expressão, de imprensa e de publicação deve ser apenas um direito de seus patrões, exatamente aqueles que apoiam golpes de estado, que derrubam ministros e se associam a grupos criminosos como o do bicheiro Carlinhos Cachoeira e seu cúmplice-mor Demóstenes Torres, senador cassado e ícone até então da imprensa golpista, que espertamente o abandonou.
A imprensa acha que os negócios dela estão acima dos interesses do Brasil.

 Voltemos à inadimplência. O brasileiro não está endividado. Ele deve como qualquer outro povo e nacionalidade devem aos bancos. A verdade é que a dívida do trabalhador brasileiro é menor do que a dos trabalhadores e da classe média estadunidense e europeia. 

Não dá para comparar a dívida do brasileiro com a dos espanhóis, gregos, franceses e estadunidenses, por exemplo. Fato este que não é mostrado pela imprensa burguesa daqui, que esconde ainda a pobreza de parcela importante da população norte-americana. A dívida do brasileiro está ligada a realidades como a compra da casa própria, do carro zero, de terrenos e elétricos e eletrônicos como computadores, televisões, a linha branca doméstica e viagens.

Evidentemente, e não é necessário ser um gênio da economia para compreender todo esse processo manipulado pela velha imprensa, que o PIB, as dívidas, os cheques sem fundos e a inadimplência são sazonais e periódicos, porque são variáveis que se modificam mês a mês, sempre a ter como base o mês ou o trimestre equivalente ao ano anterior, quando, na verdade, o PIB mede a riqueza produzida no País, quando o correto é também verificar o IDH, que é o índice que mede a pobreza que existe em qualquer país. E é exatamente isto que a imprensa, o sistema midiático de direita não mostra e não repercute, porque os empresários de mídia e seus jornalistas de confiança sabem que o Brasil cresceu demais entre os anos 2003/2012, bem como a miséria, a pobreza e a inclusão social já atingiu cerca de 80 milhões de pessoas, que não tinham o direito de abrir uma simples conta bancária, quanto mais viajar de avião ou entrar em uma loja de departamentos para fazer compras.

O crescimento do PIB e o endividamento das pessoas são importantes e, mesmo quando negativos, a verdade é que são positivos quando se trata de dívida, por exemplo, vinculada à casa própria. É dessa forma que se dá a manipulação e até mesmo a mentira por parte da imprensa de negócios privados. O que está a acontecer é que a inadimplência é um reflexo da força do mercado interno brasileiro, que oferece crédito e vende muito ao ponto de o Brasil vivenciar o pleno emprego, o que não acontece na Europa. O inadimplente, é bom lembrar, deixa, em um tempo não muito longo, de ser inadimplente e passa a ser novamente adimplente, conforme o Banco Central, a Serasa e o SPC.
Os barões da imprensa preferem o diabo do que ver trabalhistas no poder.

 A imprensa comercial faz o seu papel, que é tentar o golpe diariamente, porque ela sabe que seus candidatos de perfis udenistas não têm propostas e nem projetos para o País e por isso precisam do apoio da imprensa golpista e de toda sorte de embuste, trapaça, má fé e manipulação. A imprensa hegemônica e de ideologia colonialista é recorrente e apela também para a mentira. Ponto. O Brasil vai bem. O que vai mal são as manchetes alarmistas e assombradas da imprensa privada, que quer eleger tucanos, de preferência paulistas, pautar o País e se possível rasgar a Constituição. É isso aí.

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Fonte:http://davissenafilho.blogspot.com.br/2012/07/imprensa-bancos-juros-inadimplencia-e-o.html