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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Aécio apostou tudo em BH. E pode perder

04.07.2012
Do portal BRASIL247

Aécio apostou tudo em BH. E pode perder

SENADOR DO PSDB TINHA A ELEIÇÃO CERTA PARA SEU CANDIDATO EM BH, O PREFEITO MARCIO LACERDA; RESOLVEU ARRISCAR E JOGOU DURO PELA SAÍDA DO PT DA ALIANÇA; AGORA, NÃO SÃO POUCOS OS TUCANOS QUE ESTÃO TEMEROSOS DE DERROTA DEPOIS QUE OS PETISTAS LANÇARAM O EX-MINISTRO PATRUS COMO CANDIDATO. SE PERDER NA CAPITAL DE MINAS, O PROJETO DE AÉCIO PARA 2014 FICA AMEAÇADO

Heberth Xavier_247 - Há não mais do que dez dias, o senador, ex-governador de Minas e principal presidenciável do PSDB, Aécio Neves, estava tranquilo com relação às eleições na capital de seu estado. Tão tranquilo que se dava ao luxo de estimular, nos bastidores, candidaturas rivais à do seu candidato oficial, o prefeito Marcio Lacerda, do PSB. A perspectiva de uma reeleição fácil deixaria o socialista forte o suficiente para fazer sombra aos projetos aecistas em Minas.
Tão tranquilo estava Aécio que ele resolveu jogar uma cartada incomum na sua carreira política: arriscou-se com tudo numa eleição. Em Minas, o senador tucano é famoso por adotar o estilo típico do político mineiro, aquele que pouco arrisca e só vai, por assim dizer, na boa. Neto do ex-governador Tancredo Neves, ele  segue  à risca os ensinamentos do avô na política.
Segue ou seguia? Nos dias que precederam às convenções municipais que definiram as candidaturas em Belo Horizonte, Aécio resolveu arriscar. “Partir para o briga”, em bom português. Estimulou o PSB da capital e de Minas, além do próprio Lacerda, a não aceitar a coligação proporcional para vereador, condição exigida pelos petistas. O cálculo, em tese, fazia sentido: no apagar das luzes, a menos de uma semana do prazo final para registro das candidaturas, o PT não se atreveria a falar grosso.
Em tese, apenas. Na prática, os petistas, liderados pelo vice-prefeito Roberto Carvalho, aceitaram o desafio de Aécio e foram ao ataque. Depois, já com a entrada no campo de seus maiores jogadores - Lula e Dilma -, escalaram um jogador popular na cidade, o ex-ministro Patrus Ananias. Passaram a negociar o apoio de coadjuvantes importantes, como o PMDB, o PSD de Gilberto Kassab e o PCdoB, que até o início desta semana jogavam no time adversário. Por fim, animaram a torcida: nas redes sociais, percebe-se, aos poucos, o retorno da figura do militante do PT, um ex-protagonista que andava esquecido pelos cartolas do partido.
“Provavelmente, Aécio cedeu às pressões dentro do seu próprio partido, que exigiam dele maior audácia e menos passividade em relação aos adversários políticos”, diz o cientista político Rudá Ricci. De fato, essa era - e é - uma crítica que sempre envolveu o ex-governador mineiro. Mas talvez ele tenha escolhido o momento errado para enfrenta-la.
Se vencesse em BH mas aliado aos petistas, Aécio, é verdade, teria a presença deles na prefeitura da capital. Por outro lado, teria um prefeito do qual é amigo pessoal e padrinho político - Marcio Lacerda. O PT hegemônico no poder municipal seria o menos indócil a seus projetos, como mostrava o candidato a vice indicado pelos petistas, o ex-PPS Miguel Corrêa. O senador tucano poderia, assim, levar em banho maria as coisas em Minas até 2014, ano da sucessão de Dilma Rousseff.
Agora, o novo cenário prevê uma eleição disputada e muito polarizada. O adversário, com Patrus na cabeça de chapa, um vice ainda indefinido do PMDB e Carvalho como coordenador de campanha, não poupará os tucanos. O movimento rápido do PSDB a procura de novos aliados mostra a preocupação atual: o até terça-feira candidato do PV, o deputado estadual Délio Malheiros, trocou críticas pesadas ao prefeito Lacerda por uma cadeira de candidato a vice em sua chapa - Malheiros, amigo de longa data de Andrea Neves (irmã e conselheira política do senador), é também muito ligado ao político tucano. O PTB de Eros Biondini (deputado federal com muitos votos na igreja católica) também deve desistir a favor de Lacerda. “A coisa ficou mais difícil, mas vamos ganhar”, desconversa ao 247 um tucano ligado ao governo de Antonio Anastasia.
Está certo que Lacerda, agora mais do que nunca “o” candidato aecista na eleição, pode vencer o pleito de outubro. Mas as chances de derrota, antes inimagináveis mesmo em pequena escala, agora são ao menos razoáveis. Se vencer, Aécio vai falar ainda mais grosso em Minas, segundo maior colégio eleitoral do país. Se perder, seu projeto de 2014 fica muito ameaçado. O ex-governador mineiro apostou alto. Como nunca fez antes em sua história política.

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RANDS SAI DO PT E ABANDONA A VIDA POLÍTICA: Humberto Costa se diz surpreso com decisão de Rands

04.07.2012
Do BLOG DO MAGNO
Por Magno Martins


Veja a nota encaminhada à imprensa, há pouco, pelo candidato a prefeito do Recife, senador Humberto Costa (PT), falando sobre a saída do ex-deputado federal, Maurício Rands, do PT, do Governo do Estado e da vida pública.

“Causa surpresa a decisão do deputado Maurício Rands de renunciar ao mandato e deixar a legenda. Como candidato espontâneo nas prévias convocadas para escolher o nome do PT na eleição municipal do Recife, Rands teve apoio de lideranças expressivas do partido.

Diante do acirramento da disputa e dos questionamentos jurídicos suscitados pelas prévias, o PT nacional buscou o entendimento entre os dois pré-candidatos e Mauricio Rands renunciou às prévias em prol desse entendimento.

No processo de definição da candidatura, Rands nunca havia manifestado desconforto com as decisões partidárias. Lamento que sua decisão tenha sido tomada de maneira unilateral, sem um processo de avaliação ou discussão interna do partido.

Reafirmamos a convicção de que o atual momento deve ser dedicado à discussão dos desafios da nossa cidade. Estamos trabalhando com determinação para avançar no processo de mudanças iniciado pelo PT no Recife. Seguimos em frente com Humberto Costa e João Paulo.”

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O PROBLEMA NÃO É A FÁTIMA (5,9%). É A GLOBO

04.07.2012
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

A distância que vai do tele-teleprompter à Oprah Winfrey é a que separa o genial do ridículo.


O que voce vê na foto é um tigre de papel

Nesta quinta-feira, o SBT deu 6,3%, a Fátima, 5,9% e a Record, 4,8%.

Isso é a média no horário, segundo prévia do Globope e, geralmente, a Globo melhora no Globope, depois que o jogo acaba.

Nenhum programa da televisão brasileira foi tão badalado quanto o da Fátima.

Só a estreia da seleção brasileira na Copa.

O que deu errado ?

A Fátima ?

Não, a Fátima sempre foi a Fátima, como o Bonner sempre foi o Bonner.

Se tirar do meio do sanduíche das novelas das Sete e das Oito … é isso aí.

A distância que vai do tele-teleprompter à Oprah Winfrey é a que separa o genial do ridículo.

O problema é a Globo.

A Globo perdeu a mão.

O Brasil se mudou e a Globo faltou ao Encontro.

A Globo está em busca da Classe C ?

Isso é uma quimera.

A Classe C é do tamanho de uma Espanha, de uma Argentina vezes dois, vezes três.

Conquistar a Classe C, saber o que é, o que pensa e o que quer a Classe C é tão difícil quanto entender a Miriam Urubóloga, quando ela diz assim … “o problema da economia brasileira”…

A Globo está como o PSDB e o Fernando Henrique: agora, somos da Classe C !

A Globo, o PSDB e o Fernando Henrique são de um Brasil que ficou pra trás.

A Classe C está em toda parte.

As Classes A, B, C e D são tão parecidos quanto Cerra e o Max.

Distinguí-las exige mais do que 1001 pesquisas.

Saber como tocar neles, chegar a eles, provocar emoção – aí, amigo, tem que perguntar ao Dias Gomes, ao Boni. 

Do novo Brasil, de A, B, C, D e Z  a Globo não entende mais.

Ou melhor, o jornalismo da Globo.

O jornalismo da Globo não entende mais nem de fazer telejornalismo.

Telejornalismo na era da internet.

Continua a fazer o telejornalismo do Armando Nogueira – com uma inclinação política ainda mais nociva.

Nesse campo, a Globo brinca com fogo.

É bom ela não esquecer que explora um bem público – o espectro eletro-magnético, em regime de provisória concessão.

O que tem a Globo ?

A teledramaturgia.

Que, no Brasil, é uma invenção dela.

A carpintaria é dela, o léxico é dela.

Nisso, ela é hegemônica.

Porque é quem faz melhor o produto que ela mesma criou.

É a Coca-Cola das emoções.

Então, vai dizer que a Globo domina a Classe C quando exibe novelas ?

Vai dizer que a Avenida Brasil é boa só porque retrata a Classe C do Divino ?

Tá.

Me dá um Marcos Caruso que eu te dou a Classe A, B, C, D …

Nas telenovelas ela domina porque faz um bom produto.

Criou o mercado e o produto.

No resto, ela perdeu a mão.

Não sabe mais onde o Brasil se localiza.

Se na Metrópole ou na Colonia.

Se em Madureira ou em Marechal.

(Na Barra é que não é.) 

Pode botar todos os programas da Globo para chamar o jornalismo da Globo.

Jogar toda a mídia espontânea em cima.

Dá nisso: 5,9%.

Fora da dramaturgia, a Globo é um tigre de papel.


Paulo Henrique Amorim

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PARTIDO DA MÍDIA GOLPISTA ATACA EM TODO MUNDO: Imperialismo midiático é o maior problema da humanidade

04.07.2012
Do BLOG DA CIDADANIA, 03.07.12
Por Eduardo Guimarães

Quem exprimiu a premissa que intitula este texto, ainda que em outros termos, não foi qualquer um. Seu autor é o presidente do Equador, Rafael Correa. Foi dita em visita recente que o mandatário fez ao Brasil durante entrevista que concedeu ao jornalista Kennedy Alencar em programa que este mantém na televisão aberta.
Correa disse ainda mais. Afirmou que, ao deixar o poder, pretende se dedicar integralmente à missão de combater o que pode ser chamado de imperialismo midiático, ou seja, o massacre comunicacional que um reduzido contingente de impérios de comunicação produz ao esconder, minimizar, aumentar, distorcer ou inventar fatos, além de, não raro, censurar divergências.
A grande dificuldade que se apresenta hoje para acabar com a figura supranacional que é a do “dono” da comunicação (algumas dezenas de grupos empresariais, familiares ou não, que decidem o que a humanidade deve ou não saber) é a de que esses impérios absolutistas se escudam naquilo que mais ferem: a liberdade de expressão.
Para tanto, esses mega grupos empresariais espertalhões procuram manter viva uma situação que vigeu nos primórdios da imprensa, quando ela não tinha o poderio que tem hoje nas democracias e, assim, era o último bastião contra o despotismo de Estado.
Isso durou até que os setores beneficiários da concentração de renda em todo o mundo descobrissem que melhor do que mandar espancar ou assassinar jornalistas que quisessem questionar o poder econômico seria cooptá-los, assenhorando-se da propriedade da imprensa e convertendo-a em uma imensa indústria.
A possibilidade de censurar hoje uma imprensa que dispõe de inúmeras plataformas para difundir seu trabalho é praticamente nula não só nas democracias, mas, até, nas ditaduras. Na Primavera Árabe, as redes sociais mostraram que não é mais possível impedir o livre fluxo de informações, mesmo quando alguém tenta controlá-lo com mão-de-ferro.
Contudo, é evidente que a capacidade de comunicar depende da dimensão do aparato comunicacional. Como blogs ou perfis em redes sociais podem enfrentar impérios de comunicação que dispõem de TODAS as plataformas possíveis e imagináveis em termos de transmissão de informações?
O poder inaceitável que foi dado a esses impérios de comunicação, portanto, é o de hierarquizarem notícias, fatos e opiniões e até mesmo de escondê-los. E como não há meios de questionar em tom semelhante o que esses impérios dizem, pois mesmo quando usam concessões públicas simplesmente se negam a dar espaço até a autoridades, a inundação de suas teses sufoca qualquer divergência e pauta a agenda pública.
Agora mesmo, no Brasil, estamos vendo efeitos revoltantes do poder da mídia. Recentemente, dois ex-ministros do governo Dilma foram absolvidos nas investigações sobre denúncias da mídia de que foram alvos. Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda, e Orlando Silva, ex-ministro do Esporte, foram derrubados sob denúncias de corrupção sem fundamento sólido.
No caso de Palocci, ainda havia um questionamento de fundo moral sobre ter se aproveitado (como tantos outros fizeram sem questionamento da mídia) do cargo de ministro da Fazenda para auferir lucros em negócios após deixar esse cargo, mas, no caso de Silva, não. Foi acusado por um meliante que, da época em que a mídia lhe conferiu credibilidade para cá, passou de acusador a réu.
Palocci, porém, teve a legalidade de seus negócios avalizada, ainda que restem os questionamentos morais. Todavia, para tais questionamentos se sustentarem eles teriam que ser feitos a todos os outros ex-ministros da Fazenda que enriqueceram muito mais do que ele após deixarem o cargo, sobretudo os ministros dos governos anteriores ao de Lula.
Já o caso de Orlando Silva é mais grave. Foi alvo de uma trama sórdida. A mídia transformou um bandido perigoso – por ter problemas mentais evidentes – em um “herói” em luta contra o poderoso vilão corrupto encastelado no poder em que o ex-ministro foi convertido. Esse golpe fez o governo Dilma cometer um de seus maiores erros: imolar um inocente sem razão plausível.
Quanto já custou ao país a politicalha partidarizada e os chiliques ideológicos dos seus impérios midiáticos locais? Ministérios foram paralisados, a agenda pública foi tumultuada por denúncias que eram marteladas diariamente até atingirem o objetivo político-ideológico de seus autores. E depois se descobre que não continham fundamento algum.
Políticas públicas deixam de ser ou são adotadas por pressão do imperialismo midiático. É a comunicação que permite aos Estados Unidos massacrarem mulheres, crianças e velhos de países longínquos “em nome da democracia” e que transforma a reação a esses massacres em “terrorismo”. Tudo graças à interpretação que os impérios maléficos de comunicação dão aos fatos.
A fome, a miséria e a injustiça que ainda flagelam parte imensa da humanidade sustentam-se nas versões dos fatos que são contadas, na falta de pluralidade na comunicação.
Outro exemplo: no fim de semana passado estive em Juiz de Fora (MG) para receber uma homenagem de movimentos negros sobre a qual ainda vou escrever. O envolvimento deste blog com a luta dos negros por igualdade, no Brasil, mostra o descalabro que se abate sobre essa maioria da população exclusivamente por conta do imperialismo midiático, que tem cor.
Movimentos negros de todo país questionam a “invisibilidade” do negro na mídia, o fato de a televisão e a propaganda brasileiras terem um filtro “racial” que retém o negro e o mestiço em benefício da “raça pura”, de ascendência indo-européia, que domina a imagem do povo brasileiro no exterior, fazendo com que pareça que é, predominantemente, branco.
O resultado do racismo midiático é o de que os negros adquirem uma imagem marginal à qual o mercado não quer se associar. A propaganda, assim, usa a maioria negra como exceção quando, na verdade, é regra. E usa a minoria branca como regra apesar de ser exceção.
Dessa forma, a discriminação racial praticada via sub-representação do negro na mídia produz miséria e injustiça social. Os negros ganham menos, estudam nas piores escolas, moram nos piores bairros, são alvos preferenciais da violência urbana, tratam-se nos piores hospitais etc., etc., etc. E quem produz esse estado de coisas é a comunicação.
E a política internacional? Um exemplo: ação integrada da mídia de vários países tenta legitimar um processo que depôs um governo, este sim, legitimamente eleito. E sem o mínimo processo legal e direito a defesa, em processo que durou algumas poucas horas.
E o que é pior: sabe-se que o risco de meia dúzia de grupos empresariais de comunicação encurralarem os governos dos países do Mercosul, não são desprezíveis. Só o que impede de verdade a capitulação, é a Argentina.
E ainda que na imprensa escrita se encontre uma ou outra manifestação lúcida sobre o golpe no Paraguai, na televisão o que predomina é o apoio a esse processo espúrio, antidemocrático e escandalosamente ameaçador à democracia na região.
Chega-se, enfim, ao cerne de tudo: a televisão. A dobradinha que faz certa imprensa escrita com a televisão é o que torna potente o partidarismo e o viés ideológico desses jornais, revistas e mega portais de internet. Como, não raro, imprensa escrita e eletrônica pertencem aos mesmos donos – que não enchem um restaurante –, não há debate de peso no país.
Ainda assim, dirão, a vontade eleitoral dos impérios de comunicação de países como os do Mercosul, por exemplo, vem sendo derrotada ano após ano. Sim, é verdade. Mas os países deixam de funcionar a contento porque esses impérios ainda conseguem paralisá-los com seus caprichos.
Alguns membros do governo Dilma desprovidos de visão histórica atribuem à tecnologia o poder de mudar essa situação insustentável. Por essa tese, a tecnologia aumentará ainda mais o poder de difusão de informações à revelia do que possam querer grandes grupos econômicos como os que controlam a grande mídia pátria.
Subestimam o poder econômico. As novas plataformas, o avanço da tecnologia que permite, cada vez mais, que um cidadão comum e independente como este que escreve difunda informação a milhares não mudam o fato de que quem tem mais dinheiro pode gerar tsunamis de informação que engolfam as marolinhas da blogosfera e das redes sociais.
Enquanto este e outros países em desenvolvimento conseguirem manter no poder governos que trabalhem para reduzir a miséria e a desigualdade, a educação poderá fazer com que o povo vá votando, cada vez mais, em causa própria. Todavia, as variáveis que podem reconduzir ao poder os que querem impedir que o povo desperte, são imensuráveis.
Uma crise econômica internacional que deprima a economia além do que estamos vendo pode pôr água no moinho da elite excludente, enganando a parcela ainda descomunal de incultos e desinformados que hoje só vota em causa própria por conta da percepção de que está ganhando. Se tal percepção mudar, o povo não terá capacidade para entender os fatos e, assim, será seduzido pelo discurso reacionário.
A versão da mídia sobre regulá-la equivaler a “censura”, porém, é extremamente frágil. Bastaria um debate público com boa visibilidade para desmontá-la sumariamente. O brasileiro não sabe, por exemplo, como são as legislações sobre comunicação nos países desenvolvidos. Bastaria relatar.
O alerta do presidente Rafael Correa, portanto, bem que poderia gerar a criação de um organismo supranacional que trabalhe para desmontar a versão farsante sobre ser “censura” querer que os impérios midiáticos se tornem plurais. E que denuncie países como este, nos quais a comunicação é um latifúndio.
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Assista, abaixo, a entrevista de Rafael Correa por Kennedy Alencar
Parte 1/3
Parte 2/3
Parte 3/3

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CRIME ORGANIZADO SE ALIOU À DIREITA REACIONÁRIA BRASILEIRA PARA COMBATER O PT:A quadrinha de Cachoeira:Pedrosa relata: “PSDB armou a história do dossiê e o "PT caiu nela”

04.07.2012
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA


Em um dos vídeos apreendidos na casa de Adriano Aprígio, ex-cunhado do bicheiro Carlinhos Cachoeira, o ex-sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, comemora o envolvimento de petistas no chamado Escândalo dos Aloprados.

Em setembro de 2006, às vésperas do início da propaganda eleitoral na televisão, petistas foram presos em um hotel em São Paulo com R$ 1,7 milhão. Com o dinheiro pretendiam comprar um dossiê que supostamente envolvia o tucano José Serra - então candidato à presidência da República - com o desvio de verbas do orçamento destinadas à compra de ambulâncias. O escândalo prejudicou Lula, que concorria à reeleição e esperava ganhar no primeiro turno, o que não aconteceu.

O vídeo apreendido, já periciado pela Polícia Federal, mostra uma conversa entre o jornalista Mino Pedrosa e Dadá, o araponga que atendia à quadrilha do bicheiro.Pedrosa relata que o PSDB armou a história do dossiê e o "PT caiu nela".

O araponga vibra e comemora: "Tem que f..... o Lula! Tem que f..... o barbudo!

Jornal do Brasil - Marcelo Auler

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PARTIDO DA MÍDIA GOLPISTA E CORRUPTOS DA DIREITA: Cachoeira, oposição tucana e Globo, todos juntos, atacam só o PT

04.07.2012
Do portal da Rede Brasil Atual, 03.07.12
Por: Helena Sthephanowitz, especial para a Rede Brasil Atual
Cachoeira, oposição tucana e Globo, todos juntos, atacam só o PT
A arapuca de Cachoeira em dois momentos diferentes: com Rubens Otoni e Raul Filho, ambos do PT: vazamento seletivo? (Reprodução)
Na mesma edição em que o programa Fantástico exibiu uma entrevista exclusiva com a mulher de Carlinhos Cachoeira, no último domingo, a produção da TV Globo conseguiu um vídeo de 2004 gravado pelo bicheiro, onde o então candidato a prefeito de Palmas, no Tocantins, Raul Filho (PT), caiu na arapuca de Cachoeira, quando buscava doações para campanha eleitoral.
Segundo o Fantástico, o vídeo foi apreendido na casa do cunhado de Cachoeira pela Polícia Federal, durante a Operação Monte Carlo. Porém, a notícia que correu é que foram apreendidas centenas de vídeos. Por que a TV Globo só divulgou este? É possível que a própria gente de Cachoeira tenha vazado só este vídeo, uma vez que devem ter cópias. E é possível que o motivo tenha sido mandar um recado conjunto para intimidar a bancada petista na CPI, já que os tucanos têm se esforçado para tirar o foco do bicheiro e das revistas Veja e Época.
Logo que foi preso, gente de Cachoeira vazou um vídeo semelhante com o deputado Rubens Otoni (PT-GO), também de 2004, quando ele foi candidato a prefeito de Anápolis (lado esquerdo da imagem). Curioso notar que a arapuca montada para filmar o encontro com Raul Filho é exatamente a mesma (lado direito da imagem). Gravado na mesma sala com os mesmo móveis, o mesmo quadro na parede e com a câmera filmando do mesmo ângulo. Daí fica a pergunta: quantos políticos passaram por essa sala em 2004 e quantos e quais foram filmados?
O vídeo contra Otoni só causou constrangimento, mas como ele não foi eleito prefeito, não haveria nem como Cachoeira tirar vantagem dele na prefeitura. Já Raul Filho foi eleito em 2004 e reeleito em 2008. Porém é estranho que não haja referências a ele nas interceptações telefônicas da Operação Monte Carlo, mesmo que a empreiteira Delta tenha contrato para coletar lixo com a prefeitura de Palmas.
modus operandi do esquema Cachoeira sempre foi soltar os vídeos contra quem se torna seu desafeto e não o incrimine. Foi assim com Valdomiro Diniz. Logo, é de se perguntar se Raul Filho tornou-se aliado ou desafeto de Cachoeira depois de eleito. Afinal se o prefeito de Palmas tivesse sido corrompido por Cachoeira, o bicheiro seria o corruptor, o que torna mais complicado para ele se livrar da cadeia.
Quanto ao prefeito, um advogado diria que o vídeo é inconclusivo, porque a TV Globo disse que conversaram mais de uma hora, e os trechos que foram levados ao ar (provavelmente os mais comprometedores) não chegam a incriminar, apesar de serem claramente constrangedores politicamente. Além disso, obviamente geram suspeitas de favorecimento ao bicheiro em futuras licitações.
Quem ficou pior na fita foi uma terceira pessoa que, em outra reunião, agora sem a presença de Raul Filho, fala em pulverizar o dinheiro provido por Cachoeira em cinco contas sem vínculo com campanha eleitoral, e também fala em, no futuro, "garantir aposentadoria", o que dá a entender como pedido de propina para enriquecimento pessoal.
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Demóstenes e o conceito da honra

04.07.2012
Do BLOG DO MIRO
Por Mauro Santayana, em seu blog:


O patético discurso que o senador Demóstenes Torres dirigiu a um plenário vazio, levado ao público pela emissora do Senado, talvez tenha sido o mais emblemático episódio do caso de corrupção que tem como centro o homem de negócios Carlos Augusto Ramos. O texto do pronunciamento, bem redigido, mas chocho de credibilidade, é uma peça de acusação à Polícia Federal. Os federais - conforme a defesa-acusação do senador goiano - teriam editado as suas frases, gravadas das conversas interceptadas com o suspeito, de forma a comprometê-lo. Aceitando-se, como se deve, que os acusados têm o pleno direito a defender-se, é difícil que alguém, dotado de fiapos de lucidez, duvide da societas sceleris, formada em Goiânia e Anápolis, para a ocupação do poder público pelo que se convencionou chamar crime organizado. 


Se ele realmente estivesse convencido de sua inocência, não lhe caberia pedir perdão aos senadores. Nenhum inocente pedirá perdão por erros não cometidos. O homem de bem, em situações semelhantes, vai ao ataque, enfrenta seus adversários com brio. O homem de bem age como Francisco I, derrotado na batalha de Pavia, em 1525 - e prisioneiro de Carlos 5º - ao dirigir-se à mãe, com a frase que se tornou lugar comum em situações de derrota: tudo está perdido, menos a honra. 

O mandato parlamentar não é um bem absoluto do homem público; é uma situação eventual, quase precária. Faz parte da biografia, não é a totalidade da vida. A honra, essa, sim, acompanha a vida, e pode ser preservada mesmo nas situações peculiares da política, quando as alianças se fazem e desfazem em razão das circunstâncias. Quem conhece as vielas sinuosas da política sabe que o adversário de hoje pode vir a ser o correligionário de amanhã, mas que, em qualquer caso, a palavra empenhada deve ser ainda mais poderosa do que os compromissos escritos. É assim que, na necessidade de se romper um acordo, o ato é precedido de uma conversa franca, para que se preserve a possibilidade de entendimentos futuros. Agir assim, com transparência e franqueza, é agir com honra. 

Na ação política não há espaço para o perdão. O senador Torres não ofendeu seus pares. Ofendeu o povo de Goiás, que lhe conferiu o mandato de seu representante na Câmara Federativa. Em suas relações tão próximas com o empresário, ele ofendeu o povo brasileiro. Uma análise mais fria dos fatos faz dele culpado maior do que Carlos Cachoeira. Cachoeira compra, mas para comprar, necessita de vendedores. Daqueles que vendem sua honra, ao facilitar negócios que se realizam em prejuízo da coisa pública. 

A esposa de Carlos Cachoeira, tal como Demóstenes, teria feito melhor se não falasse à televisão. Entrevistada por uma jornalista hábil, ela se enrolou em suas frases, como joaninha presa na teia da aranha. Insistiu em que seu marido “é um prisioneiro político”. É uma tese ousada e terrível: se Cachoeira é prisioneiro político, a sua atividade criminosa passa a ser ato político e, por conclusão dialética, a política seria uma ação criminosa. Não é assim: Carlos Cachoeira está sendo acusado de corromper políticos, em troca de favores e de usurpar o poder político, ao fazer de mandatários do povo, protetores de suas atividades como contraventor e seus cúmplices no assalto ao erário. 

Seria melhor - para a preservação do que lhe possa restar de pudor, diante das evidências de seus erros - que Demóstenes desistisse de seu mandato e abandonasse de vez a vida pública. Há certas situações em que o ostracismo é o melhor refúgio para a vergonha. E usamos o substantivo vergonha, autorizados por ele mesmo, que se confessou de tal forma envergonhado, que não conseguiu dirigir-se a todos os seus pares para, pessoalmente, contristar-se de seus atos.

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Mulheres donas de gatos são mais propensas ao suicídio e doenças mentais por contraírem toxoplasmose

04.07.2012
Do portal JORNAL CIÊNCIA, 03.07.12
Por OSMAIRO VALVERDE
DA REDAÇÃO DE BRASÍLIA


As mulheres donas de gatos são mais propensas a sofrerem com problemas de saúde mental e suicídio.
O estudo mostrou que mulheres infectadas com Toxoplasma gondii – parasita que é transmitido através do contato com as fezes de gato, carnes mal cozidas ou legumes não lavados – possuem maior risco de se matarem por pensamentos suicidas.
Cerca de 1/3 da população mundial está infectada com o parasita, que se esconde nas células cerebrais e musculares, muitas vezes sem produzir sintomas.
A infecção deste protozoário, doença chamada toxoplasmose, tem sido associada com problemas mentais, tais como esquizofrenia e alterações do comportamento. Cientistas americanos, dinamarqueses e suecos pesquisaram 45 mil mulheres que deram à luz entre 1992 e 1995.
Os bebês não produzem anticorpos contra Toxoplasma gondii até 3 meses após o nascimento, então, os encontrados no sangue são derivados de suas mães.
Os pesquisadores vasculharam os registros de saúde da Dinamarca para determinar se alguma das mulheres diagnosticadas com o protozoário tentou suicídio, incluindo ameaças com armas de fogo e instrumentos cortantes.
Eles descobriram que mulheres infectadas tinham maiores chances de cometerem suicídio em comparação com aquelas que não possuíam o parasita. Os riscos pareciam aumentar de acordo com a taxa de anticorpos no sangue.
O parasita vive no intestino dos gatos e é transmitido através de oocistos de suas fezes. Todos os animais de sangue quente podem ser infectados com a ingestão dos oocistos. O protozoário se espalha no corpo atingindo o cérebro e os músculos, se escondendo do sistema imunitário dentro das células.
Os seres humanos podem ser infectados quando vão limpar as caixas de areia dos gatos, ao comer vegetais não lavados, beber água de fontes contaminadas ou mais comumente, comer carnes mal cozidas infestadas com T. gondii.
As mulheres grávidas podem passar o parasita para seus bebês ainda na gestação e são aconselhadas a não tocarem nas caixas de areia dos animais.
A pesquisa foi encabeçada por Teodor Postolache da Universidade

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MAURÍCIO RANDS SE DESFILIA DO PT E ENTREGA O MANDATO AO PARTIDO: Carta ao Povo de Pernambuco

04.07.2012
Do blog de MAURÍCIO RANDS, 03.07.12

Venho aqui me comunicar diretamente com meus eleitores, companheiros, amigos e com o povo de Pernambuco, em especial com os militantes do Partido dos Trabalhadores - PT, que compartilharam comigo tantas lutas pela democracia e pela construção de uma sociedade melhor.

Nas prévias internas de definição do candidato do PT e da Frente Popular, durante dois meses, participei de intenso debate sobre o Recife e a vida partidária. Interagi com os militantes, na compreensão conjunta de que a melhoria da condição de vida na cidade é um processo de construção coletiva no qual o partido tem grande responsabilidade em servir de exemplo na demonstração de práticas democráticas. 

Testemunhei todo o engajamento desprendido e consciente de milhares de pessoas nesse nobre debate. Destes militantes, levarei para sempre as melhores memórias e a eles sou profundamente grato.

Depois da decisão da direção nacional do PT, impondo autoritariamente a retirada à minha candidatura e à do atual prefeito, recolhi-me à reflexão. Ponderei sobre o processo das prévias e sobre o momento político mais geral. Concluí que esgotei por inteiro minha motivação e a razão para continuar lutando por uma renovação no PT. Percebi terem sido infrutíferas e sem perspectivas minhas tentativas de afirmar a compreensão de que o 'como fazer' é tão importante quanto os resultados. 

As diferenças de métodos e práticas, aliás, já vinham sendo por mim amadurecidas e acumuladas há algum tempo. Todavia, este processo recente fez com que as divergências ficassem mais claras e insuperáveis. Na luta pela renovação do partido, no Recife e em outros lugares, infelizmente, têm prevalecido posições da direção nacional, adotadas autoritária e burocraticamente, distantes da realidade dos militantes na base partidária. 

No debate das prévias, minha candidatura buscou construir uma legítima renovação por dentro do PT e da Frente Popular. Mas lutamos, também, para renovar os procedimentos com o objetivo de reforçar as práticas democráticas. Porém, setores dominantes da direção nacional do PT já tinham outro roteiro que não o debate democrático com a militância do PT no Recife e a sua deliberação. Ou seja, cometeram o grave equívoco de ter a pretensão de impor, a partir de São Paulo, um candidato à Frente Popular e ao povo do Recife. 

Por não terem dialogado com a militância do PT no Recife, muito menos com a Frente Popular, ignoraram que existiam alternativas, procedimentais e de quadros, dentro do partido, que unificariam a frente em torno de uma candidatura do PT. Com a decisão da direção nacional do PT, lamentavelmente, esta unidade resultou rompida.  Diante da minha discordância com essa ruptura provocada pela direção nacional do partido, concluí que cheguei ao fim de um ciclo na minha vida de militante partidário. 

É nesse quadro que comunico aqui três decisões tomadas por mim. Primeiro, a minha desfiliação do PT. Segundo, a devolução do mandato de Deputado Federal ao partido. E, por último, meu afastamento definitivo do cargo de Secretário do Governo Eduardo Campos.

Existiram diversas razões que me levaram a este caminho. A mais crucial dá-se no nível da minha consciência. Sempre agi, na vida e na política, com o maior rigor entre o que penso e o que faço.  Sempre cumpri os deveres da minha consciência.

Defendi nos debates partidários a renovação do modo petista de governar e a implantação de um novo modelo de gestão no Recife. Modelo capaz de aprofundar nossa concepção de democracia participativa e especialmente de trazer para a cidade métodos e ações que o Governo Eduardo Campos vem praticando de maneira exemplar e com reconhecimento inclusive internacional, mas que a administração do Recife não conseguiu implantar. 

Minha experiência como Secretário do Governador Eduardo Campos foi fundamental para entender a importância da política do fazer, com formas competentes e inovadoras de gerir os recursos públicos, atrair investimentos privados e promover a inclusão social.

Ainda nos debates das prévias, defendi a renovação das práticas e dos quadros partidários, bem como a melhoria da articulação política do governo municipal com o parlamento, os partidos da base e a sociedade civil organizada. Nesses 32 anos de militância, dediquei grande parte de minha vida a fortalecer o campo democrático-popular, lutando para aumentar a participação e consciência política do nosso povo. 

Amadureci as decisões que acabo de tomar com base em fatos altamente relevantes que impactaram minha consciência de cidadão. Entre estes, a opção da quase totalidade da Frente Popular pela indicação de Geraldo Júlio como candidato a Prefeito do Recife. Trabalhei diretamente com Geraldo Júlio e sou testemunha de como ele foi central para o sucesso do Governo Eduardo Campos. Acredito que Geraldo Júlio é o quadro mais preparado para atualizar e aperfeiçoar a gestão municipal do Recife. Implantando na cidade o que o Governador Eduardo Campos está fazendo em Pernambuco, ele vai melhorar concretamente a vida do povo do Recife.  

Estou consciente de que o nosso povo vai entender o significado da escolha de um novo quadro para transformar as práticas político-administrativas na cidade. Geraldo Júlio vai representar a renovação dentro de uma frente política que - espero - seja mantida, mesmo com o lançamento de duas candidaturas no seu campo. 

Como esta posição tem graves implicações para minha vida partidária, decidi que devo sair do PT e, com dignidade, devolver meu mandato ao partido. E como gesto concreto de que não se trata de um jogo menor, de barganha por espaços de poder, decidi também sair definitivamente do Governo Eduardo Campos. Esse é o custo, sem dúvida elevado, de ser fiel à minha consciência cidadã. Saio da vida pública e da política partidária para exercer ainda mais plenamente a cidadania.

Recife, 03 de julho de 2012

Maurício Rands
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PT escolhe Patrus para disputar prefeitura de Belo Horizonte

04.07.2012
Do DIARIO DE PERNAMBUCO, 03.07.12



Após rompimento com o PSB, PT decidiu lançar o ex-ministro de Combate à Fome para concorrer com o socialista Márcio Lacerda (Antônio Cruz/ABr)O ex-ministro de Combate à Fome, Patrus Ananias, foi o escolhido pela executiva do PT para disputar as eleições para a prefeitura de Belo Horizonte. A decisão foi tomada na tarde desta terça-feira, em uma reunião que durou mais de duas horas entre os membros da comissão montada pelo diretório estadual, que tem como integrantes os deputados Rogério Correia, André Quintão e Miguel Corrêa Júnior. Também estava presente o presidente nacional da legenda, Rui Falcão.


O nome do vice ainda deve ser escolhido, mas vai sair de partidos que fazem parte da base aliada. Após a reunião, foi anunciada a criação de uma comissão formada pelo deputado Miguel Corrêa Júnior, Roberto Carvalho - presidente municipal da legenda, e até então, candidato do partido, e Patrus. Essa comissão vai discutir e, conforme Miguel Corrêa Júnior, analisar para depois escolher um nome da base aliada que seja de consenso.

Ainda conforme o deputado, outra atribuição da comissão será convencer Carvalho de que a candidatura de Patrus vai trazer mais visibilidade para a chapa. “Reconhecemos o trabalho do Carvalho. Ele foi muito importante durante todo o processo, mas temos que optar por um nome mais competitivo”, disse.

No final do encontro desta terça, Rui Falcão destacou que o acordo entre PT e PSB em Belo Horizonte foi "rasgado unilateralmente" por Lacerda e que o rompimento de acordo em política "é uma coisa gravíssima". Falcão elogiou a postura de Roberto Carvalho em buscar uma candidatura própria nas discussões internas. "Ele sempre defendeu a candidatura própria, argumentando que o prefeito Márcio Lacerda poderia, a qualquer momento, nos surpreender. Temos de reconhecer hoje que o Roberto Carvalho, neste aspecto, tinha razão."

Procurado, Roberto Carvalho afirmou que até quinta-feira vai anunciar sua decisão que, segundo ele, estará de acordo com o que for melhor para a legenda. “Sempre fui um homem do diálogo e vou conversar com os membros da comissão. Vou optar pelo que for melhor para o partido”, declarou. Carvalho afirmou que está satisfeito, já que antes se encontrava isolado em relação à necessidade de uma candidatura própria do PT. “Todo o movimento foi vitorioso e consagrado. Antes todos diziam que eu era louco de defender a candidatura própria do partido. A história mostrou que eu estava certo”, comemorou.

Carvalho disse que vai se reunir nesta quarta-feira com o presidente nacional do partido, Rui Falcão. Na quinta-feira, prazo máximo para definição do nome da legenda, o encontro deve ser com a presidente Dilma Rousseff. Sobre a possibilidade de ser vice, o petista desconversou e afirmou que isso não é o mais importante. “Eu nunca pleiteei nada. Mas, se for de vontade do partido, eu aceito ser vice, sim. O importante é que o PT volte a ganhar as eleições e Belo Horizonte volte a ser feliz”, concluiu.

Oficialmente, o candidato do PT em Belo Horizonte é o atual vice-prefeito Roberto Carvalho, que nesta segunda fez o registro no TRE para garantir uma candidatura petista. Com o acerto desta terça, ele deverá abrir mão de sua candidatura em favor de Patrus.

Em entrevista ao Jornal Estado de Minas, Patrus já adiantou que aceitava a cargo, desde que contasse com a unidade do partido. “Uma candidatura como a minha só tem sentido se for na perspectiva de unidade, de consenso ou ampla maioria”, afirmou. Ele ainda fez questão de dizer que não pretende romper com Carvalho, com quem tem uma amizade de mais de 40 anos, anterior à criação do PT.

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AGENTE DA DITADURA MILITAR, CONDENADO: AVANÇOS NA DEMOCRACIA: A CONDENAÇÃO DE USTRA EM DOIS ASPECTOS

04.07.2012
Do portal FAZENDO MEDIA, 02.07.12
Por Thaís Barreto*


Foto: Eduardo Merlino.
A condenação do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra a indenizar por danos morais a família do jornalista Luiz Eduardo da Rocha Merlino, assassinado durante a ditadura, inflamou avanços no processo de Justiça de Transição. Ele foi morto em 19 de julho de 1971 após espancamentos e torturas.
O processo avançou na área cível, mas a batalha promete ir além. A ex companheira do jornalista, Angela Maria Mendes de Almeida, afirmou neste sábado (30/6), durante um evento no Memorial da Resistência (antigo Dops), que a luta continuará na área criminal.
Angela Almeida é responsável pela ação condenatória junto a Regina Maria Merlino, irmã de Eduardo Merlino. Trata-se de uma batalha dura, travada com poucos recursos, amparados ainda à Lei de Anistia de 1979, instrumento que limita o processo de memória e justiça.
A Lei da Anistia brasileira não passou de um “pacto” e inclusive anistiou os próprios torturadores e assassinos. Além dessa contradição, há uma luta travada pelo cumprimento da decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que a considera inválida.
A impossibilidade de apuração e julgamento de crimes de torturas e assassinatos, como o caso de Eduardo Merlino, é o que justifica a condenação da Corte. Não há dúvidas que a legislação brasileira necessita de mudanças para garantir direitos democráticos.
A mudança deverá ser, inclusive, cultural, pois há resistência por parte de membros dos órgãos de justiça em levar à frente os processos que condenam os acusados dos crimes de lesa-humanidade.
Outro aspecto
Há pouco espaço para essa discussão. A grande imprensa ainda presta o papel de minimizar as barbaridades ocorridas no período ditatorial. Além do conhecido editorial “Ditabranda”, chovem textos construídos das mais variadas formas para confundirquem pouco conhece.
Nesse aspecto, é válido destacar que nos autos da condenação foi citado com grande peso um artigo do procurador do Estado de São Paulo Marcio Sotelo Felippe, publicado no blog VioMundo (http://www.viomundo.com.br/).
No artigo “Punir a tortura é direito e dever da Humanidade”, o procurador proporciona uma aula de Direito Internacional e, como em raras explicações, tivemos acesso ao nível de responsabilidade do Brasil, signatário da Convenção desde 1992.
Quem nos olha de longe deve imaginar a fragilidade do nosso sistema democrático diante do precário serviço prestado pela grande imprensa. Quais alternativas? Não fosse a internet, hoje, me pergunto, como estaria o debate nesse país?
(*) Artigo reproduzido do blog da Thaís Barreto.
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DIREITA REACIONÁRIA E PRECONCEITUOSA:A vitória do Bolsa Família

04.07.2012
Do BLOG DO MIRO, 03.07.12
Por Luis Nassif, em seu blog:

Se houve um vitorioso na Conferência Rio+20 foram as políticas de transferência de rendas do país e, entre elas, especificamente o Bolsa Família.

A agenda da pobreza acabou indo para o centro do documento final da conferência. E em todo lugar em que se discutia o tema, a experiência brasileira era apontada como a mais bem sucedida, em vários aspectos: efetividade (não gera dependência), os beneficiários trabalham, há o emponderamento das mulheres, melhor frequência escolar e desempenho das crianças.


Hoje em dia, há pelos menos duas delegações internacionais por semana visitando o MDS (Ministério do Desenvolvimento Social), segundo informa a Ministra Tereza Campello, para saber mais detalhes da experiência.

Com 9 anos de vida e 13,5 milhões de famílias atendidas, com riqueza de séries históricas, estatísticas e avaliações, o BF conseguiu desmentir várias lendas urbanas:.

Lenda 1 – o BF criará preguiçosos acomodados.

Os levantamentos comprovam que maioria absoluta dos adultos beneficiados trabalha na formalidade e na informalidade.

Lenda 2 – as beneficiárias tratarão de ter mais filhos para receber mais auxílio.

O último censo comprovou redução geral da natalidade no país, mais ainda no nordeste, mais ainda entre os beneficiários do BF.

Lenda 3 – um mero assistencialismo sem desdobramentos.

Nos estudos com gestantes, as que recebem BF frequentam em 50% a mais o pré-natal; as crianças nascem com mais peso e altura; houve redução da mortalidade materna e infantil. Há maior frequência das crianças às escolas.

Agora, através do programa Brasil Carinhoso, se entra no foco do foco, as famílias mais miseráveis com crianças de 0 a 6 anos. No total, 2,7 milhões de crianças.

Em 9 anos, atendendo 13,5 milhões de família, o BF consegue uma avaliação refinada e de segurança para todos os parceiros.

Com Brasil Carinhoso pretende-se chegar a 2,7 milhões de crianças, em famílias pobres com filhos entre 0 e 6 anos de idade.

A grande preocupação da presidente, explica Tereza Campello, é que essas crianças não podem esperar: qualquer impacto da pobreza sobre sua formação, qualquer problema nutricional as afetará por toda a vida

Essas famílias representam 40% dos extremamente pobres do país. Primeiro, se levantará sua renda atual. O Brasil Carinhoso complementará até atingir R$ 70,00 per capita por mês.

Hoje em dia, não há um técnico de renome que tenha ressalvas maiores ao Bolsa Família. As críticas estão concentradas em colunistas sem conhecimento maior de metodologia de políticas sociais, de estatísticas.

No início do governo Lula, havia duas vertentes de discussão sobre políticas sociais. Uma, a do universalismo inconsequente, a do distributivismo sem metodologia – cujo representante maior era Frei Betto e seu Fome Zero. A outra, um modelo metodologicamente sofisticado, tem como figura central (na parte de focalização) o economista Ricardo Paes de Barros.

Prevaleceu um misto do modelo, com as estatísticas sendo utilizadas para focalizar melhor os benefícios. Foi esse modelo que acabou consagrando universalmente o BF.

As críticas desinformadas - 1

Conhecido por sua militância conservadora, o colunista Merval Pereira (o Globo e CBN) apresentou como contraponto ao Bolsa Familia o que ele considerou uma proposta alternativa de esquerda. “O Fome Zero/Bolsa-Família, do jeito que estava montado pela turma do Frei Betto, era um projeto de reforma estrutural, da estrutura do Estado. Frei Betto queria fazer comissões regionais sem políticos, para distribuição do Bolsa-Família, e a partir daí fazer educação popular”.

As críticas desinformadas - 2

Continua o revolucionário Merval: “ Era um projeto muito mais de esquerda, muito mais voltado para mudanças estruturais da sociedade. O Bolsa-Família hoje é um programa para manter a dominação do governo sobre esse povo necessitado. Patrus transformou-o num instrumento político espetacular, que foi o começo da força do lulismo”. O conceito de educação popular significa fora da rede oficial, levando mensagens populares aos alunos.

As críticas desinformadas – 3

O que Merval descreve, em seu discurso, é modelo similar ao do MST e sua universidade popular. A troco de quê um comentarista claramente conservador de repente se põe a defender modelos revolucionários que levem a “mudanças estruturais na sociedade”? Primeiro, a necessidade de ser negativo em relação a tudo. Segundo, o despreparo para tratar com temas técnicos. Empunha o primeiro argumento que lhe vem à mão, mesmo sendo contra tudo o que defende.

As críticas desinformadas – 4

Quando foi lançado, o Fome Zero nem podia ser tratado como programa. Era um amontoado de iniciativas caóticas cerca de slogans vazios. O objetivo seria mobilizar a sociedade para receber ajuda, sem nenhuma preocupação com logística de distribuição, com levantamentos estatísticos. Não havia a preocupação mínima de integrar o auxílio com educação, meio social. Não gerou sequer um documento expondo qualquer filosofia.

As críticas desinformadas – 5

Todo defeito que Merval vê na BF era constitutivo do tal Fome Zero. E as principais críticas ao Fome Zero vinham justamente dos economistas “focalistas”, aqueles que em geral são mais acatados nos círculos políticos que Merval frequenta. Na época, defendia-se a focalização como maneira de focar os gastos nos mais necessitados, evitando desperdícios. A crítica contrária era a dos universalistas – que queriam políticas sociais para todos.

As críticas desinformadas – 6

O que o BF fez foi incorporar toda a ciência dos indicadores dos focalistas, montar sistemas exemplares de acompanhamento e avaliação, e universalizar o atendimento a todos os miseráveis. É essa visão, amarrada a metodologias de primeiro nível, que a transformou em modelo universal de políticas sociais, perseguido por países africanos, asiáticos, por ONGs europeias e norte-americanas.
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