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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Eduardo: “Amizade com Lula não será arranhada”


28.06.2012
Do BLOG DO MAGNO
Por Rivânia Queiroz


Logo após a apresentação do candidato do PSB, Geraldo Júlio, aos partidos que compõem a Frente Popular no Recife, o governador Eduardo Campos reuniu a imprensa numa sala ao lado e falou sobre a visita que fez ao ex-presidente Lula, na manhã de hoje, da tumultuada relação com o PT local, e dos rumores acerca dos cargos que os petistas detêm no governo estadual.

O encontro com Lula

Venho conversando com Lula já faz algum tempo, só não posso está dizendo que estou conversando com ele toda hora, porque toda semana nós temos falado ao telefone. Ontem à noite eu recebi um telefonema dele, por volta das 20h, dizendo que queria me encontrar. Aí eu fui hoje cedo a São Paulo, no Instituto da Cidadania. Cheguei lá por volta das dez e meia e conversamos sobre vários assuntos.

A conversa com Lula

Tive uma coversa muito positiva. Tive a oportunidade de passar em revista uma série de situações políticas Brasil a fora. Muitas delas que resolvemos, outras que não houve jeito. 

Falamos do Recife com naturalidade. Um quadro que já havia se consolidado dessa forma. É claro que todos nós gostaríamos de ter uma unidade ainda maior do que essa que vocês viram, mas não foi possível, e vamos ter maturidade para viver essa situação, como já tivemos no passado, e prevenir qualquer tipo de intriga, qualquer questão que seja de menor importância.

A intriga com Lula

Nós temos um projeto para o Brasil. Somos parceiros desde 1999 e temos uma história que não é de ontem, de momentos bons e momentos muito difíceis que levaram a um respeito mútuo, uma amizade mútua, uma consideração que não vai ser arranhada como uma questão local que não houve jeito, que todo mundo sabe a história daqui como aconteceu. Não tem um responsável direto. O fato é que a situação foi evoluindo de tal forma que chegamos a essa situação onde, para preservar o projeto, para oferecer a cidade uma proposta não só para ganhar a eleição, mas para governar com paz, para poder ganhar a eleição e fazer o povo ganhar depois. Entendemos que esses partidos todos reunidos deveriam oferecer a candidatura de Geraldo Júlio.

A campanha PSB X PT

Nós vamos viver essa campanha com muita tranquilidade e fazer ela da maneira mais elevada possível, com muita intensidade. Passada as eleições, vamos seguir. Todos sabem que eu costumo, na minha vida, mais juntar do que espalhar. A vida já demonstrou isso. Eu tenho gosto por juntar as pessoas em torno de um pensamento e de um projeto objetivo. Não vale à pena juntar de qualquer jeito, mas do jeito que o interesse do povo está colocado. Entendemos que sobre a liderança de Geraldo há um pensamento sobre a cidade, sobre o futuro da cidade. 

É a hora do povo do Recife falar. O povo precisa dizer das suas angústias, das suas preocupações com a cidade, do seu pensamento sobre mobilidade, educação infantil, sobre o crak, sobre as moradias... Essa é nossa pauta. Nós vamos na pauta do povo. Lula sabe que o nosso lugar é o mesmo, que nossa posição é a mesma. Ele tem segurança na nossa relação e eu tenho segurança na relação com ele e com a presidenta Dilma. Geraldo vai ser prefeito com a generosidade do povo recifense, vai contar comigo e vai contar com Dilma.

O encontro com Jarbas

Falei com Raul Henry e Gustavo Negromonte. Devo ir à convenção do PMDB no sábado, junto 
com Geraldo, mas Jarbas não vai participar dessa atividade porque está fazendo um médio repouso, por orientação médica. Eu devo falar com ele nos próximos dias.

Ruptura com o PT

Não estou vendo isso (abalo na relação). Se você pegar as três principais capitais brasileiras nós estamos juntos. Em São Paulo, que era a prioridade número 1 de Lula, formos lá e resolvemos; estamos juntos em Belo Horizonte, atendendo a todo o debate que fizemos com o PT, até com certa dificuldade e enfrentando uma aliança com o PSDB; e estamos juntos no Rio de janeiro. Estamos juntos numa série de outras cidades brasileiras. O fato é que aquelas cidades onde não podemos estar juntos, elas viram notícias na reta final, porque as pessoas não conseguem resolver no município, não conseguem resolver e empurram isso para as direções nacionais resolver. Mas não tem jeito, essas são eleições municipais. Não se pode pegar uma frente política com essa responsabilidade e colocar ao bel prazer dos candidatos nos cinco mil municípios, por mais que eles sejam importantes. Uma pessoa com a maturidade de Dilma e de Lula sabe que uma coisa e uma coisa e outra coisa é outra coisa.

Cargos no governo

Por enquanto só são rumores (o PT entregar as secretarias estaduais). Estou trabalhando com eles (os secretários petistas) e se depender da minha vontade ficam todos os três (Isaltino Nascimento, Maurício Rands e Fernando Duarte) e tantos outros auxiliares do PT. Não temos que misturar uma coisa com a outra. Uma coisa é a disputa eleitoral do Recife, outra é o projeto que estamos tocando no Brasil, que estamos tocando no Estado, juntos. Não podemos dramatizar uma eleição. Fazer um drama. O que o Recife está ganhando é uma opção para votar neste campo, até porque o Recife estava em busca disso e todos sabem.

Vice de Geraldo

Isso é um processo que cabe ao candidato conduzir ouvindo os partidos. Nossa tarefa vai até quando a gente consolida o apoio ao candidato a prefeito. Depois disso, é preciso compreender a natureza da escolha de um vice. Isso tem um peso da escolha política, da representação, mas deve ter a escolha da pessoa, como eu fiz duas vezes, ao escolher o vive que eu desejava, que era João Lyra. Imagine se eu não tivesse a relação que tenho com João, me ajudando, dividindo tarefas, acho que isso é muito importante. Então, essa tarefazinha Geraldo vai ter que resolver. Ele vai resolver com tranquilidade, até sábado. O problema é que tem tanta opção boa que vira uma luta. Eu já fiz essa pergunta e ele não me respondeu, se responder a vocês (jornalistas), vai começar a primeira crise (risos).
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ELEIÇÕES 2012: No PPS, Raul Jungmann retira candidatura a prefeito no Recife


28.06.2012
Do BLOG DE JAMILDO
Postado por Jamildo Melo

O ex-deputado federal Raul Jungmann, do PPS, acaba de tomar a decisão de retirar a candidatura ao Recife. A decisão foi tomada por consenso, antes da convenção do partido, que ocrre nesta sábado-feira, no Clube Líbano.

Os correligionários chegaram ao entendimento que não havia recursos para bancar uma campanha maojoritária e o recuo na candidatura era o caminho mais racional e prudente, no momento.

Nesta sexta-feira, uma comissão formada por cinco partidários irá se reunir para decidir o segundo passo, que seria o destino do apoio do partido. Há divisão entre os partidários. Há quem fale em ajuda a oposição, outros até mesmo apoio ao PSB.
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Com 92% de rejeição, apadrinhada de presidente do DEM desiste da reeleição

28.06.2012
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 
Por Altamiro Borges, em seu sítio

Micarla Sousa, aliada de José Agripino Maia, desiste de concorrer à prefeitura de Natal

micarla sousa corrupção natal
Reprovação de Micarla beira os 100%
Com 92% de reprovação na sociedade, segundo recente pesquisa, a prefeita de Natal, Micarla de Sousa (PV), anunciou ontem que não concorrerá à reeleição neste ano. A notícia representa mais um duro baque para a oposição representada por DEM e PSDB. A “prefeita verde” foi uma invenção do senador José Agripino Maia, presidente nacional do DEM, e revelou-se um verdadeiro desastre.
Eleita no primeiro turno em 2008, com 50,8% dos votos, a jornalista Micarla afundou a administração da capital do Rio Grande do Norte e foi denunciada por inúmeros casos de corrupção. Nas redes sociais e nas ruas, a juventude de Natal protestou e exigiu várias vezes o “Fora Micarla”. Apoiada pelas forças conservadoras, ela conseguiu sobreviver até o fim do seu mandato, mas agora sucumbiu.

Leia mais

Pesquisa do instituto Consult, realizada no início do mês, indica que sua gestão é desaprovada por 92,3% dos entrevistados; 82,5% dos ouvidos afirmam que não votariam nela de jeito nenhum. Em recente propaganda na televisão, o PV de São Paulo, que é um apêndice dos tucanos e do PSD de Kassab, jactou-se do sucesso das suas administrações. Esqueceu-se de mencionar o caso dramático de Natal.
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Por unanimidade PDT decide apoiar candidatura de Geraldo Júlio, do PSB


28.06.2012
Do BLOG DE JAMILDO
Postado por Gabriela López 

Após uma conturbada convenção, o PDT decidiu, por unanimidade, na noite desta quinta-feira (28), apoiar a candidatura do ex-secretário de Desenvolvimento Econômico Geraldo Júlio, do PSB, do governador Eduardo Campos. O deputado federal Paulo Rubem defendia o lançamento do seu nome na disputa de outubro. O apoio do PDT já havia sido adiantado pelo presidente do PSB no Estado, Sileno Guedes na convenção do partido.

No Recife, convenção do PDT começa com pancadaria e bate-boca

O anúncio foi feito pelo deputado federal Wolney Queiroz (PDT) - por meio do seu perfil no Twitter -, que é filho do prefeito de Caruaru, no Agreste do Estado, e presidente estadual do PDT, José Queiroz. Desde o início das articulações em torno da posição da legenda, José Queiroz brigava com Paulo Rubem por querer apoiar Eduardo Campos no Recife, já que o PSB, partido do qual o governador é presidente nacional, apoia o PDT em Caruaru.

Antes do desenlace, o deputado federal Paulo Rubem Santiago chegou a abandonar e voltar ao evento, para reclamar que não houve uma convenção de fato e pedir que o caso fosse resolvido pela Executiva Nacional.
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Bordoni: “Fui pago com dinheiro sujo” por Perillo

28.06.2012
Do BLOG DA SARAIVA
Bordoni: "Recebi dinheiro sujo
para fazer um trabalho limpo"

Em depoimento à CPI do Cachoeira, o jornalista Luiz Carlos Bordoni reafirmou ter recebido dinheiro de caixa 2 do governador de Goiás para atuar em sua campanha em 2010

Mariana Haubert, Congresso em Foco

No único depoimento que houve hoje (27) na CPI do Cachoeira, o jornalista Luiz Carlos Bordoni complicou mais a vida do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Bordoni confirmou ter recebido dinheiro do esquema do bicheiro Carlinhos Cachoeira pelo trabalho que fizera na campanha de Perillo em 2010. No depoimento, Bordoni disse que recebeu “dinheiro sujo” para quitar uma dívida de campanha do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).

“Eu trago aqui a verdade dos fatos. Pelo meu trabalho limpo, eu fui pago com dinheiro sujo”, afirmou. Durante sua fala inicial, que durou quase uma hora, o jornalista confirmou que a empresa Alberto & Pantoja – um fantasma do esquema de Cachoeira – depositou R$ 45 mil na conta da filha dele pelo trabalho que realizou durante a campanha de 2010 para o governador. Bordoni justificou que a filha recebeu o valor porque ele estaria viajando na época.

Os dados bancários foram passados ao ex-assessor especial do governador Lúcio Fiúza Gouthier, que, ontem (26) na CPI, nada disse, valendo-se do direito de não produzir provas contra si. “[Com relação ao dinheiro] não tem nada a ver com extorsão, pelo contrário. É trabalho prestado limpo, decentemente, desde 1998. São quatro vitórias consecutivas do meu ex-amigo Marconi Perillo.” O restante do dinheiro, segundo Bordoni, foi pago pela empresa Adécio & Rafael Construtora e Terraplenagem. De acordo com as investigações da Polícia Federal, a empresa Alberto e Pantoja é de fachada, usada por Cachoeira para lavar dinheiro da Delta Construções.”

Matéria Completa, ::AQUI::
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Serra, Colorados e o PRI: o atraso manda em SP há 18 anos

28.06.2012
Do COMTEXTO LIVRE

O trio que, aliado ao que há de mais retrógrado, governa São Paulo. Serra representará os interesses dos grandes grupos midiáticos e de radicais conservadores nas eleições municipais de outubro

Os tucanos governam São Paulo desde janeiro de 1995, neste período de quase 18 anos não conseguiram resolver problemas básicos e essenciais do estado e da capital.
Pior ainda, fizeram crescer uma onda neo conservadora, raivosa e preconceituosa, exemplificadas pelos bárbaros e fúteis ataques a homossexuais, que provocaram mortes ou a nordestinos, influenciadas por políticas restritivas que contribuíram para gerar tais bárbaros atos.
O novo não tem tido vez em São Paulo porque quem se apoderou do estado isola-se dos problemas que afetam os mais pobres e se recusam a cooperar para minorar os dramas de seu povo.
Blindados pela grande imprensa que ajudam a sustentar financeiramente, como ocorre na compra de assinaturas de revistas e jornais, sem licitação, para escolas públicas estaduais, tucanos e aliados avançam com um plano que resulta na desmobilização da sociedade e uma consequente acomodação no poder.
Com tanto a frente dos paulistas, conservadores não podem ser comparados a nada em âmbito regional, porque lá se vão 18 anos e a memória do eleitor é confundida e embaçada pelo noticiário bondoso da imprensa e pela publicidade alienadora do governo estadual. O eleitor é levado a crer em um ambiente de escolhas medíocres e são enganados a permanecer no engodo do o que tá lá, é preservado "para não piorar".
Mas é muito mais do que blindar o que a imprensa, aliada de primeira hora de tucanos e conservadores radicais, faz.
O noticiário cega o olhar crítico da maioria do povo paulista ou esconde os caroços embaixo do angu.
O que já ocorreu em São Paulo ao longo destes longos 18 anos, por incompetência ou má gestão, fosse em outro estado ou no governo federal, seria motivos de grandes editoriais indignados, mereceria uma série de matérias para desancar os ocupantes do Palácio do Bandeirantes e deixaria em alerta constante a sociedade, pois bem, veja quantas situações graves ou calamitosas o governo paulista provocou ou se omitiu em resolver.

Acidentes em obras públicas:

Estação Pinheiros do Metrô

Em janeiro de 2007, o desabamento nas obras da Estação Pinheiros do Metrô, em São Paulo, resultou na abertura de uma cratera de 80 m de diâmetro por 30 m de profundidade, que "engoliu" quatro caminhões, dois carros, uma van e abalou estruturas de edificações vizinhas. Sete pessoas morreram no acidente.

Rodoanel

Neste mês, três vigas de 85 t e cerca de 40 m de comprimento caíram do viaduto no trecho sul do Rodoanel Mario Covas, atualmente em obras, sobre a rodovia Regis Bittencourt, atingindo dois carros e um caminhão.

Estação Eucaliptos do metrô

22 de junho de 2012, acidente em uma das obras do Metrô de São Paulo matou duas pessoas no início da tarde desta sexta-feira. As vítimas eram funcionários do Consórcio Heleno Fonseca/Triunfo-Iesa e trabalhavam na construção da Estação Eucaliptos da Linha 5-Lilás, na Avenida Ibirapuera, zona sul da capital paulista.

Segurança pública:

Ataques do PCC

Na noite da sexta-feira 12 de maio de 2006, integrantes do Partido do Crime realizaram uma rebelião em 74 presídios e orquestraram 373 ataques contra bases policiais e postos do Corpo de Bombeiros.
Nas semanas seguintes, foi a vez de as autoridades darem a resposta: dezenas de mortes foram registradas nesse revide – muitas famílias reclamam do assassinato de inocentes.
No total, pelas informações oficiais da época, 154 pessoas morreram, sendo 24 PMs, 11 policiais civis, nove agentes penitenciários, 110 cidadãos - 79 deles suspeitos de ligação com o PCC. Estimativas de entidades médicas apontaram 493 mortes.

Conflito entre as polícias

Policiais militares e civis entraram em conflito em 16 de outubro de 2008, durante o protesto dos civis, que estavam em greve há um mês. O confronto foi motivado pela truculência da PM que barrou a passagem de uma passeata dos policiais civis rumo ao Palácio do Bandeirantes, sede do governo estadual. Houve tiroteio e algumas pessoas saíram feridas, entre elas o coronel Antão, um dos negociadores da greve, que foi levado ao Hospital Albert Einstein.
A Polícia de São Paulo recebe um dos menores salários do Brasil.

Arrastões em condomínios

O número de arrastões a condomínios na capital paulista já passou de 13 ocorrências , mais do que o número registrado ao longo de todo o ano de 2011.

Arrastões em restaurantes

27 ocorrências até junho deste ano desta modalidade de crime, que o ex-secretário nacional de segurança pública coronel José Vicente da Silva, tentou minimizar, como sendo "quase nada". “Foram 27 arrastões de janeiro até agora e isso é quase nada no conjunto de assaltos da cidade, que somam 500 por dia”.

Massacre do Pinheirinho

Em 22 de janeiro de 2012, mais de mil policiais fortemente armados invadiram a comunidade de Pinheirinho, em São José dos Campos, região próspera e desenvolvida do estado de São Paulo. Pegos de surpresa, quando ainda dormiam, na expectativa de chegar a um acordo com o poder público, através de uma intermediação do governo federal e de uma liminar da Justiça Federal que suspendia a reintegração de posse por 15 dias. A segurança pública do estado mair ricos país negou aos moradores o direito de legítima defesa do povo da comunidade e os reprimiu com extrema violência.

Caos do transporte público

Constantes acidentes nas operações dos trens e metrôs de São Paulo que penalizam, diariamente, milhões de passageiros, esmagados dentro das composições, convivendo com uma rotina de atrasos e paralisações dos serviços.
Fato lastimável que mereceu uma publicação no twitter de total desprezo ao povo de São paulo, por parte de Soninha Francine, aliada fiel de tucanos e demos ao comentar sobre mais um dos acidentes no metrô:
"Metro caótico, é? Não fosse p TV e Tuíter, nem saberia. Peguei Linha Verde e Amarela sussa. #mtoloco."

Novos ataques do PCC

Ônibus incendiados e policiais assassinados pela facção criminosa, dada como "morta" pelo governo do estado, mas aparece vigorosa em seus delitos e provando, cabalmente, que a segurança pública do governo tucano, há tempos, perde a batalha contra os criminosos, os números de homicídios crescem, enquanto no Rio de Janeiro, caem.
Como afirmou José Carlos Aleluia, deputado federal baiano pelo DEM, ao comemorar o sucesso do golpe de estado praticado pelos conservadores paraguaios contra Lugo: "se a moda pega [alegar má gestão para destituir governante]" os paulistas não estariam há muito tempo sofrendo com tantos descasos e ações criminosas por parte do estado.
Não pagariam os pedágios mais caros do Brasil ou teriam uma das pioras avaliações da educação pública do país. Tampouco seus professores seriam humilhados com remunerações indignas e atacados por policiais quando se manifestam contra tamanha indignidade.
Não fosse a mesada que o PSDB dá a editora Abril, editora Globo, Folha de São Paulo e Estadão, através de generosa subvenção pública para levar as publicações destas empresas ao alcance de crianças e adolescentes nas escolas e bibliotecas públicas, estariam tucanos e seus parceiros políticos tranquilos sem se sentirem incomodados com tantos escândalos acumulados?
Como é bom ter amigos fiéis, mesmo que por isso sejam regiamente remunerados, né mesmo?

A oportunidade

As eleições de outubro representam justamente o aglutinação do velho, do atrasado e do radical conservadorismo que representam Serra, Kassab e a coligação midiática que os sustentam massivamente frente aos seus eleitores em troca de generosos “subsídios” estatais, todos estarão do mesmo lado do ringue eleitoral, reconhecidos pelo azul e amarelo e o número 45.
Este é o poderoso agrupamento que seus adversários terão que combater e demonstrar para a sociedade, irrefutavelmente, que esta situação não pode continuar persistindo.
Caberá ao paulistano identificar, de maneira clara, aquilo que se põe a sua escolha e começar a mudar a correlação de forças políticas de São Paulo, a partir da capital.
Assim como aconteceu com o PRI mexicano e o Partido Colorado Paraguaio, a “institucionalização” do poder por parte deste círculo político predominante, pode representar sérios riscos a democracia brasileira, de tão retrógradas e excludentes se apresentam as ideias do conjunto societário que se agregam, ano após ano, para permanecerem fortes.
São Paulo que tem vocação para vanguarda, a metrópole que recebe gente do país inteiro e da América Latina, não pode se acomodar na louvação à retrógradas.


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Radialista Mução é preso em operação da PF

28.06.2012
Do DIARIO DE PERANAMBUCO
Por Wagner Oliveira

Apresentador foi detido durante operação de combate à pedofilia e à pornografia infantil


O radialista Mução é um dos presos de uma operação contra a pedofilia e a pornografia deflagrada nesta quinta-feira pela Polícia Federal  (Glynner Brandão/DP/D.A Press)
O radialista Mução é um dos presos de uma operação contra a pedofilia e a pornografia deflagrada nesta quinta-feira pela Polícia Federal

O apresentador de rádio Mução foi um dos suspeitos presos na manhã desta quinta-feira pela Polícia Federal (PF) que está realizando uma operação de combate à pedofilia e pornografia infantil nos estados de Pernambuco, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Ceará, Maranhão, Rio Grande do Norte e no Distrito Federal. O humorista que apresenta um programa diário numa rádio local foi detido em Fortaleza. 

A superintendência da PF em Pernambuco realiza nesta manhã uma entrevista coletiva para apresentar o balanço da ação. Mução é filho de Lina Vieria, a primeira mulher que comandou a Receita Federal do Brasil, que foi exonerada pelo então ministro da Fazenda, Guido Mantega. Antes de ir para Brasília, Lina comandava a 4ª Região Fiscal da Receita, que engloba os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Segundo a PF, pelo menos quatro dos 15 mandados de prisão expedidos pela Justiça já foram cumpridos. A operação DirtyNet (internet suja), como foi batizada, pretende cumprir ainda 50 mandados de busca e apreensão. O objetivo é desarticular uma quadrilha que compartilhava material de pornografia infantil pela internet. Os suspeitos vinham sendo investigados há cerca de seis meses. Durante esse período os integrantes do grupo foram flagrados trocando arquivos com cenas de adolescentes, crianças e bebês em contexto de abuso sexual. Os suspeitos também relatavam crimes de estupro cometidos contra os próprios filhos, além de sequestros, assassinatos e atos de canibalismo.

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Bicheiro paraense tem surto em CPI de bicheiro goiano

28.06.2012
Do blog ESQUERDOPATA, 27.06.12


Aos berros, senador tucano diz que CPI é ‘uma ditadura’ e abandona reunião

Mário Couto (PA) disse, após o episódio, que não vai mais participar da comissão e reclamou de direcionamento dos trabalhos

O senador tucano Mário Couto (PA) ficou bastante alterado nesta quarta-feira na reunião da CPI do Cachoeira – que investiga a relação do bicheiro com políticos – durante o depoimento do jornalista Luiz Carlos Bordoni, que trabalhou nas campanhas eleitorais do atual governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).

Aos berros, Couto disse que há “uma ditadura” na CPI e abandonou a reunião. Desde ontem, os tucanos vêm criticando os trabalhos da comissão e dizem que há direcionamento nos trabalhos para poupar o governador petista Agnelo Queiroz (Distrito Federal) e colocar Perillo na fogueira. Pouco antes, na mesma reunião, houve tumulto na CPI.

“Se Vossa Excelência não me deixar mais falar, eu me retiro. Aqui é uma democracia, que tem que ser respeitada, não estamos numa ditadura. É preciso acabar com isso, isso é uma miscelânea (?), uma avacalhação, isso não é uma CPI”, gritou Couto para o vice-presidente da CPI, Paulo Teixeira (PT-SP). Teixeira chamou sua atenção pela forma como o senador se dirigiu ao jornalista.

Antes de se retirar, Couto questionou Bordoni por ter confessado crimes durante seu depoimento, como a sonegação de impostos, e se disse “incomodado”(?) por ficar diante do jornalista.

Acareação do jornalista com Perillo

Bordoni disse em seu depoimento que aceita participar de acareações com Perillo e com todos as pessoas ligadas a ele que não aceitaram prestar esclarecimentos CPI. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) propôs, então, que o jornalista ficasse frente a frente com o bicheiro Carlos Cachoeira, investigado pela Polícia Federal por suspeita de chefiar um esquema de jogos ilegais.

Bordoni aceitou ser acareado com Cachoeira e disse que participaria também de acareação com o presidente da Agência de Transportes e Obras (Agetop), Jayme Rincón, e com Lúcio Fiúza Gouthier, ex-assessor de Perillo. Convocados para falar à CPI, o primeiro apresentou um atestado médico e o segundo foi beneficiado por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para ficar em silêncio.

Com Agência Senado e Agência Brasil 

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Caso Orlando: Veja diz que não tem que dar satisfação à verdade

28.06.2012
Do COMTEXTOLIVRE, 27.06.12


Já se passaram três semanas desde a absolvição de Orlando Silva pela Comissão de Ética da Presidência da República. Até o fechamento desta matéria, a revista Veja, base do processo contra o ministro, não deu uma linha sobre fato. A reportagem da TV Vermelho procurou o editor da Veja Brasília, Rodrigo Rangel, para saber o porquê do silêncio. Resposta:a Veja não tem que dar satisfação à verdade.
Em 12 de junho, a Comissão de Ética, por absoluta falta de provas, arquivou o processo contra o ex-ministro. O caso foi baseado em matérias da revista Veja com o policial militar João Dias, que acusou Orlando de ter recebido dinheiro ilegal de ONGs.
A matéria intitulada “Ministro recebia dinheiro na garagem”, da edição de 13 de outubro de 2011, foi assinada por Rodrigo Rangel, também editor da Veja Brasília. Rodrigo e Policarpo Junior, editor chefe do semanário em Brasília e um dos personagens envolvidos nos esquemas do bicheiro Carlinhos Cachoeira, se empolgaram na fabricação do texto. Ambos deram seis páginas para o suspeito PM João Dias e apenas oito linhas para a defesa de Orlando, por sinal, nenhuma apas do ministro.
Em entrevista à TV Vermelho, o ex-ministro afirma que, na época, foi apenas comunicado, por um editor da Veja, de que uma matéria sobre ele seria publicada no dia seguinte. Orlando afirma que a única chance de defesa que a revista ofereceu foi publicar uma nota do ministério na Veja Online. A edição impressa já estava a caminho das bancas.

Satisfação

Em agosto do ano passado, o mesmo Rodrigo Rangel chegou a ser agredido pelo lobista Júlio Fróes enquanto tentava cumprir uma das obrigações do bom jornalismo: ouvir o outro lado da história (aqui a notícia). Por que no caso de Orlando não foi possível ter o mesmo empenho?
Para saber esta e outras respostas é que a TV Vermelho procurou o editor da Veja. Basta ver o vídeo acima para saber a versão do outro lado: “Sim, mas eu tenho que dar satisfação a você?”, ironizou Rodrigo Rangel.
Tentamos explicar que não era à repórter que o jornalista devia uma satisfação, mas sim aos milhões de brasileiros que foram enganados ao longo de oito meses, graças às mentiras veiculadas na Veja. Mas e a verdade, ela não merece nenhuma satisfação? “Agora não posso falar, agora não posso falar”, repetia o editor da revista à nossa reportagem. 

Proceso na Justiça

O única tentativa do editor para justificar o absoluto silêncio da Veja sobre a absolvição de Orlando foi de que o processo continua correndo na justiça. 

Então noticie, pelo menos, há quantas anda o processo na Justiça! Sim, porque até o presente momento há apenas um processo e este foi movido pelo próprio Orlando Silva contra os caluniadores João Dias e Célio Soares, funcionário do PM que disse à Veja ter entregue dinheiro ao ex-ministro. 

Já houve uma primeira audiência. Célio Soares não compareceu e está desaparecido. Por este motivo, a Justiça não consegue intimá-lo para depor. O único a comparecer foi João Dias. Ele propôs a conciliação ao ex-ministro, que não aceitou.
Além do processo movido por Orlando contra os caluniadores, há um inquérito, a pedido da Procuradoria Geral da União, em andamento no STJ (Superior Tribunal de Justiça). Inquérito não é processo, mas sim, investigação. Até o momento, o ex-ministro não foi chamado para depor.

Impunidade

A grande ironia de toda esta história está nas duas frases que fecharam a primeira matéria, aquela de oito meses atrás: “A polícia e o Ministério Público têm uma excelente oportunidade para esclarecer o que se passava no terceiro tempo do Ministério do Esporte. As testemunas [João Dias e Célio Soares] estão prontas para entrar em campo”. 

Que piada. Mesmo dias depois da reportagem, João Dias se negou a comparecer ao Congresso para falar sobre o caso (aqui a matéria).
Já se passaram oito meses. Orlando segue a batalha de cabeça erguida. E a Veja? Só mesmo um milagre tem evitado que o dono da revista, Roberto Civita, não seja chamado a depor na CPI do Cachoeira.
Até quando a mídia vai ficar impune? 

Carla Santos

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A reação dos partidos ao golpe de estado no Paraguai

28.06.2012
Do BLOG DO MIRO, 27.06.12
Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:


O debate sobre as cores ou falta de cores ideológicas nos partidos de esquerda certamente é muito interessante. Mas é quando o bicho pega que vemos de que lado estão as legendas. Eu dei um passeio pelos sites dos principais partidos políticos, para ver como suas executivas nacionais reagiram ao golpe no Paraguai. Eis os resultados:


Condenaram o golpe: PSB, PT, PSOL, PCdoB, PDT (através de sua juventude).

Não falaram nada: DEM e PMDB (com exceção de nota sobre discurso de Simon).

Apoiou o golpe: PSDB.

Os dados mostram que alguns analistas estão certos e errados ao mesmo tempo quando afirmam que não há partido de direita no Brasil. Certos porque, de fato, os partidos supostamente de direita não tem coragem de se assumirem como tal. Errados porque há um partido, mais forte que todos: a mídia. Ela é o verdadeiro partido de direita no Brasil.

Observação: tenho pra mim que não se pronunciar sobre um evento dessa magnitude é ainda mais odioso (porque é também pusilânime) do que ter uma posição conservadora.

PS: PSDB acaba de se pronunciar a favor do golpe.
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Abaixo as notas:


NOTA OFICIAL – 22/06/2012

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) expressa seu repúdio ao golpe de Estado parlamentar em andamento no Congresso paraguaio com o objetivo de afastar do governo o presidente Fernando Lugo, agredindo assim a soberania popular daquele sofrido país, e ferindo as normas mais elementares da ordem constitucional, a começar pelo direito de defesa. Este golpe, se finalmente perpetrado, será a vitória da direita e das forças mais reacionários do Paraguai, ao arrepio das forças populares, das grandes massas e da sociedade.

O Partido Socialista Brasileiro ratifica seu integral apoio ao governo do Presidente Fernando Lugo e ao bravo povo paraguaio e convida toda a sociedade latino-americana a se manifestar contra este ato atentatório à democracia e liberdade dos povos.

Roberto Amaral
Primeiro-vice-presidente Nacional e Coordenador de Relações internacionais do PSB

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Comissão Executiva Nacional divulga nota em que condena manobra política que atenta contra a democracia

Nota de apoio ao Presidente Fernando Lugo

O Partido dos Trabalhadores expressa seu total apoio ao companheiro Fernando Lugo, vítima de perseguição política por parte da oposição de direita no Paraguai, por meio de um processo de impeachment que sequer assegura o direito de defesa do Presidente e o devido processo legal, configurando-se claramente como uma tentativa de golpe de Estado. Condenamos de forma veemente esta manobra política que atenta contra a democracia no Continente.

Exortamos os setores políticos paraguaios a respeitar a ordem democrática e o protocolo adicional do Tratado Constitutivo da Unasul sobre compromisso com a democracia e seguimos com atenção a missão de chanceleres da Unasul, que se encontra em Assunção para acompanhar o processo.

Apoiamos a mobilização do povo paraguaio na preservação de seus direitos e avanços democráticos. Reiteramos nossa solidariedade a Fernando Lugo e às paraguaias e paraguaios que o elegeram soberanamente em busca de mudanças na condução de seu país.

Comissão Executiva Nacional
Partido dos Trabalhadores

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22/06/2012 – 15:51


O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL – Brasil) condena veementemente a tentativa de deposição do presidente do Paraguai, Fernando Lugo, pelo parlamento daquele país. O julgamento em curso no Congresso paraguaio, liderado pelos partidos conservadores do país, visa desestabilizar a democracia, impedindo a conclusão do mandato do presidente democraticamente eleito. Isso explica o rito sumário que sequer assegura condições mínimas de defesa ao acusado.
Os recentes conflitos onde morreram uma dezena de camponeses merecem investigação e punição dos culpados, mas não podem servir de pretexto para um golpe parlamentar justamente por aqueles que governaram o país usando da violência e do autoritarismo. Estes setores não têm condições morais nem políticas para falar em democracia.
Assim, o PSOL defende investigações livres e transparentes sobre os crimes ocorridos em Canindeyú contra os camponeses sem-terra, e ao mesmo tempo, repudia qualquer tentativa de transformar a escalada de violência no campo, causada pela brutal concentração de terras nas mãos de latifundiários, em justificativa para desestabilizar o governo do Presidente Fernando Lugo e a democracia no Paraguai. Para o PSOL, o delicado momento que vive o Paraguai exige definir que o lugar dos socialistas é ao lado da democracia e da justiça social contra a tentativa de golpe parlamentar por parte dos partidos conservadores.

Deputado Federal Ivan Valente PSOL/SP

Presidente Nacional

Afrânio Boppré
Secretário de Relações Internacionais PSOL – Brasil

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Diante dos últimos acontecimentos vivenciados pelo presidente Fernando Lugo, do Paraguai, que enfrenta uma tentativa de golpe parlamentar, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) divulgou, na noite desta quinta-feira (21) uma nota de solidariedade ao povo paraguaio. Confira a íntegra do documento:

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) condena energicamente a votação, nesta quinta-feira (21), pelo Congresso Nacional da República do Paraguai, de um pedido de destituição do presidente eleito pelo voto popular, Fernando Lugo.

O juízo político, como é denominada a medida em votação no Congresso paraguaio, foi proposto pelos dois tradicionais partidos de direita deste país, o Colorado e o Liberal Radical Autêntico – este, partido do vice-presidente da República –, com base num rito sumário, sem direito ao contraditório, a partir da comoção gerada pelo massacre, ocorrido na sexta-feira (15), de duas dezenas de camponeses e policiais, durante uma desocupação de uma fazenda em Curuguaty, 250 km a nordeste de Assunção. A fazenda em questão é propriedade grilada por um ex-senador do Partido Colorado.

Há fortes indícios, amplamente noticiados, de que as mortes foram provocadas a partir da infiltração de provocadores entre os camponeses, visando desestabilizar o cenário político paraguaio, num momento em que já se discute a sucessão do presidente Lugo, cujas eleições ocorrerão em abril de 2013. O alvo é claro: impedir a continuidade de um governo progressista à frente do Palacio de los Lopez.

Nesse sentido, apelamos que a União Sul-americana de Nações (Unasul) se reúna emergencialmente*, e com base em sua cláusula democrática, impeça a consumação da destituição do presidente legítimo do Paraguai.

Depois do triste episódio ocorrido em Honduras, não podemos permitir novamente que, pelo golpe de Estado, as forças de direita vinculadas ao imperialismo ceifem mais um governo avançado em nosso continente.

São Paulo, 21 de junho de 2012.

Renato Rabelo - Presidente Nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)

Ricardo Alemão Abreu - Secretário de Relações Internacionais do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)

*A nota do Partido foi redigida antes da reunião da Unasul, que decidiu enviar uma comissão formada por ministros das Relações Exteriores para garantir a continuidade do governo constitucional de Fernando Lugo.

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A Juventude Socialista do PDT é a representante da União Internacional das Juventude Socialistas (IUSY) no Brasil. Neste sentido, considerando os recentes acontecimentos no país vizinho, além da nossa posição histórica em defesa das instituições democráticas e do compromisso com a solidariedade internacional subscrevemos a nota da IUSY na íntegra. Desta forma nos postamos juntos em apoio ao Presidente Lugo, ao Povo do Paraguai e aos companheiros das organizações afiliadas ao nosso campo político – Juventude do Pais Solidario e Juventude Febrerista Revolucionária.

NOTA TRADUZIDA:

Diante da iminente impeachment do Presidente da República do Paraguai, a União Internacional da Juventude Socialista(IUSY) manifesta total apoio ao processo liderado pelo presidente Fernando Lugo, e pressta solidariedade aos nossos irmãos e irmãs da Juventude País Solidário e Juventude Febrerista Revolucionária.

Após 60 anos de governo do Partido Colorado, a vida dos paraguaios foi revolucionada após a vitória da Aliança Patriótica para a Mudança em 2008 com a posse do presidente Lugo.

Apenas dois meses atrás, na abertura do nosso XXIX Congresso, em Assunção, a IUSY manifestou seu compromisso explícito para o processo de construção da Frente Guasu como coalizão progressista no Paraguai, e do processo de mudança liderado pelo presidente Lugo, com o objectivo de alcançar um segundo governo, que lhes permitam avançar na construção de um Paraguai mais justo e igualitário.

Os argumentos usados para iniciar o processo de impeachment não obedecem ou se baseaiam em qualquer mau desempenho de funções, sendo apenas um resultado direto de oportunismo político e de uma maioria conjuntural no Congresso.

Neste sentido, apoiamos as declarações de organizações-membros em que o caminho para resolver os graves problemas sociais e, especialmente, aqueles relacionados à posse da terra, não é uma mudança na presidência do país. Trata-se de chegar a um acordo social para encontrar soluções, na crença de que as grandes injustiças sociais são as causas do empobrecimento dos paraguaios.

Por estas razões, nós rejeitamos liminarmente a possibilidade de impeachment do presidente Fernando Lugo e reafirmar nosso compromisso de apoiar o processo de mudança iniciado em abril de 2008 até à sua conclusão e transferência de poder na sequência de eleições democráticas no próximo ano.

Em solidariedade,

Viviana Pineiro Beatriz Talegón

Presidente da REIS IUSY. Gen. IUSY

EXECUTIVA NACIONAL – JUVENTUDE SOCIALISTA DO PDT

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BLOG DO MIRO: Por que derrubaram Lugo?

27.06.2012
Do BLOG DO MIRO
Por Atilio Boron, no sítio Correio da Cidadania:

Acaba de se consumar a farsa: o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, foi destituído de seu cargo num julgamento sumaríssimo, no qual o Senado mais corrupto das Américas - e isso quer dizer muito! – o achou culpado de "mau desempenho" de suas funções devido às mortes ocorridas no despejo de uma fazenda em Curuguaty.

É difícil saber o que pode ocorrer daqui para frente. O certo é que a matança de Curuguaty foi uma armação montada por uma direita que, desde que Lugo assumiu o poder, estava esperando o momento propício para acabar com o regime que, apesar de não haver afetado seus interesses, abria um espaço para o protesto social e a organização popular, incompatíveis com sua dominação de classe.

Apesar das múltiplas advertências de numerosos aliados dentro e fora do Paraguai, Lugo não assumiu a tarefa de consolidar a grande, porém heterogênea, força social que, com enorme entusiasmo, o levou à presidência em agosto de 2008.

Sua influência no Congresso era absolutamente mínima, um ou dois senadores no máximo, e somente a capacidade de mobilização que demonstrasse nas ruas seria o fator que poderia dar governabilidade à sua gestão.

Mas Lugo não entendeu assim e, durante seu mandato, se sucederam múltiplas concessões à direita, ignorando que, por mais que a favorecesse, ela jamais iria aceitar sua presidência como legítima.

Gestos de concessão a favor da direita resultam unicamente em torná-la mais agressiva, e não em apaziguá-la. Apesar das concessões, Lugo sempre foi considerado um intruso incômodo, por mais que promulgasse, ao invés de vetar, as leis antiterroristas que, a pedido "da Embaixada", aprovava o Congresso – o mais corrupto das Américas.

Uma direita que, com certeza, sempre atuou irmanada com Washington para impedir, entre outras coisas, o ingresso da Venezuela no Mercosul. Lugo se deu conta tarde demais do quão "democrática" era a institucionalidade do Estado capitalista, que o destitui num tragicômico simulacro de julgamento político, violando todas as normas do devido processo.

Uma lição para o povo paraguaio e para todos os povos da América Latina e do Caribe: só a mobilização e a organização popular sustentam governos que querem impulsionar um projeto de transformação social, por mais moderado que seja, como tem sido o caso de Lugo.

A oligarquia e o imperialismo jamais cessam de conspirar e atuar e, se parece que estão resignados, esta aparência é inteiramente enganosa, como acabamos de comprovar há poucos instantes em Assunção.

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