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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Golpistas paraguaios forjaram denúncia contra Venezuela

05.07.2012
Do BLOG DA CIDADANIA, 04.07.12
Por Eduardo Guimarães


Quem quiser se manter informado sobre os desdobramentos do golpe “institucional” no Paraguai não pode se restringir à grande imprensa, a menos que pretenda ser enganado. A mídia publica mentiras abertamente e não ouve todos os lados envolvidos.
Um belo exemplo está em artigo do ex-chanceler do governo Fernando Henrique Cardoso, Celso Lafer, publicado na Folha de São Paulo de quarta-feira, 4 de julho. Chega a ser desalentador ver um diplomata mentir de forma tão grosseira.
Sob o título “Ilegalidade da incorporação da Venezuela”, assim como o resto da oposição ao governo Dilma Rousseff o diplomata distorce fatos e mente de forma escancarada. Trecho do artigo reproduzido a seguir permite constatar isso com clareza.
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Trecho do artigo de Celso Lafer na Folha de São Paulo de 4 de julho de 2012
(…)
O Tratado de Assunção, que criou o Mercosul, prevê adesões, mas estabelece que sua aprovação “será objeto de decisão unânime dos Estados-partes” (artigo 20). Não vou discutir os critérios que levaram Argentina, Brasil e Uruguai a considerar, invocando o Protocolo de Ushuaia, que houve ruptura da ordem democrática no Paraguai. 
Pondero apenas que foi uma decisão tomada com celeridade semelhante à que caracterizou o impeachment do presidente Lugo e que ela não levou em conta o passo prévio previsto no artigo 4 do referido protocolo: “No caso de ruptura da ordem democrática em um Estado-parte do presente protocolo, os demais Estados-partes promoverão as consultas pertinentes entre si e com o Estado afetado”.
(…)
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Esse artigo 4º do Protocolo de Ushuaia vem sendo martelado sem parar pela mídia e pelos golpistas paraguaios. O que é quase inacreditável é que o diplomata “tucano” e o resto da imprensa golpista simplesmente fazem de conta que os artigos 5º e 6º  do mesmo Protocolo não existem.
Leia, abaixo, o que mídia, golpistas, políticos e diplomatas adeptos do golpismo estão escondendo.
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Artigo 5º do Protocolo de Ushuaia
Quando as consultas mencionadas no artigo anterior resultarem infrutíferas, os demais Estados Partes do presente Protocolo, no âmbito específico dos Acordos de Integração vigentes entre eles, considerarão a natureza e o alcance das medidas a serem aplicadas, levando em conta a gravidade da situação existente. Tais medidas compreenderão desde a suspensão do direito de participar nos diferentes órgãos dos respectivos processos de integração até a suspensão dos direitos e obrigações resultantes destes processos.
Artigo 6º do Protocolo de Ushuaia
As medidas previstas no artigo 5º precedente serão adotadas por consenso pelos Estados Partes do presente Protocolo, conforme o caso e em conformidade com os Acordos de Integração vigentes entre eles, e comunicadas ao Estado afetado, que não participará do processo decisório pertinente.
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Como se vê, as manipulações são grosseiras. Contudo, a última dessas manipulações talvez seja até mais grave. Nesta semana, os golpistas paraguaios vieram com uma história maluca de que “Hugo Chávez” e “Rafael Correa” teriam tentado promover um levante de militares paraguaios contra o processo ilegal que derrubou Fernando Lugo.
Veja, abaixo, matéria da Folha sobre as “denúncias” dos golpistas paraguaios contra a Venezuela e o Equador.
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Folha de São Paulo
4 de julho de 2012
Paraguai exibe “provas” de ação de Chávez
Assunção divulga vídeo que diz comprovar tentativa da Venezuela de insuflar golpe militar
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
DE BRASÍLIA
O novo governo paraguaio apresentou ontem vídeos que, segundo ele, comprovam que o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, se reuniu com o alto comando militar do Paraguai antes da deposição de Fernando Lugo da Presidência.
Além do ministro do governo Hugo Chávez, o embaixador equatoriano Julio Prado estaria no encontro.
“Tenho certeza de que serão entregues [cópias das gravações] aos órgãos responsáveis”, afirmou a ministra da Defesa do Paraguai, María Liz García, durante entrevista.
Ela e o presidente Federico Franco acusaram na semana passada os governos da Venezuela e do Equador de tentar promover levante dos militares paraguaios para que Lugo permanecesse no poder.
As imagens divulgadas ontem mostram que os comandantes das Forças Armadas paraguaias e o chanceler venezuelano estavam presentes no palácio do governo, em Assunção, no dia 22 de junho, momentos antes de o Congresso aprovar o impeachment, em processo que durou pouco mais de 30 horas.
(…)
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A grosseria dessa acusação é espantosa. E mais espantosa ainda é a mídia brasileira divulgar o vídeo usado pelos golpistas paraguaios para “comprovar” a “ingerência” de Venezuela e Equador e não mostrar o vídeo usado pelo governo venezuelano para rebater essa acusação.
O vídeo original, manipulado pelos golpistas, foi apresentado na terça-feira (3.7) pela rede de televisão venezuelana TeleSUR. Mostra que o chanceler venezuelano Nicolás Maduro não se reuniu sozinho com os militares paraguaios pouco antes da queda de Lugo, como afirmam os golpistas.
A filmagem original foi feita por uma câmera de segurança e tem aproximadamente três minutos de duração. E mostra que, à diferença da acusação da chancelaria paraguaia, o chanceler venezuelano não tentou “incitar” uma sublevação militar contra a decisão do congresso paraguaio.
Chega a ser ridícula a acusação e mais ridículo ainda é a mídia brasileira dar eco a ela sem demonstrar a farsa que foi tentada pelos golpistas paraguaios após a sucessão de farsas que vêm encenando.
Ora, qualquer um que tenha acompanhado o caso sabe que os chanceleres da Unasul foram despachados às pressas para o Paraguai na véspera da sessão do congresso desse país que derrubou o então presidente Fernando Lugo.
A diferença do vídeo apresentado na terça-feira pela ministra da defesa do Paraguai, María Liz García, e emitido pela rede Telefuturo é a de que mostra apenas um segmento das imagens no qual se vê apenas o chanceler venezuelano reunido com chefes militares paraguaios.
No entanto, o vídeo completo mostra que na tal reunião estiveram presentes, também, os outros chanceleres dos países da Unasul que viajaram às pressas ao Paraguai. Inclusive com a participação do Secretário Geral do organismo, Alí Rodrigues Araque.
Todos os chanceleres dos países da Unasul já confirmaram que se reuniram com a comitiva militar para avaliar a situação política paraguaia e para saberem dela se as forças armadas tinham participação na iniciativa do congresso de depor o presidente constitucional do país.
O vídeo manipulado foi divulgado por ordem do “presidente” golpista Federico Franco, segundo informações do Assessor Especial da Presidência da República do Brasil para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia.
Assista, abaixo, primeiro ao vídeo divulgado pelos golpistas paraguaios e, em seguida, o vídeo na íntegra, divulgado pela TeleSUR.
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Vídeo paraguaio
Vídeo venezuelano

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"Aloprados": armação do PSDB e da mídia

05.06.2012
Do BLOG DO MIRO, 04.06.12
Por Antônio Mello, em seu blog:


Em setembro de 2006, no auge do escândalo dos ditos aloprados, quando ainda não havia acontecido o acidente da Gol e o delegado Bruno não havia passado imagens da bolada de dinheiro para a Globo, escrevi aqui no blog uma postagem, que me rendeu inúmeras críticas, em que eu afirmava que toda a história poderia ser uma armação do PSDB.


Agora, matéria do Jornal do Brasil confirma minhas suspeitas:

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Em um dos vídeos apreendidos na casa de Adriano Aprígio, ex-cunhado do bicheiro Carlinhos Cachoeira, o ex-sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, comemora o envolvimento de petistas no chamado Escândalo dos Aloprados.

(...) O vídeo apreendido, já periciado pela Polícia Federal, mostra uma conversa entre o jornalista Mino Pedrosa e Dadá, o araponga que atendia à quadrilha do bicheiro. Pedrosa relata que o PSDB armou a história do dossiê e o "PT caiu nela".

O araponga vibra e comemora: "Tem que f..... o Lula! Tem que f..... o barbudo! 

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Veja agora o que escrevi em setembro de 2006:

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Se a grande imprensa pode especular à vontade, por que este humilde blog também não pode fazê-lo? Vamos aos "fatos" - assim como eles fazem.

Depois de adiar o encontro com a realidade por meses, semanas, e, finalmente, dias, os tucanos perceberam que a eleição de Lula já estava decidida, e no primeiro turno. A menos que... A menos que uma bomba caísse no colo do presidente. Trataram de montá-la.

A primeira providência foi procurar uma dupla de velhos parceiros, os Vedoin, pai e filho. Eles já haviam ganhado muito dinheiro com FHC no poder, e estavam no "contas a pagar" clandestino do PSDB, desde que explodiu o caso das sanguessugas.

É bom destacar que os Vedoin não gostam dos petistas. Se ganharam muito no governo anterior ("a gente pagava até adiantado..."), com os petistas começaram ganhando dinheiro também. Mas acabaram com um par de algemas cada e dividindo hospedagem numa cela da Polícia Federal. E isso é uma coisa que os bandidos sempre consideram uma "injustiça", uma "sacanagem". 

Os tucanos foram direto ao assunto com os Vedoin: precisavam ferrar a candidatura de Lula. Tinham um plano, e eles eram a isca. Deveriam procurar o PT e dizer que passavam por dificuldades financeiras, já que todas as suas contas estavam bloqueadas na justiça. Ofereceriam aos petistas o que eles queriam, e sempre procuraram: as provas de que os tucanos estavam envolvidos até o pescoço no esquema das sanguessugas. Mas os Vedoin não poderiam ser os portadores da proposta, porque os petistas desconfiariam. Eles necessitavam de um intermediário confiável ao PT. Aí entra Valdebran Padilha.

Valdebran (que estava no hotel em São Paulo e, em tese, receberia a grana pelos Vedoin) também não gosta dos petistas. Sempre foi um operador no Mato Grosso. Vivia - para usar uma expressão do senador Suassuna - beliscando uma "beirada" aqui, outra ali. Com o PT no poder, vislumbrou um futuro promissor. Filiou-se ao partido em 2004, a tempo de comandar a arrecadação de recursos do candidato petista à prefeitura de Cuiabá. Mas o petista não se elegeu. Valdebram ficou chupando dedo, até que se candidatou a uma vaga na direção da Eletronorte. "Mas uma ala do PT impediu a nomeação enviando um dossiê contra ele sobre superfaturamento em prefeituras de Mato Grosso".

Contatado pelos Vedoin, Valdebran topou a parada. Procurou seus "companheiros" petistas e expôs a proposta. Pediu uma quantia absurda (vinte milhões de reais) para dar maior credibilidade ao que propunha. Mas aceitou, rapidamente, que ela caísse para a décima parte. Os "alegres petistas" caíram como patetas. 

O acordo seria feito em duas partes. Na primeira, uma entrevista onde os Vedoin denunciariam o envolvimento de Serra e Barjas Negri no esquema. Os tucanos estrilariam, e aí entraria a segunda parte do plano: as provas seriam exibidas à imprensa, com toda a movimentação financeira que provaria por a+b que a máfia das sanguessugas nasceu e se desenvolveu em ninho tucano, com a participação direta de Barjas Negri e, ao menos, a omissão de Serra.

A primeira parte foi feita, com a entrevista dos Vedoin à IstoÉ. Os "alegres petistas" aguardavam ansiosos no Hotel Íbis o material relativo à segunda parte. Foram surpreendidos pela Polícia Federal, "casualmente" alertada por uma conversa providencial dos Vedoin ao telefone - que sabiam estar grampeado.

No kit que os tucanos combinaram com os Vedoin estava ainda a necessidade da inclusão de uma foto de Alckmin no meio do "dossiê" para poder envolver o presidente Lula no episódio. O que foi feito. No mais, algumas imagens de Serra, que todos já estavam mais carecas que ele de saber. A movimentação financeira do esquema...ha-ha-ha...

Tudo certo, tudo perfeito - se não ficasse faltando um detalhe (e como os tucanos lamentam isso...): uma foto da bolada de dinheiro, exatamente como aconteceu com Roseana Sarney. 

Nada que, nesta reta final, o programa de Alckmin não possa resolver com uma edição maliciosa. Imagens já não faltam. A Veja desta semana tem uma arte com uma montanha de reais e dólares. A primeira página de O Globo de hoje, a foto de um monte de dinheiro de uma outra operação da PF. 

Como um exército de Brancaleone desesperado, a oposição a Lula exclama, com o apoio da grande imprensa:

- Avante, Aquilante - quer dizer, Avante, Alckmin!!! Abaixo "Apedeuta"
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Como todos sabemos, a foto do dinheiro surgiu na última edição do Jornal Nacional, antes do dia da votação do primeiro turno da eleição. Ali Kamel não noticiou o desastre da Gol, ocorrido naquele dia, em que morreram 154 pessoas, para dar destaque à bolada de dinheiro.

Denunciei o ocorrido aqui, o que me rendeu uma resposta do mesmo Kamel, aquele que afirma que não somos racistas. 

A eleição foi ao segundo turno. E nele Lula se reelegeu. Contra a manipulação tucana e a mídia porcorativa.


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COMO INVESTIR SEU DINHEIRO E SE LIVRAR DAS DÍVIDAS: Quer aprender a economizar desde cedo?

05.06.2012
Do DIARIO DE PERNAMBUCO, 04.07.12
Por Hugo Bispo - Diario de Pernambuco

A Escola do Dinheiro pode lhe ajudar Página criada no Facebook reúne dicas de educação financeira e já possui mais de 7 mil "curtidores" 


Grupo de universitários encabeçado por Diego Leão vem dando dicas pela rede social de Mark Zuckerberg desde março. Foto: Roberto Ramos/DP/D.A Press
Grupo de universitários encabeçado por Diego Leão vem dando dicas pela rede social de Mark Zuckerberg desde março. Foto: Roberto Ramos/DP/D.A Press

Quem disse que o mundo das finanças é uma seita restrita a economistas e executivos iniciados? Jovens também podem entender de investimentos. E até ensinar. Um grupo de universitários pernambucanos mostra bem isso. Em março deste ano, os estudantes se reuniram e criaram no Facebook a página Escola do Dinheiro, que reúne dicas de educação financeira e já tem mais de 7 mil curtidores. Além disso, os jovens tiram as dúvidas dos internautas. 

“Nós ensinamos como sair do vermelho e quais os melhores investimentos, de acordo com o perfil de cada um”, explica o sócio-diretor e fundador do projeto, Diego Leão. Eles também realizam palestras sobre educação financeira em vários lugares - sendo pagos por isso, inclusive.  

Apesar da pouca idade, eles já pensam como gente grande. Estão em processo de tramitação para se tornar uma empresa. Têm até sede e telefone. Só falta o CNPJ. “Vamos fornecer consultoria financeira às pessoas e empresas que nos procurarem. Ano que vem pretendemos começar a oferecer não só palestras, mas também cursos completos de formação”, planeja Leão.  A seguir, o idealizador dá algumas dicas de investimento, tanto para jovens como para adultos.

Qual o investimento mais indicado para o jovem que está começando agora a acumular dinheiro?

Essa é uma pergunta que todo mundo faz, mas não existe “melhor investimento”. O que existe são aplicações adequadas ou inadequadas. Onde colocar o dinheiro vai depender do perfil do investidor, que pode ser conservador, moderado ou arrojado. Isso vale para todas as idades, independentemente da quantidade de dinheiro que se tem para investir. 

Não existe um tipo de fórmula, então?

Fórmula, não. Mas sabemos que diversificar os recursos é o posicionamento mais recomendado. É indicado deixar uma parte do dinheiro em renda fixa, outra em renda variável. E, claro, reservar um bom dinheiro para deixar na poupança, reservados para uma eventual necessidade. 

Diego Leão diz que ideia do grupo é prestar consultoria no futuro. Foto: Roberto Ramos/DP/D.A Press
Diego Leão diz que ideia do grupo é prestar consultoria no futuro. Foto: Roberto Ramos/DP/D.A Press
Há dicas para escolher o melhor investimento?

Você precisa estar envolvido com o tipo de aplicação que deseja fazer. Não adianta, por exemplo, querer investir em bolsa se você só acompanha as notícias do mercado financeiro no fim de semana. 

Você concorda com a teoria da idade, que defende que quanto mais jovem, mais arrojado o investidor deve ser?

Concordo totalmente. Quando se é mais novo você tem tempo de recuperar uma possível desvalorização dos recursos aplicados. Nesse sentido, investir em ações pode ser uma opção interessante.

Como você avalia a consciência financeira dos jovens de hoje? 

Ainda deixa a desejar, mas eles não são mais irresponsáveis que os mais velhos. Sempre aconselhamos que eles comecem a pensar a longo prazo, poupando e colocando o dinheiro em previdência privada, renda fixa… Não se pode ficar torrando tudo o que ganha e ainda acumulando dívidas.

Como a tecnologia tem ajudado os novos investidores?

A internet tem sido um ótimo instrumento.  Além de ser um canal imenso de notícias, há uma vasta opções de cursos online para fazer, inclusive gratuitos. Dá para acumular conhecimento e usar em seu favor depois.

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JORNALISMO CRIMINOSO: Cachoeira plantou notícias na revista Época

05.07.2012
Do portal da Revista Carta Capital, 25.05.12


Reportagem da edição desta semana de CartaCapital, nas bancas a partir de sexta-feira 25, revela como o grupo do bicheiro Carlinhos Cachoeira plantou notícias também em veículos das Organizações Globo para fragilizar adversários. É um exemplo de como a quadrilha abastecia jornalistas investigativos por meio de arapongas para sedimentar seus interesses. Assinada por Leandro Fortes, a reportagem mostra também como o vice-presidente Michel Temer se tornou, desde o início da crise, interlocutor do Planalto com cúpula das Organizações Globo.
O bicheiro Carlinhos Cachoeira, que abastecia os furos de seu interesse em veículos de imprensa. Foto: Agência Brasil
CartaCapital mostra como Idalberto Matias Araújo, o Dadá, considerado o braço direito de Cachoeira, negociou com o diretor da sucursal da revistaÉpoca em Brasília, Eumano Silva, a publicação de informações contra a empresa Warre Engenharia, uma concorrente da empreiteira Delta em Goiás. Por causa da reportagem plantada pelo grupo (“O ministro entrou na festa”), a Warre figurou na lista de suspeitas da Operação Voucher da Polícia Federal, que mais tarde resultou na queda do então ministro Pedro Novais (Turismo). A Warre acabou sendo inocentada.
Cachoeira era uma espécie de sócio oculto da construtora Delta, empresa para a qual seu grupo fazia lobby.
A revelação sobre as relações entre o grupo do bicheiro e a revista acontece na mesma semana em que Leonardo Gagno, advogado de Dadá, informou à CPI do Cachoeira que o trabalho do araponga (e de seu colega Jairo Martins de Souza) consistia em “abastecer veículos de comunicação”, e que “é notório que o interesse de Cachoeira era usar essas informações no mundo dos negócios”.
Leia também:

A negociação entre Dadá e o jornalista da Época para a publicação de textos de interesse da Delta foi flagrada em interceptações telefônicas da Polícia Federal. CartaCapital teve acesso a cinco ligações telefônicas entre os dois.
Na primeira delas, Eumano Silva diz para Dadá “muito boa, aquela história”, se referindo às informações sobre a Warre. Pertencente ao empresário Paulo Daher, a Warre atropelou os interesses da Delta em Goiânia (GO). Silva adianta, naquele dia, que o Jornal Nacional iria falar dos grampos da Operação Voucher. Ele estava com medo que a história da Warre, passada com exclusividade para a Época, vazasse no telejornal da TV Globo, o que não ocorreu. No quarto áudios, Eumano Silva liga para Dadá avisando-o da possibilidade de a Delta aparecer no escândalo do Ministério do Turismo, o que comprova que o jornalista sabia exatamente a quem interessava a divulgação das denúncias contra a Warre.
Procurada, a direção da revista Época disse não saber que os emissários integravam a quadrilha de Cachoeira. A PF interceptou também conversas do grupo com o repórter Eduardo Faustini, da TV Globo, para uma reportagem sobre compra de votos para prefeito numa cidade do interior. A reportagem não foi ao ar, segundo Faustini.
Confira as gravações abaixo:
Na primeira gravação, Eumano Silva diz para Dadá “muito boa, aquela história”, se referindo às informações sobre a Warre Engenharia, do empresário Paulo Daher, que atropelou os interesses da Delta, em Goiânia (GO). Silva adianta, naquele dia, que o Jornal Nacional vai falar dos grampos da Operação Voucher, no Ministério do Turismo. Ele estava com medo de a história da Warre, passada com exclusividade para a Época, vazasse no telejornal da TV Globo, o que não ocorreu:
Na segunda gravação, Eumano Silva fala com Dadá sobre o que saiu no Jornal Nacional, comenta do grampo de Frederico da Silva Costa, ex-secretário-executivo do Ministério do Turismo e comemora que não “apareceu o nosso assunto”, justamente a parte da Warre. “Tamo (sic) indo bem, até agora não se falou naquela firma (Warre)”. Aí, Dadá especula que “devem falar depois que vocês (revista Época) fizerem (a matéria)”. Silva diz que já foi tudo mapeado da Warre, e que foi tudo “encaminhado”. E se despede de Dadá: “Tamo (sic) junto, amigão. O que tiver aí a gente chuta para você”:
Na terceira gravação, Dadá diz a Eumano Silva que “aquele povo lá”, referindo-se à Warre, construiu um aeroporto subfaturado (?) no Ceará. Mais um esforço de Dadá para plantar novas informações contra a Warre em favor da Delta:
Na quarta gravação, Eumano Silva avisa a Dadá que um post no Twitter do jornalista Ronaldo Brasiliense avisava da possibilidade de a Delta aparecer no escândalo do Ministério do Turismo. Isso demonstra que ele sabia do interesse do araponga em proteger a Delta. Esse é o único áudio em que Silva liga para Dadá, e não o contrário:
No quinto áudio, Dadá parece estar com a matéria da Época contra a Warre na mão e comenta que “o nosso contato”, provavelmente Cláudio Abreu, da Delta, disse que eles (a matéria é assinada por quatro repórteres) “foram na ferida certinha”. Silva, contudo, se ressente por conta da falta de repercussão da matéria da Época, porque naquele mesmo fim de semana a revistaVeja tinha publicado uma reportagem de capa contra o ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi:
No sexto áudio, Dadá fala que vai encontrar “com a pessoa” mais tarde, provavelmente, Cláudio Abreu, da Delta:

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GOLPE DE ESTADO NO PARAGUAI: Golpe de Estado paraguaio

05.07.2012
Do portal BRASIL247, 02.07.12


NÃO DÁ PRA ESCONDER, PARAGUAI: VOCÊS FORAM VÍTIMAS DE UM GOLPE DE ESTADO PLANEJADO E ESTRUTURADO, CLARAMENTE ILEGÍTIMO E ABOMINÁVEL

Não dou absolutamente nenhum "arrego" aos feitos de Collor. Aliás, fui seu opositor nas urnas até o fim, mas acho que mais valem duas horas de defesa sincera (apesar da supressão ao direito de ampla defesa) do que várias semanas de defesa (nem sempre verdadeira) apresentada a julgadores absurdamente desprovidos de qualquer boa vontade (como era o caso dos julgadores do ex-presidente).
Por que no caso do Brasil, em 1992, a conclusão final teria sido distinta do presente caso Lugo? Porque queria-se derrubar o presidente, e ponto final. Ser "líder sul-americano", afinal, tem suas desvantagens. Agora eles podem dizer que fizeram o mesmo com Lugo o que nós fizemos com Collor. Golpe seguido de "Privataria".
Tivéssemos tido a inteligência de relegar Collor à simples "ingovernabilidade", forçando-o a engolir das urnas vindouras seu próprio legado, teríamos certamente feito melhor do que fizemos. Algo que no Paraguai, aparentemente, não teria acontecido, pois que à primeira impressão, Lugo, mesmo que fosse boicotado pelo parlamento pelo restante de seu mandato, ainda assim teria mantido sua força popular (algo que não afirmo, apenas sugere a reação paraguaia observada desde seu afastamento).
Mesmo que tal inferição de minha parte esteja equivocada, o cara, apesar de pai bastardo enquanto bispo da Igreja Católica, foi capaz de resistir, no poder já precário, a um câncer que nenhum de nós teria gostado de enfrentar.
E, acima deste argumento cancerígeno que agora parece diminuto, talvez nós brasileiros devêssemos estar cruamente a aplaudir o desfecho havido no Paraguai, já que, pelas aparências, Lugo estava provavelmente em posição contrária à dos brasiguaios, muito provável que agindo cautelosamente para dobrar as leis e forçar a retirada dos investidores e produtores brasileiros das regiões limítrofes entre Brasil e Paraguai em benefício de desorientados paraguaios, que acham que ter terra é o mesmo que produzir oleaginosas de qualidade internacional.
Não vou, sequer, tocar no ridículo aspecto já denunciado (detectado) pela ONU há duas décadas, de que o Paraguai exporta duas vezes mais soja do que seria possível plantar e colher em suas terras cultiváveis. Isto é assunto para os dois governos (brasileiro e paraguaio) resolverem em conjunto na esfera criminal, afinal nada melhor do que uma simbiose Brasil / Paraguai para que contraventores encontrem "jeitinhos" para burlar as leis.
Isso, porém, pouco importa. Primeiro que o tiro seria desferido "contra o próprio pé", pois não há paraguaios candidatos às terras brasiguaias que pudessem manter o mesmo grau de produção introduzido pelos agricultores brasileiros.
Segundo, o abominável "golpe de legalidade", com quebra dos contratos e desapropriações feitas à sombra, não apenas feririam brasileiros há muito tempo radicados no Paraguai como igualmente derrubariam drasticamente o nível de produtividade das terras legitimamente exploradas pelos "brasiguaios".
Por fim, estivesse Lugo macomunado com a deposição ilegítima dos "brasiguaios", o tempo encarregar-se-ia de torná-lo mais vítima do que fruidor das consequências.
Se Franco fosse um legítimo "resgatador dos direitos dos brasiguaios", sua bandeira de "tomada do poder" teria sido muito mais contundente em favor dos direitos de propriedade destes, e jamais teria sido permitida a diarréia verbal do embaixador paraguaio junto à OEA quanto à formação de uma nova tríplice aliança entre os antigos aliados da Guerra do Paraguai. Especialmente no sentido de que tal declaração oficial de animosidade (que eu penso mais como sendo uma "deselegância") adotou - "Se querem formar uma nova tríplice aliança, que venham, o Paraguai está preparado". Quanta imbecilidade, afinal, pode-se juntar em poucas palavras?
Para resumir, não dá pra esconder, Paraguai: vocês foram vítimas de um golpe de Estado planejado e estruturado, claramente ilegítimo e abominável, que deve não apenas ser condenado por todo o mundo, como também ser denunciado e combatido por todos os meios legais e competentes para restaurar-lhes a boa imagem de uma nação que – apesar de todos os seus pesares – deixou para trás os meios de Strossner e efetivamente fez a opção de prosseguir em busca de desenvolvimento social calcado primordialmente no Estado de Direito. Ou será que até hoje vocês buscam uma "vingança" pelo fato de Strossner ter-se refugiado no nosso litoral (que era exatamente o que vocês buscavam quando da guerra entre nós)?
Afinal de contas, não estamos aqui tratando de assuntos que sejam – sequer aos cidadãos menos cultos de ambas as nações – providas de qualquer tipo de teoria de conspiração ou de profundidade que exija mais do que um nível escolar básico para serem debatidos. Tratamos apenas do trivial. Não defendemos de maneira inconsistente o direito de propriedade dos brasiguaios, como também não achincalhamos o direito paraguaio de depor um presidente legitimamente eleito em apenas 36 horas de processo.
Chamamos a atenção de todos, porém, para os atentados pueris que ainda hoje são perpetrados contra cidadãos do mundo todo por parte de poderosos que ainda se julgam superiores à massa intelectual do globo, que ainda acham possível orquestrar golpes de Estado passando despercebidos, como se à sombra da lei estivessem.
Nenhum de nós é estúpido, Sr. Franco, e nem o Mercosul nem a Unasul necessitam de golpistas "brancos" em seus quadros. Prefiro nenhum mercado comum a uma associação que dê abrigo a golpistas como o senhor.
E não falo apenas pelos "brasiguaios", que tanto desenvolvimento trouxeram a seu país. Falo em nome de toda uma América Latina cansada de desmandos e contradições, primeiramente explorada por colonos Ibéricos, depois pilhada por neo-liberais, e hoje dividida internamente, entre pseudo-radicais que teimam em justificar-se como vítimas do velho e do neo colonialismo, e outros que entenderam que mais vale aceitar os fins possíveis do que optar pelos meios inaceitáveis na busca por fins inviáveis.
Carlos Fonseca é especialista em finanças internacionais pelo IBMEC-DF e atualmente presta consultoria para interessados em aprimorar relacionamentos comerciais no Oriente Médio e na Ásia

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PARAGUAI ADMITE VENEZUELA NO MERCOSUL. MERVAL… O que menos interessa ao interesse nacional americano é o fortalecimento do Mercosul.

05.07.2012
Do blog CONVERSA AFIADA, 04.07.12
Por Paulo Henrique Amorim



Saiu na Folha (*):

VENEZUELA SERÁ INCORPORADA AO MERCOSUL EM 31 DE JULHO

A Venezuela será incorporada ao Mercosul em reunião especial que será realizada em 31 de julho no Rio de Janeiro, anunciou nesta sexta-feira a presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, no âmbito da Cúpula de chefes de Estado do bloco.

O acordo tem a assinatura dos líderes de Brasil, Uruguai e Argentina (membros pleno do Mercosul). O Paraguai, que não havia ratificado essa decisão em seu Parlamento, está suspenso do bloco devido à deposição do ex-presidente Fernando Lugo. 

(…)

Navalha
O tiro saiu pela culatra.
O Golpe “democrático” no Paraguai era para fortalecer o interesse nacional americano.
Por isso tantos colonistas (**) mervais, como a Catanhede e o de muitos chpéus – clique aqui para ler – , defenderam a “legalidade” do golpe.
O que menos interessa ao interesse nacional americano é o fortalecimento do Mercosul.
É por isso que o Padim Pade Cerra queria dinamitá-lo.
O maior obstáculo à entrada da Venezuela no Mercosul foi o presidente Sarney.
No Continente, o Senado paraguaio golpista é o que impedia isso.
Os americanos foram o Espírito Santo de orelha do golpe “democrático” e não esperavam que a Dilma e a Cristina Kirchner aproveitassem a ausência do Paraguai para trazer Chavez para a mesa de trabalhos.
Merval, Merval…
Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta  costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse  pessoal aí.

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TUCANOS MONTARAM A PATRANHA DOS ALOPRADOS

05.07.2012
Do blog CONVERSA AFIADA,04.07.12
Por Paulo Henrique Amorim

 O Conversa Afiada se vê na contingência de reproduzir post que trata da presumida “intocabilidade” do Padim Pade Cerra.


Saiu no JB online:

CACHOEIRA & ALOPRADOS

Jornal do Brasil
Marcelo Auler

Em um dos vídeos apreendidos na casa de Adriano Aprígio, ex-cunhado do bicheiro Carlinhos Cachoeira, o ex-sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, comemora o envolvimento de petistas no chamado Escândalo dos Aloprados.

Em setembro de 2006, às vésperas do início da propaganda eleitoral na televisão, petistas foram presos em um hotel em São Paulo com R$ 1,7 milhão. Com o dinheiro pretendiam comprar um dossiê que supostamente envolvia o tucano José Serra – então candidato à presidência da República – com o desvio de verbas do orçamento destinadas à compra de ambulâncias. O escândalo prejudicou Lula, que concorria à reeleição e esperava ganhar no primeiro turno, o que não aconteceu.

O vídeo apreendido, já periciado pela Polícia Federal, mostra uma conversa entre o jornalista Mino Pedrosa e Dadá, o araponga que atendia à quadrilha do bicheiro. Pedrosa relata que o PSDB armou a história do dossiê e o “PT caiu nela”.
O araponga vibra e comemora: “Tem que f….. o Lula! Tem que f….. o barbudo!

Navalha
O amigo navegante se lembra dos aloprados, não é isso ?
É a mesma turnma que montou a patranha do mensalão.
Clique aqui para ver “TV Record mela o mensalão”.
Os aloprados tiveram a funçao de esconder o escândalo – esse, sim, provado – das ambulâncias super-faturadas da jestão Padim Pade Cerra, “o maior Ministro da Saúde da História desse pais”.
Cerra e seu ilustríssimo sucesor, Barjas Negri.
Foi nesse escândalo que surgiu aquele monte de dinheiro na mesa do delegado Bruno da Polícia Federal – onde andará o delegado Bruno ? – que o Ali Kamel usou para dar o Golpe e levar a eleição de 2006 para o segundo turno – clique aqui para ler “o primeiro Golpe já houve; falta o segundo”.
Ou seja, e se houver um Golpe paraguaio… a Dilma terá como se defender ?
O amigo navegante acabou de ver o que se passou na eleição do México, quando a Televisa, segundo um jornal inglês (inglês !!!), The Guardian, entregou a eleição no colo do Peña Nieto.
Lá como aqui, a Televisa não só protegeu o candidato do PRI (PSDB), como trabalha diuturnamente para denegrir os adversários.
Basta a leitura diária do PiG (*).
Não há uma única notícia objetiva.
É tudo da editoria “o Brasil é uma m…”
O Conversa Afiada se vê na contingência de reproduzir post que trata da presumida (diria a Folha (**)) “intocabilidade” do Padim Pade Cerra.
Publicado em 06/01/2012
Privataria: por que o Cerra se achava intocável?
Este ansioso blogueiro recomenda enfaticamente a leitura de “A vida quer é coragem – a trajetória de Dilma Rousseff, a primeira presidenta do Brasil”, de Ricardo Batista Amaral, editado pela Primeira Pessoa.
Breve, aqui se tratará do livro em si e da personagem.
Amaral faz uma minuciosa e objetiva reconstituição dos fatos políticos que Dilma acompanhou no primeiro plano, ou nos bastidores.
É uma narrativa é isenta, respeita a verdade factual, como gosta o Mino Carta.
Chamou a atenção o que está descrito a partir da página 161.
É o episódio dos que Lula chamou de aloprados, na eleição de 2006.
Os aloprados foram apanhados com dinheiro numa operação para desmascarar a compra de ambulâncias super-faturadas, enquanto Cerra e seu sucessor, Barjas Negri, eram ministros da Saúde.
Com a ajuda da Polícia Federal de São Paulo e especialmente do PiG (*), com a Folha (**) e a Globo à frente, Cerra transformou a tragédia das ambulâncias superfaturadas numa bênção dos céus.
O que deveria atingí-lo como um escândalo de bom tamanho derrotou Aloizio Mercadante para Governador (Cerra venceu no primeiro turno).
E permitiu que Ali Kamel levasse a eleição de Lula contra Alckmin para o segundo turno – clique aqui para ler “O Primeiro Golpe já houve, falta o Segundo (também do Kamel) “
A tecnologia cerrista já tinha sido testada – com retumbante sucesso – na eleição presidencial de 2002.
Quando Cerra fotografou cédulas de dinheiro no escritório da empresa Lunus do marido de Roseana Sarney – então a melhor candidata para derrotar Lula, segundo as pesquisas.
Cerra distribuiu à farta as fotos das notas pelo PiG (*) afora – e destruiu a candidatura de Roseana.
Sempre com a ajuda da Polícia Federal.
(O pai de Roseana, José Sarney, da tribuna do Senado, acusou Fernando Henrique de receber, no Palácio do Alvorada, um fax de um agente da Polícia Federal, da máquina do escritório da Lunus, com a informação: missão cumprida.)
Na Polícia Federal, Cerra contava, sempre, com Marcelo Lunus Itagiba.
Cerra foi para a eleição de 2010 com essa convicção.
Com a ajuda do Papa, da PF e do PiG ele era intocável.
Qualquer calhordice – segundo Ciro Gomes – seria acobertada pelo PiG (*), com a ajuda da Polícia Federal.
Uma dupla do barulho !
A partir da pág. 227, Amaral mostra outra peripércia de Cerra.
Que quase – quase, frise-se, deu certo.
Com rigor de cartógrafo, Amaral reconstitui o episódio da “quebra de sigilo” do presidente do PSDB, o notório Eduardo Jorge, aquele que tinha o hábito de ligar para o Juiz Lalau da sala ao lado do gabinete do presidente Fernando Henrique.
Uma mania, digamos assim.
No bolo do sigilo vem o “suposto” dossiê que o Amaury Ribeiro Júnior prepararia contra a família tão inocente, imaculada, do Padim José Cerra.
Cerra àquela altura já sabia que o Amaury tinha feito uma reportagem não publicada pelo Estado de Minas, que descrevia tudo o que ele queria fazer para destruir a candidatura do Aécio.
Cerra também desconfiava que Amaury preparava um livro, cujo prefácio este ansioso blog publicou repetidas vezes
Cerra reproduziu a estratégia das notas da Roseana, das notas dos aloprados: transformou o limão na limonada.
Tentou botar o Amaury em cana, fez da filha e do Eduardo Jorge vítimas da sanha petista.
Jenial !
O PiG esteve incansável, na defesa dos princípios de Democracia.
A Carta Capital e Leandro Fortes mostraram que a irmã do Daniel Dantas e a filha do Cerra, elas, sim, é que violaram o sigilo fiscal de 60 milhões de brasileiros – e, por isso, a filha do Cerra está indiciada.
Mas, o PiG não dá sequência ao que a Carta Capital denuncia.
Muito menos o jornal nacional.
E o Cerra só precisa operar o jornal nacional e a Folha.
Esses bastam.
O resto vem no bolo.
Amaral mostra como Dilma cortou o mal pela raiz.
Mandou embora todos os que pudessem eventualmente produzir um dossiê.
E, de público, preservou o trabalho jornalístico do Amaury.
Cerra achou que o jogo tinha sido jogado.
Perdeu a eleição, disse um até breve, e achou que o Amaury ia se jogar numa vala comum.
E a filha ia se safar, numa boa.
Aí, a casa caiu.
Ele soube do livro do Amaury.
Tentou se aproximar do editor, o Luiz Fernando Emediato, mas Emediato não lhe deu bola.
O Privataria Tucana já começava a ser impressa.
E o Cerra deixou de ser intocável.
A mágica foi descoberta.
E o mágico saiu a correr, pela coxia, debaixo de vaia.
Paulo Henrique Amorim
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

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