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segunda-feira, 9 de julho de 2012

DIARIO DE PERNAMBUCO: Duas repórteres em movimento

09.07.2012
Do BLOG DA REDAÇÃO,08.07.12
Por Paulo Goethe

Nas últimas quatro semanas, o Diario de Pernambuco publicou uma série de quatro páginas duplas no caderno de Vida Urbana mostrando a mudança urbanística que vai ocorrer no Recife com a consolidação dos corredores viários projetados para serem concluídos antes da Copa de 2014. O foco maior foi no corredor Leste/Oeste e, dentro deste, a Avenida Agamenon Magalhães, que ganhará quatro viadutos estaiados.
Todos os aspectos da futura obra na Agamenon Magalhães destrinchados nas páginas do jornal ganharam também uma versão na internet, através de um hotsite aberto à opinião dos leitores. O webdesigner João Bosco criou um espaço interativo para abrigar fotos antigas da avenida, as projeções dos viadutos e os textos da repórter Tânia Passos, que também assina um blog sobre mobilidade urbana. O resultado ficou muito bom e pode ser conferido clicando aqui. A repórter Juliana Colares deu a sua contribuição em formato de vídeo, usando o recurso do time-lapse (quer saber mais sobre isso? Clique aqui).
Neste domingo, Tânia Passos e Juliana Colares voltam a trabalhar juntas em outro grande projeto do Diario de Pernambuco sobre mobilidade, problema que foi apontado em recente pesquisa da Proteste como a maior reclamação dos recifenses. No jornal, mais duas páginas de Tânia, desta vez descrevendo a aposta de Belo Horizonte para reduzir os engarrafamentos e convencer os mineiros a usar mais o transporte público. Comparando com o Recife, ela mostra que estamos mais avançados no quesito integração ônibus-metrô.
Enquanto Tânia Passos passou a semana em BH, Juliana Colares produziu no Recife um minidocumentário com imagens e entrevistas de especialistas da capital mineira, em material finalizado conjuntamente com a editora de vídeo Roberta Cardoso. O story board acima, cedido por Colares, mostra como surgiu a ideia de apresentar a evolução da frota de veículos em Belo Horizonte. Do papel ao vídeo, foram horas e horas de trabalho até o resultado final.
Todo este material está abrigado em um novo hotsite criado por João Bosco. E vai ser assim nas próximas semanas, com mais material exclusivo sobre como as cidades que vão sediar a Copa do Mundo de 2014 estão tentando evitar o colapso urbano. Quer ver o resultado da primeira semana? Então clique aqui.
P. S. As repórteres Tânia Passos e Juliana Colares e a editora de vídeo Roberta Cardoso podem ser vistas trabalhando juntas na última sexta-feira em foto postada neste humilde blog por Sérgio Miguel. Quer ver? Clique aqui.

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Roberto Freire declara apoio ao golpe no Paraguai e ataca o PT

09.07.2012
Do BLOG DO SARAIVA

Foto: Tuca Pinheiro

Por DiAfonso

De Roberto Freire já falei aqui. Pretendia não mais fazer considerações sobre a vertiginosa trajetória política desse senhor que envergonha a todos os pernambucanos [bandeou-se para São Paulo, já que aqui não merece respeito].

Suas declarações e ações raivosas e doentias contra o Governo LULA e, agora, contra o Governo Dilma Rousseff chegam a cegá-lo [leiam o mico que Freire pagou, aqui].

Dessa vez, em artigo publicado no portal do PPS [esse partido apêndice do PSDB], Roberto Freire fala de "diplomacia aparelhada do PT" e declara apoio ao golpe parlamentar levado a cabo no Paraguai, com a sutil ajuda estadunidense.

De militante em defesa do estado de direito democrático, o ex-comunista [teria sido alguma vez?] tornou-se um golpista declarado.

Se desejar, leia, na íntegra, o artigo: Freire: Diplomacia aparelhada do PT.
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São Paulo entre o 5 e 9 de julho

09.07.2012
Do blog TUDO EM CIMA, 08.07.12
Por Gilberto Maringoni*, em Carta Maior

As comemorações de 9 de julho em São Paulo exaltam uma rebelião oligárquica de oito décadas atrás. Curiosamente, outra revolta, deflagrada em 5 de julho de 1924, que contou com forte componente popular, passa em brancas nuvens nos calendários oficiais.



Os dias 5 e 9 de julho condensam caminhos pelos quais a história paulista poderia seguir. São dois tabus no estado. Um é esquecido, o outro é exaltado.


A primeira data marca uma violenta reação ao poder do atraso, tendo por base setores médios e populares. E a segunda representa a exaltação do atraso, capitaneada pela elite regional.

Dia 5 de julho, há 88 anos, uma intrincada teia de tensões históricas desaguou no episódio que ficaria conhecido como Revolução de 1924. Suas raízes estão no agravamento de problemas sociais, no autoritarismo dos governos da República Velha e em descontentamentos nos meios militares, que já haviam gerado o movimento tenentista, dois anos antes.

Naquele duro inverno, em meio a uma crise econômica, eclodiu uma nova sublevação. Tropas do Exército e da Força Pública tomaram quartéis, estações de trem e edifícios públicos e expulsaram da cidade o governador Carlos de Campos. No comando, em sua maioria, camadas da média oficialidade. Quatro dias depois, era instalado um governo provisório, que se manteria até 27 de julho. O país vivia sob o estado de sítio do governo Arthur Bernardes (1922-1926).

Entre as reivindicações dos revoltosos estavam: “1º Voto secreto; 2º Justiça gratuita e reforma radical no sistema de nomeação e recrutamento dos magistrados (…) e 3º Reforma não nos programas, mas nos métodos de instrução pública”. No plano político, destaca-se ainda “A proibição de reeleição do Presidente da República (…) e dos governadores dos estados”.

Várias guarnições de cidades próximas aderiram ao movimento. Apesar da falta de um programa claro, setores do operariado organizado apoiaram os revolucionários e exortaram a população a auxiliá-los no que fosse possível.

Bombas, tiros e mortes

As ruas da capital foram palco de intensos combates, com direito a fuzilaria, granadas e tiros de morteiros. Cerca de trezentas trincheiras e barricadas foram abertas em diversos bairros.

A partir do dia 11, o governador deposto, instalado nas colinas da Penha, seguindo determinações do presidente da República, decidiu lançar uma carga de canhões em direção ao centro. O objetivo era aterrorizar a população e forçá-la a se insurgir contra os rebelados.

De forma intermitente, os bairros operários da Mooca, Ipiranga, Belenzinho, Brás e Centro sofreram bombardeio por vários dias. Casas modestas e fábricas foram reduzidas a escombros e cadáveres multiplicavam-se pelas ruas.

Sem conseguir dobrar a resistência, o governo federal decidiu bombardear a cidade com aviões de combate.

O fim da rebelião

Três semanas depois de iniciada, a rebelião foi acuada. Dos 700 mil habitantes da cidade, cerca de 200 mil fugiram para o interior, acotovelando-se nos trens que saiam da estação da Luz. O saldo dos 23 dias de revolta foi 503 mortos e 4.846 feridos. O número de desabrigados passou de vinte mil. No final da noite do dia 28, cerca de 3,5 mil insurgentes retiraram-se da cidade com pesado armamento em três composições ferroviárias. O destino imediato era Bauru, no centro do estado.

Deixaram um manifesto, agradecendo o apoio da população: “No desejo de poupar São Paulo de uma destruição desoladora, grosseira e infame, vamos mudar a nossa frente de trabalho e a sede governamental. (…) Deus vos pague o conforto e o ânimo que nos transmitistes”.

As tensões não cessariam. No ano seguinte, parte dos revolucionários engrossaria a Coluna Prestes (1925-1927). Mais tarde, outros tantos protagonizariam – e venceriam – a Revolução de 30.

Promovida pelas camadas médias do meio militar, o levante ganhou apoio de parcelas pobres da população. Talvez por isso seja chamada de “a revolução esquecida”.

A revolução que não foi

A segunda data, 9 de julho, é marcada pelo estopim de uma revolução que não faz jus ao nome. É exaltada e cultuada como uma manifestação de defesa intransigente da democracia, ela faz parte da criação de certa mitologia gloriosa para São Paulo.

O evento, em realidade, representa a sublevação da oligarquia cafeeira contra a Revolução de 30, que a retirou do governo e se constituiu no marco definidor do Brasil moderno.

Aquele processo não pode ser visto apenas como uma tomada de poder por um punhado de descontentes. Suas causas envolvem as contrariedades nos meios militares e tensões do próprio desenvolvimento do país. A crise de 1929 acabara de chegar, colocando em xeque o liberalismo reinante.

A Revolução consolidou a expansão das relações capitalistas, que trouxe em seu bojo a integração ao mercado – via Estado – de largos contingentes da população. O mecanismo utilizado foi a formalização do trabalho.

As novas relações sociais e a intervenção do Estado na economia – decisiva para a superação da crise e para o avanço da industrialização – implicaram uma reconfiguração e uma modernização institucional do país. A conseqüência imediata foi a perda da hegemonia da economia cafeeira, centrada principalmente em São Paulo e parte de Minas Gerais. Percebendo as mudanças no horizonte, as classes dominantes locais foram à luta em 1932.

A locomotiva e os vagões

Explodiu então a rebelião armada das forças insepultas da República Velha e da elite paulista, querendo recuperar seu domínio sobre o país.

Tendo na linha de frente a Associação Comercial e a Federação das Indústrias (FIESP), o levante tinha entre seus líderes sobrenomes importantes do Estado, como Simonsen, Mesquita, Silva Prado, Pacheco e Chaves, Alves de Lima e outros. O movimento contou com expressivo apoio popular, uma vez que os meios de comunicação (rádio, jornais e revistas) reverberaram as demandas das classes altas.

A campanha que precedeu a sublevação exacerbou uma espécie de nacionalismo paulista, incentivado por grupos separatistas. Entre esses, notabilizava-se o escritor Monteiro Lobato. A síntese da aversão local ao restante do país expressava-se na difundida frase, que classificava o estado como “a locomotiva que puxa 21 vagões vazios”, em referência às demais unidades da federação.

Contradição em termos

O objetivo do movimento, derrotado militarmente em 4 de outubro, era derrubar o governo provisório de Getulio Vargas e aprovar uma nova Constituição. Daí a criação do nome “revolução constitucionalista”, uma contradição em termos. Revolução é uma ação decidida a destruir uma ordem estabelecida. A expressão “constitucionalista” expressava uma tentativa recuperação do status quo, regido pela Carta de 1891. Se é “constitucionalista”, não poderia ser “revolução”.

Os sempre proclamados “ideais de 1932” são vagas referências à constitucionalidade e à democracia. Mas não existia, por parte da elite, nenhuma formulação que fosse muito além da recuperação da hegemonia paulista (leia-se, dos cafeicultores).

Exatos oitenta anos depois, o 9 de julho segue comemorado como a data magna do estado, uma espécie de 7 de setembro local. E os acontecimentos de 5 de julho de 1924 continuam como páginas obscuras de um passado distante.

A elite paulista voltaria ao poder em 1994, pelas mãos de Fernando Henrique Cardoso e do PSDB. Seu mote foi dado no discurso de despedida do senado, em 1994: “Um pedaço do nosso passado político ainda atravanca o presente e retarda o avanço da sociedade. Refiro-me ao legado da Era Vargas, ao seu modelo de desenvolvimento autárquico e ao seu Estado intervencionista”.

Os objetivos desse setor continuaram os mesmos, décadas depois: realizar a contra-Revolução de 30.

As tensões entre as datas – 5 e 9 de julho – expressam duas vias colocadas até hoje nos embates políticos paulistas: a saída conservadora e a saída antielitista.

Gilberto Maringoni, jornalista e cartunista, é doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de “A Venezuela que se inventa – poder, petróleo e intriga nos tempos de Chávez” (Editora Fundação Perseu Abramo).

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A doce ‘ditadura’ de Hugo Chávez

09.07.2012
Do BLOG DA CIDADANIA, 08.07.12
Por Eduardo Guimarães
Uma das maiores mentiras do nosso tempo é a de que a Venezuela “não é uma democracia” porque haveria “censura à imprensa” naquele país. Essa mentira, aliás, sugere que as eleições todas de que Chávez participou – e venceu – não teriam sido limpas.
A mentira é imensa porque é muito simples desmontá-la. Por conta disso, quando alguém nega a democracia que vige na Venezuela não explica exatamente por que o faz, pois, se dissesse, daria margem ao desmascaramento da farsa.
A mera leitura de um jornal ou a mísera assistência a um programa de televisão desmontam cabalmente a farsa sobre falta de liberdade de imprensa no país vizinho.
Para comprovar isso, este blog selecionou trecho de matéria de um jornal venezuelano que ditadura alguma toleraria. A imprensa venezuelana não apenas revela destemor ante a “ditadura” chavista, mas, também, grande confiança no sistema eleitoral venezuelano.
Em 19 de junho, por exemplo, o diário El Universal publica texto opinativo assinado por alguém chamadoRoberto Giusti, que, como sói acontecer amiúde na imprensa venezuelana, insulta pesadamente o primeiro mandatário da República Bolivariana.
Abaixo, trecho do artigo “Chávez como Nixon (1960)”, que busca estabelecer algum termo de comparação entre o ex-presidente norte-americano e o presidente venezuelano.
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 (…) Chávez, por sua conta, dispõe de quase todos os meios audiovisuais e por haver quebrado, durante muito tempo, os cânones sagrados da mídia (só lhe faltava vomitar no ar), com resultados assombrosamente bons, agora a mídia o trai, o delata, o expõe negativamente (como a Nixon nos anos 1960) e quanto mais energúmeno parece, mais votos perde. [Henrique] Capriles [principal adversário de Chávez na próxima eleição presidencial], na televisão, mostra uma imagem fresca, juvenil, arrebatadora e sua mensagem, breve, concisa e poderosa (…)
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Só esse trecho de um artigo publicado no maior jornal venezuelano há menos de um mês bastaria para desmontar as mentiras sobre haver qualquer tipo de censura na Venezuela. Como chamar de “ditador” um presidente que se deixa chamar de “energúmeno” pela imprensa?
E não é só. O articulista aparenta grande confiança nas possibilidades de vitória do candidato de oposição, o que revela confiança no sistema eleitoral que os manipuladores de todas as partes dizem ser viciado. O trecho deixa claro que o articulista acredita nas chances do adversário de Chávez, e só pode haver essa chance se a eleição for limpa.
A doce “ditadura” venezuelana por certo não aprendeu direito como censurar. Um programa da Globo venezuelana chega a pôr no ar um vidente que prevê a morte de Hugo Chávez (!). E o incompetente “ditatorialismo” chavista permite…
Assista ao vídeo
Mas que diabo de ditadura é essa?, você deve estar se perguntando. A imprensa insulta o ditador, a televisão anuncia sua morte com base nas previsões de um vigarista, os opositores desse ditador nutrem fé em eleição para depor o regime…
Este blogueiro esteve muitas vezes na Venezuela após a chegada de Chávez ao poder. Nunca vi alguém manifestar qualquer temor de criticar o governo; pelo contrário, criticar, insultar e difamar Chávez é quase um campeonato disputado pela elite e pela imprensa oposicionista.
Quer saber onde há ditadura, leitor? É no Brasil, ou melhor, na imprensa e na televisão brasileiras.
Aqui, ninguém consegue contestar na grande mídia as mentiras sobre existir uma ditadura na Venezuela porque qualquer tentativa nesse sentido é censurada. Dizem que há uma ditadura naquele país só porque, lá, o governo não apanha calado.
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Relatório da OEA sobre Paraguai deverá ser apresentado amanhã

09.07.2012
Do portal da Agência Brasil
Por Roberta Lopes *


Brasília - O relatório sobre a visita ao Paraguai do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, deverá ser apresentado amanhã (10) aos integrantes da instituição. Insulza esteve em visita ao Paraguai para verificar a situação do país depois do impeachment do ex-presidente Fernando Lugo.
Durante a visita, Insulza teve reunião com o novo presidente Federico Franco, com ministros de Estado, representantes do Congresso Nacional, ministros de cortes de Justiça e com Lugo.
O Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) suspenderam o Paraguai até que seja realizada eleição para presidente, marcada para o próximo ano. Os dois blocos suspenderam o país das atividades políticas com o argumento de que houve ruptura da ordem democrática com a deposição de Lugo.

A expectativa é que uma ação conjunta da OEA em retaliação ao impeachment de Lugo é pouco provável, pois há muitas divergências entre os integrantes da organização.

Junto com Insulza viajaram representantes dos Estados Unidos, do Canadá, do México, de Honduras e do Haiti – países que até o momento não se mostraram dispostos a condenar a deposição de Lugo.

* Com informações da BBC Brasil//Edição: Graça Adjuto

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Partidarização da Justiça ameaça a democracia brasileira

09.07.2012
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

Este ano, uma das principais anomalias da democracia brasileira emergirá com força. A proximidade do julgamento do “mensalão” do PT revela que, dos três pilares da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), um não passou pela depuração da hegemonia conservadora oriunda da ditadura.
A democracia tratou de equilibrar a correlação de forças políticas e ideológicas nos Poderes Executivo e Legislativo. A renovação de quadros que os processos eleitorais impõem a esses Poderes a cada quatro ou oito anos (neste caso, nas eleições para o Senado Federal) permite que acompanhem os anseios da sociedade por pluralidade.
Esse efeito benfazejo da democracia, porém, não atinge a terceira perna do tripé que sustenta a República, o Judiciário.
Ainda que a cúpula desse Poder seja designada pelos poderes Executivo e Legislativo através da indicação dos membros do Supremo Tribunal Federal pelo Executivo, com referendo do Legislativo, o resto do corpo da Justiça brasileira ainda sofre os efeitos de décadas a fio de controle conservador das instituições.
O funcionamento da Justiça brasileira, no varejo, mostra seu viés conservador. Da juíza que mandou massacrar milhares de famílias do bairro de Pinheirinho em São José dos Campos para beneficiar um ricaço corrupto às decisões judiciais nos Estados que atendem aos interesses das famílias midiáticas e de seus prepostos, é claro o viés político-ideológico que distorce a Justiça.
Mesmo no Supremo Tribunal Federal, espanta constatar como o julgamento do “mensalão” do PT, de interesse da direita midiática, ultrapassou, temporalmente, o julgamento de escândalos mais antigos (como o mensalão do PSDB mineiro), que se arrastam simplesmente porque a mídia não se interessa por eles.
Bastou a mídia fazer pressão para o julgamento do mensalão ser marcado, ultrapassando ilegalmente casos mais antigos que se arrastam. Aí se tem a demonstração de que mesmo em um Supremo renovado pela indicação de juízes sem vínculos políticos como os indicados pelos governos anteriores ao de Lula, o poder de chantagem da mídia ainda intimida a Justiça.
A desconfiança que a sociedade nutre em relação à Justiça transparece da manchete de primeira página da Folha de São Paulo do primeiro dia útil desta semana, que dá conta de que a CUT pode ir às ruas protestar contra uma politização do julgamento do mensalão que vai se tornando cada vez mais previsível.
Na verdade, o que um dos grupos de mídia que mais intimidam o Judiciário noticia é apenas a ponta do iceberg de um imenso movimento de resistência democrática contra o tribunal político em que as famílias midiáticas e os partidos políticos que controlam devem tentar converter o julgamento do mensalão, pois, além da CUT, todos sabem que esse movimento em prol de um julgamento técnico deve açambarcar UNE, MST e outras centrais sindicais.
Com efeito, o julgamento do mensalão será, também, o julgamento da Justiça, pois algumas condenações, se ocorrerem, serão inaceitáveis porque se darão sem prova alguma. Como no caso de José Dirceu, por exemplo, que só pode sofrer alguma condenação se o julgamento for político porque não há absolutamente nada, nesse processo, que o incrimine.
Nas instâncias estaduais da Justiça, então, a situação é espantosa. Desafetos dos barões da mídia sofrem condenações absurdas nas primeiras instâncias enquanto que essa mídia e seus peões são blindados contra qualquer reclamação pelos abusos que cometem.
Na Justiça paulista ou na carioca, por exemplo, qualquer um que enfrente a mídia ou seus tenentes sabe que perderá, passando a ter alguma chance apenas nas instâncias superiores, quando os processos deixam a Justiça estadual.
Esse processo de partidarização e ideologização da Justiça, bem como sua permeabilidade a pressões midiáticas, está se tornando cada dia mais escandaloso. Jornalistas que se opõem aos partidos de direita e aos grupos de mídia vêm sofrendo cerceamento do direito de defesa.
Recentemente, jornalistas que incomodam a Globo foram condenados em ritos praticamente sumários, com seus processos “andando” em uma velocidade que a Justiça dificilmente exibe e sob decisões escandalosas que dispensam até, pasme-se, produção de provas pelas partes, dando razão, in limine, aos prepostos da família Marinho.
Movimentos sociais e sociedade civil, portanto, organizam-se para denunciar ao mundo a corrupção da Justiça pelos interesses da direita midiática. As ruas serão o primeiro passo, mas a intenção é chegar aos fóruns internacionais, pois o partidarismo da Justiça constitui a última grande ameaça à democracia brasileira.

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MÍDIA PRECONCEITUOSA: Pedro Bial e os semideuses

09.07.2012
Do BLOG DO MIRO, 07.07.12

http://www.cicero.art.br
Por Cris Rodrigues, no blogSomos andando:

Ontem, Pedro Bial, aquele do Big Brother, lançou um programa destinado, basicamente, à defesa do preconceito. Despolitização é a palavra que melhor se encaixa.

E o fez consciente e descaradamente. Primeiro, promoveu a defesa do músico Alexandre Pires, acusado de promover o sexismo, o machismo, o preconceito racial, com o clipe da música Kong. Segundo a Ouvidoria Nacional da Igualdade Racial, “o vídeo usa clichês e estereótipos contra a população negra” e “reforça estereótipos equivocados das mulheres como símbolo sexual”.


E o apresentador do Big Brother o fez usando – ele e seus convidados, escolhidos intencionalmente pela sua produção – do velho argumento falacioso e manipulador da censura, da ditadura disfarçada.

Como se não bastasse defender o vídeo que fala de negros e é ilustrado com macacos, ainda reforçou o discurso preconceituoso ao levar ao palco do seu programa pessoas vestidas de gorila e mulheres “popozudas”, que apresentam uma visão sexista do papel da mulher na sociedade, vista como objeto. E ó, eu não faço parte de nenhum movimento feminista, mas como mulher me sinto ofendida com esse uso da imagem, com a consolidação, o reforço de algo que há tanta luta para romper, que é estereotipar a mulher, mostrá-la como um ser que não pensa. Além do apelo sexual da figura da mulher, é um incentivo ao tratamento superficial das pessoas, reduzidas à aparência.

Da mesma forma que a mídia não pode condenar antecipadamente acusados ainda não julgados de algum crime, também não cabe a ela inocentá-los, principalmente quando se trata de um suposto crime contra a coletividade. Qual era o propósito de absolver Alexandre Pires em rede nacional? Para que comprar essa história?

Isso sem falar que o assunto está velho, o caso já foi até arquivado. E o irônico é que Bial começou o programa criticando assédio sexual e assédio moral, que esse tipo de apelo sexual e rebaixadamento da mulher à categoria de objeto incentivam absurdamente.

A linha do programa já ficava clara pela escolha dos participantes. Destaco o reacionarissimo Luís Felipe Pondé, tratado a pão de ló. Apesar de estar presente também Antônio Carlos Queiroz, a diferença de tratamento foi evidente. Queiroz é autor da cartilha “Politicamente correto & Direitos”, criada pelo governo federal como uma tentativa de combater preconceitos e criticada pelo apresentador, o mesmo que diz que críticas não servem pra nada, que nem ouve as direcionadas a ele.

“A cartilha foi dedicada a professores, policiais etc. etc. (aqui entrou uma lista de profissões que eu não vou saber repetir, todas passíveis de receber orientação externa) e… tchan tchan tchan, jornalistas (os intocáveis). E aí você mexe com a liberdade de expressão.” Fora o que está dentro dos parênteses e os et ceteras, foi bem assim que o Bial falou, com o tom dramático que traduz em absurdo jornalistas sofrerem qualquer tipo de influência, inclusive a de uma orientação.

Opa, jornalista, como formador de opinião, não pode receber orientações sobre preconceito, para evitar na sua prática diária que forme opiniões discriminatórias contribuindo para que as diferenças de gênero, classe, cor etc. nunca tenham fim. É a velha história do jornalista como dono da verdade. A gente não erra, não mente, não manipula, não tem ideologia (não pode!), então não tem por que ter nosso trabalho observado. Jornalista tem direito a fazer o que quiser, mesmo que isso ofenda a dignidade de outras pessoas. Afinal, somos semideuses, perfeitos. Vai ver é por isso que o diploma é desnecessário. Afinal, a faculdade orienta, e jornalistas estão acima desse tipo de coisa.

Não vou falar em decepção com esse programa porque né, 12 anos de BBB não deixam criar nenhuma expectativa. Mas um mínimo de bom senso vinha bem, viu.

Isso tudo sem contar o nome do programa, que seria bacaninha uns 15 anos atrás, quando a gíria era moderninha. 
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BLOG DO MIRO:Francischini, o "tigrão", deixa o PSDB

09.07.2012
Do BLOG DO MIRO
Por Altamiro Borges

Durou pouco tempo a tentativa do deputado Fernando Francischini (PSDB/PR) de ocupar os holofotes da mídia no lugar do ex-demo Demóstenes Torres. Ele até tentou posar de novo "mosqueteiro da ética" e de líder da oposição de direita, bem no figurino da revista Veja. Mas não deu certo. Após provocar vários atritos, ele foi substituído pelo seu próprio partido na CPMI do Cachoeira e já anunciou que deixará a sigla tucana. Além disso, ele pode até ser investigado por suas estranhas ligações com os arapongas do mafioso.

Numa das sessões da CPMI, o bravateiro Francischini, que também é delegado da PF, ameaçou prender o governador do Distrito Federal e acusou o relator Odair Cunha (PT-MG) de ser "tigrão" contra o Marconi Perillo, o governador tucano de Goiás, e "tchutchuca" contra o petista Agnelo Queiroz. O valentão da mídia demotucana também produziu várias cenas de bate-bocas no Congresso Nacional, provocando inúmeros parlamentares. Toda esta encenação moralista, porém, não produziu os efeitos desejados pelo "tigrão".

Isolamento e relações perigosas

Francischini se isolou na CPMI e no seu próprio partido. Para complicar ainda mais sua situação, ele entrou em atrito com o dono do PSDB no Paraná, governador Beto Richa, sendo alijado na disputa pela prefeitura de Curitiba. Como desdobramento das suas atitudes tresloucadas, ele foi substituído na CPMI pelo suplente Domingos Sávio (PSDB-MG) e anunciou que abandonará a sigla. Segundo o blogueiro paranaense Esmael Morais, Francischini "fez beicinho" e deve ingressar no recém-criado Partido Ecológico Nacional (PEN).

Outro fator também pesou para o rápido isolamento de Francischini. O "tigrão", que planejava transferir seu domicílio eleitoral para Brasília e concorrer ao governo do Distrito Federal em 2014, foi pego em conversas com integrantes da quadrilha de Carlos Cachoeira. Grampos da Operação Monte Carlo da PF indicam que o deputado "moralista" articulou um plano para induzir o impeachment do governador Agnelo Queiroz. Pelo jeito, a mídia demotucana acaba de perder mais um ícone e uma fonte de suas "reporcagens". 
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Pescoção multimídia na internet e no papel

09.07.2012
Do BLOG DA REDAÇÃO, 06.07.12
Por Sérgio Miguel Buarque
DIARIO DE PERNAMBUCO

Sexta-feira, 06 de julho de 2012. Redação do Diario de Pernambuco, 10 horas da noite. Estamos em pleno pescoção, como chamamos o dia em que fechamos o jornal do sábado e, praticamente, todo o de domingo.
Enquanto as meninas editam os vídeos:
O pessoal da diagramação coloca as matérias no papel:

As fotos são do editor de Brasil e Mundo, Diogo Carvalho, cadeira cativa nos pescoções .


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Vice de Serra dá grana para a Abril

09.07.2012
Do BLOG DO MIRO, 08.07.12
Por jornal Hora do Povo:


O ex-secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider (PSD), escolhido como candidato a vice na chapa do tucano José Serra, que disputa a prefeitura de São Paulo, é acusado de desvio de dinheiro público da prefeitura e do governo do Estado para favorecer a Fundação Victor Civita – ONG ligada ao grupo Abril, proprietário da revista Veja.


O processo tramita na 12ª Vara da Fazenda Pública.

A promotoria acusa Schneider de compadrio político, violando o princípio da impessoalidade, por contratar a fundação para prestação de serviço no chamado “Projeto de Formação Continuada para Diretores e Supervisores”, durante o período em que foi secretário de Educação na administração do atual prefeito Gilberto Kassab.

De acordo com matéria da Rede Brasil Atual, o Ministério Público pede a devolução aos cofres da prefeitura o valor de R$ 611.232,00, além de outras punições cabíveis. Segundo a denúncia oferecida pelos promotores, a escolha da ONG ligada à “Veja” foi feita “a dedo” e ilegalmente, dispensando a necessária licitação, já que havia muitas outras instituições qualificadas a prestar o serviço.

Como agravante, o serviço foi prestado de forma terceirizada pelo Instituto Protagonistés, presidido pela tucana Rose Neubauer, que foi secretária de Educação no governo Mário Covas e amiga de Schneider. Além disso, as cartilhas do projeto foram impressas na gráfica da Imprensa Oficial do Estado, mas a ONG dos Civita não pagou a totalidade das despesas e arcou apenas com os custos da matéria prima utilizada.

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Milhares de pessoas protestam contra irregularidades na eleição presidencial mexicana

09.07.2012
Do DIARIO DE PERNAMBUCO, 08.07.12
Por  Rafael Duque | Redação

Diversas denúncias de compra de votos e de propaganda irregular foram divulgadas por parte da imprensa

Milhares de mexicanos saíram às ruas no sábado (07/07) para protestar contra Enrique Peña Nieto, do PRI (Partido Revolucionário Institucional), que ganhou as eleições presidenciais do domingo passado. Eles marcharam pela avenida Paseo de la Reforma rumo ao Zócalo, a principal praça pública da capital do México.
Os manifestantes saíram do monumento do Ángel de la Independencia com gritos de "fraude, fraude, fraude", "Andrés, aguenta, o povo se levanta" e "povo, escuta, esta é tua luta", em apoio ao candidato presidencial da esquerda, Andrés Manuel López Obrador.
Agência Efe
Manifestantes se reúnem para protestar contra as irregularidades na eleição presidencial.

Segundo os dados finais do cômputo oficial divulgados na sexta-feira, Peña Nieto ganhou as eleições com 38,21% dos votos, uma vitória que, no entanto, foi denegrida por denúncias de compra de votos em massa. A manifestação foi convocada através das redes sociais e foi denominada "Marcha contra a Imposição".
O movimento estudantil YoSoy132, que surgiu contra a figura de Peña Nieto, esclareceu que eles não convocaram esta mobilização. Além disso, em outras cidades do México, foram registradas diversas mobilizações contra os resultados eleitorais.
Irregularidades
Das denúncias recebidas de todo o país, foi computado que 46% delas se referiam a compra de votos; 30% a irregularidades nos colégios eleitorais; 19% relacionadas com propaganda, apesar do veto, assim como casos isolados de carreatas, indicou o movimento.
Desde o início dessa semana, crescem evidências que confirmam as fraudes denunciadas pelo #YoSoy132 e o envolvimento da coalização de Enrique Peña Nieto nas irregularidades encontradas.
Centenas de mexicanos contaram na terça-feira (04/07) que o PRI comprou seus votos com cartões pré-pagos da rede de lojas de departamento Soriana, apuraram jornais locais.
Com medo de que o crédito fosse cancelado com o anúncio dos resultados eleitorais, os eleitores lotaram as lojas para gastar o crédito, que ia de 100 (15 reais) a 700 (106 reais) pesos. "Disseram que iam cancelar os cartões. Estão nos intimidando porque nós já votamos", relatou um mexicano ao jornal local La Jornada.

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ELEIÇÕES PT RECIFE: João da Costa não declara apoio e lamenta racha do PT e PSB

09.07.2012
Do DIARIO DE PERNAMBUCO, 08.07.12


Prefeito do Recife disse que precisa ver como os candidatos vão tratar sua gestão para decidir apoio  (Annaclarice Almeida/DP/D. A Press)Depois de declarar que não deixará o PT, o prefeito João da Costa ainda deixa dúvidas a respeito do seu posicionamento na campanha eleitoral deste ano. “Não é porque o PT tomou uma decisao que eu vou concordar com ele”, afirmou João da Costa, em entrevista a uma rádio local.

Apesar do prefeito ter sido convocado pelo ex-presidente Lula e pela atual presidente Dilma Rousseff para uma conversa sobre a campanha, ele não se mostrou intimidado. “Vou discutir política. Em política, você pode ser convencido, não virado a cabeça”, afirmou convicto. Como a conversa está marcada para o final do mês de julho, João da Costa declarou que sua decisão sobre apoiar ou não a candidatura de Humberto Costa seria dada apenas em agosto.

Em tom de mágoa, o gestor relembrou as críticas ferrenhas ao governo e a sua pessoa feita pelo atual candidato do PT à vice-prefeitura do Recife, João Paulo, e lamentou a omissão de posicionamento de Humbero Costa na situação. "Depois disso (acusações de João Paulo), Humberto me ligou para saber como estava minha gestão. Respondi a ele que procurasse saber, pois esse assunto é público", respondeu.

Em relação ao cogitado e questionado apoio ao PSB, João da Costa se mostrou omisso e misterioso, falou das obras feitas em parceria com o governo do estado e lamentou a indisposição entre os partidos. Na oportinidade, fez referência à declaração dada, na última quinta-feira, pelo ex-ministro de Lula, o petista José Dirceu, que se disse "preocupado com o ropimento do PSB com o PT".

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