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segunda-feira, 25 de junho de 2012

IMPERIALISMO NORTE-AMERICANO: O golpe de estado no Paraguai

25.06.2012
Do blog PALAVRA LIVRE, 24.06.12
Por Davis Sena Filho


Lugo compôs com a direita, que usou a questão da terra como estopim do golpe.
“Lugo compôs com a direita e da direita foi vítima de um golpe “parlamentar”. A verdade é que se ele não aceitasse o processo de impeachment, seria derrubado à força, pelas armas, como aconteceu com o presidente trabalhista de Honduras, Manuel Zelaya”.
Os Estados Unidos são imperialistas, e tudo mundo sabe disso. Os chamados yankees sempre exercitaram seu poder internacional com a diplomacia do porrete. Preocupados com os avanços conquistados pelos países da América do Sul, no que tange à construção do Mercosul e da Unasul, o governo estadunidense ficou com a barba de molho quando o Brasil do presidente Lula e do chanceler Celso Amorim, juntamente com a Argentina de Cristina Kirschner e sua diplomacia, resolveram enterrar de vez o processo de ingresso na Alca, que, moribunda, acabou com a economia do México, país que há anos é governado por governantes conservadores e, portanto, cúmplices dos ditames dos Estados Unidos.
Eis que a América do Sul, depois de passar por uma década relativamente tranquila no que concerne à legalidade constitucional e ao respeito ao jogo democrático, começa a ter problemas graves e complexos em relação a essas questões, pois o governo de Barak Obama, apesar de ser Democrata, mostra-se açodadamente imperialista e com uma conduta de intervenção em questões internas de países sul-americanos de menor potencial no que se trata ao PIB e ao IDH, além da desconfiança natural e histórica em relação a países maiores como Brasil e Argentina, que lideram os blocos de defesa e econômico (Unasul e Mercosul) do Sul das Américas.
Chile e Colômbia sempre se comportaram, nas últimas décadas, como um entrave para a unificação política e econômica da América do Sul, como queriam os libertadores da América espanhola Simón Bolivar e José de San Martín na primeira metade do século XIX. Na maior parte do tempo administrados por governantes conservadores, esses dois países sempre nadaram contra a maré dos interesses da região e por isso criam barreiras e se aliam à política externa dos Estados Unidos, se eles tem uma, porque intervenção e invasão de países independentes e autônomos não é o que se pode considerar diplomacia civilizada.
Federico Franco: golpista pode ser sócio do Mercosul e barrar a Venezuela?
 Os EUA, na verdade, nunca tiveram uma instituição diplomática da tradição e competência da Casa de Rio Branco, que é o Itamaraty, e por isso executam “políticas” de boicote à autodeterminação dos povos e à independência dos países periféricos em todo o planeta, com o claro objetivo de combater países emergentes como o Brasil e todos aqueles que optaram por uma política de sustentação de blocos econômicos e militares que visam, sobretudo, defender e atender os interesses dos países que compõem a América do Sul.
Entretanto, os obstáculos são altos e largos, porque os governos do Chile, da Colômbia e agora o do Paraguai se aliaram há muito tempo aos interesses dos norte-americanos, que tem enorme influência sobre os políticos, os banqueiros e o empresariado da agroindústria, especialmente os latifundiários, que, historicamente, financiam golpes de estado e cometem todo tipo de provocação, com o apoio e a cumplicidade dos sistemas midiáticos burgueses, que dão voz ativa às classes sociais dominantes, bem como repercutem negativamente as ações e as palavras de seus adversários, ao dar uma conotação de provocação, como aconteceu com o presidente progressista do Paraguai, Fernando Lugo, que tem fraquezas e defeitos, mas que foi eleito pela vontade do povo, nas urnas.
Dilma sabe que houve golpe no Paraguai, que deveria sair do Mercosul. E a legalidade?
 Lugo compôs demais com a direita e da direita foi vítima de um golpe “parlamentar”. A verdade é que se ele não aceitasse o processo de impeachment, seria derrubado à força, pelas armas, como aconteceu com o presidente trabalhista de Honduras, Manuel Zelaya, que foi retirado de sua casa de madrugada, de pijama e expulso do País pelos militares para San José, capital da Costa Rica, único país da América Latina que consta na lista das 22 democracias mais antigas do mundo e que aboliu seu Exército em 1948. 
Como se percebe, os juízes, os militares e os latifundiários de Honduras, país de tradição direitista, sabiam até para onde enviar o presidente deposto, que queria fazer plebescito para decidir sobre a instalação de uma assembléia constituínte, na qual o propósito era elaborar um nova constituiçao e, por conseguinte, fazer as reformas necessárias para o desenvolvimento do país. 
A questão latifundiária contou para a queda do presidente Fernando Lugo, acusado, equivocadamente e premeditadamente, como o responsável por mortes no campo de policiais e de sem terra pelos juízes da maior Corte Judiciária do Paraguai, com a efetiva cooperação dos senadores, a maioria conservadora, latifundiária e aliada dos militares, que sempre interferiram no processo político do país guarani.
Bolivar ficaria estupefato com a subserviência de golpistas da América do Sul.
Fernando Lugo sofreu um golpe. Agora o Paraguai e sua elite econômica estão com o caminho mais aberto ainda (já estavam) para implantar a política neoliberal, de concentração de renda e riqueza e ausência de investimentos, tal qual o Chile, a Colômbia e em um passado recentíssimo o Peru, se não fosse o candidato nacionalista Ollanta Humala vencer a conservadora Keiko Fujimori e, por conseguinte, ser eleito o novo presidente do Peru, o que faz com que o país andino se afaste pelo menos da cartilha neoliberal de exploração e rapinagem imposta aos povos dos países que lutam para se tornarem independentes em um ambiente de justiça social e compromisso com a democracia burguesa. Burguesa, mas pelo menos democracia.
Ainda não está claro se o Peru vai participar, efetivamente, da associação dos países sul-americanos da costa do Pacífico, que querem fazer um contraponto ao Mercosul e à Unasul. Keiko Fujimori é nada mais e nada menos do que a filha de Alberto Fujimori, ex-presidente neoliberal do Peru, que governou o país durante dez anos (1990/2000), com mão de ferro, rasgou a Constituição e no momento se encontra preso, acusado de tortura, corrupção, tráfico de influência, abuso de poder e de genocídio. Fujimori derrotou o grupo guerrilheiro Sendero Luminoso, prendeu seu líder, o professor de filosofia Abimael Guzmán, e a partir daí os paramilitares que enfrentavam a guerrilha e setores do sistema de segurança passaram a realizar todo tipo de crime e abusos principalmente no interior do país, com a devida cumplicidade do senhor Fujimori, que de político eleito passou a ser ditador.



Chávez é demonizado pela imprensa, e luta pela união da América do Sul.
 A grande questão e intenção da Casa Branca e da CIA é fazer com que a América do Sul não se una, pois, como define o velho adágio, a união faz a força. Para isso, os yankeesacenam com promessas de investimentos na área de segurança (o que ocorre há algum tempo com a Colômbia de governos conservadores que enfrentam a guerrilha das Farcs), a incluir no pacote a instalação de bases militares em terreno colombiano, bem como tentam também assegurar a intenção em solo paraguaio, que com a posse do vice-presidente e ora presidente, Federico Franco,  poderá ser concretizada.
Por sua vez, os EUA e seus falcões estão a conseguir, aos poucos, cercar os países que compõem o Mercosul cujos presidentes militam à esquerda do espectro ideológico. Dilma Rousseff, Cristina Kirschner, o deposto Fernando Lugo, José Mujica (Uruguai) e Hugo Chávez estavam a incomodar, e muito, os interesses geopolíticos e econômicos dos EUA na América do Sul. Para isso, necessário foi assegurar a constituição de uma politica agressiva de apoio aos políticos direitistas da região. Os EUA querem bases militares e nada mais. 

E países como o Chile, que sempre, nas últimas décadas, traiu seus vizinhos da região, unem-se aos EUA, como se conduziu no passado com a Inglaterra na Guerra das Malvinas, a ceder bases e gasolina aos aviões ingleses, além de outros “favores” de logística e alimentação, que cooperaram bastante para que a Argentina tivesse ainda mais dificuldades para enfrentar as forças militares dos imperialistas, que tiveram também o decisivo apoio dos norte-americanos, que cederam satélites e armamento aos ingleses e, consequentemente, não honraram os acordos de autodefesa dos países americanos firmados na OEA..
O trabalhista Zelaya levou um golpe em 2009, com a cumplicidade dos EUA.
Chile e Estados Unidos são como carne e unha. A Colômbia também, mas tem diferenças com os gringos quanto às bases militares e à intromissão em assuntos internos. Apesar de o atual presidente, Juan Manuel Santos, ser conservador, ele está luz de distância do ultradireitista Álvaro Uribe, que em seus oito anos de governo se aplicou a ter uma relação de embate com o Mercosul e a Unasul e principalmente com seu vizinho venezuelano Hugo Chávez. Juan Manuel Santos, apesar de ser correligionário de Uribe, é mais moderado e acenou, antes mesmo da sua posse, que estaria aberto ao diálogo, inclusive com Hugo Chávez, o que acalmou os ânimos no norte do continente.
Acontece que com a queda de Fernando Lugo neste mês e o golpe de estado contra Manuel Zelaya em 2009, cria-se uma enorme desconfiança quanto à estabilidade da democracia representativa (burguesa) e não popular na América do Sul. A imprensa comercial e privada já iniciou a defesa do golpe perpetrado pelo Judiciário e pelo Senado paraguaios contra o presidente Lugo. Guardiões do jornalismo de má-fé como Merval Pereira, Augusto Nunes e Reinaldo Azevêdo e especialista de prateleira da Globo News da estirpe do professor Marco Antônio Villa, da Universidade Federal de São Carlos, não medem consequência e desvirtuam a realidade, pois, de forma branda ou direta, defendem o golpe contra Lugo, como o fizeram com o presidente Zelaya. 

Até hoje o hondurenho não voltou ao poder, porque os autores desses crimes contra as leis, a constituição são os aliados seculares e poderosos de sempre: os juízes, os militares, os latifundiários, os banqueiros e os políticos de direita, que apostam na ilegalidade, na imoralidade e na violência para manter seus privilégios de classe, seus negócios, a reboque de migalhas que o capitalismo yankee cede a eles e, em contrapartida, mantém seus interesses colonialistas intactos na América Latina, a qual, equivocadamente e soberbamamente, chamam de quintal.
Ollanta, nacionalista, sabe que o Peru é andino mas se interessa pelo Mercosul.
 A aliança das burguesias latinas com os donos do capital mundial que vivem no norte das Américas é a pior realidade que os povos latinos americanos e os governantes trabalhistas e socialistas tem de enfrentar. Não é fácil governar em um sistema contaminado pelo pensamento de elites conservadoras e subservientes, fundamentalmente colonizadas, violentas com seus povos, refratárias à nacionalidade, dispostas a se aliar ao neocolonizador e possuidora de um imenso complexo de vira-lata. Derrubam os adversários e ultrajam o jogo democrático para manter os interesses do establishment em âmbito mundial.
É dessa forma que se comportam as elites e a imprensa brasileira, controlada pelos barões, que no passado se aliaram a estrangeiros e apoiaram golpes de estado, como o de 1964. Os barões reacionários que empregam jornalistas e comentaristas de prateleira para que eles defendam o indefensável, justifiquem o injustificável e qualifiquem o que é inqualificável, que é o caso do golpe de estado, que eles chamam de “parlamentar”, porque querem homens e mulheres de direita a ocupar cadeiras de presidentes da República na América do Sul e Latina mesmo se for de forma criminosa. E depois ficam a deitar falação sobre liberdade de imprensa e de expressão. Cinismo e má-fé na veia. É o fim da picada tanta trapaça e desfaçatez.
Hillary Clinton se conduz como um falcão, ave de rapina que apoia golpes.
Os Estados Unidos querem diminuir a influência do Brasil — potência regional cujo PIB é da ordem de US$ 3,4 trilhões — nas Américas do Sul e Central. Para isso, os “gringos”, como dizem os mexicanos, precisam de um contraponto contra a hegemonia brasileira. Os estadunidenses querem um bloco (neo)liberal, quase andino, voltado ao Pacífico, mas sem a presença e o apoio do Equador de Rafael Correa e da Bolívia de Evo Morales, que já avisaram que não reconhecem o governo do atual presidente do Paraguai, Federico Franco, filho da cruel oligarquia do país guarani. Franco, com sua cabeça oligarca e de direita, avisou que não gosta de Hugo Chávez e, portanto, vai manter a posição equivocada e presunçosa para um país pobre como o Paraguai de bloquear o ingresso da Venezuela, potência petrolífera, no Mercosul, realidade esta que acontecia com o esquerdista e deposto Fernando Lugo, que atendia à violenta oligarquia rural e militar do Paraguai.
Os líderes direitistas da América Latina querem formar um grupo econômico, que eles chamam de Bloco do Pacífico ou Área de Integração Profunda (AIP). Por trás desse bloco estão os Estados Unidos, que querem recuperar a influência perdida na região. A Colômbia tem se afastado um pouco dosyankees, porque até hoje eles não atenderam reivindicação dos colombianos que é firmar um acordo de livre comércio entre os dois países. Além disso, os norte-americanos preferem concretizar tratados bilaterais, que é uma forma de desunir os países da América do Sul. O presidente colombiano recentemente afirmou: “Precisamos fazer um contraponto ao Brasil, ao Mercosul e à Alba, esta última criação de Chávez que tem o apoio do Equador e da Bolívia. Mas o que importa é que os EUA querem a divisão para poder mandar e continuar com sua política externa de exploração e espoliação dos povos periféricos.
Não compreendo a política externa brasileira com o chanceler Antônio Patriota à frente. O respeito como diplomata, mas o considero pouco incisivo no que tange a defender os interesses do Brasil, do Mercosul e da Unasul. A Venezuela, há muito tempo, por sua importância política e econômica, deveria estar integrada ao Mercosul, independente da posição do Paraguai, cujos políticos confundem preconceito ideológico com o pragmatismo necessário para que possamos ter um bloco econômico cada vez mais forte e que cooperou, sem sombra de dúvida, para que a América do Sul não sentisse tanto a crise internacional que desde 2008 aflige a Europa e os EUA.
Apoiado pelos EUA, Fujimori está preso é acusado de genocídio. Neoliberal.
    A presidenta Dilma Rousseff deveria ser mais dura com os golpistas do Paraguai, como o foram Lula e Celso Amorim no caso do golpe contra Manuel Zelaya. Só não fizeram mais porque não poderiam invadir Honduras. Contudo, a posição do Governo Lula foi franca, nada camaleônica e direta contra os golpistas, que até hoje lembram da posição diplomática do Brasil, País que, ao que parece, aprendeu com a história e por isso não tolera golpes de estado contra presidentes eleitos, como ocorreu aqui em 1964. 

     Apenas a direita aposta em aventuras pérfidas como essas, com o apoio irrestrito da imprensa burguesa e seus especialistas de prateleira. A Venezuela tem de ser parte do Mercosul e o presidente do Paraguai, filho da oligarquia, tem de ser chamado a atenção, porque dirigentes golpistas não podem ser sócios de países que respeitam o jogo democrático. O Brasil tem de fazer alguma coisa. A história de 1964 é muito triste. O golpe de estado no Paraguai é contra a América do Sul e a civilização. É isso aí.
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Fonte:http://davissenafilho.blogspot.com.br/2012/06/o-golpe-de-estado-no-paraguai.html

FHC: a submissão colonizada ao tirar os sapatos em Miami

25.06.2012
Do BLOG DA DILMA,  24.06.12
Por  DAVIS SENA FILHO

Celso Lafer tirou os sapatos e escancarou a subserviência da elite deste País.


“Quem tirou os sapatos, de forma subalterna, não foi apenas o ministro das Relações Exteriores, Celso Lafer, mas, sobretudo, o governo entreguista e neoliberal de FHC”. (DSF)

A notícia vergonhosa correu pelo Brasil em 31 de janeiro de 2002: “Ministro das Relações Exteriores Celso Lafer tira os sapatos no aeroporto de Miami”.

Sempre quando tenho oportunidade cito este fato, este humilhante acontecimento para o Brasil e para o seu povo. O episódio é simbólico e retratou o Brasil colonizado, subserviente, dominado e sem esperança, porque autoridades descompromissadas com a grande Nação brasileira se submeteram aos ditames e aos interesses dos países considerados desenvolvidos, notadamente os EUA. Foi vergonhosa a conduta do senhor chanceler Celso Lafer, bem como demonstrou que quem tem complexo de vira-lata é uma parcela de nossa elite colonizada e atrasada, pois acostumada que é em receber ordens e migalhas de quem ela considera ser a Corte.

Espero, até o fim da minha vida, nunca mais ter de ver o Brasil de joelhos, com o pires na mão e submetido às ordens e aos interesses dos imperialistas colonizadores. As correntes neoliberais e oligárquicas do Itamaraty sempre defenderam que a instituição de Rio Branco efetivasse uma política externa de punhos de renda e mancomunada com os salões de Washington, Londres e Paris. Lula acabou com isso e efetivou uma política externa não alinhada e baseada na igualdade entre os países no que é relativo ao tratamento e aos respeito na hora de tratar de negócios e de política internacional.

O Brasil se voltou para a África, abriu espaços na Ásia amarela e no Oriente Médio e fortaleceu o Mercosul e a Unasul e rejeitou a Alca estadunidense que quase levou o México à bancarrota e à insolvência, bem como passou a participar com mais força e ênfase de questões internacionais, além de estar a lutar por uma cadeira cativa no Conselho de Segurança da ONU. A política do Itamaraty no Governo Lula foi independente ao ponto de ter sido criado o G-20 e os Brics, organizações criadas com forte influência brasileira e que hoje tem força econômica tão poderosa quanto o G-8, no que diz respeito à comparação dos PIBs e dos mercados internos desses 20 países com os dos países desenvolvidos e que atualmente estão a penar com a crise iniciada em 2008, que gerou alto desemprego, dívidas gigantescas e protestos, alguns violentos, nas ruas das metrópoles europeias e dos EUA. Hoje, o mundo vive uma nova realidade de correlação de força e poder. É visível. Não enxerga quem não quer. Intelectuais das universidades mais importantes do mundo e políticos e burocratas de países em crise econômica reconhecem esses novos fatores.

Além disso, o Governo de FHC (Itamaraty) teve a desfaçatez de propor que o Brasil apoiasse os países ocidentais belicosos na invasão do Iraque. Agora fica a pergunta que não quer calar: no futuro, hipoteticamente, qual seria a moral do Brasil em relação a ter apoio da comunidade internacional, por exemplo, se os EUA da América e seus aliados de pirataria da OTAN resolvessem invadir o gigante sulamericano de língua portuguesa por causa do pré-sal ou da Amazônia ou até mesmo por causa da água? Porque se um país invade o outro e o seu governo apoia ou participa de tal ação de guerra não tem como reclamar depois se for invadido. Não é isso? Pois bem, era exatamente este argumento que o grande chanceler nacionalista, Celso Amorim, usava para refutar “convites” para o Brasil fazer parte de alianças bélicas, de pirataria e rapinagem.

Voltemos aos sapatos e aos pés descalços do chanceler tucano de FHC. A conduta equivocada e submissa de Celso Lafer humilhou o valoroso e trabalhador povo brasileiro. Sempre quando tenho oportunidade lembro do lamentável acontecimento. Cito-o em muitos dos meus textos e artigos, em casa para a minha família, no restaurante com os amigos, no trabalho e em qualquer conversa, informal ou não, em que o Brasil e a sua independência e autonomia se tornam referências ou objeto de questionamentos. O tirar os sapatos do chanceler Celso Lafer resume o que foi o governo entreguista do vendilhão e neoliberal Fernando Henrique Cardoso e o seu descompromisso com a Pátria. É submissão em toda sua plenitude e o complexo de vira-lata na veia.

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QUEM SÃO OS JUÍZES DO RIO QUE ABSOLVEM DANIEL DANTAS

25.06.2012
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

A Justiça brasileira não faz mais parte do “plano de negócios” de Dantas.



Conversa Afiada considera indispensável identificar os Juízes da Justiça do Rio que absolvem Daniel Dantas.

O que talvez explique por que ele não move ação no Crime contra este ansioso blogueiro.

Porque a ação no Crime correria por São Paulo.

E Dantas prefere o Rio.

Os Juízes do Rio Flavia Romano de Rezende; Fabio Dutra; Lucia Helena do Passo;  Vera Maria Van Hambeeck; Camilo Ribeiro Ruliere; Rossidelio Lopes da Fonte (duas vezes) são os que deram ganho de causa ao passador de bola apanhado no ato de passar bola contra este ansioso blogueiro.

Tudo somado, com as multas diárias e punições extravagantes, isso dá, por baixo, um milhão de Reais !

Um milhão !

Mixaria.

Como se o criminoso fosse o ansioso blogueiro.

Um homicida, já que nem a homicidas se aplicam penas pecuniárias desta monta.

Trata-se, portanto, de uma estratégia para calar o ansioso blogueiro pelo bolso.

Estrategia inútil.

Como se vê na aba “Não me calarão”, entre perdas e danos, o ansioso blogueiro tem a receber mais do que a pagar – se é que jamais pagará qualquer coisa.

Só do Enio Mainardi, da Editora Abril e do Nelio Machado, advogado que, parece, foi demitido pelo passador de bola, dá para pagar tudo isso e muito mais.

Além do exercício da Censura – clique aqui para ler o que decidiu o “Dr Pinto Junior, ao proteger o valentão do PSDB” -, as dezenas de ações que Daniel Dantas move contra diversos jornalistas sujos, têm um caráter nocivo: com os recursos advindos da Privataria Tucana, onde “ele foi brilhante”, e seus 1001 advogados, Dantas se vale dos mecanismos da Justiça, e a utiliza para esconder o que a Justiça da Inglaterra e o Banco Mundial conhecem muito bem.

Que ele foi um banqueiro que forjava a abertura e a movimentação de contas, que é dependente de escutas ilegais, e que é um passador de bola apanhado pelo jornal nacional.

O banqueiro condenado considera que são os jornalistas que maculam a sua honra.

Como se ele fosse a versão FEBRABAN da conterrânea Irmã Dulce.

Na Inglaterra, atrás das grades, ele não ousaria dizer tal disparate.

Mas, aqui, ele deita e rola na Justiça  - às vezes.

O advogado deste ansioso blogueiro, Dr Cesar Marcos  Klouri, acaba de recolher as provas de uma rudimentar fraude, com rasuras a mão, para transferir uma ação de uma Vara para outra – na Justiça do Rio.

A carreira de Dantas se construiu com “vitórias” na Justiça.

Impecável depoimento do jornalista Samuel Possebon, da Teletime, a um documentário/livro que este ansioso blogueiro prepara para lançar com os recursos obtidos em ações judiciais, mostra que o business plan de Dantas sempre foi: montar “teias societárias” e referendá-las na Justiça, ainda que ilegais.

Dantas costuma perder na Justiça.

Especialmente para este ansioso blogueiro e para o Mino Carta.

Ele obtém vitórias efêmeras.

E nessa carreira de brilho provisório,  ele contou com decisões que se inscreverão na História da Magistratura Brasileira como exemplos edificantes  da batalha contra o crime organizado.

Entre os juízes que “absolveram” Dantas e o acompanharão em sua biografia, cabe  ressaltar Gilmar Dantas (*), que, em 48 horas, lhe concedeu dois HCs Canguru, a despeito do que o jornal nacional exibiu.

Ressaltem-se as decisões da Dra Cecilia Mello, da Justiça de Sao Paulo, que ignorou provas inequívocas e jogou a Operação Kroll no lixão do José Abreu, da “Avenida Brasil”.

Como diz o Mino Carta, se o Brasil fosse razoavelmente sério, Dantas estaria atrás das grades já por conta da Operação Kroll.

(Destruir provas na Justiça é uma das especialidades do banqueiro condenado.)

Destaque-se nesse capítulo o Dr Adilson Macabu, do Superior Tribunal de Justiça, que, à la Gilmar Dantas (*) e Dr Tourinho, no caso do Carlinhos Cachoeira, considerou  que a Satiagraha continha irremediáveis maçãs podres.

(Antes de julgar o mensalão tucano, o STF restabelecerá a legitimidade da Satiagraha, já que o ansioso blogueiro não acredita que o Supremo, por suas próprias mãos, vá tirar Daniel Dantas da cadeia pela terceira vez.)

O filho do Dr Macabu trabalhou no escritório do Dr Sergio Bermudes, advogado de Dantas, empregador da mulher de Gilmar Dantas e, de tão íntimo de Gilmar, acabou por provocar o pedido de impeachment de Gilmar, a pedido do Dr Piovesan.

Um verdadeiro B.O.

Dantas pra lá, Dantas pra cá …

Juiz pra cá, advogado pra lá …

Filho pra cá, esposa pra lá.

Mercedes Benz , haras, Central Park …

Viva o Brasil !

Nessa ilustre lista de Juízes sensíveis aos argumentos “técnicos” dos advogados de Dantas inclui-se o Dr Ali Mazloum, que continua a exercer a atividade de ministrar a Lei – sempre com redobrado espírito público –  graças a  providencial  intervenção de … de … quem ?

De Gilmar Dantas  (*)!

Gilmar Dantas (*) o salvou de uma aposentadoria antecipada ao soar do gongo.

Agora, Mazloum põe para andar uma ação que tem o objetivo de destruir não a Satiagraha, mas Protógenes Queiroz, o delegado que prendeu Dantas duas vezes.

(E ainda pretende prendê-lo.)

Em obstinada perseguição, Mazloum incluiu  entre os “criminosos” este ansioso blogueiro, que cometeu a impropriedade de telefonar para Protógenes.

O ansioso blogueiro confessou o “crime”.

De fato, ligou para Protógenes, muitas vezes.

E também para o Ligue-Taxi, Disque Pizza, 5 àSec,  Sushi Delivery e o Palácio do Planalto, a Casa Branca, e o Vaticano.

Dizem que o Juiz que Gilmar salvou se aborreceu com a sincera “confissão”.

E foi ao Supremo, onde uma derrota o espera.

Dantas está mal acostumado.

Como a Privataria é uma bomba no colo dos tucanos de Sao Paulo – leia-se Cerra e FHC – , o PiG (**) também trata o Dantas como “brilhante”.

Finge que não vê.

Acoita-o,  para usar expressão que o Senador Collor recuperou ao tratar de outro exemplar da contemporânea Magistratura.

O Estadão acaba de dar uma prova desse acovardamento: rapidinho, trocou “capangas” por economistas a serviço de Dantas.

Dantas defende terra grilada a bala e o PiG acha normal.

Como diz Franklin Martins, o PiG quer ser independente do Governo mas é dependente do Dantas.

O Dr Cesar Marcos Klouri se prepara para tomar as providências que responsabilizem, inclusive do ponto de vista pecuniário, a continuada manipulação judicial de Dantas.

Dantas não manda na Justiça brasileira.

A Justiça brasileira não faz mais parte do “plano de negócios” de Dantas.


Paulo Henrique Amorim


(*) Clique aqui para ver como eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas (*) ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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Como se deu a aliança do PMDB com o PSB

25.06.2012
Do blog ACERTO DE CONTAS
Por Pierre Lucena


Como é de conhecimento de todos, neste momento se concretizou a aliança entre o PMDB e o PSB para as eleições deste ano, tendo Geraldo Júlio como candidato a Prefeito.

Nas últimas semanas estava evitando falar de qualquer fato relacionado à candidatura de Raul Henry, porque há dois meses fui convidado por ele para ser o Coordenador de seu Programa de Governo, e acertamos que iríamos publicizar isso apenas quando a candidatura estivesse confirmada. Muita gente já sabia por que estávamos reunindo pessoas com muita frequência, avançando bastante na formação de propostas e de um documento.

Na verdade minha amizade pessoal com Raul é de conhecimento das pessoas que frequentam o Acerto de Contas. E, além disso, é algo que me honra bastante, pois além de tudo, é uma pessoa decente.

A candidatura de Henry caminhava tranquila, dentro de uma estratégia onde a oposição possuía algumas candidaturas, tendo Mendonça Filho como um dos principais candidatos (além de Raul), e a situação caminhava junto ao PT, tendo Eduardo como aliado.

Politicamente o que esperávamos era uma via política entre o petismo e o antipetismo, representado pelo DEM.

Esse caminho foi atropelado pelos fatos, já que Eduardo Campos acabou rompendo com o PT, reorganizando a Frente Popular em torno de um nome novo (Geraldo Júlio), e a candidatura de Raul Henry foi fragilizada no principal patrimônio de uma campanha: o discurso.

De uma só vez, Eduardo conseguiu arrumar um discurso e a condição política para exercê-lo. Além disso, ainda rompeu a principal barreira de entendimento com o PMDB local: o acordo político com o PT.

Estive nestes últimos dias envolvido em uma intensa negociação com Raul, para tentar agregar a oposição em torno de um projeto que fosse viável. Infelizmente nenhum dos candidatos, à exceção de Raul Jungmann, estava disposto a retirar sua candidatura, o que tornava qualquer postulação impossível do ponto de vista eleitoral e político.


Conversei com Augusto Coutinho, com Jungmann, com Daniel Coelho e outras pessoas do PPS e do PSDB, para saber da possibilidade de algumas uniões que tornasse viável o projeto da oposição.


Na sexta-feira foi feita uma tentativa de unificação da oposição, sem sucesso. Ficou acertado que no sábado cada candidato enviaria um representante, que no nosso caso foi Roberto Pandolfi. Mais uma vez não tivemos sucesso.

E digo mais, nossa decisão era de que Raul sairia candidato se tivesse o apoio do PSDB e PPS, mesmo Mendonça saindo pelo DEM. Nossa ideia era uma chapa tendo Raul como candidato e Daniel Coelho como vice. Mas as sinalizações neste sentido não existiram.

No sábado à tarde ainda liguei para Daniel Coelho (Raul também falou com ele) que disse que não havia condições de caminhar neste sentido, porque era importante para o PSDB a sua candidatura.


Raul decidiu reunir ontem um grupo de 20 pessoas, entre membros do PMDB e colaboradores próximos da campanha, para decidir o que fazer diante do esfacelamento de projetos da oposição, e da nova situação, onde o candidato de Eduardo passaria a representar o discurso da mudança, levando em consideração a péssima gestão de João da Costa.

Sou testemunha, porque estava na reunião de ontem à noite, que Raul tentou encontrar uma solução possível dentro da oposição.

Depois de um entendimento amplo de todos os presentes, ficou acertado que o grupo não iria seguir o caminho das candidaturas que estava na oposição, e nem lançar Raul em uma aventura eleitoral, diante da falta de discurso.

E repito aqui o que disse para Raul e todos os presentes na reunião: uma pessoa pode ser candidata sem dinheiro e sem apoio, mas nunca sem discurso.

Optou-se por agregar o PMDB a esta candidatura de Geraldo Julio por entender que é o caminho a seguir a partir de agora. Não é segredo para ninguém que Eduardo e Raul são amigos de universidade e de movimento estudantil, e que Eduardo buscou uma aproximação com Jarbas há poucos meses. A decisão foi de se juntar a este projeto sem pedir nada em troca.

O momento é muito mais de acreditar do que de cobrar.

Muita gente deve se perguntar por que não apoiar Mendonça.

Sou muito sincero, quando falo que ninguém no grupo, absolutamente ninguém, tem qualquer problemas com Mendonça. Muito pelo contrário. É uma pessoa afável, correta, e que já esteve junto ao PMDB durante anos. Eu mesmo trabalhei com ele no Governo Jarbas e sei que todos têm por ele grande consideração.

Mas mesmo muitos gostando de Mendonça, a questão era muito mais ideológica, onde se entendeu que não deveria voltar a uma situação de agrupamento político com o Democratas, apesar de reconhecer o excelente relacionamento com os seus correligionários.

Só tenho a agradecer a Raul a confiança depositada em mim nestes dois meses, onde aprendi bastante sobre a cidade com muitos formadores de opinião.


Foi a primeira vez que vi a cidade ser debatida, e acredito que Geraldo Júlio poderá aproveitar este momento de discussão e iniciar um processo de modificação da tragédia urbana que vivemos. Condições políticas e técnicas ele tem de sobra neste momento.


Lamento apenas porque sou testemunha de que Raul estava se preparando muito para debater a cidade, e porque sei da decência com que conduz as coisas.

No fundo o que está acontecendo é uma profunda rearrumação de forças, onde o PT ficará de um lado, o DEM do outro, e uma nova Frente Popular no meio.

E essa Nova Frente vai durar muito tempo.
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ELEIÇÕES EM SÃO PAULO: PCdoB anuncia apoio a Haddad em São Paulo

25.06.2012
Do blog ESQUERDOPATA



O PCdoB anunciou nesta segunda-feira 25 apoio à candidatura do petista Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo. A decisão foi confirmada durante encontro realizado no Instituto Lula, em São Paulo, no qual participaram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Haddad e dirigentes do PCdoB, como o presidente nacional do partido, Renato Rabelo e o ex-ministro Orlando Silva.

O vereador Netinho de Paula, cotado como candidato do PCdoB à prefeitura, também participou da reunião. Ele desistiu da candidatura própria para apoiar Haddad, alegando que polarização da eleição fez o PCdoB tomar a atitude de desistir da candidatura própria. Em entrevista para anunciar o parceria oficialmente, Netinho disse sair da disputa “ferido, mas não derrotado”. “Não dá para esconder que o coração do negão está ferido”, afirmou. O vereador, entretanto, disse que fará campanha para Haddad “com alegria”.

Com o apoio do PCdoB, o PT ganha mais 35 segundos no horário eleitoral e terá cerca de um minuto e meio a mais por programa do que o seu principal adversário, José Serra (PSDB), líder das pesquisas até aqui.

Até a última semana, o PCdoB anda mantinha conversas com Gabriel Chalita (PMDB) e deixava em aberto a possibilidade de lançar Netinho de Paula como cabeça de chapa.

Outros apoios

O PT ainda tenta atrair o PTB, partido da base aliada da presidenta Dilma Rousseff. O PTB, que é cortejado também por Serra e Chalita, ainda cogita lançar Luiz Flávio D’Urso à prefeitura.

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BLOG DO MIRO: RN: O lugar onde o crime compensa

25.06.2012
Do BLOG DO MIRO


Por Daniel Dantas Lemos, no blog De olho no discurso:

Esta semana fez exatamente um mês. 

O que você acha que aconteceria caso uma das principais lideranças políticas do estado fosse flagrada em escutas telefônicas combinando o uso da conta pessoal de um tesoureiro de campanha para transferir dinheiro a fim de comprar apoio político de dois vereadores da capital? Se esse líder político fosse o marido da governadora do estado e um dos vereadores a serem comprados fosse o presidente da Câmara Municipal da capital? 


Se esse mesmo líder, marido da governadora, em outra ligação, ao conversar sobre a defecção de dois deputados estaduais da campanha da mulher, dissesse literalmente que tinha “um dinheirinho para mandar” na tentativa de reverter a mudança de voto dos dois deputados? E se um desses dois deputados fosse o presidente da Assembleia Legislativa? 

E se você ouvisse que seriam depositados R$ 100 mil na conta de campanha de um deputado federal mas que esse dinheiro não era dele? Ou seja, que o grupo político teria que inventar recibos e notas fiscais frios para retirar esse dinheiro da conta do deputado para uso na campanha ao senado. E se essa candidata ao senado, eleita, fosse a atual governadora do estado? 

E se você ouvisse diversas gravações mostrando as articulações para uso de notas fiscais frias para justificar gastos de campanha na prestação de contas? 

Você não veria nisso um escândalo político sem igual na história do estado em questão? Você não esperaria ver o tema estampado em todos os jornais locais e, inclusive, em veículos nacionais? 

Você não gostaria de ver uma ação enérgica do Procurador Geral da República para investigar e punir exemplarmente os envolvidos - cujos crimes supostos prescreverão apenas em 2018? 

Por que, então, o #Caixa2doDEMnoRN, com raras exceções, não foi destaque dos veículos convencionais de imprensa? Por que sequer revistas como a CartaCapital não lhe deram espaço? Por que apenas o jornal O Globo se interessou e, ainda assim, foi silenciado pela ação do líder do PMDB na Câmara Federal? E por que ninguém se indignou com essa afronta à liberdade de imprensa? 

Por que ninguém se indigna com a incapacidade da Procuradoria Geral da República em responder, há praticamente um mês, sobre o que foi feito de uma investigação que recebeu há três anos? 

Por que essa enorme inação, silenciamento, sufocamento histórico? 

Porque, parece, no RN o crime compensa. Para os poderosos. Mesmo que tantos elementos e indícios claros tenham sido levantados e deixem perplexos o que os lêem e ouvem, os poderosos têm o direito de não serem incomodados até que os seus supostos crimes prescrevam. 

E tudo com a anuência, parece, do espreguiçador geral, Roberto Gurgel. 

Vamos deixar, como sociedade, que crimes tão evidentes restem, ao fim, impunes? Vamos deixar que aqueles que fazem o meio campo entre a comunidade e os fatos prossigam omitindo fatos dessa gravidade? Quantos outros ainda serão sonegados? Quantos criminosos restarão impunes e aparecerão como éticos e perfeitos políticos? Probos. 

Uma última questão: se o PGR não encontra os áudios e relatórios da investigação de 2006, que recebeu em 2009, o nosso Procurador Geral de Justiça, Manoel Onofre Neto, não poderia reencaminhá-los para Gurgel? Ainda dá tempo de a impunidade não prevalecer. 

Linha do tempo 

5 de setembro a 26 de outubro de 2006 - O telefone celular de Francisco Galbi Saldanha é inteceptado com autorização judicial no contexto de uma investigação em Campo Grande (RN). Em 42 conversas aparecem claramente diversas evidências de crimes eleitorais cometidos pelo PFL na campanha eleitoral: Caixa 2, compra de apoios políticos, compra de votos, uso de notas frias e falsos recibos. 

2009 - com o fim da investigação principal, o Ministério Público estadual encaminha os áudios e relatórios do #Caixa2doDEMnoRN para o Ministério Público eleitoral no RN e para a Procuradoria Geral da República. Por envolver personagens com foro de prerrogativa, o MPE também encaminha o material para a PGR. Estão envolvidos a então senadora Rosalba Ciarlini (DEM), o senador José Agripino (DEM) e o deputado federal Betinho Rosado (DEM). 

21 de maio de 2012 - Recebo os áudios da investigação e publico os primeiros deles. De imediato, o Blog do Barbosa deu ampla cobertura ao caso.

22 de maio de 2012 - O Jornal de Hoje publica a primeira de uma série de reportagens sobre o tema. O Portal No Minuto também cita o caso. 

24 de maio de 2012 - O Ministério Público do RN emite nota de esclarecimento em que relata a investigação em questão e o envio das provas coletadas aos órgãos ministeriais adequados. 

25 de maio de 2012 - Repórter Chico de Gois, da sucursal de O globo em Brasília, entra em contato interessado na pauta. A pauta foi derrubada, dias depois, após interferência do deputado federal Henrique Alves (PMDB), após pedido de Carlos Augusto Rosado, principal voz nas conversas gravadas. 

27 de maio de 2012 - São publicados os últimos áudios dentre os 42 recebidos no início da semana. 

28 de maio de 2012 - MPF no RN informa que material recebido do Ministério Público do RN foi encaminhado à Procuradoria Geral da República. Primeiro contato com a Procuradoria Geral da República em busca de informações sobre o que foi feito da investigação, recebida em 2009. Até hoje, a PGR não conseguiu responder. 

30 de maio de 2012 - Realizado tuitaço com a hashtag #Caixa2doDEMnoRN, que permaneceu cerca de uma hora ininterrupta como mais citada do Twitter no Brasil. Nesse dia, o Blog do Miro divulgou os áudios. 

7 de junho de 2012 - O #Caixa2doDEMnoRN é publicado com destaque pelo blog Vi o Mundo, de Luiz Carlos Azenha. No mesmo dia, é publicado pelo blog da Maria Fro, de Conceição Oliveira. 

9 de junho de 2012 - Primeira publicação do caso no blog Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim. 

13 de junho de 2012 - A Tribuna do Norte fala, pela primeira vez, sobre o assunto. A colunista Eliana Lima publica entrevista com o Procurador Geral de Justiça, Manoel Onofre Neto, sobre o tema. Onofre reitera conteúdo da nota publicada em 24 de maio.

Nesse dia o processo que cuida das interceptações telefônicas no âmbito da justiça estadual foi reativado e foi apresentada uma petição, cujo teor não é conhecido. 

14 de junho de 2012 - A secretária de comunicação da PGR informa que Roberto Gurgel, tendo fraturado o braço, está afastado por questão médica desde a semana anterior. Porém, Giselly Siqueira complementa a informação dizendo que ao questionar o PGR este lhe informou não se lembrar do caso. Mas ainda não havia resposta sobre o que foi feito da investigação no âmbito da Procuradoria Geral da República. 

15 de junho de 2012 - O #Caixa2doDEMnoRN volta a ser assunto do Conversa Afiada, que desta vez enfatiza o fato de que o Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, disse à sua secretária de comunicação que não se lembrava do caso. 

18 de junho de 2012 - A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) fala pela primeira vez sobre o caso ao ser perguntada sobre o assunto em entrevista ao vivo no Jornal 96, da FM96. Rosalba diz que as denúncias não são sérias pois, se fossem, seus adversários teriam interposto ação ainda em 2006. Suas contas de campanha foram aprovadas. Rosalba usa de uma falácia, uma vez que suas contas foram julgadas sem que o órgão ministerial e o TRE tivessem conhecimento dos áudios das investigações. Nem seus adversários sabiam, já que os áudios permaneceram desconhecidos até serem publicados no blog, mesmo sem estarem mais submetidos a segredo de justiça, segundo disse o MP. 

21 de junho de 2012 - Um mês depois, continuamos sem resposta. E a sensação de que o crime no RN compensa. Ao menos para os poderosos, que tem o direito de não ser investigados conforme sua própria vontade.

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OS GOLPISTAS DE 1964 SE REVELAM NA MÍDIA BRASILEIRA: TRÊS GOLPISTAS NUMA IMPRENSA SUJA - AUGUSTO MERVAL NUNES PEREIRA DE AZEVEDO, OU.....

25.06.2012
Do BLOG DO SARAIVA


ELES TEM O DNA DO GOLPISMO.

......REINALDO PEREIRA DE MERVAL NUNES, OU.......

MERVAL AUGUSTO DE AZEVEDO PEREIRA, OU......

Não importa, a ordem dos "fatores não altera o produto" e, a soma da atuação desses três senhores na imprensa brasileira é um resto que envergonha, pela desfaçatez com que eles se torcem e retorcem para apoiar um golpe de Estado, afirmando que tudo aconteceu dentro do que a Constituição Paraguaia determina, ainda que, nas entrelinhas do que "borram", deixem escapar que ritos, tempos, etapas foram suprimidas ou encurtadas, e que o sagrado direito de defesa não foi respeitado e concedido ao ex-presidente do Paraguai, Fernando Lugo.

Beira a raia da delinquência jornalística, ver que esses senhores, tendo como motivação de fundo o seu ódio, pelo PT, por Lula, Dilma, a "esquerda", Chaves, etc, etc.....atropelem os fatos, atropelem o direito, atropelem o senso democrático, e defendam a barbaridade que aconteceu no Paraguai, tendo o narcotráfico como um dos prováveis patrocinadores, apenas por que o deposto não era de "direita" e fazia um governo alinhado com o de outros governos da América Latina aos quais não suportam.

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